Alemanha (Baviera), Áustria (Tirol) e França (Alsácia): planejamento e roteiro

Neste post você vai encontrar o roteiro e o planejamento da viagem de 14 dias a 3 países europeus: Alemanha, França e Áustria. Percorreremos as regiões da Baviera, onde ficam cidades de contos de fada na chamada Rota Romântica, e de Baden-Wurttemberg, cuja maior cidade é a capital automobilística alemã Stuttgart e onde fica a Floresta Negra, e alguns dos castelos mais lindos do país e talvez do mundo. Uma França à la chucrute nos espera na Alsácia, que é uma rota de vinhos e tem como cidades mais conhecidas as belas Colmar e Estrasburgo. Para fechar o roteiro e voltar a Munique, incluímos o castelo Neuschwanstein e o Linderhof, e uma bela esticada até Salzburgo e Hallstatt, na Áustria. É um roteiro estilo maratona, mas acredito que por serem cidades bem pequenas (nas menores, um rotiero a pé tem apenas 2 ou 3 quilômetros), conseguiremos cumprir com tranquilidade, principalmente porque não é alta temporada.

O Castelo Neuschwanstein visto da Marienbrucke

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Por onde meus pés andaram em 2016

Não foi um ano fácil. Os resultados da crise política e econômica se escancararam e trouxeram grandes mudanças de comportamento na vida dos brasileiros. Muita gente cortou ou simplificou os destinos de viagem – e esses são os privilegiados, porque muitos fecharam seu pequeno negócio, perderam o emprego ou tiveram que aceitar fazer o trabalho de um colega demitido recebendo o mesmo salário e esticando a jornada.

Também senti diferenças em dois pontos: como professora de Português para estrangeiros, vi a diminuição da chegada de alunos de pós graduação por aqui (meu público alvo), afinal, o Brasil já não está com a bola toda que Lula vendeu ao exterior. Ou seja, minha renda caiu. Como blogueira de viagem, percebi que imagens compartilhadas que falavam sobre a dificuldade de viajar ganhavam mais likes do que imagens de destinos turísticos e o blog teve menos acesso agora em novembro e dezembro (quando as pessoas planejam as féras de verão e Carnaval) do que em anos anteriores.

imagem que circulou nas redes sociais
imagem que circulou nas redes sociais

Eu não consegui manter a mesma média de viagens de outros anos, mas apesar de tudo consegui fazer duas viagens internacionais: fui à Itália pela terceira vez e aos Estados Unidos pela… (parei de contar), escolhendo a Califórnia, desta vez. Faço aqui então um post fotográfico como parte da blogagem coletiva do Bloggers Out and About, grupo do qual faço parte.

Itália, em junho/2016

Não foi fácil esperar por esta viagem. Primeiro porque a anterior tinha sido em dezembro de 2015 e depois porque o intervalo parecia infinito: eu havia comprado o bilhete (promocional, meio por impulso) para março, mas adiei porque ainda estaria muito frio e nevado nas montanhas e porque tive fortes dores nas pernas que se foram como surgiram.

Seguem os lugares por onde passei em 2016:

Ainda não escrevi sobre Milão, que não está entre minhas cidades preferidas da Itália, mas passei duas noites por lá por causa dos voos de chegada e saída.

patio do Castello Sforzesco e as papoulas vermelhas
Patio do Castello Sforzesco e as papoulas vermelhas

Siena é muito querida e duas noites por lá permitiram que conhecesse muitos lugares que não havia visto em minha primeira visita relâmpago. Difícil foi escolher uma só imagem de lá, pois tenho fotos lindas.

vista privilegiada!
vista privilegiada!

Toscana – As cidadezinhas medievais e os campos toscanos estão nos planos e sonhos de muita gente e fui atestar o porquê. No caminho de Siena a Montepulciano, uma parada para fotografar a primeira estradinha de ciprestes:

Toscana estrada de ciprestes

Adoro observar o desenho dos tijolos remendando as paredes e imaginar onde e como eram as janelas e portas originais…

Toscana Montepulciano

Depois de almoçar em Montepulciano, passamos em uma cidade lindinha, Pienza:

Toscana Pienza

Já no final da tarde, uma paradinha em outra cidade sobre um monte: San Quirino d’Órcia.

Torre, em San Quirino d'Órcia
Torre, em San Quirino d’Órcia e a nona

O Valle d’Órcia, que engloba Montalcino, Pienza, Casteglione d’Orcia e San Quirino d’Orcia personifica a imagem toscana de estradinhas ladeadas por ciprestes, fenos e estábulos de pedra, campos arados e considero um presente ter encontrado, bem por acaso, um de seus cartões postais, a Capela de Vitaleta:

toscana Vale d'Órcia

Não conseguimos encontrar a estrada para chegar perto dela, então fotografamos da SP 146, que liga Pienza a San Quirino d’Órcia, mas o GoogleMaps me mostrou depois onde é, e deixo de presente para você a localização exata aqui.

Dormimos em um agriturismo aos pés de Montalcino, um apartamento alugado em uma fazenda produtora, com vizinhos no melhor estilo toscano: ralhou porque fotografei o pátio típico italiano onde devem acontecer as refeições em família no dias de verão. Ainda aprendo italiano para não passar por situações como esta… e porque a língua é linda, va bene!

a casa do meu "vizinho"
a casa do meu “vizinho”

Era dia de conhecer Montalcino e fomos presenteadas, minha colega de viagem e eu, por uma paisagem única: a cidade acima das nuvens!

toscana Montalcino

De Montalcino, seguimos para San Gimignano, e no caminho paramos em Colle di Val d’Elsa, uma cidade não tão bonita, mas autêntica, sem muita maquiagem e com poucos turistas.

Toscana Colle di Val d'Elsa
a bem preservada fortaleza de Val d’Elsa

Ainda tínhamos San Gimignano e se não estivéssemos cansadas demais, Volterra, que acabou ficando para uma próxima!

Toscana San Gimignano

A próxima noite foi em Siena, de onde pegaríamos o trem para Veneza, que nos recebeu sob muita chuva! Era minha terceira vez na cidade, que sempre tem algo novo para ver e fazer, como assistir a um concerto na igreja San Vidal:

veneza concerto em igreja

Ainda não escrevi sobre nenhum desses destinos, mas tem várias dicas sobre Veneza, Roma, Florença e outras cidades italianas aqui.

Em Veneza alugamos um carro e dirigimos em direção aos Alpes, para conhecer as Dolomitas, cadeia de montanhas com picos lindos, pastos de altitude e lagos. Dicas para dirigir na Itália estão neste post.

A primeira parada foi Cortina d’Ampezzo, cidade-resort de esqui, onde não importa a direção, tem uma montanha linda para se ver:

Cortina d Ampezzo Dolomitas

Passamos a noite no Lago Misurina, mas antes subimos até o Rifugio Auronzo:

Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
O Lago Misurina, a 15 km de Cortina
O Lago Misurina, a 15 km de Cortina

O dia seguinte foi de chuva, muita chuva, o que  nos impediu de subir a picos e aproveitar as paisagens, mas conseguimos uma primeira parada em Passo Falzarego e Passo Giau sem nos molharmos, avistando muitas vaquinhas pelo caminho.

passo-falzarego Dolomitas

Passo Giau
Passo Giau

A região de Val Gardena é linda, mas infelizmente vimos pouco pelo parabrisa molhado do carro.

O restaurante onde almoçamos, a caminho de Funes
O restaurante onde almoçamos, a caminho de Funes

Passamos a noite em Val di Funes, um lugar isolado, de estradinhas sinuosas e casinhas alpinas. Mas valeu acordar com esta vista:

Da varandinha da Pensão Sass Rigais, eu vi o céu azul
Da varandinha da Pensão Sass Rigais, eu vi o céu azul

Assim como em Val d’Orcia, as Dolomitas também têm sua igrejinha cartão postal:

Val di Funes, nas Dolomitas
Val di Funes, nas Dolomitas

E chegamos ao nosso destino final das Dolomitas: Alpe di Siusi, o maior planalto europeu de altitude:

Alpe di Siusi
Alpe di Siusi

Já escrevi todos os posts sobre as Dolomitas, que você pode conferir clicando aqui.

A cidade de Bolzano estava na rota, mas acabamos indo direto a Trento, aquela do concílio… Descobri uma cidade linda, com vista para as montanhas e uma piazza escantadora!

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Não tem como não se apaixonar pelas praças italianas…

trento

Carro devolvido, tomamos um trem para Verona, antes de nosso retorno a Milão.

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Piazza delle erbe, Verona

E como sempre tem um chorinho, o voo de retorno tinha uma conexão longa em Lisboa, quando aproveitamos para passear pela cidade:

O Rio Tejo visto do Elevador Santa Justa
O Rio Tejo visto do Elevador Santa Justa

 

Califórnia, EUA, em Setembro de 2016
A expectativa também era grande: eu e o maridão visitaríamos as mesmas cidades aonde fomos há 20 anos, em nossa primeira viagem internacional, mas desta vez levaríamos a filhota junto!

Começamos pelo Sul, San Diego:

Praia de Coronado
Praia de Coronado

Uma paradinha rápida em Anaheim para ir à Disneyland e depois Los Angeles…

Disneyland Califórnia

los angeles Hollywood

… e seguimos para o destino que mais me interessava: Yosemite!

El Captain
El Captain, em Yosemite

Era hora de voltar ao litoral e curtimos 3 noites na charmosa São Francisco:

São Francisco

De lá, a região de Monterey com seu belo litoral caracterizado por pinheiros, encostas e muita vida marinha:

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Pertinho de Monterey, fica a charmosa cidadezinha Carmel e lá o condomínio Pebble Beach, com belas vistas do mar pela estrada chamada 17-mile-Drive, onde fica o famoso Cipreste Solitário:

O cipreste solitário, na 17-mile drive
O cipreste solitário, na 17-mile drive
tem pebbles, mas não é Pebble beach.
tem pebbles, mas não é Pebble beach.

O tempo não favoreceu belas fotos no dia que fizemos a tradicional “descida” da HW-1, estava muito nublado, mas a beleza do lugar não foi ofuscada e para minha felicidade conseguimos parar em todos recuos em acostamento da Big Sur.

Pfeifer Beach, na CA-1
Pfeifer Beach, na CA-1

Como tínhamos feito a região de Carmel no dia anterior, esticamos de uma só vez, de Monterey a Los Angeles, fazendo uma parada para almoçar em Solvang, que fica no lindo vale Santa Inez, pertencente a Santa Bárbara.

a rua principal de Solvang
a rua principal de Solvang

E como viajar é mais do que estar no destino, vi muitas paisagens douradas pelo caminho, fossem dos campos, fossem do por do sol ou das colinas secas, entendendo porque chamam a Califórnia de O Estado Dourado. Para ler sobre a Califórnia, clique aqui.

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E o que 2017 trará? Como sonhar é o primeiro passo, gostaria de ir à Suíça ou ao Sul da Alemanha no segundo semestre. Se os deuses sorrirem para mim, Marrocos cairia bem. De certo, tenho o Deserto do Atacama e Santiago do Chile chegando, então vêm dicas quentes em março.

Um bom ano para todos vocês e não se esqueçam: sonhar, planejar, economizar, viajar.

Abraços!

 

 

 

 

 

 

Sua paixão por viajar expressa na rua, na chuva, na fazenda…

Nesta recente vida de blogueira de viagens, tenho visto muitas formas de expressar a paixão por viajar. Antes que você que não é um travel nerd revire os olhos e suspire em reprovação, por favor, continue lendo. Nos anos 1950 o jeans e a jaqueta de couro eram uma forma de concretizar a rebeldia contra o modelo social vigente até então, assim como jovens das décadas seguintes expressaram-se com flores no cabelo ou cabelos em cores e penteados chamativos. Torcedores exibem a camisa do time de futebol de coração e crianças desejam os produtos licenciados da Disney ou Marvel. Abastados de todos os séculos sempre escolheram algo para vestir ou possuir capaz de diferenciá-los. E o que dizer da camiseta? Com suas mensagens gráficas transmitem preferências políticas, sociais, sexuais… Por que apaixonados por viagem não fariam também suas escolhas?

minha pequena coleção de canecas
minha pequena coleção de canecas

Você tem alguma ideia de quais são os símbolos adotados por viajantes frequentes?

Fiz uma pesquisinha rápida em grupos de viajantes e blogueiros do Facebook, que relataram ter desde uma mochila surrada (recusam-se a usar uma nova pois aquela incorpora todas as experiências passadas) até uma tatuagem no corpo, passando pelos clássicos mapas, ímãs de geladeira e chaveiros. Em geral, a mochila e tatoos são tudo o que os nômades digitais carregam. Hein?

ímãs de geladeira

O nômade digital é um profissional que executa seu trabalho remotamente, fora de um ambiente de trabalho clássico. Utilizando-se de tecnologias e da minha amada Internet, pode realizar suas tarefas estando num café em Paris ou num hostel em Amsterdam (sim, com M). Isso permite que gente apaixonada por viajar se desprenda do formato clássico de trabalho, pratique o desapego material e literalmente viva viajando. Isso faz com que não possuam muitos objetos representativos de sua paixão por viajar. Cá entre nós, prefiro demonstrar minha paixão por viajar viajando, mas bem que eu gostaria de ter alguns dos itens deste post.

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Quem não é nômade provavelmente tem alguns outros objetos: como uma cristaleira ou estante cheia de lembranças de viagem, paredes decoradas com fotos ou mapas, geladeira coberta por ímãs, a lista só cresce. Já mostrei no post Lembranças de Viagem (preciso atualizá-lo!) o que eu faço com as tranqueirinhas que trago, dando sugestões de decoração com esses objetos. Confira lá!

Coleção e foto da Araci. Obrigada!
Coleção e foto da Araci do grupo RRBV.

 

Uma rápida googlada e surgem inúmeros produtos com o tema viagem, Quer uma sugestão? Inocentemente compartilhe este post com alguém que, sei lá, vai te dar um presente de aniversário, namoro, Natal… Os links para os fornecedores estão escondidinhos nas palavras laranja, OK, pessoas que vão comprar os presentes?

Comecemos com um que virou moda entre a mulherada, não necessariamente somente entre as travel nerds: as pulseiras e seus charms com ícones do turismo mundial ou outros que remetem a viagens. A joalheria lançou e agora você encontra na 25 de março e nos sites china.

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61KfkB7gBYL._SX522_[1]Se você tem corpinho de bailarina, use em sua cidade, porque esta saia ocuparia muito volume na mala!

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Dio Mio! Um pingente que é mapa de Roma – e lindo! Tem São Francisco, Barcelona, Londres, Paris…

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A viagem não sai da sua cabeça? O anel-mapa não sairá do dedo!

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Além de útil na organização de documentos e identificação de suas malas, este kit traduz o que você sente! Clique no link  e você encontrará outras estampas, todas com o tema viagens.

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Este mapa raspadinha tem sido objeto de desejo de muita gente! Eu só o acho muito pequeno. Tente raspar a Bélgica e deixar um bom acabamento!

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E este mapa de papel em preto é legal por ser neutro. Dá para você organizar por onde já passou com alfinetes de uma cor e para onde deseja ir com outra cor!

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Para você literalmente sonhar com seu próximo destino… Clique aqui para ver detalhes.

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No Brasil, você encontra numa rede de lojas presente em todo o país, com exceção da região Norte, que lançou há mais de 4 anos uma linha chamada Cities, que vai de jogo de cama a produtos para a cozinha. Não sei se conseguem ler, mas há nomes de cidades como Roma, New York e Paris impressos na superfície dos produtos da linha. Eu tenho xícaras, pratos, jogo americano, bandeja…😊citiesxcf_brpt[1]

E tem festa tema de viagem! Você pode encomendar só o bolo em formato de mala vintage ou contratar a decoração da festa inteira.

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festa tema viagem
Vocês viajam juntos e decidiram juntar seus passaportes na mesma gaveta. Que tal um convite de casamento que é a cara de vocês?

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tema viagem

E tem papel de parede com nomes de cidades pelo mundo. Loja aqui no Brasil.

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Agradeço a todos que responderam à pequisa no grupo RRBV e por compartilharem suas fotinhos. Infelizmente tive que escolher só uma para ilustrar o tópico do post.

E você, o que tem ou faz para demonstrar seu amor por viajar? Compartilhe, deixe seu comentário.

Abraços!

 

 

Junho: sempre um mês especial

Junho foi um mês muito significativo para mim, como blogueira. Quem conviveu comigo nos anos anteriores sabe o quanto era um mês difícil – inclusive para essas pessoas (Noemia e Fernanda, desculpem a choradeira muitas vezes inexplicável): aguentaram minha sensibilidade à flor da pele, no que eu chamava de inferno astral. Not anymore.

Em junho caminham juntos a comemoração por mais um ciclo que se inicia com meu aniversário e o tal do inferno astral, que parece ter me dado férias. Minha profissão como professora de Inglês e depois como mantenedora de uma escola de educação infantil bilíngue exigia uma pesada carga de trabalho para a finalização do semestre, enquanto o fechamento do ciclo profissional sempre trouxe a satisfação do dever cumprido. Além disso, junho era especial pois a família se reunia para as festas juninas, que em SP significam tomar quentão, comer pinhão, doce de abóbora e assar batata na fogueira. E tinha a floração do ipê do meu quintal e mais recentemente de seus filhotes na chácara.

Comecei o mês intuitivamente assumindo publicamente minha nova profissão de blogueira, editando o texto O Mulher Casada Viaja e publicando o Receita de Viagem, ambos na aba superior da homepage. Embora intuitiva, essa decisão sofreu uma gestação tranquila e feliz. E como mãe, cuidarei do blog com carinho e dedicação, sem saber o que trará o futuro.
Mas como mãe de primeira viagem, fico feliz e orgulhosa a cada pequena conquista e neste junho algumas coisas bem legais aconteceram.

1. Tive meu primeiro encontro com pessoas que são tão apaixonadas por viagem como eu, no lançamento do e-book do simpático 360 Meridianos a respeito de ano sabático e viagem de longa duração. Se você ainda não conhece esse blog, está perdendo a chance de se divertir e se instruir sobre o mundo das viagens.

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2. Fui convidada pela Turisur, operadora de Bariloche responsável pela navegação no lago Nahuel Huapi, a conhecer três de seus roteiros: Puerto Blest, Isla Victoria e Bosque Arrayanes e o mítico Cruce Andino, que te leva de Bariloche através dos Andes, até Puerto Varas no Chile.

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3. Consegui parceria com a Mondial Assistance e com o Booking.com, numa tentativa de monetizar o blog. Mas com isso descobri que muita gente não conhece o Booking e agora essas pessoas têm a chance de fazer reservas em hotéis de forma segura e econômica.

4. Através da Turisur, fiquei hospedada num dos melhores hotéis de Puerto Varas, o Cabañas del Sol, e logo vou contar para vocês minha experiência.

5. Também colhi os frutos da pesquisa sobre formas alternativas de hospedagem e estou tendo minha primeira experiência no sistema Troca de Casas, sobre o qual expliquei neste post. Estou escrevendo na sala de um apart hotel aos pés de Cerro Catedral, a vila de esqui em Bariloche, esperando a neve prometida para esta madrugada.

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Não acredito que eu tenha tantas notícias nos próximos meses, por isso não farei este “balanço” mensalmente. Mas tenho muitas dicas desta viagem à Alta Patagonia e ainda falta falar de Roma e mais sobre Paris desde a última eurotrip em maio. E em outubro tem novos destinos, o trio que está na fila de espera desde 1998: Viena, Budapeste e Praga. Porque esta mulher casada viaja!

Ano novo pelo mundo

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Outro dia ouvi o Ricardo Freire, meu blogueiro-ídolo, dizendo que em nenhum país se comemora tão festivamente a passagem de um ano para outro como no Brasil. E falou sobre a crença brasileira na magia de termos uma nova chance com o início de um novo ano, como bem explica o poema atribuído erroneamente a Drummond, que escreveu, sim, um poema sobre Ano Novo, mas não este:

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

…”

Claro que esse renascer não é exclusividade nossa, mas a festa é tão intensa e o sentimento de renovação tão verdadeiro nos corações e mentes de nosso povo que parece ter sido criado por aqui. Talvez ampliado pela alegria do início do verão, férias de muita gente e estação mais alegre, talvez pelo coincidir com um novo ano escolar, talvez pelo visual de todos de branco… ou talvez por tudo isso junto.

E aí vêm resoluções de ano novo, planos e sonhos renovados, recauchutados ou cirurgicamente modificados, promessas que nem sempre são cumpridas. Eu acho essa esperança inocente linda, justamente por ser tão infantil e desprovida de qualquer explicação ou lógica. Acredito no poder do pensamento e no quanto o universo pode conspirar, sim, para que algo aconteça. Pena que em Dezembro, em vez de usarmos nossas horas vagas para reflexão, estamos cada vez mais envolvidos em discutir onde vai ser a festa, quem vai levar o peru e disputando espaço nos corredores dos templos de consumo para comprar presentes. Aqueles que no final das contas vão parar num canto do armário ou ser reciclados, porque muitas vezes não têm nada de pessoal.

Com a proximidade da data, pensei em escrever sobre como se comemora a passagem do ano em alguns países. Fogos de artifício estão presentes em todas as capitais, mas pular ondinha e vestir branco acho que é exclusividade nossa. Além disso, o clima quente favorece a festa e tudo fica mais alegre. Talvez venha daí essa esperança de “que tudo se realize no ano que vai nascer; muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. E essa música é muito mais legal do que a música-símbolo da data nos países falantes de inglês, Auld Lang Syne, que fala de não esquecer velhos amigos e de reencontrá-los. Melodia triste para uma data tão festiva.

Você deve se lembrar de suas aulas de Geografia, então sabe que devido ao fuso-horário o Ano Novo chega primeiro em países como Nova Zelândia, Austrália, Japão e China e as últimas a recebê-lo são as ilhas do Alaska entre outras pouco conhecidas de nós brasileiros.

Eu sempre passei as festas de final de ano no Brasil, junto à família ou amigos. Coisas de descendente de italiano e de canceriana, então embarquei nessa viagem através de imagens de algumas cidades na noite de 31 de dezembro.

Aproveito para desejar um ótimo ano de 2015 para todos que acompanham o mulher casada viaja, com viagem ou sem viagem – mas se for com viagem, melhor!

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Sidney, Austrália

 

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Amsterdam, Holanda

 

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Paris, França
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Londres, Inglaterra
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Toronto, Canadá
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Roma, Itália

 

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Washington DC, Estados Unidos
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Moscou, Rússia
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Barcelona, Espanha

 

Tóquio, Japão
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Dubai
Dubai, Emirados Árabes

Quando estava escrevendo este post, levei minha filha ao McDonalds e olha qual era a “toalhinha” da bandeja: informações das tradições do Ano Novo em vários países do mundo, inclusive naqueles que comemoram a data em outros meses.

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No fundo, somos todos iguais: torcemos por um recomeço mágico, ventos que levem o que não nos serve mais e que tragam novas experiências. Bons ventos para você!

Hotéis temáticos

A rede hoteleira tem se superado na oferta de conforto, tecnologia, praticidade e beleza para conquistar um público cada vez mais exigente. Alguns hotéis preferem cativar um público que além de tudo isso, preza pelo diferente e por um mergulho mais intenso na cultura ou no ambiente em que estão localizados – ou não.

Fiz uma pesquisa e me diverti com alguns desses hotéis, mesmo sem estar hospedada lá. Confira!

Fantasy Land Hotel, em Edmonton, Canadá
O Fantasy Land oferece quartos para todos os gostos – e fantasias! fantasylandhotel.com

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Greenwood Fanta Suitesem Burnsville, Minnesota, Estados Unidos
Não sei se os americanos se superam no faz de conta ou se seus hotéis são mais acessíveis na rede. Eis outro hotel com vários temas – ou fantasias. Quem sabe você vai parar na Lua!

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Ostbevern, Alemanha
E você achava que isso não existia! Depois de beber bastante cerveja alemã, você pode passar a noite em um barril! O proprietário diz que está disponível para acolher pessoas de cabeça aberta. Claro! Você pode reservar pelo AirB&B.

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Meu Malvado Favorito, em Orlando, Estados Unidos
Do ladinho dos Parques da Universal, o hotel Portofino oferece alguns quartos temáticos, todos com o universo dos simpáticos Minions.
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Caribbean Beach Resort, em Orlando, Estados Unidos
Este foi o único temático em que ficamos por enquanto e achei um barato! Além do quarto, o parque aquático do resort também tem ares caribenhos. Mas nem todos os quartos são temáticos.

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Adventure Suites, em North Conway, NH
Alguns exageram e beiram o mau gosto. Neste hotel em New Hampshire, nos Estados Unidos, você pode dormir numa concha ou ao estilo Harley-Davidson. A foto abaixo é a do quarto menos, digamos, esquisito que encontrei no site deles.

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Hotel Kakslauttanen, na Finlândia
Caso seu sonho seja dormir em um iglu mas você não tenha vocação para personificar um inuit, o hotel com nome tão difícil de pronunciar quanto encarar o frio finlandês é a escolha certa para você! De quebra você conhece a Lapônia, terra do Papai Noel. Ah, além dos iglus, as cabanas de toras de madeira com lareira são um charme!

Hotel Kakslauttanen, Finlândia

Hotel de Glace, Quebec, Canadá
Não precisa ir até a Lapônia para uma aventura gelada. Mas precisa esperar o inverno chegar, claro!
Hôtel de Glace de Québec


Haoduo Panda Hotel in the Sichuan
Na terra dos pandas, com os pandas! Quem sou eu pra julgar…

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Georgia House Hotel, em Londres
O hotel não é temático por completo, apenas alguns quartos são ao estilo do bruxinho mais famoso do mundo.

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Hotel Éden, em Taiwan
Este não é exatamente um hotel, mas um motel, nos moldes dos que temos no Brasil, com período de três horas. Ah, entendi o nome!

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V8 Hotel, em Stuttgart
Mulher casada adverte: se você, homem, escolher um quarto desses, deixe a namorada ou a esposa e viaje com um amigo!
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Vários estilos (duvidosos rsrsrs), em Las Vegas, claro!
Dormir sentindo-se numa praia do Havaí ou tomar banho em uma banheira-caixão. Tem ainda quarto cupido, disco e Egípcio. Clique aqui para o website.
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Sob o mar de Fiji
Ah, eu quero!! Website.

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Legoland Hotel, Carlsbad, Califórnia
Há três tipos de temas para escolher e todos os quartos são temáticos.
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Se você achou esses hotéis um tanto estranhos, saiba que existem hotéis em formato de beagle (raça canina) e quartos com caixões ou com roda de hamster e cama de feno. Pois é, parodiando o pai dos blogs de viagem: “viaje na viagem”!

Ou se você preferir algo mais básico, clique no logo da Booking.com aí à direita (na versão PC) ou no final do blog (se estiver em versão smartphone) e reserve seu hotel. Não vai te custar mais e vai me render uma comissão. Uma forma simpática de agradecer pelas dicas compartilhadas pela blogueira que vos escreve! Brigadinha.

Viajar é preciso!

viajar-e-mudar-a-roupa-da-alma-1622Sou canceriana, adoro ficar em casa, cuidar de plantas, (cozinhar, nem tanto!), decorar cada cantinho da casa, reunir a família no melhor estilo italiano. Por que essa inquietude, esse desejo infinito de viajar, então? Quando viajo, minhas plantinhas sofrem, preciso de alguma alma caridosa que fique com minha querida cachorrinha e, dependendo do destino, alguém que fique também com minha filha.

Por que viajamos? Nossos ancestrais nômades precisavam migrar em busca de alimento. Depois vieram os que viajavam para conquistar terras e manter seus domínios. E os aventureiros, desbravadores do além-mar, cobiçosos de novas riquezas, mas também de novas culturas e novas oportunidades.

O viajar mudou muito, mas talvez ainda tenhamos um pouco dessas motivações centenárias. Viagem como alimento para a alma ou uma viagem gastronômica. Conquistar novas histórias, amigos e costumes. Ambicionar riquezas pessoais, instransferíveis, de valor incalculável. Oportunidade de encontrar um novo destino, uma nova vida.

Adoro viajar.  E com este blog, espero viajar ainda mais, mesmo que seja no aconchego de minha casa, escrevendo aqui, quando minha alma tem a chance de dar um pulinho lá por onde andei. Acompanhe o blog e viaje você também.