Torres del Paine: Dicas práticas

O Parque Torres del Paine, localizado na Patagônia Chilena, foi criado em 1959 e possui 272.298 hectares (1 hectare = 10 mil metros quadrados). O pico mais alto é o Monte Paine Grande, com 3.050 metros. Paine significa azul e é o nome de um de seus rios, de águas azuis (ahhh!). As Torres são as protagonistas do parque, mas há outros picos de igual beleza, lagos de cores variadas, paisagens que mudam de acordo com a altitude. Embora seja um parque de difícil acesso e com pouca estrutura se comparado a outros parques nacionais do mundo, em 2014 2.510.648 pessoas o visitaram. E você, tá esperando o que? Ah, já sei: precisa de dicas! Então vamos lá:

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A Fauna
Além dos trekkers, guanacos dominam a paisagem, mas tivemos a sorte de avistar um ponto escuro para o qual outros turistas apontavam à beira da estrada: era um puma tentando garantir seu jantar – guanaco. O puma de TdP é o maior da espécie e o Hotel Las Torres, onde ficamos, exibe a foto de um, acuado, em um dos corredores do hotel.

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Continuando com sorte, também avistamos uma raposa da janela de nosso quarto. Ela perseguia as lebres que vivem no gramado do hotel. Flamingos e cisnes não vi, mas um condor nos recebeu no final da trilha Torres del Paine (sabem, daquelas cenas que parecem um sonho…) e numa estrada do parque vimos uma ema. By the way, adoro o nome dessa espécie de ema em inglês: Darwin’s rhea.

A raposa da janela
A raposa da janela


Localização
O Parque Nacional Torres del Paine fica em Ultima Esperanza, na região de Magalhães, na Patagônia Chilena, bem ao Sul.

Como Chegar

  • De El Calafate: Leia o post De El Calafate e Torres del Paine
  • De Santiago, pegue um voo (4 horas) até Punta Arenas, de onde você precisará embarcar em um ônibus ou alugar um carro até Puerto Natales, 240 km ao Norte (3 horas). Mais 140 km (2 horas) e você chega a Torres del Paine. Moleza!

Quatro empresas rodoviárias partem de Puerto Natales até o Parque Vía Paine, Buses Gómez, JBA, Maria José. Há duas saídas diárias nos meses de Dezembro, janeiro e fevereiro: às 7h e às 14h30. Na baixa temporada, apenas às 7h.

Língua
Espanhol. Português é compreendido. No Hotel Las Torres me surpreendi com garçons que falavam fluentemente várias línguas. Um deles havia inclusive morado no Brasil e, orgulhoso, disse ter vivido em Fernando de Noronha.

Hospedagem
Acesse no final deste post caminho para publicação com links para todos tipos de hospedagem.

Permanência
Muita gente visita Torres del Paine a partir de um bate-volta, seja de Puerto Natales, seja de El Calafate. É possível, mas só não será frustrante para quem não curte muito Parques Nacionais. Além de pouco proveitoso, especialmente de El Calafate a viagem pode ser muito cansativa.
As duas noites (e um dia completo, mais dois dias parciais, devido à viagem de e a El Calafate) que ficamos foram suficientes para conhecer os principais pontos acessíveis por veículo motorizado, seja carro particular, van de agências ou dos hotéis ou ônibus circular.
Para quem faz trilhas – e quer vivenciar o parque, a permanência vai depender do preparo físico e do tipo de trilha escolhido.
Como o tempo muda muito, quanto mais você ficar maiores suas chances de avistar o cume das montanhas. Isso porque é muito comum as nuvens encobrirem as montanhas protagonistas do Parque. Esse era um pesadelo que martelava minha cabeça, tal qual naqueles filmes em que uma voz meio Vincent Price diz: “você lá, e as Torres encobeeeeertas. ahahahaha”. Ainda bem que uma voz meio Robin Willians dizia: “fique ao menos duas noites e você as verá”. E eu as vi. E as vi bem de pertinho.

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Como Circular por lá
– Pés ou cavalos para as trilhas, que  algumas vezes são distintas, outras compartilhadas.
– vans contratadas nos hotéis
– ônibus (informação do guia Frommer’s): de outubro a Abril há serviço diário e as paradas são Laguna Amarga, Cafeteria Pudeto e Centro Administrativo. Trans Via Paine (tel. 61/413672); Gomez  (tel. 61/411971); Buses JB (tel. 61/410242).
Vans partem de Laguna Amarga para a Hosteria Las Torres, onde começa (ou termina) o circuito W.
– carro próprio (encontramos duas famílias vindas do Brasil) ou alugado em El Calafate ou Puerto Natales.

Diñero:
No parque não há caixas eletrônicos ou como fazer o câmbio. Leve pesos chilenos daqui ou troque-os em Puerto Natales. Nós trocamos no restaurante-lanchonete-casa-de-câmbio-loja-de-suvenires chamado Ovejero ao lado da fronteira Dom Guillermo.

Compras
Não há lojinhas ou comércio de qualquer tipo no Parque. Os Refúgios Grey, Chileno e Los Cuernos, acessíveis por trilha, vendem gêneros de primeira necessidade. O Hotel Las Torres tem uma lojinha de suvenires e um quiosque de alimentos. Como o Parque tem difícil acesso, as mercadorias são caras, então sugiro que leve ao Parque o que for consumir. Se for cruzar a fronteira, alimentos in natura estão proibidos. Não sei o que vendem na Cafeteria Pudeto, em Salto Grande, pois não fui lá.

O que Comer e Beber
A cultura gaúcha está presente nesta parte da Patagônia, então carne e chimarrão também estão. Quem acampa leva seu próprio alimento ou compra nos refúgios, mas os dois hotéis que visitei (Lagos Grey e Pehoe) têm restaurantes abertos ao público. O Las Torres abre o bar, mas não tenho certeza se o restaurante serve quem não está hospedado. De qualquer forma, o preço do jantar lá é exorbitante!

Entrada do restaurante e hotel Lago Pehoe
Entrada do restaurante e hotel Lago Pehoe


Visto
Não é preciso visto, e embora o Chile não faça parte do Mercosul, o RG é aceito. Mas se tiver um passaporte, a aceitação pode ser maior – e você ganha um carimbinho! rsrsrs

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Essa foto me lembra daquelas folhinhas, os calendários que mamãe pendurava atrás da porta da cozinha…

O que Fazer

  • apreciar o rio Paine e seu incrível tom de azul
  • fotografar as Torres del Paine, de preferência na base ao fim da trilha
  • avistar Los Cuernos na curta trilha de Salto Grande ou do Lago Pehoe.
  • Fazer a trilha do Vale Francês
  • navegar ou atravessar o Lago Pehoe que tem a vista mais linda do conjunto de montanhas do Parque: cerca de 30 dólares por trecho. Saída de Salto Grande, na Cafeteria Pudeto. Não aceita reservas ou compras antecipadas e o pagamento é feito após o embarque.
  • Navegar no Lago Grey: passeio de 2h30 ao custo de 55.000 pesos chilenos. Veja link no final do post.
  • caminhar sobre o Glaciar Grey
  • cavalgar. Reservas e saídas do Hotel Las Torres
  • Trekking. As trilha mais famosas são o circuito W e o O.

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Previsão do Tempo
Li em várias fontes que o tempo muda muito rapidamente em TdP, sendo difícil a previsão. Para saber o que levar na mala, pesquisei a previsão do tempo usando a opção “hourly”. Embora o verão seja alta temporada, o parque continua tranquilo e ao meu ver é a melhor opção.

Os hotéis e abrigos costumam postar na recepção a previsão do dia. Confira a velocidade do vento, se for fazer trilhas. Clique na imagem para ampliá-la.

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Torres del Paine: clima e temperatura

Posts Relacionados (clique sobre o título para ler mais sobre Torres del Paine):

Vai ficar em TdP, confira post com links para todo tipo de hospedagem no parque: TdP: Hotéis, Campings e Refúgios:

De El Calafate a Torres del Paine: dicas de combustível, fronteira, aluguel de carro

Vai encarar a trilha de 8 – ou 10 horas, no meu caso, leia TdP: Sangue, Suor e Beleza 

O que há para fazer lá: Torres del Paine: hipnotizantes

Sites e blogs que ajudarão a planejar sua viagem:

– Para hospedagem, clique no Booking.com. O Mulher Casada Viaja tem parceria com eles (afinal, eu sempre reservei por lá e tenho segurança em indicar para vocês usarem), então é só clicar sobre o logo deles (no final do blog, se você estiver em smartphone, ou na lateral direita, se estiver em PC). Você não gasta nada mais e eu ganho uma comissão que me ajuda a continuar escrevendo e dando dicas!😊

– Navegação no Lago Grey: clique aqui.

– Fórum que me ajudou a saber como são as trilhas: link aqui.

– este link é para um blog que tem ótima descrição das trilhas em TdP e lindas fotos.

– confira a previsão do tempo para a região aqui.

– Se você vai para acampar, leia as dicas aqui.

– Este site traz as 14 fotos mais batidas – nos dois sentidos – de uma viagem a Torres del Paine. Quem foi vai achar graça, certamente.

Site com informação de serviços na região.

– O site oficial do Parque Torres del Paine não é muito amigável na navegação, mas vale dar uma olhada.

– Uma coisa que muita gente esquece ou dispensa e eu acho imprescindível para uma viagem tranquila: fazer seguro viagem. O blog também tem parceria com a Mondial Assistance, então é só clicar sobre o logo deles e garantir sua segurança. Vai que você escorrega em uma trilha…

-Se você vai esticar até Ushuaia e quer dicas, o Alessandro do Fui e Vou Voltar tem imagens lindas e texto fluido onde descreve seu roteiro.

Contato direto com o parque: magallanes.oirs@conaf.cl
(61)2238581
Pronto, agora que você tem todas as dicas, está esperando o que para conhecer Torres del Paine?

 

 

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Torres del Paine: hipnotizantes

Acho que esse é o adjetivo perfeito para descrever as montanhas em Torres del Paine: Hipnotizantes. Eu não me cansava de admirá-las, igual à menina que ganha a boneca tão desejada e a leva para a cama, acorda no meio da noite, sorri, abraça a boneca e volta a dormir. Como não dormi ao relento, mantive as cortinas do quarto abertas para que a montanha Almirante Neto fosse a última coisa a ser vista e a primeira ao amanhecer, ainda sem sair da cama. Além disso, não resisti e na primeira noite deixei o calor e a segurança do quarto (a região tem pumas) para, entre as duas ou três da madrugada, sentir a montanha, o vale e a escuridão – mas só um pouquinho, porque bicho de cidade se assusta com o nada.

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Caso de amor com a montanha

Se você também gosta de estar em vales, montanhas e lagos, bem-vindo/a a este post! Se você aprecia quase qualquer tipo de viagem, como eu, bem-vindo/a a este post!

Como já contei aqui no blog, chegamos ao Parque Nacional Torres del Paine dirigindo de El Calafate, na Argentina, viagem esta tema do post De El Calafate a Torres del Paine. Recapitulando: era segunda quinzena de janeiro, quando as temperaturas são amenas no sul da patagônia e os dias mais longos.

Este relato começa logo após cruzarmos a fronteira. O trecho de 13 quilômetros de rípio (cascalhos) entre a estrada até a Portaria Lago Sarmiento é bem ruim.  Alguns preferem entrar no parque pela Portaria Laguna Amarga. Quem vem de Puerto Natales, mais ao Sul, provavelmente use a Portaria Serrano. As portarias permanecem abertas das 8h30 às 20h30 nessa época do ano. Escolhemos a Sarmiento porque iríamos percorrer a estrada da Portaria Laguna Amarga, que é mais cênica, no final do dia, a caminho do hotel. Sugiro que você imprima um mapa do parque para se localizar e escolher por qual portaria entrará, caso esteja viajando por conta.

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A Portaria Sarmiento

Antes da portaria, você já avista os primeiros guanacos, o Lago Sarmiento e as montanhas com picos nevados. O ingresso nos custou 66 dólares por pessoa (18 mil pesos chilenos), com direito a permanecer no parque por três dias, mas não vimos ninguém conferindo durante o tempo que estivemos lá ou na saída. Você mesmo anota seus dados em um livro, com informações pessoais e origem. Recebe um mapa do parque, com as trilhas e estradas, regulamento e informações básicas da fauna, flora e principais montanhas. Acostumada com sorrisos e saudações de guarda florestais de parques norteamericanos, estranhei a funcionária de poucas palavras e nem esboço de sorriso.

O mapa e os recibos
O mapa e os recibos

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Como nossos planos incluíam um dia de trilha e outros dois dias que, além da visita ao parque, seriam usados para vir de e voltar a El Calafate, aproveitamos a tarde excepcionalmente longa (o sol se põe por volta das 22h no verão) para explorar um trecho do parque.

Com paisagem tão cênica, você faz diversas paradas para fotografar e as horas passam rapidinho. Há alguns pontos com recuo na estrada, mas embora seja proibido parar fora desses pontos, há pouca circulação de veículos e não achamos perigoso, desde que você não pare numa curva, claro.

Dirigimos até o Salto Grande, uma cachoeira não muito impressionante, mas a atração principal foi o vento no meio da trilha: muito forte e surpreendente. Aproveite para fazer fotos divertidas por lá. Dependendo do ângulo, vai parecer que você estava voando mesmo! Também tem uma cafeteria no início da trilha e o catamarã para navegação no Lago Pehoe e para o Acampamento Paine Grande (e a primeira perna do W) parte dali.

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o salto e a selfie

De Salto Grande sai uma trilha fácil de uma hora de duração e quase toda plana para o Mirador Los Cuernos, os picos que competem em beleza com as Torres del Paine que nomeiam o parque. A vista dela pelo caminho é mais bonita do que no próprio mirante, na minha opinião (fotos abaixo). Confira e escolha sua montanha preferida. Eu não consigo decidir!

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Que vento é esse!!!!!
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A vista no meio da trilha para Los Cuernos

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Houve um incêndio em Dezembro de 2011 que atingiu grande área do parque e em janeiro de 2012 o parque ficou fechado. Não só nesta trilha, mas em vários pontos ainda se veem os restos de árvores queimadas. É de partir o coração… Vez ou outra um visitante é expulso do parque por estar fazendo fogueira, o que é terminantemente proibido, em qualquer local ou situação.

Depois da trilha, quase ao escurecer, dirigimos até o Hotel Las Torres. A estrada do parque é de rípio mas fora a poeira não é ruim. Há sinalização indicativa dos lagos e para alguns pontos do parque.

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De rípio, as estradas do parque são melhores do que as estradas de terra do Brasil
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Chegando a Las Torres

O hotel fica aos pés do Monte Almirante  Neto, de 2.670 metros, no início da trilha que leva ao Lago e à vista das Torres del Paine. Além do Hotel, nesta área estão o EcoCamp e os Refúgios Las Torres Norte e Central. Mais abaixo, link para um super post com indicação de hotéis, campings, refúgios.

Fiz minha reserva pelo Booking.com, com quem o Mulher Casada Viaja tem parceria e que sempre uso para reservar os hotéis. Leia as avaliações de hóspedes, veja as fotos do quarto e do hotel, a localização e faça sua reserva clicando aqui. O blog ganha uma pequena comissão, que ajuda os custos com sua manutenção no WordPress. Não custa nada a mais pra você!

Vale onde fica o Hotel Las Torres Patagonia
Vale onde fica o Hotel Las Torres Patagonia

Feito o check in, estávamos ávidos por um banho para tirar o pó e por um prato quente, mas como o restaurante do hotel fecha às 22h e era mais longe do nosso quarto do que o bar (não daria tempo), ficamos por lá, que além de bebidas tem saladas e comidinhas. Pedi um pisco sauer e fomos de salada e empanadas. O bar parecia uma Torre de Babel (adoro!), com gente falando idiomas diversos, trilheiros cobertos de pó e uma vista maravilhosa da montanha.

Você pode ser feliz em qualquer lugar, mas se for em TdP, melhor!
Você pode ser feliz em qualquer lugar, mas se for em TdP, melhor!
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O lobby do hotel com o bar ao fundo

No dia seguinte fizemos a trilha para a base das Torres del Paine, que nos tomou o dia todo e que mereceu um post só pra ele. O link está no final deste post.

A galera descansando à beira do lago
O que vi no final da trilha

Depios da trilha e de um bom banho, nos arrastamos (literalmente! eu mal conseguia caminhar) até o restaurante do hotel e quando soube que o serviço era de buffet me arrependi de não ter ido ao bar. Don’t get me wrong, a comida era boa, mas eu tive que levantar e caminhar até o buffet ao menos três vezes para fazer a refeição completa. As articulações das minhas pernas rangiam, meus pés choravam e eu não via a hora de aquela refeição acabar, eu voltar para o quarto e finalmente repousar. E eu que achava que o Grand Canyon é que tinha sido cansativo! Mas então eu tinha 20 anos a menos!

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No meio da trilha

No terceiro dia em TdP fizemos o check out perto das 10 horas, quando o hotel já estava vazio, pois todos saem cedo para as trilhas, passeios a cavalo ou tours oferecidos pelo hotel. Demos graças por ser um dia em que ficaríamos a maior parte do tempo sentados no carro, pois havíamos exigido demais de nossos preguiçosos músculos.

Deixando Las Torres
Deixando Las Torres

O dia estava nublado e bem escuro e eu não cansava de pensar “Que sorte tivemos em escolher o dia anterior para a trilha. Não havia uma nuvem no céu!”. Pois é, elas resolveram se reunir no the day after.

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Vários ângulos das montanhas vão passando pela janela do carro
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vista do Lago Pehoe
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Viajar é… pular pra foto depois de 10 horas de trilha

A partir daí, a estrada  corre rente ao Rio Paine, que tem um tom lindo de azul. Então entendi. Paine significa azul e as Torres foram nomeadas em uma justa homenagem. Coloquei um vídeo sem edição, com direito a espirro, erro de pronúncia do nome de Lago, trepidação do carro e até o “Pára, pára” para uma foto. A vida como ela é:

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O lindo rio Paine=Azul

Dirigimos até o final da estrada, no Lago Grey (sorry ladies, nada a ver com Christian Grey), com algumas paradas, claro. Lá existe um passeio de barco pelo Lago que na alta temporada parte quatro vezes ao dia, então programe-se porque nessa época não conseguirá se não comprar antecipadamente. Foi o que aconteceu conosco…

O restaurante do Hotel com vista para o Lago e o Glaciar Grey
O restaurante do Hotel Lago Grey com vista para o Lago e o Glaciar Grey
O glaciar Grey
O glaciar Grey

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No caminho de volta, a estrada corre paralela ao Rio Grey e se despede para seguir rumo ao Leste. Quem volta para Puerto Natales, pega a direita na bifurcação, onde fica a administração do parque, uma base de informações, terminal de ônibus e apoio para emergências ou incêndios.

Administração do Parque TdP
Administração do Parque

Como viajaríamos a El Calafate, na Argentina, pegamos a esquerda, avistamos o Rio Paine mais uma vez e chegamos ao Lago Pehoe.

Pode-se dizer que o Lago Pehoe é o centro do Parque. Pehoe significa “escondido” e se pronuncia “pay-oh-way” (agora sei). Este lago também é navegável, embora o catamarã parta de Salto Grande e não de onde ficam a ponte sobre suas águas verdes, Hotel e Restaurante homônimos. Aproveitamos para almoçar lá e subir uma pequena trilha até o alto de um morro para fotografar as montanhas de um outro ângulo.

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Lago Pehoe, hotel e restaurante homônimos

Eu recomendo parar ali para uma refeição, pois o Lago é lindo, a vista das montanhas impossível de definir e ainda tem uma colina com vista de 360 graus do entorno, de onde tirei a foto em que dou um saltinho, mais abaixo.

O restaurante é aconchegante e oferece menu completo, ou seja, há duas opções de entrada, de prato principal de de sobremesa, bebidas à parte, ao custo de 18.900 pesos (34 dólares). Não foi a melhor comida que já comi, mas foi uma das melhores vistas, com certeza!

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Se gostar de cerveja, peça a Austral, que é produzida na região e tem rótulo com a vista do restaurante!

Cerveja com rórulo da paisagem. Só aqui!!!
Cerveja com rótulo da paisagem local. Só aqui!!!

Fome saciada, subimos uma colina para o mirador, vista point, mirante que fica ali no terreno do hotel. E eu gostei desse negócio de pular pra foto! rsrsrs

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Viajar é… saltar para foto apesar da dor muscular causada por 10 horas de trilha

Depois do Lago Pehoe, nos restou fazer o caminho de volta até a Portaria Lago Sarmiento e finalmente a El Calafate. Leia sobre o percurso El Calafate-TdP em . No próximo post, as dicas práticas sobre Torres del Paine.

Se não tivesse tanto mundo para conhecer, eu já estaria planejando voltar e fazer a trilha do Vale do Francês. Afinal, minhas pernas já nem doem mais!

Última dica: para quem gosta desse tipo de viagem, sugiro a ainda mais bela Icefields Parkway, estrada que liga os parques Jasper e Banff, nas Montanhas Rochosas canadenses. Escrevi sobre ela sem tantos detalhes, pois fomos no século passado, em 1997. Clique aqui: Icefields Parkway: “A” estrada nas Rochosas Canadenses

O blog também te ajuda com o seguro viagem, que inclui desde problemas de saúde a extravio de bagagem. Temos parceria com a Mondial Assistance, que oferece 15% de desconto para os leitores do Mulher Casada Viaja. É só clicar aqui e fazer seu orçamento para uma viagem tranquila e segura. O código para fazer valer o desconto é atualizado nesta página do blog.

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Para saber mais, leia também os posts clicando em seus títulos:

TdP: Hotéis, Campings e Refúgios: links para todos os tipos de hospedagem em TdP

De El Calafate a Torres del Paine: dicas de combustível, fronteira, aluguel de carro

TdP: Sangue, Suor e Beleza: vai encarar a trilha de 8 – ou 10 horas, no meu caso 

Dicas que faltaram nos posts anteriores você encontra aqui: Torres del Paine: Dicas práticas