8 Destinos de Sonho de Viagem – para Realizar!

Este mês o tema da Blogagem Coletiva do grupo 8on8 é ‘viagem dos sonhos’, e escolhi compartilhar 8 Destinos de Sonho, para inspirar sua viagem e porque acredito que todo sonho mereça ser realizado. Tem muito lugar legal na lista, entre e sinta-se em casa pra tomar meus sonhos emprestados, já fiz muito isso em se tratando de viagens.

melhores destinos sonho

Continuar lendo

Anúncios

Montanhas Rochosas Canadenses: Roteiro e planejamento

Neste post compartilho o planejamento e roteiro e as dicas colhidas durante nossa viagem às Montanhas Rochosas Canadenses, protegidas pelos parques Banff e Jasper, na província de Alberta, e Yoho, na província de Colúmbia Britânica. Espero que sirva como um guia para você – ou te inspire a incluir o destino em sua lista de desejos, como aconteceu comigo.

Canada roteiro o que fazer
Lago Esmeralda, em Field, Yoho Park

Continuar lendo

Calgary: quando o aeroporto te abraça

Calgary aeroporto imigraçao Canada

Chegamos ao Canadá recebidos com um mural simpático no desembarque internacional do aeroporto de Calgary, Alberta, o mais próximo dos parques nacionais Banff, Yoho e Jasper, que administram a área onde está a porção mais linda das Montanhas Rochosas. O cansaço do voo internacional e com conexão ou conexões vai embora rapidinho e a euforia dos recém-chegados é tão marcante quanto são as folhas de bordo, a árvore cuja folha é o símbolo do país, e o letreiro em relevo escrito em inglês e francês, línguas oficiais do país, bem vindo ao Canada.

Continuar lendo

Visto Canadense: passo a passo para emitir a AEV (eTA)

Neste post você encontra informações sobre o eTA – electronic travel authorization (Autorização Eletrônica de Viagem-AEV) para entrar no Canadá e um super passo a passo, que ajudará quem não se sente seguro para completar um formulário oficial em inglês ou francês, as línguas oficiais do Canadá e únicas opções no formulário que substitui a necessidade do visto Canadense. Também falo sobre quem pode ou não emitir o eTA.

Continuar lendo

Toronto é uma pintura cosmopolita

Toronto Canadá dicas

Toronto foi minha última parada numa viagem de vinte e tantos dias pelo Canadá. Aproveitei a proximidade para um bate-e-volta até as cataratas de Niágara, que eu recomendo muito, e nos demais dias visitamos um mercado de pulga, quer dizer, um brechó, enorme, numa comunidade indiana, passeamos pelo parque Ontario Place, subimos na CN Tower para andar sobre o piso de vidro que permite ver pessoas-formigas, zanzamos pelas ruas tranquilas e arborizadas dos bairros residenciais e aproveitamos para visitar uma amiga que se apaixonou pela cidade e se mudou definitivamente de SP para lá. Como Maria Helena é jornalista e jornalistas adoram escrever, eu a convidei a dar dicas da cidade que adotou, então aproveitem!

“Toronto foi eleita recentemente pela revista The Economist como a melhor cidade do mundo para se morar. A pesquisa foi baseada em índices como segurança, qualidade de vida e custo de vida, entre outros. Entretanto, Toronto também é umas das melhores cidades do mundo pra se visitar; é extremamente acolhedora e sabe tirar proveito das diferentes estações do ano, oferecendo versatilidade nas opções de diversão. No verão, os parques e piscinas públicas ficam cheios, todos aproveitam o calor para fazer piqueniques e passear na praia do lago. Assim como a maioria dos parques públicos possui espaço para algum esporte de inverno, seja patinação, esqui ou snowboard e patinação.

verão em Toronto

Nos outros meses do ano os mais de 1600 parques abrigam visitantes e população local em busca de verde, natureza e ar puro. Entre eles o mais famoso é o High Park – com trilhas, míni zôo, lago, playgrounds, restaurante e lanchonetes, áreas de piquenique e uma abundância de esquilos. Não há como vir a Toronto e não levar pra casa de lembrança folhas da Maple, árvore nativa e símbolo nacional canadense.

Culturalmente, Toronto também oferece museus e galerias de primeira qualidade: O Royal Ontario Museum, um dos maiores museus da América do Norte, possui mais de 40 galerias de arte, arqueologia e ciências naturais, além de exposições interativas que aguçam os sentidos, e tem em sua própria arquitetura uma peça a parte; pois combina o prédio original de 1912 com uma nova área batizada de Michael Lee-Chin Crystal, uma estrutura gigantesca de ferro e vidro que se assemelha à Fortaleza de Cristal do Super-homem. O ROM, como é conhecido por aqui, tem fácil acesso por metro e ônibus e às sextas-feiras os ingressos são mais baratos depois das 16h30, o que é uma ótima pedida já que o museu fica aberto até as 20h30. Pertinho do ROM, a algumas quadras apenas, vale a pena conferir o Bata Shoe Museum, que é muito mais do que um museu de sapatos, mas um míni curso sobre a história da humanidade através dos calçados. O museu possui mostras itinerantes além de um acervo fixo, que conta com peças exclusivas de Elvis, Madonna, Cher e Lisa Minnelli. Às quintas-feiras é o famoso pay as you wish, onde você paga quanto quiser.

Toronto roteiro

Ainda no circuito cultural, a Galeria de Arte de Ontario – AGO, abriga uma impressionante coleção de mais de 40mil obras, tornando-a um dos 10 maiores museus de arte na América do Norte. A AGO é um património excepcional de arte canadense, mas também possui obras-primas de todo o mundo, abrangendo obras desde 100 dC até o presente e fica localizado num espantoso edifício Frank Gehry e todas as quarta-feiras, das 6 as 20:30 a entrada é gratuita.

Principal ponto turistico da cidade e visita obrigatória, a CN Tower é a terceira torre mais alta do mundo, com 533 metros de altura. Nela você tem a mais bela vista-aérea da cidade e seus arredores. Um elevador panorâmico faz toda a diferença na subida para o topo, sendo que uma parte da base do elevador também é transparente. No topo há um observatório, um restaurante que gira 360 graus e para os mais radicais o Edge Walk, onde você pode andar amarrado em cabos pelo lado de fora da torre. Bem ao lado da CN Tower você pode encontrar o famoso Rogers Centre, conhecido anteriormente como Skydome, um estádio de esportes, casa do Toronto Blue Jays (baseball) e sede da abertura e fechamento dos Jogos Pan-Americanos de 2015.

Não dá pra vir a Toronto e não visitar o Eaton Centre, que atrai mais de 1 milhão de visitantes todas as semanas. Mais do que um shopping, o Eaton Centre se destaca por sua estrutura de vidro, iluminada e arejada, plantado no centro do coração financeiro de Toronto, além de abrigar mais de 250 lojas em seus 4 andares, com uma enorme cúpula de vidro que também gera grande interesse arquitetônico, especialmente pelo móbile gigante de gansos canadenses. Sem falar que graças a sua localização privilegiada, com várias opções de transporte público na porta, bem ao lado de restaurantes e casas noturnas, fica fácil dar uma esticadinha depois das compras.

o que fazer em Toronto

Outro marco para se visitar em Toronto é a Centre Island, que fica a 10 minutos do centro de Toronto de barco (a cada meia hora e pelo custo ida e volta de $ 7 dolares por adulto), e faz parte de uma série de pequenas ilhas que compõem a maior comunidade de um centro urbano na América do Norte onde carros não são permitidos oferecendo um lugar para lazer e relaxamento e dispõe de um parque de diversões, áreas recreativas, praias, um iate clube e restaurantes. Os barcos saem do Harbourfront, uma marina com vista belíssima da cidade e da Ilha, local de badalados festivais durante o verão.

Para fãs de história ou arquitetura, a Casa Loma é uma visita interessante. Construída pelo rico empresário de Toronto Sir Henry Pellatt no início de 1900, a Casa Loma tem um estilo grandioso de um castelo europeu. Notável por sua localização privilegiada da cidade – com uma vista belíssima, a “House on the Hill” é dividida em 3 andares de grande ostentação e mais a Cave e os Estábulos. Ela foi inclusive usada como locação do filme Chicago, entre outros. O preço é meio salgadinho, $ 24, mas vale a pena!

Um dos meus lugares favoritos em Toronto, o St Lawrence Market é um dos mercados mais famosos da cidade e, para quem se interessa por gastronomia, ele é um verdadeiro templo. Super atraente com uma variedade incrível de itens, com o colorido de bancas de frutas, flores, hortaliças, carnes, queijos e muito mais. Um lugar perfeito para fazer uma refeição ou um lanche rápido, para tomar um café, provar doces irresistíveis, enfim, um programa muito especial, onde você vai encontrar não só produtos nacionais, mas também internacionais e raros.

atrações em Toronto

Bem perto do St Lawrence encontra-se o Distillery Historic District, um ótimo lugar para passar algumas horas se você está no centro de Toronto e quer ficar longe do centrinho mais comercial e comum. Trata-se de uma vila apenas para pedestres e está situada dentro de um património arquitetónico fabuloso, dedicando-se à divulgação das artes e da cultura. A área também dispõe de um centro de bem-estar, vários cafés, restaurantes e pubs.

Toronto dicas

E, para aqueles que curtem celebridades, Yorkville é um lugar encantador no meio de elegantes edifícios e lojas de grife em Toronto. Escondida em um bolsão da cidade, Yorkville se destaca por sua arquitetura singular vitoriana refletida nas casas, restaurantes, boutiques e galerias de arte do bairro. Os lugares para jantar e fazer compras são de luxo total e as galerias apresentam alguns dos melhores artistas canadenses e internacionais. Muitas celebridades são vistas passeando pelas calçadas de Yorkville, especialmente durante o Toronto International Film Festival.

Finalmente, de tudo, o que eu mais gosto em Toronto, é a intrínseca capacidade da cidade em abraçar as mais diferentes culturas, respeitá-las e integrá-las em uma só sociedade, Toronto é composta de pequenas tribos multiculturais, são bairros “especializados” em diferentes etnias e você pode dar a volta ao mundo em um só dia; Chinatown, Little Italy, Greek Town, little Portugal, Korean Town, Corso Itália (eu moro ai), Jewish Toronto, Little Índia entre outros, até um nicho brasileiro dá pra encontrar!”

Atualização: Recentemente um blog que sigo, o excelente Rambling Boy (em Inglês), trouxe um relato sobre Toronto em Dezembro, ainda mais linda iluminada e vestida para o Natal. Leia o post clicando aqui. E como Mr Albinger é de Toronto, muitos outros posts com o olhar de um residente estão publicados.

Vancouver e Vitória: Oeste do Canadá

Este post se divide em duas partes: Vancouver e Vancouver Island, ambos na Costa Oeste Canadense.

VANCOUVER

O skyline de Vancouver. Foto de ovationdmc.com
O skyline de Vancouver

Isso foi lá em 1997. A Internet estava engatinhando, assim como minha vida de viajante, mas já viajava “desempacotada”. E como não havia Internet, uma agência de viagens se encarregou de fazer as reservas aéreas, de hotéis e de locação de carro. Se você tem menos de 40 anos, experimente organizar uma viagem desconectado – e sem dicas de amigos. As únicas referências de que eu dispunha eram revistas de viagem. E foram suficientes para que eu me interessasse por conhecer uma parte desse lindo país: Costa Oeste, os parques nacionais Banff e Jasper e as cidades principais da costa Leste.

Vancouver foi nossa porta de entrada para o Canadá e embora não soubéssemos quase nada sobre a cidade, nós a deixamos apaixonados. A simpática cidade fica no Oeste Canadense, na província Colúmbia Britânica. As placas dos carros trazem a justa inscrição: Beautiful British Columbia. Ah, saiba que muitos seriados e filmes americanos são rodados em Vancouver pelo baixo custo. Talvez você reconheça Vancouver em alguns deles.

Nosso vôo tinha uma conexão de duas horas em NY, o que foi bem legal, pois sobrevoamos Manhattan e ganhamos uma vista inesquecível…

Chegamos ao belo aeroporto de Vancouver cansados (faça as contas: 10 horas do primeiro voo + 2 horas conexão + 6 horas do segundo vôo) e amassados (o voo estava tão vazio que conseguimos deitar nos assentos vizinhos) e uma de nossas malas não havia chegado. Tomei minha primeira lição de como os canadenses se orgulham de sua honestidade: reclamei do fato de não ter ninguém conferindo as malas no desembarque (algo que acontecia no aeroporto de SP naquela época). Calmamente e com ar superior o funcionário me disse: “Aqui no Canadá não precisamos conferir as malas.”  Peguei minha cara do chão e quando estava passando a descrição da mala e o endereço do hotel ao funcionário da companhia aérea, a mala apareceu, para nosso alívio!

Roteiro

Dia 1: Carro retirado, como sempre fizemos um passeio por bairros residenciais (como as pessoas comuns moram me interessa tanto quanto as atrações principais) e depois de fazer o check in caminhamos pelo entorno do  hotel, que ficava na Robson Street, a rua mais movimentada de Vancouver, conhecendo o Waterfront e o centro histórico.

Dia 2: visitamos o Stanley Park e o Capilano, o parque da famosa ponte suspensa sobre um canyon.

Dia 3: fizemos o bate-e-volta até Vitória, na Ilha de Vancouver.

Dia 4: deixamos Vancouver e seguimos rumo às Rochosas.

Localização

Vancouver como chegar

Como Chegar
Não há voos diretos a partir do Brasil, então é preciso fazer conexão em Toronto ou nos Estados Unidos, através de companhias como American ou Delta. Saiba que nesse caso será preciso ter o visto norte-americano ou um visto de trânsito.  A Air Canada também tem escalas, em Toronto ou Calgary.

Como circular
Alugar um automóvel é a melhor alternativa caso você estique até Victoria ou às Rochosas. Caso contrário, utilize-se do Skytrain, o nome dado ao metrô, que possui três linhas.

Transporte público em Vancouver
Transporte público em Vancouver

Hospedagem
Ficar na região do Waterfront e Robson Street te dará maior mobilidade e proximidade às atrações turísticas.

Fuso horário
Cinco horas a menos que Brasília. Quando entra o horário de verão, a diferença cai.

Visto
Sim, é preciso visto para entrar no Canadá, mas não é tão burocrático como o Americano.

Atualização: desde 2017 brasileiros que já tenham o visto americano o uque tenham solicitado o canadense há menos de 10 anos podem solicitar o visto canadense on line. Confira o post Visto Canadense: passo a passo para emitir a AEV/eTA 

Língua
O Inglês é predominante nesta parte do Canadá.

Dinheiro
Dólar canadense

Temperatura
Notícia boa: Vancouver não é tão fria como suas compatriotas do Leste!

Vancouver clima

O que Fazer

Antes que você critique as fotos, elas foram feitas em câmera analógica: máximo de 36 fotos por filme, uma só opção de ISO, fotos reveladas só depois da viagem e ainda por cima, foram escaneadas para serem postadas aqui.

  • Gastown. É o centro histórico, pequenino, pois muitos edifícios acabaram em cinzas no século XIX. Destaque para a esquina das ruas Cambie and Water, onde ficam o relógio a vapor de Gastown e a estátua do fundador, Gassy Jack, que em 1867 estabeleceu morada com sua esposa nativa, um cão e um barril de whisky. Que cara de Oeste americano!

    O relógio a vapor, que apita a cada 15 min, no centro histórico de Vancouver
    O relógio a vapor, que apita a cada 15 min, no centro histórico de Vancouver
  • Stanley Park. É o Ibirapuera deles. Ou o Hyde Park. Ou o Central Park. Ou o Vondelpark. Seja qual for sua experiência, é um passeio obrigatório para quem visita Vancouver. Tem um aquário, campos de futebol, tênis, piscinas, praias, restaurantes. Um grande prazer! Além disso, foi apontado pelo site TripAdvisor como o parque mais lindo do mundo.
Os belos canteiros do Stanley Park
Os belos canteiros do Stanley Park
img127
Totens no Stanley Park
img126
Vista de Vancouver a partir do Stanley Park. Canada Place à esquerda
  • Canada Place. O edifício é lindo e tem uma arquitetura peculiar: o teto remete a velas, o calçadão te leva a se sentir no deck de um navio. Tem escritórios, cinema ao ar livre (no verão) e é terminal para os navios de cruzeiro, além de símbolo do skyline de Vancouver.

img121

  • Robson Street. Se você gosta de compras, este é o lugar. As marcas mais famosas estão nesta região.
  •  Capilano Park. É um parque privado, ou seja,  é preciso pagar ingresso (36 dólares canadenses). Mas não deixe de ir para caminhar sobre a atração mais antiga de Vancouver, a ponte suspensa. Construída em 1889, tem 137 metros e fica a 70 metros de altura do canyon de águas gélidas… e balança pra caramba! Eu adorei a experiência!
img132
O início da ponte – e quase não se vê o fim!
img133
Abaixo, corre o rio

img134

Arvorismo é levado a outro nível no Capilano Park!

Arvorismo no Capilano Park
Arvorismo no Capilano Park
Não tive coragem de fotografar o índio que fazia um toten, então tenho esta de consolação...
Não tive coragem de fotografar o índio que fazia um toten, então tenho esta de consolação…

Para mais informações sobre o parque, clique aqui.

  • Museu de Antropologia. Infelizmente não fomos, mas se você quiser conhecer a história dos povos nativos da Columbia Britânica, não deixe de ir. Clique aqui para detalhes.  Eu me apaixonei pelos totens e esculturas de madeira. Só o edifício já valeria a visita, se você aprecia arquitetura, como eu.
O lindo Museu de Antropologia de Vancouver
O lindo Museu de Antropologia de Vancouver
  • Whistler Mountain. Não fomos até este resort de ski a 2 horas de Vancouver pois tínhamos no roteiro ir até Banff e Jasper. Informações aqui.
  • Grouse Mountain Gondola (Skyride). Bondinho que leva ao topo da montanha, onde também são praticados esportes de verão e inverno.
  • Vancouver Art Gallery, com destaque para as obras de Emily Carr.

VANCOUVER ISLAND

A Ilha de Vancouver se estende ao longo do litoral sul da Colúmbia Britânica, mas sua capital fica no extremo sul da ilha, mais perto dos Estados Unidos do que do Canadá (veja mapa abaixo).

  • Vitória. É onde fica a capital da Colúmbia Britânica. Estava em nosso roteiro por causa dos Butchart Gardens (não confunda com o parque da Flórida!), sobre o qual falo mais abaixo. img135
    Para chegar à Ilha, fomos de carro até o Tsawwassen Terminal, ponto de partida do ferry boat, que leva 90 minutos para atravessar o estreito Juan de Fuca (que nome!). Os carros vão no subsolo e na parte superior há várias cadeiras, cafés, etc. No deck, pouca gente, pois o nevoeiro estava espesso e passei um frio danado só para fotografar!  Se você for em alta temporada, faça reserva, pois o fluxo é bem grade, não só de turistas, mas de trabalhadores.

    As linhas de ferry até a Ilha
    As linhas de ferry até a Ilha

    Quando chegamos, o sol abriu e dirigimos por uma estrada   entre florestas lindas de carvalho (foi nessa ilha que aprendi que existe floresta tropical em pleno Canadá), até chegar à região onde ficam os prédios administrativos e uma linda marina, o Inner Harbour.

O Parlamento. Vitória é a capital da Colúmbia Britânica
O Parlamento. Vitória é a capital da Colúmbia Britânica
Empress Hotel, em Inner Harbour, Vitória
O Empress Hotel, em Inner Harbour
Inner Harbour
Inner Harbour

A ilha tem um pedacinho da Inglaterra, com direito a esculturas da rainha Vitória, gaita de fole, catedrais de pedra e chá das 5.

  • Butchart Gardens. Sim, eu adoro florestas e jardins e procuro incluí-los em minhas viagens, mesmo que precise de uma esticadinha, como foi esta e como foi nos Jardins de Monet na França e como será um dia nos campos de tulipa de Amsterdã. E nunca me arrependi. Faça uma viagem até lá, nem que seja virtual! clique aqui para começar a sonhar. img140 img139 img138

Ah, gente, foto escaneada fica terrível! Roubei uma da Internet só para vocês verem que coisa linda são os jardins.

Um dos jardins do Butchart Gardens
Um dos jardins do Butchart Gardens

Além dos jardins, das florestas de carvalho, da observação de baleias, do pedacinho inglês, a Ilha é um paraíso para quem curte esportes como canoagem, trekking e pesca e pode ser considerada como destino principal.
Talvez valha a pena pernoitar em Vitória para aproveitar melhor o que a Ilha tem a oferecer, mesmo se não for para praticar esportes. E se você tem visto Americano, Seattle é ali pertinho!
Para mais informações sobre a Colúmbia Britânica, clique aqui.

A Gray Line oferece excursões com saídas de Vancouver para a Ilha e você pode comprar pela Internet. Clique aqui.

Post Relacionado (clique sobre o título): Icefields Parkway: “A” estrada nas Rochosas Canadenses

Icefields Parkway: “A” estrada nas Rochosas Canadenses

Once upon a time, ou Era uma vez, uma mocinha estava folheando uma revista de viagem e aventura, a extinta Os Caminhos da Terra da editora Azul, quando se encantou
com as imagens e o texto sobre uma terra longínqua e que parecia encantada, mas que certamente era
A ESTRADA MAIS LINDA DO MUNDO

Maple-Leaf-Solid-Red-350 Dedicatória
Sempre penso em como um livro, uma matéria bem escrita de revista – ou quem sabe a experiência vivida e contada por um blogueiro de viagens (rsrsrs) podem fazer uma pessoa sonhar com o que parece inatingível. E sonhar, querer, é o primeiro passo para a conquista!

img153


Maple-Leaf-Solid-Red-350 Prefácio
Isso foi em 1995 eu nunca havia saído do país e só tinha viajado de avião uma vez. Revista guardada. Ideia na cabeça. Objetivo a alcançar. Não pensem que era fácil viajar, pois éramos muito duros! (rsrsrs). Eu precisava economizar o ano todo, deixando de passear e até de tomar um chopinho com as amigas. Não tínhamos um porquinho ou outro cofrinho. Nossa magra conta bancária é que ia engordando para que pudéssemos desfrutar de nossas férias. Um bônus em passagens pela United Airlines (conseguida por causa de um overbook do voo NY-SP no ano anterior) e a experiência positiva dos 32 dias nos Estados Unidos nos animaram a economizar mais um ano para férias de 18 dias no Canadá e mais 6 em NY.

Maple-Leaf-Solid-Red-350  Capítulo I – a Estrada
A Icefields Parkway une os 290 quilômetros que separam os Parques Nacionais de Jasper e Banff, na província de Alberta, no ponto mais bonito da cordilheira chamada Montanhas Rochosas. As Rochosas são uma formação continuada dos Andes, imaginem minha surpresa quando descobri!

A estrada recebe o número 93 no trecho de Jasper a Lake Louise e de lá até Banff, o número 1, estrada que liga o Canadá de Leste a Oeste. Mas sempre que você ouvir sobre esta estrada, ouvirá que ela não deve ser considerada como uma linha que liga dois pontos, pois estar nela já é a viagem.

Se você gosta de natureza, vai achar que vale a pena ir ao Canadá só para percorrer esta estrada entre as Montanhas Rochosas, ficar literalmente boquiaberto com os lagos em tons de verde e azul e com as montanhas de picos nevados dessa região do Oeste Canadense. Esta foto a seguir é do Peyto Lake. Tenho uma gravação de pessoas chegando ao deck de observação de onde tirei esta foto e muitas diziam ao chegar: “Wow!”. Wow seria um nome muito adequado, na minha opinião.

Peyto Lake, mas poderia se chamar Wow!, pois é o que todos pensam ou dizem quando o veem!
SEM FILTRO, foto analógica e escaneada. Imagine ao vivo…

Maple-Leaf-Solid-Red-350 Capítulo II – A Região de Jasper
Parte I – Maligne Canyon

Era primavera, mas em regiões montanhosas sempre faz frio pela manhã e à noite – e em cânions! Logo que chegamos, fomos conhecer o Maligne Canyon. Foi o primeiro blocão de gelo que vi fora do freezer (rsrsrs) e também a primeira vez que senti muito frio. Meu ouvido dóia sempre que me aproximava da borda do canyon e então entendi porque as meninas usam aquelas tiaras-pompons em regiões muito frias.

Montanhas Rochosas Canadá dicas
o primeiro monte de gelo, a gente não esquece


Parte II – Montanhas e Jasper Tramway

Além de lagos coloridos, as montanhas também impressionam. A mais alta é o Monte Robson, com 3.954 metros, que fica a Noroeste de Jasper, na província vizinha de Colúmbia Britânica. Agora, se você não é um montanhista, fique tranquilo! Jasper conta com o Tramway, bondinho que em sete minutos te leva 2.277 metros acima do nível do mar, sem grande esforço! E de lá você avista o Monte Robson. Clique aqui para o website oficial.

Não deixe de pegar o bondinho para avistar o Vale de Jasper e de quebra brincar no gelo
A vista do Vale e da cidade de Jsaper

img159

Parte III – Athabasca Falls
Você deve imaginar que com tantas geleiras e picos nevados, há várias cachoeiras e muitas delas podem ser vistas da estrada. A Athabasca é uma delas, mas estacione o carro para caminhar um pouco pela margem do rio.

Rio Athabasca e eu magrinha...
Rio Athabasca e eu magrinha…

Parte IV – Columbia Icefield
A Icefields Parkway tem esse nome por causa da Columbia Icefields, “campo” de seis geleiras. Uma delas, a Athabasca, pode ser vista da estrada e quem quiser pode embarcar num ônibus especial e caminhar sobre o gelo (eles fornecem os calçados, também). Mas o que mais me impressionou foram as placas datadas do alcance da geleira. Em tão pouco tempo, o recuo permanente causado pelo aquecimento global é assustador! Compre seus ingressos aqui.

Ônibus turístico na Athabasca Glacier.
Ônibus turístico na Athabasca Glacier.
A placa mostra o assustador recuo da geleira. Foto de Judd Patterson
A placa mostra o assustador recuo da geleira. Foto de Judd Patterson
img185
Na região da Columbia, o tempo fecha, literalmente!

Parte V – a cidade de Jasper
A “cidade” de Jasper é bem menor do que a de Banff, que recebe bem mais turistas. Há poucas opções de restaurantes ou de atividades noturnas. Mas se você procura uma autêntica cidadezinha de montanha, esta é sua escolha certa!

Uma das graciosas casas de Jasper
Uma das graciosas casas de Jasper

Foi nessa região fria da Columbia que encontrei um campo de gelo ao lado da estrada e não tive dúvidas: fiz meu primeiro boneco de neve!

O meu "Olaf"
O meu “Olaf”

Maple-Leaf-Solid-Red-350 Capítulo III – A região de Lake Louise e Banff
Parte I – Parte IV – Peyto Lake
No caminho a Lake Louise, faça uma parada no Peyto Lake, esse lago de cor azul-piscina que eu apelidei de Wow!

Parte II – Lake Louise
Este é um dos lagos mais visitados e o hotel de mesmo nome o maior e mais estiloso de toda região.

O Hotel no Lake Louise e o lago descongelado
O Hotel no Lake Louise e o lago descongelado

Eu tinha visto fotos de Lake Louise e sonhado com o momento de estar cara a cara com ele. Vejam o que eu vi quando lá cheguei (kkkk):

Lago Moraine. Eu esperava encontrá-lo azulzinho...
Transformei a foto em PB porque não havia cor mesmo…

Parte III – A gente se acostuma ao frio
A gente se acostuma: quando estacionamos o carro, sentimos tanto frio e achamos maluco o cara que saía do hotel vestindo uma camiseta. Quatro dias depois, sem perceber, fizemos o cheque out e fomos ao estacionamento… só de camiseta. Vai ver é possível, sim, que brasileiros se adaptem a temperaturas mais baixas sem precisar da evolução de milhões de anos (rsrsrs).

Parte IV – Emerald Lake
Pouco antes de chegar a Lake Louise, entre à direita na 1. Se continuar reto, também será a 1, mas você vai perder o Saia Emerald Lake.

img181 img180

A selfie, em 1997, era colocar a câmera, apertar o botão de disparo e correr pra foto!
A selfie, em 1997, era colocar a câmera, apertar o botão de disparo e correr pra foto!

Eu gostei tanto do Emerald Lake que não queria ir embora. Não tinha nada para fazer, era final de tarde e estava praticamente vazio, Mas eu não queria sair de lá…

Parte V – Moraine Lake
O Moraine Lake fica depois de Lake Louise, um pouco mais afastado da estrada principal, mas vale muito a visita. Doze anos depois, quando visitava a geleira Perito Moreno, é que aprendi que Moraine não é um nome próprio e significa o monte de pedras e terra empurrados por uma geleira. O Lago também era azul nas fotos da revista, mas quando cheguei:

o Moraine Lake, congelado
o Moraine Lake, congelado

Parte VI – Lake Louise gondola
Eu não me lembro desse bondinho na época em que estive lá. Clique aqui para ter mais informações.

Parte VII – a cidade de Banff
Banff é uma cidade bem maior do que Jasper e no inverno é estação de ski. Também é mais acessível por estar mais próxima de Calgary, cidade servida por aeroporto.

A cidade de Banff, Foto de nfbcal.org
A cidade de Banff

Maple-Leaf-Solid-Red-350 Capítulo IV – O Safari Montanhês

Se as montanhas e lagos não te convenceram a colocar o Sudoeste Canadense em sua bucket list e se você já pensou em ir à África por causa dos animais, saiba que por essa estrada você avista diversas espécies de animais, num verdadeiro safari:  veados, ursos, cabras, carneiros… Em muitos pontos, a estrada é cercada e há pontes para que os animais as atravessem em segurança. E é muuuuito diferente estar ali, sem jaula ou fosso, pertinho de animais selvagens!

Uma das pontes para travessia de animais
Uma das pontes para travessia de animais
img155
Big horn sheep, estava enroscado no galho do arbusto

 

img154
Cena comum. Em Jasper, há alces até nos quintais das casas!

 

img170
Da janela do meu carro…
img168
Gente, que coisa mais fofa os bodes da montanha!

Maple-Leaf-Solid-Red-350  Capítulo V – Práticas Rápidas

Parte I – Como Chegar
Nós partimos de Vancouver (link para post no final desta matéria) e dirigimos cerca de 350 km até Kamloops para pernoitar. No dia seguinte, mais 480 km e chegamos a Jasper. A estrada é muito boa e tem seus atrativos, embora nada comparável à Icefields. No retorno, dirigimos de Banff até Calgary para pernoite e de lá tomamos um voo para Montreal, no Leste Canadense.

jaspermap

Se não quiser dirigir tanto, voe até Calgary e faça o roteiro inverso, começando por Banff. Mas aí terá que voltar pela mesma estrada (que chato! rsrsrs) ou dirigir de Jasper a Edmonton (360 quilômetros) e pegar um voo doméstico a Toronto ou Vancouver, por exemplo.

Agora, se você não quer dirigir, existe a Rocky Mountaineer, uma linha de trem especial de Vancouver a Kamloops (leva 11 horas), pernoita em hotel e no dia seguinte faz Kamloops-Jasper-Banff-Calgary.  Dê uma olhada em um site especialista em viagens de trem (em Inglês) clicando aqui.

Conheça as Rockies de trem!
Conheça as Rockies de trem!

Parte II – Hospedagem
A pernoite em Kamloops, no meio do caminho até as Rochosas, foi no simpático  Hospitality Inn.
Em Jasper, ficamos num studio no Maligne Lodge e eu brinquei de “cozinhar” comida congelada.
A cereja do bolo foi na região do Lake Louise, no hotel Deer Lodge, com jeitão de cabana, lareira grande, todo de madeira. Pena (ou que bom!) que a paisagem lá fora era mais atrativa e não aproveitamos nada do hotel!

Ficamos em grande estilo, no Deer Lodge, perto do lago Louise
Ficamos em grande estilo, no Deer Lodge, perto do lago Louise

Confira outras opções de hotéis em Jasper, Lake Louise e Banff. 

Parte III – Temperatura
A partir de outubro as mínimas já ficam negativas e assim vão até Abril. No alto verão em Julho, as máximas chegam a impressionantes (rsrsrs) 22 graus, com mínimas de 10. Neve, entre novembro e março, mas dirigir pelas estradas é muito perigoso, principalmente para brasileiros que não estão habituados a deslizar pelo asfalto ou a encarar uma avalanche (vi váááárias placas de Avalanche area).

Parte IV – Quanto tempo ficar
Três a quatro dias são suficientes para conhecer bem a região, caso não for para praticar esportes como montanhismo, pesca, esqui, trekking… Mas é claro que você não vai fazer uma viagem tão longa para permanecer apenas 4 dias. Aproveite e conheça Vancouver e a Ilha de Vancouver, pois seu voo muito provavelmente será para lá.

Maple-Leaf-Solid-Red-350 Epílogo
Hoje, com as facilidades da Internet, tenho certeza de que eu teria me programado para ficar mais dias por lá e fazer trilhas em uma das paisagens mais lindas do mundo. Não me arrependo de ter ido na primavera, mas acho que no verão, com os dias mais longos e os lagos descongelados, deve ser ainda mais bonito.

A long time ago. The end.

Posts Relacionados:

Aqui no blog: Vancouver e Vitória: Oeste do Canadá

Website oficial da estrada, com guia para Download gratuito.