Onde Comer no Deserto do Atacama

O Deserto do Atacama, no Chile, já é um destino desejado por muitos brasileiros e como se trata de um deserto, há muitas dúvidas sobre como é a vida do turista por lá, mas neste post falo especificamente sobre como são os restaurantes, o que servem, compartilho os preços…

A salada Caeser do Tierra, na Caracoles

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Bate Volta de Santiago do Chile: Portillo e Caracoles

Nem queria passar por aquela estrada sinuosa em plena cordilheira dos Andes, a Caracoles. Mas isso foi quando eu paquerava a Serra do Rio do Rastro, no Brasil, que tem paredões verdes e no verão, o roxo dos manacás colorindo a mata. Quem desdenha quer comprar, já diz o ditado… Quando descobri que para ir a Portillo a partir de Santiago a gente passaria pela Caracoles, ter essa experiência passou a ser até mais relevante do que visitar Portillo e seu lindo lago azul. Que mulher volúvel, você pode pensar, mas o fato é que numa viagem de 10 dias pelo Chile não caberia rodar quilômetros só pela ideia de pegar uma das estradas mais sinuosas do mundo. Gente, agora eu acho que vale!

A los Caracoles, pouco antes de Portillo

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Como é o tour Vale da Lua e Vale da Morte no Atacama

Que comecem os superlativos! Estreamos no deserto mais árido do planeta, o chileno Atacama, com um dos passeios mais populares e o mais próximo da cidadezinha de San Pedro de Atacama, a qual tem ares de faroeste americano ou de sertão brasileiro. Talvez pelo ineditismo tenha sido um dos passeios que mais me marcou, mas talvez tenha sido pelo incrível por do sol de um lado do vale e pela lua cheia do outro. É mais certo afirmar que a cada post publicado eu diga a mesma coisa sobre o Atacama: que todos os passeios foram de alguma maneira únicos e inesquecíveis, seja pelas paisagens, seja pelos efeitos do calor, do frio, da altitude, do silêncio, da companhia de pessoas que compartilham com você o prazer de estar naquele canto quase intocado do planeta. E isso não é pouco. Vá logo, vá logo, é minha melhor dica.

Este passeio é interessante fazer no primeiro ou segundo dia de sua estadia em San Pedro, dependendo de quantos dias tiver por lá, porque é de baixa altitude comparado aos demais. Os vales estão a apenas 2.500m, e também porque é mais rapidinho, com duração aproximada de 5 horas, podendo ser feito no período da manhã, quando há menos pessoas, ou à tarde, que embora seja mais cheio proporciona o espetáculo das cores do sol poente sobre as montanhas e vales. Então, a grande dica é contratar uma agência que te leva a um lugar especial pra ver este espetáculo que é o por do sol. Mas vamos começar pelo começo.

O guia Fabio, paulista que virou a mesa e se estabeleceu na seca, empoeirada e peculiar San Pedro de Atacama, chegou pontualmente em seu 4×4 em nosso hotel às 16h e só passamos em um outro hotel pra pegar a Aliny do blog Me Leve na Mala e sua mãe. Ou seja, parecia mais um passeio de amigos do que uma excursão e a vantagem da agência FlaviaBia Expedições começa por aí: grupos sempre pequenos e de brasileiros e guias fluentes em Português. Vou falando mais nos próximos posts.

Acesse a página índice do Atacama aqui no blog, onde estão/estarão os links para todos os posts sobre os passeios, a cidade e dicas gerais para planejar sua viagem até lá, como transporte, preços de alimentos, etc.

Ambos os vales ficam numa cordilheira denominada Cordilheira do Sal, um antigo lago cujo fundo foi se levantando e verticalizado, formado na mesma época da Cordilheira dos Andes, só uns 23 milhões de anos. Além do sal, o branco que se vê em alguns pontos é gesso. Eu sinceramente não consegui ver diferença entre os dois. Visitar em março é legal porque é dos poucos períodos em que chove, então a chuva lavou os campos de sal e estavam branquinhos! Por outro lado, a umidade esteve em torno dos 30% quando estivemos lá e isso prejudicou um pouco a nitidez das fotos dos Andes.

Há uma espécie de portaria/pedágio, controlada pela Associcion Indigena del Valle de la Luna, que representa 6 comunidades (você recebe um panfleto com mapa na entrada explicando melhor) e gerencia o Vale da Lua. Achei bastante simpático do governo chileno, que não tomou o lugar que tem todas as caractetísticas de um parque nacional. Aqui se pagam 2.000 pesos por pessoa. Leve dinheiro.

Cada agência faz um roteiro, mas os pontos visitados parecem ser os mesmos, embora até aí possa haver diferença. Nosso tour, por exemplo, não foi à popular Pedra do Coyote ou Mirador de Kari. Depois fiquei sabendo que descobriram uma trinca na pedra e não é mais permitido subir nela. Adeus filas pra fotos…

canyon para a caverna de sal

Nossa primeira parada foi a Caverna de Sal, uma caminhada dentro de um canyon estreitíssimo, de paredes com formas ora arredondadas, ora verticais cheias de cristais de sal, onde passa apenas uma pessoa por vez, em fila indiana. Se você se espremer bem em um determinado ponto, dá pra passar em vez de voltar pelo mesmo caminho, mas não nos esprememos, então não posso contar essa parte de virar suco. Como nosso tour saiu antes do que a maioria das agências, que começam às 17h, quando estávamos saindo um grupo grande chegava, e fica impraticável caminhar com gente indo e outras gentes vindo. Escolha bem sua agência!

Ah, ao lado da área do estacionamento tem sanitários, mas estavam trancados com cadeados quando visitamos. A dica é levar papel higiênico nos passeios e brincar de ser gatinho. Não falta areia pra enterrar seus tesouros.

De lá seguimos para o Vale da Lua. A velocidade máxima permitida é de 40km/h, então dá pra apreciar bem as paisagens. Há uma área de estacionamento e seguimos a pé em uma trilha de terra batida e pequena elevação por cerca de 10 a 15 minutos. Leve água, porque nos demoramos aqui e não há sombra.

O branquinho não é neve, é sal!
São tantas cores e formas…
Basta olhar para o horizonte na direção dos Andes pra ver um vulcão. São 17 somente nesta região!

Então subimos uma colina e uau! Um visual de paisagens incríveis e formações bem diferentes entre si – e os vulcões sempre no horizonte, no lado oposto, na Cordilheira dos Andes. Dá pra andar no topo dessas duas colinas, que têm terra batida e muitas rochas, tornando bem tranquila a caminhada, mas ouvi gente dizendo que a subida é muito cansativa, o que achei estranho, pois achei muito fácil e meu único esporte é ser sedentária.

O que mais me impressionou é que há duas formações muito parecidas e que parecem arenas romanas, inclusive são chamadas Anfiteatros.

formiguinhas diante da imensidão do deserto

Dunas de areia escura, campos de sal, formações rochosas que parecem de outro planeta, este vale é rico por sua diversidade.

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Sim, há dunas neste deserto!

Veja o filminho que fiz do alto da colina no Vale da Lua:

De lá, ainda nos limites do Vale da Lua, visitamos uma pitoresca formação rochosa chamada Três Marias, um conjunto de 1 milhão de anos, assim, no meio do nada, como muitas formações que veríamos no Salar de Tara. Parece que uma das Marias foi decapitada por um turista há alguns anos, mas o nome do conjunto continua o mesmo. Eu, pra falar a verdade, achei mais divertido fotografar o homem casado viaja na estradinha do que disputar espaço com os muitos turistas nas Três Marias.

A gente sai pulando, saltitando, de tanta alegria. Efeitos da altitude?
Três Marias, à esquerda da foto. Uma Marcia, à esquerda dos ciclistas

Então partimos para o Vale da Morte e no caminho há um trecho em que o vulcão Licancabur, que domina a paisagem do Atacama, pode ser visto bem no meio da estrada. Ou seja, filme, fotografe, peça pro guia parar pra tirar fotinhos, não deixe só na sua memória. O nosso guia não parou no meio da estrada porque estava preocupado com o horário.😠 Tá certo, já pensou se a gente perde o por do sol?

Fiz a foto de dentro da van, mesmo: o imponente Licancabur

O Vale da Morte é um buracão fantástico, digno de locação cinematográfica, assim como todo o Atacama, mas o que tornou este passeio tão especial foi o por do sol. Chegamos pouco antes de o espetáculo das cores começar. É incrível como as cores mudam em segundos! E foi único ver no Oeste o sol se pondo e no leste a lua cheia!  Nem vou descrever, vejam as fotos:

duas fotos feitas com o mesmo celular, com intervalo de 5 segundos

Sempre acho que o por do sol da última viagem foi o melhor, mas vai ser difícil bater este!

Com o sol se pondo, o vento fica frio e precisamos nos agasalhar, mas lembre-se que esta viagem aconteceu no final do verão, em março. Em outras épocas pode ser mais frio, então pesquise a média de temperatura quando você for. Eu sempre uso o app Accurate weather. Sua agência também pode te informar o que vestir. Vi gente de shorts e vi gente de calças, como em nosso grupo. Minha mala estava cheia de gorros e cachecóis que nunca cheguei a usar. But you’d better be safe than sorry!

E pra deixar o dia ainda mais especial, uma manta andina sobre uma mesa com aperitivos, vinho tinto, suco, e até comida quente: carne moída e frango em cubinhos e acompanhamentos. Só comi por insistência do guia, porque eu já estava alimentada com tanta paisagem linda deste nosso primeiro dia no Atacama.

Nosso pequeno grupo brindando o privilégio de estar no Atacama

Vale a pena fazer o Vale da Morte e Vale da Lua?
Sim! Não precisa ser geólogo para admirar os contornos das montanhas e dunas; não precisa ser trilheiro para fazer os poucos percursos a pé; não precisa ser muito sensível para se emocionar com o por do sol num lugar espetacular como o Atacama.

Quanto custa o passeio Vale da Morte e Vale da Lua? Que agência contratar no Atacama?
Todas as agências da cidade de San Pedro fazem este passeio, mas há diferença enorme nos preços e consequentemente no serviço prestado. Pergunte quantas pessoas estarão no grupo, o que acontece se não houver número suficiente para o passeio, qual o roteiro para o passeio, quantas horas leva, se é servido algum lanche, entre outras. Não se apoie somente no preço para decidir, especialmente em passeios mais distantes, como o Salar de Tara, de que falarei mais adiante. Vi vários carros quebrados no meio do deserto…

Dá pra ir ao Vale da Lua ou da Morte sem agência?
Muitas pessoas fazem este passeio em carro comum, porque não saímos da estrada (mas para o por do sol no Vale da Morte, no ponto aonde fomos, é preciso um, sim), mas alugar carro em San Pedro é bem caro, então se você realmente quiser guiar pelas estradas de rípio do deserto programe-se para alugar um no aeroporto de Calama e trace bem suas rotas num mapa, de papel, sabe?, pois não há conexão na maior parte dos lugares do deserto.

Também é possível fazer esses passeios de bicicleta, mas tem uma subidinha puxada logo ao sair de San Pedro, então acho que esta opção é só para quem tem a bicicleta como esporte e está acostumado a altitudes. Embora esta região esteja a apenas 2.500 de altitude, há menos oxigênio no ar do que ao nível do mar, e isso nos torna mais lentos e com menos fôlego. Ouvi relatos de gente que desmaia não só pela falta de oxigênio, mas pelo calor, ourto ponto a considerar. Mais relatos de gente que perde a consciência ou que surta no post sobre o Salar de Tara.

Tem alguma pergunta? Manda aí nos comentários!

Este passeio foi patrocinado pela FlaviaBia Expedições, mas matenho minha opinião subjetiva e livre de interferências comerciais. Agradeço a Flávia e toda sua equipe que fez de nossos dias no Atacama inesquecíveis. E à galera que fez os passeios conosco, que saudade, né, gente?!

O que Fazer em Puerto Varas

Este post é complemento do Guia para Planejar sua viagem a Puerto Varas, onde compartilho preços, dou dicas de hospedagem e aquelas informações que a gente sempre se pergunta (ou deveria) sobre um destino: quando ir, onde comer, como chegar, onde fica… Ao contrário do que geralmente faço, publicar o máximo que posso nas semanas subsequentes à viagem, este post foi escrito 17 meses depois de minha visita à cidade do Osorno, em julho de 2016, despertado de um sono pelo planejamento de uma viagem de 10 dias pela região do lagos, Buenos Aires e Santiago, que fiz para um casal (clique aqui para ver como contratar este serviço). Sei que não é tema deste post, mas aproveito para dizer com um ponto de exclamação em negrito, itálico e sublinhado: como é mais barato planejar a viagem independente, mesmo contratando passeios de agências!

O Osorno
O Osorno

Roteiro em Puerto Varas
O centro da cidade de Puerto Varas é bem pequeno e é possível percorrê-lo a pé, mas há alguns passeios nas redondezas que podem ser feitos com transporte público ou contratado, seja de aluguel ou de agências turísticas locais. Por isso, dividi o roteiro em dois tópicos: na cidade e bate-voltas.

uma das ruas mais movimentadas é a Del Salvador
uma das ruas mais movimentadas é a Del Salvador

O que fazer na cidade de Puerto Varas
A localização de seu hotel deterinará a direção do roteiro, então apenas marquei as “atrações” da cidade e você organiza na ordem que lhe for mais conveniente.

  • Tour pelas casas históricas de Puerto Varas – Casas erguidas com a chegada, na metade do século 19, dos primeiros colonos alemães e chilenos ainda estão de pé e algumas muito bem conservadas e dignas de uma foto, como é o caso da Casa Kuschel, ao lado do Hotel Cabañas del Lago. A grande oferta de pinheiros patagônicos, hoje protegidos por lei, permitiu a construção dessas casas de madeira com ferramentas – e capricho -trazidas na bagagem destes primeiros moradores.

passeios em Puerto Varas

A Casa Kuschel, de 1915, fica na Rua Klener, perto do Monte Phillipi. Quando fui estava fechada, assim como todas as outras, mas é possível visitá-la e há uma lojinha de artesanato fino no térreo.  Não estarei cometendo nenhuma injustiça se disser que esta é a mais bonita das casas históricas de Puerto Varas, então se tiver que escolher apenas uma, ei-la! As igrejas luterana (1923) e a católica Sagrado Coração (1918) também estão na lista dos edifícios históricos, assim como a sede do hostel Helmut Haus – e todos estes estão marcados no mapinha que compartilho aqui.

  • Cerro Philippi, esta área verde que aparece acima dos hotéis à esquerda da foto abaixo. É um parque com muitas árvores e trilhas para o alto da colina, onde se tem uma boa vista do Lago. Quando eu fui, estava completamente vazio e fiquei até com um pouco de receio. Coisa de paulistana… Mas o dia estava muito fechado, e talvez isso tenha assustado os poucos turistas que estavam na cidade.
  • Passear pela costa do Lago Llanquihue e apreciar a vista dos vulcões no horizonte.
Não vai dar praia!
Não vai dar praia!
  • Visitar a Igreja Sagrado Coração. Confesso que fiquei um pouco decepcionada porque a igreja estava precisando de pintura e nem de longe parecia a dos cartões postais de Puerto Varas. Não a visitei por dentro, mas li que é toda revestida de madeira, enquanto seu exterior é de metal. A vista de lá é bem legal.
A Igreja Sagrado Coração
A Igreja Sagrado Coração
  • Fazer comprinhas na Feira Artesanal, uma vila de lojinhas com artigos de lã, couro, madeira. Mas os artigos mais bonitos e diferenciados (e mais caros) estavam na lojinha do Parque Nac. Vicente Pérez Rosales.
  • Não é assim uma Las Vegas – longe disso – mas se você nunca esteve em um cassino, o Dreams pode ser uma boa alternativa para passar as horas de um dia chuvoso, algo comum no inverno.
  • Caminhar pelas ruas e observar os locais, as casas de madeira, o jeitão pacato da cidade, principalmente num sábado quando os moradores deixam os bairros mais afastados e fazem compras no centrinho.

Bate-voltas a partir de Puerto Varas

  • Subir o vulcão Osorno, com 2.660 metros. Como eu só tinha um dia em Puerto Varas não fiz o passeio, mas você pode contratar uma agência para te levar ou ir por conta se estiver de carro. São 60 quilômetros a partir de Puerto Varas e tem trilhas, neve permanente acima de 2 mil metros e meios de elevação. E quantas vezes você poderá dizer que subiu num vulcão?!
  • Conhecer Frutillar e Llanquihue, outras cidadezinhas às margens do lago Llanquihue.
  • Saltos de Petrohue são cachoeiras que ficam dentro do Parque Nacional Vicente Pérez Rosáles.

    A lagoa esmeralda de Petrohue
    A lagoa esmeralda de Petrohue
  • Navegação no Lago Todos los Santos. Eu fiz este passeio durante o Cruce Andino, que liga Bariloche a Puerto Varas. Leia post a respeito aqui. Se você optar pela navegação apenas, pode comprar seu ingresso nas agências da cidade. Li em algum blog que os preços variam muito e que há barcos clandestinos que cobram mais caro que as agências!
Osorno no Todos Los Santos
O Osorno e o Lago Todos los Santos: Selfie nada individual!
  • Agora, se você estiver podendo, que tal voar num bimotor sobre os vulcões e lagos? Leia mais aqui.

 Estes passeios podem ser contratados com agências locais, como a Turistour (loja da Calle Del Salvador) ou ser feitos independentemente, sendo que o aluguel de carro é o meio mais confortável e rápido. Em um dia dá pra fazer os quatro primeiros passeios da listinha de bate-voltas, que são os principais.

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Osorno brincou de esconde-esconde comigo. Naquele dia foi uma das poucas chances que tive de vê-lo

Abaixo, alguns preços cobrados pelas agências locais:
– excursão até Chiloe : 30.000 pesos chilenos
– saltos de Petrohué e Lago Todos Los Santos: 15.000 pesos chilenos
– Saltos de Petrohue, Vulcão Osorno com almoço, meio de elevação e navegação no Todos Los Santos: 40.000
– excursão a Frutilar: 18.000

O Centro de Informações Turísticas de Puerto Varas fica na Costanera, entre a Gramado e a Walker Martinez.

O centro de ifnormações turísticas
O centro de ifnormações turísticas

Não deixe de ler os demais posts sobre Puerto Varas. Caso inclua Bariloche na mesma viagem (o que é uma boa, pela distância), há mais de 10 posts sobre a cidade. Clique aqui para vê-los. E em breve tem mais Chile no blog: Santiago e Deserto do Atacama!

 

Puerto Varas: guia para sua viagem

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Revisitei virtualmente Puerto Varas por esses dias, planejando a viagem para um casal à região dos Lagos Andinos (presto consultoria e monto roteiros. Veja aqui) – e me deu uma invejinha branca porque agora, na primavera-verão, as chuvas dão uma folga, assim como as nuvens, permitindo que o azul intenso do lago Llanquihue e os vulcões Osorno e Calbuco em seu horizonte sejam apreciados em sua plenitude. Aí percebi que ainda não tinha escrito sobre a cidade chilena menos conhecida que sua vizinha argentina Bariloche, o que faço agora.

Puerto Varas o que fazer
As placas à beira do Lago Llanquihue indicam as paradas do Cruce Andino

Visitei Puerto Varas porque a cidadezinha é ponto final da histórica – e inesquecível – travessia dos Lagos Andinos (Cruce Andino), que pode ter início em Puerto Varas ou Bariloche. Eu fiz os dois sentidos do passeio de um dia completo e as dicas você encontra no post Cruce Andino: de Bariloche a Puerto Varas.   

Cruce Andino Puerto Varas
Percurso final do Cruce Andino, já em Puerto Varas

Cheguei a Puerto Varas no ônibus da agência local, que pegou o grupo do Cruce Andino no porto onde o Lago Todos los Santos e o rio Petrohue se encontram. No caminho, marcado no screenshot acima, três meses após a erupção do Calbuco, ainda podíamos ver os montes de cinza que haviam sido empurrados da estrada para o acostamento.

A caminho de Puerto Varas, as cinzas deixadas pelo Calbuco
A caminho de Puerto Varas, as cinzas deixadas pelo Calbuco. Ao fundo, o Rio Petrohue

Poucos quilômetros mais adiante, o ônibus para às margens do Lago Llanquihue e registramos em foto sob a luz do sol poetente o fotogênico vulcão Osorno. Mais uma vez, porque no Lago Todos Los Santos eu já tinha cansado de fotografá-lo!

Osorno, prazer em te ver!
Osorno, prazer em te ver!
Puerto Varas
Por do sol em Puerto Varas
A onipresente vista. Mas tem vulcão ali, atrás da neblina!
Vista do quarto no Hotel Cabaña del Lago. Tem vulcão ali, atrás da neblina!
Puerto Varas no mapa do linguição Chile
Puerto Varas no mapa do linguição Chile


Localização

Não sei pensar em uma cidade ou país sem localizá-los no mapa, entonces aproveitei pra mostrar o Chile e suas regiões, lembrando que esta é a região dos Lagos e que Puerto Varas fica na mesma latitude de Bariloche, sendo mais fácil conhecer as duas numa mesma viagem do que sair de Santiago para isso, por exemplo. Aliás, esta é uma excelente maneira de se organizar: esqueça as fronteiras políticas e visite cidades de dois ou três países numa mesma viagem (como Viena, Budapeste e Praga ou Seattle e Vancouver ou ainda Munique e Innsbruck…)

 

Distâncias de Puerto Varas a outras cidades dos lagos
Puerto Montt 20 km
San Martin de los Andes 569 km
Santiago de Chile 996 km

Como Chegar a Puerto Varas
Além do Cruce Andino, você pode chegar de avião a partir de Puerto Montt, a 20 quilômetros, seja de carro alugado ou de transfers promovidos pelas agências turísticas da região. Ônibus também partem de Bariloche, dando a volta no Lago Nahuel Huapi, passando por Vila La Angostura, cruzando os Andes no Passo Cardenal Antonio Samoré, numa viagem de mais de 300 quilômetros. Este mesmo trajeto pode ser feito de carro e é uma opção mais econômica do que o Cruce Andino, mas verifique as condições climáticas: não vá se meter a dirigir em estrada gelada ou nevada. Não há corrente de pneus (obrigatórias) que façam milagre!

Quando ir a Puerto Varas
Se quiser aproveitar a neve ao subir o Osorno, o melhor é ir entre final de julho e agosto. Dependendo do ano, setembro ainda tem bastante neve – e este ano (2016) nevou nos Andes no início de novembro! Por outro lado, a região dos Lagos Andinos enfrenta alto índice pluvioétrico no inverno, e se você não tiver sorte, o Cruce Andino pode acabar sendo uma roubada, como aconteceu comigo no retorno a Bariloche, depois dessa breve visita a Puerto Varas.

Frio e muita chuva
Frio e muita chuva no início do inverno/2015

Como eu disse no início, primavera e verão, além de serem meses quentes, trazem a vantagem de dias longos, claros e livres de chuva – o que fazem desse período a alta temporada para argentinos, chilenos, europeus e norte-americanos, que buscam a região para fazer trilhas nos muitos parques nacionais chilenos e argentinos. Porque brasileiro quer ir pra ver neve!😉

Quanto tempo ficar em Puerto Varas
Se for só para conhecer a cidade, um dia é suficiente. Aumente se quiser fazer bate-voltas.

Leia o post Puerto Varas Roteiro, com dicas de o que fazer na região

Como Circular por Puerto Varas

Dá pra fazer tudo a pé, mas lembre-se de que a cidade fica num morro, o que pode trazer dificuldades para quem tem problemas de locomoção ou para idosos. Vi alguns ônibus circulando e esta van que leva a municípios vizinhos. Taxis podem ser chamados pelos hoteis.

como circular em Puerto Varas

Onde ficar em Puerto Varas
Enquanto não chovia, consegui caminhar pela cidade e visitei alguns hotéis para contar aqui para vocês minhas impressões. Dos que não gostei, nem comento aqui. Como em outras cidades, há várias opções de hospedagem, de hostels a hotéis estrelados. Eu me hospedei no Cabañas del Lago, cortesia da TuristTour em parceria com a Turistur, que também me ofereceram o passeio Cruce Andino. Mas eu indicaria o hotel mesmo que não tivesse sido assim: ele é lindo e aconchegante, todos os quartos têm vista para o lago, as salas de convivência são muito acolhedoras, café da manhã farto. O único porém é que é preciso caminhar um pouco para chegar ao centrinho, pois o Cabañas se localiza bem no cantão do lago, mas eu gosto de andar e é um grande prazer fazer isso em Puerto Varas – quando não chove, claro. Leia a review que fiz de minha hospedagem no Cabañas del Lago.

o restaurante do Cabanas del Lago
o restaurante do Cabanas del Lago


Reserve este ou outro hotel pelo Booking.com, site de resevas seguro e prático que sempre utilizo para minhas viagens e com quem temos parceria.

Um hotel mais simples e menor, mas que achei bastante acolhedor é o Hotel Puerta del Lago, que fica perto da igreja Sagrado Coração, cartão postal da cidade.

Fachada do Puerta del Lago
Fachada do Puerta del Lago

Outro hotel legal – e com uma vista bacana, mas com cara de hotel urbano (eu gostei do Cabañas pela rusticidade chique) é o Solace. Consegui permissão para visitar um de seus melhores quartos, andar alto e que tem janelas em duas paredes, proporcionando uma vista linda. Saiba mais clicando aqui.

Opção mais econômica é o Hostel Estrella de Belén, que como você vê na foto abaixo fica ao lado da Igreja do Sagrado Coração. O papo à mesa da cozinha foi tão bom que acabei indo embora sem ter visto as instalações. Fica na Rua Verbo Divino 422.

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Onde Comer em Puerto Varas
A chuva não me permitiu grandes incursões culinárias e acabei fazendo as refeições no hotel Cabaña del Lago (muito bom, por sinal), comendo em apenas um restaurante da cidade, o La Cocina de Fran, uma casa simpática e com atendimento atencioso, mas que fechou, segundo informação atual do TripAdvisor, que pena… Veja no Tripadvisor indicações de restaurantes locais.

onde comer em Puerto Varas

Compras e preços em Puerto Varas
Além de lojas com artigos para montanhistas (preços altos como os picos das cidades nas montanhas), há uma vila com várias lojinhas de produtos artesanais chamada Feira Artesanal, com boa variedade e qualidade superior aos que vi em Bariloche. Os preços ali estavam bem atrativos e comprei toucas e luvas de lã, além dos carimbados ímãs de geladeira e chaveirinhos. 

Também passei por um supermercado para conferir frutas, legumes e mesmo produtos industrializados, e claro achei o meu querido Pisco Sauer nas prateleiras. Caso você não saiba (porque já falei sobre isso no blog), foi bebendo pisco em Águas Calientes depois de visitar Machu Picchu (é uma bebida típica do Peru e do Chile) que decidi viajar mais, por isso Pisco Sauer está na minha lista de bebidas preferidas – além de ser muito gostoso, claro!

o que comprar no Chile

pães mega brancos - não são pães sírios!
pães mega brancos – não são pães sírios!

Eu consumi muito pouco em Puerto Varas, mas anotei alguns preços
em dólares americanos:
– chocolate quente no Cabañas del Lago: 3
– sanduíche quente no Cabañas del Lago: 8
– água mineral no Cabañas del Lago: 2

em pesos chilenos:
– salada completa: 3.200
– salmão: 5.900
– cerveja Corona: 2.200

– excursão até Chiloe : 30.000 pesos chilenos
– sakdis de Petrohué e Lago Todos Los Santos: 15.000 pesos chilenos
– Saltos de Petrohue, Vulcão Osorno com almoço, meio de elevação e navegação no Todos Los Santos: 40.000
– excursão a Frutilar: 18.000

Leia o post Puerto Varas Roteiro, com dicas de o que fazer na região

Tomadas
Cada vez mais necessárias para recarregar todas nossas tralhas eletrônicas! Seu aparelho brasileiro vai precisar de adaptador, mas carregadores de celulares, tablets e Ipads dispensarão.

tomada no chile

Na próxima semana, escreverei sobre o que fazer em Puerto Varas. Até!

 

 

Cruce Andino: de Bariloche a Puerto Varas

Uma viagem com 8 horas de duração, em que você sobe e desce em três embarcações diferentes e em três ônibus, mas não se trata de uma viagem para chegar a um destino. O objetivo é o caminho, a paisagem de lagos, vales, montanhas de picos nevados, floretas úmidas. Este é o Cruce Andino, a excursão que parte de Bariloche na Argentina com destino a Puerto Varas, no Chile. Ou o sentido inverso. Eu fiz este passeio de paisagens espetaculares a convite da Turisur, partindo de Bariloche numa sexta-feira, pernoitando duas noites em Puerto Varas e retornando a Bariloche no Domingo. Conto agora neste post minhas impressões.

San Carlos de Bariloche

Mas o que é o Cruce Andino?
Não se trata de um cruzeiro, pois como eu disse três ônibus (4, se contar o que leva ao ponto de partida) vencem a parte terrestre entre vales e montanhas. Veículos ou embarcações particulares não estão autorizados neste caminho, pois não há estrutura de estradas ou ferryboats, então a estrada de mão única é só para seu grupo, assim como a navegação em alguns dos lagos. Além de ser um caminho com paisagens deslumbrantes, é também histórico, porque era o único usado para se comercializar artigos do Pacífico e produtos patagônicos antes da construção da Ruta 40, uma espécie de Route 66, que cruza a Argentina.

Cruce Andino Bariloche
O percurso completo do Cruce Andino


Preparando-se
Como eu disse, o Cruce Andino pode começar em Bariloche ou em Puerto Varas (ou Puerto Montt). Em Bariloche é operado exclusivamente pela Turisur e em Puerto Varas pela Turistour.

passeios em  Bariloche
Loja da Turisur em Bariloche
Passeios em Puerto Varas
Loja da Turistour em Puerto Varas

Seja qual for a origem, o percurso e os pontos a serem visitados são os mesmos, mas no inverno, se você parte de Bariloche, não há luz suficiente no final do dia para visitar o Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, no Chile. A solução é realizar o passeio em dois dias, pernoitando em Peulla no meio do caminho, ou fazer como eu fiz, ficando em Puerto Varas e fazendo o caminho de volta a Bariloche em outro dia. Custos de hospedagem e alimentação não estão inclusos no preço da excursão.

Você pode contratar o traslado hotel-Puerto Pañuelo (leia sobre a estrutura do Porto no post Puerto Blest e Los Cantaros), de onde partem as embarcações que navegam o Lago Nahuel Huapi ou chamar um remisse (tipo de taxi, comum e seguro). Há também ônibus público que chega até o porto. Leia sobre remisses, ônibus e aluguel de carro em Bariloche no Guia para Planejar sua Viagem a Bariloche.  O percurso até Puerto Pañuelo é muito bonito e é parte do Circuito Chico, uma excursão bastante popular em Bariloche e sobre a qual publicarei post em breve.

Bariloche o que fazer
Puerto Pañuelo no dia do embarque

E começa a jornada!
Ao chegar no porto, sua bagagem é identificada e colocada na esteira para embarcar e você só vai revê-la quando chegar ao hotel escolhido, seja em Puerto Varas, seja em Peulla. Por isso, carregue com você tudo o que for precisar ao longo do dia. Depois dirija-se ao guichê no prédio do porto para pagar a taxa de embarque (32 pesos em julho/2015) e aguarde a abertura do portão de embarque.Cruce Andino

Pegou o passaporte? Você precisará dele, pois cruzará a fronteira Argentina-Chile ou vice-versa. Esqueci o meu… Pois é, macaca velha relaxa e perrengue, here it comes! Eu também não tinha meu RG porque só carrego a Carteira de Habilitação. Coisas de quem vive em SP. Ainda bem que percebi logo ao receber a documentação da imigração, ainda no porto, a tempo de descer do barco. O pessoal da Turisur foi muito compreensivo e eu não precisei pagar a taxa de embarque novamente quando retornei para finalmente fazer o Cruce no dia seguinte. Obrigada, gente!

Às 10h o catamarã Victoria Andina zarpa para navegar o Nahuel Huapi em direção ao Braço Blest. O barco tem calefação excelente, sistema de som e vídeo, sanitários e cafeteria. Nesta primeira parte do percurso, que dura cerca de uma hora, você certamente vai querer alimentar as gaivotas que seguem o barco, então não se esqueça de levar biscoitos (simples, sem recheio) ou pão. E prepare-se para o frio do inverno com luvas, toucas e um quebra-vento. Logo ao entrar no Braço Blest, vemos a Ilha Sentinela, onde estão os restos mortais de Perito Moreno, grande herói dos parques nacionais e importante figura na demarcação da fronteira entre Chile e Argentina. O barco toca a buzina para prestar sua homenagem. E se você estiver imaginando onde foi que ouviu esse nome antes, ele está presente em ruas de Bariloche, nomeia uma cidade argentina, lagos e é mundialmente conhecido pela geleira que fica no sul da Patagônia Argentina, a (surprise!) Perito Moreno. Aproveite e leia sobre como foi caminhar sobre esta geleira no post Caminhando sobre o gelo. Quem sabe você inclui o Sul da Patagônia no mesmo roteiro?

Cruce Andino passeio em Bariloche

Pouco depois das 11h chegamos ao belo Puerto Blest, onde pudemos tirar algumas fotos. Há um hotel em frente ao porto que possui lanchonete e sanitários, uma praia e o Rio Frias, mas não há muito tempo para curtir o lugar (faça o passeio Puerto Blest para isso) pois o primeiro ônibus do dia nos espera atrás do hotel.

Rio Frias Bariloche Puerto Blest
O Rio Frias a poucos metros de desaguar no Lago Nahuel Huapi
Puerto Blest Bariloche no inverno
Puerto Blest

O ônibus é de modelo urbano, com bancos baixos, relativamente confortável, mas o percurso é bem curto, 3 quilômetros, e o sacolejo não chega a incomodar. O trajeto leva entre 10 ou 15 minutos e chega a Puerto Alegre, onde não há nada além da paisagem. E que paisagem!

Puerto Alegre Lago Frias Bariloche além da neve
Em Puerto Alegre pegamos o barco para navegar o Frias

Puerto Alegre fica em uma das pontas do Lago Frias, 770 metros acima do nível do mar, e foi locação do premiado filme Diários de Motocicleta, de 2004. É um lago menor, de águas caudalosas, de um tom de verde lindo e paisagem ímpar, inclusive avista-se dele o vulcão Cerro Tronador, com 3.491 metros de altura. O Tronador tem nove geleiras e algumas podem ser avistadas, principalmente na excursão Cerro Tronador.

passeios em Bariloche
Antiga sede do Parque Nacional no Lago Frias

O percurso neste lago de 70 metros de profundidade é bem curto, apenas 3 quilômetros, mas lindíssimo. Quando chegamos à outra ponta, em Puerto Frias, fazemos os procedimentos de saída da Argentina. Algumas malas são inspecionadas, aleatoriamente.

Passeios pelos Lagos AndinosPuerto Frias Cruce Andino Lagos Andinos

Bariloche dicas de viagem
Aduaneira argentina

Passaporte carimbado, às 13h nos despedimos da guia argentina e um guia chileno nos acompanha durante o percurso de ônibus de 1h30 até Puella. Antes de chegar a Puella, o ônibus faz uma parada bem na divisa entre Argentina e Chile, pouco mais de 200 metros montanha acima (900 metros acima do nível do mar) para fotografarmos.

Cruzar fronteira Chile e Argentina

Cruce Andino Argentina Chile

Tive a grande sorte de ter um guia tão bacana quanto o Guillermo. Sempre acreditei que para se tornar um bom profissional em qualquer área é preciso conhecimento, técnica, experiência, paixão para o trabalho, mas acima de tudo, dom. Guillermo não fez nada diferente dos outros guias, foi apenas ele mesmo, e isso é o que fez toda diferença. As orientações, informações sobre a paisagem, dados históricos eram passados num tom de voz agradável e pausado, o que permitia fácil compreensão do espanhol e principalmente interesse de quem está mais voltado à paisagem do que a números e fatos.

O ônibus segue em meio a um tipo de floresta denominada Floresta Temperada Pluvial, existente apenas em regiões de latitudes e longitudes diferentes como Estados Unidos (Califórnia, Oregon, Washington e Alasca), Nova Zelândia, Noruega, Tasmânia, Japão e Taiwan. Passa por campos de degelo como o da foto abaixo e por fazendas, que já existiam antes da oficialização da área como Parque Nacional.

como é o Cruce AndinoCruce Andino cruzando os Andes

Chegando na aduana do Chile, em Peulla, todas as malas e bolsas são inspecionadas e o guia explica o porquê: Chile fica entre a Cordilheira dos Andes a Leste e o Pacífico a Oeste. Estas condições, ao mesmo tempo em que isolam o país, contribuem para a ausência de pragas e doenças provenientes de outros países que pudessem afetar a agricultura, então nenhum alimento in natura pode passar pela fronteira. Eu já falei sobre isso quando cruzei a fronteira Argentina-Chile no post De El Calafate a Torres del Paine.

fronteira Chile Argentina
Peulla é um vilarejo a 76 quilômetros de Puerto Varas e de poucos habitantes. Além da aduana, tem uma escola para atender as poucas crianças (5, segundo o garçom do hotel), o Hotel Natura e as atrações locais são passeios a cavalo, caminhadas e tirolesa. Fazemos uma pausa de 90 minutos para almoçar. Quem opta por fazer o Cruce Andino em dois dias, fica hospedado neste hotel e prossegue no dia seguinte ou outro determinado.

Hotel em Peulla Chile
Hotel Natura Patagônia

Peulla Chile Lagos Andinos

Cruce Andino onde comerApesar do isolamento de Peulla, os alimentos estavam frescos, mas não posso dizer que foi o melhor salmão ou truta que já comi. O atendimento é meio lento devido aos poucos funcionários, mas que bom não tornaram o almoço do tipo bandejão ou PF. O serviço é a la carte, apesar de estar todo mundo com pressa para seguir viagem. Veja os preços no final deste post.

Como eu fiquei de papo com um casal na hora do almoço, não tivemos tempo para explorar a região (sorry, Marcia e Ademir!), que tem uma paisagem bonita entre montanhas e o Rio Negro. Às 16h tomamos o ônibus até o porto no lindo lago Todos Los Santos, que tem esse nome por ter sido avistado no dia de Todos os Santos.

Peulla Lados Andinos
A estradinha que leva do Hotel Natura ao Lago Todos Los Santos

O lago tem uma cor impressionante (eu falo isso de todos, mas é porque cada um tem um tom diferente do outro e todos lindos).  A coloração de lagos de degelo é proveniente de partículas leves que se desprendem da rocha no degelo e, por serem leves, esses sedimentos ficam suspensos na superfície dos lagos.
O Lago de Todos Los Santos tem uma área de 178 km² e profundidade máxima de 337 metros (!)e está 150 metros acima do nível do mar. A maior parte dos lagos andinos são profundos assim pela formação glacial e processos vulcânicos, segundo a Wikipedia.

Cruce Andino Chile

Lagos Andinos Chilenos

Lago Todos os Santos Chile
O vulcão Puntiagudo
Osorno Chile Cruce Andino
O Osorno
Osorno no Lago Todos Los Santos
navegando o Lago Todos los Santos com o Osorno como testemunha

No inverno, o sol se põe mais ao Norte, e o Osorno fica em contra luz a maior parte da navegação. Acho que de manhã, no percurso Chile-Argentina, fica mais fácil avistá-lo, mas como chovia no dia em que fiz esse trecho, não tenho certeza. Pergunte na agência se fizer questão de boas fotos. Repare nas duas fotos abaixo: a primeira não está em contraluz e vê-se o verde esmeralda do lago. A segunda tem o vulcão Osorno, o porto, o Hotel Petrohue Lodge, mas nada do esmeralda.

Lago Todos Los Santos Chile
Port Petrohue, lago Todos Los Santos
Parques Nacionais Chile
Chegando a Petrohue

Tomamos então o último ônibus do Cruce, com destino a Puerto Varas, por volta das 17h30. O ponto mais afastado de Puerto Varas tinha as margens tomadas por cinzas deixadas pela erupção do vulcão Calbuco, em abril de 2015. Quando nós brasileiros ouvimos falar em cinza vulcânica, imaginamos cinza, ou seja, um pó fino. Sim, o pó fino existe, mas é levado pelo vento, tanto que chega a cidades distantes como Bariloche. Mas aqui , aos pés dos vulcões ativos, são pedriscos pesados. A terra é preta nas cidades e praias de lagos. Conversando com um senhor de Puerto Varas que tem um imóvel nesta região, ele disse que seu telhado desabou pelo peso dos pedriscos acumulados no teto da casa.

Puerto Varas Cruce andino
A caminho de Puerto Varas, as cinzas deixadas pelo Calbuco
Cabulco erupção
O Calbuco ainda soltando fumacinha, dois meses depois da erupção

E meu acordo com São Pedro de permitir cenas inesquecíveis, dignas de filmes, em minhas viagens continuou valendo. Olhem o por do sol que avistei no Lago Llanquihue! Obrigada, São Pedro!!!Puerto Varas Chile

O trajeto de volta a Bariloche
O Cruce Andino é pago por trecho e a volta só é gratuita se você é argentino ou chileno. Para os demais turistas, é preciso pagar nova tarifa e por isso nem todo mundo escolhe fazer o retorno por esta via. Mas eu queria ter a experiência completa para relatar aqui para vocês!

No Domingo, depois de um sábado com os pés em terra firme, o ônibus passou no hotel  de Puerto Varas (leia minha avaliação do Cabañas del Lago) quando ainda estava escuro. O céu estrelado e a lua cheia da noite anterior tinham dado lugar a um céu encoberto e eu sabia que São Pedro tinha outros pedidos a atender (rsrsrs).

Depois de pegar outros turistas sonolentos e de circundar um terço do lago Llanquihue, chegamos ao Parque Nacional Vicente Perez Rosales, em Petrohue para visitar as quedas d´água.

O ônibus parou em frente a algumas lojas de artesanato e estranhei pois precisamos acessar a trilha passando por dentro de uma delas. Estilo Disney de consumo? A trilha é toda de madeira e com corrimãos e logo no início tem um banheiro. Para circular sobre as quedas, há passarelas metálicas, mas estavam fechadas pelo acúmulo de cinzas do Calbuco (ainda!!!). Eu não fiquei muito impressionada com as quedas, mas sim com a cor da água. Além disso, em dias claros, atrás da queda da foto abaixo, naquele cinza do céu, avista-se o Osorno, o que deixa qualquer paisagem mais bonita.

Parque Nacional Vicente Perez Rosales Chile
Os Saltos de Petrohue

A guia nos disse para seguir a trilha e virar à esquerda, e mencionou que algumas trilhas estavam

cinzas do vulcão
A trilha coberta de cinzas

interditadas devido às cinzas do vulcão. Mas à direita, tinha indicação de uma trilha que dizia Enamorados e eu, que nem sou curiosa, fui por ela. Sim, ela estava coberta de cinzas, mas nada que impossibilitasse caminhar por ali, como você pode ver na foto ao lado.

Eu fui a única do grupo que seguiu a trilha da direita e por isso, além de conhecer os saltos, também vi o lago que parecia um cenário de sonho:

Lago em Petrohue Parque Nacional Vicente Perez Rosales
O lago em Petrohue que só eu vi

A foto abaixo em fiz depois de uma tentativa frustrada de fotografar meus pés sentada no corrimão da trilha. Claro que levei um tombo e que bom as cinzas estarem ali para amortecer a queda e evitar que minha câmera se espatifasse no chão – o que aconteceria algumas horas depois, dentro do barco… Estava escrito nas estrelas!

petrohue Puerto Varas
A lagoa esmeralda de Petrohue

As lojas ali têm artesanato de muito bom gosto, além de CDs, livros, mapas. Aproveitei para comprar ímãs de geladeira na lojinha e uma boneca mapuche de feltro que agora faz companhia para os outros objetos de povos nativos que tenho na sala de casa. By the way, já leu o post sobre decoração com suvenires de viagem?

Saindo de lá, em dez minutos o ônibus nos levou ao porto Petrohue para navegar o Todos Los Santos, parar para almoço em Peulla, ônibus novamente, Lago Frias, ônibus rapidinho, Puerto Blest, catamarã e Puerto Pañuelo, ou seja, todo o percurso de volta, igualzinho, mas totalmente diferente, porque chovia, porque nevara no ponto mais alto da estrada, porque quem volta já não é o mesmo que foi!

Cruce Andino com chuva
Com chuva, não se vê toda a beleza do lugar

 

Bariloche Puerto Blest passeio de barco
De volta a Puerto Blest


Preços
Baixa temporada (6 de abril a 30 junho): US$ 230.00
Alta temporada (6 de janeiro a 20 de abril; 1 de julho a 25 de dezembro):  US$ 280,00
Pico: 26 de dezembro a 5 de janeiro: US$ 300.00
Crianças até 2 anos não pagam e até 12 pagam 50%.

Não inclui a taxa de embarque (32 pesos), refeições e hospedagem.
Visite o site da Turisur para mais informações.

Refeição em Peulla, no Hotel Natura (preços em pesos chilenos em Julho/2015)
entrada carpacio: 5.000
porção de fritas: 2.500
filé de salmão, merluza e bovino: 7.700,  7.200 e 8.500
salada: de 3.200 a 4.900

Enfim, vale a pena fazer o Cruce?
Se você puder pagar o custo do Cruce, vale sim. É um dia completo de paisagens deslumbrantes onde também se aprende muito se você prestar atenção nas explicações dos guias. Além disso, uma boa parte do percurso não pode ser feito em automóveis ou embarcações particulares. E você não se preocupa com logística, aluguel de carro, taxa e documentação para cruzar fronteira, corrente de neve na roda do carro…

E quem não fizer?
Se você quiser conhecer alguns dos pontos do Cruce Andino, pode fazer em passeios que saem de Bariloche ou de Puerto Varas:

  • Para conhecer Puerto Blest e navegar o Lago Frias: compre o tour Puerto Blest e Los Cantaros com a Turisur. Não é possível chegar até lá de carro.
  • Também dá para avistar o Cerro Tronador do lado argentino fazendo o tour Cerro Tronador, vendido nas agências do centro de Bariloche.
  • Para conhecer as quedas de Petrohue, você pode contratar com alguma agência de Puerto Varas ou, se estiver de carro, dirigir até o parque pela Internacional 225. Mais informações no site oficial do Parque Nacional Vicente Perez Rosales.
  • Para cruzar os Andes entre Bariloche e Puerto Varas, siga a Ruta 40 saindo de Bariloche, passando por Vila La Angostura.  Depois de cruzar a fronteira com o Chile, continue por outras três estradas. Não se esqueça de verificar toda a documentação necessária para cruzar a fronteira com carro alugado (a locadora providenciará) e de que no inverno é obrigatório o uso de correntes nas rodas. Leve em consideração que não estamos habituados a dirigir em condições de neve e gelo.
O Cerro Tronador, no meio do Cruce Andino
O Cerro Tronador, no meio do Cruce Andino


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Em breve:
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– Puerto Varas: o que fazer
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Vai programar sua viagem à região dos lagos andinos? Pesquise seu hotel pelo site Booking.com, o mesmo que utilizo para fazer as minhas viagens. Leia as avaliações de hóspedes, veja as fotos do quarto e do hotel, a localização e faça sua reserva clicando aqui.

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Cabaña del Lago: refúgio em Puerto Varas, Chile

 

A onipresente vista. Mas tem vulcão ali, atrás da neblina!
A onipresente vista. Mas tem vulcão ali, atrás da neblina!

O fim do percurso de Bariloche a Puerto Varas através do histórico Cruce Andino (na verdade, fiz os dois percursos. Leia como foi) a convite da agência argentina Turisur foi o início de um descanso prazeroso e de um final de semana do tipo slow travel passado no Cabaña del Lago, hospedagem oferecida sem custo para que eu pudesse conhecer suas delícias e compartilhar aqui com vocês. O hotel é um dos mais tradicionais de Puerto Varas, existe desde 1980, e vem crescendo e se modernizando desde então.

Céu limpo não é garantia de dia claro na manhã seguinte: nos Andes, o clima muda com rapidez
Céu limpo não é garantia de dia claro na manhã seguinte: nos Andes, o clima muda com rapidez

Logo ao entrar no lobby, a decoração de montanha te abraça e te convence a ficar ali, desfrutando das muitas opções de lazer – e prazer – que o hotel oferece. Os funcionários são prestativos e simpáticos e o serviço do bar foi rápido – até mesmo depois da final da Copa América de futebol entre Chile X Argentina, quando as pessoas finalmente se lembraram que precisavam se alimentar de outra coisa que não do jogo e da sensação de vitória.

Fiquei com vontade de jogar bilhar...
Fiquei com vontade de jogar bilhar…
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No lobby, referência à Festa da Chuva, que acontece em Junho

20150704-IMG_1642 Puerto Varas dicas

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Objetos feitos por artesãos locais e móveis rústicos, mas de muito bom gosto, espalham-se por corredores e salas de uso comum.

 

réplica de embarcação utilizada pelos mapuches
réplica de embarcação utilizada pelos mapuches, o povo da região dos lagos andinos
Puerto Varas onde se hospedar
para quem não fica sem academia nem nas férias
o que fazer em Puerto Varas
Este terraço abrigado das intempéries serve parrilla em grande estilo
Puerto Varas com crianças
Brinquedoteca

O hotel oferece serviço de baby sitter para que os pais possam desfrutar de alguns momentos a sós e para isso a brinquedoteca é utilizada, embora esteja disponível para todos os hospedezinhos. Adolescentes podem se utilizar de inúmeros jogos de tabuleiros disponibilizados pelo hotel.

check mate!
check mate!
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antes de ir ao terraço, pegue uma mantinha tipo poncho
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o terraço do bar conta com fogareiros para aquecer o corpo, porque a alma já está, com tanta beleza

O bar do hotel serve, além de meu querido pisco sauer, sucos, vinhos, cervejas e outros drinks tradicionais, que podem ser acompanhados de porções ou sanduíches. Eu provei o Barros Luco, de pão de forma e carne, combinação que só é possível porque a carne é muito macia.

Vinho ou pisco sauer?
Vinho ou pisco sauer? Pisco, claro!

A piscina climatizada e coberta e o ofurô também têm vista para o lago. Além de toalhas, o hotel providencia tocas de uso obrigatório, por questões de higiene.

lago Llanquihue
Imagine: você, num ofurô com vista para o Lago Llanquihue e para os vulcões Osorno e Cabulco

Conheci a maioria dos apartamentos oferecidos pelo hotel. Uma característica que achei bastante interessante é o fato de que todo o mobiliário, roupa de cama, iluminação serem padronizados em todos os tipos de quarto e que sem exceção todos têm vista para o lago. O custo diferenciado refere-se ao tamanho do quarto, o standard de 20 a 22 metros quadrados e o superior de 28 a 32.

O quarto duplo, com duas camas de casal
O quarto duplo, com duas camas de casal

Os quartos têm termostato individual, colchão e travesseiros muito confortáveis. Chocolates sobre a cama e uma bebida grátis são gentilezas que te fazem sentir bem-vindo, além da simpatia de todos os funcionários.

dicas de Puerto Varas

20150704-IMG_0001Este cantinho não é exatamente o mais atraente, mas é prático. Muito bom ter esses bancos para acomodar nossas malas, embora nem todos os hotéis disponibilizem este tipo de móvel.
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Além da cômoda, há armário de quatro portas, onde está o cofre. E o quarto superior tem uma mesa onde você pode comer o café da manhã, se assim preferir.

Os banheiros dos quartos standard não têm banheira, mas possuem um receptáculo, que é uma espécie de banheira de 7 cm de altura, para reter a água.

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Comodidades do quarto superior são o varalzinho e o toalheiro aquecido. 😍

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O café da manhã é servido entre as 7h e 10h – até as 11h nos finais de semana, isso é que são férias! Dormir, Comer, Navegar, novo sucesso literário cuja escritora deixou a família em Bariloche e se refugiou em Puerto Varas 😊. Há uma boa variedade de bolos e pães e mesmo no inverno são servidas frutas como abacaxi, uvas e kiwi, e ameixa e nozes também estão presentes. Uma especialidade local é o Kuchen, bolo em alemão, mas que é usado na língua original. Trata-se de um pão de ló com cobertura de geléia de frutas e farofa, como numa cuca.

o restaurante do Cabanas del Lago
o restaurante do Cabanas del Lago

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Como eu disse antes, tive a sorte de acompanhar a final da Copa América 2015 numa disputa nervosa entre Chile e Argentina no bar do Cabañas del Lago, que dispôs um telão e decorou o espaço com balões nas cores das bandeiras dos países participantes do torneio. Com a vitória chilena, a festa estava garantida!

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Agora, se você está em família com crianças pequenas ou com bebês, vale a dica de escolher uma cabana, que também tem vista para o lago, mas além de uma decoração especial, permite o preparo de refeições simples. Quem é mãe sabe o quanto isso é importante.

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Cada conjunto de dois quartos na cabana é ligado por um porta na sala de estar, que pode ser usada para compartilhar os espaços no caso de aluguel para famílias ou permanecer trancada e ser usada independentemente. Nesse caso, uma das suítes tem sala e cozinha e a outra não.

A suíte sem cozinha, que seria utilizada por filhos do casal
A suíte sem cozinha, que seria utilizada por filhos do casal
Mais mimos
Mais mimos
Decoração caprichada
Decoração caprichada
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A rusticidade exterior esconde o conforto interior

Do lado de fora, há um playground e um campinho de futebol, além do ofurô. Uma nova área para eventos corporativos será criada perto do atual playground, pois as salas de conferência de hoje já não comportam a demanda.

o playground: terra vulcânica sob seus pezinhos

Passei duas noites em Puerto Varas e quando fiz as fotos do Cabaña del Lago o céu estava encoberto. Mas no dia em que cheguei e quamdo havia uma lua cheia linda no céu, pude ver o Osorno, um desejo antigo que realizei nesta passagem breve por Puerto Varas, a convite da Turisur e do Cabaña del Lago. Se você tiver a sorte de estar lá em dias claros e de ficar neste delicioso hotel, vai poder vê-lo também!

Osorno: vulcão adormecido de beleza rara
Osorno: vulcão adormecido de beleza rara

Se você está cansado/a ou estressado/a, resorts de inverno são sempre uma boa opção para repor as energias. Nesta parte do Chile, no inverno o sol nasce às 9 horas e dormir acaba sendo uma terapia. E com vista para o Osorno e pertinho de lagos verde esmeralda, então, melhor ainda!

O único alerta que faço é que o hotel fica bem na ponta do lago. Não chega a ser distante, eu caminhei até o centrinho numa boa, mas em dias chuvosos ou para pessoas com dificuldade de locomoção, talvez a localização seja uma coisa a considerar. Meus pais de 78 anos ficaram lá há poucos meses e não acharam ruim a localização, pelo contrário: ficaram encantados com a vista do lago e dos vulcões!

Consulte este e outros hotéis em Puerto Varas no Booking.com, site buscador de hospedagem, o que uso para fazer as minhas reservas.

🌋 Website oficial do Hotel.

Leia também as dicas de o que fazer em Puerto Varas e o guia com várias informações práticas na página-índice de Puerto Varas.

O blog também te ajuda com o seguro viagem, que inclui desde problemas de saúde a extravio de bagagem. Temos parceria com a Mondial Assistance, que oferece desconto para os leitores do Mulher Casada Viaja. É só clicar aqui e fazer seu orçamento para uma viagem tranquila e segura. 

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10 desculpas para ir ao Sul da Patagônia

Quem gosta de viajar não precisa de motivo e se você gosta, mas gosta mesmo, vai sempre arrumar desculpa para mais uma viagem. Pode ser uma promoção de aéreo, um bônus recebido, a previsão maia de que o mundo acabaria (eu fui à Riviera Maia pra ver isso de perto – ótima desculpa) ou a hipótese de que Veneza ficará submersa um dia. Por isso o título deste post não é 10 motivos, e sim 10 desculpas. E estas aqui estão entre as desculpas mais lindas deste planeta, te garanto!

1. O azul do Lago Argentino, em El Calafte, Argentina

Lago Argentino
2. caminhar sobre a geleira Perito Moreno, Argentina

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3. Tomar whiskey com gelo da Perito Moreno, Argentina

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4. Ficar bem pertinho de guanacos, raposas e emas e, se der sorte, avistar condores e pumas no Parque Torres del Paine, Chile

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5. estar no extremo Sul habitável do mundo, em Ushuaia, Argentina conhecido como “O Fim do Mundo”

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6. observar pinguins, leões marinhos e baleias bem de pertinho, em Ushuaia

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7. dirigir em estrada deserta, mas tão deserta, mesmo em alta temporada, que dá pra se sentar bem no meio dela! Entre os dois países

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8. ter o prazer de estar em uma paisagem como esta, em Torres del Paine, Chile

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9. ou como esta em El Chaltén, na Argentina

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10. Realizar o sonho de chegar ao final de uma trilha.

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Bônus (sempre tem mais uma desculpa): Fazer a mesma rota de Charles Darwin pelo Canal Beagle e Cabo Horn

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Torres del Paine: Hotéis, Campings e Refúgios

Muitos parques nacionais possuem estrutura para quem os visita apenas por um dia, mas também oferecem hospedagem para quem fica mais, para todos os gostos e bolsos. Embora muita gente opte por se hospedar em Puerto Natales, Torres del Paine tem várias opções de hospedagem, da barraca ao hotel de luxo. E é este o tema do presente post, que encerra os relatos e as dicas sobre nossa viagem à Patagônia Argentina e Chilena em janeiro/15. No final desta publicação, links para os demais posts sobre esta viagem à Patagônia argentina e chilena.

Hotéis em Torres del Paine

– Hotel Lago Grey
Este hotel fica no final da estrada do Parque, ou seja, é o último ponto a que se pode chegar estando sobre rodas. O Lago Grey é formado pelo degelo do glaciar Grey e dali há uma trilha que te aproxima dos icebergs espalhados pelo lago. Visitamos o Hotel Grey para sondar se ainda haveria disponibilidade do passeio de barco que nos levaria até o glaciar. Como não tínhamos reservas, ficamos literalmente a ver navios… De qualquer forma, também é uma opção para uma refeição.

O Hotel Lago Grey
O Hotel Lago Grey
O restaurante do Hotel com vista para o Lago e o Glaciar Grey
O restaurante do Hotel com vista para o Lago e o Glaciar Grey
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Vista a partir do deck do restaurante

– Hosteria Lago del Toro
– Hotel Cabanas del Paine
– Hosteria Mirador del Payne

Hosteria Pehoe – Visitamos este hotel por causa de sua localização: não é todo dia que se caminha sobre numa ponte construída sobre um lago verde esmeralda de um dos parque nacionais mais bonitos do mundo, com vista para montanhas fantásticas. Além disso, aproveitamos para almoçar em seu restaurante, aberto ao público. Falamos um pouco sobre isso no post Torres del Paine: Hipnotizantes.

Ponte sobre o Lago Pehoe até o hotel
Ponte sobre o Lago Pehoe até o hotel
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Vista a partir do mirante do hotel
pehoe hotel-0968
Bloco do hotel e a ponte sobre o Lago Pehoe
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O restaurante do Lago Pehoe

– Tierra Patagonia
– Hotel Explora
– Hosteria Tyndall
– Hotel Las Torres

Como o Las Torres foi o hotel onde nos hospedamos, tenho mais informações.

Geral – O Las Torres tem uma boa estrutura, bar, restaurante, spa, horta orgânica, estábulo. Além do lobby com sala de convivência e bar, cada bloco de oito quartos tem uma sala de estar aconchegante com vista para a montanha. Em cada bloco, há oito apartamentos no térreo e oito no andar superior. Os que têm vista para a montanha são mais caros, mas acordar e ver o sol refletindo um laranja de outro mundo na montanha pode valer a pena.

Cada bloco é unido por um corredor. O do último, é ao ar livre
Cada bloco é unido por um corredor. O do último, é ao ar livre
a cada bloco, uma saleta com vista
a cada bloco, uma saleta com vista

Quarto – Ficamos no 55, no último bloco, e por isso mais novo. Os equipamentos do banheiro são muito bons e têm janela – algo que a maioria dos hotéis não tem. Há um hall com um closet grande, onde fica o cofre. Os quartos são confortáveis e espaçosos, com cama, travesseiros e roupa de cama e banho de muito boa qualidade. Em dia quente, que não é muito comum por lá, os quartos ficam um forno (só tem aquecimento, não há ventilador ou ar condicionado) e muitos hóspedes deixavam a porta do quarto aberta numa tentativa de melhorar. As janelas têm vidro duplo contra o frio e a abertura é bem pequena, não contribuindo para que o ar fresco entre quando necessário. Com toda preocupação ambiental local, não entendi porque a caldeira estava a todo vapor no início da noite de um dia quente. Não tem TV no quarto (mas quem quer saber disso?), mas tem wi-fi, embora um pouco lento. Alguns quartos têm janelas menores e outros têm grandes painéis de vidro com hidromassagem dentro do quarto.

quarto duplo
quarto duplo
entrada da recepção
entrada da recepção
Cada bloco tem 8 apartamentos
um dos blocos
sala do lobby
sala do lobby
o Las Torres tem uma sala com uma espécie de museu da Patagônia
o Las Torres tem uma sala com uma espécie de museu da Patagônia

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Passeios – Não contratamos nenhum passeio, mas muitos hóspedes o fizeram, uma boa alternativa para quem está sem carro, seja passeio de van, seja a cavalo.

Spa – tem diversos programas, que vão de lua mel (135 mil pesos) a Cura do Montanhista (75 mil pesos), com sauna, massagem e jacuzzi. Não, eu não fiz a cura do montanhista, mas bem que precisava!

Serviço: Check in e out foram rápidos e uma das atendentes tinha bom Inglês. No restaurante o pessoal era bem atencioso e me surpreendi com o fato de alguns deles serem poliglotas. Limpeza OK. As amenities não foram repostas após a primeira noite e eu precisei solicitar (haja hidratante num clima seco como aquele!).

Refeições – O café da manhã e o jantar são na modalidade buffet e bem variados. O bar é uma ótima opção para se alimentar, pois o restaurante é bem caro. Pode-se escolher regime all inclusive, mas como não foi minha opção não sei se incluía todas as refeições – e será que vale a pena quando você vai passar boa parte do dia pelo parque? Tanto o bar como o restaurante têm grandes painéis de vidro para trazer a paisagem para dentro.

O bar do Las Torres
O bar do Las Torres

 

Como reservar hotel em Torres del Paine

Quem já acompanha o blog há algum tempo sabe que eu sempre fiz reservas pelo Booking.com. Por isso tive a segurança de firmar parceria com eles e, para fazer sua reserva, basta clicar neste link para o Booking. Fazendo isso, você não paga nada a mais, não perde nada e ainda ajuda com os custos de manutenção do blog pois uma pequena comissão é paga – sem que você pague a mais por isso! Gracias.

Este link te leva diretamente às opções de hospedagem em TdP

Pousadas em Torres del Paine

– Posada Rio Serrano
– Patagonia Camp
– Ecocamp

Camping

Há dois tipos de camping no Parque: os pagos e administrados pelos refúgios e os gratuitos, administrados pela CONAF, o órgão regulador dos parques nacionais chilenos.

Campings da Conaf
Guardas
– Italiano
– Britânico
– Torres

Os acampamentos pagos (em média USD 15) ficam nos refúgios, listados abaixo. Alugam equipamento completo: barraca, colchão, sacos de dormir.

Refúgios

Quando ouvi sobre refúgio pela primeira vez, imaginei uma cabana de madeira no meio de uma trilha, como as que vi em filmes sobre o Everest, com direito a neve e muito frio (rsrsrs), e pensei que fossem refúgios, ou seja, você entra lá em caso de uma tempestade. Essa era minha ideia até que visitei um em TdP e, sim, ele era no meio de uma trilha, era bem rústico, mas é como um albergue e nem todos são tão rústicos. O Grey, por exemplo, tem sofás de couro em amplo salão com grandes painéis de vidro. Em geral, os refúgios são cabanas com quartos e banheiros compartilhados. Têm uma sala de convivência um restaurante e vendem gêneros de primeira necessidade, além de alugar equipamentos como saco de dormir e barraca.

Visitamos o Chileno, que fica no meio da trilha para a base das Torres del Paine. O local é lindo, à beira do rio e com vista das montanhas.

 A vista da sala do Refúgio Chileno
A vista da sala do Refúgio Chileno

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Campings e Refúgios em Torres del Paine

– Chileno
– Los Perros
– Los Cuernos
– Camping Serón
– Paine Grande
– Grey
– Dickson

Como reservar camping e refúgios em Torres del Paine

Duas empresas particulares que efetuam reservas para áreas de camping e refúgios (clique sobre os nomes para ir ao website delas):

Vertice Patagônia
Fantastico Sur

Não se esqueça de ler avaliações de quem ficou no hotel ou refúgio escolhido antes que você feche a reserva. O TripAdvisor é uma fonte bacana e eu costumo ler as avaliações também em inglês.

Posts Relacionados (clique sobre o título e leia mais)

Comece seu planejamento por aqui: Torres del Paine: Dicas práticas

De El Calafate a Torres del Paine: dicas de combustível, fronteira, aluguel de carro

Vai encarar a trilha de 8 – ou 10 horas, no meu caso, leia TdP: Sangue, Suor e Beleza 

O que há para fazer lá: Torres del Paine: hipnotizantes 

Torres del Paine: Dicas práticas

O Parque Torres del Paine, localizado na Patagônia Chilena, foi criado em 1959 e possui 272.298 hectares (1 hectare = 10 mil metros quadrados). O pico mais alto é o Monte Paine Grande, com 3.050 metros. Paine significa azul e é o nome de um de seus rios, de águas azuis (ahhh!). As Torres são as protagonistas do parque, mas há outros picos de igual beleza, lagos de cores variadas, paisagens que mudam de acordo com a altitude. Embora seja um parque de difícil acesso e com pouca estrutura se comparado a outros parques nacionais do mundo, em 2014 2.510.648 pessoas o visitaram. E você, tá esperando o que? Ah, já sei: precisa de dicas! Então vamos lá:

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A Fauna
Além dos trekkers, guanacos dominam a paisagem, mas tivemos a sorte de avistar um ponto escuro para o qual outros turistas apontavam à beira da estrada: era um puma tentando garantir seu jantar – guanaco. O puma de TdP é o maior da espécie e o Hotel Las Torres, onde ficamos, exibe a foto de um, acuado, em um dos corredores do hotel.

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Continuando com sorte, também avistamos uma raposa da janela de nosso quarto. Ela perseguia as lebres que vivem no gramado do hotel. Flamingos e cisnes não vi, mas um condor nos recebeu no final da trilha Torres del Paine (sabem, daquelas cenas que parecem um sonho…) e numa estrada do parque vimos uma ema. By the way, adoro o nome dessa espécie de ema em inglês: Darwin’s rhea.

A raposa da janela
A raposa da janela


Localização
O Parque Nacional Torres del Paine fica em Ultima Esperanza, na região de Magalhães, na Patagônia Chilena, bem ao Sul.

Como Chegar

  • De El Calafate: Leia o post De El Calafate e Torres del Paine
  • De Santiago, pegue um voo (4 horas) até Punta Arenas, de onde você precisará embarcar em um ônibus ou alugar um carro até Puerto Natales, 240 km ao Norte (3 horas). Mais 140 km (2 horas) e você chega a Torres del Paine. Moleza!

Quatro empresas rodoviárias partem de Puerto Natales até o Parque Vía Paine, Buses Gómez, JBA, Maria José. Há duas saídas diárias nos meses de Dezembro, janeiro e fevereiro: às 7h e às 14h30. Na baixa temporada, apenas às 7h.

Língua
Espanhol. Português é compreendido. No Hotel Las Torres me surpreendi com garçons que falavam fluentemente várias línguas. Um deles havia inclusive morado no Brasil e, orgulhoso, disse ter vivido em Fernando de Noronha.

Hospedagem
Acesse no final deste post caminho para publicação com links para todos tipos de hospedagem.

Permanência
Muita gente visita Torres del Paine a partir de um bate-volta, seja de Puerto Natales, seja de El Calafate. É possível, mas só não será frustrante para quem não curte muito Parques Nacionais. Além de pouco proveitoso, especialmente de El Calafate a viagem pode ser muito cansativa.
As duas noites (e um dia completo, mais dois dias parciais, devido à viagem de e a El Calafate) que ficamos foram suficientes para conhecer os principais pontos acessíveis por veículo motorizado, seja carro particular, van de agências ou dos hotéis ou ônibus circular.
Para quem faz trilhas – e quer vivenciar o parque, a permanência vai depender do preparo físico e do tipo de trilha escolhido.
Como o tempo muda muito, quanto mais você ficar maiores suas chances de avistar o cume das montanhas. Isso porque é muito comum as nuvens encobrirem as montanhas protagonistas do Parque. Esse era um pesadelo que martelava minha cabeça, tal qual naqueles filmes em que uma voz meio Vincent Price diz: “você lá, e as Torres encobeeeeertas. ahahahaha”. Ainda bem que uma voz meio Robin Willians dizia: “fique ao menos duas noites e você as verá”. E eu as vi. E as vi bem de pertinho.

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Como Circular por lá
– Pés ou cavalos para as trilhas, que  algumas vezes são distintas, outras compartilhadas.
– vans contratadas nos hotéis
– ônibus (informação do guia Frommer’s): de outubro a Abril há serviço diário e as paradas são Laguna Amarga, Cafeteria Pudeto e Centro Administrativo. Trans Via Paine (tel. 61/413672); Gomez  (tel. 61/411971); Buses JB (tel. 61/410242).
Vans partem de Laguna Amarga para a Hosteria Las Torres, onde começa (ou termina) o circuito W.
– carro próprio (encontramos duas famílias vindas do Brasil) ou alugado em El Calafate ou Puerto Natales.

Diñero:
No parque não há caixas eletrônicos ou como fazer o câmbio. Leve pesos chilenos daqui ou troque-os em Puerto Natales. Nós trocamos no restaurante-lanchonete-casa-de-câmbio-loja-de-suvenires chamado Ovejero ao lado da fronteira Dom Guillermo.

Compras
Não há lojinhas ou comércio de qualquer tipo no Parque. Os Refúgios Grey, Chileno e Los Cuernos, acessíveis por trilha, vendem gêneros de primeira necessidade. O Hotel Las Torres tem uma lojinha de suvenires e um quiosque de alimentos. Como o Parque tem difícil acesso, as mercadorias são caras, então sugiro que leve ao Parque o que for consumir. Se for cruzar a fronteira, alimentos in natura estão proibidos. Não sei o que vendem na Cafeteria Pudeto, em Salto Grande, pois não fui lá.

O que Comer e Beber
A cultura gaúcha está presente nesta parte da Patagônia, então carne e chimarrão também estão. Quem acampa leva seu próprio alimento ou compra nos refúgios, mas os dois hotéis que visitei (Lagos Grey e Pehoe) têm restaurantes abertos ao público. O Las Torres abre o bar, mas não tenho certeza se o restaurante serve quem não está hospedado. De qualquer forma, o preço do jantar lá é exorbitante!

Entrada do restaurante e hotel Lago Pehoe
Entrada do restaurante e hotel Lago Pehoe


Visto
Não é preciso visto, e embora o Chile não faça parte do Mercosul, o RG é aceito. Mas se tiver um passaporte, a aceitação pode ser maior – e você ganha um carimbinho! rsrsrs

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Essa foto me lembra daquelas folhinhas, os calendários que mamãe pendurava atrás da porta da cozinha…

O que Fazer

  • apreciar o rio Paine e seu incrível tom de azul
  • fotografar as Torres del Paine, de preferência na base ao fim da trilha
  • avistar Los Cuernos na curta trilha de Salto Grande ou do Lago Pehoe.
  • Fazer a trilha do Vale Francês
  • navegar ou atravessar o Lago Pehoe que tem a vista mais linda do conjunto de montanhas do Parque: cerca de 30 dólares por trecho. Saída de Salto Grande, na Cafeteria Pudeto. Não aceita reservas ou compras antecipadas e o pagamento é feito após o embarque.
  • Navegar no Lago Grey: passeio de 2h30 ao custo de 55.000 pesos chilenos. Veja link no final do post.
  • caminhar sobre o Glaciar Grey
  • cavalgar. Reservas e saídas do Hotel Las Torres
  • Trekking. As trilha mais famosas são o circuito W e o O.

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Previsão do Tempo
Li em várias fontes que o tempo muda muito rapidamente em TdP, sendo difícil a previsão. Para saber o que levar na mala, pesquisei a previsão do tempo usando a opção “hourly”. Embora o verão seja alta temporada, o parque continua tranquilo e ao meu ver é a melhor opção.

Os hotéis e abrigos costumam postar na recepção a previsão do dia. Confira a velocidade do vento, se for fazer trilhas. Clique na imagem para ampliá-la.

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Torres del Paine: clima e temperatura

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Vai ficar em TdP, confira post com links para todo tipo de hospedagem no parque: TdP: Hotéis, Campings e Refúgios:

De El Calafate a Torres del Paine: dicas de combustível, fronteira, aluguel de carro

Vai encarar a trilha de 8 – ou 10 horas, no meu caso, leia TdP: Sangue, Suor e Beleza 

O que há para fazer lá: Torres del Paine: hipnotizantes

Sites e blogs que ajudarão a planejar sua viagem:

– Para hospedagem, clique no Booking.com. O Mulher Casada Viaja tem parceria com eles (afinal, eu sempre reservei por lá e tenho segurança em indicar para vocês usarem), então é só clicar sobre o logo deles (no final do blog, se você estiver em smartphone, ou na lateral direita, se estiver em PC). Você não gasta nada mais e eu ganho uma comissão que me ajuda a continuar escrevendo e dando dicas!😊

– Navegação no Lago Grey: clique aqui.

– Fórum que me ajudou a saber como são as trilhas: link aqui.

– este link é para um blog que tem ótima descrição das trilhas em TdP e lindas fotos.

– confira a previsão do tempo para a região aqui.

– Se você vai para acampar, leia as dicas aqui.

– Este site traz as 14 fotos mais batidas – nos dois sentidos – de uma viagem a Torres del Paine. Quem foi vai achar graça, certamente.

Site com informação de serviços na região.

– O site oficial do Parque Torres del Paine não é muito amigável na navegação, mas vale dar uma olhada.

– Uma coisa que muita gente esquece ou dispensa e eu acho imprescindível para uma viagem tranquila: fazer seguro viagem. O blog também tem parceria com a Mondial Assistance, então é só clicar sobre o logo deles e garantir sua segurança. Vai que você escorrega em uma trilha…

-Se você vai esticar até Ushuaia e quer dicas, o Alessandro do Fui e Vou Voltar tem imagens lindas e texto fluido onde descreve seu roteiro.

Contato direto com o parque: magallanes.oirs@conaf.cl
(61)2238581
Pronto, agora que você tem todas as dicas, está esperando o que para conhecer Torres del Paine?