Bate-Voltas a partir de Florença ou Siena

Florença é a cidade eleita como base para conhecer a Toscana, mas na minha opinião Siena não deveria perder esta posição. Neste post sugiro bate-voltas para as cidades que você não deve deixar de conhecer na região mais popular da Itália.

toscana bate volta florença
A famosa igrejinha do Vale d Orcia, na Toscana

Começo dizendo que eu não gosto muito de bate-voltas, mas como muita gente tem aversão a mudar de hotel a cada um ou dois dias, Florença pode ser uma boa opção- e Siena uma ótima – para montar base e visitar as cidades mais rurais, muradas e erguidas no alto de colinas, cheias de historia e beleza – e paisagens toscanas dos sonhos!

San Quirino d'Orcia Toscana
San Quirico d’Orcia

Não deixe de ler Florença: guia para planejar sua viagem e Quanto Custa uma Viagem à Toscana, além de outros posts com dicas da Itália

Florença vista da Piazzale Michelangelo, na super foto de Mustang Joe, em Pixabay

Estive três vezes na Toscana, de três maneiras diferentes: em ônibus de excursão, de trem e finalmente de carro. Excursões são bem práticas para quem quer cortar a etapa de planejamento (para mim, é das mais saborosas), mas te engessa em horários e destinos. O trem foi bem tranquilo, mas me limitei a Florença e Siena, com acesso mais fácil de trem. Sem dúvida, o carro foi a melhor forma de viajar pela Toscana. Aluguei em Siena, com a Rentcars, retirando e devolvendo na loja da Hertz, pertinho da estação de trem. A Rentcars é um site de busca de preços e reservas com as maiores locadoras, tendo a vantagem da Rentcars de pagar em reais, ficando livre do IOF, e de parcelar. A assistência já testei e aprovei quando tive um problema no aluguel de carro em Anchorage, Alasca, por isso indico com propriedade e segurança.

carro toscana

Se optar por viajar de carro pela Toscana, leia o post Diringindo na Itália, escrito depois da viagem pela Toscana e Trentino Alto Adige

Bate-voltas a partir de Florença, ao Sul

SIENA – Distante 80 km de Florença (1h30 de trem), Siena tem muitos atrativos para um bate-volta e foi assim que a conheci, mas precisei voltar e passar duas noites lá para realmente senti-la. Além disso, na minha opinião, é melhor base para conhecer a Toscana do que Florença, pela proximidade com o Vale d’Orcia, que personifica o imaginário que fazemos da Toscana: campos de flores, ruas alinhadas por ciprestes, casas medievais de pedra, vinícolas, e as cidades listadas a seguir.

siena bate volta florenca
Um dos cartões postais de Siena: a Torre del Mangia

Confira o Roteiro de 1 Dia em Siena e O que Fazer em Montepulciano aqui no Mulher Casada Viaja

MONTEPULCIANO – Esta foi a primeira cidade pequena da Toscana (de uma porta a outra, tem apenas 1 km) que visitei, saindo de Siena. Se você vai desde Florença, a viagem é mais longa, são 110km, e de transporte público levará pouco mais de 2 horas. Achei a cidade bem mais tranquila que as demais (=menos turistas), e tem edifícios e vistas lindas.

Montepulciano porta al prato
Uma das entgradas para o centro histórico de Montepulciano

PIENZA – Pienza é daquelas cidades bem turísticas, enfeitadas com flores nas janelas, com lojinhas de souvenirs e cafés e restaurantes aconchegantes. Fica a 117 km de Florença e de transporte público também será necessário trem+ônibus, o que consumirá quase 3 horas.

Pienza Toscana
uma das ruas fofas de Pienza

Importante: Não se esqueça de que para viajar pela Europa precisará obrigatoriamente de um seguro viagem. Faça sua cotação com a Mondial Allianz através deste link, pois a parceria que temos oferece desconto aos leitores. O cupom de desconto muda com certa frequência, então é atualizado no post Receita de Viagem – aproveite as dicas de planejamento!

SAN QUIRICO D’ORCIA – Não sei se já te convenci a fazer Siena como base para a Toscana, mas veja só, outra cidade distante 120 km de Florença, mais de 2 horas de transporte público (47km de Siena, 1h20 de transporte público). Eu adorei San Quirico d’Orcia, porque assim como Colle di Val d’Elsa a achei bastante autêntica, sem maquiagem para turistas. 

San Quirino d'Orcia Toscana
jovempratica sbadieratori, espécie de esporte e performance típica local

Informações de o que fazer em Pienza e San Quirino d’Orcia podem ser encontradas em San Quirico d’Orcia e Pienza: Toscaninhas do Vale d’Orcia 

MONTALCINO – Montalcino foi o sonho toscano realizado. Cheguei numa manhã linda, o vale todo coberto por nuvens, a cidade ainda quase vazia. E nos hospedamos num agriturismo, um tipo de B&B muito comum na região, geralmenet em uma fazenda produtora de vinho. Montalcino é muito visitada por apreciadores de vinho, por causa do famoso Brunello, mas a cidade vale o passeio por si só. Acho meio complicado fazer bate-volta até lá a partir de Florença, pois são mais de 3 horas de transporte público e 2 horas de carro (117 km). A partir de Siena cai para 43 km e 1h30 de trem+ônibus. Confira mais abaixo o box com sugestões de excursões saindo e Siena e Florença.

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Montalcino, acima das nuvens

COLLE DI VAL D’ELSA – Esta cidade foi uma surpresa boa do roteiro, porque não é muito conhecida e tive a impressão de estar cercada por moradores, em vez de turistas. A partir de Siena se chega em 40 min de trem ou carro e de Florena em 1 hora ou 1h40 de transporte público.

Veja como foi minha visita a Colle di Val d’Elsa em
Boa Parada entre Florença e Siena

Colle di Val d'Elsa atrações
Muralha em Colle di Val d’Elsa

SAN GIMIGNANO – conhecida como a Manhattan medieval, por causa de suas altas torres, é das cidades mais conhecidas da Toscana. Tem muitas lojas de souvenirs, mas procure as mais originais, de louças pintadas. Quando estive lá, parecia Manhattan, mesmo: entupida de gente! A partir de Florença são 62 km e chega-se em 1h30 (trem+ônibus). É dos poucos bate-voltas que não fazem diferença em termos de distância, seja de Siena ou Florença.

Toscana San Gimignano
San Gimignano

CORTONA – Não consegui chegar a Cortona por falta de tempo, mas é a cidade onde a escritora americana se estabeleceu e rendeu o livro/filme Sob o Sol de Toscana. São 2h10 a partir de Siena em trem+ônibus ou apenas 1h de carro. A partir de Florença são 120km, vencidos em 1h40 (trem+ônibus).

Excursões com guia saindo de Florença e Siena

Se preferir se juntar a um grupo com guia local, há várias excursões partindo de Florença ou Siena, comercializadas pelo site Get Your Guide, com quem o Mulher Casada Viaja tem parceria. Confira algumas delas:
Excursão Guiada em San Gimignano, Siena e Chianti
passeio de Fiat 500 vintage, com café da manhã
excursão a Pisa com guia, com entrada para a Torre e Catedral
excursão a Assis e Cortona, saindo de Florença
excursão a Cortona e Montepulciano, saindo de Florença
degustação de vinho em Montalcino, saindo de Siena
degustação de vinho em Montalcino, Pienza e Montepulciano, saindo de Florença
Vale de Orcia-Excursão de Degustação de Queijos e Vinhos

Bate-voltas a partir de Florença, a Oeste

PISA – Apenas 1 hora de trem ou carro separa Florença de Pisa, o que a torna uma ótima opção de bate-volta. Você pode comprar os bilhetes antecipadamente pela Trenitalia ou no momento do embarque na Estação SM Novella. Quando fui, estava de excursão e fiz apenas o básico, a foto segurando a Torre passeei pela Piazza dei Miracoli, onde ficam a Catedral, a torre inclinada e o Battistero. 

Pisa, claro

LUCCA – Se você aproveitar o mesmo dia da visita a Pisa, em 30 minutos de trem regional chegará à estação Lucca.

Como fui há muito tempo, não escrevi sobre Pisa e Lucca, mas a Analuiza do blog Espiando pelo Mundo fez bate-voltas a partir de Florença, confira nos links acima

Bate-voltas a partir de Florença, ao Norte

BOLONHA – Localizada na região vizinha, Emilia Romagna, Bolonha é uma cidade grande, universitária, e acredito ser uma boa base para conhecer cidades mais ao norte, como Módena, Parma, Ravena, mas se você estiver com tempo restrito, o trem rápido te levará em 35 minutos a partir de Florença. 

A Marcela do Diário  de um Navegador escreveu
O que Fazer em Bolonha, confira suas dicas

Bolonha em foto de Cristina Lama, Pixabay

Há muitas outras opções de cidades para visitar na Toscana, mas acredito ter coberto as principais, seja para bate-voltas a partir de Florença ou Siena, seja para esticar a viagem, como eu prefiro fazer, nem que leve ‘vida de cigano’, como reclama meu marido, ficando uma ou duas noites em cada cidade.

Confira as sugestões já publicadas aqui no Mulher Casada Viaja
de bate-voltas a partir de outras cidades: 
Salzburgo
Santiago do Chile 
Nova Iorque
Milão
Paris
Munique

Gostou das dicas? Se tiver alguma pergunta, deixe nos comentários que terei prazer em ajudar.

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Que a Toscana te seja leve, como os melhores sonhos. Beijinhos

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Florença: Jardim Boboli e Palazzo Pitti

O Palazzo Pitti visto de seu "quintal"
O Palazzo Pitti visto de seu “quintal”, onde tem até obelisco egípcio

Mi dispiace, mas Palazzo Pitti não tem nada a ver com Brad Pitt, meninas. Mas outros nomes de peso e tão dramáticos quanto produções hollywoodianas envolvem a historia deste palácio de Florença: a própria família Pitti, que o construiu para rivalizar com os Médici (se você não se lembra deles das aulas de História ou de Arte, aposto que não vai esquecê-los depois de visitar Florença), que depois de falidos tiveram o edifício adquirido pela esposa de Cosimo I de Médici, em 1550. E aí a Granero entrou em ação e o Palazzo Vecchio perdeu o posto de residência oficial da família. E como a vida é feita de ciclos, também chegou a vez de os Médici dizerem adeus e o Palácio Pitti virou a residência dos Lorena e depois dos Sabóia. O palácio é hoje um complexo de museus e jardins – o conhecido Jardim Boboli, sobre o qual falarei mais adiante – e fica pertinho da Ponte Vecchio.

Agora, olha que legal: sabe o que é corredor vasariano? Existe um ligando o Castelo Sant’Angelo à São Pedro, em Roma e existe um em Florença, ligando o Palácio Vecchio ao Pitti – e que pode ser visitado! Esses corredores elevados eram construídos para que o monarca pudesse se deslocar de um ponto a outro em segurança. Se você já esteve em Florença notou as janelinhas acima da ponte Vecchio, não é?

O corredor Vasariano
O corredor Vasariano

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Museus do Palácio Pitti
É preciso visitar o complexo Pitti em mais de um dia, se quiser ver todos os museus e conhecer os jardins. Para quem não dispõe desse tempo todo – mesmo porque há tantos outros museus em Florença – sugiro que escolha os de seu interesse.

O ingresso que compramos (€10 em maio/15) incluiu acesso aos seguintes espaços e sobre os quais falarei mais abaixo:

  • Jardins de Boboli
  • Museu da Prata
  • Museu do Vestuário
  • Museu da Porcelana

Mas ainda tem:
– Galeria Palatina: arte dos séculos XVI e XVII
– Galeria de Arte Moderna Italiana: pintura e escultura do final do século XVIII ao fim da primeira guerra mundial.
– Aposentos Reais: salas ricamente decoradas com mobiliário, pinturas e tapeçaria do período dos Savoy.
– Museu da Carruagem (fechado para reforma)

Localização
Piazza de’ Pitti 1, do lado oposto do rio Arno ao Duomo, Uffizi, Galleria, etc.

Os Jardins de Boboli
Eu visitei o complexo com meus pais, em nossa última manhã em Florença, pois achei uma boa opção para sair do muvucado centro histórico e do sol de maio, dois elementos que cansam ainda mais os idosos. Chegamos bem cedo e compramos os ingressos na hora, sem filas. Eu não tinha feito minha lição de casa e não sabia o que esperar do palácio, pois meu interesse maior eram os jardins (meus pais não têm muita paciência para museus). Talvez por isso me surpreendi positivamente com o acervo dos museus que visitei- e me decepcionei com os jardins, cuja manutenção estava muito aquém de outros palácios que visitei na França e Áustria.

folheto e ingresso do Pitti
folheto e ingresso do Pitti

Ao comprar o ingresso (€10) na entrada do palácio, recebemos um folheto com o regulamento de visitação, em vez de um mapa ou guia, o que achei bem estranho. Nosso tipo de ingresso não dava acesso aos aposentos reais e à Galeria Palatina ou de Arte Moderna. Seguimos diretamente para os jardins.    Além de canteiros, árvores e plantas, elementos arquitetônicos como escadarias, fontes e estátuas adornam os Jardins de Boboli. Fiquei impressionada com o estado dos jardins: quase não havia flores (estávamos em maio, primavera!) e até a fonte Netuno (Fontana della Forchetta) estava coberta por mato e desativada.

A fonte de Netuno
A fonte de Netuno: mato verde e seco e maquinário desligado

Boboli Jardim Pitti

Dos lugares em que passeamos, o único jardim com flores era o de frente ao Museu da Porcelana, que é pequeno e não me interessou muito, mas tem uma vista magnífica da região e é a cara da Toscana.

O jardim em frente ao Museu da Porcelana
O jardim em frente ao Museu da Porcelana

Ao fundo, o Museu da Porcelana
Ao fundo, o Museu da Porcelana

Alessandra Griffo, Arte Historiadora e diretora dos Jardins, conta que no século XX cerca de 20 jardineiros prestavam serviços ali – hoje são apenas 5, segundo informação que li no livro disponível no quarto do hotel em que fiquei. As espécies plantadas são as mesmas escolhidas na época da idealização dos Boboli em 1549, com o intuito de preservar a historia. Dizem que o Boboli está para a história da jardinagem assim como o Uffizi está para a historia da Arte. Por isso, mesmo que o estado dos jardins não seja assim uma Brastemp, eu ainda sugiro uma visita.

Um dos cantos lindos dos Jardins
Um dos cantos lindos dos Jardins

Jardins Boboli Florença
Os jardins têm estátuas romanas e dos séculos 17 e 18 no Passeio

Jardins Boboli Florença

Há algumas placas indicativas de áreas importantes do jardim, mas elas não informam distâncias (algo importante para quem está com idosos ou mesmo quem tem tempo apertado), então acabamos por explorar apenas a área imediatamente atrás do palácio, sem visitar o que se encontra à direita, como você pode ver no mapa abaixo. Em minha pesquisa, notei que alguns museus de uma planta estavam diferentes da posição em outra. Que eu me lembre, o museu da porcelana, por exemplo, ficava no número 7, mas minha memória pode estar me enganando.

jd boboli c legenda

Museu do Vestuário
Depois de sairmos dos jardins, voltamos ao palácio e visitamos o Museu do Vestuário, que existe desde 1983 no Palacete Meridiano (Palazzina della Meridiana) e conta a historia da moda ao longo dos séculos. Estilistas como Valentinio, Versace, Armani e Saint Laurent estão representados, então,  se você gosta de moda, não perca. Se não gosta e tem tempo, vá também, pois está incluso no ingresso e não é um museu tão grande ou cansativo.

Traje pertencente a um membro dos Médici
Traje pertencente a um membro dos Médici

Um pouco mais contemporâneo
Um pouco mais contemporâneo

Como meus pais estavam cansados, levei-os para o pátio do Palácio, onde tem um agradável café. Eles voltaram ao hotel, mas eu ainda não estava satisfeita (quando estou em se tratando de viagem?) e prometi que em meia horinha os encontraria lá para almoçarmos e pegarmos o trem para Roma. Foi então que vi a Gruta.

Pátio do Palácio Pitti
Pátio do Palácio Pitti

A gruta
A gruta

Museu da Prata
Eu pensei que fosse um… museu da prata, mas acho que prata aqui significa riqueza. A coleção tem  objetos belíssimos e interessantes, que merece uma visitar muuuito maior do que apenas os 30 minutos de que eu dispunha. Então eu literalmente corri para ver um pouco de tudo. OK, tem objetos de prata, mas tem cristal, porcelana, camafeus, armas, objetos de marfim, esses retratos fotos em miniatura (acho que eram o 3X4 da época).
palácio Pitti Florença

Objetos de marfim
Objetos de marfim

O museu tem 14 salas no piso térreo e 13 no mezanino. Os afrescos são do século XVII, mas a sala da foto abaixo me impressionou pela pintura: as escadarias e sacadas não são reais, mas ilusão de ótica da técnica trompe l’oeil. Demais, não?

Palazzo Pitti firenze

Como o museu fica num antigo palácio, algumas salas são ricamente decoradas:

Sala do Museu da Prata, Palácio Pitti
Sala do Museu da Prata, Palácio Pitti

Claro que ao voltar ao hotel o tempo para o almoço antes do trem para Roma foi reduzido, mas valeu!

 

10 Coisas Gratuitas para Fazer em Florença

Ah, todo mundo gosta deste tipo de post, né?
O Skyscanner, ferramenta de busca de passagens aéreas que mantém uma página no Facebook e um site com dicas de viagem, também gosta. Tanto que me convidou para escrever este post, meu primeiro da blogosfera.

Então tomem nota, quer dizer, salvem estas informações porque…

HÁ 10 COISAS PARA FAZER EM FLORENÇA SEM GASTAR SEUS EURO$$$

Florença está para Arte assim como Roma está para História e Veneza para romance. Não que falte cada um desses elementos nessas encantadoras cidades italianas, claro. Mas Florença foi o berço do Renascimento e então governada pela família Médici, grandes mecenas (lembram-se das aulas de História?) que patrocinaram entre tantos artistas o grande Michelangelo. Muitas obras estão na magnífica Galleria degli Uffizi, mas o Impressionante Davi te aguarda no museu Accademia. Museus e algumas igrejas não são gratuitos, mas a maioria das atrações é, então aproveite e boa Florença para você!

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Ponte Vecchio. Não há muitas dessas ainda em pé na Europa, ou seja, pontes que sustentam – ou ostentam – construções. É a mais antiga das seis outras pontes de Florença e originalmente ela tinha cinco arcos (hoje são três). Dá encantamento ver as joalheiras ao longo da ponte, com suas espessas “janelas” de madeira com trancas e cadeados. Essas joalherias estão lá desde o século XV, quando substituíram as peixarias e açougues devido ao mau cheiro. Atravesse-a, fotografe-se com ela ao fundo, a partir das pontes vizinhas. Fotografe-a duplicada sobre as águas do Arno. De dia e de noite, mas sobretudo no por-do-sol.

Florença roteiro

517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5A Piazza dela Signoria, construída no século XIII no lugar de torres de famílias poderosas e até de uma igreja, abriga importantes edifícios medievais, como a Loggia dela Signoria e o Palazzo degli Uffizi. Entre 1400 e 1500, era local de festividades e torneios, mas desde o século XVI é o museu a céu aberto que se vê hoje, com esculturas de bronze e mármore, a fonte Ammannati, uma cópia do Davi de Michelangelo. Sabe quando você encontra um amigo antigo e não quer que o encontro acabe? Eu me senti assim ali na praça.

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517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5Loggia del Mercato Nuovo e o Porcellino  – me parece um javali, não um leitão!
O espaço que abriga a feira que hoje vende produtos variados (bolsas de couro, mulheres!) existe desde o século XVI, onde se comercializavam seda e outros objetos preciosos, veja só. Mas o pessoal visita a feira principalmente por causa da fonte do porcellino. Claro, muitas cidades guardam uma superstição que convida o visitante a tocar numa escultura para trazer-lhe boa sorte e Florença tem a sua tradição: esfregue o nariz do javali e volte a Florença! Se você achar uma bobagem, faça assim mesmo, pela tradição.

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517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5Piazzale Michelangelo é mais que uma praça, é um mirante, pois fica no alto da colina e traz uma vista linda da cidade. Uma réplica do Davi está lá, observando-a.

Florença

517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5Mercados. Comprinhas para o corpo e a alma. OK, não é exatamente de graça, mas pode ser se você resistir. O mais famoso: Mercato San Lorenzo (Piazza S. Lorenzo até Via Ariento) – artigos de couro, suvenires, alimentos.

517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5Tours a pé, um com ênfase no Renascimento, outro nos Médice. Saídas diárias em
frente à Basílica Santa Maria Novella. Mais informações aqui 

517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5Praças. Cada praça guarda esculturas, arquitetura, gente circulando. Não é uma atração das boas?

o que fazer em Florença
Parte do grupo em excursão de 2013 pela Itália

517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5Cansou do agito de turistas e filas? O verde é sempre relaxante! Florença tem parques e jardins gratuitos como o Garden of Cascine, às margens do Rio Arno.

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A Catedral (Duomo) Santa Maria Del Fiori começou a ser erguida no final do século XIII é a terceira maior igreja do mundo (atrás apenas da São Pedro de Roma e da São Paulo de Londres), mas era a maior do mundo quando sua construção chegou ao fim, no século XV. Além da grandiosidade métrica, a arquitetônica e artística também merecem destaque.

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517dcfa31ef15a15fc7a2f2bf7a084b5Basílica Santa Maria Novella. Embora carregue o nome de nova (novella), a construção desta igreja também teve início no século XIII. Sua fachada é ricamente trabalhada em mármore, como a catedral, mas não deixe de dar a volta nela para ver os tijolos aparentes, assim como do campanário.

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