Veneza bairro a bairro – San Marco: o que fazer

Andar de gôndola, passear na Piazza San Marco, visitar a Basílica, mas tem mais, muito mais, então confira o que fazer no mais famoso e antigo e turistico bairro de Veneza, São Marcos.

Veneza_gondola_pontos_turísticos

Continuar lendo

Anúncios

Veneza: Como Chegar

veneza como chegar

Este post faz parte do Guia de Veneza e como existem várias opções de como chegar às ilhas e depois ao seu hotel, o item Como Chegar Lá, presente na maioria dos guias que publico aqui no Mulher Casada Viaja, mereceu um post só para ele, veja só. Então aproveite as dicas no planejamento de sua viagem a Veneza. Se você ainda não vai, leia mesmo assim, pois é conhecendo que plantamos a sementinha e o querer vira realidade.

O Aeroporto Marco Polo fica a 14 km de Veneza, no continente, e a estação de trem já fica em Veneza. A estrada principal passa pertinho, mas tem um detalhe: motorização em Veneza, só sobre as águas. Então escolha como chegar para que sua viagem não comece em perrengue. Os valores foram pesquisados em Abril/2015. Vamos às dicas!

O TRANPORTE URBANO EM VENEZA

  • Ônibus urbano ou coletivo = Vaporettos, operados pela ACTV
  • Taxi = Watertaxis ou aquataxis. Levam em média até 10 pessoas
  • Allilaguna = empresa privada que oferece linhas provenientes do Aeroporto Marco Polo a Veneza.
  • Tragheto: gôndola para atravessar o Grande Canal, sem decoração ou gondoleiro cantante. É usada por moradores, que vão em pé.

    o traghetto
    o traghetto

Leia no post Veneza: guia para planejar sua viagem sobre gôndolas e traghettos.

✈ CHEGANDO DE AVIÃO

A partir do Aeroporto Marco Polo, você pode optar por:

1. tomar um ônibus. Compre um bilhete (€ 6), nas máquinas azuis próximas à área de retirada de bagagem ou no saguão de desembarque. Se estiver indo a Veneza, procure pelo ônibus “P.le Roma”, linha 5, que chega a Veneza em 20 minutos.

Que achado essa imagem!
Croqui de sua chegada pelo Aeroporto Marco Polo

Também se pode comprar no guichê da Hellovenezia um bilhete Ônibus+Vaporetto (Aerobus), que levará 90 minutos (Vaporetos são bem lentos, mas já é um passeio) e custará €12.00. Se estiver indo a Mestre, use as linhas 4, 15 e 45. Em ambos os casos, valide seu bilhete na máquina amarela próxima ao ponto de ônibus e na plataforma do Vaporetti.

 2. Alilaguna é uma empresa que tem 5 linhas de barcos ligando o aeroporto a Veneza. Você pode comprar os ingressos on line  ou no saguão de chegada do aeroporto, que foi como eu fiz. O trajeto de ida e volta aeroporto-Veneza custa  €27 (no site, €25) e só ida € 15 (no site, €14).
As linhas de transporte público que servem Veneza
O balcão de vendas de bilhetes no Marco Polo
O balcão de vendas de bilhetes no Marco Polo
indicação na saída do saguão do aeroporto
indicação na saída do saguão do aeroporto
O caminho até o atracadouro é longo, mas chega!
O caminho até o atracadouro é longo, mas chega!
Veneza como chegar
A embarcação da Allilaguna
O atendimento no guichê de compra de bilhete (eu não tinha reserva) foi rápido e eficiente. Logo na saída do saguão do aeroporto há várias placas indicando o caminho para os barcos, seja watertaxis ou vaporettos. Leva uns 10 a 15 minutos para se chegar ao ponto de partida e todo caminho é coberto com policarbonato, o que aumenta a temperatura em dias quentes. Achei estranho as pessoas terem de esperar no cais sendo que o barco estava ancorado e vazio. O sol estava muito quente e nós tínhamos corrido muito para chegar até ali com medo de perder o barco (o intervalo entre eles é de 30 min, se não me engano). Os poucos bancos, ao sol, estavam ocupados. Olhei para meus pais de 76 anos, visivelmente cansados e incomodados com o sol, e conversei com o funcionário que nos permitiu embarcar imediatamente. Precisa pedir? É, precisa.

🚅 CHEGANDO DE TREM
ferrovia_definitivo
O Croqui da Estação Santa Lucia, em Veneza

A  estação Santa Lucia fica em Veneza. A partir dela, fica mais fácil chegar aos arredores da Praça de São Marcos ou mesmo a Rialto. As plataformas dos barcos ACTV (serviço público de  transporte, os genéricos vaporettos) ficam a 50 metros da saída da estação ferroviária e cada plataforma destina-se a uma linha:

  • Plataforma E: linha 1, cuja viagem pelo Grande Canal e S. Marcos termina em Lido e leva 1 hora.
  • Plataforma D: linhas circulares 4.1, 5.1 (via Giudecca Canal) e 3 para Murano.
  • Plataforma B: linha 2. Parte o vaporetto que passa pelo Grande Canal em direção a Rialto e São Marcos e, no verão, a Lido.
  • Plataforma C:  Segue pelo Canal Giudecca até São Marcos. Ambas oferecem serviço N (noturno), da 0h00 às 4h47.
  • Plataforma A: linhas circulares 4.2, 5.2 e 3, que passam por partes variadas da cidade até a ilha de Murano, onde a linha 4.1 pode ser tomada para ir a Burano, Torcello e Sant’Erasmo. A linha 5.2 vai até Lido.

O bilhete custa €7 e pode ser usado em todas as linhas da ACTV. Malas estão inclusas no preço, mas não podem ultrapassar 150 cm (somados os 3 lados), embora ninguém tenha conferido isso no nosso embarque na volta.  Você pode comprar um passe para utilizar em várias viagens. Não há espaço especial para malas e se o barco estiver cheio elas incomodam bastante. Eu cheguei tão em cima da hora de pegar o trem para Florença que não deu nem tempo de tirar foto da estação para postar aqui.  Mas a foto abaixo é dos meus pais no vaporetto, a caminho da estação. Era uma segunda-feira e a maioria dos passageiros era de crianças indo à escola e pessoas a caminho do trabalho.

Entre os locais!
Entre os locais!
Acho que só blogueiro tira foto até de placa de estrada...
Acho que só blogueiro tira foto até de placa de estrada…

 🚙 CHEGANDO DE CARRO
Você está vindo maravilhado da Toscana ou quem sabe de Milão ou dos Alpes. Valeu a pena alugar um carro, mas agora lembre-se de que eles não circulam em Veneza e você terá de deixar o seu em um estacionamento. Em Veneza, como tudo, o custo é alto, então se sugere deixar o carro em Mestre e pegar trem ou ônibus para ir a Veneza. Se quiser levar o carro para Veneza, o único acesso viário é a ponte Dela Libertá e você chegará sem outra opção à Piazzale Roma, praça que serve como terminal de ônibus e rotatória, porque é o único local onde carros são permitidos. O estacionamento público na Piazzale Roma custa €26–€29 (dependendo do tamanho do veículo) por dia e em S Giuliano, em Mestre, €5.

🚤 CHEGANDO EM GRANDE ESTILO
Chegue a Veneza de limusine! Bem, não é sobre rodas, mas em lanchas rápidas chamadas watertaxis, igual você viu nos filmes, que deixam a mocinha na porta do hotel, à beira do canal. Custa a partir de €100. Se você tiver um grupo grande para dividir a facada, pode valer a pena mesmo se você for um reles viajante como eu e não a mocinha do filme. Cada lancha comporta em média 10 pessoas e leva metade do tempo que os vaporettos levam, ou seja, 30 minutos. Talvez seja essa a desvantagem: são rápidas. Pra que a pressa se você pode vagarosamente apreciar os edifícios históricos dos canais, as embarcações inusitadas, que vão de bombeiros a barcos fúnebres.

vaporetto
à esquerda, um “ponto” de vaporetto

💵 COMPRANDO BILHETES ON LINE

  • Pelo website oficial da Alilaguna, que liga a Veneza turística ao aeroporto.
  • A VeniceLink vende traslados compartilhados e privados em watertaxis e em barcos maiores, além de excursões e ingressos do Alilaguna.
  • Consorzio Motoscafi  vende passagens de watertaxi.

AS LINHAS DE VAPORETTO
Clique sobre a imagem para ampliá-la.

trasporti_linee_navigazione_ACTV

O
O “ponto” de vaporetto em San Marco, Veneza

E como diz o GPS: Você chegou a seu destino!

Você já esteve em Veneza? Como foi a experiência de chegar e circular por lá? Deixe seu comentário, ele pode ajudar outro viajante.

Posts Relacionados (clique sobre os títulos para navegar mais)

 pbu0801Veneza: Roteiro de uma primeira vez

pbu0801Veneza: guia para planejar sua viagem

pbu0801

 Veneza: Roteiro de dois dias (em breve)

pbu0801O que há por baixo de Veneza?

pbu0801Reencontro em Veneza

pbu0801O que NÃO fazer em Veneza

O que há por baixo de Veneza?

Veneza aterro
O que você acha de guias turísticos? Eu não sou muito fã, pra falar a verdade, principalmente desses que acompanham excursões. Com exceção da personagem do filme Falando Grego (My life in ruins), claro. Aliás, taí um título que apesar de não ter nada a ver com o original caiu bem. Mas voltando, eu gosto de guias especializados em uma área: Arte em museus, Historiador em centros históricos, e assim vai. Estou falando isso porque em minha primeira visita a Veneza o guia me falou sobre as estacas que sustentavam Veneza, mas eu não acreditei muito, não. Eu faço perguntas, sabe?, e ele respondeu
superficialmente, eu repeti a pergunta achando que havia sido falha de comunicação e… desisti. Chego em casa e pesquiso, mesmo que leve um tempo. Por outro lado, quando o guia é bom e dá um monte de informação, eu guardo quase nada. Sou assim: preciso ser autodidata, senão não aprendo. Se os guias informassem como a personagem do filme depois que Richard Dreyfuss lhe deu um toque, a coisa talvez ficasse mais leve.

Vou tentar pegar leve para contar a vocês como Veneza foi construída.

Veneza era um conjunto de 65 ilhas, na região de Vêneto, noroeste da Itália. O povo começou a ir para lá muito antes das gôndolas e dos turistas, no século V, quando aquelas terras, ou águas, pertenciam ao Império Bizantino (ah, por isso a arquitetura!). Tudo bem até aqui?

Quatro séculos depois Veneza tornou-se independente e como era um lugar com vista para um mar verde e lindo, o Adriático (versão pessoal da blogueira), ficou super populoso e precisou-se de mais espaço. Como acontece em muitas ilhas, onde não há terra, aterra-se!

No século XI, Veneza já era um dos reinos mais ricos e rota de comércio marítimo entre o Ocidente e o Oriente. Mas um baixinho porreta chamado Napoleão conquistou o território (acho que esse cara inventou o War, mas ocupado com as guerras não patenteou, dançou!) no final do século XVIII e só em 1866 é que Veneza passou a ser parte da Itália, quando o país da bota e a Áustria assinaram um acordo de paz.

Veneza no tempo de Marco Polo
Veneza no tempo de Marco Polo em 1271

MAS COMO ASSIM, ATERRA-SE? É, eu sempre fico impressionada com a engenharia de pirâmides, templos, canais, torres em épocas sem tecnologia. Mas vamos à obra:

🚧 Milhares de pilares de madeira (olha o desmatamento aí, gente!) de 3 a 4,5 metros foram fincados em argila compactada e – pasmem: são os mesmos que estão lá até hoje! A explicação é que por não terem contato como ar, não apodrecem. Minha mente inquieta fica imaginando se alguém confere isso de vez em quando. Dá um filme-catástrofe legal de Hollywood, hein?

🚧 Sobre os pilares foram dispostas tábuas, que receberam pedras calcárias provenientes do outro lado do Adriático, onde hoje é a Croácia. A ideia, que funcionou, era barrar a passagem da água e então aterrar com material vindo do fundo dos canais.

🚧 Depois paredes de tijolos foram levantadas para marcar os limites da ilha e vários pequenos canais se formaram.

20150510-IMG_0893

VOCÊ SABIA…

– que em frente ao Palácio Ducal, onde hoje é a Praça San Marco, havia um porto que foi aterrado no século XII?

– nos últimos 100 anos Veneza afundou mais de 20 centímetro? foram 7,5 cm em função da elevação do nível das águas e mais de 15 cm em razão da compressão natural do solo somada à exploração de poços artesianos.

– o número de turistas em Veneza é quase igual ao de moradores? São 50 mil visitantes por dia, enquanto há 62 mil moradores.

– que existem 409 pontes? (E eu achando que tinha cruzado muitas…)

canais de Veneza

– os canais pequenos têm profundida de 2 metros?

– o Canal Grande tem 106 metros de largura?

– a ponte Rialto foi inaugurada em 1591, a primeira sobre o Grande Canal?

•- no século XIII a Praça San Marco foi pavimentada com ladrilhos em padrão de espinha e tinha linhas que organizavam o mercado local? No século XVIII houve nova reforma (puxa, assim as lojas de material de construção não resistem! cinco séculos entre uma obra e outra?!) e no seguinte mais uma, para alívio do Castorama, C&C, Telhanorte…

– o diminutivo de Veneza é Venezuela?

– Veneza tem 6 bairros, chamados Sestieri (San Marco, Cannaregio, Santa Croce, Castello, San Polo, Dorsoduro) e a numeração das casas não é de acordo com a rua, mas do bairro?

– a palavra ciao tem origem veneziana? As pessoas se cumprimentavam dizendo “s-ciavo vostro”, que significa “seu servo, a suas ordens” e com o passar do tempo ficou “s-ciao” e finalmente “ciao”. Vosmecê sabia disso?

Interessante, né? Mas eu ainda prefiro te dizer que Veneza é uma cidade apaixonante, apesar da multidão, da aparência decadente, da comida ruim, dos preços altos. Gosto tanto que dói!

Ciao!

San Marco
San Marco

Posts Relacionados (clique sobre os títulos para navegar mais)

pbu0801Veneza: roteiro de uma primeira vez

pbu0801Veneza: Guia para planejar sua viagem

pbu0801Veneza: Como Chegar

pbu0801

Veneza: roteiro de dois dias (em breve)

O que NÃO fazer em Venezapbu0801

pbu0801 Reencontro em Veneza💕

Veneza: Guia para planejar sua viagem

 Veneza roteiro

Planejar uma viagem a Veneza requer certa dose de dedicação: a hospedagem é cara, a locomoção singular e até os cuidados com o tamanho da bagagem merecem atenção. E não foi possível juntar em um só post todas as informações (as dicas de como chegar, onde ficar, e o que fazer em Veneza estão em outros posts, pois são tantos detalhes, como diria o Roberto…). Aqui você encontrará bastante informação relevante para te ajudar a planejar sua viagem a Veneza.

Continuar lendo

Reencontro em Veneza 💕

Eu o conheci em minha primeira viagem a Veneza, em 2013. Nada mais romântico, você deve imaginar, mas não foi bem assim. Eu viajava com minha mãe, meu marido e minha filha, então tenha certeza de que foi impossível ficarmos juntos.

Ainda custo a acreditar que em meio à multidão que circula no entorno da Praça de São Marcos escolhi justamente ele. Italiano, sim, mas aparentemente nada diferente de tantos outros, um clássico veneziano. Gosto de clássicos, típicos. Foi assim com um mexicano, um alemão e até um chinês, quem diria… No pouco tempo que ficamos juntos em frente ao Grande Canal, enquanto gôndolas iam e vinham e turistas se acotovelavam para fotografar a Ponte dos Suspiros, percebi que ele não tinha nada de especial. Ou talvez tenha sido a forma que encontrei de acabar o que nem havia começado, uma justificativa para meu impedimento. E me despedi. Na verdade, não foi assim tão fácil e logo que deixei Veneza percebi o erro. Dizem que a gente deve se arrepender pelo que fez e não pelo que deixou de fazer…

Ficar boquiaberto na Basília pode
Acho que quando viajamos precisamos de um tempo para absorver as experiências vividas. Eu só me apaixonei por Amsterdam quando voltei pra casa e comecei a escrever sobre a cidade – ou talvez tenha percebido o quanto é especial só então. Com o italiano foi a mesma coisa. Não escrevi sobre ele e só agora torno a coisa pública. O fato é que nesses dois anos eu sempre pensava nele e me arrependia por não termos compartilhado mais momentos juntos. Prometi a mim mesma que voltaria e o procuraria.

20150509-IMG_0616

Voltei a Veneza em 2015, chegando numa tarde junto com uma chuva de verão, embora fosse primavera. E chega a doer lembrar como os barcos são lentos! Eu olhava os water taxis, mais velozes (e mais caros), com vontade de pular em um deles, certa de que os italianos entenderiam minha urgência, com sua fama de bons românticos e apreciadores de histórias de amor.

Veneza à noite

O céu escureceu conforme o barco se aproximava de San Marco e chuva e noite chegaram juntos. Tentei encontrá-lo no mesmo local onde o vi pela primeira vez, mas sem sucesso. “Cheguei tarde”, pensei. Caminhei pelo labirinto de ruas e parecia que todo mundo estava em Veneza acompanhado. É o mesmo quando você quer engravidar e não consegue: só vê barrigas enormes pela frente. Ou quando eu ia pra faculdade {as sextas-feiras depois de um dia inteiro de trabalho e só via mochileiros indo viajar.

Voltei ao hotel, mas mal consegui dormir tamanha era minha expectativa. Será que o acharia na manhã seguinte? Nosso encontro dois anos antes havia sido tão fugaz e eu apenas sabia que ele costumava ficar em frente ao Grande Canal, entre o Palazzo Ducale e o monumento a Vittorio Emanuele II. Você não vai acreditar: acho que o estresse foi tão grande que quando eu finalmente dormi, o sono só me deixou às 10h. Grande pecado, pois se hospedar em Veneza tem a vantagem de estar em Veneza antes que ela seja invadida por todos os outros turistas que não dormiram em Veneza. Além, é claro, de ter perdido horas que poderiam ser vividas com o italiano. Me vesti apressadamente, mas com cuidado para causar impacto. Atravessei a Praça de São Marcos e tudo e todos pareciam invisíveis. Basílica, Campanário, Torre do Relógio, pombos e gentes não me interessavam. Só existia o chão à minha frente, a ser vencido por meus passos. Eu os contava em cadência com os batimentos cardíacos e ambos intensificavam-se maior a proximidade com o Grande Canal. Meu estômago abrigava um borboletário inteiro, mas quando o encontrei tudo mudou. Eu não tinha dúvidas, só certezas. E lá estava ele!
20150509-IMG_0624

Era meu único dia em Veneza e na manhã seguinte partiria. Cenário e situação perfeitas para um romance hollywoodiano, daqueles inocentes dos anos 1950s, cheio de intenções, mas velado. Passeamos pelas ruas estreitas admirando igualmente as flores nas janelas ou roupas nos varais, afinal, ambas coloriam os tons terrosos da cidade. Para almoçar, sentamo-nos em uma dessas mesas exíguas que ficam sobre sacadas debruçadas em canais pequenos e tranquilos. Cruzamos pontes e mais pontes e, quando meu dia parecia estar perfeito, aconteceu: um vento soprou e…

…levou embora meu chapéu veneziano!

Sinto muito se você pensou que eu estava tendo um romance com um italiano – ou não! A ideia era essa mesmo. Mas não menti em nenhum momento, a história é real. Não comprei o chapéu veneziano de gondoleiro em minha primeira viagem a Veneza, mas não perdi a chance desta vez. Explico: adoro chapéus e tenho uma pequena coleção de mexicano, alemão, chinês e agora esse italiano lindão. Eu não comprei um na minha primeira viagem a Veneza, mas não o esquecia. E quando o reencontrei quis trazê-lo pra casa, mas ele realmente voou, caiu em um canal. E aí vem outra história, mas essa eu conto quando falar sobre meu roteiro de dois dias em Veneza.

Eu com meu segundo chapéu veneziano
Eu com meu segundo chapéu veneziano e cara esquisita de selfie

A presto ragazzi!  💕

 

O que NÃO Fazer em Veneza

20150509-IMG_0624

É fácil encontrar sugestões de o que fazer em Veneza quando se planeja uma viagem para lá: dicas pipocam em revistas impressas, blogs, sites turísticos, afinal é um dos destinos mais famosos do mundo, procurado por mochileiros e magnatas. E gente como eu, que arrasta a mala de rodinha pelas ruas estreitas de Veneza depois de subir com ela no barco, descer com ela do barco… Eu sei, eu sei, uma das coisas a não fazer é carregar mala grande. Conhece aquele ditado em Inglês: Easier said than done? Pois é!  Faça o que a blogueira fala e não o que a blogueira faz!

O QUE NÃO FAZER EM VENEZA

1. A Praça de São Marcos é o centro popular de Veneza e tenho ao menos cinco sugestões do que não fazer por lá: não comer ou beber ali porque tudo é caro e há pontos mais charmosos e tranquilos; não dar mole, pois há muitos batedores de carteira; não vestir roupas que deixem ombros, colo ou pernas desnudos quando for entrar na Basílica; não alimentar os pombos e muito menos deixá-los comer em sua mão; não servir de alvo aos pombos (eu sei, essa não dá pra evitar). Eu sou tão chique, mas tão chique, que nunca levei coco de pombo na cabeça no Brasil, mas tomei duas vezes em uma mesma viagem pela Itália: em Siena e… na Praça de São Marcos.

Ficar boquiaberto na Basília pode
Ficar boquiaberto na Basília pode

2. Eu sei que hotel em Veneza é caro, mas se puder durma ao menos uma noite por lá. A cidade fica mais calma e vazia antes das 9h e depois das 18h, justamente porque todos estão vido de ou voltando a seus hotéis em Mestre. A dica é não fazer bate-volta a partir de outra cidade  pois não dá pra sentir Veneza em apenas um dia e você cometerá a injustiça de dizer que Veneza não te encantou. Sério, como pode não encantar? Só se você não tiver tido chance, mesmo.

3. Não fique apenas nos pontos turísticos e ruas principais. Perca-se. Sei que isso vale para muitas cidades, mas aqui a coisa é séria! Você só se encontra em Veneza quando se perde. É chavão, todo mundo sugere, mas como é gostoso sentir isso na pele…

Veneza viagem

4. Nunca, jamais, saia para vagar por Veneza sem um mapa. É outro chavão dos  blogueiros de viagem dizer que Veneza é um labirinto, mas é isso mesmo. Perder-se é essencial, mas encontrar-se é necessário!

5. Não tenha um ataque cardíaco durante a acqua alta (quando a maré sobe e parte da cidade inunda), pois os barcos- ambulâncias não passam por baixo da maioria das pontes! OK, não se assuste, o fenômeno acqua alta é bem comum, principalmente no inverno, mas é raro chegar a ponto de impossibilitar a passagem de barcos.

6. Esta é uma superstição local: não caminhe entre as duas colunas da Praça de São Marcos, pois era onde as execuções ocorriam e acredita-se que passar entre elas dá azar.

Veneza Praça de São Marcos
Vai que dá azar…

7. Vai tomar um cafezinho? Não se sente ou pagarás caro por isso. Não, não é uma maldição ou superstição, mas tomar café em pé no balcão pode custar 4 vezes menos, dependendo da localização.

8. Não tente falar italiano simplesmente usando sufixos (tipo caminhone para caminhão) e sotaque de novela da Globo ambientada na Mooca. Sim, tem gente que faz isso, acredite.

9. Sei que é uma tremenda falta de educação, mas aja como se os vendedores ambulantes fossem invisíveis. Ao primeiro sinal de interesse de sua parte, eles te perseguem insistentemente, gritando o preço, principalmente os vendedores de bolsas falsificadas (que são lindas, mulheres, resistam! rsrsrs). Os vendedores de pau de selfie estão tomando lições com eles e não perdem a chance de pular na sua frente inconvenientemente.

10. Não entre na conversa de blogueiro-cabeça que diz que andar de gôndola é muito turístico, é clichê, etc. Faça o que te faz feliz, mesmo que isso custe € 80. Seja feliz ouvindo o gondoleiro entoar O Sole Mio enquanto você se lembra da propaganda do sorvete Gelato (nossa, entreguei minha idade agora!).

11. Não se reprima! 🎶 Canta, Dança, sem parar 🎶. OK, talvez dançar seja meio exagerado, mas não deixe de cantar junto com o gondoleiro ao menos uma que todo mundo sabe:
🎶 Volare, oh oh, cantare, oh oh oh oh. nel blu dipinto di blu, felice di stare lassù…  🎶

A blogueira que vos fala entoando um Volare
A blogueira que vos fala entoando um Volare

12. Não se entusiasme com a moda italiana comprando o que vê pela frente. Já pensou um modelito desses em terras brasilis? Ou não se reprima e vá fundo!
compras Veneza

13. Não esqueça de levar cartão de memória extra, de carregar as baterias, de levar um tripezinho para fotografias noturnas (eu uso daqueles de 10 cm, mas um dia compro um que não vai me deixar em posições esquisitas). Ou faça como eu, que esqueci o tal e improvisei: apoie sua câmera em algum corrimão!

Veneza à noite
E você, tem alguma dica do que não fazer em Veneza? Deixe aí nos comentários.

Posts Relacionados (clique sobre os títulos para navegar mais)

pbu0801Veneza: Guia para planejar sua viagem

pbu0801Veneza: Como Chegar

pbu0801

Veneza: roteiro de uma primeira vez

pbu0801Veneza: roteiro de dois dias (em breve)

pbu0801O que há por baixo de Veneza?

pbu0801

Reencontro em Veneza

Vai a Veneza? Encontre seu hotel pelo site de busca Booking.com. É seguro, prático e não custa nada você fazer a reserva clicando no logo da Booking aqui no blog. Você será direcionada/o para o site deles e com isso eu recebo uma comissão. É uma maneira de remunerar o trabalho da blogueira. Grazie!

Veneza: roteiro de uma primeira vez

IMG_0240

 Venezia che bela! Falar isso é óbvio, mas minha herança italiana me deixou poucas palavras  –  a maioria delas nem posso publicar aqui (rsrsrs). Mas ficaram na memória algumas músicas que meu pai cantava quando eu era criança, o sobrenome, o gosto pela boa mesa e pelo dolce far niente e o gênio estourado. Pensando bem, até que é bastante coisa!

Quando eu era criança, havia uma brincadeira de pular corda em que “prevíamos” onde passaríamos nossa lua-de-mel, entre outras. Eu sempre dizia “Veneza!” e não sabia muito além das gôndolas. Passei-a em Natal, no RN, mas finalmente, depois de 20 anos de casada, fui a Veneza, não em uma segunda lua-de-mel, mas com filha e mãe, além do maridão, claro.

Com toda essa turma, achei melhor viajar de uma forma que não aprecio muito, comprando um pacote com guia presente o tempo todo, circulando pela Itália em ônibus e excursão. A vantagem foi não ter que fazer todo planejamento, o que tomaria bastante tempo e naquela época eu não dispunha desse luxo. A desvantagem foi não ter que fazer todo planejamento, porque aí não se aprende muito sobre o destino e nos colocamos numa posição muito passiva diante da viagem, como ter o tempo regulado pelo programa e passeios que não queria fazer. Mas houve outros inconvenientes, como refeições em restaurantes muito ruins em Veneza.

Como Hebe diria:
Como Hebe diria: “Não é uma gracinha? “

Chegando em Veneza
A excursão pela Itália previa um dia inteiro em Veneza. Chegamos ao hotel Russott (leia abaixo sobre ele), localizado em Mestre, vindos de Verona no final da tarde. O grupo se acomodou e permaneceu por lá. O que??? Estou a poucos minutos da bela, histórica, ousada Veneza e vou ficar no hotel? NOT ME! Pegamos um ônibus urbano na estrada e em 10 minutos chegamos pela porta dos fundos, eu diria, pois a parada do ônibus fica em um pedaço pouco charmoso de Veneza, a Piazzale Roma, última parada de veículos terrestres. Não tínhamos nem um mapa e eu não tinha estudado nada, mas sempre tem um brasileiro pelo mundo, nesse caso uma brasileira, que nos indicou o caminho até a parte mais turística. Assim, no escurinho, fui me encantando com Veneza. Não havia muitos turistas pelas ruas e como já estava tarde escolhemos logo um restaurante com mesinhas do lado de fora, às margens do Grande Canal, o Roma. Tivemos bom atendimento, embora surpresos com a pequena porção de antepasto por 9 euros. A cerveja veio geladinha, a 7 euros e a água a 4 euros. A massa (14 euros) não foi a mais gostosa que provamos na Itália, mas foi o primeiro que encontramos com gerânios e vista para o canal. Sugiro que no verão você use repelente, pois o toldo branco ficou escurecido pelos pernilongos!

Vista do meu primeiro jantar em Veneza
Vista do meu primeiro jantar em Veneza. A foto não ficou assim uma Brastemp, mas na minha lembrança a vista era linda!!!

Depois de passear por algumas ruelas no retorno à Piazzale, o sono veio mais tranquilo, afinal, eu não tinha desperdiçado horas em um hotel ruim perto de Veneza. Elas passaram por mim enquanto eu estava caminhando e jantando à beira do Grande Canal. Em Veneza, aquela das minhas brincadeiras de criança.

DSCN2664

Roteiro do primeiro – e único – dia
No dia seguinte, partimos com o ônibus do grupo e tomamos um barco até a Ilha de Murano para ver a técnica artesanal de vidro soprado. Eu acho o passeio válido pela vista que se tem de alguns dos principais pontos de Veneza, desde que você tenha bastante tempo para curtir Veneza, o que não era o caso do nosso grupo (se quiser aprender sobre vidro soprado, em Blumenau-SC a apresentação foi bem melhor). Os preços dos objetos à venda eram muito altos para o bolso de quem ganha em real, pelo menos o meu real. E além disso, em Veneza também tem arte em vidro sendo vendida. Algumas made in China, cuidado!

IMG_0181
No caminho a Murano, avistamos o Palácio Ducal, as cúpulas da Basílica de São Marcos e o Campanário

Quando finalmente chegamos à ilha principal de Veneza, todos os outros turistas – e parecia que o mundo todo tinha decidido conhecer Veneza – estavam lá. O guia fez um reconhecimento da Ponte dos Suspiros, da Praça de São Marco, da Basílica e do Campanário, do Palácio Ducal e nos deu menos de uma hora para circular, pois tínhamos agendado um passeio de gôndola. Eu estava atordoada com tanta gente em volta e tanta beleza arquitetônica- ou será que era o calor? A fila para o campanário era imensa, o sol estava castigando, então encaramos uma fila para entrar na Basílica de São Marcos, que é gratuita.

IMG_0205
Difícil dizer qual catedral italiana é mais bonita, mas a Basílica de São Marcos me encantou muito
IMG_0210
São tantos detalhes que merecem uma foto, que agradeço estarmos na era digital. Filme de 36 poses não daria nem pro começo!

20130711_084217

Não sou arquiteta, mas me lembro das aulas de História e da influência bizantina na Europa e na Basílica isso é bastante evidente. A forração de paredes e abóbadas em pastilhas douradas formando mosaicos é de fazer chorar. Quando a visitamos em julho de 2013 a fachada estava sendo restaurada, mas isso não ofuscou sua beleza. Acho uma pena chegar a um destino de sonho e encontrar monumentos em restauro. A foto sai com tapume, tela de proteção dependurada, etc. Mas gente, que coisa impressionante é ver a diferença, lado a lado, da parte restaurada e da sem restauro! E essas fotos são apenas do hall/terraço, não sei o nome técnico para a entrada coberta de igrejas, pois é proibido fotografar ou filmar seu interior.
Para entrar na Basílica, valem as dicas de evitar shorts, decotes e até ombros à vista. Era alto verão na Europa e não tinha como não mostrar pernas e ombros! Então carreguei comigo um lenço grande ou echarpe. Por um euro você “aluga” um pedaço de TNT para enrolar nas pernas ou jogar sobre os ombros, em quase todas as igrejas da Itália.

A Ponte dos (últimos) Suspiros
A Ponte dos (últimos) Suspiros


O Passeio de Gôndola
Se você é romântica vai ter sonhado com esse momento! O meu não foi nada romântico, pois além da filha e da mãe, ainda tinha um outro casal conosco na mesma gôndola. O passeio estava incluso no meu pacote e foi assim distribuído. Mas não pense que isso ofuscou a beleza desse símbolo maior de Veneza! Eu só não tenho fotos lindas com meu marido, mas as recordações são muito melhores do que uma imagem, gosto de pensar para não ficar frustrada (rsrsrs). Os pequenos canais, o passeio por baixo das pontes, a habilidade do gondoleiro e o ponto alto: todas as gôndolas do grupo “estacionaram” em um canal largo (eu disse que estava atordoada, será que era o Grande Canal??) e um cantor se apresentou para nós.

Dica: combine com o gondoleiro o trajeto, dando preferência para canais menores. O custo gira em torno de € 80. Se você for de excursão, como eu, e nela estiver incluso o passeio de gôndola, veja a possibilidade de pagar um extra para ir só com seu amor e ter mais privacidade.

O Almoço
Depois de gondolar, fomos ao “almoço-pesadelo”, também incluso no pacote. O restaurante era bem simples. Não me importo com lugares simples desde que a comida seja boa e que eu tenha o mínimo de atenção. O restaurante escolhido pela agência não tinha estrutura para receber um grupo grande como o nosso e recebeu dois grupos em excursão ao mesmo tempo, mais os clientes avulsos. Eu já estava atravessada porque não tinha aproveitado bem a manhã do único dia em Veneza. O restaurante tinha dois garçons e, na nossa mesa, nem o pão chegava. Quando chegou, estava duro de fazer barulho ao bater na mesa! Depois virou piada, mas na hora o sangue italiano sobe! Claro que a mesa que nos deram só não era dentro do banheiro porque o banheiro era minúsculo: duas cabines, tanto para homens como para mulheres.  Mas eu parecia ser a única pessoa incomodada com a situação. Uma colega de viagem me acalmou e chamamos o guia. Fiz minha reclamação da programação do dia, da escolha do restaurante, da demora no atendimento. Se soubesse que o dia seria desse jeito, preferia ter me despedido do grupo e feito o meu roteiro.
Eu nunca viajo de pacote, talvez porque goste de fazer minhas escolhas e de arcar com as consequências caso elas não tenham sido boas. Desculpem o desabafo, mas nem só de incríveis recordações se faz uma viagem e acho importante relatar experiências ruins também, pois acontecem com todo mundo.

Vista da Praça São Marcos mais vazia, do alto do Campanário
Vista da Praça São Marcos mais vazia, do alto do Campanário

Campanário San Marco IMG_0202

Tarde Livre
O grupo tinha então algumas horas para atividades independentes e se encontraria às 17h para voltar ao hotel. Conversei com minha mãe e filha e elas voltaram com o grupo. Depois desse horário, algumas cidades europeias ficam mais vazias e é o caso de Veneza.  Conseguimos subir no campanário da São Marcos (€8,  com elevador), caminhar por ruelas e sobre pontes, sentar em um restaurante numa praça com fonte e observar os passantes, comer e beber tranquilamente, como deve ser em uma viagem de férias. Foi então que provei a bebida nacional, o spritz, de origem húngara, que em algumas regiões da Itália mistura campari ao vinho com água gaseificada. Resultado, na minha opinião, intragável.

Ponte Rialto

Aí  veio o vento que traria uma chuva de verão. As mesas ao ar livre começaram a ser retiradas e tivemos que achar um abrigo. Mesmo com esse contratempo, foram as horas mais gostosas em Veneza. Corremos para um ponto de vaporetto e foi então que percebemos como estávamos longe de onde pensávamos estar. Veneza é assim: a gente se encontra quando se perde!

Vista do Vaporetto
Vista do Vaporetto

Hospedagem
Ficamos no hotel Russott duas noites, em excursão da Surland/Lusanova. O próprio guia nos antecipou que o hotel era o pior dentre os outros que ficaríamos na Itália, o que não pode ser um bom sinal, certo? Daí cantou a musiquinha do filme Família Adams, dizendo que a decoração era meio tenebrosa. Antes fosse apenas isso! Sua pior característica é a localização: além de longe de Veneza, é preciso caminhar na rodovia (a calçada é estreita ou inexistente em alguns trechos) se quiser tomar o ônibus e à noite é bem escuro e desolado, sem nada por perto. Em julho, quando fomos, os ônibus coletivos vindos de Veneza perto das 22h estavam lotados nas duas noites que os usamos. Não há lojas, restaurantes ou mercados por perto. A decoração não é de Halloween (mas nunca tinha visto carpete que subia até meia parede!), acho que o guia tentou amenizar outros aspectos, como o atendimento ruim, café da manhã fraco. Wifi, só na recepção. Barulho de caminhões e ônibus vindo da rodovia. Não recomendo mesmo.

IMG_0301

Agora, dois anos depois, voltarei a Veneza desempacotada, com viagem planejada por mim, no hotel que escolhi, comendo nos restaurantes indicados por outros viajantes. Aguardem novidades!

Posts Relacionados (clique sobre os títulos para navegar mais)

pbu0801Veneza: Como Chegar

pbu0801

Veneza: roteiro de dois dias (em breve)

pbu0801

Veneza: Guia para planejar sua viagem

pbu0801

Reencontro em Veneza

pbu0801

O que há por baixo de Veneza?

pbu0801

O que NÃO fazer em Veneza

Vai a Veneza? Encontre seu hotel pelo site de busca Booking.com. É seguro, prático e não custa nada você fazer a reserva clicando no logo da Booking aqui no blog. Você será direcionado para o site deles e com isso eu recebo uma comissão. É uma maneira de remunerar o trabalho da blogueira. Grazie!