Rota Romântica da Alemanha: Rothenburg ob der Tauber

Você pode não ter ouvido falar de Rothenburg ob der Tauber, mas talvez já tenha visto um de seus pontos mais fotografados: uma torre com relógio em uma rua pavimentada com pedras e casinhas em estilo enxaimel com floreiras coloridas às janelas. Bem-vindo à queridinha da Rota Romântica Alemã e a este post, onde encontrará dicas de Rothenburg e aumentará a fila de quem sonha conhecer esta jóia alemã – ou reviverá os bons momentos que passou ali, caso já a tenha visitado.

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Alemanha (Baviera), Áustria (Tirol) e França (Alsácia): planejamento e roteiro

Neste post você vai encontrar o roteiro e o planejamento da viagem de 14 dias a 3 países europeus: Alemanha, França e Áustria. Percorreremos as regiões da Baviera, onde ficam cidades de contos de fada na chamada Rota Romântica, e de Baden-Wurttemberg, cuja maior cidade é a capital automobilística alemã Stuttgart e onde fica a Floresta Negra, e alguns dos castelos mais lindos do país e talvez do mundo. Uma França à la chucrute nos espera na Alsácia, que é uma rota de vinhos e tem como cidades mais conhecidas as belas Colmar e Estrasburgo. Para fechar o roteiro e voltar a Munique, incluímos o castelo Neuschwanstein e o Linderhof, e uma bela esticada até Salzburgo e Hallstatt, na Áustria. É um roteiro estilo maratona, mas acredito que por serem cidades bem pequenas (nas menores, um rotiero a pé tem apenas 2 ou 3 quilômetros), conseguiremos cumprir com tranquilidade, principalmente porque não é alta temporada.

O Castelo Neuschwanstein visto da Marienbrucke

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15 Bate-Voltas e Viagens a partir de Paris

Sempre rola esta pergunta nas redes sociais: “vou a Paris e queria dicas de outras cidades próximas”, por isso deixo uma ajudinha aqui no blog com cidades e lugares para conhecer a partir da capital da França. Além disso, saiba o que considerar para decidir se e quais bate-voltas vale a pena fazer tendo como base Paris – e a reflexão serve para qualquer outra cidade.

Paris bate voltas
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Antes de falar sobre as cidades para conhecer a partir de Paris, preciso te falar uma coisa. Se você acompanha o blog, sabe que sou a favor do planejamento regional, desconsiderando as fronteiras; vou exemplificar que ficará mais fácil para você entender.
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O que Fazer em Trento: roteiro de 1 dia

“Decidi onde vou viver quando me mudar pra Itália!”, disse para minha colega de viagem assim que avistei a piazza duomo da janela do apartamento alugado em Trento, com a mesma certeza que tive em tantas outras cidades que conheci, como Vancouver no Canadá, São Francisco nos EU, Budapeste na Hungria… O devaneio continuou no dia seguinte, quando vi no horizonte, espremidas nas ruas estreitas e entre os predinhos alinhados, as montanhas alpinas, e prosseguiu quando passei em frente à universidade de Letras de Trento. Mas este post não é sobre meus sonhos de viver ali – ou fora daqui -, mas sim para compartilhar o que há para fazer em Trento, uma cidade fora dos roteiros tradicionais dos brasileiros que vão à Itália, mas que merece um lugar ao Sol, se você tiver além de 15 dias na Itália ou se já provou a bota noutra oportunidade.

Norte da Itália

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Um Dia em Siena – Roteiro

Pombas de Siena: como chegaram ali? Do que se alimentam? Por que cagam em nossas cabeças? Pertencem a que contrada? Hoje, no Mulher Casada Viaja, dicas e roteiro de Siena.

Plim-plim

A catedral de Siena

 

Nem Sérgio Chapelin, nem Glória Maria. Fui eu que caminhando na Piazza del Campo levei cocô de pomba na cabeça, o que segundo a lenda toscana traz sorte. Acho que deu, porque voltei a Siena dois anos depois. Não vou ficar falando de supertições, mas dar dicas: se precisar se livrar da meleca enfezada (venha ela de baixo ou de cima), tem um banheiro público a poucos metros da Piazza, na Via di Beccheria. Não me lembro ao certo, mas acho que custa € 1 para usá-lo. Pronto, você já tem a primeira dica de Siena. Depois dos comerciais Nos próximos parágrafos, o roteiro de Siena.

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Quanto custa uma viagem à Toscana

A Toscana é uma região da Itália bastante popularizada por filmes americanos como Cartas para Julieta e Sob o Sol de Toscana, mas os campos verdes ora decorados por girassóis, ora por papoulas, a culinária, os vinhos, as cidades muradas medievais no alto de colinas e jóias como Florença e Siena certamente merecem o crédito e estão na lista de desejos principalmente das mulheres, creio eu. Neste post compartilho o custo de uma viagem para a Toscana, tendo como referência minhas idas para lá. Como muitas despesas variam de acordo com o cofrinho do turista, você pode gastar muito menos ou muito mais do que os valores que eu apresento aqui.

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Roteiro de 1 dia em Verona

No post anterior, eu falei sobre a tarde de minha chegada a Verona quando basicamente visitei a Ponte Pietra e o Rio Ádige e a Piazza delle Erbe, então não deixe de ler. Neste post deixo o roteiro de Verona com as atrações principais: A Piazza Bra e a Arena, a Casa de Julieta, o Castelvecchio, entre outros.

A parte histórica de Verona é limitada pelas portas e muros e pelo rio Ádige e você vai encontrar placas sinalizando os principais pontos turísticos, então não tem como se perder. Quer dizer, até tem – e é sempre uma delícia, mas não tem como perder as “atrações” da cidade.

verona

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O que Fazer em Verona além de apaixonar-se

Ah, uma segunda vez em Verona vai dar conta. Não deu. Muita gente vai dizer que um dia é suficiente em Verona e talvez para muitos seja, mesmo, mas eles não se apaixonarão/am, então de que vale a visita? Neste post falo sobre as atrações da tarde em que cheguei e no próximo dou o roteiro de 1 dia pelos pontos principais da cidade.

Cheguei a Verona de trem vindo de Trento (€17) com minha colega de viagem, esta a última cidade do rolê de 10 dias pela Itália (Toscana e Dolomitas). O taxi (€12) nos deixou no B&B Alle Erbe (€89), a passos da Piazza delle Erbe, cujo prédio fica em frente à Loggia del Mangano (leia mais abaixo), na Corte Sgarzerie. Como tocamos a campainha e ninguém nos atendeu, pois já havia passado a hora do check in, recorri a duas jovens que conversavam animadamente sentadas na mureta da loggia. Acabei descobrindo que uma delas era filha de uma brasileira (estamos por todo o mundo!). Solícitas, elas ligaram para o telefone de contato do B&B e em italiano explicaram que estávamos ali, prontinhas para entrar em nosso quarto. Eles forneceram a senha eletrônica para acessar o prédio e deu tudo certo.

sítio arqueológico em Verona
Loggia del Mangano

Nesta pequena praça, no número 8,  fica a entrada para o sítio arqueológico Corte Sgarzerie, cujas escavações começaram em 1983 e continuaram até 2011. Foram encontradas estruturas de edifícios públicos e de um templo romano dedicado a Juno, Minerva e Júpiter, usado até o século 4, quando foi abandonado devido à massificação do Cristianismo. A forma que possui hoje é medieval e passou por várias construções, tendo sido restaurada recentemente. Encontre mais informações aqui. 

Depois de ter explorado a simpática Trento naquele mesmo dia, e apesar do cansaço, saí para fotografar o rio Ádige (de novo, pois ele também banha Trento) e a ponte Pietra. Aqui ele é bem mais bonito do que em Trento, especialmente nos arredores da Pietra porque a colina em frente com seus ciprestes e edifícios centenários fazem um belo pano de fundo. Verona o que fazer

quantos dias em Veroa

A Pietra é um dos monumentos mais importantes da cidade por seu valor histórico. A primeira ponte construída ali, em madeira, data de 89 AC. Ao longo dos séculos, há registros de quedas e destruição da ponte, seja em madeira, seja em pedra. A ponte que se vê hoje foi reconstruída em 1959, após ter sido explodida em 1945 pelo exército alemão em retirada. Foram utilizadas pedras originais caídas no rio, mas faltavam muitas, então a completaram com tijolos de demolição de edifícios medievais.

A ponteà época da reconstrução
A ponte à época da reconstrução
noite em Verona
Do outro lado do rio, alla sinistra, a Igreja San Giorgio in Braida
Alla destra, o Teatr romano
Alla destra, o Teatro romano

Da Ponte, não é possível ver o teatro Romano, apenas a enorme placa verde que aponta sua localização, como mostra a foto acima. Do Teatro Romano original, construído no século 1 AC, restam apenas os degraus e trechos do muro, mas há espetáculos regulares ainda hoje. Se quiser assistir a um, este site vende ingressos.

O Teatro Romano. Foto de Wikipedia
O Teatro Romano. Foto de Wikipedia

Pena que não tive tempo para perambular pelas ruas do outro lado do rio. Minha amiga me esperava para jantarmos – e estava ficando muito ermo por ali e como boa paulistana…

dicas de Verona

turismo em Verona
sempre encantadoras ruelas italianas
No alto da Colina, o Santuário Na. Sra. de Lourdes observa Verona
No alto da Colina, o Santuário Na. Sra. de Lourdes observa Verona
bikes para empréstimo, do outro lado da ponte Pietra
bikes para empréstimo, do outro lado da ponte Pietra

De volta ao centrinho, fiz algumas fotos na Piazza delle Erbe, que em vez do mercado de outros tempos abriga barraquinhas de produtos verochineses. Essas barraquinhas são ótima opção para comprar suvenires como ímãs, chaveiros, chapéus, camisetas, biju, uma variedade enorme a preços baixos. Por outro lado, elas poluem a praça visualmente e não têm a autenticidade de feirinhas de antiguidade de outras praças na Europa. Na minha opinião, um mercado de frutas, legumes e flores deveria ser mantido ali, quem mais apoia a causa? Se puder, deixe para fotografar a praça no final do dia, quando há menos gente e dá para fotografar e apreciar os muitos monumentos, fontes, terraços, janelas e afrescos das fachadas.

piazza delle erbe verona
A Piazza delle Erbe de dia
verona
e à noitinha


Da imagem acima, podemos falar de dois pontos importantes da praça: a fonte e as Casas Mazantti. A Fonte “Madonna Verona“, tem em sua estátua o elemento mais antigo da praça, datada do século 4, mas a fonte é do século 14. Encantada com tudo, nem percebi que minha filha imitou a cena de La Dolce Vita e se refrescou na fonte, em minha primeira visita a Verona!

Ju se refresca na base da fonte
Ju se refresca na base da fonte

As Casas Mazzanti são um conjunto de casas com afrescos remanescentes do período em que esse elemento era tão comum em Verona que os visitantes a apelidaram de urbs picta (cidade pintada). Pertenceram a várias famílias poderosas, como os Scala (séculos 13 a 16) e os Gonzaga, que vendeu à família Mazzanti em 1527.

verona fonte madonna veronaE se você já esteve em Veneza, deve se lembrar da coluna com leão alado que fica na Praça de São Marcos. Símbolo do poder veneziano, Verona ganhou um leão em 1523, abatido por jacobinos que retomaram o poder em 1797 e recolocado numa grande festa em 25 de abril de 1886, dia de São Marcos. Ainda olhando a foto abaixo, vê-se atrás da coluna de São Marcos o Palazzo Maffei, de 1668, ques ostenta 6 estátuas de divindades pagãs: Éroles, Júpiter, Vênus, Mercúrio, Apolo e Minerva.

verona dicas de viagem
A fonte que aparece na imagem abaixo é anexa à Tribuna ou Berlinda (eu não fotografei a dita, porque não sabia de sua relevância histórica, veja só!), uma espécie de gazebo de pedra onde na Idade Média os ‘prefeitos’ da cidade deveriam prestar seus votos a serviço de Verona. Também servia de padrão para medidas, utilizado pelos comerciantes locais.  Quanto à fonte, meu italiano não permitiu entender direito, mas na Idade Média quem blasfemasse contra Deus ou Virgem Maria era mergulhado uma quantidade x de vezes -e isso se fosse inverno, porque no verão a pena era outra.

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Outro monumento da praça é um pouco mais recente e homenageia os mortos no bombardeio da Primeira Guerra Mundial.

The Austrian air-raid on Verona, death and destruction by bomb in the Piazza delle Erbe

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Saber o significado e um pouquinho da historia dos elementos da cidade traz um novo olhar para o turista, mas outros sentidos precisam ser atendidos, como o paladar. Escolhemos uma mesa ao ar livre no Caffe Dante, na praça ali pertinho, a dei Signori, a respeito da qual falarei no próximo post sobre Verona. Já ouvi muito brasileiro dizer que a pizza boa é a brasileira e não a italiana. Bem, gosto é gosto…

verona

O serviço foi um pouco lento porque os atendentes estavam assistindo a uma partida de futebol da Eurocopa, Itália e Bélgica. Como boa brasileira, entendi. Deu Itália (2 X 0) e deu pizza. Todo mundo ficou feliz.

No próximo post, descrevo o roteiro de um dia inteiro em Verona, com mapinha e tudo!

Acesse a página índice da Itália para ler tudo o que já publiquei (e publicarei) sobre o país de meus antepassados.

verona piazza delle erbe

Conexão longa em Lisboa

Vez ou outra publico na página do FB mensagens engraçadas, do tipo: “Você trabalha com que? Trabalho com vontade de viajar” ou “Dinheiro não traz felicidade, mas te leva pra sofrer em Praga”, (Se você também se identifica com elas, compilei várias neste post). Também vejo vários comentários de blogueiros dizendo que mal retornamos de uma viagem já estamos pensando na próxima. Eu estava de volta a SP, onde moro, há apenas 20 dias, já com nova viagem dali a 60 dias e não resisti a uma promoção da TAP, comprando um voo para Milão datado 11 meses adiante, sem saber exatamente para onde iria, seguindo a lógica de que estando no Norte da Itália muitos lugares podem ser alcançados de trem.Lisboa

Acontece que tinha uma Lisboa no caminho. No caminho, tinha uma Lisboa, cidade que eu ainda não conhecia, e então escolhi o voo com a conexão diurna mais longa, para dar uma voltinha em solo lusitano.

De 2014 para trás eu costumava escolher voos diretos, mas nas últimas viagens tenho aproveitado conexões longas para conhecer ou revisitar uma cidade. Você não paga nada a mais por isso, só chega a seu destino um pouco mais tarde, mas para mim é um bônus que vale muito a pena. Eu já escrevi dicas para aproveitar conexões longas em Roteiro de 4 Horas em Munique e também já falei sobre Conexão em Buenos Aires. O termo conexão longa é muito relativo, pois dependendo da cidade você pode ter apenas 5 horas de conexão e ainda assim conseguir fazer algo, ao passo que 10 horas em Nova Iorque, por exemplo, podem não ser suficientes para ir à cidade, por causa das longas filas na imigração e do trânsito. Então pesquise em blogs e fóruns de viagem antes de comprar sua passagem. Também tem o stopover, quando você pode passar uma ou duas noites na cidade de conexão sem custo extra no bilhete. Isso é muito bom, não? ainda não fiz, porque sempre disponho de pouco tempo e dou preferência para o lugar que realmente quero conhecer…

E agora compartilho o meu roteiro de algumas horas em Lisboa dentro das 10 de intervalo entre voos, além de dicas.

O aeroporto
O aeroporto

Como Chegar do Aeroporto ao Centro de Lisboa
O aeroporto fica dentro da cidade, a 7 km do centro, o que rende pontos positivos para aproveitar a conexão e há duas opções de transporte público: metrô ou ônibus.

O metrô que serve o aeroporto é da linha vermelha e dependendo do seu destino será preciso fazer conexão para outra linha, mas leva cerca de 45 minutos para estar nos pontos turísticos.

Eu preferi pegar o Aerobus, que fica logo na saída do desembarque, e acho que levou tempo similar ao metrô, não me preocupei em marcar o tempo, pois fui sentindo a cidade da janela como quem come um lanche de fast food, porque não teria muito tempo para saborear suas delícias. Ao pé da letra, rolou bacalhau e pastel de clara, claro.

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Os preços você pode ver na foto acima. Eu comprei o bilhete ida e volta, mas me arrependi porque fiquei bem uns 25 minutos esperando no ponto do Rossio para voltar ao aeroporto. Parece bobagem, mas no final de uma viagem-maratona de 10 dias onde passei praticamente uma noite em cada cidade, você não tem muito pique para aproveitar a conexão, então se possível faça isso no voo de chegada, quando você está cheia de gás e entusiasmo.

Tinha sido uma viagem intensa, em duas regiões muito diferentes e que me tomaram bastante tempo para planejar: Toscana e Alpes, além de cidades como Veneza, Verona e Trento. Pobre Lisboa, só lhe sobrou uma lista de lugares para conhecer, sem qualquer indicação de restaurante ou como se locomover. Mas deve ser assim que muita gente viaja, blogueiro é que quer esmiuçar tudo e já conhecer antes de estar lá! Mas agora, escrevendo este post, percebo o quanto perdi – e o quanto aprendi depois da visita. Tá valendo, né?

Vi pela janela praças e grandes alamedas arborizadas e calçadas com pedras ‘portuguesas’ fazendo mosaicos em arabescos. Vi casas lindas que provavelmente pertenceram a famílias abastadas de outras épocas, mas que hoje precisam de restauro. Diferente de outras capitais europeías, o novo e o antigo se misturam, mas da janelinha do ônibus não consegui descobrir se isso foi bom ou ruim para Lisboa.

Saltamos do ônibus no Rossio, a região da Lisboa planejada pós-terremoto de 1775, e fomos direto para um restaurante com mesas na calçada na Praça D. Pedro IV/Rossio, onde fiquei observando as semelhanças nas feições dos portugueses com os brasileiros. Mas depois vi que eram tantos brasileiros em Lisboa que achei o jogo uma perda de tempo. Identidade maior encontrei no calçamento de pedras – portuguesas, ora pois – estilo Copacabana ali na praça do Rossio.

A Praça do Rossio vista do Elevador
A Praça do Rossio vista do Elevador

Disclaimer: 1. Lisboa nunca esteve em minha lista de cidades para conhecer, por isso uma conexão veio a calhar. 2. embora só tenha passado algumas horas na cidade, também passei poucas horas em tantas outras cidades da Europa, então acredito que caiba a comparação, sim. 3. aqui no blog você vai encontrar sinceridade quanto a tudo o que visito e faço, sem intenção de ofender ninguém. Se você é apaixonado por Lisboa, desculpe, eu não sou.

Bem, dito isto, continuo meu relato. Depois do almoço sem pressa, caminhamos pela Rua do Carmo, que tem lojas locais e de redes como H&M e Zara, em direção ao Elevador Santa Justa. E aí começou meu estranhamento, quer dizer, a confirmação de minhas suspeitas sobre Lisboa. Não havia uma bilheteria para comprar ingressos, apenas uma placa informando preços e horários. O acesso ao elevador tinha as paredes descascadas e sujas e mais lembrava um corredor de penitenciária do que de uma atração turística e histórica. Veja com seus olhos:

Acesso ao Elevador
Acesso ao Elevador

Uma fila formada na calçada indicava que era só esperar, eu achei. Então apareceu a funcionária e a fila andou e descobri que era só pagar para ela. A funcionária recebe o dinheiro, dá o troco, orienta os turistas, destranca a porta para o elevador, coloca todos pra dentro, tranca a porta e opera o elevador e tudo isso significa filas e espera maiores…atrações em Lisboa

O Tejo visto do Elevador
O Tejo visto do Elevador

Lisboa o que fazer em conexão

O elevador foi inaugurado no início do século 2o. Construído em ferro todo trabalhado, é uma bela obra e a vista que se tem é melhor ainda! Vê-se as camadas de verde do rio Tejo, o Castelo de São Jorge, o Rossio e a Igreja do Convento do Carmo, que fica no mesmo nível do alto do elevador.  Nós não fomos e me arrependi, mas vale aproveitar a proximidade e visitar o Convento, que marca o terrível terremoto de 1755 que destruiu quase toda a cidade. Os arcos da igreja não sustentam o teto, mas são molduras para o céu, ótimo para fotos!

As ruínas da Igreja do Convento
As ruínas da Igreja do Convento. Foto de Bert K.

Convento Igreja Lisboa

Caminhamos em direção à Praça do Comércio, que estava parcialmente “interditada” com uma grande área cercada com telão para assistir aos jogos da Eurocopa 2016. A praça é uma das maiores da Europa e sediava o palácio real até que o terremoto levou tudo ao chão. O Arco da Rua Augusta que fica ali, todos os edifícios, assim como a estátua de D. José I, foram construídos depois do terremoto e subsequentes tsunami  e incêncios (era dia de todos os santos e velas acesas não faltavam, o que agravou o quadro), junto com toda a reurbanização de Lisboa no projeto do Marquês de Pombal, com rede de esgoto, ruas largas e quarteirões paralelos. No Museu de Lisboa, que fica ali na praça, você pode aprender mais sobre como era a cidade antes do terremoto histórico e devastador. Assisti a um vídeo no Youtube sobre o terremoto de Lisboa bem educativo e divertido onde soube que a reconstrução só começou 3 anos depois do acontecimento e deu origem a barracos de madeira – olha a favela aí, gente! O Brasil foi o grande financiador da reconstrução – Olha o nosso ouro aí, gente!Lisboa Arco da Augusta

conexão em Lisboa
O Arco do Triunfo lusitano

Hoje, ministérios e outros edifícios governamentais ladeiam a praça com vista para o Tejo e dá pra imaginar as grandes embarcações aportando ali nos séculos passados. À direita do arco, fica o bar mais antigo da cidade e que era frequentado por Fernando Pessoa, o Martinho da Arcada.

Dali tomamos o bonde 28, bonde de linha mas que passa por vários pontos turísticos de Lisboa – e estava completamente lotado! O ingresso você paga para o próprio condutor. O ideal é pegá-no ponto final, na Praça Martin Moniz, mas é claro que eu não sabia disso… Aliás, minha ida a Lisboa foi a prova do quanto se perde se não se planeja.

Além do 28, há bondes turísticos da empresa Yellow Bus, que também oferecem passeios de barco e nos ônibus de dois andares. Preços a partir de € 19 (período de 24 horas) com acesso gratuito ao Elevador Santa Justa, Aerobus e bondes de linha.Lisboa conexão aeroporto

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Depois do Miradouro das Portas do Sol, o bonde esvaziou. Eu estava tão cansada que não tive energia para descer em nenhum ponto e finalmente sentei-me e pude observar as casas azulejadas da janelinha, desejando estar a pé – e com energia – para fotografar os lindos detalhes das luminárias, janelas e fachadas.untitled-53-copia

Quando o bonde chegou ao ponto final, não tínhamos a menor ideia de onde estávamos e depois de nos informarmos, soubemos que estávamos perto do Rossio, de novo! Caminhamos até a Praça da Figueira para comer pastel de clara na tradicional Confeitaria Nacional.

A Confeitaria Nacional
A Confeitaria Nacional

Depois disso, minha amiga foi pra seu hotel e eu vaguei pelas ruas, entrando nas lojinhas de suvenires (baratíssimos perto dos preços de outras cidades europeias), mas o cansaço venceu e fui pro aeroporto. Minha eurotrip 2016 chegava ao fim e deixei Lisboa com a certeza de que preciso aproveitar outra chance para conhecê-la melhor.

Se você dispõe de mais tempo, uma opção legal para quem está com crianças ou curte bichos e/ou vida marinha é conhecer o Oceanário de Lisboa, eleito como o melhor do mundo. Quem visitou e deixa dicas práticas e imagens lindas é a Ana Carolina do blog Vamos por Aí.

Nas pegadas de Harry Potter

Não sou grande fã da série Harry Potter, mas li o primeiro livro no original, pensando em inspirar minha filha. Não chega a ter sido um sacrifício, sempre me interessei por historias de bruxas, magos e feitiços e tinha esperança que ela também se entusiasmasse com este mundo… uh… mágico, mas não rolou. Gostei da narrativa e dos personagens e confesso que precisaria ler os demais para poder dizer se gosto ou não da série. Só posso dizer que gosto do primeiro livro, do primeiro filme e que me diverti horrores em Orlando, no Islands of Adventure, onde foi montado o The Wizzarding World of Harry Potter (ainda não voltei a Orlando depois da inauguração de outra atração dos bruxinhos no parque ao lado, o Universal Studios, mas escrevi a respeito neste post). De qualquer forma, J.K. Rowling tem o mérito de levar aos livros uma geração de crianças e adolescentes habituada a passar horas em frente a computadores. E este não é um feito pequeno!

O Hogwarts Express em Hogsmeade, quer dizer, na Universal em Orlando
O Hogwarts Express em Hogsmeade, quer dizer, na Universal em Orlando

Onde encontrar traços – fictícios ou reais – que serviram de inspiração ou que foram inspirados nesses bruxinhos? Reuni neste post a resposta para esta pergunta organizada por países ou regiões. O que, você não é fã da série? E daí?, os lugares são lindos e a farra é garantida mesmo para quem não curte muito.

Estados Unidos

Além dos parques da Universal Studios em Orlando e Los Angeles, que têm uma área inteira de atrações, lojas e restaurantes inspirados nos parques:

Hollywood Boulevard, Los Angeles, Califórnia
A estrela do ator principal da série fica pertinho do Chinese Theater, onde você também encontra a impressão de pés e mãos da garotada.

Os bruxinhos mais legais ever
As marcas dos bruxinhos mais legais ever

Walk of Fame Hollywood Harry Potter

Ainda em Hollywood, desta vez nos Estúdios da Warner, que embora não seja um parque de diversões como a Universal tem um tour de domingo a domingo pelos estúdios onde a coisa real acontece e uma exposição com objetos e vestuário do filme (leia post sobre minha visita

A que Casa você pertence?
A que Casa você pertence?
Harry Potter fans
Entendedores entenderão!

Warner Studios Tour Harry Potter

Inglaterra: Londres

Kings Cross Station – Para chegar a Hogwarts, os bruxinhos precisam tomar o trem na plataforma 9 3/4 e a estação Kings Cross tem até um carrinho, quer dizer, meio carrinho, pois a outra metade está “dentro da parede”. Quem é fã vai e tira a foto empurrando o carrinho sonhando entrar na historia.

Vai a Hogwarts?
Vai a Hogwarts?

Millennium Bridge – Em uma visita a Londres é bem provável que você atravesse esta ponte, mas se você for fã, saberá que foi locação para o sexto filme da série.

Piccadilly Circus – Cena do filme Deathly Hallows foi feita numa das áreas mais movimentadas de Londres, a Broadway deles. Veja no YouTube como foi a filmagem.

Warner Brothers Studio Tour – Não fui ao Tour em Londres, mas me parece que lá é mais recheado de atividades para Potter’s fans do que em Los Angeles. Mais informações no site da Warner.

Regent’s Park, London Zoo’s Reptile House, onde Harry apronta com o primo, percebendo que seus poderes estão aumentando.

E ícones londrinos apareceram em A Ordem da Fênix, como o rio ThamesTower Bridge, London Eye, Big Ben, e Palácio de Buckingham.  

Inglaterra: Seaford
Ao Sul de Londres, num bate-volta de 2 horinhas de trem, os fãs podem ficar cara a cara com o penhasco onde as jogadores de Quadribol aterrisaram. E é um lugar muito bonito mesmo para quem não é fã: Seven Sisters Country Park.

Seven Sisters
Seven Sisters

Inglaterra: Northumberland
Como sugere o nome,o condado de Northumberland fica no Norte 
da Inglaterra e lá você encontra o Alnwick Castle, onde aconteceram as cenas de voo em vassoura do primeiro filme e onde Ron e Harry bateram o Ford voador. 

Vai uma partida de Quadribol
Vai uma partida de Quadribol?

Inglaterra: Oxford
A Universidade de Oxford foi usada em várias cenas e o edifício 
belíssimo do século XV, a Divinity School, foi usado como locação para a Hogwarts Infirmary. Neste vídeo você consegue ver bem as grandes janelas, mas não o trabalho delicado e preciso do teto. 

As cenas do refeitório (The Great Hall) também foram rodadas em Oxford, no Hall do Christ Church College, e a escadaria também – mas elas não se movem, claro!

harry potter

O Hall original, em Oxford
O Hall original, em Oxford


Escócia
Pegue o trem Maria-fumaça da West Coast Railways, The Jacobite, mas você não chegará a Hogwarts porque é um trouxa!  😄

harry potter hogwarts

Irlanda
Cliffs of Moher são uma das principais atrações turísticas irlandesas e apareceram no filme Harry Potter e o Príncipe Mestiço.

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Cena tempestuosa do filme, mas ouvi dizer que o clima não é agradável, mesmo no verão

 

Atualização: Quer se hospedar no mundo dos bruxinhos? O B&B Geogian House tem quartos decorados ricamente com o tema, dá uma olhada:

 

E você, lembra de mais alguma referência à série? Deixa aí nos comentários.