Porque adoro o Jardim Botânico de SP

🎵 Demorei muito pra te encontrar, agora eu quero só você… 🎵
Musiquinha romântica dos anos 1980 que falava de uma pessoa, mas eu me refiro ao Jardim Botânico de São Paulo, na minha opinião o parque mais legal de Sampa.

Não moro tão perto do Jardim Botânico, então não vou lá com a frequência que gostaria, mas é sempre um prazer quando vou pelos motivos que compartilho aqui. Só o conheci quando preparava uma reunião com as mães e filhos da escola em que eu trabalhava e fizemos um lindo piquenique para comemorar o dia das mães, aliás uma das atividades mais prazerosas do parque em dias de sol. E isso foi há poucos anos, por isso eu canto o Vinícius Cantuária (essa música, sim, foi há muito tempo 😆). Desde então fui algumas vezes com minha família e nesta última visita resolvi escrever um post só para ele.

Lago das Ninféias

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Museu do Café na parada de Cruzeiro em Santos

As cabras é que sabem das coisas. Diz a lenda que um pastor etíope notou que seus bovídeos ficavam mais alegres e saltitantes depois de comer os grãos de um determinado arbusto. E assim começa a historia do café pelo mundo! Neste post conto sobre nossa visita ao Museu do Café, na cidade de Santos-SP.

Mesmo que você não seja do Estado de São Paulo, sua historia está entrelaçada com a cafeicultura: edifícios, ferrovias, modernização de portos, casarões na cidade e nas fazendas, o próprio teatro Muncipal de São Paulo, literatura, muito do desenvolvimento de São Paulo se deve à riqueza produzida nos cafezais espalhados pelo interior do estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. A cidade de Santos nasceu e desenvolveu-se graças à construção do porto de Santos, necessário para o escoamento da produção. O café mais que merecia um museu para contar sua trajetoria e o charmoso prédio da Rua XV de Novembro, construído em 1922 especialmente para abrigar a então Bolsa Oficial de Café, foi escolhido. Os pregões negociavam o valor das sacas de café e aconteceram até a décade de 1950, quando os negócios se transferiram para a capital de São Paulo. O lindo edifício passou por um período de abandono e degradação até que o governo do estado de SP o assumiu e iniciou o restauro.

A fachada do Museu

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Japan House made in Brazil, novo espaço cultural em São Paulo

Não sou muito de modismos. Enquanto as multidões correm para ver novidades da cidade de São Paulo, geralmente prefiro a vida rural da minha casa no interior, mas naquele fim de semana ficamos em SP e eu não quis ficar em casa chorando sentindo a ausência – ou a presença – de minha cachorrinha recém falecida em cada canto do apartamento. Sugeri então um passeio pela Av. Paulista, quando aproveitamos para visitar a Japan House, inaugurada um dia antes. Compartilho com você minhas impressões e dicas.

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Escultura, fachada lateral parte da fachada frontal

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Museu da Imigração em São Paulo. Porque somos todos nômades

Foi ali, na exposição permanente do Museu da Imigração, que encontrei mais um indício do porquê de gente como eu gostar tanto de viajar. Não é nenhuma novidade, mas é boa esta reafirmação: está em nosso DNA: somos nômades. Criar raízes é algo muito mais recente e conveniente para a organização social.

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Riviera de São Lourenço, Bertioga, SP

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Viajar: partir de um lugar com destino a outro; deslocar-se.
Seguindo essa definição, posso então escrever sobre um destino que não é exatamente uma viagem, pois vou pra lá com frequência: Riviera de Sao Lourenço, em Bertioga, porta do litoral norte de São Paulo. Trata-se de um condomínio de veraneio, com alamedas largas e parcialmente sombreadas por coqueiros simétricos e de resultado estético californiano. Segurança, limpeza e organização fazem da Riviera um pedacinho de um mundo… digamos… diferente ao qual estamos acostumados, vivendo em uma cidade caótica, poluída, insegura e suja como SP. Lula diria que é reduto da burguesia, mas quem é ele para dizer isso tendo um tríplex no Guarujá!

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Ciclovias, empréstimo de bikes, shopping center, supermercado com apologia à felicidade, quadras de tênis, equitação, esportes aquáticos e campo de golfe em desenvolvimento completam o prazer do seu verão caso você canse do marzão. Eu sempre preferi o relevo e as praias de São Sebastião, município vizinho, mas bastou começar a frequentar a Riviera para perceber que segurança e o sossego ficam acima de qualquer relevo ou cidade praiana mais descolada. E que tal chegar à praia e já encontrar cadeiras, mesinha e guarda sol montados e reservados para você? Ai, que delícia! Alguns edifícios levam carrinho de chopp até as areias, que tal? Na praia ninguém ouve música alta, todos recolhem o lixo, com raras exceções. E embora seja um reduto de endinheirados, à noite todo mundo anda de havaianas e shorts, muito à vontade. É, não foi difícil me render aos prazeres da Riviera…

Nem tudo é perfeito e algumas coisas me incomodam, embora não o suficiente para que eu não retorne. Afinal, não são questões exclusivas da Riviera, e sim presentes em nossa sociedade: 1. Fala sério! derrubar toda essa mata para construir um condomínio de 9 quilômetros quadrados para ser usado apenas nos finais de semana? Ok, por outro lado trouxe emprego pra muita gente da região, é responsável por 50% da arrecadação de impostos do município de Bertioga e o condomínio tem toda uma preocupação social e ambiental.  2.  a dependência de empregadas e babás. Seria uma ótima oportunidade para ficar com os filhos e ensiná-los o valor e o prazer de fazer sua própria refeição ou de arrumar sua própria cama. Mas ensinar requer saber e uma geração inteira de endinheirados prefere perder a privacidade em troca de serviços prestados, mesmo quando poderia abrir mão disso. Deixando a questão social e partindo para a afetiva: que bom ter tempo para curtir os filhos! Qual a necessidade de intermediários? E levar a babá uniformizada para a praia, porque assim todo mundo sabe que aquela pessoa não pertence à sua família. Aquela mesma que cuida de seus filhos e muitas vezes é quem os educa… 3. uma outra coisa: a grande maioria dos prestadores de serviço das lojas, edifícios e casas se locomove de bicicleta. Bem que podiam fazer um bicicletário para esse público, principalmente perto do shopping.

A Riviera começou a ser idealizada em 1979, pouco depois do asfaltamento do trecho que liga Guarujá a Boraceia. É interessante observar as casas construídas nos anos 1980 e as que são erguidas hoje. As primeiras tinham um ar praiano, descompromissado. As atuais chamam à atenção, seja pelo desenho, pelas cores, mas principalmente pelo tamanho. Prato cheio para qualquer sociólogo!

Fora do alto verão, a Riviera é uma calmaria só. Embora muitas pessoas tenham escolhido o condomínio para ser sua primeira casa, a maior parte só desce a serra nas férias e finais de semana.

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Entre o final de dezembro e de janeiro, o condomínio se transforma: tem muita, muita, muita gente, a ponto de o tal supermercado da felicidade funcionar 24 horas para tender a demanda. A Revista Veja SP há anos monta um espaço com shows (assisti Radio Taxi e Double You), cinema, teatro infantil, atividades lúdicas para as crianças, esportivas para os mais velhos. Este ano tivemos rinque de patinação no gelo (fiquei pensando em como conservar aquilo com um calorão que fez neste verão!) e brincadeiras do estilo parque de diversão. No shopping, tem pista de boliche e jogos eletrônicos.

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Show do Double You no Espaço Veja SP

A turma da paquera conta com uma casa noturna na “marginal”, avenida paralela à Rio-Santos, já fora da Riviera, e uma choperia, mas os luais que acontecem na praia também atraem alguns. Este ano, cedendo à moda foodie, tivemos espaço Food Truck também na Marginal, além de outro no Espaço Veja SP.

Curtindo com a filhota
Curtindo com a filhota

Mas a grande atração é mesmo a praia. E a Riviera é uma praia família. E tudo funciona muito bem quando há regras e elas são seguidas. Não é permitido jogo de bola entre as 9h e 17h e isso garante sossego e segurança (eu nunca vi uma partida de futebol sem palavrões ou sem alguma confusão), mas é claro que uma rodinha pra bater bola sempre rola e no módulo 6 sempre vejo uma rede de tênis armada. O tradicional frescobol na areia molhada é de praxe e permitido. Há diversas tendas de escolas de surfe espalhadas ao longo da praia e no canto leste há aluguel de jet ski e passeios de banana boat. Salva-vidas equipados com jet ski estão a postos em diversos pontos. Em janeiro é instalada uma antena para que o sinal dos celulares cheguem à praia também. Câmeras de segurança estão instaladas em alguns pontos da areia.

Não se trata de uma praia particular, embora haja um muro de pedras – chocante isso! – construído sobre a areia no início do condomínio, separando São Lourenço de Indaiá, a praia vizinha, pois havia projeto de construção de uma marina naquele ponto do condomínio. O acesso ao condomínio é vigiado, mas não controlado, então muita gente vem para passar o dia, embora ônibus e vans de excursão sejam proibidos. Talvez para desestimular a frequência de quem não é do condomínio, não há duchas ou banheiros ou bares/barracas como se vê em outras praias. Antes eu via isso como preconceito, mas hoje entendo que quem mantém a Riviera limpa, organizada e segura é quem contribui financeiramente pagando o condomínio e por isso não vai querer vê-lo transformado numa baldúria.

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Percebi muita gente de fora neste verão. Não vou ser hipócrita: o comportamento desses visitantes é diferente e eles preferem ficar em determinados pontos da praia, não se “misturando”, talvez por se sentirem mais à vontade. Adivinha se não me veio à cabeça Ultraje a Rigor: “Agora, nois vamo invadir sua praia!”. Duas meninas montaram uma caixa de som e se divertiam dançando ao som de pagode. Outros jogavam futebol nas areias em horário não permitido. Não, eles não eram da Riviera.

Após as 17h a maioria dos edifícios já retirou as tendas, cadeiras e guarda-sóis da areia e o visual da praia se transforma. Muitos jogam futebol, surfistas aproveitam as ondas e muitos correm ou caminham, enquanto outros passeiam de bicicleta.

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A Califórnia é aqui!

 

O Reveillon na Riviera
Sempre procuro fugir de multidões, então visitava a Riviera fora de feriados, mas nesta virada de 2014 para 2015 quis viver a experiência de pular as sete ondinas e assistir aos fogos com os pés na areia branca, fofa e fina. E apesar da multidão que cobria as areias, não me senti incomodada (e olhe que isso é bem fácil de acontecer, pois adoro um lugar isolado). As ruas não tinham mais espaço para estacionar e terrenos ainda sem construção tiveram suas calçadas tomadas por carros.

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Bronzeado + branco: tudo de bom!

O Restaurante Maremonti, a casa noturna Pucci e o Hotel Amarílis ofereceram festas e baladas no Reveillon. Muitos condomínios também organizaram festas e assim foi o meu. Um buffet e DJ foram contratados e os condôminos que optaram por participar desceram ao salão de festas. Às 23h30, todos começaram a se dirigir à praia para assistir à queima de fogos. Levei um susto quando vi a praia lotada, pois nem de dia costuma ser assim. Meia-noite, beijos e abraços, brindes, fogos, sete ondas, voltamos para a festa no condomínio.

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No dia seguinte estava curiosa para saber se a praia estaria suja. Impressionante! Claro que não fui logo cedo, mas à tarde a praia não tinha uma garrafa ou copo ou seja lá o que for. A maré trouxe algumas rosas brancas e encontramos também uma imagem de um santo católico. E só. Parabéns à manutenção!

Práticas Rápidas
Localização:
município de Bertioga, estado de São Paulo, Brasil

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Como Chegar
A cidade de Sao Paulo fica no planalto, então para descer ao litoral é preciso dirigir entre o que restou da bela Mata Atlântica. Como a Riviera fica próxima ao final da serra de Mogi das Cruzes (SP 098), esta é a melhor opção para muita gente. Pegue a saída para ela na Rod. Ayrton Senna da Silva (SP 070).  Outras preferem a Imigrantes ou a Anchieta. A Imigrantes (SP 160) é uma obra fantástica e na região da serra o percurso acontece quase todo em túneis. Se quiser uma vista e a experiência de dirigir em curvas (e cheirar fluido de freio), vá pela Anchieta (BR 050). Em ambos os casos, você continua na BR 101. Caso você já esteja no litoral, como em São Sebastião ou Santos, municípios vizinhos, use a Rio-Santos. (SP 055).

De ônibus, a viação Ultra leva de SP, no terminal Jabaquara, a Bertioga e de Bertioga à Riviera. A Pássaro Marrom parte da Rodoviária Tietê, em SP e do Aeroporto de Guarulhos. A Breda parte de Mogi das Cruzes.

Heliponto na praia de Indaiá, a 3 km da Riviera.

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Onde Ficar
Os valores dependem muito do imóvel e da localização. Um apartamento novo e bem mobiliado, com ar condicionado em todos os ambientes e área de lazer a uma quadra da praia fica em torno de R$ 1.200/diária, com espaço para 7 ou 8 pessoas.  Há também os villagios, pequenos condomínios de casas, com portaria, que ficam mais em conta, a partir de R$ 4.000 a semana para o mesmo número.

Não canso da vista de montanhas
Não canso da vista de montanhas, mesmo no litoral

Além da opção de alugar um imóvel diretamente com um proprietário ou através das imobiliárias locais, você pode se hospedar em imóveis desenvolvidos para este fim:
– Amarilis Flat Service ( móodulo 20) (13) 3316 8121
– Travel Inn Boulevard Riviera Flat. (módulo 6) (13) 3319 6000
– Sabel Residence Service (módulo. 30)
(13) 3316 1424
– Ilha da Madeira Resort (módulo 2) (13) 3316 5006

Como circular por lá
A maioria se locomove a pé, mas como o condomínio tem as dimensões de uma cidade pequena, carros e bicicletas são usados para distâncias maiores. Se você não tem sua magrela, cadastre-se e use uma dos vários pontos de empréstimo.
Há 5 linhas de ônibus circulares, com intervalos que variam de 16 a 1h25 minutos.

A ciclovia e pista de caminhada
A ciclovia e pista de caminhada

Compras
Nas areias você pode encontrar chapéus, saídas de praia, biquínis, bijus. Ambulantes oferecem piscininha inflável, bolas, pipas, DVDs piratas, redes, toalhas, tatoos e tererês.

Há carrinhos licenciados que vendem açaí, água de coco, sorvete, milho e Trailers que vendem pastel, porções e bebidas.

O shopping local tem 50 lojas: revistaria, livraria, lojas de surfe, artigos para casa, decoração, brinquedos, calçados, óculos de sol, bijus, eletrodomésticos, etc.

Na Marginal, há lojas de decoração e imobiliárias, além do supermercado.

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A entrada, na Rodovia Rio-Santos

O que Comer e Beber por lá
Sinto falta de uma oferta maior de restaurantes, do tipo que oferece peixinho fresco, sabe? Em vez disso, só há um restaurante italiano, que dizem ser bem carinho (por isso nunca fui) e outros dois dentro de hotéis (Funchal, no Resort Ilha da Madeira, no módulo 2 e o Areté, no Hotel Amarilis Flat, no módulo 30). O shopping tem pizzarias, hamburguerias, fast food, sorveterias… No verão 2014-2015, food truck no espaço Veja SP e na Marginal de Serviços.

Preços (alimentos na praia no verão 2015 – em reais)

milho debulhado na hora: 6
Água de coco: 7
Sorvete Kibom, Nestlé ou Rochinha (famoso no litoral Norte): de 5 a 8
Porcão de peixe frito: 60
Cerveja em lata: 5
Garrafinha de água: 5
Pastel de carne ou queijo: 8
Açaí completo (com frutas, leite em pó e leite condensado): 10 a 15

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O que Fazer

  • caminhar à beira-mar. Não há um calçadão, então faça isso durante o dia pois à noite não conseguirá ver nada porque só há iluminação dos prédios pé na areia. Se não quiser pisar na areia, em um nível um pouco acima do da areia há um passeio gramado com coqueiros muito prazeroso.
  • tomar aulas de surf
  • passear de caiaque no canto esquerdo da praia, onde o mar é calminho.
  • pegar trilha ou fazer um passeio de barco pelo Rio Itapanhaú, passando pelo manguezal, clique aqui.
  • alugar um barco ou uma lancha em Bertioga
  • levar as crianças para brincar no playground do shopping, ponto de encontro da garotada
  • se for em janeiro, visitar o Espaço Veja SP, brincar na pista de patinação, ambos em frente ao shopping. Em frente ao módulo 5, aulas de corrida, alongamento e pilates.
  • bater perna no shopping, que em janeiro funciona até 0h
  • curtir a balada da Pucci
  • conhecer a nova choperia SP-55 Bar.

Onde alugar imóveis para temporada

Há inúmeras imobiliárias na Riviera, mas você pode ser como eu e preferir fazer tudo por conta: use o Airbnb (expliquei sobre este site neste post e neste) e confira fotos, descrição do imóvel, preços, avaliação de quem já se hospedou, tudo muito mais prático do que usar o serviço de um corretor.

Visite o site oficial da Riviera.

Food Truck na Mooca, meu!

Eu não sou descolada, do tipo que anseia por conhecer as últimas tendências de uma metrópole como São Paulo. Nos finais de semana estou mais pra me refugiar no interior ao som dos pássaros, sombra das árvores e pureza do ar. Também sou da turma que acha linda a história de privilegiar o comércio local – mesmo que sejam produtos vindos da China, o que fazer!

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Mas neste final de semana (6 e 7 de dezembro) resolvi prestigiar meu bairro e fui ao Food Truck & Feira Gastronômica organizado no Parque da Mooca, na Subprefeitura da Mooca, bairro tradicionalmente italiano de sotaque imitado nas novelas globais que se passam em São Paulo.

Primeiro, quero aproveitar para falar do parque anexo à Subprefeitura. Eu já tinha ido à subprefeitura para resolver pendências burocráticas e por isso me restringi ao prédio administrativo sem dar atenção ao entorno, que possui uma considerável quantidade de árvores, piscina, campo de futebol e quadras de esporte – e não só futebol, mas quadras de tênis e de vôlei de areia, parquinho para as crianças, um espaço legal para quem quer fugir dos shoppings, a praia do paulistano.

Depois de passar por essas quadras e parquinhos (entrei pela Rua Jaibarás), encontrei uma área em L com várias barraquinhas e só 3 ou 4 food trucks. Parece que o modismo dos food trucks ainda não chegou à Mooca, belo!

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Uma crítica: se eu vou a uma feira gastronômica montada ao ar livre imagino que o valor final dos alimentos será reduzido porque não há o custo do serviço de garçom, das instalações, de luz, água e todos os outros tributos. Aliás, ninguém ali emitia nota fiscal e poucos aceitavam cartão de débito ou crédito.

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Fora essas críticas, a organização foi boa, com policiamento, banheiro químico, tenda com mesas – mas podiam ter colocado mesas sob a sombra das árvores, também. Faltou espaço sombreado e muita gente improvisou um piquenique sentando-se na grama para comer. Havia diversão (paga) para as crianças, como escorregador gigante inflável e cama elástica, embora o antigo compressor amarelo estivesse mais disputado!

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Uma dos aspectos bacanas de feitas gastronômicas é você comer um pouco de cada coisa e provar o que alguém da sua turma pediu. Eu não resisti a uma esfiha ($ 5) de uma tradicional esfiaria da Mooca e depois comi um risoto de bacalhau ($ 20) de um restaurante português do Tatuapé, bairro próximo da Mooca. De sobremesa, uma paleta mexicana ($ 10). Estou até agora esperando aquela cremosidade interior… Maridão foi de galinhada ($15) e minha filha comeu purê de batata e polpetas ao molho bolonhesa ($ 25). De sobremesa, os dois pediram uma delícia no palito: cheesecake ($ 12). O chopp não estava estupidamente gelado e o copo de 350 ml saiu a $ 10. Uma garrafinha de água a $5!!

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O cheesecake no palito, de banana e nutella

Comida australiana, japonesa, vegana, italiana, mexicana, mais de 30 opções de gente que está no ramo há décadas e gente que engatinha. E para quem não resiste a um docinho, tem desde o tradicional brigadeiro até o inusitado cheesecake no palito.

 

 

 

 

 

 

 

15 sinais de que você nasceu e cresceu em São Paulo

Eu não me acho apaixonada por São Paulo. Já fui, quando ia a mostras culturais, shows, bares. Hoje fujo de muvuca e corro pro interior sempre que posso (e fico no trânsito – olha aí um sinal! ( rsrsrs). Mas sou paulistana. A identificação  com os sinais do texto a seguir é imediata e você fica com aquele sorriso no rosto pensando: “É verdade!”

Traduzo aqui texto intitulado 15 signs you were born and raised in São Paulo (http://matadornetwork.com/abroad/15-signs-born-raised-sao-paulo). Explico que tradução não é meu forte, então desculpem se algo soar estranho. Também registro que discordo do último item. Sou contra essa ideia “Relaxa e goza”, tipicamente brasileira. Sou contra essa Copa do Mundo desde o início e assim me mantenho.

Se você se lembrou de mais algum sinal, deixe seu comentário! Eu acho que ficou faltando falar dos pastel com caldo de cana, meu!

15 sinais de que você nasceu e cresceu em SP

1. You embrace traffic as a fact of life.

Você aceita que ficar no trânsito é parte da vida

Traffic troubles, whether currently happening or a spectacular event from last week, are ever a topic of conversation. In a city of 11 million with insufficient public transportation, people stress about getting from A to B all the time. Everyone has a story about it and an alternative route to share.

Waze is very popular, but there’s also a radio station dedicated to traffic news, 24 hours a day, every day. Even the absence of traffic is a subject for conversation: “Hey, guess what, I arrived 15 minutes early because there was no traffic on Bandeirantes today!”

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Problemas relacionados ao trânsito, sejam rotineiros ou uma ocorrência incrível do final de semana passado, são assuntos para conversa. Numa cidade de 11 milhões de pessoas e transporte público deficitário, as pessoas se estressam para ir de um ponto A ao B. Todos tem algo a dizer a respeito e uma rota alternativa para te ensinar.

Waze (sistema do GPS) é muito comum, mas há uma rádio dedicada exclusivamente ao trânsito, 24 horas por dia, todos os dias. MEsmo a ausência de trânsito é assunto: “Escuta essa! Cheguei 15 minutos mais cedo porque não tinha trânsito na Bandeirantes hoje!”

2. You love pizza.

Você adora pizza

I know it’s a global favorite, but we mastered it. Our pizza can be artistically thin or generously thick, veggie or meaty, a traditional marguerita or an unconventional affair topped with cheese, sliced tomato, and fresh arugula. This is a city where citizens consume more than a million pizzas every day (according to the Association of United Pizzerias. Pizza in São Paulo = excellent.

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Sei que é apreciado no mundo todo, mas a gente detona! Nossa pizza pode ser artisticamente fina ou generosamente grossa, vegetariana ou não, a tradicional marguerita ou nossa paixão, com cobertura de queijo, tomates fatiados e rúcula. Esta é a cidade onde se consomem mais de um milhão de pizzas por dia. 

3. You know the difference between Paulistanos, Paulistas, and São-Paulinos.

Você sabe a diferença entre Paulistanos, Paulistas, and São-Paulinos.

It’s easy: Those born in São Paulo city are Paulistanos, and those born in São Paulo state are Paulistas. As for São-Paulinos, they’re São Paulo soccer club supporters. But just to avoid any confusion, the most popular team in São Paulo (city and state) is Corinthians.

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É fácil: Quem nasceu em São Paulo é paulistano e que nasceu no estado e São Paulo é paulista. Sao Paulinos são os torcedores do time de futebol do São Paulo. Mas para evitar qualquer confusão, o time mais popular em São Paulo (cidade e estado) é o Corinthians.

4. You’re a Corinthiano.

Você é Corinthiano

No? Well, I bet your dentist, bus driver, boss, teacher, cook, and coworker cheer for Corinthians. Also, this guy is a celebre Corinthiano.

Torcida do Corinthians

Não?  Então aposto que seu dentista, o motorista do ônibus, a professora, o cozinheiro ou um colega do trabalho é Corinthiano. Esse cara é Corinthiano! (no texto original, há link para uma foto do Lula com a camiseta do Corinthians. Preferi não colar aqui. Não pela camiseta, claro)

5. Your first meal of the day consists of pão francês.

Seu café da manhã tem pão francês.

That’s white bread with a crispy crust, along with butter, a cup of milk, and coffee. Okay, maybe a glass of fresh orange juice and a thin piece of white cheese. But that’s it. We all know those super-complete, continental-style breakfasts everyone sees in novelas are fictional.

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Café da manhã é pão branco com uma casquinha crocante (pão francês) com manteiga e um copo de café com leite. Talvez um suco de laranja natural e uma fatiazinha de quijo branco. Mas só isso. É claro que o super completo café continental que a gente vê na novela não passa de ficção.

6. You love Ibirapuera Park.

Você adora o Parque do Ibirapuera

Ignore the weekend crowds and foul-smelling lake. The Ibirapuera is green, fresh, beautiful, and easy to get to. It holds museums, a cool skating area, a Japanese garden, several hidden picnic spots, and metal sculptures kids love to climb. It’s São Paulo’s Central Park, mêo!

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Ignora as multidões do final de semana e o lago mau-cheiroso. O Ibirapuera é verde, fresco, lindo e fácil de chegar. Tem museus, área super legal de skate, jardim japonês e diversas áreas para picnic, e esculturas de metal onde as crianças adoram subir. É o Central Park de São Paulo, meu!

7. You always know the right answer when a cab driver asks which way to go.

Você sempre sabe o que dizer quando o motorista de taxi te pergunta qual caminho seguir.

And it never, ever involves Rebouças Avenue.

E nunca, nunca inclui a Avenida Rebouças.

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8. You leave in the morning ready to endure a full range of weather.

De manhã você parte para enfrentar todo tipo de clima

São Paulo can be cold in the morning, super hot at lunch time, stormy in the evening, and freezing by night. That’s why we’re always carrying an extra layer of clothing and a foldable umbrella.

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São Paulo pode ser fria de manhã, um forno na hora do almoço, cair uma tempestade ao entardecer e gélida à noite. Por isso sempre nos vestimos em camadas e carregamos uma sombrinha.

9. You don’t go outside during heavy rain.

Você não sai se chove forte.

As a Paulistano, you’re aware of how dangerous the city can be during a thunderstorm. It normally happens between December and February in the late evenings and, given the damage this Brazilian answer to monsoons can cause, people tend to stay where they are until it stops.

Why? Well, it’s a lot of water, of course. But there’s garbage. São Paulo may be not as dirty as Delhi, but it’s no Kopenhagen. People throw soda cans and water bottles from car/bus windows and leave trash bags (and tires, and sofas, and who knows what else) on the streets. When it rains, all the trash blocks the drainage and scenes like this happen.

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Como paulistano, você sabe como é perigoso sair quando tem chuva forte e trovão. Normalmente acontece entre Dezembro e Fevereiro no final da tarde e levando em conta os estragos que acontecem nessa temporada de chuvas. as pessoas preferem ficar onde estão até passar.

Por que? É água pra caramba, claro, mas tem o lixo. São Paulo pode não ser tão suja como Delhi, mas não é Copenhaguem. As pessoas jogam latas de refrigerante  e garrafas de água pela janelas dos carros e ônibus e deixam sacos de lixo (e pneus, e sofás e sabe mais o que) nas ruas. Quando chove, o lixo bloqueia a passagem da água e cenas como esta são vistas.

10. You’re familiar with the “motoboy” concept.

Você sabe o que é Motoboy e o que envolve o nome

If you work from home or at an office, chances are at some point you used the services of these two-wheeled professionals. They’re the wild dogs that cut through traffic every day, hated by car/bus drivers but crucial to the city’s daily life. It’s one of the hardest jobs in town.

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Se você trabalha de casa ou em um escritório, talvez precise usar os serviços desses profissionais de duas rodas. Eles são os cachorros loucos que cortam o trânsito todos os dias, odiados por motoristas em geral, mas imprescindíveis para a fida diária. É um dos empregos mais difíceis da cidade.

11. You go to the shopping mall for everything.

Você vai ao shooping pra tudo

Because wandering around shops and avoiding direct sunlight is a beloved sport of our residents, São Paulo has 51 shopping malls distributed throughout the five zones (East, West, Central, North, and South), from popular Aricanduva to ultra-fancy Cidade Jardim.

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Ir ao shopping é esporte preferido dos moradores da cidade, bater perna e evitar o sol. São Paulo tem 51 deles, distribuídos entre as 5 regiões (Leste, Oeste, Centro, Norte e Sul), do popular Aricanduva ao super chique Cidade Jardim.

12. Your acquaintances comprise many different ethnicities.

Você conhece gente de diferentes etnias

Japanese, Chinese, or Korean descendants, someone with freckles and curly hair, árabes (in Brasil this can mean Turkish, Armenian, or Syrian), families with Italian and Spanish surnames, Afro-descendants, and people from North, Northwest, South, and Central Brazil. There are also Espíritas, Protestants, and Catholics as well as Buddhists, Jews, and Umbanda/Candomblé practitioners.

If not, sorry to say it, but you’re doing something wrong. Brazil is a mixed country, and São Paulo is a tremendous blender. Embrace it.

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Descendentes de Japoneses, chineses e coreanos, gente com sardas e cabelos crespos, árabes (no Brasil isso significa Turcos, Armênios ou sírios), família com sobrenomes italianos ou espanhóis, descendentes de africanos e gente que veio do Norte, Nordeste, Sul e Centro do Brasil. Há espíritas, protestantes e católicos, assim como budistas, judeus e praticantes do candomblé e umbanda.

Se não conhece, desculpe dizer, mas algo está errado com você. Brasil é um país de misturas e São Paulo é um tremendo liquidificador. Abrace a ideia.

13. You know a nostalgic old timer who remembers when it was not only possible but normal to swim in Rio Tietê.

Você conhece algum velhinho nostálgico que se lembra quando era possível e até normal nadar no Rio Tietê.

Maybe your grandparents, if they were born here. You listen with skepticism until someone shows a picture. It was pristine. People look happy. So much can change in less than a century, right? Sad, but true.

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Talvez seus avós, se ainda estiverem vivos. Você ouve desconfiado até que te mostrem uma foto. Era preservado. As pessoas pareciam felizes. Como as coisas mudam em um século, né? Triste, mas é verdade.

14. You love your city, but you’re willing to stay inside a car/bus for ten hours trying to get away from it.

Você adora sua cidade, mas se dispõe a ficar dentro de um carro ou ônibus por 10 horas para fugir dela.

The “saída de feriado” is a registered phenomenon that happens when everyone tries to leave the city at the same time before holidays. The longer the holiday, the worse the traffic jams. Depending on timing, weather, and traffic, it can take half a day to endure a trip that’s usually made in two and a half hours.

You ask me, these people are insane, but I’m always glad to see them go. It’s the best time to experience all the cultural options São Paulo has to offer without long lines or traffic jams.

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A saída de feriado é um fenômeno que acontece quando todos tentam sair da cidade ao mesmo tempo antes dos feriados. Quanto maior o feriado, pior os engarrafamentos. Dependendo do momento, do tempo e do trânsito, pode levar metade do dia para ir a um lugar que levaria de 2 a 2 horas e meia.

Você me pergunta se são loucos, e eu digo que adoro vê-los partir. É a melhor época para aproveitar as opções culturais que São Paulo oferece sem as longas filas ou trânsito.

15. You’re worried about World Cup…kind of.

Você está preocupado com a copa do mundo… mais ou menos.

Let me go ahead and say it: FIFA won, as we always knew it would. People are buying TVs, storing canned beer, collecting the World Cup stickers album, and discussing the choices Felipe Scolari made for Seleção. World Cup is upon us, and it’s time to ride along with the craziness and pray no one gets hurt.

Also, there’s nothing like the stillness of the metropolis when Seleção is playing. Except, of course, the party at Avenida Paulista after a victorious match.

Escuta só: FIFA venceu, como sabíamos que ganharia. As pessoas estão comprando TVs, estocando cerveja em lata, colecionando o álbum de figurinhas da Copa e discutindo as escolhas de Felipe Scolari para a Seleção. A Copa do Mundo está aí e é hora de entrar na loucura e rezar para ninguém se machucar.

Além disso, não há nada como a sensação de vazio da cidade quando a Seleção está jogando. Exceto, claro, a festa na Avenida Paulista depois de uma partida vitoriosa.

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