Dirigindo na Califórnia #2: Sinais e Regras de Trânsito, Combustível, Estacionamento

Esta é a segunda parte do post com dicas para quem vai dirigir na Califórnia, como sinais de trânsto, combustível e estacionamento, mas as dicas cabem bem para outros lugares dos Estados Unidos, também. Não deixe de ler a primeira parte do Dirigindo na Califórnia, que dá dicas de pedágio, estradas, aluguel de carro e habilitação.

Não sei se foram as décadas de estudo e posteriormente de ensino de Inglês americano (ou serão décadas de filmes, animações e séries americanas?), o fato é que a sinalização e até algumas regras de trânsito a gente simplesmente sabe, mas ainda assim me surpreendi com uma delas, que nunca tinha reparado em outros estados, então o mesmo pode rolar com você. Estacionamento é sempre uma incógnita e neste post você encontra dicas muito legais sobre isso e mais ainda sobre combustível. Deixe a preguiça de lado e leia o post todinho!

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Dirigindo na Califórnia #1: Pedágios, aluguel de carro, estradas e mais

 Sonhando em dirigir pelas estradas da Califórnia, mas não sabe se a CNH é aceita, quanto custa um galão de gasolina, como são as regras de trânsito e outras tantas dúvidas que surgem no planejamento ou que nos pegam de surpresa quando já estamos dirigindo pela Califórnia? Então fica aqui e leia a primeira parte do Guia para Dirigir na Califórnia, fruto de minha observação, experiência e pesquisa para você rodar tranquila/o pelas infinitas highways. Esta primeira parte compreende habilitação, fala sobre as estradas, limites de velocidade e aluguel de veículo.

Bay Bridge, em São Francisco

O que Fazer em Monterey, Califórnia

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Monterey é ofuscada por outras cidades californianas como São Francisco, Los Angeles e até San Diego, então saio em sua defesa e brado que você precisa ficar ao menos 2 dias por lá, no melhor estilo slow travel e passear a pé pela Coastal Trail, se entupir de peixe e frutos do mar, visitar a parte histórica da cidade e observar lontras e leões marinhos bem de perto, na natureza. Talvez queira visitar um dos aquários mais famosos do mundo ou apenas passear pelas ruas arborizadas com casas de madeira que parecem cenário de estúdio de Hollywood. E que tal visitar condomínios com campos de golfe à beira mar, ou comer nos restaurantes estrelados de sua vizinha Carmel-by-the-Sea? Neste post falo especificamente sobre Monterey e mais adiante descrevo nossos passeios por Carmel e pela 17-mile Drive em novas publicações.

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USS Midway, o porta aviões-museu de San Diego

O tamanho impressiona já do lado de fora principalmente quando você se aproxima da bilheteria e o troço vira um paredão. Lá dentro, no hangar, você não acredita na quantidade de aviões restaurados em exposição e, quando chega no deck superior, a vista da cidade, da baía e de mais caças é inebriante. Estou falando do USS Midway, o porta aviões que mais trabalhou na historia da marinha americana, quase 50 anos. Virou um dos museus mais visitados de San Diego, instalado no waterfront, pertinho do centro.

O maior porta aviões do século 20
O mais longevo porta aviões do século 20 ao seu alcance

Este é o tipo de passeio que vai agradar crianças e a grande maioria dos homens, mas mulheres curiosas também! Tente esquecer que é um instrumento bélico e deixe sua imaginação te levar ao percorrer os corredores estreitos, observar a casa de máquinas, as salas de operação e os aposentos de marinheiros e oficiais. Pense na escassez de água potável, na qualidade da comida e no confinamento. Depois, no deck de voo, se não conseguir entender como um jato consegue aterrissar na pista deste aeroporto navegante, sente-se para assistir ao vídeo e tire suas dúvidas com o guia.ussmidway-49

Ingressos para o USS Midway
Você pode comprar o ingresso antecipadamente pela Internet (um pouco mais barato) ou pegar uma fila pequena a estibordo (brincadeira, é à direita do porta aviões, mas ainda em terra firme, ehehe) no momento da visita. A entrada varia de $20 (18 a 61 anos) a $10 (6 a 12 anos) e é grátis para menores de 5 anos.

O museu abre todos os dias das 10h às 17h, exceto no feriado de Ação de Graças (4a. quinta-feira de novembro) e Natal.

O ingresso inclui o audio guide, aparelho que você leva com você durante a visita e seleciona as gravações que quer ouvir. Pela imagem abaixo você terá uma ideia do quanto pode aprender se tiver interesse. Simuladores presentes no hangar precisam ser pagos à parte.

o mapa do audio tour
o mapa do audio tour

Como chegar
Se você estiver hospedado em Downtown, é só descer a pé em direção à baía. Se estiver em outros bairros, o San Diego trolley (jardineira do tipo hop on hop off) faz parada lá e a estação de trem Santa Fe é pertinho (green line). Para quem vai de carro, há um estacionamento ao lado da bilheteria, pago à parte ($10 para período de 12 horas).

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Vai viajar? Não se esqueça de voltar aqui para reservar seu hotel, comprar seu chip americano ou para contratar o seguro viagem. O blog tem parceria, respectivamente, com o Booking.com, a TravelMobile e a Mondial Assistance. Fechando por aqui, você não paga nada além do que pagaria no site deles e ainda contribui com a manutenção do blog, pois recebo um pequena comissão a cada venda. É um gesto simpático em retorno às dicas. Obrigada!

Quanto tempo dura a visita
Como em qualquer museu, vai depender do seu interesse, mas a gente levou mais de 3 horas, que é a média, segundo o site oficial. E é bem cansativo fisicamente, porque você sobe e desce     várias escadas e precisa levantar bem as pernas para passar pelas portas dos corredores. O calor prejudica um pouco a qualidade da visita, pois é bem quente nos ambientes mais compartimentados, como os aposentos dos marinheiros.

Pensa num quartinho apertado!
E há quem reclame de hostels!
San Diego o que fazer
Juju brincando de pilotar num cockpit recortado
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Você sabe fazer correntinha, menina?

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Uma das coisas mais legais de visitar os Estados Unidos é ver como pessoas comuns trabalham voluntariamente e aqui você vai encontrar vários senhores, militares reformados, que atuam no museu dando informações a quem se interessar. Contam em primeira mão, pois viveram e trabalharam no porta aviões.

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Os 29 aviões em exposição estiveram em guerras como a Segunda Mundial, do Vietnã e a do Iraque.

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“…take my breath away…” Cadê o Tom Cruise???

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Voluntário explica como funcionam as
Voluntário explica como funciona o pouso no porta aviões
San Diego vista do USS Midway
San Diego vista do USS Midway

Do deck de voo também se tem uma vista de 360 graus do waterfront de San Diego e da estátua que trouxe à terceira dimensão a famosa fotografia do marinheiro beijando a enfermeira na Times Square de NYC ao final da Segunda Guerra Mundial.

Rendição Incondicional
Rendição Incondicional

Vale a pena?
Isso é muito pessoal, mas eu acho que é uma visita bem interessante e diferente das demais atrações de San Diego e só por isso eu acredito que já valha a pena, sim. Quantas vezes você vai poder dizer que esteve num porta aviões, hein? 

Para mais informações, visite o site oficial do USS Midway.

Nós visitamos o USS Midway a convite do San Diego Convention & Visitors Bureau.

Leia sobre San Diego e outras cidades e parques da Califórnia

 

Por onde meus pés andaram em 2016

Não foi um ano fácil. Os resultados da crise política e econômica se escancararam e trouxeram grandes mudanças de comportamento na vida dos brasileiros. Muita gente cortou ou simplificou os destinos de viagem – e esses são os privilegiados, porque muitos fecharam seu pequeno negócio, perderam o emprego ou tiveram que aceitar fazer o trabalho de um colega demitido recebendo o mesmo salário e esticando a jornada.

Também senti diferenças em dois pontos: como professora de Português para estrangeiros, vi a diminuição da chegada de alunos de pós graduação por aqui (meu público alvo), afinal, o Brasil já não está com a bola toda que Lula vendeu ao exterior. Ou seja, minha renda caiu. Como blogueira de viagem, percebi que imagens compartilhadas que falavam sobre a dificuldade de viajar ganhavam mais likes do que imagens de destinos turísticos e o blog teve menos acesso agora em novembro e dezembro (quando as pessoas planejam as féras de verão e Carnaval) do que em anos anteriores.

imagem que circulou nas redes sociais
imagem que circulou nas redes sociais

Eu não consegui manter a mesma média de viagens de outros anos, mas apesar de tudo consegui fazer duas viagens internacionais: fui à Itália pela terceira vez e aos Estados Unidos pela… (parei de contar), escolhendo a Califórnia, desta vez. Faço aqui então um post fotográfico como parte da blogagem coletiva do Bloggers Out and About, grupo do qual faço parte.

Itália, em junho/2016

Não foi fácil esperar por esta viagem. Primeiro porque a anterior tinha sido em dezembro de 2015 e depois porque o intervalo parecia infinito: eu havia comprado o bilhete (promocional, meio por impulso) para março, mas adiei porque ainda estaria muito frio e nevado nas montanhas e porque tive fortes dores nas pernas que se foram como surgiram.

Seguem os lugares por onde passei em 2016:

Ainda não escrevi sobre Milão, que não está entre minhas cidades preferidas da Itália, mas passei duas noites por lá por causa dos voos de chegada e saída.

patio do Castello Sforzesco e as papoulas vermelhas
Patio do Castello Sforzesco e as papoulas vermelhas

Siena é muito querida e duas noites por lá permitiram que conhecesse muitos lugares que não havia visto em minha primeira visita relâmpago. Difícil foi escolher uma só imagem de lá, pois tenho fotos lindas.

vista privilegiada!
vista privilegiada!

Toscana – As cidadezinhas medievais e os campos toscanos estão nos planos e sonhos de muita gente e fui atestar o porquê. No caminho de Siena a Montepulciano, uma parada para fotografar a primeira estradinha de ciprestes:

Toscana estrada de ciprestes

Adoro observar o desenho dos tijolos remendando as paredes e imaginar onde e como eram as janelas e portas originais…

Toscana Montepulciano

Depois de almoçar em Montepulciano, passamos em uma cidade lindinha, Pienza:

Toscana Pienza

Já no final da tarde, uma paradinha em outra cidade sobre um monte: San Quirino d’Órcia.

Torre, em San Quirino d'Órcia
Torre, em San Quirino d’Órcia e a nona

O Valle d’Órcia, que engloba Montalcino, Pienza, Casteglione d’Orcia e San Quirino d’Orcia personifica a imagem toscana de estradinhas ladeadas por ciprestes, fenos e estábulos de pedra, campos arados e considero um presente ter encontrado, bem por acaso, um de seus cartões postais, a Capela de Vitaleta:

toscana Vale d'Órcia

Não conseguimos encontrar a estrada para chegar perto dela, então fotografamos da SP 146, que liga Pienza a San Quirino d’Órcia, mas o GoogleMaps me mostrou depois onde é, e deixo de presente para você a localização exata aqui.

Dormimos em um agriturismo aos pés de Montalcino, um apartamento alugado em uma fazenda produtora, com vizinhos no melhor estilo toscano: ralhou porque fotografei o pátio típico italiano onde devem acontecer as refeições em família no dias de verão. Ainda aprendo italiano para não passar por situações como esta… e porque a língua é linda, va bene!

a casa do meu "vizinho"
a casa do meu “vizinho”

Era dia de conhecer Montalcino e fomos presenteadas, minha colega de viagem e eu, por uma paisagem única: a cidade acima das nuvens!

toscana Montalcino

De Montalcino, seguimos para San Gimignano, e no caminho paramos em Colle di Val d’Elsa, uma cidade não tão bonita, mas autêntica, sem muita maquiagem e com poucos turistas.

Toscana Colle di Val d'Elsa
a bem preservada fortaleza de Val d’Elsa

Ainda tínhamos San Gimignano e se não estivéssemos cansadas demais, Volterra, que acabou ficando para uma próxima!

Toscana San Gimignano

A próxima noite foi em Siena, de onde pegaríamos o trem para Veneza, que nos recebeu sob muita chuva! Era minha terceira vez na cidade, que sempre tem algo novo para ver e fazer, como assistir a um concerto na igreja San Vidal:

veneza concerto em igreja

Ainda não escrevi sobre nenhum desses destinos, mas tem várias dicas sobre Veneza, Roma, Florença e outras cidades italianas aqui.

Em Veneza alugamos um carro e dirigimos em direção aos Alpes, para conhecer as Dolomitas, cadeia de montanhas com picos lindos, pastos de altitude e lagos. Dicas para dirigir na Itália estão neste post.

A primeira parada foi Cortina d’Ampezzo, cidade-resort de esqui, onde não importa a direção, tem uma montanha linda para se ver:

Cortina d Ampezzo Dolomitas

Passamos a noite no Lago Misurina, mas antes subimos até o Rifugio Auronzo:

Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
O Lago Misurina, a 15 km de Cortina
O Lago Misurina, a 15 km de Cortina

O dia seguinte foi de chuva, muita chuva, o que  nos impediu de subir a picos e aproveitar as paisagens, mas conseguimos uma primeira parada em Passo Falzarego e Passo Giau sem nos molharmos, avistando muitas vaquinhas pelo caminho.

passo-falzarego Dolomitas

Passo Giau
Passo Giau

A região de Val Gardena é linda, mas infelizmente vimos pouco pelo parabrisa molhado do carro.

O restaurante onde almoçamos, a caminho de Funes
O restaurante onde almoçamos, a caminho de Funes

Passamos a noite em Val di Funes, um lugar isolado, de estradinhas sinuosas e casinhas alpinas. Mas valeu acordar com esta vista:

Da varandinha da Pensão Sass Rigais, eu vi o céu azul
Da varandinha da Pensão Sass Rigais, eu vi o céu azul

Assim como em Val d’Orcia, as Dolomitas também têm sua igrejinha cartão postal:

Val di Funes, nas Dolomitas
Val di Funes, nas Dolomitas

E chegamos ao nosso destino final das Dolomitas: Alpe di Siusi, o maior planalto europeu de altitude:

Alpe di Siusi
Alpe di Siusi

Já escrevi todos os posts sobre as Dolomitas, que você pode conferir clicando aqui.

A cidade de Bolzano estava na rota, mas acabamos indo direto a Trento, aquela do concílio… Descobri uma cidade linda, com vista para as montanhas e uma piazza escantadora!

trento Itália
Não tem como não se apaixonar pelas praças italianas…

trento

Carro devolvido, tomamos um trem para Verona, antes de nosso retorno a Milão.

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Piazza delle erbe, Verona

E como sempre tem um chorinho, o voo de retorno tinha uma conexão longa em Lisboa, quando aproveitamos para passear pela cidade:

O Rio Tejo visto do Elevador Santa Justa
O Rio Tejo visto do Elevador Santa Justa

 

Califórnia, EUA, em Setembro de 2016
A expectativa também era grande: eu e o maridão visitaríamos as mesmas cidades aonde fomos há 20 anos, em nossa primeira viagem internacional, mas desta vez levaríamos a filhota junto!

Começamos pelo Sul, San Diego:

Praia de Coronado
Praia de Coronado

Uma paradinha rápida em Anaheim para ir à Disneyland e depois Los Angeles…

Disneyland Califórnia

los angeles Hollywood

… e seguimos para o destino que mais me interessava: Yosemite!

El Captain
El Captain, em Yosemite

Era hora de voltar ao litoral e curtimos 3 noites na charmosa São Francisco:

São Francisco

De lá, a região de Monterey com seu belo litoral caracterizado por pinheiros, encostas e muita vida marinha:

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Pertinho de Monterey, fica a charmosa cidadezinha Carmel e lá o condomínio Pebble Beach, com belas vistas do mar pela estrada chamada 17-mile-Drive, onde fica o famoso Cipreste Solitário:

O cipreste solitário, na 17-mile drive
O cipreste solitário, na 17-mile drive
tem pebbles, mas não é Pebble beach.
tem pebbles, mas não é Pebble beach.

O tempo não favoreceu belas fotos no dia que fizemos a tradicional “descida” da HW-1, estava muito nublado, mas a beleza do lugar não foi ofuscada e para minha felicidade conseguimos parar em todos recuos em acostamento da Big Sur.

Pfeifer Beach, na CA-1
Pfeifer Beach, na CA-1

Como tínhamos feito a região de Carmel no dia anterior, esticamos de uma só vez, de Monterey a Los Angeles, fazendo uma parada para almoçar em Solvang, que fica no lindo vale Santa Inez, pertencente a Santa Bárbara.

a rua principal de Solvang
a rua principal de Solvang

E como viajar é mais do que estar no destino, vi muitas paisagens douradas pelo caminho, fossem dos campos, fossem do por do sol ou das colinas secas, entendendo porque chamam a Califórnia de O Estado Dourado. Para ler sobre a Califórnia, clique aqui.

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E o que 2017 trará? Como sonhar é o primeiro passo, gostaria de ir à Suíça ou ao Sul da Alemanha no segundo semestre. Se os deuses sorrirem para mim, Marrocos cairia bem. De certo, tenho o Deserto do Atacama e Santiago do Chile chegando, então vêm dicas quentes em março.

Um bom ano para todos vocês e não se esqueçam: sonhar, planejar, economizar, viajar.

Abraços!

 

 

 

 

 

 

San Diego: Point Loma

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma

Point Loma é uma pensínsula que protege outra, a de Coronado, e a baía de San Diego, no extremo sul californiano, e marca a chegada dos europeus à costa da Califónia espanhola.

San Diego Point Loma
a área do parque

Visitamos Point Loma no dia de nossa chegada à Califórnia, ainda de roupas usadas no voo internacional, bagagem no porta malas, cansados mas cheios de expectativa com a viagem. Escrevi sobre o primeiro dia no post anterior, quando visitamos La Jolla e Old Town, e como o post já estava longo demais, Point Loma ganhou um espaço só para ele, este aqui.

Para chegar é muito fácil, há indicação de placas para lá na cidade e em La Jolla – e acho que ninguém mais circula sem GPS, certo? Point Loma é cortada de norte a sul por uma avenida principal, a Cabrillo Memorial Dr. e para entrar no parque há uma cancela onde é preciso pagar a taxa de $10 por carro, com direito a estacionamento, panfleto com informações históricas e úteis ao visitante e acesso aos pequenos museus e piscinas naturais.

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Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. A aridez impressiona….

O que Fazer em Point Loma

A atração principal de Point Loma é o Cabrillo National Monument, mas acho que nem nerds iriam até lá só por causa da estátua. Além das atrações naturais, que são a vista para a baía (principalmente no inverno, de dezembro a março, quando baleias visitam aquelas águas) e as piscinas naturais, há pequenas exibições nas casinhas brancas no farol (Point Loma Lighthouse) e no Visitor Center. Para quem viaja com crianças é uma opção interessante.

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Cabrillo National Monument
Você já ouviu história parecida: a mando do rei espanhol, em 1542 Cabrillo partiu do norte do México com três caravelas para descobrir uma rota para a Ásia, novas terras e ouro. Depois de lutas com povos nativos já exaustos por invasões precedentes, Cabrillo morre sem descobrir novas terras, mas deixa registros de pontos geográficos, ventos e marés relevantes para os naveantes do século 16.

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Para os menos interessados em historia: a vista do monumento é linda! Pode não ser tão bonita quanto a de São Francisco, comparando cidades do mesmo estado, por causa da aridez e principalmente pelas grandes áreas militares: San Diego é a base naval da costa Oeste americana e a Marinha emprega 48 mil pessoas, entre militares e civis. Já contei no post sobre Coronado que jatos e helicópteros passam em voos rasantes sobre as areias da praia. Como só passamos algnus dias por lá, não dá pra dizer o quanto essa população militar interfere na vida social da cidade.

Antigo Farol de Point Loma

Inaugurado em 1854, o farol serviu como guia para navegantes por 36 anos, quando foi substituído por outro mais abaixo, que não tivesse a luz obstruída por nuvens baixas ou pelo nevoeiro. Uma mesma família morou ali durante 20 anos e a casa exibe objetos e mobiliário da época. Como não havia estradas, o único acesso à “civilização” era por mar. Do lado de fora, uma pequena horta sobrevive apesar do vento e da seca.

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Point Loma tem em suas encostas bunkers e uma pequena casa abriga imagens e gravações de áudio que relatam as comunicações durante a Segunda Guerra Mundial.

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Piscinas Naturais
Ótima opção para quem está com crianças: elas podem correr, subir e descer barrancos e depois aprender sobre os seres que ficam “presos” com a maré baixa ao observá-los. Voluntários fazem visitas guiadas. Os melhores meses para visitar vão de outubro a abril, principalmente nas luas Cheia e Nova.

Do monumento até as piscinas, é preciso ir de carro e há estacionamento bem pertinho das falésias.

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A visita a esta região pode ser feita em um média de 60 minutos ou um pouco mais, se você quiser explorar as trilhas com vista para a baía de San Diego ou das piscinas naturais. Caso tenha pouco tempo em San Diego, na nossa opinião, dá pra cortar Point Loma do roteiro sem muito dó.

 

San Diego: La Jolla e Old Town

Este post é complemento da publicação anterior, em que compartilhei minhas impressões sobre San Diego e também o roteiro de 3 dias na cidade. Aqui descrevo o primeiro dia em detalhes, com valores dos passeios e refeições, entre outras dicas.

O mapa abaixo mostra o que eu tinha planejado para o dia. Você perceberá que há uma discrepância entre o mapa e a descrição do dia e isso é porque deixamos de fazer Sunset Cliffs (havia muitas nuvens baixas no horizonte e a ideia era ir até lá só para ver o por do sol) e colocamos Old Town no lugar. Também não fomos até Pacific Beach, apenas passamos de carro por lá.

Chegando em San Diego
Chegamos a San Diego dirigindo pela Interestadual 5 desde o aeroporto de Los Angeles, onde retiramos o carro que nos levaria por vários pontos da Califórnia em 15 dias. Como nosso hotel ficava no centro, distante 20 km de La Jolla (leia la róia, por favor! eu nem pronunciava essa palavra há 20 anos achando que era La Rôla! rsrs), preferimos fazer uma parada lá para conhecer e almoçar em vez de ter que voltar essa distância toda e com isso perder tempo.

La Jolla Cove
La Jolla Cove

Depois de uma viagem tranquila, sem o bicho papão do trânsito nos arredores de Los Angeles, chegamos a La Jolla Cove, uma enseada cuja praia é estreita, mas tem duas grandes atrações: as falésias e os leões marinhos. Vi algumas pessoas nadando bem pertinho deles, mas a maior parte deles estava mesmo estirada na areia ou nas rochas o tempo todo de nossa visita! Para crianças, e mesmo para adultos, é uma experiência completamente diferente de vê-los em zoológicos: é colocar o lado Animal Planet em ação: estar pertinho delas, em seu habitat natural e sem barreiras (dias depois numa outra praia da Califórnia, havia muitas delas, mas uma passarela com parapeito nos separava), observando seu comportamento e sentindo aquele cheiro horroroso (aff, como fedem! rsrs). Pela TV isso não rola, né?

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Snorkeling pertinho deles!

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A pequena praia de La Jolla Cove é mais para contemplação do que uma praia como entendemos no Brasil: para sentar, deitar, relaxar e passar o dia. Achei que as escadarias de concreto ofendem a beleza natural do lugar; poderiam ser de madeira e cordas. O mar tem o tom californiano: uma mistura de tons de verde e azul, mesmo em dias nublados. Para compensar o mau gosto das escadarias, à beira das falésias tem uma praça gramada com algumas poucas mesas para piquenique e árvores lindas retorcidas pelo vento, que eu veria em outros pontos do litoral da Califórnia, principalmente na região de Monterey.

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a praça à beira mar que me lembrou a orla de Miraflores, em Lima

Estacionamento em La Jolla
Encontrar vaga para estacionar não foi a tarefa mais fácil, mas também não foi impossível, talvez porque não era alto verão nem fim de semana. Ao longo da Coast Boulevard (a rua ao lado das falésias), há vagas em 45º com limite de tempo (2 ou 3 horas), mas são gratuitos. Estacionamos por lá para conhecer Ja Jolla Cove e depois em um rua residencial para almoçar.

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Ah, ao estacionar em ladeiras é importante girar a roda do carro até que o pneu fique direcionado para a guia caso o freio falhe. Há placas indicativas (foto abaixo, “cramp wheels to curb”) e não fazer isso pode dar multa! Já estou organizando um post com dicas para quem vai dirigir na Califórnia e publicarei assim que estiver pronto. Encontre-o na página índice da Califórnia.

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Cody’s, o restaurante que aceita animais

Para o almoço, eu tinha lido várias avaliações do George at the Cove, que é super badalado e tem uma vista linda do mar, mas como o dia estava meio nublado, achei que o custo seria maior que o benefício. Passando na frente do pequeno e informal Cody’s, restaurante instalado numa casinha simpática na esquina da Girard com a Coast Blvd, não resisti à placa que dizia que cães eram bem-vindos ali. Muita gente torce o nariz, achando que é falta de higiene, eu sei, mas eu não vejo problema desde que estejamos ao ar livre. Comemos um fish and chips OK ($17) e uma salada Caesar ($14). Provamos a cerveja Pacifico (long neck a $7) e o refrigerante servido no pote de geleia foi $3,75. Na conversão, saiu bem caro, mas se nosso real não fosse tão desvalorizado teria sido muito mais barato do que uma refeição em praia em SP.

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fish and chips acompanhados de coleslaw
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Além de receber cães, eles têm um cardápio para os pets!

Depois do almoço caminhamos pela rua principal de La Jolla, a Prospect, onde há lojinhas, restaurantes e galerias de arte. O sol deu as caras no meio da tarde e corri para fotografar a orla, agora com boa luz. Aliás, foi assim durante toda nossa viagem pela costa da Califórnia: o sol só dava as caras depois das 14h ou 15h.

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Voltamos ao carro e circulamos pelas ruas residenciais do bairro com casas de madeira bem conservadas, ruas com palmeiras altas… Algumas casas, as chamadas bangalôs, são uma graça: pequenas e vulneráveis, assustam brasileiros acostumados a grades e muros altos. Quase aluguei uma em Los Angeles, mas não consegui superar essa vulnerabilidade.

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Como queríamos ver a cidade, guiamos “por dentro”, em vez de pegar a I-5 novamente, que seria mais rápido para chegar à próxima parada: Point Loma.

Caso você vá para Sunset Cliffs, onde a galera se encontra para ver o pôr do sol, o acesso para as falésias é pela Ladera Street e Cornish Drive. Nas minhas pesquisas, li que a cidade tem enfrentado problemas com pessoas que morrem ou ficam seriamente feriadas ao pular no mar de um ponto chamado Arch, então se liga!

Point Loma
Point Loma é uma península cuja principal atração é o Cabrillo National Monument, que marca onde o explorador espanhol Juan Rodriguez Cabrillo chegou em 1542, Está a 30 km de La Jolla Cove e tem uma vista incrível!

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma
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As lápides, a base naval e o Pacífico

Na ida até Cabrillo National Monument, já em Point Loma, demos uma paradinha no Rosecrans, um cemitério militar, como muita coisa em San Diego. Eu não sou do tipo que visita cemitérios, nem mesmo os mais famosos como o Père-Lachaise de Paris ou o judeu de Praga, mas como estava por ali quis conferir a vista, que é mesmo deslumbrante.

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Dez minutinhos depois estávamos de volta ao carro em direção ao Cabrilo National Monument, mas como este post estava ficando longo demais, escrevi um outro só para contar como foi nossa visita a Point Loma, que além do monumento e da vista tem pequenos museus e piscinas naturais.

Veja na página-índice da Califórnia o post sobre Point Loma e outros desta viagem à Califórnia, que teve Los Angeles, São Francisco, Carmel, Monterey, CA-1 (Big Sur) e Yosemite Park.

As piscinas naturais em Point Loma
As piscinas naturais em Point Loma

Deixamos Point Loma e depois de algum trânsito por causa da hora de pico chegamos em Old Town, área histórica e bem turística onde os primeiros europeus se fixaram e tradições hispânicas e do “velho Oeste” se encontram. Lojas de artesanato, restaurantes, galerias, música e dança ao vivo (tem mariachis, sim!), pequenos museus históricos, funcionários vestidos a caráter, construções com arquitetura marcadamente mexicana e de faroeste são algumas das atividades do local.

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A gente sempre reclama quando um lugar está cheio de turistas, mas estar num ponto turístico sem o povo é muito chato! (eita gente que não sabe o que quer!). Quando visitamos Old Town há 20 anos na alta temporada, o lugar era uma festa e desta vez nos deu sono. Também pudera: tínhamos saído de casa há mais de 24h e tudo o que queríamos era um bom banho e descansar. Além disso, já passava das 17h, os museus e a maior parte das lojas estavam fechados, mas conseguimos 5 minutos no museu da Wells Fargo e na tabacaria com inúmeras peças antigas e curiosas de cachimbos e afins.

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o museu da Wells Fargo em Old Town

Caso você não tenha assistido a muitos filmes de faroeste (nem é desculpa, o diretor Tarantino os ressucitou em seu melhor estilo!), antes da chegada das estradas de ferro ao Oeste, as diligências era usadas para transporte não só de pessoas, mas de dinheiro, correspondência e ouro. A Wells Fargo tinha em 1866 a maior operação de diligências do mundo, com carruagens puxadas por 6 cavalos. Em 1918, o governo federal estatizou todas as operações como medida de segurança devido à Guerra e a empresa reduziu-se ao ramo bancário – com uma única agência em São Francisco. Por isso hoje o nome Wells Fargo é mais associado a banco do que a transporte. O museu tem duas salas onde estão expostos documentos, imagens e pequenos objetos, além da destacada carruagem vermelha. Outros museus da Wells Fargo estão em Sacramento, São Francisco, Los Angeles, Minneapolis, Alaska, Portland, Philadelphia, Phoenix e Charlotte.

Se você curte o estilo western, que tal ficar hospedado dentro de Old Town, num hotel histórico, o Cosmopolitan? Só conheci o térreo, que é todo decorado no estilo western, mas dei uma espiada nas fotos do site Booking.com e achei os quartos ainda mais legais! E se você gosta de emoção, o quarto 11 é dito assombrado pela filha do primeiro proprietário!

A fachada do Cosmopolitan
A fachada do Cosmopolitan
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sala de refeições do Hotel Cosmopolitan

Também publicarei dicas de onde se hospedar, pois cada região de San Diego traz uma experiência diferente, aguardem!

E se você quer uma foto com a placa da histórica 101, tem uma bem acessível ali em Old Town.

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San Diego: Roteiro de 3 dias e impressões

La Jolla Cove
La Jolla Cove

Difícil colocar dentro de 3 dias tudo o que há para fazer em San Diego e claro que não foi possível ver todas as principais atrações da “última” cidade ao sul da Califórnia antes da fronteira com o México. Por isso, além de compartilhar o que efetivamente fizemos, deixo para você uma listinha dos lugares para onde não fomos e assim você monta seu próprio roteiro.

Uma das áreas mais fotogênicas do Balboa Park
Uma das áreas mais fotogênicas do Balboa Park

Deixo também minhas impressões da cidade, que mudou muito desde minha primeira vez, assim como eu, assim como o mundo. Em 1996, a Califórnia estava no meu roteiro de 31 dias pelos Estados Unidos e era minha primeira viagem internacional, então é compreensível que tudo fosse novo e fascinante. Vinte anos apuraram meu olhar e ter viajado para tantos outros lugares me deixou mais exigente. Percebi problemas, não me encantei tanto com algumas atrações como há vinte anos, mas San Diego continua sendo um destino que agrada a muitas tribos: as crianças encontram animais selvagens, seja nas praias, seja no San Diego Zoo ou Sea World, e as menores se divertem no parque Legoland. As praias e o clima de paquera rolam nas areias e nas muitas opções de atividades noturnas (dá até pra pegar um trem no centro da cidade e curtir uma noitada à mexicana em Tijuana). Famílias têm a opção de inúmeros museus e passeios ao ar livre no Balboa Park e Old Town. Por outro lado, o número de moradores de ruas me assustou, mas tenho visto isso desde a crise imobiliária de 2008. Para os próximos vinte anos, San Diego se compromete a ser a primeira cidade americana com 100% de energia limpa, um plano ambicioso que tomou fôlego depois dos bons resultados de ações propostas com relação à seca que castiga a Califórnia.

Museu Aeroespacial, no Balboa Park
Museu Aeroespacial, no Balboa Park

Nestes vinte anos, San Diego vem se reinventando: o centro antigo foi revitalizado e transformado em uma região com boa oferta de bares e restaurantes, conhecida como Gaslamp Quarter. São edifícios lindos, que restaurados trouxeram charme ao centro. Fiquei num hotel (veja aqui) que havia sido um banco e manteve suas características no lobby e fachada. Edifícios novos foram erguidos, como a biblioteca central (330 Park Boulevard), e o USSMidway, antigo porta-aviões, inaugurado como museu. O século 21 também viu a inauguração do estádio-sede do time de baseball local, o San Diego Padres. Downtown em nada lembra que estamos pertinho do mar e isso é um ponto extra, na minha opinião, pois parece que visitamos dois lugares distintos. Apesar de ser uma cidade grande, a quietude impera e eu que sou de São Paulo achava muito engraçado olhar pela janela e ver as ruas quase desertas às nove da manhã de um dia de semana. Movimento de veículos fica mesmo nas autoestradas I-5 e I-8 que servem de avenidas para a gente se deslocar de um lado a outro da cidade – mas com rapidez e gratuitamente. Há transporte público fácil para se locomover pelos principais pontos turísticos e do centro é fácil caminhar até o waterfront, onde tem mais atrações.

A biblioteca central. Foto divulgação
A biblioteca central. Foto divulgação

Aproveito para agradecer o San Diego Tourism Authority, que gentilmente me ofereceu um press pass para que eu pudesse visitar museus, fazer passeios e conhecer atrações para contar aqui e ajudar na sua viagem. Vamos lá?

Um dos lindos prédios do Gaslamp Quarter
Um dos lindos prédios do Gaslamp Quarter

Roteiro de 3 dias em San Diego resumido

Listo abaixo o que efetivamente fizemos. Cada dia do roteiro ganhou uma descrição completa nos posts que publicarei nas próximas semanas, com dicas de transporte e preços de refeições – e muitas fotinhos, claro.

Dia 1 em San Diego
– chegada de carro a partir de Los Angeles
– passeio e almoço em La Jolla
– visita ao Cabrillo National Monument em Point Loma
– breve passeio em Old Town
– caminhada noturna e jantar no Gaslamp Quarter

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma

Dia 2 em San Diego
– 
USS Midway Museum
– caminhada por Downtown e waterfront
– comprinhas e almoço na região de Seaport
– fim de tarde em Coronado

a estátua Unconditional Surrender, vista da plataforma de lançamentos do USS Midway
a estátua – imagem que você certamente já viu em algum lugar – Unconditional Surrender, vista da plataforma de lançamentos do USS Midway

Dia 3 em San Diego
– dia dedicado ao Balboa Park, que concentra áresa verdes, jardins e museus. Visitamos o Museu de História Natural, o Espacial e Aéreo, o Museu Automotivo e o respeitado San Diego Zoo.

Ju alimentando as girafas
Ju alimentando as girafas

 

O que não entrou em nosso Roteiro de San Diego – mas pode entrar no seu

Petco Park
Que tal assistir a uma partida de baseball, de preferência num jogo com os donos da casa, Los Padres? Infelizmente não teria jogo nos dias em que estivemos em San Diego, então dê uma olhada no site oficial e confira a agenda para ver se você consegue viver esta experiêcnia.

Legoland
É um parque que agrada principalmente as crianças pequenas e fica a 56 km do centro, num bate-volta possível e simples. Mais informações no site oficial.

Maritime Museum of San Diego – Localizado na orla, na Harbor Drive, o que permite que  seu acervo esteja sobre as águas: são 11 navios, balsas e barcos e alguns deles ainda podem navegar e você pode ser o passageiro! Confira as exposições permanentes e temporárias no site oficial do Museu Marítimo de San Diego.

Sea World – Eu nunca quis mexer neste vespeiro porque acho que para se declarar a favor ou contra atrações como esta – ou mesmo zoológicos, seria preciso mais que um post – ou um livro. Nós visitamos o Sea World Orlando em 2014, quando o número  de visitantes já havia despencado devido ao polêmico documentário Blackfish, ao qual assisti só em 2015. Trata da forma como as orcas são capturadas, de sua vida social antes e depois e do relacionamento com seus tratadores, especificamente sobre a morte de uma delas, em 2010, e ataque a tantos outros. A repercussão do documentário foi tamanha que o SeaWorld cancelou os shows com orcas em novembro de 2015. Está disponível na Netflix. O outro lado da moeda diz que o SeaWorld já resgatou e tratou de mais de 28.000 animais em perigo. Leia, informe-se e julgue por si mesmo. Para informações sobre o Sea World, clique aqui.

Wild Animal Park ou San Diego Zoo Safari Park – Então, a polêmica continua aqui? Qual a diferença entre ir ao SeaWorld e ao Wild Animal Park? Sem pesquisar muito, eu diria que só pelo Wild Animal Park estar associado ao San Diego Zoo já significa que existe todo um trabalho de pesquisa para manutenção das espécies, readaptação de animais que sofreram contrabando, etc., etc. Trata-se de um parque com várias opções de safari para ver animais africanos e pássaros. Também fica perto de San Diego, a 50 quilômetros. Mais informações aqui.

Leia mais sobre San Diego e outras cidades desta trip clicando na página índice da Califórnia.

Coronado: a ilha de San Diego – que não é ilha!

A gente aprende na escola que ilha é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados e, falando assim, Coronado parece ser uma ilha, principalmente porque chegamos lá atravessando a ponte San Diego-Coronado. Bem, sabendo o nome da ponte, inferimos que Coronado não pertence a San Diego, é um município autônomo – e não é uma ilha, mas sim uma península. Neste post dou dicas de como circular, o que fazer, como chegar lá e falo sobre minhas impressões deste lugar exclusivo e ao mesmo tempo tão acessível.

Pra começar, quando planejei minha ida a Coronado as expectativas eram grandes e nos meus planos ia parecer um comercial de imóvel: a gente ia alugar bikes e percorrer as ruas sorrindo e brincando, depois de ter atravessado a baía de San Diego de ferry, apreciando o skyline da cidade e os veleiros branquinhos. Na real, a gente foi de carro, depois de um dia cheio, estávamos cansados, marido e filha contrariados porque queriam voltar para o hotel e descansar e eu mau-humorada porque minha câmera resolvera quebrar no início da viagem (se você acompanhar os posts da Califórnia vai ver algumas fotos fora de foco). Mas as opções eram ir assim, anos-luz de uma família de comercial de TV, ou não ir. Fomos assim.

Coronado San Diego

Vale a pena ir a Coronado?
Se você tiver ao menos umas 2 horas a mais no seu roteiro de San Diego, vale a pena, sim. A praia é muito bonita e se você curte arquitetura colonial americana vai adorar as casas de madeira em ruas sem iluminação pública. 

Como Chegar a Coronado

Há várias formas de chegar a Coronado: de carro, de ferryboat e de trolley, caso você tenha comprado o passe do hop on/off do Old Town Trolley, que vai aos principais pontos turísticos da cidade de San Diego. Ele atravessa a ponte San Diego-Coronado e faz parada perto do Hotel Del Coronado.

a baía de San Diego sobre a ponte, a caminho de Coronado
a baía de San Diego sobre a ponte, a caminho de Coronado

Ferry para Coronado
Há dois pontos de partida: ao lado do USS Midway Museum e no Pier da 5th ave., em frente ao San Diego Convention Center. A viagem de 15 minutos proporciona avistar o skyline de San Diego e observar as embarcações ancoradas e navegantes da baía. Custa $5.

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A marina de Coronado, na bela Glorietta Bay

Como circular em Coronado
🚶 Se você chegar de ferry, para ir a pé até Coronado Beach, do outro lado da península, dá uma caminhada superior a 30 minutos.

🚴 Há várias lojas para alugar a sua bike convenientemente perto do desembarque do ferry: a Bikes & Beyond e a Rays Rentals (2000 Second Street) têm, além de bikes, aqueles carrinhos coletivos movidos a pedaladas para até 4 pessoas, os surreys. No Hotel Del Coronado (1500 Orange Ave.) tem a Wheel Fun Bike Rentals.

🚘 Eu tinha lido que seria um problema ir de carro por causa do alto custo de estacionamento, mas encontramos vaga na Avenida Del Sol, sem parquímetro, a passos da praia. Também é permitido estacionar gratuitamente na Ocean Drive, a avenida costeira. Mas não era alto verão quando fomos, então não sei se é fácil achar vagas em Julho ou agosto. Onde há parquímetro, a permanência é de no máximo 2 horas, a $0,25/hora.

🚌 Para ir ao outro lado da ilha de ônibus, na praia ou no hotel Coronado, a partir do centro de San Diego pegue a linha 901 e, se você já pegou o ferry (balsa), o ônibus é o 904.

Este ano (2016) a prefeitura da cidade ofereceu até o início do outono (fim de setembro) duas linhas de ônibus gratuitos para evitar que as pessoas usem carros. E olhem que legal a customização do ônibus:

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🚃 Sabe o velho conhecido da turistada, o hop on hop off? Acho que só usei em San Diego e em Londres! Em San Diego é uma boa opção para quem está sem carro, pois as atrações não são concentradas num centro. Ele te leva a Old Town, Coronado e Balboa Park, mas tem linha que vai até La Jolla! Há passes de um dia ou mais e o nome do hop on hop off de San Diego é Old Town Trolley.

o Hop on Hop off
o Hop on Hop off

O que Fazer em Coronado

O mapa abaixo mostra o que eu pretendia fazer, mas o tempo curto não permitiu.  

Hotel del Coronado
Não é uma atração turística, mas é! O hotel branquinho construído todo em madeira em 1888 e com a torre cônica é tão símbolo de Coronado quanto a Golden Gate é de São Francisco. Ganhou popularidade mundial quando Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon rodaram cenas da comédia Quanto Mais Quente Melhor (They Like it Hot). Apesar de classudo e de receber presidentes e gente famosa, dá pra fazer reserva até pelo Booking.com, usado por mortais como eu. Eu bem que queria comer em um de seus restaurantes, mas os preços me assustaram!

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Descobri que há tours guiados ($20) às 10h30 de segundas, quartas e sextas e aos Sábados e Domingos às 14h, com duração de 90 minutos, caso você esteja interessado na história do hotel ou se quiser conhecê-lo por dentro sem se hospedar lá.

Coronado Historic Association é o museu da cidade. Não tive tempo nem de chegar perto, então não posso opinar se vale visitá-lo ou não.

Esportes e passeios aquáticos
Este tipo de atividade é bem óbvio para um destino de praia: tem caiaque, stand up paddle, surfe, passeio de catamarã, lancha, etc. Mas eu fiquei surpresa com o passeio de gôndola! Sim, igualzinhas às de Veneza, conduzidas por gondoleiros de camiseta listrada e chapéu de palha. Como dizia um querido professor: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mas se você quiser, as informações estão no site da empresa que promove o passeio.

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Não rolou pôr-do-sol no mar por causa das nuvens baixas. Não rolou foto mais legal por causa da câmera quebrada. Nem sempre os dias perfeitos são aqueles programados…

Praias

Silver Strand Beach: não fui, mas vi fotos e achei meio feinha para os padrões de praias paradisíacas que temos. Mas é o paraíso para quem está de trailler ou, como se diz em inglês, RV (recreational Vehicle): estacione sua casa sobre rodas bem na areia e divirta-se!

Municipal Beach: é a praia em frente ao hotel Del Coronado e foi onde passeamos no final de tarde, esperando o pôr do sol. A areia é branquinha e fina, há algumas rochas bonitas perto do calçadão. Caças voam bem baixo e fazem um barulho ensurdecedor, então se você quer silêncio esta não é sua praia! Você pode alugar cadeiras de praia e guarda-sol ($20 e $25) ou cabaninhas ($60).

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Ju descansando nas proximidades do Hotel del Coronado

Coronado Dog Beach: está tendo uma viagem de cão? Leve-o para esta praia!

Centro de Visitantes
1100 Orange Ave, Coronado

Onde ficar em Coronado
Se você quiser um ambiente praiano bem família em San Diego, Coronado é uma boa opção. Eu quase reservei um hotel lá, mas acabei ficando no centro de San Diego pela conveniência e porque não ia curtir praia, mesmo. Veja aqui as opções de hospedagem em Coronado.
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Em breve, dicas de San Diego. E você, tem alguma dica de Coronado pra compartilhar? Deixe nos comentários.

 

O Sol, o mar, a Golden Gate num passeio de barco em São Francisco

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If you’re going to San Francisco…

Passeios de barco são sempre prazerosos, sejam fluviais, lacustres ou marítimos, seja ao sabor da brisa morna de uma praia ou do vento frio e cortante de montanhas. Convido você a passear pelas águas da baía de São Francisco – e com vento frio de verão!

Era nossa primeira tarde em São Francisco e chegamos cansados após uma viagem de carro a partir do parque Yosemite e sem a mínima chance de cumprir o roteiro planejado para o dia, culpa da parada no San Francisco Premium Outlet (mas essa historia eu conto no post Roteiro de 3 dias em São Francisco). Foi só deixar as malas no hotel e rumamos para o ponto mais turistão de San Fran: o Pier 39.

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Pier 39 (e o quiosque da sorveteria)

O dia tinha sido lindo, ensolarado, sem o fog típico do verão. Depois de um sorvete e de muitas fotinhos, parei na cabine do Blue&Gold Fleet para retirar os ingressos cedidos para mim e minha família para que eu pudesse ter a experiência e contar aqui para vocês.

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a bilheteria do Blue&Gold Fleet

passeio de barco pier 39

o barco de nosso passeio pela baía
o barco de nosso passeio pela baía

Deixo abaixo informações bem práticas para você se programar e fazer o passeio também:

Quanto custa o passeio pela baía de São Francisco (em dólares)?
Adultos pagam $30 (acima de 65 anos, $24), adolescentes $24  (12 a 18 anos), e crianças $20 (de 5 a 11 anos).

Onde Comprar Ingressos para Passeio de Barco em São Francisco?
Você pode adquirir seus ingressos no site oficial da Blue&Gold Fleet, mas eu sugiro que você espere pra ver o clima e compre diretamente no guichê, no pier 39, num dia que estiver limpo, porque passeio de barco para ver neblina não rola, né? Nos dias em que estive na costa da Califórnia (fim de verão), notei que as manhãs são sempre mais nebulosas, então programe-se para o período da tarde. Se você for no inverno, os dias costumam ser mais claros e o foggy típico dá uma folga.

Tipos de passeios do Gold&White Fleet
Há três tipos de passeios turísticos:

  • Escape from the Rock – É o tour que fizemos, com duração de 90 minutos e que passa por debaixo da Golden Gate, circunda a Ilha de Alcatraz, passa bem pertinho dos leões marinhos mais famosos da Califórnia, que tomaram conta do lugar após o terremoto de 1989. Em janeiro de 1990 decidiu-se que eles não seriam removidos dali, onde dispunham de abundante oferta de alimento e cuidados dos profissionais do Aquarium of the Bay. Desde então, viraram atração turística do Pier 39.
  • Bay Cruise Adventure – com duração de 60 minutos, é similar ao Escape from the Rock, só não passa pela Ilha de Alcatraz, que serviu de presídio por 29 anos.
  • Rocketboat – este só funciona no verão. É um passeio em lancha de alta velocidade com duração de 30 minutos. Deve ser emocionante!

Horários dos passeios de barco
Há vários tours ao longo do dia, mas eu particularmente acho o do final do dia, o ideal, principalmente em dias sem fog, porque assim você pega o pôr do sol inesquecível junto à Golden Gate, vê o brilho dourado californiano sobre o skyline da linda São Francisco e depois na volta as luzes dos prédios se acendendo.

Além dessa vantagem, um dos funcionários me informou que no final da tarde é sempre mais tranquilo, porque os grupos de turistas (pessoal que viaja de excursão) já foram embora – e constatamos isso mesmo: o barco estava praticamente vazio, foi muito bom porque a gente ficou na fila do gargarejo, com a frente do barco (proa) todinha pra quem como nós conseguiu enfrentar o vento da baía de São Francisco.

Em que língua é o tour?
O áudio disponível pelo barco está somente em inglês, mas há uma aplicativo (app) em várias línguas, então leve seu celular! Não, não tem em Português, mas tem em espanhol.

Eu confesso que mal prestei atenção ao áudio, de tanto que curti o passeio – e porque precisava tirar zilhões de fotos para selecionar as melhores e colocar aqui no post, claro. E porque minha filha adolescente estava se divertindo de montão e isso não é uma coisa lá muito comum na vida de um adolescente em companhia dos pais, não é? Eu precisava estar ali pertinho dela para aproveitar o momento! rsrsrs De qualquer forma, o áudio conta a historia da baía de São Francisco, do porto, da construção da Golden Gate, e sobre os tempos em que Alcatraz funcionava como presídio, sempre concomitante ao que se avista do barco.

O que levar, como se vestir…
Se for no verão em horário de sol quente, protetor solar. Se tiver cabelos longos, preda-os ou leve uma escova para dar um jeito na juba que se formará com o vento. Calças ou bermudas, por favor. Uma passageira estava com uma saia de fenda enorme e ela mal conseguia se movimentar porque o vento queria ver suas vergonhas, como diria Pero Vaz de Caminha. Ah, mesmo no verão, leve um casaquinho, o vento é sempre frio em São Francisco. Minha filha tinha uma legging na bolsa e se trocou no banheiro do barco assim que embarcamos.

E agora, algumas fotinhos do passeio na ordem cronológica:

dicas de São Francisco
o interior do barco
pier 39 San Francisco
o barco zarpa e os turistas sacam suas câmeras: piratas digitais
Golden & White Fleet Passeios barco São Farncisco
Forbes Island é o restaurante flutuante da baía
São Francisco vista
o dourado californiano sobre o skyline de São Francisco
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a grande atração do passeio (depois do pôr do sol)


Golden Gate sao-francisco-54

A Ilha de Alcatraz
A Ilha de Alcatraz
são Francisco skyline
as luzes da cidade começam a se acender
Os leões marinhos, quase não dá pra vê-los nesse horário...
Os leões marinhos: quase não dá pra vê-los nesse horário…

passeios em São Francisco

Espero que você goste tanto do passeio como nós. Abraços!

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