Roteiro Nova Iorque – dia 6: Central Park e seu zoológico

Este post faz parte do relato de uma viagem realizada em -outubro de 2014 por dois adultos e uma pré-adolescente. Descreve o último dia – ou última manhã! em NY.

Era nosso último dia, meio dia, em Nova Iorque, pois nosso voo e retorno sairia do La Guardia às 15h. Como nunca antes na história desta viagem, acordei cedo e pulei logo da cama (por que falta gás pra fazer isso nos demais dias? preciso aprender a tomar energético!). Tomamos café na manhã no Green Café (de novo!) e enquanto meu marido levou café da manhã pra Ju eu fui fotografar o Central Park. Eu tinha cerca de 1h30 antes de reencontrá-los na bilheteria do zoológico às 10h, então foi uma maratona com pequenas pausas para contemplação. Clichê, eu sei, mas eu adoro o Central Park.

Eu em minha primeira visita ao Central Park
Eu em minha primeira visita ao Central Park, em 1996

Se você acompanhou os posts anteriores sabe que eu visitei o Central Park em faixas, leste e depois Oeste, então hoje era dia de conhecer o “miolo”, mas incluí aqui as dicas das principais atrações de todo o parque, para facilitar seu planejamento caso não queira “parcelar o parque em suaves prestações”.

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O Central Park não tem nada de palmeirense, mas é uma mancha verde. Nenhuma novidade em dizer que é um oásis em meio aos arranha-céus, mas é exatamente esta a sensação. Tem 340 hectares – representando 6% da ilha de Manhattan – de árvores, lagos, gramados, quadras de tênis, campos de beisebol, rinque de patinação no inverno, playgrounds e muitas trilhas para corredores e ciclistas. Ruas também cortam o parque, você deve ter visto em filmes. Os cães também marcam presença e muitos deles são levados pelos dog walkers. Projetado no século XIX, foi o primeiro parque público dos Estados Unidos e é orgulho dos nova-iorquinos – e quintal da casa de muita gente abastada, claro.

dicas Nova Iorque

Você pode chegar pelas linhas B ou C e descer nas ruas W 59th, 72nd, 81st, 96th e 103rd. Quanto maior o número, mais ao Norte da ilha – e do parque – você estará. Se quiser, comece sua visita do centro de informações no The Dairy, caminhando de leste a oeste na rua 65th, e ganhe mapinhas e dicas. Como abre às 10h, eu não fui até lá.

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The Dairy. Foto de centralpark.org

Eu acessei o parque pelo lado leste, em frente ao Plaza, contornando o lago (The Pond) que havia sido minha vista em primeiro plano naqueles últimos dias.

Central Parque
Central Parque

 

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A ponte Gapstow atual é feita de pedras e substitui a original de madeira e ferro que se deteriorou

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Sem mapa (metida, né?! kkkkk), dependi exclusivamente de minha memória para me localizar e reencontrar alguns pontos principais do parque. Isso também é legal, porque encontramos outros tesouros.

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Muitos bancos foram doados em troca de uma plaquinha homenageando pessoas queridas que já se foram.

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Folhinha de carvalho grudada na placa pela água da chuva da noite anterior. Pura poesia…
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Lembrei de Monet…

Na linha da Rua 72, começando a Oeste, você vai encontrar o Strawberry Fields, área em homenagem ao ex-Beatle John Lennon, que morreu assassinado ali pertinho. A obra foi feita em um descampado com doações do mundo todo e hoje tem várias espécies de plantas, inclusive morangos (strawberry). O mosaico com a inscrição Imagine (uma de suas lindas músicas já em carreira solo) foi doado pela cidade de Nápoles, Itália. Quando visitei era dia no aniversário de Lennon e estava bem cheio de turistas e fãs.

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Seguindo em direção Norte, você encontrará a Bow Brige, que passa sobre o lago (The Lake). É uma das sete pontes originais do parque. Olhando as fotos, você não diria que está em Nova Iorque, aposto!

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Bow Brigde

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Central Park roteiro

Continuando na altura da 72nd em direção Leste, você sai na área mais bonita do parque, na minha opinião, e também uma das mais fotografadas: a Bethesda Fountain and Terrace. Você certamente já viu diversos filmes em que ela serviu de cenário!

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Continuando a Leste, na mesma linha da 72, você encontra uma área que eu também adoro, que é a Conservatory Water, mais conhecida como Lago dos Barcos, onde nos finais de semana as crianças participam de corridas de barquinhos movidos a controle remoto, inspiração do Luxemburgo de Paris ehehe.

central park 4-0381No inverno parte da água é retirada e com seu congelamento os barquinhos dão lugar a um rinque de patinação. A área tem um café (tivemos a sorte de música ao vivo na tarde em que estivemos lá) e no verão há contação de histórias perto da estátua de Hans Christian Andersen, o criador de O Patinho Feio, entre outras. A escultura de Alice é um “trepa-trepa” pois, diferente de outras esculturas, ali as crianças são convidadas a subir!

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ou o próprio criador!
Homenagem ao grande Hans Christian Andersen

Caminhando em direção Norte você vai cruzar com a Rua 79. Vire à esquerda e você sairá no Belvedere Castle, que em italiano significa vista bonita. O castelinho tem um mirante de onde se vê boa parte do parque e é ali que a temperatura da cidade é tirada.

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Ali também fica o Great Lawn, o gramado que vira a praia dos nova-iorquinos no verão!

The Great Lawn no verão de 1996
The Great Lawn no verão de 1996

Como eu disse, eu tinha poucas horas. Se você quiser e puder, visite o website oficial do Central Park para se planejar e conhecer o parque por inteiro, pois tudo isso que eu falei é só a metade dele!

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Você pode fazer o percurso mais rapidamente se for de bicicleta, mas nem todos os pontos têm ciclovias. Se quiser mesmo assim, vá até a Columbus Circle (no lado Sudoeste do parque) ou ao restaurante Tavern on the Green, que fica dentro do parque na altura da rua W 67th.

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Maratona encerrada, me restava voltar e escolhi ir pela Quinta Avenida por se um caminho em linha reta. A calçada ainda abrigava as arquibancadas montadas para a parada do dia de Colombo, feriado americano. Encontrei minha família em frente à bilheteria do zoológico do Central Park (entre a East 66th e a 63rd). Conhecê-lo era desejo de minha filha, talvez pelo imaginário legado da animação Madagascar.

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O panda vermelho

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Os leões marinhos são um espetáculo! Exibidos, barulhentos e engraçados sempre agradam a todos. Mas se quiser, pode vê-los sem pagar ingresso, como o pessoal ali da foto, no portão.

Bem, se você me perguntar se vale a pena conhecer o zoo do Central Park, eu vou te dizer que não. E não é porque não tem Gloria, Alex ou Melman. É um zoo antigo, do tipo que tinha “vitrines” de animais. Com boa vontade e conhecimento, o zoo foi modernizado nos anos 1980 e hoje tem áreas mais amigáveis aos animais. Mas são poucos e como visitamos no outono e em dia de semana, algumas áreas estavam fechadas, então considere esses fatores em sua visita a NYC.

Além do Central Park Zoo, existe o Tisch Children’s Zoo, muito legal para crianças menores que vivem em cidade grande, pois há animais domésticos como cabras, ovelhas, uma vaca e porcos. Entre os dois, o relógio Delacorte, que a cada meia hora toca uma melodia. Os animais “dançam” a sua volta. Os macacos tocam o sino.

Zoo de Nova York
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O ingresso dava direito a uma sessão de cinema 4D do filme Rio. Claro que fomos prestigiar! É um resumão da animação e conta a história toda em 15 ou 20 minutos, mas com direito a vento e água no rosto!

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Deixamos o parque, meu marido seguiu para o hotel e nós meninas fomos para a Fao Schwarz buscar uma Elsa (se você não vive o universo infantil, saiba que Elsa é a “Rainha Gelada”, personagem de Frozen que canta Let it Go). Sobre a Fao, leia post Lojas de Brinquedo em NY (link abaixo). Voltamos ao hotel, pegamos a mala, dei uma última olhada no Central Park da janela do quarto e tomamos um taxi para o Aeroporto La Guardia. Sobre o aeroporto La Guardia. Dicas no post com link logo abaixo.

E vamos que vamos, que tem viagem à Patagônia em breve!

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Roteiro Nova Iorque – dia 4: Metropolitan Museum, Central Park e Museum Mile

Se você caiu de balão por aqui, este é um post que detalha o roteiro de 5, 6 ou 7 dias em Nova Iorque, em Outubro de 2014, então leia os anteriores para entender melhor a ilha de Manhattan e para conhecer o que entra no roteiro completo.

DIA 4: Metropolitan Museum, Central Park e Museum Mile

Antigas mansões de famílias abastadas deram lugar a diversos museus dessa área da cidade e outros estão em modernas instalações, como o belíssimo Guggenheim, que só pela arquitetura já valeria a visita. É a região conhecida como Museum Mile, ou Milha dos Museus. Mas há outras dezenas de museus espalhados pela cidade, claro.

Para não ser injusto com nenhum dos museus, escolha um para visitar (vale moedinha, dois ou um, palitinho). Não vá cair na besteira de ir a dois grandes no mesmo dia e ter a sensação claríssima de que não aproveitou nem um, nem outro. Relaxe, você acaba voltando a Nova Iorque outra vez e talvez um dia consiga visitar todos. Ou faça como eu, que repeti o Metropolitan sem culpa. E é dele que vou falar aqui.

Compramos nossos ingressos no autoatendimento, fácil e rápido, com pagamento em cartão de crédito. O ingresso nos custou $25 e crianças até 12 anos não pagam. Existe uma política “pague quanto quiser”, mas eu nunca tive a cara de pau de tentar! Você chega no caixa e diz que quer ingressos por 1, 2 ou 5 dólares, por exemplo. Deixe sua mochila e casaco ou sacolas gratuitamente na chapelaria, à esquerda da entrada. Assim você vai encarar o Met mais levinho. Com ingresso pago a preço de tabela, você ainda ganha uma entrada para o Cloisters, o museu de arte medieval que leva esse nome porque o prédio foi construído com restos de claustros, capelas e salões medievais.

Bem, falar de uma visita a um museu tão rico como o Metropolitan sem se prolongar muito é tarefa difícil, então vou mostrar em imagens um pouco do que visitamos e sugerir que você entre no website oficial (link abaixo) e escolha mais ou menos as áreas de maior interesse PARA VOCÊ! Lá você encontrará sugestão de itinerários de visita, também.

O Met, o mais importante museu de NYC, fundado em 1870
O Met, o mais importante museu de NYC, fundado em 1870

Esse planejamento é importante, porque assim como outros grandes museus pelo mundo é preciso fazer escolhas e cortes. MASP e Pinacoteca, em SP, não se comparam em volume de obras e metros a percorrer, então tê-los como referência, achando que se consegue em uma visita ver tudo, é engano certo.

Princesas sempre gostam de cavaleiros e armaduras
Princesas sempre gostam de cavaleiros e armaduras
Meninos gostam de espadas, mas também curtem pinturas!
Meninos gostam de espadas e armas, mas também curtem pinturas!
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Arquitetura e decoração americanas com interatividade digital, em The American Wing

Nesta praça em The American Wing, à direita se vê a fachada de uma antiga casa que foi remontada no museu. Passe pela porta e viaje na decoração e na História através do tempo. Ao fundo da foto fica uma das opções de alimentação dentro do museu, o The American Wing Café, no estilo pegue e pague no caixa. Tem frutas, sucos, saladas e sanduíches.

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The American Wing

Se você dispõe de pouco tempo e ainda não foi ao Egito, vale visitar o Templo de Dendur e toda área de Arte Egípcia.

O templo de Dendur no primeiro andar
O templo de Dendur no primeiro andar

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As tapeçarias dos séculos 15 e 16 impressionam pelo bom estado de conservação, além, é claro, do intricado trabalho

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Esta obra da foto abaixo me impressionou muito. Não é uma pintura, mas trabalho de marchetaria, acredite! E não há relevo, a ilusão é criada pelos diferentes tons de madeira. Fica na Galleria 501 e tem um segurança só para ela, vejam só! Afinal, dá uma coceira danada por não poder tocar! rsrsrs Originalmente, ficava num estúdio do Palácio de Ducal em Gubbio, Itália.
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Quanto a pinturas, no segundo andar, elas estão organizadas por épocas/escolas, então fica fácil você ir direto ao seu interesse. Quando chegamos lá, já estávamos cansados, então acabei deixando de ver…. quase tudo e fui direto aos impressionistas, juntando mais Monets e Van Goghs à minha “coleção”! rsrsrs

Se o tempo estiver bom, não deixe de visitar o Roof Garden com vista para o Central Park.

Vale passar em uma das lojinhas ou stands de venda para comprar um pôster de sua obra preferida ou outro objeto para presentear sua amiga que adora arte. Eu peguei uma promoção de 3 pôsteres por 15 dólares. Vão virar quadrinhos!

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A chegada e
e o prêmio pela jornada: um hot dog de rua! Nada mais novaiorquino...
cinco horas depois, o prêmio pela jornada: um hot dog de rua! Nada mais novaiorquino…


Resumindo

  • Horário de funcionamento: abre diariamente às 10h e fecha às 17h30, mas às sextas e sábados vai até as 21h
  • Ingressos podem ser adquiridos na hora da visita, antecipadamente pelo website oficial do museu ou através do NY Pass. Adultos: 25 dólares, crianças abaixo de 12 anos não pagam e acima de 65 anos o ingresso custa 17 dólares.
  • Se tiver pouco tempo, prepare sua visita antes escolhendo quais galerias quer visitar.
  • As linhas do metrô que servem essa área são as 4, 5 e 6. A mais próxima do Metropolitan (Met para os íntimos rsrsrs) é a parada da 86th Street.
  • O museu tem áreas para refeições rápidas, bem concorridas.

Estava friozinho gostoso de outono e fomos caminhando pelo Central Park de volta ao hotel. Mesmo que você não esteja hospedado ali perto, passear pelo Central Park na volta do Metropolitan é sempre uma boa ideia. Afinal, você pode…

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Tomar um café à beira do Conservatory Water…
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enquanto ouve jazz ao vivo

 

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Ou se deparar com uma cena linda de começo de Fall Foliage
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encontrar a menina dos sonhos…
ou o próprio criador!
ou o próprio criador!

Uma boa Nova Iorque para você também!

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Neste web site você encontra links para 25 museus de NY

 

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Roteiro New York – dia 2: Upper West Side e o Museu de História Natural

O dia 2 descrito aqui faz parte de uma viagem a NY com roteiro de 5 ou 6 dias, em outubro/2014. Sugiro que leia os demais posts relacionados a esta viagem. Os links para esses posts estão no final desta publicação.

Entendendo a ilha de Manhattan
A Quinta Avenida (grudadinha no Central Park, essa área retangular verde aí no mapa) divide a cidade entre East (leste) e West (Oeste) e as ruas são, em sua maioria, numeradas em ordem crescente em direção ao Norte. Na parte mais antiga da cidade, ao Sul, até mais ou menos os bairros Greenwich e East Village, as ruas têm nomes e não são planejadas (paralelas), mas mesmo assim não é difícil se localizar.

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DIA 2
Upper West Side

Central Park (parte oeste):
1.
 Strawberry Fields Forever – Central Park, próx. W 72nd Street
2. The Lake 3. Bow Bridge

– American Museum of Natural History – Central Park West com W79th st.
– Dakota Building –  1 w72nd st
– Columbus Circle
– Lincoln Center – W 65th St com Amsterdam (10th Ave.)

No segundo dia, sono atrasado pelo voo noturno, cansaço pelo bate perna do primeiro dia, mas quem é casada com quem acorda cedo, não tem jeito! Agradeci pelo marido casado viaja  ter me acordado para ver o dia nascendo, levantei cambaleando, peguei a câmera, tirei uma única foto e voltei pra cama. A foto ficou “ótima”!

6h50: eu disse que estava meio dormindo, olha o foco!
6h50: eu disse que estava meio dormindo, olha o foco!
Depois das 8h melhorou. As árvores ainda sombreadas pelos edifícios do Leste da ilha
Depois das 8h melhorou. As árvores ainda sombreadas pelos edifícios do Leste da ilha

A manhã estava linda e aproveitamos para caminhar até o Museu de História Natural, usando as trilhas do Central Park West. Era dia 9 de outubro, aniversário de John Lennon, e eu queria ver o que rolava por lá. Um cara tocava canções dos Beatles e de John Lennon no violão em troca de moedas. Algumas pessoas depositavam flores no monumento Imagine, presente da cidade de Nápoles (Itália). Strawberry Fields, espaço de 2 acres no Central Park, foi restaurado para ser homenagem a Lennon, assassinado ali pertinho em 1980. Entre as plantas da área, estão arbustos de… morangos.

Homenagem a Lennon
Homenagem a Lennon

Continuamos pelo parque, admirando a paisagem verde e a de concreto. O som dos carros nas ruas próximas e eu ali entre as árvores do Central Park me trouxeram Simon and Garfenkul cantando: “The sounds of the city sifting through trees settle like dust on the shoulders of the old friends…” Que trilha sonora linda para um passeio no parque!

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A Bow Bridge, uma das pontes originais
folhas de outono
folhas de outono

Quando o lago estreitar, é hora de pegar a trilha que sairá na  W77th, onde fica o Museu Americano de História Natural. Você pode comprar o ingresso na hora e o autoatendimento é mais rápido, com pagamento em cartão. Adultos pagam $27 e crianças de 2 a 12 anos: $16. Não pegamos nenhuma fila.

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A fachada do American Museum of Natural History. Eu sei, saíram mais os ônibus escolares, mas foram olhos de professora…

Eu raramente compro City Pass quando viajo porque gosto de ficar mais pelas ruas do que em museus. Dizem que em Paris e Roma você não pega fila se está com esses passes, mas aqui havia uma fila para quem tinha o passe. Em Amsterdam e Paris vi a mesma coisa. Faça suas contas e veja se vale mesmo a pena comprar um passe, levando em conta o quanto vai usá-lo e o tempo de filas. Essa até que não era grande…

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Fila para portadores do City pass

Se você dispõe de pouco tempo ou não quer ficar o dia todo no museu, visite o website oficial e planeje sua visita. E por falar em tempo…

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O didático relógio para explicar quando o homem surgiu na Terra
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Satisfação ao encontrar ao vivo o que aprendeu nos livros: Lucy
Uma das áreas mais populares, a dos dinos
Uma das áreas mais populares, a dos dinos
Ótima maneira de aprender
Ótima maneira de aprender
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A influência cultural dos filmes americanos com certeza fez com que minha filha curtisse mais NY do que curtiu cidades da Europa, por exemplo

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Não se esqueça que anexo ao Museu há o Planetário Hayden, cujo ingresso você pode comprar no mesmo bilhete. Eu acho que com tanta tecnologia em nossas casas a apresentação do planetário não impressionou muito minha filha, mesmo tendo cadeiras que tremiam, muito escuro e barulho.

Como deixamos o museu por volta das 17h (!), almoçamos por lá. Caso você tenha restrições alimentares ou se quiser dar uma espiada no menu de cada lanchonete (há 4 opções), visite o site clicando aqui.

Caminhamos em direção ao Columbus Circle, pela Central Park West, de onde avistamos  o YMCA (Village People, gente!), o Dakota Building, o Twin Towers e até decoração de Halloween.

O Dakota, locação do filme O Bebê de Rosemary e última morada de John Lennon
O Dakota, locação do filme O Bebê de Rosemary e última morada de John Lennon
Decoração caprichada de Halloween
Decoração caprichada de Halloween
Twin Towers, vistas do Central Park
Twin Towers, vistas do Central Park

No número 55 da Central Park West, fica o prédio que foi cenário para o Caça-Fantasmas (Ghostbusters), filme dos anos 1980.

Também na Central Park West, mas com a 62th, as Twin Towers, de 1931, onde moraram Groucho Marx, Marilyn Monroe,  Dustin Hoffman, Paul Simon e onde Madonna foi proibida de morar!

Depois desses parágrafos, a revista Caras vai me contratar! rsrsrs

Olha o Caminhão do Sorvete, igualzinho aos desenhos...
Olha o Caminhão do Sorvete, igualzinho aos desenhos…

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O Metropolitan Opera House com seus arcos
Depois de um sorvete observando a Columbus Circle, discutimos se deveríamos passear de carruagem ou não. Não. Voltamos ao hotel para banho e saímos para jantar.

Se você não usou todo seu tempo no museu, pode entrar na W64th St até o Lincoln Center (W 65th St com Amsterdam (10th Ave.), complexo de espetáculos de dança e música. Dê uma olhada na programação no site oficial e programe uma peça off broadway ou um show. Se não, a visita pode garantir fotos muito bonitas no anoitecer.

Refeições

Café da manhã: Le Pain Quotidien (922 7th Ave.). Sabe quando você, mulher, vê aquele sapato lindo na vitrine e entra na loja imediatamente? Comigo é com pães. Como sofro em cidades onde não encontro pães do tipo francês ou italiano! Então entrei nesse restaurante como o Pica-pau atrás da nuvenzinha de cheiro. Pedi uma baker’s basket, que daria para uma família! Meu marido pediu uma fritspinach, uma espécie de omelete com espinafre, que não aprovou. E a Ju foi de waffle. 3 chocolates quentes. Achei o clima legal (embora muito ruidoso), com mesa grande que promove a convivência entre as pessoas, potes de geléia compartilhados, mas ninguém dirigia os olhos aos vizinhos, mantendo-os em seus grupos. Talvez seja legal para quem já está em grupo. Não foi uma refeição barata ($47 mais gorjeta), mas era muita comida!

A vitrine que me fisgou
A vitrine que me fisgou

Almoço: lanche no museu.

Jantar: Pazza Notte (1375 6th Ave.). Italiano, claro. O clima era de happy hour e extremamente ruidoso. Precisamos usar o celular para enxergar o cardápio (rsrsrs). Bom para azarar!

Veja preços de refeições e de outros itens em Nova Iorque: Planejando sua Viagem.

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Uma das lindas estradas do interior de NY
Uma das lindas estradas do interior de NY

Quem vai a NY sabe que as opões de o que fazer, comprar, comer por lá são infinitas e a cada visita tem algo novo rolando na cidade que não dorme. Viajar para lá em Outubro era um sonho antigo e consegui realizá-lo este ano. Explico. Mas antes, que tal ouvir uma musiquinha enquanto lê:

Enquanto no hemisfério sul, onde está o Brasil, temos a primavera, no hemisfério norte é outono. E algumas árvores típicas de países como Estados Unidos, Canadá, Japão, norte da Europa apresentam o chamado Fall Foliage, efeito em que as árvores sofrem transformação na coloração de suas folhas, variando de amarelo, laranja, bronze, vermelho, dependendo da espécie e da região em que estão plantadas. Além disso o calor e as chuvas que antecedem o período também influenciam na intensidade e no período de pico. Na Europa, por exemplo, é comum a coloração amarelada e apenas os países nórdicos são presenteados com o vermelho.

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É um desafio planejar uma viagem internacional para um desses países com o objetivo de pegar o pico das cores, mas pelo menos nos Estados Unidos há vários sites especializados (veja no final do post) que fazem o mapeamento por região ano a ano.

Um mesmo Estado pode variar em semanas o pico, por causa da altitude, principalmente. Manhattan, por exemplo, é o último a ter o pico no Estado. Se não coincidir com a época, faça como eu: alugue um carro e corra atrás das cores. Se você gosta de natureza, não vai se arrepender!

O mapa abaixo representa uma média das datas em que ocorre o processo, mas vale conferir os websites de cada região e no ano de sua viagem.

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O Processo de Pigmentação das Folhas

Todo mundo lembra das aulas de Ciências e da clorofila, que permite às plantas capturar o sol e produzir energia pelo processo de fotossíntese, não é?

Quando o clima esfria no outono, a clorofila deixa de ser produzida. Os pigmentos amarelos e laranja, sempre presentes por baixo da camada verde das folhas, têm a chance de aparecer quando o verde diminui. O mecanismo que resulta o vermelho é mais complexo de ser entendido pelos cientistas por causa da energia que a árvore precisa para produzir a cor em um momento em que as folhas estão para cair.

árvores no parque estatual Minnewaska, em New Paltz, NY
árvores no parque estatual Minnewaska, em New Paltz, NY

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Outono em NY

Adoro o outono. Aqui em São Paulo, o céu ganha uma luz linda e o pôr do sol parece o de uma pintura clássica. Mas o hemisfério norte tem seus truques também. O clima é ameno, e o friozinho é gostoso, assim como na primavera. Bom para as longas horas de caminhada que uma viagem impõe.

Estive em Nova Iorque de 8 a 14 de outubro de 2014. As árvores em Manhattan apresentavam folhagem amarelada e bordos (a árvore cuja folha é o símbolo do Canadá) já estavam alaranjados no meu último dia na cidade.

Vista do Central Park
Vista do Central Park

Embora o Central Park tenha algumas nessas árvores, muitas delas foram derrubadas durante a tempestade provocada pelo furacão Sandy, em 2012. Cerca de 300 árvores de diferentes espécies caíram. Esta foi a explicação para o parque não estar tão colorido como eu esperava, segundo o simpático e falante funcionário do hotel, proveniente de Hong Kong.

Efeitos do furacão Sandy no Central Park
Efeitos do furacão Sandy no Central Park
Vista do Sul do central Park, em 8 de outubro de 2014
Vista do Sul do central Park, em 8 de outubro de 2014
Central Park, próximo à Bethesda Fountain, em 14 de outubro
Central Park, próximo à Bethesda Fountain, em 14 de outubro

Leia sobre nossa day trip pelo interior do Estado de Nova Iorque em post futuro e confira fotos lindas do Parque Estadual Minnewaska durante a Fall Foliage. Também dediquei um post só ao Central Park (link abaixo). Afinal, redescobri minha paixão pelo parque nesta viagem!

Eu sabia que a região que compreende a Nova Inglaterra nos Estados Unidos ou o estado de Virginia eram ótimas opções para o Fall Foliage, mas rever NYC depois de 17 anos foi tentador demais! Mas se você quiser ou puder, pode dedicar uma viagem inteira a regiões com o melhor do Outono. Clique neste link para um passeio de imagens e dicas de cidades onde há o espetáculo das cores nos Estados Unidos (em Inglês):

E websites com mapeamento do Fall Foliage (sorry, in English again):

Mais dicas de NY você encontra nos links abaixo. Sobre outros destinos, clique no botão SEGUIR e receba nossas atualizações. Se tiver perguntas, você pode usar o formulário de comentários. Ele só será exibido depois de aprovação, então se não quiser vê-lo no blog, é só avisar.

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