Como e Onde Reservar Hotel ou apartamento para sua Viagem

Organizar sua própria viagem traz vantagens financeiras e culturais, mas o planejamento pode ser tão demorado quanto os dias de folga que o sucedem – ou ainda mais longo se você for detalhista e planner freak. Conhecer os atalhos para encurtar o percurso é essencial para que você não desista e se entregue a um pacote impessoal e quadradinho, então leia as dicas de como e onde reservar o hotel para sua viagem autônoma, na minha opinião a melhor forma de viajar.

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Onde Ficar em Roma: Hotéis por Região

Escolher um hotel que caiba no bolso e ainda permita uma boa experiência como merecem suas férias não é fácil. Neste post compartilho sugestões de onde ficar em Roma, explicando as características de algumas regiões e deixo avaliação dos hotéis em que me hospedei, além de sugerir outros.

onde ficar Roma hotel
A São Pedro

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Airbnb: dá para confiar? Como escolher um imóvel para alugar

Esta semana rodou nas redes sociais denúncia de uma brasileira que havia alugado um apartamento em Berlim pelo mais famoso site de aluguel de imóveis para turismo ou temporada, o Airbnb. Para sua infelicidade – e nossa inquietação -, alguém entrou no apartamento e revirou suas malas, roubando uma quantia considerável em artigos pessoais, como bolsas e roupas. Não bastasse esse transtorno, a moça alegou que o Airbnb não se responsabilizou pelo ocorrido.

No ano passado o mesmo tipo de imagem rodou pelas redes, tiradas em hotéis de Orlando e a cada dia mais fotos e depoimentos de turistas que tiveram suas malas reviradas em seus quartos durante sua ausência apareciam. É muito bom que tenhamos esses meios de comunicação para saber que essas coisas podem acontecer e acontecem, assim a gente se lembra de pesquisar mais. Porque viajar dá trabalho, mesmo. É preciso pesquisar, ler avaliações, depoimentos de quem já se hospedou no local, em fontes diversas. Segundo comentário da própria moça, ela não se lembra das avaliações no site da Airbnb de pessoas que teriam alugado o referido imóvel antes dela. Então, é preciso pesquisar, moça!

Mas…

Esta semana também correu a notícia de que um proprietário de restaurante foi ameaçado, por e-mail, a receber avaliações negativas no TripAdvisor caso não contribuísse financeiramente com o chantageador, autor da mensagem. Então é bem possível que muitas avaliações do mais famoso site de Viagens sejam falsas, principalmente a partir do momento em que o TripAdvisor premia seus avaliadores com pontos de programas de fidelidade. Muita gente vai escrever sobre lugares que sequer visitou só para somar pontinhos. A culpa não é do TripAdvisor, mas vamos concordar que foi muita inocência achar que isso não aconteceria. E todo mundo sai perdendo. Acredito que para recuperar sua credibilidade, o TripAdvisor deveria tomar alguma medida, talvez oferecer aos restaurantes e estabelecimentos hoteleiros um código que seria entregue ao usuário do serviço que, se quisesse, poderia fazer a avaliação no site, evitando-se, assim, avaliações fantasma. Ou seja, mesmo pesquisando, é possível que a gente não tenha garantida a qualidade do serviço ou, no caso do Airbnb, a segurança de entrar num imóvel de terceiros.

Quanto ao Airbnb, existe um seguro incluso na anuidade que se paga ao anunciar o imóvel, então não entendo como o site de eximiu da responsabilidade, como relatado. Mas eu concordo que o site não é muito fácil de navegar e que as informações desse tipo não são exatamente claras, tanto para o viajante quanto para o proprietário.

Recentemente tive minha primeira experiência em aluguel através do AirBnB e aproveito para contar para vocês.

Como escolher um imóvel pelo AirBnB

1. Antes de mais nada, pesei as vantagens e desvantagens desse tipo de hospedagem, comparando-a com hotel, não necessariamente em ordem de importância:

Pontos positivos: maior espaço; possibilidade de fazer algumas refeições leves como café da manhã; experiência maior da realidade e modo de vida locais; menor preço.
Pontos negativos: não há serviço de limpeza para períodos curtos; não inclui café da manhã, como alguns hotéis; sensação de insegurança maior do que em um hotel, pois muitas vezes não há porteiro ou recepção, nem cofre no imóvel. Mas acho que o que dá mais insegurança é o fato de que qualquer hóspede mal intencionado pode fazer uma cópia da chave e entrar no imóvel enquanto você estiver fora. Não quero aqui assustar ninguém, mas é uma possibilidade, não? De qualquer forma, fora o dinheiro da viagem, não temos itens de valor, como roupas ou bolsas de grife. Já dizia Bob Dylan: “Quando você não tem nada, não tem nada a perder”.

2. Enquanto colocava esses pontos na balança, fiz a pesquisa no site do AirBnB, levando em conta custo, localização, equipamentos (secador, TV, WiFi, aquecedor ou ar condicionado, etc.) e estado do imóvel. Escolhi somente apartamentos com feedback de pessoas que os tinham alugado, e vários comentários. Isso me deu maior segurança.

3. No site não aparece o endereço exato do imóvel, apenas a localização aproximada. Então entrei em contato com o proprietário do apartamento escolhido e trocamos várias mensagens, sempre através do AirBnB, para que todas as conversas estivessem registradas lá. Ele me passou o endereço e através do Google eu avaliei a região e a rua em que o imóvel ficava, observando se era escura ou abandonada, se havia restaurantes e comércio por perto, etc.

4. Batemos o martelo e eu efetuei o pagamento com cartão de crédito pelo AirBnB. O proprietário só recebe a quantia depois da data do check in.

5. O proprietário me enviou um email com mapa, opções de como chegar ao imóvel a partir do aeroporto e algumas informações sobre o bairro, como sugestão de restaurantes na redondeza.

Como foi minha experiência no apartamento alugado pelo AirBnB

Chegamos em Viena já passava das 20h. Do aeroporto, enviei uma mensagem para o proprietário para combinar a entrega das chaves. Quando paramos em frente ao prédio, ele nos esperava. Ajudou com minha mala (o prédio não tinha elevador), deu as informações sobre WiFi e aquecedor e estávamos por nossa conta. Ficamos um pouco incomodados com a ausência do cofre, que sempre usamos para guardar o dinheiro da viagem, mas não tivemos nenhum problema. Desconfiados que somos, elegemos um esconderijo para o dinheiro. Nesses tempos de IOF de 6% sobre o cartão de crédito e dólar flutuante, acabamos usando cash nas viagens.

O apartamento de 55m² estava tal qual aparecia nas fotos do site, com exceção da cozinha que estava meio sujinha para os padrões brasileiros. Por isso acabamos não fazendo nem um café, o que foi frustrante.

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Sala do “nosso apartamento” em Viena

A roupa de cama e banho estava limpa e havia reserva no armário. O proprietário deixou sabão em pó, pano e produtos de limpeza caso precisássemos. Havia uma grande variedade de panfletos sobre Viena em uma mesa. A cama não era das mais confortáveis, mas o padrão de meu maciômetro é alto 😉. O chuveiro era bom, apesar de o box ser muito pequeno, mas isso também encontramos em hotéis europeus, não é?

O prédio era antigo, provavelmente do início do século XX ou final do XIX. O hall era lindo, com sancas e pinturas no teto e acabamentos nas paredes, lustres de cristal e pastilhas originais da época da construção no chão. O apartamento trazia uma decoração mais atual e clean, e tinha janelas altas e pé direito de uns 4 metros, eu acho. Todos os equipamentos funcionavam perfeitamente e com exceção da cozinha tudo estava limpinho. O bairro era bem silencioso, apesar de bem localizado, numa paralela da Mariahilfer, pertinho do Museumsquartier. Durante o dia a luz entrava pelos janelões que eu tanto gosto das cidades europeias.

O hall do prédio do "nosso apartamento"
O hall do prédio do “nosso apartamento”

No check out, como partimos muito cedo, combinamos de deixar a chave do apartamento na sua caixa de correio. Simples assim. como você pode ver, é uma relação acima de tudo de confiança, algo em que temos desacreditado muito por causa dos muitos desonestos que andam por aí e principalmente por aqui.

Avaliação final de nossa opção pelo Airbnb 
Como gosto de interagir com pessoas de outras culturas, fiquei um pouco decepcionada, pois pensei que a interação com o proprietário ou com vizinhos seria um pouco maior. Eu e meu marido somos do tipo Faça Você Mesmo e não nos incomodamos em arrumar nossa cama ou passar uma vassoura para recolher os cabelos do banheiro, então o serviço de limpeza do hotel não fez falta. Não tivemos nenhum problema com segurança. Nunca usamos piscina ou salas de jogos de hotéis, ou serviços de concierge , então não nos fez falta esta falta de estrutura. De modo geral, se pensar que foi mais barato que hotel, valeu a experiência e eu repetiria.

Então, dá para confiar no AirBnBComo?
Gosto de pensar e preciso sempre lembrar que existem mais pessoas boas do que más no mundo e que ninguém vai entrar no apartamento no meio da noite para nos assassinar. Nossa, você não tinha pensado nessa possibilidade, te deixei com medo agora? rsrsrs

Se você fizer pesquisa direitinho, lendo feedback de quem já ficou por lá e acreditando na sua intuição, acho que dá para confiar, sim.

Baseio esta avaliação na minha experiência e nos muitos blogs que leio em que as pessoas alugaram no Airbnb e não tiveram problemas. Por outro lado, acabo de encontrar um site criado para que hóspedes e anfitriões lesados de alguma forma pudessem deixar seus comentários sem censura, e é natural que qualquer um que ler vai ficar com o pé atrás. O site é em Inglês: http://www.airbnbhell.com

No mais, infelizmente resta acionar os meios legais caso algo inesperado aconteça, como pode também ocorrer em um hotel ou numa companhia aérea ao ter as malas roubadas, por exemplo.

 

 

 

Hotéis temáticos

A rede hoteleira tem se superado na oferta de conforto, tecnologia, praticidade e beleza para conquistar um público cada vez mais exigente. Alguns hotéis preferem cativar um público que além de tudo isso, preza pelo diferente e por um mergulho mais intenso na cultura ou no ambiente em que estão localizados – ou não.

Fiz uma pesquisa e me diverti com alguns desses hotéis, mesmo sem estar hospedada lá. Confira!

Fantasy Land Hotel, em Edmonton, Canadá
O Fantasy Land oferece quartos para todos os gostos – e fantasias! fantasylandhotel.com

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Greenwood Fanta Suitesem Burnsville, Minnesota, Estados Unidos
Não sei se os americanos se superam no faz de conta ou se seus hotéis são mais acessíveis na rede. Eis outro hotel com vários temas – ou fantasias. Quem sabe você vai parar na Lua!

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Ostbevern, Alemanha
E você achava que isso não existia! Depois de beber bastante cerveja alemã, você pode passar a noite em um barril! O proprietário diz que está disponível para acolher pessoas de cabeça aberta. Claro! Você pode reservar pelo AirB&B.

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Meu Malvado Favorito, em Orlando, Estados Unidos
Do ladinho dos Parques da Universal, o hotel Portofino oferece alguns quartos temáticos, todos com o universo dos simpáticos Minions.
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Caribbean Beach Resort, em Orlando, Estados Unidos
Este foi o único temático em que ficamos por enquanto e achei um barato! Além do quarto, o parque aquático do resort também tem ares caribenhos. Mas nem todos os quartos são temáticos.

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Adventure Suites, em North Conway, NH
Alguns exageram e beiram o mau gosto. Neste hotel em New Hampshire, nos Estados Unidos, você pode dormir numa concha ou ao estilo Harley-Davidson. A foto abaixo é a do quarto menos, digamos, esquisito que encontrei no site deles.

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Hotel Kakslauttanen, na Finlândia
Caso seu sonho seja dormir em um iglu mas você não tenha vocação para personificar um inuit, o hotel com nome tão difícil de pronunciar quanto encarar o frio finlandês é a escolha certa para você! De quebra você conhece a Lapônia, terra do Papai Noel. Ah, além dos iglus, as cabanas de toras de madeira com lareira são um charme!

Hotel Kakslauttanen, Finlândia

Hotel de Glace, Quebec, Canadá
Não precisa ir até a Lapônia para uma aventura gelada. Mas precisa esperar o inverno chegar, claro!
Hôtel de Glace de Québec


Haoduo Panda Hotel in the Sichuan
Na terra dos pandas, com os pandas! Quem sou eu pra julgar…

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Georgia House Hotel, em Londres
O hotel não é temático por completo, apenas alguns quartos são ao estilo do bruxinho mais famoso do mundo.

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Hotel Éden, em Taiwan
Este não é exatamente um hotel, mas um motel, nos moldes dos que temos no Brasil, com período de três horas. Ah, entendi o nome!

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V8 Hotel, em Stuttgart
Mulher casada adverte: se você, homem, escolher um quarto desses, deixe a namorada ou a esposa e viaje com um amigo!
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Vários estilos (duvidosos rsrsrs), em Las Vegas, claro!
Dormir sentindo-se numa praia do Havaí ou tomar banho em uma banheira-caixão. Tem ainda quarto cupido, disco e Egípcio. Clique aqui para o website.
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Sob o mar de Fiji
Ah, eu quero!! Website.

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Legoland Hotel, Carlsbad, Califórnia
Há três tipos de temas para escolher e todos os quartos são temáticos.
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Se você achou esses hotéis um tanto estranhos, saiba que existem hotéis em formato de beagle (raça canina) e quartos com caixões ou com roda de hamster e cama de feno. Pois é, parodiando o pai dos blogs de viagem: “viaje na viagem”!

Ou se você preferir algo mais básico, clique no logo da Booking.com aí à direita (na versão PC) ou no final do blog (se estiver em versão smartphone) e reserve seu hotel. Não vai te custar mais e vai me render uma comissão. Uma forma simpática de agradecer pelas dicas compartilhadas pela blogueira que vos escreve! Brigadinha.

Economia e imersão cultural: B&B, AirBnB e aluguel de temporada

Terceiro e último post sobre hospedagem, da série Vou viajar, e agora?, desta vez falo sobre dois tipos de hospedagem que vêem conquistando muitos brasileiros: o aluguel de um quarto ou de casa/apartamento inteiro e a estadia em B&B.

AIRBNB
Este tipo de hospedagem tem gerado uma briga com proprietários de hotéis, porque isentos de impostos e uma equipe grande de funcionários conseguem atrair turistas pelo preço mais em conta. O mais famoso é o site airbnb. Você se cadastra gratuitamente no site, preenchendo seu perfil com capricho, pois os proprietários sentirão mais confiança para abrir suas portas para você, concorda? Depois faz a busca do local de suas férias, seleciona data (ou deixa em aberto) e número de hóspedes e o tipo de acomodação que busca (quarto inteiro, compartilhado, espaço inteiro, se permite que se fume, crianças ou pets, etc.). Toda comunicação é feita pelo site. As avaliações de quem se hospedou são fundamentais para te ajudar na escolha. Não deixe de fazer essa importante parte da pesquisa.

Atualização: depois de escrever, tive minha primeira experiência alugando um apartamento em Viena e escrevi a avaliação e dei dicas de como escolher um apartamento pelo AirBnB neste post.

chato ficar assim, com vista pra Torre. Apartamento disponível no Airbnb
chato ficar assim, com vista pra Torre. Apartamento disponível no Airbnb

B&B
B&B é 
abreviatura para Bed and Breakfast, ou seja, Cama e café da manhã, os serviços oferecidos por este tipo de hospedagem. Em geral é administrada diretamente pelos proprietários e o quarto fica na casa deles, mas pode haver um responsável à frente, o que pode tornar menos pessoal a experiência. Confira alguns sites, mas não deixe de ler avaliações de quem já se hospedou:

🏨 B&B internacional
🏨 B&B nacional
🏨  B&B nos Estados Unidos
🏨 outro site de B&B& internacional
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B&B em que ficamos na região do Loire, França
B&B em que ficamos na região do Loire, França

Tem sido relativamente comum o aluguel de casas em Orlando, por exemplo. Os sites abaixo vão além da terra do Mickey e listam imóveis em quase todo mundo:
🏨 Homeaway
🏨 Aluguel de temporada
🏨 Vacation Rentals

Vantagens de cada opção de hospedagem
Aluguel de quarto ou casa toda
Boa opção para imóveis grandes, cujo aluguel pode ser rachado entre os amigos ou famílias que o ocuparem. Também é boa escolha para quem viaja desacompanhado, cujos custos de quartos em hotéis costumam ser altos. Você pode usar a cozinha para preparar sua própria refeição, economizando também aqui. Boa oportunidade para fazer amigos e aprender sobre a cultura, história e hábitos locais e chance de praticar uma língua estrangeira com um “nativo” se ficar com o morador. Assista a este vídeo (em Inglês) promocional do airbnb que explica como funciona.

Cuidados: Verifique se o proprietário que aluga o quarto estará no imóvel e se ele dispõe de outros quartos para alugar. Alguns apartamentos viram hospedarias ou albergues. Atenção se é isso que você procura. Confira a credibilidade do proprietário lendo as avaliações de quem se hospedou no imóvel. O site mais famoso do mundo para aluguel de quartos é o airbnb. Dei uma olhadinha no Reclame Aqui e encontrei algumas queixas. Faça sua pesquisa!

B&B
É uma boa oportunidade para saber mais sobre a cultura e hábitos locais e fazer novos amigos – e praticar uma língua estrangeira, se for o caso.
Dependendo do B&B, o custo pode ser o mesmo de um hotel de rede, mas a ambientação será sempre mais caprichada ou ao menos mais pessoal. O Café da manhã muitas vezes é feito pelos anfitriões, trazendo um ar de receptividade que hotel nenhum garante.
E você, tem alguma dica sobre um dos tipos de hospedagem tratados neste post? Deixe seu comentário!

Mi casa, su casa! Quer trocar?

Este é o segundo post sobre hospedagem da série Vou Viajar, e agora? E você precisa ler isso para economizar para suas próximas férias!

Você assistiu ao filme O Amor não Tira Férias (The Holiday), em que a personagem inglesa interpretada por Kate Winslet e a americana vivida por Cameron Diaz trocam de casa por um tempo? Muita gente não sabe, mas isso existe (um deles há 60 anos!) e tem milhões de adeptos, a maioria com bom nível cultural e uma boa dose de espírito aventureiro. E nem precisa estar sofrendo de amor ou de crise de identidade para encarar essa troca, como no filme!

Cottage disponível para troca no filme O Amor não Tira Férias
Cottage disponível para troca no filme O Amor não Tira Férias

Mas nem todo mundo concordaria com a ideia de ter alguém que você literalmente nunca viu dormindo em sua cama, preparando refeições em sua cozinha, sentando-se no seu lugar preferido no sofá (Sheldon Cooper que o diga!). Quem já teve a experiência garante que são tantas mensagens trocadas que ao chegar a época da troca você ganhou um novo amigo!  Mas o desconhecido sempre nos assusta, não é? Continue lendo e talvez você mude de ideia depois de pesquisar um pouco.

Tipos de Troca

Há três formas de trocar de casa:

🏠 Simultânea: você fica na casa dele e ele fica na sua casa ao mesmo tempo;

🏠 Não-simultânea: você fica em uma “segunda casa”, como uma casa de campo ou de praia;

🏠 Troca de hospitalidade: você fica como hóspede, ao mesmo tempo em que a família ou o proprietário ocupa a casa e te recebe.

Como funciona
Você inscreve sua casa em um – ou mais – dos muitos sites disponíveis no mercado (veja alguns no final deste post). Há sites especializados, como apenas para imóveis de temporada ou apenas para cristãos, por exemplo.

A maioria dos sites cobra uma taxa de adesão anual, que varia de 50 a 170 dólares. Alguns oferecem garantia de mais um ano gratuito caso você tenha feito propostas mas não tenha conseguido realizar troca.

Os detalhes disponíveis sobre o imóvel e o proprietário variam bastante, como se aceitam bichos de estimação, crianças ou fumantes. Pesquise e veja qual te deixa mais confortável. Há imóveis maravilhosos e outros mais simples, alguns em cidades turísticas, outros não. Alguns imóveis listados são a segunda casa (como uma casa de campo, praia ou um apartamento destinado a esse fim) ou podem ser a própria morada de uma família. O legal é que você se sente como anfitrião ou como um morador local.

Eu inscrevi um apartamento no litoral de São Paulo (na praia, como dizemos aqui – rsrsrs) que andava sem muito uso e mandei a proposta para uma família do Colorado, EUA, que se interessou. Como eles tinham crianças, me ofereci para disponibilizar brinquedos e livros infantis. Eles ofereceram suas bicicletas e roupas de neve. Não é um jeito legal de vivenciar a cultura local e de conhecer novas pessoas?! Meu marido não achou. Paramos na etapa de troca de mensagens. Esta semana a tentação voltou e estou estudando Bariloche, em Julho. Se der certo, eu conto como foi minha experiência. Atualização: já deu e ficarei em um flat próximo ao Cerro Catedral, uhu! Em julho/15 eu conto como foi!Swapping_Houses

Suas chances são maiores se não quiser cidades top, como Paris, Nova Iorque, Londres, pois chovem propostas para esses imóveis. Mas se você é do Rio de Janeiro, suas chances são grandes, pois muitos listam a Cidade Maravilhosa como única opção para o Brasil. Minha dica é: não espere uma proposta: mande a sua e fale sobre sua cidade, sendo sincero, claro, mas elevando os pontos positivos. Caso você queira ir para um lugar frio, há boas chances de a pessoa querer ir para um lugar quente. Se tiver uma segunda casa, também fica mais fácil, pois suas férias não precisam coincidir com as do proprietário da casa-destino que você escolheu.

De qualquer forma, acho que vale a pena o esforço de horas em frente à tela, pensando não só na aventura e nas amizades que se fazem, mas na economia que representa não pagar por estadia de hotel.

A Quem se Destina
Famílias parecem ser a grande maioria, talvez pela economia que a troca represente. Mas para qualquer um que deseje viver como um local, entre moradores – e não entre turistas.

O Que Saber antes de Decidir

  • Informe-se sobre a cidade onde fica o imóvel objeto da troca. Ela oferece opções de lazer ou cultura ou outro item que você busca para suas férias? A não ser que apenas trocar de casa já seja uma viagem para você…
  • Você terá que cuidar de plantas ou de bichos de estimação do proprietário?
  • Haverá troca de carros, também?
  • Alguns sites possuem uma política de verificação das fotos postadas, o que garante não se tratar de uma “fachada” – e de uma roubada!
  • Além de informações do imóvel, sua pesquisa deve incluir referências sobre os proprietários, lendo as avaliações de quem já fez a troca com ele.
  • Quando encontrar “seu par ideal”, troque tantas mensagens forem necessárias para que se sinta seguro e confortável com a troca.

Como se Programar para a Troca

  • Combine sobre a limpeza do imóvel. Cada cultura – ou indivíduo – tem um padrão de limpeza e organização. Em geral, os sites recomendam chãos limpos, geladeira vazia, fogão e forno sem gordura, banheiro livre de mofo.
  • Recolha seus objetos preferidos ou pessoais e tranque tudo num armário ou quarto, deixando-o claramente off-limits.
  • Deixe espaço livre em armários e gavetas, tanto no quarto como no banheiro para que o “hóspede” livre-se das malas.
  • As empresas que intermediam a troca fornecem uma espécie de contrato onde são especificadas questões como pagamento de contas de energia, telefone e água ou em caso de incidentes com o imóvel.
  • Faça um Guia com informações sobre como funcionam equipamentos eletrônicos, dia de coleta de lixo, telefones de emergência, além de dicas de restaurantes e supermercados do bairro.
  • Um presentinho de boas-vindas é esperado, como uma especialidade local. Pode ser uma bebida ou uma sobremesa.
  • Também é costume deixar um lanchinho para o primeiro dia.

Alguns sites onde você pode se inscrever:

🏠 Troca de Casa  – versão em português do HomeExchange para os 9 países falantes do idioma

🏠 Homelink

Deixo claro que o único que conheço é o HomeExchange (Troca de Casa), pois sou assinante.

Posts Relacionados

Leia sobre hospedagem em hostels clicando aqui.

Para saber sobre B&B, AirBnB e aluguel de temporada, clique ou toque aqui. 

Tipos de hospedagem: Hostel=Albergue. Da série “Vou Viajar, e agora?”

Este post faz parte da série Vou viajar e Agora? e é o primeiro dedicado a hospedagem, que ainda conta com um sobre Troca de Casas e outro post sobre B&B (pousadas) e aluguel de temporada.

Você que acompanha o blog sabe o quanto eu A-M-O a Internet (e se você, como eu, viveu parte de sua vida sem ela, vai entender!), que trouxe inúmeros benefícios para o viajante, possibilitando a emissão de nossos bilhetes aéreos, a compra de ingressos para espetáculos e passeios, a reserva de restaurantes, o planejamento de itinerários, o compartilhamento de dicas de viajantes do mundo todo, enfim, uma lista numerosa de vantagens.

A hospedagem é um dos itens do planejamento facilitado pela Internet. Além da pesquisa de disponibilidade e preços, é possível ver fotos dos quartos e da área de lazer e ler a avaliação de gente como eu e você que se hospedou no hotel que você procura. Dois sites que eu uso para fazer minhas pesquisas são:

📌 TripAdvisor

📌 Booking.com

Há várias opções de hospedagem atualmente, além da rede hoteleira, da qual nem vou falar por ser a forma clássica de hospedagem. Neste post falo sobre hostels, os famosos albergues.

Sorry, mas essa foi para as leitorAS do blog, maioria absoluta por aqui. Aos leitores homens, que concordem com a maioria! rsrsrs
Sorry, mas essa foi para as leitoras, maioria absoluta do blog. Aos leitores homens, que concordem com a nossa maioria! rsrsrs

HOSTEL
A cara de albergue permanece em muitos deles, com beliches dispostos em quartos grandes e público jovem, banheiro coletivo, algo que não atende muitas das pessoas que como eu são casadas e prezam por certo conforto e privacidade. Quando eu era bem jovem (porque ainda me considero-ehehe), não me importava em dormir em barraca, tomar banho na cachoeira e usar a mata como sanitário, mas hoje eu quero uma cama bem macia e um banheiro limpo e privado! Mas se não pudesse bancar, encararia qualquer hospedagem pelo prazer de viajar!

Hostels são legais para quem viaja solo, pois bancar um quarto de hotel ou pousada sozinho é cruel! Além da questão financeira, hostels naturalmente aproximam os hóspedes, seja no quarto coletivo, seja na área social.

Às vezes o mesmo endereço pode ter diversos tipos de acomodação e atender desde mochileiros a casais. Tome como exemplo o Hi-Midpines Yosemite Bug Rustic Mountain Resort, a 50 minutos do Vale do belíssimo (ou do belíssimo Vale) Yosemite National Park, na Califórnia. Há quartos estilo dormitório, com beliches no mesmo ambiente, quartos mais confortáveis e até studios, com cozinha, quarto e saleta. Resta conferir se o valor vale a pena!

O quarto King do
O quarto King do Yosemite Bug

Muitos hostels têm uma pegada futurista, como este em Singapura, o Wink , com suas pods que, para sua comodidade, dispõem de plugs para recarregar seus equipamentos e iluminação para leitura. Cozinha equipada e lavanderia também estão à disposição.

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Wink, em Singapura

No Rio de Janeiro, um hostel que tem uma decoração tão caprichada que saiu até em revista de Arquitetura, é o Rioow (pela escrita, pensado para os gringos!).

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A área de refeições do Rioow


Hostels oficiais e Hostels independentes

Os hostels oficiais pertencem a um grupo, o Hostelling International, e todos pertencem ao mesmo site de reservas. Se você resolver ficar cerca de 6 noites em um hostel oficial, poderá economizar associando-se ao pagar uma pequena taxa.

Hostels independentes podem ser mais flexíveis quanto às regras, mas talvez isso exija uma pesquisa maior de sua parte para evitar surpresas desagradáveis. Algumas associações divulgam os hostel independentes, como este e este.

Preços

Informações do valor médio da diária, em quarto compartilhado, você pode visualizar neste site.

Nas capitais da América do Sul, cerca de 15 dólares.

Em Boston (EUA), cerca de 60 dólares, enquanto em Miami você dorme a partir de 23, o mesmo valor em Toronto, no Canadá.

Na Europa, Barcelona, 14 dólares; Amsterdam,  16, e Paris, 38.

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O Que Saber antes de Fechar sua Reserva em um Hostel

OK. Você ficou animado com o custo da diária, gostou da localização, fez pesquisa para ouvir a opinião de quem já se hospedou por lá , mas ainda tem alguns detalhes que podem te ajudar na escolha.

  • Confira sobre o número de camas nos quartos coletivos.
  • O Hostel providencia toalhas e roupa de cama? Cobra por isso?
  • Se é um quarto coletivo, há lockers (com cadeado ou fechadura eletrônica) individuais? Têm o tamanho necessário para sua bagagem?
  • Muitos hostels seguem regras rígidas e fecham das 10 às 17h e alguns fecham à niote, com toque de recolher – o que pode até ser bom, pois evita gente entrando no quarto no meio da noite, fazendo barulho. Pode ser uma má opção se você quiser aproveitar a noite, mas lembre-se que em muitas cidades os bares fecham antes da meia noite. Faça sua pesquisa.
  • Há iluminação e tomadas no seu “leito” para recarregar a bateria de seus equipamentos eletrônicos?
  • Confira a quantidade de banheiros do hostel. Alguns não dispõem de banheiros coletivos, como os sanitários de locais públicos, com várias “baias”. O banheiro é dentro do dormitório ou fora? Em um quarto coletivo, isso pode significar horas de sono roubadas pelo barulho de outros usuários. Fora o cheiro…
  • É servido café da manhã? Há copa/cozinha para quem quiser preparar as próprias refeições?
  • Existe lavanderia?
  • Como é a área comum? Há salas de jogos, de estar…?, um ponto importante, pois quem fica em albergue normalmente curte conhecer outros viajantes.
  • Depósito para bagagem – e se há custo. O mesmo para early check in e late check out. Nem sempre o horário que você chega ou precisa deixar o hostel coincide com o seu voo.
  • Essa acho que nem precisava falar, mas vamos lá: wifi disponível.

Para começar sua busca, visite estes websites:

📌  Hostel World

📌 Hi Hostels 

Deixo claro que eu nunca fiquei em um hostel. Nos meus vinte anos estava estudando e trabalhando, preparando o meu futuro. Viajar, mesmo que fosse mochilando, não era uma opção. Talvez por isso tenha essa sede de viajar agora. Todas as informações aqui prestadas são fruto de pesquisa realizada na minha tão amada Internet.

Na próxima semana, publico sobre Home Exchange ou Troca de Casas.