Trocando em miúdos (ou seja, fazendo o câmbio)

Nos tempos do dez réis e do vintém,
Se vivia muito bem, sem haver reclamação
Eu ia no armazém do Seu Manuel com um tostão,
Trazia um quilo de feijão
Depois que inventaram o tal cruzeiro,
Eu trago um embrulhinho na mão
E deixo um saco de dinheiro

Beth Carvalho

OK, essa entregou minha idade, mas eu juro que era bem pequena! rsrsrs

Lembrei dessa música da minha infância porque essa é a impressão que temos quando trocamos reais por euros ou dólares: deixamos um “bolo” de dinheiro e saímos com um “beijinho” (escolhi esse doce para representar o dinheiro trocado porque moeda estrangeira significa viagem. Viagem=beijinhos=adoro! ai, como sou bobinha…).
Ah, legal é trocar reais por dinheiro da América Latina! Dá uma sensação (ilusória, claro) de se ser muuuuito rico ahahaha.

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20 mil pesos chilenos não é muita grana: você faz uma refeição

Desde o final de 2014 o dólar disparou e, além de mais caro, viajar para o exterior tem requerido maior pesquisa de formas de pagamento, de onde e quando fazer o câmbio. Especialistas financeiros sugerem que se programe a viagem internacional com ao menos 4 meses de antecedência e que se compre a moeda estrangeira aos poucos. Outros dizem que em época de alta do dólar o melhor é comprar o mais cedo possível e tudo de uma vez, porque a coisa pode piorar. Ou seja, não há consenso porque o mercado é imprevisível.

Formas de pagar suas despesas no exterior

– dinheiro local. Fazer o câmbio no Brasil e levar as cédulas estrangeiras exige um planejamento e controle de gastos maior. Se você não costuma viajar para aquele país, se sobrar dinheiro precisará trocá-lo por reais novamente – ou gastá-lo com supérfluos. No exterior, evite as casas de câmbio de aeroportos e em zonas turísticas, que costumam ter câmbio desfavorável. A taxa de IOF é de 0,38%.

– cartão de crédito internacional. Eu uso menos o cartão agora, não só pela alta taxa de IOF de 6,38%, mas porque daqui a um mês o dólar pode estar mais alto, mas ainda é a forma mais prática e segura. Além disso, gastar no cartão acumula pontos que rendem mais viagens se seu cartão emitir passagem ou for afiliado de um programa de milhagens.

– habilitar o cartão de débito do seu banco para funcionar para saques fora do Brasil. A taxa de IOF é de 6,38%, acrescida de uma taxa a cada utilização dos caixas eletrônicos da rede Plus (Visa) e Cirrus (Mastercard). Com tantas taxas, acho interessante deixar para emergências.

– emitir traveler’s checks. Sim, eles ainda existem, mas eu não os uso há muitos anos então não sei como é sua aceitação. Nas viagens internacionais, também não tenho visto ninguém usando em lojas ou restaurantes. Fale com o gerente do seu banco.

O que considerar para decidir, além das taxas

– segurança: levar tudo em dinheiro requer uma preocupação maior com a guarda dele. Divida a quantia total entre os viajantes. Se uma bolsa se perder ou for roubada, você não perde a quantia total. Eu não sou fã daqueles Money belts, mas se você vai a um país inseguro ou vai ficar longas horas pelas ruas com grandes quantias, talvez valha a pena. Nos hotéis, guarde sempre seus valores em cofres.

– praticidade: se você optar por sair do Brasil com reais ou mesmo com dólares mas visitará país ou países que não utilizam essa moeda, vai gastar as horas preciosas de suas férias para pesquisar câmbio e se deslocar para isso.

foto de nkcl.com.hk
foto de nkcl.com.hk


Outras dicas

Este site brasileiro lista casas de câmbio em várias capitais do Brasil. As atualizações não seguem um padrão: algumas dispõem o câmbio diariamente, outras a cada hora, mas podem ajudar a ter uma ideia de quanto desembolsar:

O Conexão Paris deu a dica deste site, que lista casas de câmbio na Cidade Luz. Lembre-se que se você levar quantia em real acima de 10 mil reais, precisará declarar em sua saída ao Brasil.

Para cada país que você visitar, há uma particularidade, então convém pesquisar em blogs e fóruns de viajantes. Em Buenos Aires, por exemplo, pessoas oferecem o câmbio na rua, mas isso pode ser inseguro devido a golpes e notas falsas. Alguns lugares da Capital argentina aceitam reais e o câmbio é feito na hora, em cidades menores isso já não acontece e é preciso levar dólares. Meu blogueiro favorito, o Ricardo Freire do Viaje na Viagem, dá a dica para capitais da América Latina:

Para viagens a Buenos Aires, Montevidéu, Punta del Este, Santiago e Lima você não precisa comprar dólares: pode levar reais mesmo, que têm boa cotação nas casas de câmbio das áreas centrais (em Buenos Aires, use as “cuevas”, agências de câmbio paralelo que são toleradas pelo governo e oferecem uma cotação pelo menos 50% mais alta do que a praticada pelos bancos e casas de câmbio oficiais). Em Punta del Este e Buenos Aires o real é aceito também no comércio (em Buenos Aires, pergunte sempre a cotação antes de pagar). Na Argentina, no Chile e no Peru, fora das capitais é melhor levar dólar.

Outra opção é viajar pelo Brasil e esquecer tudo isso.

Abraços e bom câmbio para você!

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