Japan House made in Brazil, novo espaço cultural em São Paulo

Não sou muito de modismos. Enquanto as multidões correm para ver novidades da cidade de São Paulo, geralmente prefiro a vida rural da minha casa no interior, mas naquele fim de semana ficamos em SP e eu não quis ficar em casa chorando sentindo a ausência – ou a presença – de minha cachorrinha recém falecida em cada canto do apartamento. Sugeri então um passeio pela Av. Paulista, quando aproveitamos para visitar a Japan House, inaugurada um dia antes. Compartilho com você minhas impressões e dicas.

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Escultura, fachada lateral parte da fachada frontal

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Sugestões de Destinos em 2016

O que calendário e viagens têm em comum além das datas marcadas com entusiasmo e contadas ansiosamente até que as tão sonhadas férias ou feriados libertadores cheguem? Folhinhas. Acho que já não existem n Brasil, não iguais às da minha infância, quando minha mãe ganhava do comércio local onde abastecíamos a casa, em dezembro ou no início do ano, uma “folhinha”, um bloquinho de 12 folhas com cerca de 45 cm de altura e 30 de largura, unidas por um perfil de lata onde havia um furinho para a gente pendurar no prego. Havia de vários tipos: com fotos de carros, reproduções de pinturas, motivos infantis, mas é claro que eu gostava mais daquelas com paisagens, que mudavam de acordo com as estações do ano. Dezembro, por exemplo, tinha sempre um vilarejo de janelas amareladas pela luz, montanhas nevadas, o típico cartão de natal importado da Europa. Setembro mostrava um riacho, flores campestres amarelas e lilases bordando seu caminho. Na Amazon calendários de parede similares, com uma folha para cada mês do ano, ainda podem ser encontrados, mas não achei aqui no Brasil, numa busca pela Internet.

feriados 2016

Achei um aplicativo de papel de parede que se parece muito com a ideia de Folhinha, mas à velocidade que surgem novas tecnologias e aplicativos, duvido que alguém de 2045 seja capaz de lembrar com tantos detalhes como eram os calendários dos smartphones ou de PCs de 2015. E eles podem ser práticos e não ocupar espaço ou poluir o ambiente, mas não creio que terão espaço na memória afetiva de quem os usa como as folhinhas têm na minha geração e nas passadas.

Eu gosto de ter calendários no escritório e também os compro em viagens, que viram quadrinhos que além de decorativos trazem uma lembrança gostosa.  Não faz isso? Eu faço e ainda compartilho aqui: Lembranças de Viagem na Decoração.

Mas é 2016 o objeto deste post, então listo feriados nacionais e aniversários das capitais brasileiras. Não entraram na lista feriados restritos a um grupo, como do funcionalismo público, por exemplo, nem de feriados restritos a uma cidade ou estado, como o Dia da Consciência Negra. De quebra, fiz uma seleção de destinos bem populares ou que estão na lista de lugares para conhecer antes de morrer aqui na América do Sul. By the way, essa expressão é meio sem sentido, como se desse para conhecer depois de morrer… Então vamo que vamo que cada vida é curta!

Janeiro
Calor, verão, todo mundo quer ir a destinos praia, mas na minha opinião é a maior furada pois tudo é cheio e caro, além de ser insuportavelmente quente. Sugiro que você resista e aproveite para conhecer destinos que ficam frios demais no inverno, como o Sul da Patagônia: El Calafate, El Chalten, Ushuaia, Torres del Paine. Os dias são longos, com por do sol às 22h, a temperatura amena e a paisagem inesquecível. Experiência própria e aprovada! Confira as dicas aqui.

El calafate Perito Moreno
a Perito Moreno, em El Calafate


Monte Roraima
entrou no meu campo de sonhos, então um dia vou! E em janeiro começa a temporada seca, facilitando a caminhada pelas trilhas até chegar ao topo do monte, a 2.875 metros de altura. Quem traz dicas é o Rafael do blog Seu Mochilão.

Feriados Nacionais
Começamos bem: dia 1 cai na sexta, mas imagino que você já tenha programado onde tomar espumante e pular as sete ondinhas.

Aniversários de cidades
12 (ter) – Belém (PA)
25 (seg) – São Paulo (SP)

Fevereiro
Em pleno verão, passado o Carnaval, os preços caem com a volta às aulas. Se você puder aproveitar, curta as praias do Nordeste.

Se o que você quer é curtir o Carnaval, não faltam opções pelo Brasil: das festas de rua com marchinhas tradicionais de São Luís do Paraitinga ao frevo e maracatu de Olinda, passando pelos blocos e escolas de samba do Rio e pelo trio elétrico de Salvador, o Carnaval é daquelas coisas que se devem viver ao menos uma vez na vida!

E você sabia que o Uruguai tem o Carnaval mais longo do mundo? Confira as dicas no blog Brasileiros no Uruguai.

 Feriados Nacionais
9 (ter) – Carnaval

Aniversários de cidades

Março
Boa época para ir a Jericoacoara: as chuvas encheram as lagoas e a alta temporada já passou.
Eu fui em Novembro, mas como era uma emenda de feriado, tudo estava cheio demais. Leia meu relato aqui.

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A invasão dos hermanos argentinos e uruguaios às praias de Florianópolis diminui, mas as águas ainda estão em uma temperatura agradável e os dias são lindos, combinação boa para aproveitar a ilha. Leia o guia da capital de Santa Catarina aqui.

Feriados Nacionais
25 (sex) – Paixão de Cristo

Aniversários de cidades
1 (ter) – Rio de Janeiro
12 (sáb) – Recife
17 (qui) – Aracaju
23 (qua) – Florianópolis
26 (sáb) – Porto Alegre
29 (ter) – Curitiba e Salvador

Abril
Começa a estação seca em Machu Picchu e as temperaturas estão amenas, caindo bastante à noite. Vários posts sobre minha visita a Cusco e Lima, também, podem ser encontrados aqui no blog.

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Praia e Cultura? Cartagena, na Colômbia, é boa pedida. O blog Bora lá Comigo traz as dicas.

Feriados Nacionais
21 (qui) – Tiradentes

Aniversários de cidades
8 (sex) – Cuiabá
13 (qua) – Fortaleza
21 (qui) – Brasília

Maio
Feriadão dia 26, que tal conhecer nossa Amazônia antes que acabe? Quem dá as dicas é um leitor do blog Viaje na Viagem, com várias sugestões.

Feriados Nacionais
1 (Dom) – Dia do Trabalho
26 (qui) – Corpus Christi

Aniversários de cidades
20 (sex) – Palmas

Junho
Parece Carnaval, mas é Festa de São João e no Nordeste e Norte do Brasil o bicho pega com as festa juninas embaladas a forró, como Festival Folclórico de Parintins (Amazonas), de Caruaru e Bumba meu Boi, em São Luís.

Agora, se você quer fugir da bagunça, no Sudeste e Sul do Brasil começa a temporada de frio (será?) e é uma boa opção subir as serras e curtir a fase da engorda. E quem quiser pode pegar trilha para queimar as calorias nos cânions Itaimbezinho e Fortaleza.

itaimbezinho

Julho
Temperaturas amenas e redução do volume das águas pedem uma visita às Cataratas do Iguaçu. Há alguns anos visitei as Cidades Históricas em um Julho lindo, quente e ensolarado. Também já fiz de SP a Gramado de carro nesta época, passando por Curitiba e cidades serranas catarinenses. Tivemos a sorte de pegar dias claros e de temperatura agradáveis apesar de ser inverno.

Curitiba Opera de arame

Ceará é sempre quente e ainda dá pra curtir praia mesmo no inverno. Também é ótima opção para os Lençóis Maranhenses. Quem tem dicas é a Silvia, do Matraqueando.

Junho, Julho e Agosto
Feriados Nacionais
Segura na mão de Deus e vá – trabalhar! Não há feriados nacionais nestes três meses. Ótima opção para tirar férias…

Aniversários de cidades
9 de julho (sáb) – Boa Vista
5 de agosto (Sex) – João Pessoa
16 de agosto (ter) – Teresina
26 de agosto (sex) – Campo Grande

Agosto
Quer neve? A partir de Agosto ela é mais garantida em Bariloche. Escrevi, inclusive sobre o belíssimo Cruce Andino. Lá você encontra links para outros posts sobre a região dos lagos andinos.

Cerro Catedral

Setembro
Segundo o Rafael do blog 360 Meridianos, setembro é quando a transparência das águas fica ainda mais marcante em Fernando de Noronha. Também é boa opção para ir a Bonito. Se você puder emendar o feriado de 7 de setembro é uma boa, pois normalmente se ficam poucos dias nesses destinos.

Feriados Nacionais
7 (qua) – Independência do Brasil

Aniversários de cidades
8 (qui) – Vitória e São Luís
21 (qua) – Porti Velho

Outubro
A Oktoberfest, em Santa Catarina, para muvucar, ou o Atacama para se isolar. Dicas do Atacama vêm do blog Vambora, enquanto eu ainda não for, e da Oktoberfest do website oficial.

Blumenau Oktoberfest
Se é outro líquido que te interessa, Alter do Chão tem em outubro sua melhor época. O blog Aventuras pela Amazônia traz as dicas.

Feriados Nacionais
12 (qua) – Nossa Sra. Aparecida

Aniversários de cidades
24 (seg) – Manaus e Goiânia

Novembro
Gosta de praticar mergulho de flutuação? a partir de novembro é uma boa ir a Angra dos Reis e Ilha Grande, pedaço de paraíso no Sudeste brasileiro.

Feriados Nacionais
2 (qua) – Finados
15 (ter) – Proclamação da República

Aniversários de cidades

 
Dezembro

O Carnaval começa cedo em Natal, no início de dezembro, com o nome de Carnatal e de quebra você aproveita as praias da capital do Rio Grande do Norte.

Mirante Pipa Natal

E se você acha que Bariloche é legal só no inverno, errou. Argentinos e europeus vão até os Andes especialmente no verão para fazer trilhas e passear nos lagos e em dezembro acontece o Cruce Andino Moutain Bike.

Feriados Nacionais
25 (dom) – Natal

Aniversários de cidades
5 (seg) – Maceió
12 (seg) – Belo Horizonte
25 (dom) – Natal
28 (qua) – Rio Branco

Ah, se desse para conhecer um destino por mês, né? Bons planos para você!

Florianópolis: guia para planejar sua viagem

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Gratidão, na Praia Armação

Diminutivos e apelidos carinhosos geralmente são reservados àqueles que amamos ou a pessoas especiais e esse costume vale também para bichos e… cidades. Florianópolis ganhou o apelido Floripa possivelmente para expressar o desprezo ao homenageado Floriano Peixoto, pois a llha de Santa Catarina era foco de resistência à república recém implantada no país. Mas cá entre nós, Florianópolis merecia mesmo um apelido por ser especial e tão querida. Primeiro porque se trata de uma ilha e ilhas trazem uma sensação de aconchego e proximidade próprios de vilarejos. Mas Floripa é especial nisso também. Sua dimensão, relevo, população e dificuldades de locomoção nas muitas rodovias-avenidas fazem com que haja várias Floripas na mesma ilha.

Neste post faço um mini guia da cidade depois de minha visita à ilha, em dezembro/2015, antes do início da temporada, quando fiquei hospedada em um hotel no Campeche, ao sul.

dicas de Florianópoils

Localização
Florianópolis é a capital do Estado de Santa Catariana, que pertence à região Sul brasileira.

Mais didático, impossível!
Mais didático, impossível!

Como Chegar a Florianópolis
🚗🚌 Quem chega de carro ou ônibus entra pela ponte Pedro Ivo Campos, que liga a Florianópolis continental à insular. A famosa ponte Hercílio Luz está numa encrenca de licitações-restauração- gastos que deixam manezinhos (como são chamados os locais) e moradores forasteiros (a grande maioria da população) descontentes a ponto de acharem mais fácil implodir a ponte. Que pena…

praias Floripa
Canto esquerdo da Mole, com vista para a Galheta

✈ Aviões pousam um pouco mais ao sul, também na costa oeste (continental), no único aeroporto da ilha. Obras de um novo acesso ao aeroporto prometem desafogar a rodovia, que em dia de jogos no Estádio da Ressacada dificulta a vida do viajante e dos torcedores do Avaí, o time local.
Se quiser ver Floripa de cima, no momento do check in escolha um assento no lugar esquerdo do avião, na ida, e do lado direito em sua partida, assim você ganha uma vista extra do centro-sul da ilha.

Como Circular
🚲 Há apenas algumas ciclovias como na Lagoa da Conceição e na Av. Beira Mar. Algumas avenidas têm tartarugas dividindo o asfalto, cedendo espaço pa
ra as magrelas, mas assim como o pedestre, o ciclista divide o mesmo asfalto com veículos em muitos pontos. Andar de bike nessas condições, na temporada, só se você for bike-ninja, na minha opinião.

O Terminal Rio Tavares
O Terminal Rio Tavares

🚌 Deslocar-se de ônibus é barato ($ 3,10), pois todos passam em terminais (são 6) e você paga apenas na primeira vez que entra no transporte, ou seja, dá pra ir de uma extremidade a outra por $6,20. Os terminais são limpos, bem sinalizados e todos têm sanitários e lanchonete. Nos pontos dos terminais há o horário de saída dos ônibus. Os pontos nas vias públicas são padronizados: bancos de tubos metálicos, painéis de vidro (ou acrílico, não sei) e cobertura e cada um tem uma numeração, o que facilita na hora de lembrar em que ponto descer.

👣 Seus pés são boa opção apenas se você estiver muito perto da praia que quer frequentar. As calçadas são estreitas, quando não existentes. No Campeche eu caminhei distâncias consideráveis e tive que dividir espaço com bikes e carros/ônibus, em ruas relativamente movimentadas e até em rodovias. Existe legislação para que haja sinalização para deficientes visuais nas calçadas, mas veja na foto abaixo como isso acontece na prática. Só fotografei porque o absurdo se repete em muitos lugares.

No meio do caminho, tinha um poste...
No meio do caminho, tinha um poste…

🚗  O carro acaba sendo uma boa opção fora da temporada, pois você pode ir do Sul ao Norte da ilha rapidinho. Na alta temporada, melhor ficar perto de seu hotel, pois enfrenta-se trânsito similar ao de grandes capitais como SP ou RJ. O hotel onde fiquei me indicou a Campeche Tur, administrada pelo Sr. Mazinho, que no início da semana me ofereceu um Palio com ar, direção, travas automáticas e alarme por $120 a diária. Acabei alugando só na quinta e sexta-feiras, quando ele baixou para $90/dia, com quilometragem livre. Ele levou o carro até meu hotel e o retirou lá também, mas pode-se retirar no aeroporto. O carro era novinho e estava bem limpo. O fone dele é 3338 2817 e seu email é mazinhocampechetur@hotmail.com

Mobfloripa é o site oficial da prefeitura com informações de linhas de ônibus municipais, intermunicipais e interestaduais, entre outras informações sobre mobilidade na cidade.

Hospedagem
Não faltam praias!A Costa Oeste é a chamada Mar de Dentro. Voltada para o Continente, as águas são mais tranquilas, assemelhando-se a um rio (me lembrou o Rio de la Plata, em Buenos Aires). As praias ficam mais bonitas ao Norte, a partir de Santo Antônio de Lisboa. A região do Centro Histórico fica muito deserta à noite, como muitos centros urbanos de capitais brasileiras, mas a Avenida Beira Mar pode ser uma opção pois os preços são mais acessíveis, mas não dá pra pegar praia ali.
O Sul da ilha é mais tranquilo e selvagem, e vai te proporcionar maior sossego e imersão na vida local. A água do mar costuma ser mais gelada e agitada nas praias da Costa Leste, de mar aberto.
O Norte tem mais turistas e  por isso mais estrutura, como oferta hoteleira, de restaurantes e comércio, mas algumas praias ainda são bem tranquilas, como Daniela.
A área da Lagoa da Conceição é uma delícia durante o dia e fica agitada à noite, com muitos jovens nos bares e restaurantes do local. É uma região legal para ficar pela localização central, mas ainda natural, para passear no Norte e Sul. Eu gostei muito da Barra da Lagoa, uma praia muito bonita, onde fica uma unidade do Projeto Tamar.

Falarei mais sobre as praias no post Florianópolis: Roteiro de 5 dias, que publicarei em breve.

Palácio Cruz e Souza, no Centro
Palácio Cruz e Souza, no Centro

Permanência
Há quem fique um fim de semana, há quem fique uma vida – e não são poucos! Tive 6 dias e ficou faltando um monte de coisas que eu queria ter feito. A ilha tem várias trilhas e algumas praias são acessíveis por elas apenas, como Saquinho e Naufragados, no Sul. A Ilha do Campeche, por exemplo, merece uma visita se você gosta de fazer mergulho. Uma moradora disse que é muito fácil fazer flutuação e ver cavalos marinhos! Se quiser uma experiência gastronômica, também tem os viveiros de ostras do Ribeirão da Ilha e de Santo Antônio de Lisboa. Ou você pode querer praticar esportes como standup paddle nas lagoas da Conceição ou na lagoinha do Campeche, sandboard na Joaquina ou kitesurf em quase todo lugar. Ô vento Sul!
Resumindo: o tempo para ficar depende do tipo de viagem que quer fazer.

Lagoa da Conceição

Língua
É Português, claro, mas os manezinhos têm algumas gírias locais que você vai acabar aprendendo, como eu: “
Istepô” e “tás tolo?”. Além disso, que delícia aquele jeito cantado de falar. No dia em que voltei me peguei falando cantado em várias ocasiões. “Tás tola, guria?”

Dinheiro
Cartões de débito e crédito são aceitos em lojas e restaurantes, mesmo em lugares onde o único acesso era de barco, como a Costa da Lagoa da Conceição.
Caixas eletrônicos estão em todos os shoppings da cidade, no aeroporto e na rodoviária, além de em alguns supermercados.  Se precisar de mais detalhes, envie a pergunta nos comentários que eu informo mais especificamente onde você pode encontrar um caixa eletrônico.

Preços em reais (em dezembro/2015)
– camiseta/survenir no Mirante da Lagoa: 35
– cerveja 600ml: 8 a 12
– suco natural: a partir de 6
– porção de fritas
– isca de peixe: a partir de 37
– filé de robalo/espada/linguado, com fritas, arroz branco e pirão (serve 2 ou 3 pessoas): 70
– 12 ostras ao bafo: 16
– estrogonofe de ostras: 50

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Ducha quebrada e banheiro químico (azul à esquerda) na praia Daniela

Outras Dicas
Nesta temporada, banheiros químicos foram instalados em todas as praias que visitei. Algumas têm duchas, mas que não funcionam. Na Jurerê, você paga $2 por uma ducha que funciona, mas mantida por iniciativa privada. Na Santinho, a praia tinha meia dúzia de pessoas (multidão só perto do hotel no canto direito) e os banheiros estavam insuportavelmente fedidos pela hora do almoço.

Compras
Artesanato local pode ser encontrado em vários pontos e os mais representativos são a renda de birô e peças de cerâmica, tecido ou barro representando o Boi de Mamão, a versão local do Bumba-meu-boi. Se quiser saber sobre o folclore local, clique aqui. Se for sua praia, a Ilha tem 8 shopping centers.

artesanato Florianópolis

Bons lugares para encontrar peças artesanais são o Mercado Municipal, recentemente restaurado, e a Alfândega, ambos no centro da cidade, pertinho da Rodoviária e do Terminal de Ônibus A.
Agora, veja que história legal: Lá no Mercado, uma senhora com feições portuguesas trabalhava em sua renda de birô, tradição herdada pelos colonizadores açorianos (povo do arquipélago Açores, no Atlântico Norte, então pertencente a Portugual) que chegaram a Floripa no século XXVIIII. Nem lembro como chegamos a falar sobre isso, mas ela me contou que um dia foi convidada por um açoriano para ir aos Açores ensinar o povo de lá a fazer renda de birô. A tradição havia sido mantida aqui no Brasil, mas esquecida nos Açores e ela foi responsável pelo ressurgimento desta tradição. Me contou emocionada. Linda história, não?
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O que Comer/Beber
Em viagens, minha comida preferida é um restaurante com um ambiente gostoso, de preferência com uma vista linda. Meu marido diz que eu me alimento de estradas e paisagens, mas em Floripa consegui unir boa comida a paisagens maravilhosas. Um desses lugares é o Freguesia Bar e Restaurante, em Santo Antônio de Lisboa, no Noroeste. Se você gosta de ostras, todo mundo fala do badalado – e caro – Ostradamus, em Ribeirão da Ilha, no Sul. Na Costa da Lagoa da Conceição (acessível apenas de barco), um serviço caprichado, comida deliciosa, cerveja geladinha e vista para o paraíso, no Restaurante Cachoeira. Dica de moradores e que eu aprovei é o Petiscão Porções, que tem um ambiente mais familiar, poucos turistas e um atendimento super simpático. Fica na Rod Dr. Antônio Luiz Moura Gonzaga, 4057, Rio Tavares. 

Passe no Centro de Informações Turísticas no Mercado Municipal e retire o panfleto Roteiro Gastronômico & Turismo, com várias sugestões. 

Em Santo Antônio de Lisboa: sombra e cerveja gelada
Em Santo Antônio de Lisboa: alimentando-me de paisagem


Distância de Floripa a… (em quilômetros)
– Balneário de Camboriú: 81
– Joinveille:98
– Blumenau: 70
– Beto Carrero World: 119 

Links para Outros Posts
Florianópolis: Roteiro de 5 dias (em breve)
Florianópolis sem Praia (em breve)

 

Museu da Imigração em São Paulo. Porque somos todos nômades

Foi ali, na exposição permanente do Museu da Imigração, que encontrei mais um indício do porquê de gente como eu gostar tanto de viajar. Não é nenhuma novidade, mas é bom quando alguém explica o que já se sabe e você diz “ufa! tá vendo?” Está em nosso DNA: somos nômades. Criar raízes é algo muito mais recente e conveniente para a organização social.

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Viagens existenciais à parte, este post fala sobre minha visita ao recém restaurado Museu da Imigração em momento especial: a 20º Festa do Imigrante, evento em que o maior destaque são as barracas de alimentos de origens diversas. Afinal, estamos em São Paulo, centro da gastronomia nacional. O próprio panfleto recebido na entrada confirma isso: o espaço destinado à gastronomia toma 1/3 do espaço da programação. São 40 barracas com pratos típicos de países como Grécia, Moçambique, Lituânia, Peru, Bélgica, Inglaterra, Itália (claro, estamos no Brás, típico bairro de imigrantes italianos), Espanha, Índia, Chia, Rússia…

A fachada da antiga Hospedaria, hoje o museu
A fachada da antiga Hospedaria, hoje o museu

Mas eu não fui direto ao prato pote, não. Na última vez que fui à festa, o museu estava com a exibição fechada pois estavam renovando o espaço desde 2010 e agora, um ano depois de sua reabertura, fui conferir a mudança. Ficou muito legal, um espaço bonito, educativo, acolhedor e confortável.

Nas gavetas, cartas, registros, documentos do Museu
Nas gavetas, cartas, registros, documentos do Museu

Além dos objetos expostos no Museu, como malas, cadeiras de dentista, instrumentos médicos, muitas salas têm vídeos interativos e estações de vídeos contanto a história da formação do povo brasileiro. Para as crianças que estão aprendendo sobre a expansão territorial no Brasil colonial é uma forma interessante de rever o que está nos livros, em linguagem coloquial e imagens de vídeo.

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Imigração no Brasil

Uma das estações mais interessantes, na minha opinião, é a que exibe depoimentos de imigrantes sobre como foi a viagem de navio até o Brasil, o desembarque, a viagem de trem, a chegada à então Hospedaria do Imigrante e como foi o tratamento desses bravos japoneses, italianos, russos, espanhóis até que seguissem suas vidas em terra nova. As perspectivas eram diferentes da mesma forma que

No teto, uma carta de um imigrante enviando dinheiro ao irmão, para que viesse ao Brasil
No teto, uma carta de um imigrante enviando dinheiro ao irmão, para que viesse ao Brasil. Na tela, a história da ocupação do território nacional

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Uma estação interativa mostra três portos de origem: Itália, Japão e Alemanha e o percurso até chegarem a São Paulo. Nos depoimentos, histórias de gente que veio com a roupa do corpo, sem comida, sem dinheiro. Outros que carregavam até armários cheios de objetos de valor (russos). Pessoas que devem se lembrar muito pouco, afinal, eram crianças muito jovens quando seus pais os trouxeram para o Brasil. Escrevendo aqui, percebi como o museu poderia ter mais informações se houvesse um trabalho de pesquisa não só documental mas também de entrevistas. O museu ficou lindo, mas poderia ser mais completo.

esta é para passar o tempo: ache seu sobrenome em baixo relevo numa parede de 10 a 15 metros
esta é para passar o tempo: ache seu sobrenome em baixo relevo numa parede de 10 a 15 metros

No térreo do edifício tombado em 1982 pelo CONDEPHAAT fica um dormitório imenso, com beliches de metal e lençóis brancos, com cobertor e travesseiro sobre cada um. É onde funciona o abrigo noturno para moradores de rua. Talvez por isso as calçadas ao redor do Museu estejam tomadas por eles, um retrato triste da vida paulistana.

Terminada a exposição, era hora de comer e além das 40 barracas que nos esperavam, o histórico refeitório da hospedaria recebeu toalhas plásticas xadrez verdes e vermelhas para servir polenta mole, aquela que a nona fazia e cobria com molho ragu, antepasto de berinjela e o doce com gosto de infância, o sonho. Mas vamos às barracas!

Vai uma polenta
Vai uma polenta?

Fish and Chips ou salsichão alemão? Paella ou bacalhau ao forno? O bom é ir em turma e escolher um prato diferente para cada um, tendo a chance de fazer degustações. Sobremesa? Doce sírio ou pastel de Belém? Apfelstrudel ou waffle belga? Um belga de Bruges me atendeu, aliviado por poder falar Inglês, para me informar que os waffles haviAh, bebidas! Tomei um pisco sauer, minha bebida preferida, preparada por um chileno divertido.am acabado, para minha tristeza. O irmão é casado com uma brasileira e ele estava de férias no Brasil, inconformado com o calor de 27º de nosso inverno.

Ah, bebidas! Tomei um pisco sauer delicioso, minha bebida preferida, preparada por um chileno divertido.

Eba! Pisco suer!
Eba! Pisco suer!

Essa grande oferta de alimentos é bem-vinda, mas a desproporção entre o número de barracas e as poucas atividades culturais da Festa mostra o quanto o Governo do Estado de São Paulo deixa de investir em Cultura. Apenas uma contadora de Histórias apresentava duas sessões por dia sobre a origem do mundo sob a óptica de diferentes culturas. Duas oficinas de artesanato (pintura em ovos, dobradura em tecido) e dois workshops de dança (três na próxima semana) por dia. É pouco para uma Festa que poderia ser tão rica culturalmente e que recebe tanta gente.

Em maior número, as 10 apresentações de dança e canto que acontecem no palco central acabam sendo o grande atrativo. Na próxima semana, serão 15 grupos a se apresentar. Só assistimos às danças irlandesas e da Ilha da Madeira, mas grupos folclóricos lituanos, bolivianos, japoneses, árabes também subiram ou subirão ao palco, entre tantos outros. Confira a programação no site oficial do Museu.

Apresentação da Ilha da Madeira
Apresentação da Ilha da Madeira

Um galpão abriga uma feira de artesanato com itens tradicionais de alguns países. Eu, que adoro suvenires, não me empolguei muito com o que vi por lá.

artigos à venda na banca da Ucrânia
artigos à venda na banca da Ucrânia


Dica
: as mesas próximas às barracas de alimentos ficam sempre ocupadas. Do lado esquerdo do palco muitas ainda estavam vazias. Próximo ao refeitório as chances de encontrar uma mesa vazia também são grandes, pois o espaço lá é maior.

Não usei os banheiros do local, mas minha filha, sim. Ela disse que a iluminação é ruim e que o vaso não tinha assento. Mas estava limpo e tinha papel higiênico e sabão líquido. Essa menina vai longe! Logo vai abrir um blog para avaliar seus passeios (rsrsrs). Espero que tenha o gene do viajante, o DNA dos nômades e que se lance no mundo antes de criar raízes.

Práticas Rápidas

A Festa do Imigrante acontece todos os anos e 2015 teve sua 20º edição. Estive lá no primeiro dia do evento, 14 de junho. Dias 20 e 21 de junho trazem mais apresentações. Clique aqui para assistir ao teaser do evento. A festa começa às 10h e termina às 17h. É programa para o dia todo!

Horário de funcionamento do Museu
Terça a sábado, das 9h às 17h e Domingo, das 10h às 17h

IngressoIngresso e o "dinheirinho"

R$ 6,00 (inteira), que dá acesso às exposições permanentes e à Festa do Imigrante. Gratuito aos Sábados, exceto durante a Festa do Imigrante. Para os alimentos, você precisa trocar seu dinheiro real por dinheirinhos, como disse meu marido, brincar de banco imobiliário. Funcionários avulsos perto do palco aceitam apenas dinheiro (têm uma placa escrito Cashier, olha como estamos nos internacionalizando!), mas  no caixa central cartões são aceitos.

Preços (em reais)
– polenta: 10
– pastel de Belém e quindim: 6 a 7
– doce sírio: 1,50 a 2
– massa: 15
– paella: 28
– pisco sauer feito na hora: 15
– empanada: 6
– meia baguete com salsicha alemã: 12
– cerveja em lata: 5
– refrigerante: 4

Ali perto
Não há atrações nos arredores, mas se você for com crianças talvez queira fazer uma passeio de Maria Fumaça que fica ao lado do Museu. A paisagem não é das mais agradáveis e não sei como está a manutenção dos vagões agora. Quando minha filha tinha poucos anos (não lembro!), o passeio foi bem legal, mas há três anos o repetimos e achamos os vagões bem mal tratados. Informações sobre os passeios: (11) 2695-1151.

E você, já visitou algum museu de Imigração, como o Ellis Island em Nova Iorque? Deixe seus comentários.

Riviera de São Lourenço, Bertioga, SP

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Viajar: partir de um lugar com destino a outro; deslocar-se.
Seguindo essa definição, posso então escrever sobre um destino que não é exatamente uma viagem, pois vou pra lá com frequência: Riviera de Sao Lourenço, em Bertioga, porta do litoral norte de São Paulo. Trata-se de um condomínio de veraneio, com alamedas largas e parcialmente sombreadas por coqueiros simétricos e de resultado estético californiano. Segurança, limpeza e organização fazem da Riviera um pedacinho de um mundo… digamos… diferente ao qual estamos acostumados, vivendo em uma cidade caótica, poluída, insegura e suja como SP. Lula diria que é reduto da burguesia, mas quem é ele para dizer isso tendo um tríplex no Guarujá!

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Ciclovias, empréstimo de bikes, shopping center, supermercado com apologia à felicidade, quadras de tênis, equitação, esportes aquáticos e campo de golfe em desenvolvimento completam o prazer do seu verão caso você canse do marzão. Eu sempre preferi o relevo e as praias de São Sebastião, município vizinho, mas bastou começar a frequentar a Riviera para perceber que segurança e o sossego ficam acima de qualquer relevo ou cidade praiana mais descolada. E que tal chegar à praia e já encontrar cadeiras, mesinha e guarda sol montados e reservados para você? Ai, que delícia! Alguns edifícios levam carrinho de chopp até as areias, que tal? Na praia ninguém ouve música alta, todos recolhem o lixo, com raras exceções. E embora seja um reduto de endinheirados, à noite todo mundo anda de havaianas e shorts, muito à vontade. É, não foi difícil me render aos prazeres da Riviera…

Nem tudo é perfeito e algumas coisas me incomodam, embora não o suficiente para que eu não retorne. Afinal, não são questões exclusivas da Riviera, e sim presentes em nossa sociedade: 1. Fala sério! derrubar toda essa mata para construir um condomínio de 9 quilômetros quadrados para ser usado apenas nos finais de semana? Ok, por outro lado trouxe emprego pra muita gente da região, é responsável por 50% da arrecadação de impostos do município de Bertioga e o condomínio tem toda uma preocupação social e ambiental.  2.  a dependência de empregadas e babás. Seria uma ótima oportunidade para ficar com os filhos e ensiná-los o valor e o prazer de fazer sua própria refeição ou de arrumar sua própria cama. Mas ensinar requer saber e uma geração inteira de endinheirados prefere perder a privacidade em troca de serviços prestados, mesmo quando poderia abrir mão disso. Deixando a questão social e partindo para a afetiva: que bom ter tempo para curtir os filhos! Qual a necessidade de intermediários? E levar a babá uniformizada para a praia, porque assim todo mundo sabe que aquela pessoa não pertence à sua família. Aquela mesma que cuida de seus filhos e muitas vezes é quem os educa… 3. uma outra coisa: a grande maioria dos prestadores de serviço das lojas, edifícios e casas se locomove de bicicleta. Bem que podiam fazer um bicicletário para esse público, principalmente perto do shopping.

A Riviera começou a ser idealizada em 1979, pouco depois do asfaltamento do trecho que liga Guarujá a Boraceia. É interessante observar as casas construídas nos anos 1980 e as que são erguidas hoje. As primeiras tinham um ar praiano, descompromissado. As atuais chamam à atenção, seja pelo desenho, pelas cores, mas principalmente pelo tamanho. Prato cheio para qualquer sociólogo!

Fora do alto verão, a Riviera é uma calmaria só. Embora muitas pessoas tenham escolhido o condomínio para ser sua primeira casa, a maior parte só desce a serra nas férias e finais de semana.

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Entre o final de dezembro e de janeiro, o condomínio se transforma: tem muita, muita, muita gente, a ponto de o tal supermercado da felicidade funcionar 24 horas para tender a demanda. A Revista Veja SP há anos monta um espaço com shows (assisti Radio Taxi e Double You), cinema, teatro infantil, atividades lúdicas para as crianças, esportivas para os mais velhos. Este ano tivemos rinque de patinação no gelo (fiquei pensando em como conservar aquilo com um calorão que fez neste verão!) e brincadeiras do estilo parque de diversão. No shopping, tem pista de boliche e jogos eletrônicos.

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Show do Double You no Espaço Veja SP

A turma da paquera conta com uma casa noturna na “marginal”, avenida paralela à Rio-Santos, já fora da Riviera, e uma choperia, mas os luais que acontecem na praia também atraem alguns. Este ano, cedendo à moda foodie, tivemos espaço Food Truck também na Marginal, além de outro no Espaço Veja SP.

Curtindo com a filhota
Curtindo com a filhota

Mas a grande atração é mesmo a praia. E a Riviera é uma praia família. E tudo funciona muito bem quando há regras e elas são seguidas. Não é permitido jogo de bola entre as 9h e 17h e isso garante sossego e segurança (eu nunca vi uma partida de futebol sem palavrões ou sem alguma confusão), mas é claro que uma rodinha pra bater bola sempre rola e no módulo 6 sempre vejo uma rede de tênis armada. O tradicional frescobol na areia molhada é de praxe e permitido. Há diversas tendas de escolas de surfe espalhadas ao longo da praia e no canto leste há aluguel de jet ski e passeios de banana boat. Salva-vidas equipados com jet ski estão a postos em diversos pontos. Em janeiro é instalada uma antena para que o sinal dos celulares cheguem à praia também. Câmeras de segurança estão instaladas em alguns pontos da areia.

Não se trata de uma praia particular, embora haja um muro de pedras – chocante isso! – construído sobre a areia no início do condomínio, separando São Lourenço de Indaiá, a praia vizinha, pois havia projeto de construção de uma marina naquele ponto do condomínio. O acesso ao condomínio é vigiado, mas não controlado, então muita gente vem para passar o dia, embora ônibus e vans de excursão sejam proibidos. Talvez para desestimular a frequência de quem não é do condomínio, não há duchas ou banheiros ou bares/barracas como se vê em outras praias. Antes eu via isso como preconceito, mas hoje entendo que quem mantém a Riviera limpa, organizada e segura é quem contribui financeiramente pagando o condomínio e por isso não vai querer vê-lo transformado numa baldúria.

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Percebi muita gente de fora neste verão. Não vou ser hipócrita: o comportamento desses visitantes é diferente e eles preferem ficar em determinados pontos da praia, não se “misturando”, talvez por se sentirem mais à vontade. Adivinha se não me veio à cabeça Ultraje a Rigor: “Agora, nois vamo invadir sua praia!”. Duas meninas montaram uma caixa de som e se divertiam dançando ao som de pagode. Outros jogavam futebol nas areias em horário não permitido. Não, eles não eram da Riviera.

Após as 17h a maioria dos edifícios já retirou as tendas, cadeiras e guarda-sóis da areia e o visual da praia se transforma. Muitos jogam futebol, surfistas aproveitam as ondas e muitos correm ou caminham, enquanto outros passeiam de bicicleta.

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A Califórnia é aqui!

 

O Reveillon na Riviera
Sempre procuro fugir de multidões, então visitava a Riviera fora de feriados, mas nesta virada de 2014 para 2015 quis viver a experiência de pular as sete ondinas e assistir aos fogos com os pés na areia branca, fofa e fina. E apesar da multidão que cobria as areias, não me senti incomodada (e olhe que isso é bem fácil de acontecer, pois adoro um lugar isolado). As ruas não tinham mais espaço para estacionar e terrenos ainda sem construção tiveram suas calçadas tomadas por carros.

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Bronzeado + branco: tudo de bom!

O Restaurante Maremonti, a casa noturna Pucci e o Hotel Amarílis ofereceram festas e baladas no Reveillon. Muitos condomínios também organizaram festas e assim foi o meu. Um buffet e DJ foram contratados e os condôminos que optaram por participar desceram ao salão de festas. Às 23h30, todos começaram a se dirigir à praia para assistir à queima de fogos. Levei um susto quando vi a praia lotada, pois nem de dia costuma ser assim. Meia-noite, beijos e abraços, brindes, fogos, sete ondas, voltamos para a festa no condomínio.

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No dia seguinte estava curiosa para saber se a praia estaria suja. Impressionante! Claro que não fui logo cedo, mas à tarde a praia não tinha uma garrafa ou copo ou seja lá o que for. A maré trouxe algumas rosas brancas e encontramos também uma imagem de um santo católico. E só. Parabéns à manutenção!

Práticas Rápidas
Localização:
município de Bertioga, estado de São Paulo, Brasil

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Como Chegar
A cidade de Sao Paulo fica no planalto, então para descer ao litoral é preciso dirigir entre o que restou da bela Mata Atlântica. Como a Riviera fica próxima ao final da serra de Mogi das Cruzes (SP 098), esta é a melhor opção para muita gente. Pegue a saída para ela na Rod. Ayrton Senna da Silva (SP 070).  Outras preferem a Imigrantes ou a Anchieta. A Imigrantes (SP 160) é uma obra fantástica e na região da serra o percurso acontece quase todo em túneis. Se quiser uma vista e a experiência de dirigir em curvas (e cheirar fluido de freio), vá pela Anchieta (BR 050). Em ambos os casos, você continua na BR 101. Caso você já esteja no litoral, como em São Sebastião ou Santos, municípios vizinhos, use a Rio-Santos. (SP 055).

De ônibus, a viação Ultra leva de SP, no terminal Jabaquara, a Bertioga e de Bertioga à Riviera. A Pássaro Marrom parte da Rodoviária Tietê, em SP e do Aeroporto de Guarulhos. A Breda parte de Mogi das Cruzes.

Heliponto na praia de Indaiá, a 3 km da Riviera.

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Onde Ficar
Os valores dependem muito do imóvel e da localização. Um apartamento novo e bem mobiliado, com ar condicionado em todos os ambientes e área de lazer a uma quadra da praia fica em torno de R$ 1.200/diária, com espaço para 7 ou 8 pessoas.  Há também os villagios, pequenos condomínios de casas, com portaria, que ficam mais em conta, a partir de R$ 4.000 a semana para o mesmo número.

Não canso da vista de montanhas
Não canso da vista de montanhas, mesmo no litoral

Além da opção de alugar um imóvel diretamente com um proprietário ou através das imobiliárias locais, você pode se hospedar em imóveis desenvolvidos para este fim:
– Amarilis Flat Service ( móodulo 20) (13) 3316 8121
– Travel Inn Boulevard Riviera Flat. (módulo 6) (13) 3319 6000
– Sabel Residence Service (módulo. 30)
(13) 3316 1424
– Ilha da Madeira Resort (módulo 2) (13) 3316 5006

Como circular por lá
A maioria se locomove a pé, mas como o condomínio tem as dimensões de uma cidade pequena, carros e bicicletas são usados para distâncias maiores. Se você não tem sua magrela, cadastre-se e use uma dos vários pontos de empréstimo.
Há 5 linhas de ônibus circulares, com intervalos que variam de 16 a 1h25 minutos.

A ciclovia e pista de caminhada
A ciclovia e pista de caminhada

Compras
Nas areias você pode encontrar chapéus, saídas de praia, biquínis, bijus. Ambulantes oferecem piscininha inflável, bolas, pipas, DVDs piratas, redes, toalhas, tatoos e tererês.

Há carrinhos licenciados que vendem açaí, água de coco, sorvete, milho e Trailers que vendem pastel, porções e bebidas.

O shopping local tem 50 lojas: revistaria, livraria, lojas de surfe, artigos para casa, decoração, brinquedos, calçados, óculos de sol, bijus, eletrodomésticos, etc.

Na Marginal, há lojas de decoração e imobiliárias, além do supermercado.

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A entrada, na Rodovia Rio-Santos

O que Comer e Beber por lá
Sinto falta de uma oferta maior de restaurantes, do tipo que oferece peixinho fresco, sabe? Em vez disso, só há um restaurante italiano, que dizem ser bem carinho (por isso nunca fui) e outros dois dentro de hotéis (Funchal, no Resort Ilha da Madeira, no módulo 2 e o Areté, no Hotel Amarilis Flat, no módulo 30). O shopping tem pizzarias, hamburguerias, fast food, sorveterias… No verão 2014-2015, food truck no espaço Veja SP e na Marginal de Serviços.

Preços (alimentos na praia no verão 2015 – em reais)

milho debulhado na hora: 6
Água de coco: 7
Sorvete Kibom, Nestlé ou Rochinha (famoso no litoral Norte): de 5 a 8
Porcão de peixe frito: 60
Cerveja em lata: 5
Garrafinha de água: 5
Pastel de carne ou queijo: 8
Açaí completo (com frutas, leite em pó e leite condensado): 10 a 15

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O que Fazer

  • caminhar à beira-mar. Não há um calçadão, então faça isso durante o dia pois à noite não conseguirá ver nada porque só há iluminação dos prédios pé na areia. Se não quiser pisar na areia, em um nível um pouco acima do da areia há um passeio gramado com coqueiros muito prazeroso.
  • tomar aulas de surf
  • passear de caiaque no canto esquerdo da praia, onde o mar é calminho.
  • pegar trilha ou fazer um passeio de barco pelo Rio Itapanhaú, passando pelo manguezal, clique aqui.
  • alugar um barco ou uma lancha em Bertioga
  • levar as crianças para brincar no playground do shopping, ponto de encontro da garotada
  • se for em janeiro, visitar o Espaço Veja SP, brincar na pista de patinação, ambos em frente ao shopping. Em frente ao módulo 5, aulas de corrida, alongamento e pilates.
  • bater perna no shopping, que em janeiro funciona até 0h
  • curtir a balada da Pucci
  • conhecer a nova choperia SP-55 Bar.

Onde alugar imóveis para temporada

Há inúmeras imobiliárias na Riviera, mas você pode ser como eu e preferir fazer tudo por conta: use o Airbnb (expliquei sobre este site neste post e neste) e confira fotos, descrição do imóvel, preços, avaliação de quem já se hospedou, tudo muito mais prático do que usar o serviço de um corretor.

Visite o site oficial da Riviera.

Food Truck na Mooca, meu!

Eu não sou descolada, do tipo que anseia por conhecer as últimas tendências de uma metrópole como São Paulo. Nos finais de semana estou mais pra me refugiar no interior ao som dos pássaros, sombra das árvores e pureza do ar. Também sou da turma que acha linda a história de privilegiar o comércio local – mesmo que sejam produtos vindos da China, o que fazer!

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Mas neste final de semana (6 e 7 de dezembro) resolvi prestigiar meu bairro e fui ao Food Truck & Feira Gastronômica organizado no Parque da Mooca, na Subprefeitura da Mooca, bairro tradicionalmente italiano de sotaque imitado nas novelas globais que se passam em São Paulo.

Primeiro, quero aproveitar para falar do parque anexo à Subprefeitura. Eu já tinha ido à subprefeitura para resolver pendências burocráticas e por isso me restringi ao prédio administrativo sem dar atenção ao entorno, que possui uma considerável quantidade de árvores, piscina, campo de futebol e quadras de esporte – e não só futebol, mas quadras de tênis e de vôlei de areia, parquinho para as crianças, um espaço legal para quem quer fugir dos shoppings, a praia do paulistano.

Depois de passar por essas quadras e parquinhos (entrei pela Rua Jaibarás), encontrei uma área em L com várias barraquinhas e só 3 ou 4 food trucks. Parece que o modismo dos food trucks ainda não chegou à Mooca, belo!

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Uma crítica: se eu vou a uma feira gastronômica montada ao ar livre imagino que o valor final dos alimentos será reduzido porque não há o custo do serviço de garçom, das instalações, de luz, água e todos os outros tributos. Aliás, ninguém ali emitia nota fiscal e poucos aceitavam cartão de débito ou crédito.

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Fora essas críticas, a organização foi boa, com policiamento, banheiro químico, tenda com mesas – mas podiam ter colocado mesas sob a sombra das árvores, também. Faltou espaço sombreado e muita gente improvisou um piquenique sentando-se na grama para comer. Havia diversão (paga) para as crianças, como escorregador gigante inflável e cama elástica, embora o antigo compressor amarelo estivesse mais disputado!

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Uma dos aspectos bacanas de feitas gastronômicas é você comer um pouco de cada coisa e provar o que alguém da sua turma pediu. Eu não resisti a uma esfiha ($ 5) de uma tradicional esfiaria da Mooca e depois comi um risoto de bacalhau ($ 20) de um restaurante português do Tatuapé, bairro próximo da Mooca. De sobremesa, uma paleta mexicana ($ 10). Estou até agora esperando aquela cremosidade interior… Maridão foi de galinhada ($15) e minha filha comeu purê de batata e polpetas ao molho bolonhesa ($ 25). De sobremesa, os dois pediram uma delícia no palito: cheesecake ($ 12). O chopp não estava estupidamente gelado e o copo de 350 ml saiu a $ 10. Uma garrafinha de água a $5!!

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O cheesecake no palito, de banana e nutella

Comida australiana, japonesa, vegana, italiana, mexicana, mais de 30 opções de gente que está no ramo há décadas e gente que engatinha. E para quem não resiste a um docinho, tem desde o tradicional brigadeiro até o inusitado cheesecake no palito.

 

 

 

 

 

 

 

Fortaleza: entre o sol nascente e o sol poente

Fortaleza é uma das cidades mais visitadas do Nordeste e quando minha filha já estava grandinha o suficiente para encarar o trecho Fortaleza-Jericoacoara, resolvemos conhecê-la. Para ela, o que interessava era que estávamos indo ao Beach Park.  Para mim, era Jeri, então acabamos vendo Fortaleza como uma conexão e em conexões sempre ficam pontos a visitar e acabamos não conhecendo muitas das belas praias do litoral Cearense, que se divide em Leste e Oeste. Fica para uma próxima…

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Chegamos em Fortaleza no feriado prolongadíssimo de 15 a 20 de novembro de 2012 + 2 dias “matados” no início e no final do feriado, ou seja, o tempo de um pacote regular, só que tinha uma Jericoacoara no meio. Tinha que ter.

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A fachada do Sonata

Nosso hotel, o Sonata Iracema, ficava no canto da Praia de Iracema, que é imprópria para banhos, então fomos de taxi até a Praia do Futuro, muito frequentada por turistas e locais, famosa por suas “barracas”, que na verdade são restaurantes à beira-mar com serviço de praia. Algumas têm uma infra impressionante, com piscina com  toboágua, ótimo para quem tem crianças. A praia é bonita, tem os famosos ambulantes nordestinos (eu me divirto, mas tem gente que se incomoda), ouvi dizer ser um bocado insegura, tem oferta descarada de serviço da mais antiga das profissões, e por aí vai.

No caminho, passamos pela Praia de Mucuripe e Fagner cantou As Velas do Mucuripe em minha memória. Descobri que se tratava de um porto e de um local farto em pesca (daí a música!) e que ainda é um lugar ótimo para comprar peixe – inclusive para turistas, pois as barracas fritam o camarão na hora pra você!

Ao chegar à barraca Chico do Caranguejo, sem qualquer constrangimento, o taxista recebeu de algum funcionário da “barraca” uma cédula (sabe? dinheiro), por tê-la indicado. Isso é Brasil! Em outra ocasião, o taxista deixou uma porcentagem da corrida com o funcionário do hotel, por tê-lo chamado. Isso é Brasil! Sabemos que no turismo sempre há comissões, mas achei a coisa toda muito descarada. Será que sou hipócrita?

Fiquei impressionada com o tamanho da “barraca”. Trata-se de um restaurante com muuuuitas mesas, piscinas, toboáguas, espaço aquático para as crianças de fazer inveja a muitos clubes. Passamos o dia ali, à sombra dos coqueiros, pés na areia, bebericando, deixando nossa filha ser feliz tendo um gostinho do que a esperaria no Beach Park. É, porque para nós estava muito chato o calor, pés na areia, pouca roupa e cervejinha gelada (rsrsrs). OK, eu comecei com um drink porque adoro essas bandeirinhas em comes e bebes! kkkk

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Avistar é difícil se você ficar à sombra dos coqueiros, nas mesinhas perto da piscina

À noite, de volta a Iracema, fomos caminhar pelo calçadão da Av. Beira Mar, onde algumas barraquinhas são montadas para venda de artesanato e outras de alimentos. Deve ser muito gostoso morar perto do mar e poder caminhar, correr, andar de skate, de bicicleta, levar os filhos para andar de triciclo – e todo mundo faz isso, ao mesmo tempo e no mesmo espaço do calçadão, então é preciso ficar ligado o tempo todo para não ser atropelado em plena calçada. E a gente ainda recebe dicas de Amsterdã dizendo que lá é confuso por causa das bicicletas. Sabe de nada, inocente! (rsrsrs).

No segundo dia, caminhamos pelo centro velho de Fortaleza para conhecer o Mercado Central de Fortaleza e o Centro Cultural Dragão do Mar. Em alguns pontos, a calçada simplesmente desaparecia. Havia sujeira pelas ruas, fezes humanas e moradores de rua pelas praças. A sensação era de insegurança e muita gente atesta que se trata de um lugar perigoso. Dois casais europeus caminhavam perto de nós e fiquei imaginando o que estariam pensando de nosso lindo e tão mal tratado Brasil…

À tarde, a orla da Av. Beira Mar estava tomada pela população (descobri depois, cerca de 500 mil), e o trânsito na avenida simplesmente parou – porque os carros “estacionavam” em plena rua para assistir ao espetáculo da Quadrilha da Fumaça. Além de Proclamação da República, era Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira. Adoro quando “ganho” esses bônus em dias festivos!

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minha foto (xi, o avião já passou!)
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Foto do g1

Na manhã seguinte, pegamos a van que nos levou a Jericoacoara.

PRÁTICAS RÁPIDAS

Hospedagem
Eu sempre busco avaliações de hotéis no TripAdvisor e faço a reserva pelo Booking.com e foi assim que escolhi o Sonata de Iracema, localizado na Avenida Beira-Mar, próximo à Ponte dos Ingleses, o que significa que não está no ponto mais movimentado e central do calçadão da praia de Iracema.
O atendimento foi bom e o café da manhã incluso na diária melhor ainda. Fizemos um jantar lá e também aprovamos. Quanto ao quarto, o box do banheiro é um problema, pois é bem pequeno – e todo os hóspedes reclamam disso, não sou a úncia. Não espere uma boa piscina, pois é pequena e sombreada a maior parte do tempo, além de a vista das janelas do edifício vizinho serem todas voltadas para essa área. Tem wifi e 3 computadores para uso dos hóspedes. A vista de todos os quartos é para a praia, ponto alto a ser observado. Volto a frisar que a praia é imprópria para banhos.

Atualização: Agora o Mulher Casada Viaja tem parceria com o Booking.com. Se você entrar no site deles através do clique sobre o logo que fica à direita, eu recebo uma comissão. Não vai te custar nada dar uns cliques a mais para entrar aqui no blog e gentilmente contribuir com a blogueira aqui. Brigadinha!

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Vista do quarto do hotel Sonata
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Vista do mesmo quarto, olhando para a esquerda

O que Fazer

Praia do Futuro. Fica a 11 km do centro e é a praia utilizada tanto por turistas como pelos locais por ser limpa e bonita. As barracas com estrutura como restaurantes, duchas de água doce, cadeiras e espreguiçadeiras contribuem para essa preferência. As mais conhecidas são Chico do Caranguejo, Guarderia Brasil,  Itapariká e Crocobeach. Em minhas pesquisas antes da viagem,  muita gente diz que a região é bastante insegura, tanto de dia como de noite.

Ponte dos Ingleses. É um belo pier de deck de madeira (não temos muitos no Brasil, não é?). Como quase em todo Brasil, tem sujeira pelo chão e bagunça. Poderia ter alguma informação turística sobre sua construção. Os jovens fazem a festa pulando de pilar em pilar e saltando ao mar. Pode ser divertido, mas é perigoso e nada é feito pelo policiamento local.

A Ponte dos Ingleses: ótima para ver o por do sol
A Ponte dos Ingleses: ótima para ver o por do sol

Mercado Central de Fortaleza. Não tem frutas ou produtos in natura locais e, pelo que entendi, desde 1931 foi proibida a venda de legumes, frutas e carnes no Mercado (hein?). Well, de novo, pelo que entendi do mal escrito texto sobre sua história no site oficial do Mercado, houve preferência para exposição de artigos artesanais e em 1997 um novo prédio foi oferecido para abrigar o Mercado Central, tal como o conhecemos hoje, com rampas, escadas e elevadores e um vão livre central. Os visitantes encontram as tradicionais rendas cearenses, artigos de couro, camisetas e mil bugigangas, além da castanha de caju, licores, cachaça… Feche os olhos para a sujeira, a falta de manutenção e divirta-se puxando conversa com os vendedores. Não há muita variedade e muitos produtos nem são artesanais, mas essa parece ser uma tendência mundial. Site oficial aqui.

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– Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Também no final da década de 1990, foi inaugurado o espaço cultural com salas para shows, galerias de arte, teatro, cinema e planetário, contribuindo para a revitalização do bairro de Iracema.
À noite, a região é mais visitada devido aos bares que ficam em seu entorno, em casarões restaurados.

Theatro José de Alencar. Só apreciar os vitrais coloridos e a estrutura metálica do teatro inaugurado em 1910  já vale a visita, mas confira a programação para quando estiver na cidade. Os jardins só saíram do papel em 1975, com projeto de Burle Marx. De terça a domingo há visitas guiadas. Mais detalhes no site da Secretaria de Cultura.

Beach Park. Distante cerca de 30 km de Fortaleza, na praia de Porto das Dunas, no município vizinho Aquiraz. Pela proximidade, é bem possível fazer um bate-e-volta. Veja link para o post sobre o Beach Park no final desta publicação.

Cumbuco. Vencendo a mesma distância, você chega a dunas e lagoas, em um parque de diversão mais natural, com passeios de jangada e bugue e o delicioso esquibunda. Mas jet-skis, banana boats, kitesurf e windsurf também dão as caras por lá.

 

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Jericoacoara: aventura ainda!

E você, tem dicas para compartilhar sobre Fortaleza? Deixe aí nos comentários que outros leitores poderão aproveitá-las.

2 semanas em Porto Seguro

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Lagoa que se formou na Praia de Trancoso

Porto Seguro é um dos destinos brasileiros mais populares, entre brasileiros. Eu fui a Porto Seguro duas vezes, mas já faz tanto tempo que não me lembro com detalhes de tudo o que vi. Ficaram na memória lugares, cheiros, impressões, como o casario histórico (e as explicações da expressão sem eira nem beira – acho que todo mundo ouve isso por lá rsrsrs), a agitação noturna de Arraial d’Ajuda, o sossego de Santo André e a beleza da Praia do Espelho.  As noites com vista para o rio Buranhem a partir do deck do hotel em Arraial, o jogo de capeira, o sotaque baiano gostoso…

Quem acaba de voltar de Porto Seguro é meu irmão e fez um relato detalhado de suas duas semanas pela região:

Para onde viajar com pouco dinheiro? A resposta foi Porto Seguro.

Nove entre dez pessoas que viajam conhecem Porto Seguro e suas opiniões não foram nada favoráveis para minha “escolha”. É claro que para pessoas que viajam muito uma pequena cidade da Bahia pode parecer não ser a melhor opção. As pessoas diziam tratar-se de um lugar bonito, mas a maioria enfatizava a questão das baladas, bebidas e prostituição, um lugar onde adolescentes insaciáveis transavam no meio da mata. Contra todas essas expectativas negativas, eu comprei um pacote com a maior operadora nacional, que oferecia traslados e hospedagem de duas semanas com café da manhã. Além de mais econômico do que viajar por conta própria, há também a possibilidade de parcelamento em dez vezes sem juros.

Escolhi o hotel mais em conta (estava preocupado apenas com a cama e o chuveiro), o Fênix, localizado às margens do Rio Buranhem, que separa Porto Seguro de Arraial D’Ajuda. O Hotel conta com aproximadamente 100 quartos, uma piscina e uma grande sala de TV e não dispõe de sala de jogos ou  de ginástica. Tem duas partes: uma mais simples e a outra com acabamento como portas, janelas e mobiliário um pouco melhor. O wifi foi pago à parte. O café da manhã era bem simples, com dois sabores de sucos, café, leite e chocolate, alguns tipos de pães, manteiga, requeijão, queijo prato e presunto. As frutas geralmente eram abacaxi e mamão papaia, abundantes na região. A rua do Hotel Fênix segue por um quilômetro até chegar à Balsa. Por toda sua extensão vemos ao lado direito o Mangue e do lado esquerdo casas típicas, muitas delas usadas como pousadas e bares. Ali também pude encontrar uma livraria (Sebo), mas que também funciona como café e hospedagem, infelizmente com preços nada convidativos. Nessa mesma rua também encontrei um antiquário e uma panificadora com características da região sul, pois seus donos são do Rio Grande do Sul.

Como o hotel era distante do centro, os preços de restaurantes, bares e pizzarias eram muito em conta, cerca de 50% mais baratos, além de serem também melhores.

Toda a cidade é bastante simples, incluindo as regiões periféricas. Uma lei impede a construção de prédios com mais de sete metros, o que garante um visual mais pacato. O povo de Porto Seguro é muito acolhedor, mas não somente por interesse turístico, pois vi e experimentei alguns exemplos de solidariedade. Também notei que a maior parte do lixo jogado pelas ruas provinha de turistas e não da população local. Não justifica jogar lixo na rua, mas há poucos cestos de lixo.

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Após uma semana entre passeios e vida noturna, pude verificar que Porto Seguro não é nada do que me venderam, talvez porque as pessoas encontrem aquilo que procuram. Os passeios foram sempre em família, com casais em Lua de Mel ou em comemoração ao tempo de casados. As noites não foram tão agitadas quanto pensei e nem de longe foram a baixaria das propagandas negativas. É um lugar visitado por pessoas de todos os lugares do Brasil de da América do Sul.

Fora de temporada a cidade fica mais vazia, aconchegante, tranquila, sem aglomeração. As pessoas afirmam que durante a alta temporada muitos grupos de adolescentes partem para Porto Segura para comemorar suas formaturas e os hormônios explodem por todos os cantos da cidade – talvez venha daí a fama que tanto ouvi.

Meu primeiro passeio foi para Recife de Fora, onde soube que o litoral norte do Brasil possui a terceira maior plataforma de corais do mundo, com uma extensão de 20 Km². Esse passeio em especial é uma aula de biologia da flora e fauna marinha, onde um grupo de voluntários informa os visitantes sobre a vida marinha existente e a já extinta. Esse passeio é realizado por voltas das dez horas, quando a maré está baixa e permite que os corais estejam submersos ou imersos a poucos centímetros, oferecendo ao espectador um visual parecido com o representado na animação Procurando Nemo. É recomendado para quem fizer esse passeio tomar Dramin ou similar para evitar enjoos e vexames…rs, principalmente na metade do ano, quando os ventos são mais intensos.

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Outro passeio oferecido pela agência foi o mergulho dos recifes, o que mais me empolgou e foi também minha maior decepção. O mergulho segue o mesmo padrão do Recife de Corais, mas buscando águas um pouco mais profundas. Em um grupo de trinta pessoas, por estar sozinho, fui o último a entrar na água com o equipamento, juntamente com outra pessoa, que também estava sozinha. O mergulho é feito em dupla, sendo que os dois tem que permanecer de braços entrelaçados por todo o tempo e com o direcionamento do instrutor, que só nos larga no momento das fotos. Aliado ao fato de meu companheiro ter ficado duro feito pedra, o passeio só não foi uma decepção total porque enquanto as outras pessoas estavam mergulhando eu pude fazer mergulho livre e explorar boa parte dos corais.

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A chalana é um passeio oferecido por qualquer agência da região. Parecia um passeio bem pacato, até que percebi que estava entrando em um trio elétrico fluvial, que começa ainda em terra em Santa Cruz de Cabrália, local de desembarque dos primeiros navegantes portugueses e o contato com os índios Pataxós. Com uma tripulação animada e um ótimo visual, o passeio tem sua primeira parada na Ilha do Sol, um lugar cercado pelo mangue e que em nada faz lembrar o lugar paradisíaco homenageado pelo cantor baiano Netinho. Ao questionar o fato com o condutor da embarcação fui informado que a verdadeira Ilha do Sol foi vendida a um empresário árabe, que blindou o local, mas que pode ser vista próximo da parada final, onde se vê vários iates ancorados. A parada final da Chalana foi na Praia de Santo André, conhecida atualmente como o lugar onde a delegação alemã de futebol ficará hospedada durante a Copa do Mundo 2014. Para quem não quer ficar preso aos horários do pacote, vale fazer esse passeio por conta própria, pois uma vez na praia, quase deserta, não se tem vontade de ir embora.

O passeio da Chalana é um pacote fechado, que inclui a visitação da Ilha do Sol, parada na Praia de Santo André e almoço em um restaurante à beira do rio. Conheci algumas pessoas que fizeram o passeio por conta, bastando pegar um ônibus (R$2,50) até Cabrália e a balsa até a Praia de Santo André.

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Um dos melhores passeios que fiz foi na Praia do Espelho. São noventa Km de Porto Seguro, sendo vinte de estrada. No trajeto deslumbrei manadas de búfalos, que constantemente são caçados por indígenas locais, sem o consentimento do proprietário…rs. Assim que chegamos à Praia do Espelho, as pessoas são induzidas a permanecerem em um quiosque, onde se aglomeram. É interessante fazer uma caminhada de reconhecimento, pois existe nessa praia uma pousada que disponibiliza bangalôs e sua cozinha com a consumação mínima de R$ 50,00. A praia é um paraíso e com os corais chegando até as margens recomenda-se usar calçado para entrar na água para evitar cortes e torções. Essa praia tem proteção ambiental, pois é local de desova de tartarugas, entre junho e julho. A Praia do Espelho leva esse nome pois quando o céu está limpo e a maré baixa, as águas do mar ficam represadas com poucos centímetros, formando enormes poças que refletem o céu. Mas é preciso ter sorte ou ficar hospedado nas proximidades para desfrutar dessa beleza, já que ela não acontece com frequência, sendo mais comum no verão.

O passeio a Trancoso não oferece grandes novidades, mas é o local em que hippies nos anos 70 buscavam para se isolar. Foi também uma das primeiras praias do Brasil onde se praticava o nudismo. A cidade de Trancoso, onde fica a Praia dos Coqueiros, é formada pelo famoso quadrado, na verdade retangular, tendo ao fundo a igreja onde a cantora Elba Ramalho se casou inúmeras vezes.

O lugar que me encantou foi Arraial D’Ajuda. Com um centro minúsculo, que lembra um Shopping Center a céu aberto, oferece aos visitantes o clima de interior e a agitação noturna de uma cidade grande. Em Arraial é possível curtir o Parque Aquático, o único Bar (Pub) com banda de rock ao vivo, e uma praia lindíssima. Para aqueles que gostam de andar é possível caminhar da praia local, Mucugê, passando pela Praia do Parracho, Praia da Pitanga e por tantas outras. A praia é a mesma, uma grande extensão que só tem seus nomes mudados a cada agrupamento de quiosques. Eu fui até a Praia da Lagoa Azul, imperdível para um fã de Brook Shields ou de Sessão da Tarde. A Praia leva esse nome pois a apenas alguns metros da orla existia uma Lagoa paradisíaca, com uma enorme cascata, mas que, pasmem, não existe mais, pois um proprietário de terras influente represou as águas na nascente somente para ele. Todos afirmam isso com certo receio e mesmo os proprietários do quiosque dizem ter sido desaconselhados a denunciar o ocorrido.

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Explico a foto: o cara foi adolescente apaixonado por Brook Shields, atriz de A Lagoa Azul

A Ilha dos Aquários é outro lugar a ser visitado. É uma ilha que fica no Rio Buranhem, em Arraial, e o único acesso é através de uma escuna. Com um valor salgado de R$ 55,00, tem suas “portas abertas” nas noites de sexta feira. O lugar é repleto de caminhos que levam até bancos iluminados à meia-luz no meio de lindos jardins. Entre um jardim e outro existem bares tocando MPB, um lugar fechado para amantes de música eletrônica e outro para quem curte danças forró. No centro um enorme palco para grandes espetáculos, preferencialmente Axé. É um lugar que deveria abrir durante o dia, mas que à noite funciona somente quando a cidade está cheia, devido a sua grande extensão territorial. Isso porque em Porto Seguro existe um acordo em que não podem existir dois grandes eventos acontecendo no mesmo dia e horário.

Outros lugares para curtir a noite são o Toa Toa, o Axé Moi, O Clube Bombordo e Squadra e as danceterias temáticas Transilvânia e Alcatraz. As duas últimas só abrem em temporadas.

Assim como a estadia, Porto Seguro oferece uma gastronomia para todos os gostos e bolsos. Uma porção de Isca de Peixe custa em média R$ 35,00 e uma refeição para uma pessoa R$ 55,00, dependendo do prato e do local. Começando pela famosa Passarela do Álcool, onde é possível comer um acarajé, tomar um Capeta (bebida doce local) ou escolher um restaurante com comidas típicas dos mais variados países. Gostei muito do Colher de Pau. As barracas que tocam Lepo Lepo estão lá para tentar nos vender o que parece ser a única forma de cultura musical da região, mas também é possível desfrutar de música ao vivo nos restaurantes ao longo da passarela. O Beco, uma rua estreita tomada por mesas dos  dois lados, onde é possível comer uma boa pizza, churrasco ou o tradicional peixe. Existem as franquias com lanches encontrados em qualquer lugar do mundo, mas não recomendado, já que um peixe combina mais com o local.

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No final da Passarela do Álcool fica a Praça do Relógio, que leva o nome por causa de um enorme relógio ali instalado pela Rede Globo para comemorar o Quinto Centenário do Descobrimento, mas que foi retirado pela própria Rede Globo porque o Prefeito se recusou a pagar-lhe o aluguel. Nessa praça são realizados shows de pequeno e médio porte e existem seis quiosques de alvenaria onde os apreciadores de futebol podem desfrutar das alegrias e tristezas de seus times. São três televisores e em cada um deles passa jogos diferentes, o que torna uma noite de quarta-feira ou as tardes de domingo uma reunião de torcedores distintos, vindos de diferentes lugares do Brasil.

O principal meio de transporte são os próprios pés. Tudo é muito próximo, mas quando os sentidos disserem que as pernas não aguentarão é possível utilizar ônibus, peruas, moto taxi ou alugar um carro, conforme a necessidade.

Ao final da segunda semana, eu já estava entediado, principalmente por causa da chuva, que me obrigava a permanecer no hotel. Em Porto Seguro uma semana é pouco, mas duas semanas podem ser demais. Apesar disso, fiz as malas com saudades, querendo permanecer não por mais uma semana, mas para morar uma temporada. Um lugar com povo educado e acolhedor, sem poluição no ar e no mar e com custo de vida bem abaixo das grandes metrópoles, sem o stress das grandes cidades, onde moradores ainda se tratam com plantas medicinais segundo costumes indígenas. Enfim, onde ainda é possível caminhar por estreitas ruas escuras sem medo de não chegar em casa.

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Viajar sozinho é algo que todos deveriam experimentar. Primeiro porque é um momento de pura reflexão sobre tudo.
A apreciação do espaço e das pessoas é muito mais intensa, além de podermos escolher o quê, quando, onde e quanto. O sentimento é parecido com nossa existência, pois chegamos no mundo sozinhos e, por mais que façamos amigos, acabamos saindo dele sozinhos. A diferença é que não temos tempo o suficiente para o apego com as poucas pessoas que cruzam o nosso caminho em uma viagem. O ponto negativo é que falta alguém para tirar ou compartilhar um foto, um bom prato ou um momento único.

15 sinais de que você nasceu e cresceu em São Paulo

Eu não me acho apaixonada por São Paulo. Já fui, quando ia a mostras culturais, shows, bares. Hoje fujo de muvuca e corro pro interior sempre que posso (e fico no trânsito – olha aí um sinal! ( rsrsrs). Mas sou paulistana. A identificação  com os sinais do texto a seguir é imediata e você fica com aquele sorriso no rosto pensando: “É verdade!”

Traduzo aqui texto intitulado 15 signs you were born and raised in São Paulo (http://matadornetwork.com/abroad/15-signs-born-raised-sao-paulo). Explico que tradução não é meu forte, então desculpem se algo soar estranho. Também registro que discordo do último item. Sou contra essa ideia “Relaxa e goza”, tipicamente brasileira. Sou contra essa Copa do Mundo desde o início e assim me mantenho.

Se você se lembrou de mais algum sinal, deixe seu comentário! Eu acho que ficou faltando falar dos pastel com caldo de cana, meu!

15 sinais de que você nasceu e cresceu em SP

1. You embrace traffic as a fact of life.

Você aceita que ficar no trânsito é parte da vida

Traffic troubles, whether currently happening or a spectacular event from last week, are ever a topic of conversation. In a city of 11 million with insufficient public transportation, people stress about getting from A to B all the time. Everyone has a story about it and an alternative route to share.

Waze is very popular, but there’s also a radio station dedicated to traffic news, 24 hours a day, every day. Even the absence of traffic is a subject for conversation: “Hey, guess what, I arrived 15 minutes early because there was no traffic on Bandeirantes today!”

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Problemas relacionados ao trânsito, sejam rotineiros ou uma ocorrência incrível do final de semana passado, são assuntos para conversa. Numa cidade de 11 milhões de pessoas e transporte público deficitário, as pessoas se estressam para ir de um ponto A ao B. Todos tem algo a dizer a respeito e uma rota alternativa para te ensinar.

Waze (sistema do GPS) é muito comum, mas há uma rádio dedicada exclusivamente ao trânsito, 24 horas por dia, todos os dias. MEsmo a ausência de trânsito é assunto: “Escuta essa! Cheguei 15 minutos mais cedo porque não tinha trânsito na Bandeirantes hoje!”

2. You love pizza.

Você adora pizza

I know it’s a global favorite, but we mastered it. Our pizza can be artistically thin or generously thick, veggie or meaty, a traditional marguerita or an unconventional affair topped with cheese, sliced tomato, and fresh arugula. This is a city where citizens consume more than a million pizzas every day (according to the Association of United Pizzerias. Pizza in São Paulo = excellent.

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Sei que é apreciado no mundo todo, mas a gente detona! Nossa pizza pode ser artisticamente fina ou generosamente grossa, vegetariana ou não, a tradicional marguerita ou nossa paixão, com cobertura de queijo, tomates fatiados e rúcula. Esta é a cidade onde se consomem mais de um milhão de pizzas por dia. 

3. You know the difference between Paulistanos, Paulistas, and São-Paulinos.

Você sabe a diferença entre Paulistanos, Paulistas, and São-Paulinos.

It’s easy: Those born in São Paulo city are Paulistanos, and those born in São Paulo state are Paulistas. As for São-Paulinos, they’re São Paulo soccer club supporters. But just to avoid any confusion, the most popular team in São Paulo (city and state) is Corinthians.

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É fácil: Quem nasceu em São Paulo é paulistano e que nasceu no estado e São Paulo é paulista. Sao Paulinos são os torcedores do time de futebol do São Paulo. Mas para evitar qualquer confusão, o time mais popular em São Paulo (cidade e estado) é o Corinthians.

4. You’re a Corinthiano.

Você é Corinthiano

No? Well, I bet your dentist, bus driver, boss, teacher, cook, and coworker cheer for Corinthians. Also, this guy is a celebre Corinthiano.

Torcida do Corinthians

Não?  Então aposto que seu dentista, o motorista do ônibus, a professora, o cozinheiro ou um colega do trabalho é Corinthiano. Esse cara é Corinthiano! (no texto original, há link para uma foto do Lula com a camiseta do Corinthians. Preferi não colar aqui. Não pela camiseta, claro)

5. Your first meal of the day consists of pão francês.

Seu café da manhã tem pão francês.

That’s white bread with a crispy crust, along with butter, a cup of milk, and coffee. Okay, maybe a glass of fresh orange juice and a thin piece of white cheese. But that’s it. We all know those super-complete, continental-style breakfasts everyone sees in novelas are fictional.

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Café da manhã é pão branco com uma casquinha crocante (pão francês) com manteiga e um copo de café com leite. Talvez um suco de laranja natural e uma fatiazinha de quijo branco. Mas só isso. É claro que o super completo café continental que a gente vê na novela não passa de ficção.

6. You love Ibirapuera Park.

Você adora o Parque do Ibirapuera

Ignore the weekend crowds and foul-smelling lake. The Ibirapuera is green, fresh, beautiful, and easy to get to. It holds museums, a cool skating area, a Japanese garden, several hidden picnic spots, and metal sculptures kids love to climb. It’s São Paulo’s Central Park, mêo!

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Ignora as multidões do final de semana e o lago mau-cheiroso. O Ibirapuera é verde, fresco, lindo e fácil de chegar. Tem museus, área super legal de skate, jardim japonês e diversas áreas para picnic, e esculturas de metal onde as crianças adoram subir. É o Central Park de São Paulo, meu!

7. You always know the right answer when a cab driver asks which way to go.

Você sempre sabe o que dizer quando o motorista de taxi te pergunta qual caminho seguir.

And it never, ever involves Rebouças Avenue.

E nunca, nunca inclui a Avenida Rebouças.

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8. You leave in the morning ready to endure a full range of weather.

De manhã você parte para enfrentar todo tipo de clima

São Paulo can be cold in the morning, super hot at lunch time, stormy in the evening, and freezing by night. That’s why we’re always carrying an extra layer of clothing and a foldable umbrella.

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São Paulo pode ser fria de manhã, um forno na hora do almoço, cair uma tempestade ao entardecer e gélida à noite. Por isso sempre nos vestimos em camadas e carregamos uma sombrinha.

9. You don’t go outside during heavy rain.

Você não sai se chove forte.

As a Paulistano, you’re aware of how dangerous the city can be during a thunderstorm. It normally happens between December and February in the late evenings and, given the damage this Brazilian answer to monsoons can cause, people tend to stay where they are until it stops.

Why? Well, it’s a lot of water, of course. But there’s garbage. São Paulo may be not as dirty as Delhi, but it’s no Kopenhagen. People throw soda cans and water bottles from car/bus windows and leave trash bags (and tires, and sofas, and who knows what else) on the streets. When it rains, all the trash blocks the drainage and scenes like this happen.

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Como paulistano, você sabe como é perigoso sair quando tem chuva forte e trovão. Normalmente acontece entre Dezembro e Fevereiro no final da tarde e levando em conta os estragos que acontecem nessa temporada de chuvas. as pessoas preferem ficar onde estão até passar.

Por que? É água pra caramba, claro, mas tem o lixo. São Paulo pode não ser tão suja como Delhi, mas não é Copenhaguem. As pessoas jogam latas de refrigerante  e garrafas de água pela janelas dos carros e ônibus e deixam sacos de lixo (e pneus, e sofás e sabe mais o que) nas ruas. Quando chove, o lixo bloqueia a passagem da água e cenas como esta são vistas.

10. You’re familiar with the “motoboy” concept.

Você sabe o que é Motoboy e o que envolve o nome

If you work from home or at an office, chances are at some point you used the services of these two-wheeled professionals. They’re the wild dogs that cut through traffic every day, hated by car/bus drivers but crucial to the city’s daily life. It’s one of the hardest jobs in town.

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Se você trabalha de casa ou em um escritório, talvez precise usar os serviços desses profissionais de duas rodas. Eles são os cachorros loucos que cortam o trânsito todos os dias, odiados por motoristas em geral, mas imprescindíveis para a fida diária. É um dos empregos mais difíceis da cidade.

11. You go to the shopping mall for everything.

Você vai ao shooping pra tudo

Because wandering around shops and avoiding direct sunlight is a beloved sport of our residents, São Paulo has 51 shopping malls distributed throughout the five zones (East, West, Central, North, and South), from popular Aricanduva to ultra-fancy Cidade Jardim.

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Ir ao shopping é esporte preferido dos moradores da cidade, bater perna e evitar o sol. São Paulo tem 51 deles, distribuídos entre as 5 regiões (Leste, Oeste, Centro, Norte e Sul), do popular Aricanduva ao super chique Cidade Jardim.

12. Your acquaintances comprise many different ethnicities.

Você conhece gente de diferentes etnias

Japanese, Chinese, or Korean descendants, someone with freckles and curly hair, árabes (in Brasil this can mean Turkish, Armenian, or Syrian), families with Italian and Spanish surnames, Afro-descendants, and people from North, Northwest, South, and Central Brazil. There are also Espíritas, Protestants, and Catholics as well as Buddhists, Jews, and Umbanda/Candomblé practitioners.

If not, sorry to say it, but you’re doing something wrong. Brazil is a mixed country, and São Paulo is a tremendous blender. Embrace it.

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Descendentes de Japoneses, chineses e coreanos, gente com sardas e cabelos crespos, árabes (no Brasil isso significa Turcos, Armênios ou sírios), família com sobrenomes italianos ou espanhóis, descendentes de africanos e gente que veio do Norte, Nordeste, Sul e Centro do Brasil. Há espíritas, protestantes e católicos, assim como budistas, judeus e praticantes do candomblé e umbanda.

Se não conhece, desculpe dizer, mas algo está errado com você. Brasil é um país de misturas e São Paulo é um tremendo liquidificador. Abrace a ideia.

13. You know a nostalgic old timer who remembers when it was not only possible but normal to swim in Rio Tietê.

Você conhece algum velhinho nostálgico que se lembra quando era possível e até normal nadar no Rio Tietê.

Maybe your grandparents, if they were born here. You listen with skepticism until someone shows a picture. It was pristine. People look happy. So much can change in less than a century, right? Sad, but true.

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Talvez seus avós, se ainda estiverem vivos. Você ouve desconfiado até que te mostrem uma foto. Era preservado. As pessoas pareciam felizes. Como as coisas mudam em um século, né? Triste, mas é verdade.

14. You love your city, but you’re willing to stay inside a car/bus for ten hours trying to get away from it.

Você adora sua cidade, mas se dispõe a ficar dentro de um carro ou ônibus por 10 horas para fugir dela.

The “saída de feriado” is a registered phenomenon that happens when everyone tries to leave the city at the same time before holidays. The longer the holiday, the worse the traffic jams. Depending on timing, weather, and traffic, it can take half a day to endure a trip that’s usually made in two and a half hours.

You ask me, these people are insane, but I’m always glad to see them go. It’s the best time to experience all the cultural options São Paulo has to offer without long lines or traffic jams.

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A saída de feriado é um fenômeno que acontece quando todos tentam sair da cidade ao mesmo tempo antes dos feriados. Quanto maior o feriado, pior os engarrafamentos. Dependendo do momento, do tempo e do trânsito, pode levar metade do dia para ir a um lugar que levaria de 2 a 2 horas e meia.

Você me pergunta se são loucos, e eu digo que adoro vê-los partir. É a melhor época para aproveitar as opções culturais que São Paulo oferece sem as longas filas ou trânsito.

15. You’re worried about World Cup…kind of.

Você está preocupado com a copa do mundo… mais ou menos.

Let me go ahead and say it: FIFA won, as we always knew it would. People are buying TVs, storing canned beer, collecting the World Cup stickers album, and discussing the choices Felipe Scolari made for Seleção. World Cup is upon us, and it’s time to ride along with the craziness and pray no one gets hurt.

Also, there’s nothing like the stillness of the metropolis when Seleção is playing. Except, of course, the party at Avenida Paulista after a victorious match.

Escuta só: FIFA venceu, como sabíamos que ganharia. As pessoas estão comprando TVs, estocando cerveja em lata, colecionando o álbum de figurinhas da Copa e discutindo as escolhas de Felipe Scolari para a Seleção. A Copa do Mundo está aí e é hora de entrar na loucura e rezar para ninguém se machucar.

Além disso, não há nada como a sensação de vazio da cidade quando a Seleção está jogando. Exceto, claro, a festa na Avenida Paulista depois de uma partida vitoriosa.

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