O que Fazer em Monterey, Califórnia

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Monterey é ofuscada por outras cidades californianas como São Francisco, Los Angeles e até San Diego, então saio em sua defesa e brado que você precisa ficar ao menos 2 dias por lá, no melhor estilo slow travel e passear a pé pela Coastal Trail, se entupir de peixe e frutos do mar, visitar a parte histórica da cidade e observar lontras e leões marinhos bem de perto, na natureza. Talvez queira visitar um dos aquários mais famosos do mundo ou apenas passear pelas ruas arborizadas com casas de madeira que parecem cenário de estúdio de Hollywood. E que tal visitar condomínios com campos de golfe à beira mar, ou comer nos restaurantes estrelados de sua vizinha Carmel-by-the-Sea? Neste post falo especificamente sobre Monterey e mais adiante descrevo nossos passeios por Carmel e pela 17-mile Drive em novas publicações.

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leões marinhos que mais parecem esculturas!

A beleza de Monterey é bem diferente daquela que estampa nosso ideal de paraíso: em algumas praias a areia é grossa (quando há), no lugar das palmeiras ou coqueiros há ciprestes retorcidos pelos fortes ventos e a água do Pacífico é fria, mesmo no verão. Além disso, a quantidade de algas pode afastar qualquer desejo de entrar no mar, assim como o forte odor proveniente dos leões marinhos. Mesmo assim, mergulhadores chegam aos montes para testemunhar a farta vida submarina da região.

Mergulhadores em San Carlos Beach
Mergulhadores em San Carlos Beach

A parte mais turística de Monterey fica na Cannery Row, uma rua cheia de lojas, hotéis e restaurantes e no final dela fica o famoso Aquário de Monterey ($50), que visitamos em nossa primeira vez em Monterey, 20 aninhos atrás… Se você for, fique atento aos horários de alimentação dos peixes, que é muito legal. Também há programas para crianças passarem a noite no aquário!

Ícone da indústria de sardinhas enlatadas
Ícone da indústria de sardinhas enlatadas

A latinha oval de sardinhas de meio quilo alimentou as tropas aliadas na Primeira e Segunda Guerras Mundiais e virou um ícone, mas acho que Andy Warhol preferia a sopa de tomate… Anyway, Cannery Row (=fábrica de conservas) ganhou este nome apenas no final da década de 1950 depois que o escritor John Steinbeck publicou em 1945 um livro sobre a depressão da indústria de enlatados em Monterey com esse título. A história também foi adaptada para o cinema em 1982. Esse filme eu não vi, mas toda vez que minha filha assistia Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy with a chance of Meatballs) me lembrava de Monterey e acho que a inspiração da história pode mesmo ter vindo daí: ambas tiveram a decadência da indústria de enlatados pesqueiros e viraram cidade turística.

A Cannery Row
A Cannery Row

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Ali tem uma loja divertidíssima (Sea Otter Shirts) , e tudo nela remete às lontras (otters) e até a loja da Harley Davidson deixou um painel para foto com a lontroqueira:

A praia MacAbee fica bem na muvuca da Cannery Row. É bem feinha, principalmente porque tem umas ruínas na areia que eu não entendo o motivo de não as retirarem por completo. Tem acesso por escadas a partir desta pracinha:

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Outra área bastante visitada é a Fisherman’s Wharf, um cais onde você também pode comer, fazer compras e de onde saem os passeios de barco para avistar baleias. Eles garantem (não sei como) que você sempre as verá, em qualquer época do ano. Segundo o catálago de uma empresa que faz os passeios, no inverno e na primavera é possível avistar baleias cinzentas e no verão e outono baleias azuis e jubartes. Os preços variam de $40  a $49, em passeios que duram de 3 a 4 horas.monterey onde comer

Vitrine de restaurante em Fisherman's Wharf
Vitrine de restaurante em Fisherman’s Wharf

Eu falei da vida marinha farta, não foi? Foi ali no Fisherman’s Wharf que nos deliciamos observando duas lontras que “pescavam” ostras. Dá uma olhada no vídeo:

Unindo Pacif Grove ao Sul a Castroville ao Norte, está Coastal Trail, uma pista de ciclismo e para pedestres que segue 28 km pela orla traçada numa antiga trilha de trem. Ao longo dela você encontrará onde alugar bicicletas e áreas para picnic.

Coastal Trail nas proximidades de Fisherman's Wharf
Coastal Trail nas proximidades de Fisherman’s Wharf

De Monterey é possível avistar as Dunas do Fort Ord e eu fiquei mega curiosa para ir conhecer essa praia, mas não deu tempo.

O centrinho de Monterey, onde estão bancos, escritórios e comércio, é bem pequeno e tem aquele jeitinho interiorano, de vida calma, e em nada lembra o litoral. As ruas estavam decoradas com bandeirolas da Itália e uma feira com música ao vivo (mas nada de italiana) e barraquinhas de bebidas e alimentos estava acontecendo perto do Parque Histórico de Monterey. Demos uma passadinha por lá, mas o que mais encontrei de autêntico foi cannoli.

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O conjunto histórico de Monterey é distribuído por várias ruas e se você quiser conhecer todas as casas pode seguir as plaquinhas metálicas chumbadas nas calçadas, como a da foto abaixo. No Centro de Informações Turísticas (Monterey Visitor’s Center) tem muito material gratuito sobre a cidade, a 17-Mile Drive e até sobre Big Sur, então passe lá. Fica na Camino el Estero, 401.

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O centro de Informações Turísticas de Monterey
O centro de Informações Turísticas de Monterey

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Sempre que estou de carro gosto de passear pelas ruas residencias das cidades que visito e Monterey tem o estilo de casa que adoro: clapboard, com varandinha, cerca branca e muuuuitas flores!

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Vi várias ruas com árvores no meio delas - sem ilhas!
Vi várias ruas com árvores no meio delas – sem ilhas!
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Oliveiras na Califórnia!
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As cores do Outono no final do verão

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Mas o que leva muita gente a Monterey é seu entorno: apenas 7 km a separam da charmosa Carmel ou da linda 17-Mile Drive (foto de abertura deste post), tema de publicação futura.

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A primeira praia da 17-Mile Drive, em Spanish Bay

Como chegar a Monterey
Não temos voos diretos do Brasil para lá, então terá que fazer conexão em Los Angeles, São Francisco, San Diego, Las Vegas ou Phoenix.

A partir de São Francisco são apenas 190 quilômetros. Se tiver tempo, pode parar no Gilroy Premium Outlet, que fica no caminho, mas mais perto de Monterey do que de San Fran, tanto que como já era noite quando nos aproximamos decidimos fazer um bate volta a partir de Monterey no dia seguinte. Valeu a pena? Com o sono que eu estava, foi ótimo para dormir mais um pouquinho no carro! 😊

De São Farncisco a Monterey
De São Farncisco a Monterey

Onde Comer em Monterey
Comece bem o dia com um desjejum caprichado no Caffe Trieste, uma rede bem diferente do estilo Starbucks. Você também pede no balcão, mas eles servem à mesa e o ambiente é acolhedor – com wifi livre. Fica na Alvarado Street, no centro da cidade, perto do Rabobank. Você leu direito! 😂 Vimos várias agências com esse nome nesta parte da Califórnia.

O café da manhã doce da minha filha
O café da manhã doce da minha filha

Se o dia estiver bonito, por que não fazer um picnic? Na Coastal Trail você encontra mesas com uma bela vista da marina e do horizonte.

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Não comemos em Fisherman’s Wharf, mas lá tem vários restaurantes. Tivemos duas refeições na Cannery Row e aprovamos. No almoço escolhi um prato típico norte-americano, o clam chowder, no Louie Linguini’s.

O Clam chowder no pão italiano
O Clam chowder no pão italiano

No jantar, escolhemos o Fish Hopper, que fica sobre o mar e é todo envidraçado. Escolhi um salmão com cobertura de gergelim preto.

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Foi nesse restaurante que entendi porque não estavam servindo água aos clientes assim que se sentassem à mesa, como é prática nos Estados Unidos. Devido à seca, água é servida apenas se solicitada.

Se você perdeu a chance de provar o chocolate Ghirardelli, que virou ponto turístico em São Francisco, em Monterey você tem outra oportunidade e a loja na Cannery Row fica lotada. Um pacote de 422g com tabletes sortidos sai por 16 dólares. Minha opinião sobre o chocolate? Nada demais.

Preços médios (em dólares, em setembro/2016)

refrigerante: 3,50
Corona long neck: 5,50
espresso: 3,95
Salada Caesar: 8
Salada Caprese: 12
Chowder no pão italiano: 13
Espaguete e almôndegas ou pene a bolonhesa: 16
Porção de camarão empanado com fritas: 24
Fish and chips: 17
Salmão ao pesto co legumes: 25
sobremesa (bolo ou mousse): 10

Onde ficar em Monterey
Em minhas buscas encontrei vários hotéis com lareira, mega românticos, mas como não era o caso (nem frio, nem romance), ficamos no Arbor Inn, hotel estilo motel americano com estacionamento grátis e café da manhã bem ruinzinho. O quarto era espaçoso, limpo e confortável. O exterior era muito charmoso. 

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Procure seu hotel ou pousada em Monterey pelo Booking.com. Se você gostar do preço, faça sua reserva clicando no logo deles aqui no blog (ou no link acima) e eu recebo uma pequena comissão para ajudar a pagar a manutenção do blog. Você não paga nada a mais, pode conferir!

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USS Midway, o porta aviões-museu de San Diego

O tamanho impressiona já do lado de fora principalmente quando você se aproxima da bilheteria e o troço vira um paredão. Lá dentro, no hangar, você não acredita na quantidade de aviões restaurados em exposição e, quando chega no deck superior, a vista da cidade, da baía e de mais caças é inebriante. Estou falando do USS Midway, o porta aviões que mais trabalhou na historia da marinha americana, quase 50 anos. Virou um dos museus mais visitados de San Diego, instalado no waterfront, pertinho do centro.

O maior porta aviões do século 20
O mais longevo porta aviões do século 20 ao seu alcance

Este é o tipo de passeio que vai agradar crianças e a grande maioria dos homens, mas mulheres curiosas também! Tente esquecer que é um instrumento bélico e deixe sua imaginação te levar ao percorrer os corredores estreitos, observar a casa de máquinas, as salas de operação e os aposentos de marinheiros e oficiais. Pense na escassez de água potável, na qualidade da comida e no confinamento. Depois, no deck de voo, se não conseguir entender como um jato consegue aterrissar na pista deste aeroporto navegante, sente-se para assistir ao vídeo e tire suas dúvidas com o guia.ussmidway-49

Ingressos para o USS Midway
Você pode comprar o ingresso antecipadamente pela Internet (um pouco mais barato) ou pegar uma fila pequena a estibordo (brincadeira, é à direita do porta aviões, mas ainda em terra firme, ehehe) no momento da visita. A entrada varia de $20 (18 a 61 anos) a $10 (6 a 12 anos) e é grátis para menores de 5 anos.

O museu abre todos os dias das 10h às 17h, exceto no feriado de Ação de Graças (4a. quinta-feira de novembro) e Natal.

O ingresso inclui o audio guide, aparelho que você leva com você durante a visita e seleciona as gravações que quer ouvir. Pela imagem abaixo você terá uma ideia do quanto pode aprender se tiver interesse. Simuladores presentes no hangar precisam ser pagos à parte.

o mapa do audio tour
o mapa do audio tour

Como chegar
Se você estiver hospedado em Downtown, é só descer a pé em direção à baía. Se estiver em outros bairros, o San Diego trolley (jardineira do tipo hop on hop off) faz parada lá e a estação de trem Santa Fe é pertinho (green line). Para quem vai de carro, há um estacionamento ao lado da bilheteria, pago à parte ($10 para período de 12 horas).

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Vai viajar? Não se esqueça de voltar aqui para reservar seu hotel, comprar seu chip americano ou para contratar o seguro viagem. O blog tem parceria, respectivamente, com o Booking.com, a TravelMobile e a Mondial Assistance. Fechando por aqui, você não paga nada além do que pagaria no site deles e ainda contribui com a manutenção do blog, pois recebo um pequena comissão a cada venda. É um gesto simpático em retorno às dicas. Obrigada!

Quanto tempo dura a visita
Como em qualquer museu, vai depender do seu interesse, mas a gente levou mais de 3 horas, que é a média, segundo o site oficial. E é bem cansativo fisicamente, porque você sobe e desce     várias escadas e precisa levantar bem as pernas para passar pelas portas dos corredores. O calor prejudica um pouco a qualidade da visita, pois é bem quente nos ambientes mais compartimentados, como os aposentos dos marinheiros.

Pensa num quartinho apertado!
E há quem reclame de hostels!
San Diego o que fazer
Juju brincando de pilotar num cockpit recortado
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Você sabe fazer correntinha, menina?

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Uma das coisas mais legais de visitar os Estados Unidos é ver como pessoas comuns trabalham voluntariamente e aqui você vai encontrar vários senhores, militares reformados, que atuam no museu dando informações a quem se interessar. Contam em primeira mão, pois viveram e trabalharam no porta aviões.

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Os 29 aviões em exposição estiveram em guerras como a Segunda Mundial, do Vietnã e a do Iraque.

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“…take my breath away…” Cadê o Tom Cruise???

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Voluntário explica como funcionam as
Voluntário explica como funciona o pouso no porta aviões
San Diego vista do USS Midway
San Diego vista do USS Midway

Do deck de voo também se tem uma vista de 360 graus do waterfront de San Diego e da estátua que trouxe à terceira dimensão a famosa fotografia do marinheiro beijando a enfermeira na Times Square de NYC ao final da Segunda Guerra Mundial.

Rendição Incondicional
Rendição Incondicional

Vale a pena?
Isso é muito pessoal, mas eu acho que é uma visita bem interessante e diferente das demais atrações de San Diego e só por isso eu acredito que já valha a pena, sim. Quantas vezes você vai poder dizer que esteve num porta aviões, hein? 

Para mais informações, visite o site oficial do USS Midway.

Nós visitamos o USS Midway a convite do San Diego Convention & Visitors Bureau.

Leia sobre San Diego e outras cidades e parques da Califórnia

 

Por onde meus pés andaram em 2016

Não foi um ano fácil. Os resultados da crise política e econômica se escancararam e trouxeram grandes mudanças de comportamento na vida dos brasileiros. Muita gente cortou ou simplificou os destinos de viagem – e esses são os privilegiados, porque muitos fecharam seu pequeno negócio, perderam o emprego ou tiveram que aceitar fazer o trabalho de um colega demitido recebendo o mesmo salário e esticando a jornada.

Também senti diferenças em dois pontos: como professora de Português para estrangeiros, vi a diminuição da chegada de alunos de pós graduação por aqui (meu público alvo), afinal, o Brasil já não está com a bola toda que Lula vendeu ao exterior. Ou seja, minha renda caiu. Como blogueira de viagem, percebi que imagens compartilhadas que falavam sobre a dificuldade de viajar ganhavam mais likes do que imagens de destinos turísticos e o blog teve menos acesso agora em novembro e dezembro (quando as pessoas planejam as féras de verão e Carnaval) do que em anos anteriores.

imagem que circulou nas redes sociais
imagem que circulou nas redes sociais

Eu não consegui manter a mesma média de viagens de outros anos, mas apesar de tudo consegui fazer duas viagens internacionais: fui à Itália pela terceira vez e aos Estados Unidos pela… (parei de contar), escolhendo a Califórnia, desta vez. Faço aqui então um post fotográfico como parte da blogagem coletiva do Bloggers Out and About, grupo do qual faço parte.

Itália, em junho/2016

Não foi fácil esperar por esta viagem. Primeiro porque a anterior tinha sido em dezembro de 2015 e depois porque o intervalo parecia infinito: eu havia comprado o bilhete (promocional, meio por impulso) para março, mas adiei porque ainda estaria muito frio e nevado nas montanhas e porque tive fortes dores nas pernas que se foram como surgiram.

Seguem os lugares por onde passei em 2016:

Ainda não escrevi sobre Milão, que não está entre minhas cidades preferidas da Itália, mas passei duas noites por lá por causa dos voos de chegada e saída.

patio do Castello Sforzesco e as papoulas vermelhas
Patio do Castello Sforzesco e as papoulas vermelhas

Siena é muito querida e duas noites por lá permitiram que conhecesse muitos lugares que não havia visto em minha primeira visita relâmpago. Difícil foi escolher uma só imagem de lá, pois tenho fotos lindas.

vista privilegiada!
vista privilegiada!

Toscana – As cidadezinhas medievais e os campos toscanos estão nos planos e sonhos de muita gente e fui atestar o porquê. No caminho de Siena a Montepulciano, uma parada para fotografar a primeira estradinha de ciprestes:

Toscana estrada de ciprestes

Adoro observar o desenho dos tijolos remendando as paredes e imaginar onde e como eram as janelas e portas originais…

Toscana Montepulciano

Depois de almoçar em Montepulciano, passamos em uma cidade lindinha, Pienza:

Toscana Pienza

Já no final da tarde, uma paradinha em outra cidade sobre um monte: San Quirino d’Órcia.

Torre, em San Quirino d'Órcia
Torre, em San Quirino d’Órcia e a nona

O Valle d’Órcia, que engloba Montalcino, Pienza, Casteglione d’Orcia e San Quirino d’Orcia personifica a imagem toscana de estradinhas ladeadas por ciprestes, fenos e estábulos de pedra, campos arados e considero um presente ter encontrado, bem por acaso, um de seus cartões postais, a Capela de Vitaleta:

toscana Vale d'Órcia

Não conseguimos encontrar a estrada para chegar perto dela, então fotografamos da SP 146, que liga Pienza a San Quirino d’Órcia, mas o GoogleMaps me mostrou depois onde é, e deixo de presente para você a localização exata aqui.

Dormimos em um agriturismo aos pés de Montalcino, um apartamento alugado em uma fazenda produtora, com vizinhos no melhor estilo toscano: ralhou porque fotografei o pátio típico italiano onde devem acontecer as refeições em família no dias de verão. Ainda aprendo italiano para não passar por situações como esta… e porque a língua é linda, va bene!

a casa do meu "vizinho"
a casa do meu “vizinho”

Era dia de conhecer Montalcino e fomos presenteadas, minha colega de viagem e eu, por uma paisagem única: a cidade acima das nuvens!

toscana Montalcino

De Montalcino, seguimos para San Gimignano, e no caminho paramos em Colle di Val d’Elsa, uma cidade não tão bonita, mas autêntica, sem muita maquiagem e com poucos turistas.

Toscana Colle di Val d'Elsa
a bem preservada fortaleza de Val d’Elsa

Ainda tínhamos San Gimignano e se não estivéssemos cansadas demais, Volterra, que acabou ficando para uma próxima!

Toscana San Gimignano

A próxima noite foi em Siena, de onde pegaríamos o trem para Veneza, que nos recebeu sob muita chuva! Era minha terceira vez na cidade, que sempre tem algo novo para ver e fazer, como assistir a um concerto na igreja San Vidal:

veneza concerto em igreja

Ainda não escrevi sobre nenhum desses destinos, mas tem várias dicas sobre Veneza, Roma, Florença e outras cidades italianas aqui.

Em Veneza alugamos um carro e dirigimos em direção aos Alpes, para conhecer as Dolomitas, cadeia de montanhas com picos lindos, pastos de altitude e lagos. Dicas para dirigir na Itália estão neste post.

A primeira parada foi Cortina d’Ampezzo, cidade-resort de esqui, onde não importa a direção, tem uma montanha linda para se ver:

Cortina d Ampezzo Dolomitas

Passamos a noite no Lago Misurina, mas antes subimos até o Rifugio Auronzo:

Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
O Lago Misurina, a 15 km de Cortina
O Lago Misurina, a 15 km de Cortina

O dia seguinte foi de chuva, muita chuva, o que  nos impediu de subir a picos e aproveitar as paisagens, mas conseguimos uma primeira parada em Passo Falzarego e Passo Giau sem nos molharmos, avistando muitas vaquinhas pelo caminho.

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Passo Giau
Passo Giau

A região de Val Gardena é linda, mas infelizmente vimos pouco pelo parabrisa molhado do carro.

O restaurante onde almoçamos, a caminho de Funes
O restaurante onde almoçamos, a caminho de Funes

Passamos a noite em Val di Funes, um lugar isolado, de estradinhas sinuosas e casinhas alpinas. Mas valeu acordar com esta vista:

Da varandinha da Pensão Sass Rigais, eu vi o céu azul
Da varandinha da Pensão Sass Rigais, eu vi o céu azul

Assim como em Val d’Orcia, as Dolomitas também têm sua igrejinha cartão postal:

Val di Funes, nas Dolomitas
Val di Funes, nas Dolomitas

E chegamos ao nosso destino final das Dolomitas: Alpe di Siusi, o maior planalto europeu de altitude:

Alpe di Siusi
Alpe di Siusi

Já escrevi todos os posts sobre as Dolomitas, que você pode conferir clicando aqui.

A cidade de Bolzano estava na rota, mas acabamos indo direto a Trento, aquela do concílio… Descobri uma cidade linda, com vista para as montanhas e uma piazza escantadora!

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Não tem como não se apaixonar pelas praças italianas…

trento

Carro devolvido, tomamos um trem para Verona, antes de nosso retorno a Milão.

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Piazza delle erbe, Verona

E como sempre tem um chorinho, o voo de retorno tinha uma conexão longa em Lisboa, quando aproveitamos para passear pela cidade:

O Rio Tejo visto do Elevador Santa Justa
O Rio Tejo visto do Elevador Santa Justa

 

Califórnia, EUA, em Setembro de 2016
A expectativa também era grande: eu e o maridão visitaríamos as mesmas cidades aonde fomos há 20 anos, em nossa primeira viagem internacional, mas desta vez levaríamos a filhota junto!

Começamos pelo Sul, San Diego:

Praia de Coronado
Praia de Coronado

Uma paradinha rápida em Anaheim para ir à Disneyland e depois Los Angeles…

Disneyland Califórnia

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… e seguimos para o destino que mais me interessava: Yosemite!

El Captain
El Captain, em Yosemite

Era hora de voltar ao litoral e curtimos 3 noites na charmosa São Francisco:

São Francisco

De lá, a região de Monterey com seu belo litoral caracterizado por pinheiros, encostas e muita vida marinha:

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Pertinho de Monterey, fica a charmosa cidadezinha Carmel e lá o condomínio Pebble Beach, com belas vistas do mar pela estrada chamada 17-mile-Drive, onde fica o famoso Cipreste Solitário:

O cipreste solitário, na 17-mile drive
O cipreste solitário, na 17-mile drive
tem pebbles, mas não é Pebble beach.
tem pebbles, mas não é Pebble beach.

O tempo não favoreceu belas fotos no dia que fizemos a tradicional “descida” da HW-1, estava muito nublado, mas a beleza do lugar não foi ofuscada e para minha felicidade conseguimos parar em todos recuos em acostamento da Big Sur.

Pfeifer Beach, na CA-1
Pfeifer Beach, na CA-1

Como tínhamos feito a região de Carmel no dia anterior, esticamos de uma só vez, de Monterey a Los Angeles, fazendo uma parada para almoçar em Solvang, que fica no lindo vale Santa Inez, pertencente a Santa Bárbara.

a rua principal de Solvang
a rua principal de Solvang

E como viajar é mais do que estar no destino, vi muitas paisagens douradas pelo caminho, fossem dos campos, fossem do por do sol ou das colinas secas, entendendo porque chamam a Califórnia de O Estado Dourado. Para ler sobre a Califórnia, clique aqui.

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E o que 2017 trará? Como sonhar é o primeiro passo, gostaria de ir à Suíça ou ao Sul da Alemanha no segundo semestre. Se os deuses sorrirem para mim, Marrocos cairia bem. De certo, tenho o Deserto do Atacama e Santiago do Chile chegando, então vêm dicas quentes em março.

Um bom ano para todos vocês e não se esqueçam: sonhar, planejar, economizar, viajar.

Abraços!

 

 

 

 

 

 

San Diego: Point Loma

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma

Point Loma é uma pensínsula que protege outra, a de Coronado, e a baía de San Diego, no extremo sul californiano, e marca a chegada dos europeus à costa da Califónia espanhola.

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a área do parque

Visitamos Point Loma no dia de nossa chegada à Califórnia, ainda de roupas usadas no voo internacional, bagagem no porta malas, cansados mas cheios de expectativa com a viagem. Escrevi sobre o primeiro dia no post anterior, quando visitamos La Jolla e Old Town, e como o post já estava longo demais, Point Loma ganhou um espaço só para ele, este aqui.

Para chegar é muito fácil, há indicação de placas para lá na cidade e em La Jolla – e acho que ninguém mais circula sem GPS, certo? Point Loma é cortada de norte a sul por uma avenida principal, a Cabrillo Memorial Dr. e para entrar no parque há uma cancela onde é preciso pagar a taxa de $10 por carro, com direito a estacionamento, panfleto com informações históricas e úteis ao visitante e acesso aos pequenos museus e piscinas naturais.

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Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. A aridez impressiona….

O que Fazer em Point Loma

A atração principal de Point Loma é o Cabrillo National Monument, mas acho que nem nerds iriam até lá só por causa da estátua. Além das atrações naturais, que são a vista para a baía (principalmente no inverno, de dezembro a março, quando baleias visitam aquelas águas) e as piscinas naturais, há pequenas exibições nas casinhas brancas no farol (Point Loma Lighthouse) e no Visitor Center. Para quem viaja com crianças é uma opção interessante.

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Cabrillo National Monument
Você já ouviu história parecida: a mando do rei espanhol, em 1542 Cabrillo partiu do norte do México com três caravelas para descobrir uma rota para a Ásia, novas terras e ouro. Depois de lutas com povos nativos já exaustos por invasões precedentes, Cabrillo morre sem descobrir novas terras, mas deixa registros de pontos geográficos, ventos e marés relevantes para os naveantes do século 16.

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Para os menos interessados em historia: a vista do monumento é linda! Pode não ser tão bonita quanto a de São Francisco, comparando cidades do mesmo estado, por causa da aridez e principalmente pelas grandes áreas militares: San Diego é a base naval da costa Oeste americana e a Marinha emprega 48 mil pessoas, entre militares e civis. Já contei no post sobre Coronado que jatos e helicópteros passam em voos rasantes sobre as areias da praia. Como só passamos algnus dias por lá, não dá pra dizer o quanto essa população militar interfere na vida social da cidade.

Antigo Farol de Point Loma

Inaugurado em 1854, o farol serviu como guia para navegantes por 36 anos, quando foi substituído por outro mais abaixo, que não tivesse a luz obstruída por nuvens baixas ou pelo nevoeiro. Uma mesma família morou ali durante 20 anos e a casa exibe objetos e mobiliário da época. Como não havia estradas, o único acesso à “civilização” era por mar. Do lado de fora, uma pequena horta sobrevive apesar do vento e da seca.

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Point Loma tem em suas encostas bunkers e uma pequena casa abriga imagens e gravações de áudio que relatam as comunicações durante a Segunda Guerra Mundial.

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Piscinas Naturais
Ótima opção para quem está com crianças: elas podem correr, subir e descer barrancos e depois aprender sobre os seres que ficam “presos” com a maré baixa ao observá-los. Voluntários fazem visitas guiadas. Os melhores meses para visitar vão de outubro a abril, principalmente nas luas Cheia e Nova.

Do monumento até as piscinas, é preciso ir de carro e há estacionamento bem pertinho das falésias.

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A visita a esta região pode ser feita em um média de 60 minutos ou um pouco mais, se você quiser explorar as trilhas com vista para a baía de San Diego ou das piscinas naturais. Caso tenha pouco tempo em San Diego, na nossa opinião, dá pra cortar Point Loma do roteiro sem muito dó.

 

San Diego: La Jolla e Old Town

Este post é complemento da publicação anterior, em que compartilhei minhas impressões sobre San Diego e também o roteiro de 3 dias na cidade. Aqui descrevo o primeiro dia em detalhes, com valores dos passeios e refeições, entre outras dicas.

O mapa abaixo mostra o que eu tinha planejado para o dia. Você perceberá que há uma discrepância entre o mapa e a descrição do dia e isso é porque deixamos de fazer Sunset Cliffs (havia muitas nuvens baixas no horizonte e a ideia era ir até lá só para ver o por do sol) e colocamos Old Town no lugar. Também não fomos até Pacific Beach, apenas passamos de carro por lá.

Chegando em San Diego
Chegamos a San Diego dirigindo pela Interestadual 5 desde o aeroporto de Los Angeles, onde retiramos o carro que nos levaria por vários pontos da Califórnia em 15 dias. Como nosso hotel ficava no centro, distante 20 km de La Jolla (leia la róia, por favor! eu nem pronunciava essa palavra há 20 anos achando que era La Rôla! rsrs), preferimos fazer uma parada lá para conhecer e almoçar em vez de ter que voltar essa distância toda e com isso perder tempo.

La Jolla Cove
La Jolla Cove

Depois de uma viagem tranquila, sem o bicho papão do trânsito nos arredores de Los Angeles, chegamos a La Jolla Cove, uma enseada cuja praia é estreita, mas tem duas grandes atrações: as falésias e os leões marinhos. Vi algumas pessoas nadando bem pertinho deles, mas a maior parte deles estava mesmo estirada na areia ou nas rochas o tempo todo de nossa visita! Para crianças, e mesmo para adultos, é uma experiência completamente diferente de vê-los em zoológicos: é colocar o lado Animal Planet em ação: estar pertinho delas, em seu habitat natural e sem barreiras (dias depois numa outra praia da Califórnia, havia muitas delas, mas uma passarela com parapeito nos separava), observando seu comportamento e sentindo aquele cheiro horroroso (aff, como fedem! rsrs). Pela TV isso não rola, né?

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Snorkeling pertinho deles!

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A pequena praia de La Jolla Cove é mais para contemplação do que uma praia como entendemos no Brasil: para sentar, deitar, relaxar e passar o dia. Achei que as escadarias de concreto ofendem a beleza natural do lugar; poderiam ser de madeira e cordas. O mar tem o tom californiano: uma mistura de tons de verde e azul, mesmo em dias nublados. Para compensar o mau gosto das escadarias, à beira das falésias tem uma praça gramada com algumas poucas mesas para piquenique e árvores lindas retorcidas pelo vento, que eu veria em outros pontos do litoral da Califórnia, principalmente na região de Monterey.

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a praça à beira mar que me lembrou a orla de Miraflores, em Lima

Estacionamento em La Jolla
Encontrar vaga para estacionar não foi a tarefa mais fácil, mas também não foi impossível, talvez porque não era alto verão nem fim de semana. Ao longo da Coast Boulevard (a rua ao lado das falésias), há vagas em 45º com limite de tempo (2 ou 3 horas), mas são gratuitos. Estacionamos por lá para conhecer Ja Jolla Cove e depois em um rua residencial para almoçar.

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Ah, ao estacionar em ladeiras é importante girar a roda do carro até que o pneu fique direcionado para a guia caso o freio falhe. Há placas indicativas (foto abaixo, “cramp wheels to curb”) e não fazer isso pode dar multa! Já estou organizando um post com dicas para quem vai dirigir na Califórnia e publicarei assim que estiver pronto. Encontre-o na página índice da Califórnia.

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Cody’s, o restaurante que aceita animais

Para o almoço, eu tinha lido várias avaliações do George at the Cove, que é super badalado e tem uma vista linda do mar, mas como o dia estava meio nublado, achei que o custo seria maior que o benefício. Passando na frente do pequeno e informal Cody’s, restaurante instalado numa casinha simpática na esquina da Girard com a Coast Blvd, não resisti à placa que dizia que cães eram bem-vindos ali. Muita gente torce o nariz, achando que é falta de higiene, eu sei, mas eu não vejo problema desde que estejamos ao ar livre. Comemos um fish and chips OK ($17) e uma salada Caesar ($14). Provamos a cerveja Pacifico (long neck a $7) e o refrigerante servido no pote de geleia foi $3,75. Na conversão, saiu bem caro, mas se nosso real não fosse tão desvalorizado teria sido muito mais barato do que uma refeição em praia em SP.

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fish and chips acompanhados de coleslaw
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Além de receber cães, eles têm um cardápio para os pets!

Depois do almoço caminhamos pela rua principal de La Jolla, a Prospect, onde há lojinhas, restaurantes e galerias de arte. O sol deu as caras no meio da tarde e corri para fotografar a orla, agora com boa luz. Aliás, foi assim durante toda nossa viagem pela costa da Califórnia: o sol só dava as caras depois das 14h ou 15h.

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Voltamos ao carro e circulamos pelas ruas residenciais do bairro com casas de madeira bem conservadas, ruas com palmeiras altas… Algumas casas, as chamadas bangalôs, são uma graça: pequenas e vulneráveis, assustam brasileiros acostumados a grades e muros altos. Quase aluguei uma em Los Angeles, mas não consegui superar essa vulnerabilidade.

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Como queríamos ver a cidade, guiamos “por dentro”, em vez de pegar a I-5 novamente, que seria mais rápido para chegar à próxima parada: Point Loma.

Caso você vá para Sunset Cliffs, onde a galera se encontra para ver o pôr do sol, o acesso para as falésias é pela Ladera Street e Cornish Drive. Nas minhas pesquisas, li que a cidade tem enfrentado problemas com pessoas que morrem ou ficam seriamente feriadas ao pular no mar de um ponto chamado Arch, então se liga!

Point Loma
Point Loma é uma península cuja principal atração é o Cabrillo National Monument, que marca onde o explorador espanhol Juan Rodriguez Cabrillo chegou em 1542, Está a 30 km de La Jolla Cove e tem uma vista incrível!

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma
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As lápides, a base naval e o Pacífico

Na ida até Cabrillo National Monument, já em Point Loma, demos uma paradinha no Rosecrans, um cemitério militar, como muita coisa em San Diego. Eu não sou do tipo que visita cemitérios, nem mesmo os mais famosos como o Père-Lachaise de Paris ou o judeu de Praga, mas como estava por ali quis conferir a vista, que é mesmo deslumbrante.

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Dez minutinhos depois estávamos de volta ao carro em direção ao Cabrilo National Monument, mas como este post estava ficando longo demais, escrevi um outro só para contar como foi nossa visita a Point Loma, que além do monumento e da vista tem pequenos museus e piscinas naturais.

Veja na página-índice da Califórnia o post sobre Point Loma e outros desta viagem à Califórnia, que teve Los Angeles, São Francisco, Carmel, Monterey, CA-1 (Big Sur) e Yosemite Park.

As piscinas naturais em Point Loma
As piscinas naturais em Point Loma

Deixamos Point Loma e depois de algum trânsito por causa da hora de pico chegamos em Old Town, área histórica e bem turística onde os primeiros europeus se fixaram e tradições hispânicas e do “velho Oeste” se encontram. Lojas de artesanato, restaurantes, galerias, música e dança ao vivo (tem mariachis, sim!), pequenos museus históricos, funcionários vestidos a caráter, construções com arquitetura marcadamente mexicana e de faroeste são algumas das atividades do local.

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A gente sempre reclama quando um lugar está cheio de turistas, mas estar num ponto turístico sem o povo é muito chato! (eita gente que não sabe o que quer!). Quando visitamos Old Town há 20 anos na alta temporada, o lugar era uma festa e desta vez nos deu sono. Também pudera: tínhamos saído de casa há mais de 24h e tudo o que queríamos era um bom banho e descansar. Além disso, já passava das 17h, os museus e a maior parte das lojas estavam fechados, mas conseguimos 5 minutos no museu da Wells Fargo e na tabacaria com inúmeras peças antigas e curiosas de cachimbos e afins.

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o museu da Wells Fargo em Old Town

Caso você não tenha assistido a muitos filmes de faroeste (nem é desculpa, o diretor Tarantino os ressucitou em seu melhor estilo!), antes da chegada das estradas de ferro ao Oeste, as diligências era usadas para transporte não só de pessoas, mas de dinheiro, correspondência e ouro. A Wells Fargo tinha em 1866 a maior operação de diligências do mundo, com carruagens puxadas por 6 cavalos. Em 1918, o governo federal estatizou todas as operações como medida de segurança devido à Guerra e a empresa reduziu-se ao ramo bancário – com uma única agência em São Francisco. Por isso hoje o nome Wells Fargo é mais associado a banco do que a transporte. O museu tem duas salas onde estão expostos documentos, imagens e pequenos objetos, além da destacada carruagem vermelha. Outros museus da Wells Fargo estão em Sacramento, São Francisco, Los Angeles, Minneapolis, Alaska, Portland, Philadelphia, Phoenix e Charlotte.

Se você curte o estilo western, que tal ficar hospedado dentro de Old Town, num hotel histórico, o Cosmopolitan? Só conheci o térreo, que é todo decorado no estilo western, mas dei uma espiada nas fotos do site Booking.com e achei os quartos ainda mais legais! E se você gosta de emoção, o quarto 11 é dito assombrado pela filha do primeiro proprietário!

A fachada do Cosmopolitan
A fachada do Cosmopolitan
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sala de refeições do Hotel Cosmopolitan

Também publicarei dicas de onde se hospedar, pois cada região de San Diego traz uma experiência diferente, aguardem!

E se você quer uma foto com a placa da histórica 101, tem uma bem acessível ali em Old Town.

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San Diego: Roteiro de 3 dias e impressões

La Jolla Cove
La Jolla Cove

Difícil colocar dentro de 3 dias tudo o que há para fazer em San Diego e claro que não foi possível ver todas as principais atrações da “última” cidade ao sul da Califórnia antes da fronteira com o México. Por isso, além de compartilhar o que efetivamente fizemos, deixo para você uma listinha dos lugares para onde não fomos e assim você monta seu próprio roteiro.

Uma das áreas mais fotogênicas do Balboa Park
Uma das áreas mais fotogênicas do Balboa Park

Deixo também minhas impressões da cidade, que mudou muito desde minha primeira vez, assim como eu, assim como o mundo. Em 1996, a Califórnia estava no meu roteiro de 31 dias pelos Estados Unidos e era minha primeira viagem internacional, então é compreensível que tudo fosse novo e fascinante. Vinte anos apuraram meu olhar e ter viajado para tantos outros lugares me deixou mais exigente. Percebi problemas, não me encantei tanto com algumas atrações como há vinte anos, mas San Diego continua sendo um destino que agrada a muitas tribos: as crianças encontram animais selvagens, seja nas praias, seja no San Diego Zoo ou Sea World, e as menores se divertem no parque Legoland. As praias e o clima de paquera rolam nas areias e nas muitas opções de atividades noturnas (dá até pra pegar um trem no centro da cidade e curtir uma noitada à mexicana em Tijuana). Famílias têm a opção de inúmeros museus e passeios ao ar livre no Balboa Park e Old Town. Por outro lado, o número de moradores de ruas me assustou, mas tenho visto isso desde a crise imobiliária de 2008. Para os próximos vinte anos, San Diego se compromete a ser a primeira cidade americana com 100% de energia limpa, um plano ambicioso que tomou fôlego depois dos bons resultados de ações propostas com relação à seca que castiga a Califórnia.

Museu Aeroespacial, no Balboa Park
Museu Aeroespacial, no Balboa Park

Nestes vinte anos, San Diego vem se reinventando: o centro antigo foi revitalizado e transformado em uma região com boa oferta de bares e restaurantes, conhecida como Gaslamp Quarter. São edifícios lindos, que restaurados trouxeram charme ao centro. Fiquei num hotel (veja aqui) que havia sido um banco e manteve suas características no lobby e fachada. Edifícios novos foram erguidos, como a biblioteca central (330 Park Boulevard), e o USSMidway, antigo porta-aviões, inaugurado como museu. O século 21 também viu a inauguração do estádio-sede do time de baseball local, o San Diego Padres. Downtown em nada lembra que estamos pertinho do mar e isso é um ponto extra, na minha opinião, pois parece que visitamos dois lugares distintos. Apesar de ser uma cidade grande, a quietude impera e eu que sou de São Paulo achava muito engraçado olhar pela janela e ver as ruas quase desertas às nove da manhã de um dia de semana. Movimento de veículos fica mesmo nas autoestradas I-5 e I-8 que servem de avenidas para a gente se deslocar de um lado a outro da cidade – mas com rapidez e gratuitamente. Há transporte público fácil para se locomover pelos principais pontos turísticos e do centro é fácil caminhar até o waterfront, onde tem mais atrações.

A biblioteca central. Foto divulgação
A biblioteca central. Foto divulgação

Aproveito para agradecer o San Diego Tourism Authority, que gentilmente me ofereceu um press pass para que eu pudesse visitar museus, fazer passeios e conhecer atrações para contar aqui e ajudar na sua viagem. Vamos lá?

Um dos lindos prédios do Gaslamp Quarter
Um dos lindos prédios do Gaslamp Quarter

Roteiro de 3 dias em San Diego resumido

Listo abaixo o que efetivamente fizemos. Cada dia do roteiro ganhou uma descrição completa nos posts que publicarei nas próximas semanas, com dicas de transporte e preços de refeições – e muitas fotinhos, claro.

Dia 1 em San Diego
– chegada de carro a partir de Los Angeles
– passeio e almoço em La Jolla
– visita ao Cabrillo National Monument em Point Loma
– breve passeio em Old Town
– caminhada noturna e jantar no Gaslamp Quarter

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma

Dia 2 em San Diego
– 
USS Midway Museum
– caminhada por Downtown e waterfront
– comprinhas e almoço na região de Seaport
– fim de tarde em Coronado

a estátua Unconditional Surrender, vista da plataforma de lançamentos do USS Midway
a estátua – imagem que você certamente já viu em algum lugar – Unconditional Surrender, vista da plataforma de lançamentos do USS Midway

Dia 3 em San Diego
– dia dedicado ao Balboa Park, que concentra áresa verdes, jardins e museus. Visitamos o Museu de História Natural, o Espacial e Aéreo, o Museu Automotivo e o respeitado San Diego Zoo.

Ju alimentando as girafas
Ju alimentando as girafas

 

O que não entrou em nosso Roteiro de San Diego – mas pode entrar no seu

Petco Park
Que tal assistir a uma partida de baseball, de preferência num jogo com os donos da casa, Los Padres? Infelizmente não teria jogo nos dias em que estivemos em San Diego, então dê uma olhada no site oficial e confira a agenda para ver se você consegue viver esta experiêcnia.

Legoland
É um parque que agrada principalmente as crianças pequenas e fica a 56 km do centro, num bate-volta possível e simples. Mais informações no site oficial.

Maritime Museum of San Diego – Localizado na orla, na Harbor Drive, o que permite que  seu acervo esteja sobre as águas: são 11 navios, balsas e barcos e alguns deles ainda podem navegar e você pode ser o passageiro! Confira as exposições permanentes e temporárias no site oficial do Museu Marítimo de San Diego.

Sea World – Eu nunca quis mexer neste vespeiro porque acho que para se declarar a favor ou contra atrações como esta – ou mesmo zoológicos, seria preciso mais que um post – ou um livro. Nós visitamos o Sea World Orlando em 2014, quando o número  de visitantes já havia despencado devido ao polêmico documentário Blackfish, ao qual assisti só em 2015. Trata da forma como as orcas são capturadas, de sua vida social antes e depois e do relacionamento com seus tratadores, especificamente sobre a morte de uma delas, em 2010, e ataque a tantos outros. A repercussão do documentário foi tamanha que o SeaWorld cancelou os shows com orcas em novembro de 2015. Está disponível na Netflix. O outro lado da moeda diz que o SeaWorld já resgatou e tratou de mais de 28.000 animais em perigo. Leia, informe-se e julgue por si mesmo. Para informações sobre o Sea World, clique aqui.

Wild Animal Park ou San Diego Zoo Safari Park – Então, a polêmica continua aqui? Qual a diferença entre ir ao SeaWorld e ao Wild Animal Park? Sem pesquisar muito, eu diria que só pelo Wild Animal Park estar associado ao San Diego Zoo já significa que existe todo um trabalho de pesquisa para manutenção das espécies, readaptação de animais que sofreram contrabando, etc., etc. Trata-se de um parque com várias opções de safari para ver animais africanos e pássaros. Também fica perto de San Diego, a 50 quilômetros. Mais informações aqui.

Leia mais sobre San Diego e outras cidades desta trip clicando na página índice da Califórnia.

Coronado: a ilha de San Diego – que não é ilha!

A gente aprende na escola que ilha é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados e, falando assim, Coronado parece ser uma ilha, principalmente porque chegamos lá atravessando a ponte San Diego-Coronado. Bem, sabendo o nome da ponte, inferimos que Coronado não pertence a San Diego, é um município autônomo – e não é uma ilha, mas sim uma península. Neste post dou dicas de como circular, o que fazer, como chegar lá e falo sobre minhas impressões deste lugar exclusivo e ao mesmo tempo tão acessível.

Pra começar, quando planejei minha ida a Coronado as expectativas eram grandes e nos meus planos ia parecer um comercial de imóvel: a gente ia alugar bikes e percorrer as ruas sorrindo e brincando, depois de ter atravessado a baía de San Diego de ferry, apreciando o skyline da cidade e os veleiros branquinhos. Na real, a gente foi de carro, depois de um dia cheio, estávamos cansados, marido e filha contrariados porque queriam voltar para o hotel e descansar e eu mau-humorada porque minha câmera resolvera quebrar no início da viagem (se você acompanhar os posts da Califórnia vai ver algumas fotos fora de foco). Mas as opções eram ir assim, anos-luz de uma família de comercial de TV, ou não ir. Fomos assim.

Coronado San Diego

Vale a pena ir a Coronado?
Se você tiver ao menos umas 2 horas a mais no seu roteiro de San Diego, vale a pena, sim. A praia é muito bonita e se você curte arquitetura colonial americana vai adorar as casas de madeira em ruas sem iluminação pública. 

Como Chegar a Coronado

Há várias formas de chegar a Coronado: de carro, de ferryboat e de trolley, caso você tenha comprado o passe do hop on/off do Old Town Trolley, que vai aos principais pontos turísticos da cidade de San Diego. Ele atravessa a ponte San Diego-Coronado e faz parada perto do Hotel Del Coronado.

a baía de San Diego sobre a ponte, a caminho de Coronado
a baía de San Diego sobre a ponte, a caminho de Coronado

Ferry para Coronado
Há dois pontos de partida: ao lado do USS Midway Museum e no Pier da 5th ave., em frente ao San Diego Convention Center. A viagem de 15 minutos proporciona avistar o skyline de San Diego e observar as embarcações ancoradas e navegantes da baía. Custa $5.

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A marina de Coronado, na bela Glorietta Bay

Como circular em Coronado
🚶 Se você chegar de ferry, para ir a pé até Coronado Beach, do outro lado da península, dá uma caminhada superior a 30 minutos.

🚴 Há várias lojas para alugar a sua bike convenientemente perto do desembarque do ferry: a Bikes & Beyond e a Rays Rentals (2000 Second Street) têm, além de bikes, aqueles carrinhos coletivos movidos a pedaladas para até 4 pessoas, os surreys. No Hotel Del Coronado (1500 Orange Ave.) tem a Wheel Fun Bike Rentals.

🚘 Eu tinha lido que seria um problema ir de carro por causa do alto custo de estacionamento, mas encontramos vaga na Avenida Del Sol, sem parquímetro, a passos da praia. Também é permitido estacionar gratuitamente na Ocean Drive, a avenida costeira. Mas não era alto verão quando fomos, então não sei se é fácil achar vagas em Julho ou agosto. Onde há parquímetro, a permanência é de no máximo 2 horas, a $0,25/hora.

🚌 Para ir ao outro lado da ilha de ônibus, na praia ou no hotel Coronado, a partir do centro de San Diego pegue a linha 901 e, se você já pegou o ferry (balsa), o ônibus é o 904.

Este ano (2016) a prefeitura da cidade ofereceu até o início do outono (fim de setembro) duas linhas de ônibus gratuitos para evitar que as pessoas usem carros. E olhem que legal a customização do ônibus:

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🚃 Sabe o velho conhecido da turistada, o hop on hop off? Acho que só usei em San Diego e em Londres! Em San Diego é uma boa opção para quem está sem carro, pois as atrações não são concentradas num centro. Ele te leva a Old Town, Coronado e Balboa Park, mas tem linha que vai até La Jolla! Há passes de um dia ou mais e o nome do hop on hop off de San Diego é Old Town Trolley.

o Hop on Hop off
o Hop on Hop off

O que Fazer em Coronado

O mapa abaixo mostra o que eu pretendia fazer, mas o tempo curto não permitiu.  

Hotel del Coronado
Não é uma atração turística, mas é! O hotel branquinho construído todo em madeira em 1888 e com a torre cônica é tão símbolo de Coronado quanto a Golden Gate é de São Francisco. Ganhou popularidade mundial quando Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon rodaram cenas da comédia Quanto Mais Quente Melhor (They Like it Hot). Apesar de classudo e de receber presidentes e gente famosa, dá pra fazer reserva até pelo Booking.com, usado por mortais como eu. Eu bem que queria comer em um de seus restaurantes, mas os preços me assustaram!

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Descobri que há tours guiados ($20) às 10h30 de segundas, quartas e sextas e aos Sábados e Domingos às 14h, com duração de 90 minutos, caso você esteja interessado na história do hotel ou se quiser conhecê-lo por dentro sem se hospedar lá.

Coronado Historic Association é o museu da cidade. Não tive tempo nem de chegar perto, então não posso opinar se vale visitá-lo ou não.

Esportes e passeios aquáticos
Este tipo de atividade é bem óbvio para um destino de praia: tem caiaque, stand up paddle, surfe, passeio de catamarã, lancha, etc. Mas eu fiquei surpresa com o passeio de gôndola! Sim, igualzinhas às de Veneza, conduzidas por gondoleiros de camiseta listrada e chapéu de palha. Como dizia um querido professor: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mas se você quiser, as informações estão no site da empresa que promove o passeio.

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Não rolou pôr-do-sol no mar por causa das nuvens baixas. Não rolou foto mais legal por causa da câmera quebrada. Nem sempre os dias perfeitos são aqueles programados…

Praias

Silver Strand Beach: não fui, mas vi fotos e achei meio feinha para os padrões de praias paradisíacas que temos. Mas é o paraíso para quem está de trailler ou, como se diz em inglês, RV (recreational Vehicle): estacione sua casa sobre rodas bem na areia e divirta-se!

Municipal Beach: é a praia em frente ao hotel Del Coronado e foi onde passeamos no final de tarde, esperando o pôr do sol. A areia é branquinha e fina, há algumas rochas bonitas perto do calçadão. Caças voam bem baixo e fazem um barulho ensurdecedor, então se você quer silêncio esta não é sua praia! Você pode alugar cadeiras de praia e guarda-sol ($20 e $25) ou cabaninhas ($60).

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Ju descansando nas proximidades do Hotel del Coronado

Coronado Dog Beach: está tendo uma viagem de cão? Leve-o para esta praia!

Centro de Visitantes
1100 Orange Ave, Coronado

Onde ficar em Coronado
Se você quiser um ambiente praiano bem família em San Diego, Coronado é uma boa opção. Eu quase reservei um hotel lá, mas acabei ficando no centro de San Diego pela conveniência e porque não ia curtir praia, mesmo. Veja aqui as opções de hospedagem em Coronado.
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Em breve, dicas de San Diego. E você, tem alguma dica de Coronado pra compartilhar? Deixe nos comentários.

 

O Sol, o mar, a Golden Gate num passeio de barco em São Francisco

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If you’re going to San Francisco…

Passeios de barco são sempre prazerosos, sejam fluviais, lacustres ou marítimos, seja ao sabor da brisa morna de uma praia ou do vento frio e cortante de montanhas. Convido você a passear pelas águas da baía de São Francisco – e com vento frio de verão!

Era nossa primeira tarde em São Francisco e chegamos cansados após uma viagem de carro a partir do parque Yosemite e sem a mínima chance de cumprir o roteiro planejado para o dia, culpa da parada no San Francisco Premium Outlet (mas essa historia eu conto no post Roteiro de 3 dias em São Francisco). Foi só deixar as malas no hotel e rumamos para o ponto mais turistão de San Fran: o Pier 39.

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Pier 39 (e o quiosque da sorveteria)

O dia tinha sido lindo, ensolarado, sem o fog típico do verão. Depois de um sorvete e de muitas fotinhos, parei na cabine do Blue&Gold Fleet para retirar os ingressos cedidos para mim e minha família para que eu pudesse ter a experiência e contar aqui para vocês.

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a bilheteria do Blue&Gold Fleet

passeio de barco pier 39

o barco de nosso passeio pela baía
o barco de nosso passeio pela baía

Deixo abaixo informações bem práticas para você se programar e fazer o passeio também:

Quanto custa o passeio pela baía de São Francisco (em dólares)?
Adultos pagam $30 (acima de 65 anos, $24), adolescentes $24  (12 a 18 anos), e crianças $20 (de 5 a 11 anos).

Onde Comprar Ingressos para Passeio de Barco em São Francisco?
Você pode adquirir seus ingressos no site oficial da Blue&Gold Fleet, mas eu sugiro que você espere pra ver o clima e compre diretamente no guichê, no pier 39, num dia que estiver limpo, porque passeio de barco para ver neblina não rola, né? Nos dias em que estive na costa da Califórnia (fim de verão), notei que as manhãs são sempre mais nebulosas, então programe-se para o período da tarde. Se você for no inverno, os dias costumam ser mais claros e o foggy típico dá uma folga.

Tipos de passeios do Gold&White Fleet
Há três tipos de passeios turísticos:

  • Escape from the Rock – É o tour que fizemos, com duração de 90 minutos e que passa por debaixo da Golden Gate, circunda a Ilha de Alcatraz, passa bem pertinho dos leões marinhos mais famosos da Califórnia, que tomaram conta do lugar após o terremoto de 1989. Em janeiro de 1990 decidiu-se que eles não seriam removidos dali, onde dispunham de abundante oferta de alimento e cuidados dos profissionais do Aquarium of the Bay. Desde então, viraram atração turística do Pier 39.
  • Bay Cruise Adventure – com duração de 60 minutos, é similar ao Escape from the Rock, só não passa pela Ilha de Alcatraz, que serviu de presídio por 29 anos.
  • Rocketboat – este só funciona no verão. É um passeio em lancha de alta velocidade com duração de 30 minutos. Deve ser emocionante!

Horários dos passeios de barco
Há vários tours ao longo do dia, mas eu particularmente acho o do final do dia, o ideal, principalmente em dias sem fog, porque assim você pega o pôr do sol inesquecível junto à Golden Gate, vê o brilho dourado californiano sobre o skyline da linda São Francisco e depois na volta as luzes dos prédios se acendendo.

Além dessa vantagem, um dos funcionários me informou que no final da tarde é sempre mais tranquilo, porque os grupos de turistas (pessoal que viaja de excursão) já foram embora – e constatamos isso mesmo: o barco estava praticamente vazio, foi muito bom porque a gente ficou na fila do gargarejo, com a frente do barco (proa) todinha pra quem como nós conseguiu enfrentar o vento da baía de São Francisco.

Em que língua é o tour?
O áudio disponível pelo barco está somente em inglês, mas há uma aplicativo (app) em várias línguas, então leve seu celular! Não, não tem em Português, mas tem em espanhol.

Eu confesso que mal prestei atenção ao áudio, de tanto que curti o passeio – e porque precisava tirar zilhões de fotos para selecionar as melhores e colocar aqui no post, claro. E porque minha filha adolescente estava se divertindo de montão e isso não é uma coisa lá muito comum na vida de um adolescente em companhia dos pais, não é? Eu precisava estar ali pertinho dela para aproveitar o momento! rsrsrs De qualquer forma, o áudio conta a historia da baía de São Francisco, do porto, da construção da Golden Gate, e sobre os tempos em que Alcatraz funcionava como presídio, sempre concomitante ao que se avista do barco.

O que levar, como se vestir…
Se for no verão em horário de sol quente, protetor solar. Se tiver cabelos longos, preda-os ou leve uma escova para dar um jeito na juba que se formará com o vento. Calças ou bermudas, por favor. Uma passageira estava com uma saia de fenda enorme e ela mal conseguia se movimentar porque o vento queria ver suas vergonhas, como diria Pero Vaz de Caminha. Ah, mesmo no verão, leve um casaquinho, o vento é sempre frio em São Francisco. Minha filha tinha uma legging na bolsa e se trocou no banheiro do barco assim que embarcamos.

E agora, algumas fotinhos do passeio na ordem cronológica:

dicas de São Francisco
o interior do barco
pier 39 San Francisco
o barco zarpa e os turistas sacam suas câmeras: piratas digitais
Golden & White Fleet Passeios barco São Farncisco
Forbes Island é o restaurante flutuante da baía
São Francisco vista
o dourado californiano sobre o skyline de São Francisco
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a grande atração do passeio (depois do pôr do sol)


Golden Gate sao-francisco-54

A Ilha de Alcatraz
A Ilha de Alcatraz
são Francisco skyline
as luzes da cidade começam a se acender
Os leões marinhos, quase não dá pra vê-los nesse horário...
Os leões marinhos: quase não dá pra vê-los nesse horário…

passeios em São Francisco

Espero que você goste tanto do passeio como nós. Abraços!

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Na página-índice da Califórnia você encontra os demais posts desta viagem.

Roteiro de 2 dias em Los Angeles

Esta foi minha segunda vez em Los Angeles, mas fiz as visitas básicas de uma estreia na cidade do cinema, pois era a primeira vez da minha filha, então você pode usar este roteiro se for a LA pela primeira vez – e se for um repeteco também tenho sugestões de o que fazer além do basicão.

hollywood Estrela na Calçada da Fama

Roteiro de 2 dias em Los Angeles
dia 1 – Hollywood: chegamos a partir de Anaheim (Disneyland), Calçada da Fama, Chinese Theater, Dolby Theater, Warner Studios Tour, Griffith Park

dia 2 – chegamos a partir de Monterey (viagem consumiu boa parte do dia, foram 520 km), fizemos o check in em Venice Beach e só!

dia 3 – praias de Los Angeles:  Venice Beach e Santa Monica

Para o roteiro completo da Califórnia, leia o post Roteiro de 14 dias na Califórnia e entenderá porque dividi a estada em Los Angeles em duas “parcelas”.

Roteiro Detalhado dia 1 em Los Angeles

Deixamos o hotelzinho perto da Disneyland e fomos direto ao hotel de Los Angeles. Como ainda não era hora de check in, deixamos nossas malas na recepção e o carro no estacionamento gratuito do hotel (isso é um achado!) e fomos a pé até a Calçada da Fama. Sim, o Hollywood Celebrity  fica numa rua sem saída, atrás do Dolby Theater, localização excelente, indico!

Leia as dicas sobre a Calçada da Fama e o Chinese Theater, fotinhos e links úteis no post Vendo Estrelas em Hollywood.

los angeles hollywood
Tem loja da Disney, tem loja de chocolate Ghirardelli, tem cinema histórico

 

Deixamos o Hollywood Boulevard e fomos para o hotel fazer o check in. Não é que ganhamos um upgrade? Fiz a reserva para um quarto com duas camas queen e recebemos um apartamento com cozinha e dois quartos. Ter uma cozinha disponível é muito prático para quem viaja com bebês e crianças pequenas. Não era nosso caso, mas só gostamos porque 2 quartos permitem mais de privacidade. Saímos logo em seguida pois tínhamos o tour da Warner Studios agendado para as 12h30.

Rua Carmem Miranda, travessa da Hollywood Blvd
Carmem Miranda Square, travessa da Hollywood Blvd com a North Orange Dr.

Sobre o Tour da Warner Studios,  vou escrever um post à parte, porque tem muuuuita coisa para contar e principalmente fotos para compartilhar, então aguardem os próximos posts.

Na lojinha da Warner Studios
Na lojinha da Warner Studios

Voltamos para o hotel porque não encontramos nenhum restaurante no caminho da Warner Studios, então deixamos o carro no estacionamento novamente e almoçamos no Hard Rock Café da Hollywood Boulevard (preços no post Guia de Los Angeles).

O cadillac azul de Elvis Presley está na entrada na loja LA LA Land
O cadillac azul de Elvis Presley está na entrada na loja LA LA Land

Compramos suvenires na Loja LA LA Land, que fica na esquina da Hollywood Boulevard com a North Orange Dr e rumamos para o Griffith Park, onde fica o Observatório de mesmo nome, no alto de uma montanha, para ver o pôr do sol. Bem, nós tentamos ver, porque todo mundo teve a mesma ideia e o acesso ao observatório foi fechado por falta de espaço no estacionamento. Então a dica é: vá cedo. Ah, é lá que muita gente vai para fotografar as letras que formam a palavra Hollywood no Mount Lee. By the way, você sabia que originalmente o letreiro dizia Hollywoodland e que era anúncio para um empreendimento imobiliário? Depois de mobilização de moradores, políticos e famosos de Hollywood, a ideia do condomínio foi abandonada, mas as placas permaneceram. Décadas depois, elas foram restauradas e tiveram a ideia de deixar apenas a palavra Hollywood.

O mais perto que chegamos do Observatório Griffith
O mais perto que chegamos do Observatório Griffith

Não é o tipo de trilha que gosto, a região é árida e Los Angeles tem temperaturas altas, mas cada um sabe o que curte e o que busca em suas viagens e estou aqui para ajudar com dicas mesmo do que não curto ou do que não fiz, dando sugestões. Então se você quiser fazer a trilha para chegar perto das placas Hollywood no Mount Lee, leia este post do blog Viajoteca.

Frustrados por termos ficado no trânsito sem chegar ao objetivo, voltamos ao hotel e descansamos, porque no dia seguinte teríamos mais de 500 km de estrada até Yosemite National Park. No final deste post tem links para você ler sobre o parque. Lá, sim, vale fazer trilhas, na minha opinião.

Atualização: A Stephanie do blog Não é Berlim deu uma dica para fotografar a placa mais ou menos de perto, a partir do Hollywood Lake Reservoir.

Roteiro Detalhado dia 2 em Los Angeles

Nem vou considerar o dia 2 aqui porque foi inteiro de viagem e vou descrevê-lo quando contar sobre a CA-1, a famosa estrada costeira da Califórnia, com trechos lindos em Carmel, Monterey e Big Sur. Para efeitos didáticos, o dia 2 então é nosso dia 3 real, quando acordamos no Hotel Erwin em Venice Beach e vimos o Pacífico da cobertura, que é um bar bem legal.

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Como vocês podem ver, esava bem nublado, mas tinha sido assim em todas as cidades do litoral, de San Diego a San Francisco, e o sol aparecia no final da manhã (ou não aparecia, como em Monterey). Era setembro, final de verão, e o clima estava parecido com o de SP, precisando de uma blusinha de manhã e de noite, e um calorão na hora do almoço.

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A vista do quarto não era tão legal quanto do rooftop, mas quis mostrar para vocês verem como as ruas no quarteirão atrás da praia são estranhas. O clarão ali atrás é o mar, tá?

Passeamos pelo Ocean Front Walk de Venice Beach, que é uma faixa larga pavimentada onde as pessoas andam de bicicleta, de skate e de patins e caminham. Observamos a “arquitetura” totalmente diferente de tudo o que tínhamos visto na Califórnia. OK, não dá pra falar de arquitetura: eram lojas entupidas de produtos de gosto duvidoso, estilo Brás (bairro historicamente industrial e agora comercial de São Paulo). Muitos nóias caminhavam ali e os “artistas” dos quais eu tinha lido a respeito… bem tire suas conclusões pela foto abaixo. Estou soando preconceituosa, mas o que vi não era legal, não era estético… era Arte?

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“Arte” em Venice Beach. Pelo menos o cachorrinho é simpático
Tipo de mercadoria comercializada no Boardwalk de Venice Beach
Tipo de mercadoria comercializada no Boardwalk de Venice Beach

Conversei com outras dois amigos que estiveram em Venice Beach e tive opiniões bem diferentes a respeito. Uma amiga que foi com a filha de 5 anos e achou o lugar super família e um amigo que pratica skate e foi com a turma para o berço do skate. Ele concordou comigo a respeito dos muitos drogados que circulam por ali. No hotel, a recepcionista nos aconselhou a não caminhar no Ocean Front Walk à noite. Se você quer minha opinião, se quiser se hospedar em praia, fique em Santa Monica. Só fiquei em Venice Beach porque tinha lido que o calçadão era divertido e porque os hotéis são mais baratos do que em Santa Monica.

o Ocean Front Walk de Venice Beach
o Ocean Front Walk de Venice Beach

Apesar da frequência, não tive em nenhum momento o medo que sentiria se estivesse com uma câmera fotográfica na mão em SP. Outra coisa que me chamou à atenção é que apesar dos muitos viciados em drogas circulando por ali (sério, o povo anda falando sozinho, gesticulando, a coisa é séria), as casas ao lado da praia não têm grades ou muros altos. E aí vem aquela inveja…

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casas em Venice Beach
casas em Venice Beach

Mas a praia é bonita, tem banheiros públicos, quadras, playground,  uma faixa de areia bem larga, sem fim, cabines de salva-vidas estilo BayWatch (Malibu, Marcia, não Venice Beach!) e o mar lindo e gelado que é o Pacífico.

Venice Beach

Não sei se a praia se transforma mais tarde, pois fizemos o checkout às 10h e fomos para Santa Monica. No caminho, passeamos de carro pelos bairros de Venice Beach e lá tudo parece estar dentro da normalidade de um bairro norte-americano. Como sempre, friso que escrevo sobre as impressões que tive do lugar, então não posso afirmar que Venice Beach seja isso o que eu vi.


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Santa Monica é um município de apenas 21 quilômetros quadrados e as atrações se concentram próximo à praia, principalmente perto do Pier. Lá fizemos umas comprinhas na Bed, Bath and Beyond (mas ou estou mega pão dura, ou o dólar está mesmo muito alto e quase nada mais compensa) e depois fomos almoçar no The Cheesecake Factory (preços no post Guia de Los Angeles), que fica no Santa Monica Place, um shopping bem legal com praça de alimentação no último andar e vista parcial do mar.

O shopping Santa Monica Place
O shopping Santa Monica Place

Outra opção para compras e para passear é o 3rd Street Promenade, uma rua de pedestres que é travessa da Broadway, em frente ao Santa Monica Place. Lá você encontra um centro de Informações Turísticas. O outro fica no Pier.

3rd street promenade
3rd street promenade

Santa Monica pier dicas

Mas a atração mais famosa de Santa Monica é seu Pier, que tem lojas, restaurantes e um parque de diversões, o Pacific Park. Mesmo que você não curta parquinhos, vale a pena passear na roda gigante por causa da vista. Os ingressos são vendidos por atração (pagamos $8 na roda gigante) na bilheteria.

Santa Monica pier

Santa Monica a partir da roda gigante
Santa Monica Beach. Molhando só os pezinhos porque a água é de doer
o que fazer em Santa Monica
o pier a partir da Roda gigante

Los Angeles Santa Monica

Legal também é registrar em foto onde termina a lendária Route 66, ali no Pier.

Get your kicks on route 66 - or on Santa Monica Pier!

O pier é ponto de encontro para ver o sol se pondo no mar e as duas escadarias de restaurantes viram arquibancadas.

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Infelizmente perdemos o pôr do sol porque nosso voo partiria às 21h e tivemos que ir para o aeroporto, devolver o carro, aquela burocracia toda. Nosso carro ficou o tempo todo estacionado no Santa Monica Place, mas há estacionamento também no pier.

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Se você leu um ou outro post aqui do blog, sabe que sempre me entusiasmo com os lugares para onde vou e fui. Los Angeles está longe de ser um desses lugares, mas meu voo chegava e partia de lá, então aproveitei a oportunidade de rever Hollywood e as praias. Mas você deve ter notado que deixei de fora lugares aonde os turistas costumam ir, como Rodeo Drive e Beverly Hills, porque não fazem minha cabeça. Por isso, não deixe de ler o próximo item:

O que Ficou de Fora de nossa Viagem mas Pode Entrar na sua

  • Universal Studios – mesmo que você já tenha ido na Universal de Orlando, vale visitar a de Hollywood, pois as atrações e o espaço são diferentes, embora alguns brinquedos sejam iguais. Veja outros parques do Sul da Califórnia em Guia de Los Angeles
  • Rodeo Drive – rua de comércio chique e famosa, onde Julia Roberts virou Uma Linda Mulher.
  • Beverly Hills – bairro onde moram celebridades do cinema, TV e música, com casas escandalosas.
  • Museu de Historia Natural de Los Angles – é o maior da Costa Oeste americana.
  • Getty Center em Los Angeles – Pinturas da Idade Média ao Impressionismo, mobiliário europeu de época, esculturas contemporâneas e um jardim de 134 mil metros quadrados (grande feito no clima seco e estiagem da Califórnia)
  • Getty Villa em Malibu
  • Praia de Malibu
  • Farmer’s Market de Los Angeles
  • Velejar para ver baleias, golfinhos e leões marinhos (no inverno) ou para o pôr do sol. $399 para 6 pessoas (fone 310-8812338), Boatlife Charters.
  • Hollywood & Highland – é onde fica o Hard Rock Cafe e outros tantos restaurantes e lojas de grifes famosas, mas acima de tudo é onde está o Dolby Theatre, sede da entrega do Oscar.
  • Staples Center – ginásio onde acontecem os jogos da cidade. Quem sabe em sua visita você dá sorte de assistir aos Lakers, o time local. Eu fiz isso em Miami, quando assisti a um jogo histórico do Miami Heat e contei neste post.

Post Relacionados a esta Viagem à Califórnia (é só clicar para ler)

Calçada da Fama e como encontrar seu ídolo por lá
Guia de Los Angeles
– Roteiro de 2 dias em Yosemite
Yosemite Park: guia para planejar sua viagem
Roteiro de 14 dias na Califórnia e planejamento da viagem

Não perca o que vem por aí:

  • Warner Studios Tour: de Friends a Harry Potter
  • Dirigindo na Califórnia
  • San Diego: guia da cidade, descrição de visitas no USS Midway, San Diego Zoo, Cabrillo National Monument, La Jolla e ao Balboa Park e seus museus
  • São Francisco: guia da cidade, passeio de barco pela baía de São Francisco e por Salsalito, Visita ao Exploratorium
  • Monterey: guia da cidade, 17-Mile Drive e Carmel
  • HW CA-1: os mirantes da costeira na região de Big Sur

 

Roteiro de 2 dias em Yosemite

Para você que chegou aqui agora, explico que escrevi este posto logo após voltar da Califórnia, revisitando os mesmos lugares aonde fui em 1996, minha primeira e tão especial viagem internacional. Passaram-se 20 anos. A Califórnia está mais seca e populosa, Yosemite está mais cheio, assim como todo lugar turístico, mas a mudança maior foi na forma de planejar a viagem: basta ter tempo e vontade para saber quase tudo sobre o destino e isso fez com que eu visse muito que não tinha visto da primeira vez. Spoiler? De maneira alguma. Descrições de escritores, blogueiros e jornalistas e fotos incríveis jamais conseguirão traduzir o que a gente sente e vive durante uma viagem, não acha? Informação é sempre algo bom e serve de inspiração para sonhar e realizar a sua viagem. Então seja bem-vinda/o!

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Desta vez, somos 3! Em Tunnel View

Este post complementa o anterior, Yosemite Park: guia para sua viagem, onde há dicas de lugares para comer, para se hospedar, wifi, estradas, etc., e aqui você encontrará:

  • roteiro detalhado de 2 dias em Yosemite
  • sugestão de outros passeios não inclusos no meu roteiro
  • mapas para você salvar e/ou imprimir (conexão lá é difícil ou inexistente, imprima!)

Antes de chegar a Yosemite, nas longas horas que o separam de Los Angeles, fiquei me perguntando se, depois de ter visitado outras montanhas como os Alpes Italianos, as Rochosas Canadenses e os Andes no Peru, Chile e Argentina, eu ainda sentiria o mesmo impacto que senti 20 anos atrás ao rever montanhas cujos nomes haviam se tornado familiares: El Captain, Three Brothers, Half Dome. Sim, aqueles paredões talvez não cansem de causar impacto, embora menos deslumbradamente desta vez.

É bem possível que ao chegar a Yosemite você não se demore muito em outros pontos e vá direto ao Vale de Yosemite, que na minha opinião beira a perfeição e receio não conseguir explicar o que é esse vale, mas vou tentar:

O vale de Yosemite é estreito, ladeado de paredões verticais de granito com mais de 2 mil metros de altura, com formas bem diferentes entre si. Pedras continuam rolando por lá, transformando os contornos e superfícies. À noite, além do céu forrado de estrelas, é possível ver o brilho das lanternas dos montanhistas que dormem nos paredões verticais. Fora isso, a escuridão toma conta em noites sem luar e um profundo respeito pela natureza nos invade, algo perdido há muito com a vida na cidade. O rio Merced tem águas cristalinas e no final do verão e início de outono parece um laguinho longilíneo. Na primavera sua vazão aumenta e ele se transforma, assim como as cachoeiras em queda livre. O Lago Mirror se forma na primavera e espelha as montanhas. Pinheiros e campos, que mudam do verde ao dourado, fazem companhia aos visitantes e se transformam num pano de fundo lindo para compor fotos. Cervos pastam nos gramados da vila e esquilos tentam os turistas a alimentá-los.

Yosemite fauna

À perfeição estética junte a eficiência americana: monitores voluntários – idosos em sua maioria – prestando informações aos turistas, transporte gratuito em ônibus, instalações para pessoas com mobilidade reduzida, áreas de camping e picnic, hotéis confortáveis, lojas de conveniência, lanchonetes, trilhas sobre passarelas de madeira para preservar os campos, mapas e boa sinalização nas vias e trilhas, a lista é grande e não termina aqui. O perfil do visitante de Yosemite é bem diferente daquele que visita a Disney, mas os guardas florestais em todas as portarias têm sempre um sorriso para você na entrada e na saída, com o diferencial de não ser um sorriso duro, engessado de tanto sorrir, como são os da Disney.

montanhas de Yosemite

Roteiro de Yosemite
Programei alguns pontos para visitar no primeiro/metade do dia, que aparecem no mapa abaixo e estão próximos do Vale de Yosemite. A parte do parque onde fica o vale é cortada pelo Rio Merced e há duas estradas principais a suas margens: a North Dr. e a South Dr. e elas são de mão única. Por isso é legal programar o que fazer, setorizando as atrações, principalmente se você vai no verão, quando o parque está lotado e pode até rolar um trânsito. A luz do sol incidindo sobre o vale, montanhas e cachoeiras também precisa ser levada em consideração para que você consiga fotografar sem estar na contra-luz. 

Dia 1 no Parque Yosemite (chegada e South Drive)
🚘 viagem a partir de Los Angeles (mapa em Yosemite Park: guia para sua viagem)
🚘 Tunnel View
🚘 Bridalveil Falls
🚘 Swinging Bridge
🚘 Yosemite Chapel
🚘 Half Dome Village

Roteiro detalhado do primeiro dia em Yosemite
Dirigimos a partir de Los Angeles (sobre o trajeto e dicas, veja Guia de Yosemite) e como a viagem havia sido longa e chegamos em Yosemite só à tarde, achei que não teríamos tempo para parar em Wawona, que fica logo após a entrada Sul do parque, mas sugiro que você pare (e em Mariposa Grove, se estiver aberta, também, pois é onde fica o bosque de sequóias gigantes), principalmente se estiver com crianças. Lá estão o Hotel Wawona, o Pioneer History Center e uma daquelas pontes cobertas tipo “As Pontes de Madison”, que foi feita em 1875, e o lugar tem um jeitão de velho oeste, com ferreiro e passeios de charrete.

Wawona Bridge
Wawona Bridge

Ah, pouco antes da entrada para Chilnualna Falls (em Wawona), fica o único posto de gasolina dentro do parque e ele funciona 24h, mas como não parei lá, não sei o preço do galão, mas adianto que nos arredores do parque é cerca de 1 dólar mais caro que nos postos em cidades.

Da entrada Sul ao túnel Wawona, concluído em 1933, são ainda 40 km, mas você já está entre curvas e pinheiros. Nós sentimos o gostinho do familiar, do prazer de estar por aquelas bandas novamente. Ah, como é bom viajar! Mas só quando o túnel escavado em granito bruto acaba, depois de 1.300 metros, é que vem o presente para os olhos e para a alma: Tunnel View, o mirante mais fotografado do parque, certamente. Um aviso eletrônico sinaliza para você diminuir a velocidade antes do final do túnel, antecipando o que está por vir, e há um bolsão de estacionamento à direita. Se você vem na direção oposta, do Vale de Yosemite, pode estacionar à esquerda. Veja o vídeo de nossa chegada a Tunnel View, sem ensaio e sem censura (piiiiiii):

Se você gosta de fotografar e tem muita gente em Tunnel View, há trilhas para Artist Point (3 km ida e volta) ou Inspiration Point (4 km ida e volta), que costumam estar mais vazias.

Depois de Tunnel View, a próxima parada estava a uns 5 minutinhos: Bridalveil Fall. É uma cachoeira linda, de 188 metros de altura, mas que na nossa visita tinha apenas um fio de água. Como em todo início de trilha, há banheiros e um bolsão de estacionamento. Ela é curtinha e sombreada e asfaltada no início, bom para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, mas depois fica de terra batida, seguindo o curso do riacho. A foto abaixo mostra algumas pessoas escalando as pedras enormes da base indo em sua direção, mas não sei se dá pra chegar a uma piscina natural que normalmente se forma na base de uma cachoeira. Havia, sim, muitos avisos do perigo de se caminhar sobre rochas escorregadias. No caminho de volta, recolhi algumas embalagens de alimentos que jogaram na trilha. Vergonhoso!😠

Yosemite Fall: o volume assustador da primavera virou vapor no final do verão
Yosemite Fall: o volume assustador da primavera virou vapor no final do verão

Seguindo pela South Dr, demos uma paradinha em Sentinnel Beach, uma área de picnic que pode ser uma boa parada para almoçar se você tiver dirigido sem parar desde Los Angeles e tiver trazido lanche, claro. Tem uma boa faixa de areia, mesas para alimentação e é menos procurada que outra área de picnic: a Swinging Beach Picnic Area. Ambas áreas são legais para um banho ou flutuação no rio Merced – quando há água suficiente, claro.

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Swinging Bridge, a ponte que não balança
onde comer em Yosemite
Cadê a Yosemite Fall????

O cenário em Swinging Bridge Picnic Area não poderia ser melhor: além da ponte que, embora signifique ponte que balança, é fixa, do rio Merced e dos paredões verticais, tem vista para Yosemite Fall, que está entre as 10 cachoeiras mais altas do mundo. Não sei se foi a estação (final de verão) ou se foi a seca que prejudica toda a Califórnia que nos impediu de ver a cachoeira, uma pena. Ah, quanto à Swinging bridge, há outra ponte que realmente balança em Yosemite onde você pode brincar de Indiana Jones: a swinging bridge de Wawona, mais ao Sul do parque.

Um pouco mais à frente, avistamos a capela do vale de Yosemite, construída em 1879, que possui uma beleza que só a simplicidade conseguiria providenciar. Quer casar lá ou renovar seus votos? ou prefere uma cerimônia num templo aberto, como a natureza de Yosemite? Tem várias áreas do parque onde são permitidas cerimônias. Hum, gostei da ideia!

A capela à tarde: hora ruim para ser clicada
A capela à tarde: hora ruim para ser clicada

casamento em Yosemite
De volta à South Dr, passamos por Housekeeping Campground que, como sugere o nome, é uma área de camping e possui serviços de lavanderia e lojas onde você pode alugar lençóis, travesseiros, cobertores, fogão, enfim, o que normalmente precisaria num acampamento, mas que seria difícil carregar para quem não mora na Califórnia. Além disso, você não precisa trazer ou armar sua barraca: elas têm paredes de alvenaria e teto de lona – e você dorme numa cama e come em uma mesa. Os banheiros são coletivos. Achei a ideia sensacional. Para saber mais e fazer reservas, clique aqui.

As dicas de hospedagem em Yosemite estão no post Yosemite: guia para sua viagem.

Half Dome Yosemite

Nossa próxima parada foi Half Dome Village, onde a South Drive se encontra com a North Dr. Além de avistar o Half Dome mais pertinho, em Half Dome Village você encontra um mercado, lojinha com roupas e acessórios para montanhistas e campistas e uma lanchonete, a Meadow Grill (veja preços no post Yosemite Park: guia para sua viagem), onde tem wifi gratuito, uma boa para quem estiver sem chip americano. Aliás, em breve o blog vai firmar parceria com a Travel Mobile, que fornece o SIM card americano ainda no Brasil, uma conveniência muito bem-vinda.

restaurantes em Yosemite
Área para refeições em Half Dome Village, junto ao Meadow Grill

Depois de comprar alimentos para o café da manhã dos próximos dois dias e nos abastecer de frutas, água e besteiras, tomamos um sorvete no espaço da foto acima, que estava num clima de fim de festa, pois o fim de semana de três dias por causa do feriado do dia do Trabalho (que lá é 5 de setembro) estava acabando. Para nós começava, mas a tarde caía, estávamos cansados e dirigimos quase sem paradas até o hotel, em El Portal. Quase sem parada, só mais duas para cliques rápidos:

montanhas de Yosemite

California roteiro

Dia 2 no Parque Yosemite
🚘 Yosemite Valley Chapel
🚘 Ahwahnee Meadow
🚘 The Majestic Yosemite
🚘 Village Store
🚘 Ansel Adams Gallery
🚶 Mirror Lake (4 km ida e volta)
🍔 Village Grill
🚶 Tuolumne Grove
🚘 Glacier Point
🛏 Yosemite View Lodge

Como fomos para a cama cedo, foi fácil acordar e chegamos ao parque numa linda e tranquila manhã – aliás, mantivemos esta rotina durante as duas semanas na Califórnia, mas é claro que o fuso de 5 horas de diferença contribuiu. Tomamos café da manhã no quarto do hotel e voltamos a Yosemite pela estradinha El Portal. Dividimos as atividades entre trilhas leves e passeios de carro. As primeiras paradinhas foram  para fotografar o rio Merced e El Captain, lindão pela manhã.

El Captain
El Captain
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Cadê a Yosemite Fall???

O único dia completo em Yosemite era de grandes expectativas não só por ter muitas horas, mas porque o feriado do dia do Trabalho (5 de setembro) havia acabado e pairava no ar a esperança de o parque estar mais tranquilo. SQN! A administração do parque resolveu fazer manutenção e fechou algumas vias. Resultado: trânsito em torno da Vila de Yosemite e alteração das rotas de shuttle. Mas as trilhas estavam relativamente vazias e conseguimos estacionar até mesmo no concorrido Glacier Point.

Paramos no estacionamento da capela para tentar mais uma foto. Ô, capelinha difícil de fotografar, ainda mais sem o volume de água da Yosemite Fall que deveria estar na montanha à sua frente.  untitled-66

Pegamos a estradinha que leva ao histórico Majestic Yosemite, que até março/16 tinha o nome de Ahwahnee Hotel, mesmo nome da estrada e do campo que estava dourado no começo de setembro.

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casal toma café da manhã no Ahwahnee Meadow, na via de mesmo nome

O hotel me lembrou o Llao Lhao de Bariloche, pois foi construído em estilo rústico sem perder o conforto – embora eu ache o entorno do Llao Llao inigualável e e a decoração mais luxuosa. Ele foi construído em 1927 e tombado pelo patrimônio histórico americano em 1987. Que conhecê-lo? Assista ao vídeo que fiz e que publiquei no canal do Mulher Casada Viaja no YouTube:

E finalmente chegamos a Yosemite Village, o coração do vale. Fomos ao mercadinho (Village Store), que além de alimentos tem moletons, camisetas, ímãs de geladeira, caneca, o paraíso dos suvenires.

Visitamos a Galeria Ansel Adams, que exibe e comercializa fotografias, pinturas, jóias, louças e cujo nome é uma homenagem ao fotógrafo californiano que visitava o parque anualmente e fez de suas montanhas, rios, cachoeiras o principal assunto de suas fotos. Vale visitar a Galeria só para ver algumas de suas fotos e acho que chega a ser uma homenagem a este grande fotógrafo.

Não fomos ao Yosemite Museum porque resolvemos ir a Tuolumne Grove, que é uma viagem. Sei que é difícil se enfiar em um museu com tanta natureza lá fora, mas se você tiver tempo vai encontrar cestarias dos primeiros moradores de Yosemite (falei sobre eles em Yosemite: o melhor motivo para ir à Califórnia), e um incrível cone de pinheiro com 58 cm! O Museu tem um papel importante na historia: foi o primeiro instalado em um parque nacional e serviu como exemplo para outros, seja nas medidas educativas, seja na busca de fundos para o parque. O conceito arquitetural de que edifícios em ambientes naturais devem ser discretos e passar quase que despercebidos, utilizando materiais locais e naturais, também foi estabelecido na construção do museu, finalizada em 1925 e seguida em vários outros parques.

Zanzamos pela vila porque o clima era delicioso, cheio de esquilos e com um ou outro veado no gramado. Uma voluntária num posto de informação me deu a notícia de que o Mirror Lake estava sequinho, mas mesmo assim tomamos o ônibus gratuito para chegar à trilha, desistindo de dirigir na confusão de vias bloqueadas. Os motoristas informam sobre as “atrações” e trilhas de cada parada e a maioria é bem simpática, fazendo brincadeiras típicas de guias de turismo.

A trilha para Mirror Lake segue paralela a uma pista asfaltada, por onde também é possível seguir, e é fácil, com nenhum ou pouco grau de inclinação. Se houvesse água no lago, com certeza teria sido muito mais prazeroso, mas a gente precisava andar um pouco, de qualquer forma.

Lago Espelho Yosemite
E a seca levou…
Trilhas em Yosemite
A trilha para Mirror Lake

Escolhemos a pista asfaltada para voltar à Vila, comendo um lanche no Village Grill (veja preços de refeições em Yosemite: guia para sua viagem). 

Como a principal floresta de sequoias gigantes, Mariposa Grove, estava fechada, pegamos o carro e dirigimos 25 km a Oeste, até Tuolumne Grove, cujo trajeto eu contei no post Yosemite: guia para sua viagem. Dá uma passada lá.

a caminho de Tuolumne Grove, mais um mirante
a caminho de Tuolumne Grove, mais um mirante

No início da trilha para a floresta de sequóias Tuoloumne (que na verdade tem apenas alguns exemplares), há um estacionamento com banheiros, painéis educativos sobre as sequóias e os habitantes daquelas matas, e esta réplica de um tronco de sequoia equiparando sua idade/tamanho à construção de marcos arquitetônicos mundiais. Sim, as sequóias são os seres vivos mais longevos e a mais velha delas tem 4.650 anos. Falo mais dela no postguia de Yosemite.

a sequoia gigante ao longo dos séculos
a sequoia gigante ao longo dos séculos

A trilha é relativamente curta, mas tem um aclive de 120m ao longo da trilha na volta do ponto onde estão as sequóias. É uma trilha de asfalto desgastado, pois antes eram permitidos veículos, proibidos depois que se percebeu que estavam alterando o ecossistema local. Levamos cerca de 2h30 para percorrer, tirar fotos, ler os painéis, fora o tempo de ida e volta de carro. O maior destaque desta floresta é a sequóia-túnel Dead Giant, que me lembra uma aberração típica dos circos do século 19: cortaram – e mataram – a sequoia em 1878 para que charretes e automóveis pudessem passar por ela. Olhando por este ponto, acho que a humanidade está evoluindo. SQS! Não bastasse a coitada ter sido assassinada, ainda hoje as pessoas rabiscam suas imensas paredes para escrever seus nomes…

a Dead Giant
a Dead Giant: daqueles momentos em que você tem vergonha de ser humano…

Voltamos para o carro e paramos no posto de gasolina em Crane Flat, mas como já passava das 17h ele estava fechado. Sem água para beber, resolvemos voltar ao hotel – mais perto do que ir até o Vale para comprar água. Isso nos atrasou um pouco e segundo meu marido eu parecia Dr. Jekyll e Mr Hyde: “foto, pôr do sol, foto, Glacier Point, foto”. Eu contando não tem graça, eu sei, mas deixo o registro assim mesmo.

A minha transformação em monstro é justificada: estávamos a 60 km de Glacier Point e o sol baixava tão impiedoso quanto ônibus que quebra quando você já está atrasado. A estrada para Glacier Point é longa e sinuosa, o que reduz a velocidade. mas conseguimos chegar às 19h a tempo de ver Half Dome laranjinha, depois rosado e na sombra total, num espaço de 40 minutos. Tem mais dicas  sobre Glacier Point e mapinha no post Yosemite Park: guia para sua viagem.

“All that the sun shines on is beautiful, so long as it is wild.” John Muir
(Há beleza em tudo o que o Sol ilumina, desde que seja selvagem)

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Pela mesma estrada, cerca de 5 minutos antes de Glacier Point, tem um mirante menor, sem trilha, Washburn Point. Só demos uma parada de 5 segundos para olhar e fotografar caso não chegássemos a tempo em Glacier Point (eu não sabia que era só a 5 minutos, mas agora você sabe!). A vibe lá é bem diferente: encontrei fotógrafos e até um pintor, enquanto em Glacier Point a farra é subir na pedra que apelidei de Pedra do Rei Leão e fazer pose. Fiquei hiper decepcionada porque eu tinha prometido que faria uma foto na pedra, mas na hora não consegui ficar em pé!!!! Ah, que vergonha, Márcia!

menina medrosa, fica em pé!!!
menina medrosa, fica em pé!!!
serenidade em Washburn Point
serenidade em Washburn Point
Glacier Point no por do sol
do laranja pro rosado
Glacier Point no por do sol
E com a sombra: Um dia um adeus, e eu indo embora…

Deixei Glacier Point olhando para trás repetidas vezes. Isso significa que ainda não foi suficiente, que ainda preciso voltar a Yosemite ao menos uma vez. Tenho notado que minha conta é 3 nos lugares mais queridos. Após visitá-los 3 vezes, eu me sacio rsrsrs.

O céu de Yosemite, na foto de Patricia S. Gomes
O céu de Yosemite, na foto de Patricia S. Gomes. Se eu fosse você, seguia a moça no Instagram: patchinpixels

Depois de duas noites e um dia e meio, partimos em direção a São Francisco, onde muitas atrações – urbanas e naturais – nos esperavam! Logo tem dicas aqui no blog da cidade mais linda da Califórnia.

O que não entrou em nosso roteiro
Muuuita coisa não entrou no nosso roteiro por falta de tempo e porque mantivemos um ritmo natural, mas deixo aqui algumas sugestões neste mapa:

Mapa com as principais atrações de Yosemite
Para quem vai, como eu, ficar 2 ou 3 dias em Yosemite, este mapa traz trilhas, comércio e mirantes que suprem suas necessidades, mas não a ansiedade de querer conhecer mais deste lindo parque nacional.


Links para outros posts relacionados a esta viagem

Roteiro de 14 dias na Califórnia
Yosemite: o Melhor Motivo para ir à Califórnia
Yosemite Park: guia para sua viagem

Na página-índice da Califórnia você encontra os demais posts desta viagem.

E o que vem por aí:

San Diego: guia da cidade, Roteiro de 3 dias em San Diego, descrição de visitas no USS Midway, San Diego Zoo, Cabrillo National Monument, La Jolla e ao Balboa Park e seus museus
Los Angeles: guia da cidade, Roteiro de 2 dias em Los Anglees, dicas para encontrar sua estrela na Calçada da Fama, Santa Monica Pier, Venice Beach, Tour nos Estúdios da Warner
São Francisco: guia da cidade, Roteiro de 3 dias em São Francisco, passeio de barco pela baía de São Francisco e por Salsalito, Visita ao Exploratorium
Monterey: guia da cidade, Roteiro de 2 dias em Monterey, 17-Mile Drive e Carmel
HW CA-1: os mirantes da costeira na região de Big Sur