Extravio, Violação e Excesso de Bagagem. Da série “Vou viajar, e agora?”

Você não é o único ou única a se perder em uma viagem...

O sonho de viajar está mais perto, você já emitiu as passagens, reservou hotel, tem seu roteiro traçado e é hora de pensar na bagagem. Essa parte é meio chata, mesmo, e nem todo mundo curte fazer as malas. Mas essa etapa passa longe de ser apenas a escolha de seus looks na viagem ou de fazer tudo caber direitinho na sua companheira de aventuras. A gente sempre conhece alguém que teve a mala extraviada, violada ou com excesso de peso, então escrevi algumas dicas para que você faça o que está a seu alcance para evitar uma dessas chateações ou prejuízos.

Comecemos com o Excesso de Peso (da mala, tá?).

Limite de Bagagem

Em geral, é possível o embarque de uma mala ou mochila ou sacola a bordo,  mais uma bolsa, um livro, um casaco e um guarda-chuva.

A bagagem a ser despachada, ou seja, a que você deixa no check in e vai passear pelas esteiras, varia em voos nacionais e internacionais e depende até do destino. Verifique sempre no site da companhia aérea os limites para o voo que você pegará. Abaixo, as regras gerais, que busquei no Melhores Destinos, aquele site que irrita de tanta promoção que compartilha (rsrsrs):

Voos internacionais – Dependendo do país de destino, a franquia de bagagem pode ser de dois tipos: peça ou peso. Na franquia por peça, cada passageiro terá direito a duas malas de até 32 kg cada. Para saber as dimensões permitidas para o transporte de sua bagagem e, também, sobre bagagens de crianças de colo, consulte a empresa aérea.  Na franquia por peso, cada passageiro terá direito a  transportar bagagens que não excedam, no total:
• 40 kg na primeira classe.
• 30 kg em classe intermediária.
• 20 kg em classe econômica.
• 10 kg para crianças de colo, que não estejam ocupando assento.

Quando a viagem internacional inclui um trecho (voo) doméstico, a regra é a seguinte:

• Quando as passagens aéreas, tanto para o voo nacional quanto para o voo internacional forem conjugadas, ou seja, quando houver apenas um contrato de transporte (mesmo se forem de empresas diferentes), o passageiro terá direito à franquia de bagagem do destino internacional;

• Quando as passagens não forem conjugadas, ou seja, quando houver contratos de transporte distintos, o passageiro terá direito à franquia de bagagem nacional no trecho nacional e à franquia de bagagem internacional no trecho internacional.

A única prateleira para bagagens por vagão. Travel Light eram as palavras que batiam em minha memória...
A única prateleira para bagagens por vagão

Lembre-se que se for viajar de trem na Europa, por exemplo, há limite de uma mala por passageiro e o espaço para guardá-las é exíguo. Outro lembrete é que voos domésticos de companhias low cost tarifam sua bagagem, então pesquise os limites e corte o supérfluo.
Outro ponto que pesa contra as malas grandes é o metrô de cidades como Londres, Paris e Nova Iorque, que em muitos casos não tem escadas rolantes e, se você se utilizar desse transporte na chegada ou saída da cidade, terá de carregar sua bagagem pelos degraus.
Não deixe de ler o post Fazendo as Malas (link abaixo) onde escrevi sobre o que pode e o que não pode ser levado nas malas.

Quanto à bagagem de mão em voos nacionais, o peso máximo permitido é de 5 kg e o tamanho é calculado medindo-se altura + comprimento + largura), não podendo ser superior a 115 cm. Em voos internacionais o peso limite pode variar. Nos saguões dos aeroportos, as companhias aéreas costumam manter uma estrutura de metal para que você encaixe sua mala de mão e confira se pode ou não ser levada a bordo. Excedendo os limites, você terá que despachá-la.

A Balança Salvadora.Digital scales
Eu não tenho nenhum tipo de balança para pesar malas, mas senti falta de uma muitas vezes. Elas podem ajudar a distribuir o peso entre as malas e principalmente apontar se estão acima do limite permitido.

Extravio de Bagagem
Viajar traz várias emoções e uma delas é o alívio que sentimos quando nossas malas chegam na esteira (rsrsrs). Sua mala pode ser extraviada por vários motivos, então vale a pena, no check in, conferir na etiqueta que a atendente fixa à mala se o destino está correto. Além disso, não há muito o que fazer além de saber seus direitos.

Só falta!
Só falta!

Uma boa ideia é fotografar suas malas para o caso de ser necessário descrevê-la ao funcionário da companhia aérea quando constatado o extravio. Isso ajuda em um momento tenso e falar uma língua estrangeira em momentos tensos não é pra qualquer um!

Eu nunca passei por isso, então fiz uma pesquisa e o site Skyscanner traz orientações de o que fazer em caso de extravio ou atraso de bagagem, que pode acontecer em caso de conexões, por exemplo. Felizmente, muitas vezes é esse o caso: sua mala não foi roubada ou “perdida”. Resolveu passear em outro destino.

Minhas malas não aparecem

A primeira coisa a ser feita, assim que o viajante perceber que suas malas não apareceram na esteira ou vieram danificadas de alguma forma, é procurar a companhia aérea com a qual viajou e preencher um formulário conhecido como RIB (Registro de Irregularidade de Bagagem).

Infelizmente, depois disso não há muito a ser feito, além de esperar. As empresas brasileiras têm um prazo de 30 dias para devolver as malas perdidas. Quando os objetos são encontrados, a própria companhia se responsabiliza pelo envio, que deverá ser feito no endereço indicado pelo cliente –as despesas e custos com frete ou transporte ficam a encargo da empresa.

A devolução não foi feita?

Caso a devolução não seja feita dentro deste prazo, o passageiro deverá ser indenizado e para ser ressarcido pelos bens lesados existem duas maneiras. Caso não tenha feito declaração dos bens armazenados nas malas perdidas, o consumidor receberá uma indenização correspondente a 150 OTN (Obrigações do Tesouro Nacional) –o valor varia de acordo com a cota nacional. Os passageiros que declararam os bens no ato do check-in recebem a quantia acordada com a empresa.

Para que todo o processo seja concluído, porém, o passageiro deverá recorrer à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), assim que completarem 30 dias depois da data do preenchimento da RIB, principalmente quando se sentir prejudicado com as tentativas de solucionar o problema diretamente com a empresa.

Além da Anac, é possível recorrer ao Procon e ao Poder Judiciário.

Ainda sobre a indenização, para situações ocorridas no exterior, as companhias aéreas pagam um valor de U$ 20 por quilo de bagagem –informação registrada no ato do check-in. Se não ficar satisfeito com o ressarcimento, o viajante poderá processar a empresa e tentar uma compensação maior.

As malas voltaram, mas…

É raro, mas acontece. Depois de ter feito o registro, dentro de poucos dias, o passageiro recebe sua mala de volta, só aberta ou danificada e sente a falta de objetos pessoais.

Nas situações em que houver pequenos danos nas malas, o consumidor deverá fazer imediatamente uma reclamação formal à companhia aérea, para que a mesma possa assumir o conserto ou a substituição da mala.

No caso de roubo de objetos pessoas, é possível processar a empresa e tentar reaver valores. No entanto, sem declaração dos bens, fica difícil comprovar os danos e os acordos costumam ser simbólicos.

Cuidado com objetos de valor

Para evitar roubos ou mesmo danos em itens pessoais, o recomendado, inclusive pelas próprias companhias aéreas, é nunca despachar objetos de valor.

Joias, câmeras ou outros eletrônicos e dinheiro devem ser sempre transportados na bagagem de mão. Quando não for possível e o passageiro estiver ciente do risco que corre ao despachar itens valiosos, a declaração é de extrema importância, assim como providenciar a proteção de peças frágeis, fazendo embalagens especiais para este tipo de situação.

A maneira mais eficaz de evitar dores de cabeça ainda maiores em caso de extravio de bagagem é recorrer a um seguro viagem. As apólices se responsabilizam pelo ressarcimento, garantindo um reembolso justo, de acordo com o valor pago à seguradora.

As condições e os valores variam de empresa para empresa, dependendo de uma série de fatores. A regra pra todas as opções, porém, é que a indenização será paga somente depois que a companhia aérea confirmar o extravio.

Violação de malas e o Golpe da Cesária
Outro alívio é saber que, além de não extraviadas, não foram violadas pelo Golpe da Cesárea. O truque é bem simples: com uma caneta do tipo BIC, o indivíduo “fura” o zíper da mala, abrindo-o. Retira da mala o que for de seu interesse, depois fecha o zíper. Você retira suas malas da esteira e vai pra casa e só lá percebe que foram violadas. Por isso é importante prender as extremidades do zíper (aquela parte que a gente segura para abrir e fechá-lo) em um ponto fixo e nem todas as malas o têm, como mostrei no post “Com que Mala eu Vou?” e nas fotos abaixo. Desse modo, o zíper não pode ser movimentado e o gatuno vai atrás de uma presa mais fácil.

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O zíper fica preso ao dispositivo triangular e impede o Golpe da Cesárea
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No fechamento TSA, o zíper também fica preso em ponto fixo

 

 

 

 

 

 

 

Uma alternativa para quem não tem uma mala com fechamento TSA ou com ponto fixo é comprar um lacre especial cujo fio de nylon passa pelos orifícios do zíper e, caso esteja danificado ou rompido, você tem como saber que a mala foi violada. O lacre tem uma numeração impressa, que deve ser fotografada no momento do despacho de bagagens para comprovar que aquele era o lacre utilizado e evitar que seja substituído por outro.

Veja vídeo de como funciona.

Fotografar o lacre evita que seja substituído por um possível violador
Fotografar o lacre evita que seja substituído por um possível violador

Nenhum desses dispositivos garante a segurança de sua mala, mas apontam para a violação antes que você deixe o desembarque do aeroporto, pois comprovar violação depois de deixar a área é mais burocrático.

O filme plástico que encapa malas em aeroportos também é uma alternativa para proteger sua bagagem e, se você quiser economizar, use aquele filme de cozinha mesmo. Só não fiz as contas para saber se vale a pena, mas tem gente que já fez isso!

Agora, se você quer proteção com estilo, nada melhor do que uma capa para sua mala, que pode ser personalizada ou não. Eu testei a de um dos fornecedores, a StarBags e aprovei! Saiba mais em Com que Mala eu Vou?

A Capa da StarBags personaliza e protege sua mala
A Capa da StarBags personaliza e protege sua mala

O seguro Viagem, que na minha opinião é essencial, além de cobrir serviços de saúde e acidentes pessoais, também cobre o extravio de bagagem. O Mulher Casada Viaja tem parceria com a Mondial Assistance, que frequentemente oferece descontos para os leitores do blog. Basta clicar no logo da Mondial à direita (em PC) ou no final do blog (em versão smartphone). Mas é preciso uma senha para validar o desconto, então curta a página do blog no FB que eu sempre divulgo por lá. Ah, fazendo seu seguro na Mondial, eu ganho uma comissão. Não é uma maneira simpática de “agradecer” pelas dicas que tenho postado por aqui? Você não perde nada e eu ganho uma comissão.

Com este post, finalizo a série de três a respeito de bagagem. Se você tiver perguntas ou alguma dica super maneira, como diriam os cariocas, deixe seu comentário.

 

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