Itália: roteiro

Minha queridinha Florença
Minha queridinha Florença

Escolhi conhecer outros países antes de conhecer parte da belíssima Itália.  Acho que tudo tem um porquê, mesmo que não compreensível. Mas chegou 2013 e a nuvem do desconhecido se desfez: meus pais, que nunca tinham saído do Brasil, iriam conhecer o país da bota, terra de seus avós, e iríamos juntos. Aí, por outro motivo, que ainda não entendo, um mês antes da viagem e com tudo pronto, meu pai não pôde ir devido a problemas de saúde. A viagem foi linda, mas não completa, como você pode imaginar.

Como viajaríamos em 5, a segurança de viajar com dois idosos e uma criança seria maior em uma excursão e essa foi nossa escolha. Além disso, dispúnhamos de pouco tempo entre a decisão de viajar e as  férias escolares de julho.

Pelas ruas de Assis
Pelas ruas de Assis

Há vários roteiros para a Itália, mas escolhemos o pacote com meia pensão de 9 noites, 12 dias, passando por Milão, Sirmione, Verona, Veneza, Pádua, Pisa, Florença, Siena, Assis, Roma e Capri, ufa! Isso, faça as contas e não terás uma noite em cada cidade. Mas a divisão real (ou plebeia rsrsrs) foi assim:

1 noite em Milão

2 noites em Veneza (Mestre), com passagem em Verona e Lago di Garda.

2 noites em Florença, com passagem em Assis, Pádua, Pisa e Siena.

4 noites em Roma com um bate-volta a Capri.

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Restaurante em Milão

Se dependesse de mim, claro que seriam 9 noites em Roma, ao menos 5 em Veneza, 5 na região da Toscana, 5 no norte da Itália. Slow Travel, dolce far niente, stop and smell the flowers. Não foi nesta viagem… Não, não! Se dependesse de mim, eu faria como Elizabeth Gilbert: permaneceria ao menos 4 meses em cada país. Aprenderia um pouco da língua e sobre os costumes locais, viveria em bairros não turísticos, experimentaria a culinária típica…

Veneza
Qualquer canto de Veneza pede uma foto

Acordei.

Alguns destinos precisam ser visitados mais de uma vez na vida e a Itália certamente é um deles. Principalmente se você “passou” pela Itália em 12 dias – e mais ainda se esteve em uma excursão! Um dia eu volto! Por falar nisso, leia o post Viajar por Conta, de  Pacote ou Excursão?, onde listo vantagens e desvantagens dessas três formas de viajar. Sabe aquela expressão city tour? Acho que a viagem em excursão, toda ela, é um city tour: você recebe um monte de informações (de um guia que já as pronunciou ao menos 300 milhões de vezes – haja entusiasmo para manter os olhos brilhando!), olha tudo com pressa, segue o grupo, não pode nem parar para fotografar os campos de girassóis (Essa, eu ainda não engoli, Alejandro!). Ou viajar de pacote é igual estar no exército: você se levanta cedo, se exercita o dia todo, as atividades são cronometradas, a comida certamente poderia ser melhor. Excursão é como ter bebê: você espera meses e quando chega você não dorme direito, não come direito, mas sente-se imensamente feliz.

Afrescos em Verona

No frigir dos ovos, como dizia uma antiga amiga antiga, gostei da experiência principalmente por causa do grupo formado por pessoas tão diferentes, o que sempre soma e tempera nossas vidas. Mas outras questões poderiam ter melhorado a qualidade da agência receptiva na Itália, Lusanova e Surland, como ter um guia italiano
(o nosso Alejandro, embora simpático e atencioso, não era) e informações detalhadas sobre o que faríamos em cada cidade, em que hotel ficaríamos (sim, quando comprei o pacote a operadora no Brasil me disse que dependeria da disponibilidade, mas que seria em um dos três listados. Simples assim!) e em que restaurante nossas refeições inclusas seriam servidas. Aparentemente eu fui a única que me incomodei com esses detalhes. Mas como viajar muda a roupa da alma, né, Mario?, depois de Veneza eu já havia decidido que não ia perder a viagem de sonhos e entrei no clima.

Florença dicas
O Rio Arno, em Florença

O pacote incluiu todos os traslados, hospedagem, café da manhã e meia pensão (algumas refeições no próprio hotel, outras em restaurantes), passeios de barco e gôndola em Veneza, barco no Lago Gardia e em Capri (ferry + barco), entrada nos museus do Vaticano  e na Galeria D’Academia de Florença. Isso encarece o pacote, mas ele pode ser parcelado, então o peso não fica só e um mês ou dois, como acontece quando se viaja por conta. Para se ter uma ideia, passeio de gondola custa em torno de 90 euros!

Veneza dicas
Cai a noite em Veneza

O aéreo foi pela Iberia (SP-Madri-Milão e Roma-Madri-SP), um avião digamos, menos moderno, sem entretenimento individual, o que o tornou mais longo. A conexão foi bastante demorada, mas o aeroporto de Madri é tão grande que realmente é preciso tempo para se deslocar de trem de um canto a outro. O processo de controle de passaporte foi bem rápido e sem stress, apesar de tudo o que eu havia lido a respeito dizer que havia filas imensas e péssimo humor de funcionários, uma verdadeira chateação.

Refeição da Iberia
Refeição da Iberia
As três gerações no aeroporto de Madri
As três gerações em conexão no aeroporto de Madri


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Roma Trastevere
Santa Maria in Trastevere, Roma

Atualização
E agora, em 2016, escolhi a Itália mais uma vez e espero ainda voltar para fazer o sul e oeste do país! Está programada uma breve passagem por Milão, Trento, Veneza e Verona, um roteiro de carro pelos vales e platôs das Montanhas Dolomitas. Toscana acabou entrando no roteiro para agradar minha colega de viagem – ai, que chato, ter que ir à Toscana! rsrsrs – e escolhemos Montepulciano, Montalcino, Pienza, Siena, San Gimignano e outras, uma verdadeira maratona pela região das videiras. Na volta eu conto como foi em posts novinhos.

Veja todos os posts já publicados sobre a Itália clicando aqui.

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