Santiago: atrações do Centro

Este post inicia uma série onde compartilho o roteiro de 5 dias em Santiago, com destaque para as atrações do Centro da cidade, edifícios governamentais, arquitetura moderna e clássica lado a lado, Catedral de Santiago, Museu de Arte Precolombiana e outros. As dicas você encontrará inseridas no texto. Sim, vai ter que ler, mas você só tem a ganhar! 😂

Chegada a Santiago
Chegamos na hora do almoço, num voo direto de Calama, cidade mais próxima de San Pedro do Atacama (leia posts sobre o Atacama aqui e não resista, vá!). Como tínhamos comprado o chip durante a conexão de ida, chamamos um Uber (custou 13.188 pesos) cujo motorista era venezuelano, algo que se repetiu noutras vezes que usamos o app. Pobre Venezuela… Enquanto o carro se arrastava pela Costanera, uma espécie de Marginal Tietê/Pinheiros de SP, eu procurava outras similaridades com minha cidade além do trânsito e da poluição, mas nada me inspirou a fotografar ao longo dos 16 km até o centro… ainda estava maravilhada com o Atacama e levou um tempo até eu gostar de Santiago. Mas eu gostei. Vai lendo…

O aeroporto de Santiago

Encontre os demais posts sobre Santiago no menu Chile, recheadinho de outros destinos maravilhosos deste país lindo e tão rico.

Os pontos em azul do mapa abaixo indicam os pontos turísticos do Centro de Santiago, mas não visitamos todos no mesmo dia, então você não encontrará relato sobre todos eles neste post. Acompanhe nos próximos, please.

Os pontos em vermelho indicam atrações no centro e fora dele que não visitamos, mas que você pode incluir no seu roteiro, de acordo com sua realidade de tempo e gosto.

Os pontos amarelos são locais visitados fora do Centro.

Passeio pelo centro de Santiago
Fizemos o check in no hotel (Panamericano)  – que não indico porque não gostei – e saímos para fazer o câmbio na Rua AgustinasHá vários pontos de troca, um bem perto do outro, então é fácil comparar valores e taxas. Escolhemos a Laser.

O centro de Santiago é muito movimentado e para quem como nós estava vindo do deserto, chegou a ser um pouco estressante. No final de semana a região se transformou e ficou bem tranquila, foi um prazer caminhar pelas ruas observando a arquitetura do início do século 20 e moderna lado a lado. Nem usamos o metrô, dá pra ver os principais pontos sempre a pé, porque preferimos caminhar. Nosso limite foi Cerro San Cristobal, mas achei tão pertinho que pensei que aquele era o Santa Lucia, mais centralizado.

As plaquinhas pelo chão indicam edifícios históricos

Depois buscamos algo rápido para comer e paramos numa lanchonete com mesas altas e sob árvores na calçada, na rua Huérfanos, via de pedestres bem movimentada, com banquinhas de frutas deliciosas, delis e comércio em geral. No final da tarde, vi apresentação de danças típicas em troca de uma moeda no chapéu. 

Se ainda não me conhece, prazer!

Matamos saudade da cerveja peruana Cusqueña, mas o hambúrguer não agradou muito (saiba custo das refeições que fizemos em Santiago: guia de viagem, no menu Chile). Menos ainda agradou a visão de vários cafés do outro lado da rua, os “típicos” cafés com pernas – com pernas, busto e bundas – abençoados por Apolo – das garçonetes. Quando é que o corpo das mulheres vai deixar de ser um chamariz pra comprar cerveja, carros ou fazer uma refeição no meio do dia?

Sim, elas são lindas, mas dá pra conter o instinto animal, né?

Museu de Arte Precolombiano
Com o final da tarde chegando, fomos ao Museu Chileno de Arte Pré-Colombina, que fica na Bandera 361. Compramos o ingresso na hora (4.500 pesos) e não havia filas. Além da bilheteria, o saguão tem um pequeno café iluminado por luz natural junto à loja do museu.

O acervo é muito interessante, principalmente os itens da exposição Chile antes do Chile, no subsolo, que foi onde mais nos demoramos, lendo atentamente as informações e apreciando os detalhes de objetos do século 15. O ambiente também é gostoso: um equilíbrio entre sombra e luz que mais lembra um espetáculo do que um museu. Se você quiser ir além das informações daqui, veja o site Chile antes do Chile, que explica a maioria das peças.

Totens de madeira, talvez a imagem mais popular do museu
Objetos do seculo XV,  o ‘Chile’ sob domínio do império Inca
O que mais me impressionou foi o (bom) estado dos objetos. Estes chapéus são representações de animais que ofereceriam proteção para quem os usasse na cultura Tiwanaku.

Observando o objeto abaixo, talvez você também imagine que se trata de algum adorno, mas acredita-se, para minha (e talvez a sua) surpresa que se trate de uma espécie de ábaco, um registro para contabilizar, um tipo de inventário de gado e alimentos.

Quipo, para registro de bens incas

O expositor abaixo representa múmias da cultura Chinchorro, prática exercida entre 6.000 e 2.000 antes de cristo, no Norte do Chile. Os corpos eram preenchidos com penas, galhos, tiras de couro e outros materiais.

No andar superior você encontra objetos como trajes cerimoniais astecas, têxteis do México, instrumentos musicais andinos e cerâmicas da Amazônia.

Saindo do museu, vemos uma praça retangular e com espelhos d’água, onde há vários edifícios governamentais, como o Palácio de Justiça e a Biblioteca do Congresso Nacional.

O museu Precolombiano
Fachada do Palácio da Justiça

Aproveito para dar uma dica de segurança: Basicamente usei minha câmera DSLR em espaços internos ou a tirei da mochila, fiz uma foto rápida e a coloquei de novo. A maior parte das fotos externas foram feitas com o celular. No segundo dia, um senhor me viu com a câmera e pediu que eu tivesse cuidado, num lugar aparentemente tranquilo, o parque florestal. Como eu tinha lido vários casos de roubo de celulares e carteiras em Santiago, resolvi não facilitar.

Continuamos pela Bandera ou sua paralela, a Morandé, e encontramos o belo jardim do antigo Congresso Nacional, na Rua Catedral. O prédio de 1876, construído em estilo neoclássico, que abrigava o Congresso Nacional até ser transferido para Valparaíso, foi o primeiro que me impressionou, mas infelizmente não é aberto a visitação. Fiquei olhando seus jardins e colunas simétricas tal qual cachorro em vitrine de frango assado…

Jardim do antigo Congresso Nacional

 

Em frente ao ex-congresso Nacional

Continuando pela Rua Catedral, chegamos à Plaza de Armas (falarei sobre ela em outro post), onde ficam a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional, que infelizmente não visitamos. Seu acervo contém objetos, pinturas e documentos que ajudam a contar a trajetoria do país do período precolonial até o final do século 20. Aos Domingos a entrada é gratuita.

A Catedral de Santiago foi inaugurada em 1800, mas como é comum a catedrais, não é a primeira construída no local. Seu interior é muito rico, então não se deixe levar pela austeridade externa.

Quanto à Plaza de Armas, achei curioso vê-la com tanta gente ocupando seus bancos no final do dia, conferindo um clima de interior, apesar dos passantes apressados. Dançarinos se apresentavam no coreto, reforçando essa sensação.

Plaza de Armas, com a Catedral à esquerda

Também no centro, na Plaza Ciudadania, fica o Palacio la Moneda, que leva este nome porque em sua inauguração, em 1805, era a Casa da Moeda antes de se tornar o palco de eventos recentes (considerando tempo histórico) conturbados e marcantes e que resultaram em 25 anos de ditadura exercida por Augusto Pinochet. Não fizemos a visita interna, apenas passamos em frente e, para falar a verdade, não o achei muito imponente, fora o tamanho. Outra coisa que você pode fazer ali é assistir à cerimônia de troca da quarda, que  acontece em dias alternados, sempre às 10h.

No subsolo da Plaza de la Ciudadania, La Moneda, fica o Centro Cultural La Moneda, onde sempre tem uma exposição de arte acontecendo. A entrada é gratuita até 12h e paga-se 5.000 pesos depois desse horário.

Palácio la Moneda

Voltamos para o hotel antes de escurecer pois o cansaço bateu (havíamos acordado de madrugada para pegar o voo) e jantamos deliciosas frutas chilenas no quarto mesmo. Minha impressão de Santiago ainda não estava definida e fui pra cama sem muita empolgação. Achei a cidade limpa, mas vi muitas pixações em edifícios e muita fuligem, o que tira o brilho da arquitetura. O pouco que fiquei no centro me lembrou bastante do centro velho de SP de décadas atrás, com edifícios de linhas retas que não causam impacto junto a outros meticulosamente planejados para atrair olhares. A diferença é que hoje o centro de SP está tomado por moradores de rua, imigrantes não regulamentados e abandonado. Santiago me pareceu ter mais motivos para se orgulhar de sua cidade e isso senti em poucas horas, apenas. A poluição, que piora e muito nos meses quentes, incomoda um pouco, e como vínhamos do deserto, demos uma relaxada e não usamos soro nas narinas, tanto que as minhas chegaram a sangrar. Por isso, previna-se.

As imagens abaixo são de minhas andanças pelo centro, então olhe sempre para o alto – e olhe para baixo – e veja tudo, você está em outro país, outra cultura, deguste o que te faz mais feliz!

 

Prédio da Bolsa de Valores

SANTIAGO roteiro e dicas

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16 comentários sobre “Santiago: atrações do Centro

  1. rui batista 2 de setembro de 2017 / 16:00

    Saudades de Santiago… e da Cusqueña, como bem dizem 🙂 E vocês tiveram mais sorte do que eu a ver mulheres lindas lol Gosto muito da cidade, embora o resto do país seja, para mim, bem mais estimulante, nomeadamente a bela natureza…

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    • Marcia 3 de setembro de 2017 / 19:55

      Concordo com você, Rui (não a parte de ter sorte, claro 😂, mas também prefiro a natureza do Chile. Mas a capital tem muito pra explorar também.

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  2. Malas pra que te quero 2 de setembro de 2017 / 18:02

    Nunca estivemos em Santiago, mas sempre ouvimos falar muito bem.
    Adoramos as fotos do museu… provavelmente iríamos gostar deste passeio!
    Anotamos todas as dicas! Valeu!

    Curtido por 1 pessoa

  3. luakfs 2 de setembro de 2017 / 21:47

    Tive que ler do começo ao final para ler as dicas e foi um prazer. Santiago é um lugar riquissímo e quero muito conhecer! É uma pena que em quase todo lugar o coropo da mulher seja usado para chamar clientes – seja com garçonetes panicats, seja com baladas com preço diferenciado pro pubico feminino. :/

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    • Marcia 3 de setembro de 2017 / 19:59

      ahaha, é que hoje muita gente tem preguiça de ler, obrigada por dizer que leu – e que gostou ❤

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  4. Robba Caravieri 2 de setembro de 2017 / 23:29

    Eu adorei Santiago quando visitei, uma cidade muito diferente das outras aqui na América do Sul, tudo funciona, limpa e organizadinha. Não é a toa que eles estão quase sendo considerados países de primeiro mundo. Parabéns pela matéria, adorei muito!

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    • Marcia 3 de setembro de 2017 / 19:56

      Também gostei de Santiago, mas não foi amor à primeira vista!

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  5. angiesantanna 3 de setembro de 2017 / 7:00

    acredita q n visitei nenhum desses pontos ai em Santiago: fizemos um passeio de bicicleta pelos mercados, numa vinicola mais afastada e subi no sky costanera!

    Curtido por 1 pessoa

  6. Alessandra Fratus 3 de setembro de 2017 / 11:36

    Adorei as dicas! Santiago está super na minha lista de viagem e com certeza esse post vai ajudar bastante no meu planejamento. Amei os totens de madeira no Museu de Arte Precolombiano. Fiquei hipnotizada!!! Uau!

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    • Marcia 3 de setembro de 2017 / 19:57

      Oi, Alessandra, fica de olho nos próximos posts, então. Sim, esta parte do Museu é linda e fascinante. abraços

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  7. Viajante Comum 4 de setembro de 2017 / 13:49

    Não tive oportunidade de conhecer o Museu de Arte Precolombiano mas sou apaixonada por essas peças. Cor, textura, formatos e história! Tudo muito lindo! Aliás, Santiago é apaixonante! Beijos!

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  8. Keul Fortes Ana Raquel 12 de setembro de 2017 / 17:33

    A M E I essas dicas! Santiago tem um charme especial. Seu guia está demais. Vai me ajudar muito quando estiver planejando minha ida a Santiago. Parabéns pelo post!

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    • Marcia 12 de setembro de 2017 / 19:20

      Obrigada pela visita e feedback, Keul! Hoje publico o roteiro completo do segundo dia em Santiago.

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