Paris: 1 é pouco; 2 é bom; 3 vezes é demais? Roteiro com preços – parte final

 Esta é a segunda parte do post que dá dicas sobre Paris e descreve o roteiro de dois dias completos e dois parciais em Paris, em maio/2015. Por favor, leia a parte 1 antes desta. É só clicar aqui.

Segundo Dia Completo

O clima em Maio e o feriado
O dia amanheceu nublado e choveu um pouco. Para você se programar, era bem friozinho pela manhã, chegando a 19º no meio do dia e voltando a cair a temperatura à noite, perto dos 13º. Era 8 de maio, feriado Europeu que comemora a vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista e o fim da II Guerra Mundial. Apesar disso, a maioria do comércio e de restaurantes funcionava normalmente, embora o D’Orsay não tenha aberto. A Champs Elysee estava decorada com as cores da França.

Nosso roteiro pela manhã
Tomamos o café da manhã um pouco mais tarde, depois de visitar a Notre Dame, no Le Parvis, o mesmo menu tradicional, café parisiense, mas aqui foram € 8,50.

Era o dia de rever Notre Dame (grátis) e Sainte Chapelle (€8,50), onde eu não havia pisado em minha última vez em Paris. Como vou escrever especificamente sobre estas igrejas, o único comentário que faço é: são imperdíveis, cada uma de seu jeito. Ambas são de arrepiar de emoção, mas a Sainte Chapelle é muito especial.

O interior da Sainte Chapelle
O interior da Sainte Chapelle
A maquete da Notre Dame
A maquete da Notre Dame
A maquete da Notre Dame

Usando o Transporte público: ônibus
Em frente ao portão do Palácio de Justiça, na saída da Sainte Chapelle, tem um ponto de ônibus onde passa o número 21, que leva à Opera de Paris. Os pontos têm uma lista com os pontos de parada. Um painel eletrônico no ônibus marca quantos minutos faltam até o ponto final e uma gravação anuncia qual a próxima parada. Você pode pagar diretamente para o motorista (€1,80). Ele te entregará um tíquete que precisa ser validado.  Se você preferir, compre um múltiplo de 10 (carnet 10 voyages, por €14,10) e economize. Os bilhetes t+ servem para ônibus, metrô e RER (trem).

Descemos no ponto que fica na praça da Ópera, mas antes fomos à Galeria Lafayette, que além de shopping é atração turística devido à sua cúpula envidraçada. E nesta visita descobri uma nova atração: o terraço com uma bela vista de Paris. A entrada é gratuita e lá tem um café que cai muito bem para esquentar.

O terraço das Galerias Lafayette
O terraço das Galerias Lafayette

A possibilidade de ver a Ópera tão pertinho é um grande presente da Galeria, não acham?

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Vá nem que seja só para olhar

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Os ingressos para a Ópera (€10) compramos na hora, e não havia fila. Mas perdemos a chance da visita guiada, pois já estavam esgotadas para o dia. Mas mesmo assim valeu muuuuuito a pena! O teatro é belíssimo, um verdadeiro palácio. Mas este post já está grande demais, então vou escrever um só para a Ópera. Além do mais, a Ópera tem histórias meio macabras, aguardem!

Ópera de Garnier
Tomamos um taxi (€12) de volta ao hotel no Boulevard S Michel e almoçamos nos arredores, no Chez Kelly, na Rue de la Harpe (menu a €10, fora bebidas).

Caminhei sozinha por Saint Germain e depois pelas margens do Sena (sempre!) até o Museu D’Orsay, que estava fechado devido ao feriado.

bares Paris
A animada Place Saint-André des Arts
D'Orsay vazio, só fechado mesmo
D’Orsay vazio, só fechado mesmo

A manhã nublada tinha se transformado em um final de tarde claro e quente e aproveitei para desfrutar dessa tranquilidade na Passarela Solférino. Eu e minha sombra… No ano passado fiz o mesmo aqui, mas com o maridão!

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Caminhei por Tuileries, que estava apinhado de famílias e namorados. Será que existe cidade mais simétrica do que Paris? Vê-se ao fundo o Louvre.

Jardim das Tulherias

 

A Champs Elysee decorada para o feriado
A Champs Elysee decorada para o feriado

Paris é um problema! Essa coisa de andar, flanar, bater perna, calejar a joanete funciona aqui, viu? Porque você diz para seus botões: “só vou até ali”. Gente, eu só ia vagar por Saint Germain-des-Prés e estava na Concorde! E de lá eu avistei a Igreja Madelaine, e eu nunca tinha entrado lá… Não resisti! Pena que já estava fechada, mas me sentei em seus degraus e fiquei vendo a vida passar – só um pouquinho. Isso me lembrou que tínhamos um encontro com o anoitecer na Torre Eiffel! Peguei um metrô e cheguei esbaforida no hotel.

A igreja católica que parece templo politeísta
A igreja católica que parece templo politeísta
Madelaine view
A vista a partir de Madelaine: mais simetria

Usando o Transporte público: Metrô e trem
Os bilhetes são os mesmos que mencionei acima quando tomamos o ônibus. Tivemos que fazer baldeação e usar a linha RER. Você pode comprar os bilhetes nas máquinas de auto atendimento. Embora seja um trem que acessa a periferia e municípios fora da zona central de Paris, não me senti insegura. OK, só um pouquinho, pois já era tarde quando retornamos e estava meio deserto, como você pode ver na foto.

RER Paris
O trem de dois andares da RER

Dica sobre o metrô: eu baixei um aplicativo da RATP, a empresa de transportes públicos de Paris, que além do mapa da rede de trem e metrô traz informações de itinerários e preços.

Dica sobre o trem: nem todos os trens RER ocupam todo o espaço da plataforma, então fique na área onde está escrito trem curto, ou você vai ter que literalmente correr atrás do trem.

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Fique sempre onde está escrito Train Court

Nas plataformas há monitores informando o tempo até o próximo trem e a direção que ele segue.

Ah, mas e a Torre? Não importa quantas vezes você a veja, é sempre especial. Acho que é porque ela representa a ideia “você está em Paris!”. Sempre leio que a melhor coisa é descer na Trocadero e vê-la do alto, mas nunca tive esse primeiro impacto. Descemos na estação Campo de Marte-Torre Eiffel e caminhamos pelas margens do Sena ao longo de canteiros, árvores e bancos. Eu nunca tinha chegado à Torre por este lado e gostei do novo ângulo! Estávamos atravessando a ponte em direção à Trocadero quando suas luzes começaram a piscar. É sempre um espetáculo, que acontece de hora em hora.

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De hora em hora, a Torre brilha ainda mais

Último dia – meio dia – em Paris

Acordamos bem cedo e tomamos café no Le Depart Saint Michel, o mesmo da primeira manhã. Avistei o Pantheon, mas não tive coragem de subir a ladeira, então caminhamos até os Jardins de Luxemburgo, o maior parque urbano de Paris. Ele tinha acabado de abrir e havia poucas pessoas por lá. Engraçado isso: uma cidade sem pessoas não tem vida. É, eu sei que soa um tanto óbvio, mas a gente sempre deseja exclusividade e quando a tem perde a graça: sempre gostei do Luxemburgo, mas achei esta visita desinteressante pois não tinha ninguém dormindo em suas cadeiras, crianças brincando de barcos no lago ou gente dançando perto do coreto. Que bom que Paris é muvucada!

O bom de ir cedo é que se conseguem fotos assim
O bom de ir cedo é que se conseguem fotos assim

Adivinha? Vou falar dos Jardins em um post próprio, mais adiante, tenham calma, por favor!

Sozinha de novo, eu sabia para onde iria: Marais!

Paris roteiro 3 ou 4 dias
Torre Saint Jacques

Bem, não deu tempo de ir até lá, mas caminhei no bairro vizinho, onde ficam a Torre de St-Jacques (1523), que foi o que restou de uma igreja após a Revolução Francesa, e o Centro Pompidou, o Museu Nacional de Arte Moderna. Se você tiver tempo de entrar, a vista lá de cima é muito legal.

Não sei se já era clima de despedida, mas tudo parecia tão melancólico… As ruas estavam meio vazias, com cara de ressaca. Eu sou insaciável quando se trata de viagem. No último dia já fico triste. Antes de viajar já estou planejando a próxima (isso se já não comprei pelo menos o aéreo!).

Ah, passei numa boulangerie para me despedir dos sabores parisienses. E isso pra mim é tão importante quanto ver a Torre!20150509-20150509_100827_HDR 20150509-20150509_100409_HDR

 

O Pompidou
O Pompideau

Às 11h30 tomamos um taxi até o Aeroporto Orly (€20), para um voo a Veneza. Por sorte o motorista tinha Inglês razoável e conseguimos nos comunicar. Ele era Israelense e disse que em breve deixaria Paris pois a cidade estava insuportável para quem é judeu. Perguntei se a causa seria o atentado à Charlie Hebdo em janeiro passado, mas ele confidenciou que era sua segunda vez morando em Paris e sentiu grande diferença entre os dois momentos, estando agora uma época muito difícil para os judeus, que precisam esconder sua fé e opção religiosa. Claro que esta é a opinião de uma só pessoa, mas há vários indícios de que depois de tudo o que aconteceu na Europa nazista ainda haja essa sombra ameaçando a fraternidade, liberdade e igualdade.

Chegando a Orly
Chegando a Orly

Viu como dá pra fazer muita coisa em 3 dias? E olhe que eu estava num ritmo lento! Com 4 dias você pode ir a Sacre Couer, visitar os museus de Rodin e/ou D’Orsay e Invalides e passear à noite em Montmartre. Se tiver mais um dia, dá pra fazer bate-volta a Versailles ou quem sabe visitar a casa onde morou Monet, em Giverny. Ah, dá para ir aos museus Grand Palais e L’Orangerie. E tem a Ponte Alexandre III. E…

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A Ópera de Garnier, ou a Ópera de Paris 

Dicas para visitar a Torre Eiffel 

Uma visita à Catedral de Paris, a Notre Dame

Paris: uma visita ao Louvre

Paris: Jardins de Luxemburgo

Uma jóia em Paris: Sainte Chapelle

 

 

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Paris: 1 é pouco; 2 é bom; 3 vezes é demais? Roteiro com preços – parte 1

 Este post faz é a primeira parte de uma série que dá dicas sobre Paris e descreve o roteiro de dois dias completos e dois parciais em Paris, em maio/2015.

Sempre magnífica
Sempre magnífica

Paris me dá uma emoção enorme. Nunca será igual à primeira vez, já me conformei. É assim com você também? Deus, São Pedro ou a sorte têm sido legais comigo e minhas primeiras vezes em cada lugar que visito (com exceção de Amsterdam, gente como choveu!) têm sido perfeitas. Afinal, quem acreditaria que tocava no rádio 🎶 If you’re going to San Franscisco, be sure to wear some flowers in your hair. 🎶  enquanto cruzávamos uma ponte para chegar à cidade californiana? Às vezes as segundas e terceiras também são muito boas, mas mesmo assim eu me perguntava se uma vez seria pouco, se duas vezes seria a medida e se três vezes não seriam demais. Agora sei que em se tratando de Paris uma vida é pouco!

Uma vida é pouco quando se trata de viajar e de conhecer Paris. Nesta terceira vez, a princípio Paris não me encantou  e achei que o ditado se faria valer. Então comecei a andar a esmo, sem objetivo, e lá estava ela: a Paris que conquista. É como ver uma foto: na primeira vista, seus olhos são direcionados  ao motivo principal. Depois, com tempo e atenção, você observa os detalhes do entorno, que compõem a paisagem. Na foto abaixo, por exemplo, me encantam os telhados e suas chaminés tanto quanto a Academia Francesa e a Ponte das Artes. Aliás, que dor no coração ver tapumes sobre os cadeados presos ao guard rail…

A Ponte das Artes e o lindo edifício da Academia Francesa
A Ponte das Artes e o lindo edifício da Academia Francesa

E gostei de vagar pelas ruas sem destino e sem pressa, de achar beleza nos coadjuvantes muitas vezes ausentes das listas must-see. Mas nesta viagem também refiz os protagonistas – e com muita satisfação! Adorei rever a Torre, entrar na Notre Dame e navegar pelo Sena.

Place Dauphine, Paris
Praças que são um banquete para os olhos, como esta, a Place Dauphine, na Île de la Cité

Planejamento
A primeira decisão foi definir o roteiro para os 2 dias inteiros e 2 dias parciais, os da chegada e da partida. Para estar perto de tudo e aproveitar melhor o tempo, escolhemos um hotel a uma quadra da Notre Dame e a passos da estação de metrô e trem RER. Quanto às atrações, deixei de lado as mais distantes, como Sacre Couer ou bate-voltas. Entrou na lista o Louvre porque eu não o tinha visitado na última vez em Paris, a Notre Dame, a Saint Chapelle, a Ópera de Paris, os Jardins de Luxemburgo. Ah, e a Torre, claro.

Ópera de Paris
Ópera de Paris

Para evitar filas, comprei ingressos pela Internet para a Igreja Sainte Chapelle (mas não precisaria, pois a fila era bem curtinha) e para subir ao segundo andar da Torre Eiffel. Comprar ingresso para a Torre no site oficial é o mesmo que agendar consulta no SUS pela Internet. Ou seja, impossível. Então comprei uma excursão de 4 horas (a € 62) na Paris CityVision que incluiu:
–  tour em ônibus, com áudio gravado e disponível em várias línguas, pelos principais pontos de Paris: Opera, Pantheon, Jardins de Luxemburgo, Orsay, Concórdia, Champs Elysee, Arco do Triunfo, Invalides;
– cruzeiro no Sena;
– entrada SEM FILA para o segundo andar da Torre Eiffel.

Para quem vai a vários museus, talvez justifique comprar o Paris Pass (€45 por 48 horas), que inclui entrada em mais de 60 deles e em vários monumentos. Confira antes as atrações gratuitas e o custo de entrada dos museus que você efetivamente quer visitar, para calcular se vale mesmo a pena.

Chegando
Voamos pela TAM sem escalas e o processo de desembarque, imigração, retirada de bagagens levou cerca de uma hora.
Tomamos um taxi no ponto “oficial” do aeroporto. O taxista era um senhor marroquino e nossa conversa parecia de louco! Eu falava algo em Inglês, ele entendia o que queria e respondia algo que eu tentava adivinhar. Dirigia muito mais devagar que os demais carros. Isso, somado ao trânsito, subtraiu mais uma hora em nossa Paris. Mas já foi um city tour! Passamos pela Ópera de Paris, pelo shopping Printemps (que estava lindo com decoração para o dia das mães), Louvre, Saint Germain, Jardins de Luxemburgo e finalmente chegamos ao Boulevard Saint Michel, nosso lar (muvucado) nas próximas três noites. O taxímetro marcou €60 e houve cobrança de 5 pelas malas, prática comum na Europa. O valor médio segundo me informaram no aeroporto é de €50, mas o site que calcula a tarifa havia informado €70, então estamos na média!

Dica para o taxi: pergunte ao monitor ou supervisor que direciona os passageiros aos taxis qual taxista fala uma língua que você compreenda. Uma hora com o Marroquino foi cruel! rsrsrs

Hotel: Royal Saint Michel

A fachada do Hotel
A fachada do Hotel

A localização é excelente: a uma quadra da Notre Dame, quase em frente à fonte do Boulevard Saint Michel, a passos do Rio Sena, do metrô e do miolo da rue de la Huchette, onde os turistas vão saciar sua fome a preços módicos e com oferta culinária de países como Japão, Índia, Grécia, Itália, México… Aliás, esse entorno merecia um post só para ele, tão curioso é!
O elevador era daqueles que cabem duas pessoas que se amam e que não têm mau hálito e mantêm sua higiene em ordem. Acabei usando as escadas todas as vezes, para não ter que esperar o elevador. Afinal, o que são alguns andares para quem anda o dia todo, não é mesmo? A entrada é um corredor onde fica a recepção e no final desse corredor se abrem duas pequenas salas de estar. O café da manhã é servido no primeiro andar, mas como não estava incluso em nossa diária, não posso opinar. Mas acho que vale a pena pegar uma tarifa sem café para você vivenciar o café onde quiser, numa mesa na calçada, olhando a vida passar.

meu cafofo, lá no cantinho perto da janela
meu cafofo parisiense

Um detalhe importante que me ajudou a decidir quanto ao hotel é que ele tem janelas duplas, eficientes para deixar o barulho do Blvd St Michel lá fora. O banheiro era pequeno, mas bem equipado e com boa ducha.
Não gostei do atendimento. Achei frio e impessoal demais, mesmo para padrões europeus. E quando precisei de ajuda na primeira noite para usar o wifi, incluso na diária, o funcionário não conseguiu me orientar. Mal falava Inglês e parecia ter pouca familiaridade com o sistema do hotel. No dia seguinte um novo funcionário me ajudou (diferente de todos os hotéis, eles não entregam senha aos hóspedes) e não tive mais problemas. Você pode consultar tarifas no site Booking.com. Eu sempre reservo por lá e agora o Mulher Casada Viaja é afiliado. Isso significa que você pode clicar no logo aqui do blog e ao fazer a reserva, eu recebo uma comissão. Mas não é propaganda, não (rsrsrs), eu sempre reservei por lá e já falava do site antes da afiliação. É que eu gosto mesmo. O preço é bom, tem algumas opções de tarifas, fotos, avaliações de hóspedes e você  tem uma área para consultar todas suas reservas on line.

Roteiro

Primeira tardezinha/noite
Aproveitando que às quartas o Louvre abre até as 22h, caminhamos pelas margens do Sena em direção a ele. A fila que se formava para entrar pela Pirâmide foi bem rápida e comprei os ingressos na máquina de auto atendimento (€12). Leia mais sobre nossa visita ao Louvre e dicas de filas, ingressos, roteiro e refeições em post que publicarei em breve.

Paris Louvre

Primeiro dia completo
Paris amanhecendo
Não sei se foi o jet lag ou a ansiedade, mas acordamos às 4 e pouco da manhã pensando ser 5 e pouco – o que ainda seria um absurdo! Rimos muito e eu aproveitei para ver Paris amanhecendo. Não tinha quase ninguém pelas ruas. No bistrô da esquina, alguns notívagos tomavam cerveja ou vinho. Caminhei pelo Sena em direção ao Louvre, mas voltei no meio do caminho, pois percebi que os monumentos não estavam iluminados, então não dariam fotos legais. Dei bom jour para vários profissionais da limpeza urbana, um verdadeiro exército que deixa Paris limpa para os turistas se apaixonarem por ela.

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Ah, os telhados…
amanhecer em Paris
A Ponte Neuf, já não tão nova assim…
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Bonjour Paris!
Boulevard Saint Michel vazio, só às 6h!
Boulevard Saint Michel vazio, só às 6h!

 

 

O Café da Manhã
Voltei ao hotel com a notícia de que o bistrô da esquina era 24h e foi lá que tivemos o primeiro café parisiense com vista para a Notre Dame. É um menu composto de suco de laranja, café (com leite ou não) ou chocolate ou chá, meia baguete, 1 croissant acompanhado de manteiga e geléia. O preço varia em cada bistrô. Neste, pagamos €10 cada. O valor regular, ou seja, na hora em que pessoas normais tomam café da manhã, é €9.

o típico café da manhã parisiense
o típico café da manhã parisiense

O Caminho também é atração
Caminhamos pela  Rue de la Citè até a Rue de Rivoli, pois precisávamos trocar o voucher do passeio que faríamos na agência Paris CityVision, que fica pertinho do Louvre, em frente a esta… discreta estátua da Joana D’Arc., que pelo visto foi restaurado recentemente.
Joana D'Arc Paris

No caminho, avistamos a Notre Dame e Conciergerie e pedi informação a um passante parisiense, que embora não falasse Inglês apontou, gesticulou e tentava sem sucesso falar algo que não fosse em francês. Foi tão simpático que nos acompanhou até a esquina para apontar a Rue de Rivoli e quebrar o braço para a esquerda.

Pausa para pensar: Engraçado como má fama gruda e teima em permanecer durante décadas. Sempre ouvi que franceses eram grosseiros com turistas, mas nunca tive nenhum problema nas ruas, em restaurantes ou lojas. Nesta viagem, tive o prazer de encontrar várias pessoas que foram solícitas (embora alguns fossem imigrantes) e até emendaram um papo, fosse numa viagem de trem ou numa fila. Vale sempre a dica: dê um bonjour acompanhado de um sorriso e agradeça com um mercy e outro sorriso. Paris vai te tratar melhor.

O City Tour
Voucher trocado, embarcamos às 9h no ônibus de dois andares, onde recebemos fones de ouvido para o city tour. O áudio era de qualidade e trazia informações sobre Paris na voz de uma senhora que parecia ser carioca. O city tour é um passeio que agrada os mais velhos, pois eles vêem a cidade no conforto de um ônibus sem cansar. Eu teria gostado se em vez de uma gravação houvesse um guia que pudesse responder a perguntas e contar causos.  Como consumidora consciente (e que tem tempo) que sou, fiz essa observação na avaliação do passeio. Outro ponto positivo é o fato de o ônibus ser alto, o que possibilita ângulos diferentes para fotos. Mas em geral fica sempre um reflexo do vidro…

Place de La Concorde
Place de La Concorde

Após o tour, o ônibus estaciona às margens do Sena, de onde partiria o barco. O grupo recebe orientações em Espanhol, Inglês e Francês para primeiro subir à Torre e depois voltar quando quiserem para o passeio de barco. Ficamos em uma fila de dez minutos e subimos pelo elevador Norte.

A fila para o elevador
A fila para o elevador

 

Paris Torre Eiffel
A vista do Campo de Marte

Segundo andar da Torre Eiffel

A Vista da Trocadero
A Vista da Trocadero é linda a partir da ponte e quando estamos nela, olhando para a Torre

 

 

 

 

 

 

 

Passava das 13h, então escolhemos um restaurante nos arredores, que não poderia ter sido pior:  um almoço insosso no bistrô Le Dome na Rua St. Dominique (suco de laranja a €7, cerveja Corona a €8,50, lasanha a €13, frango assado a €16 e bife com fritas a €16) , voltamos para a navegação no Sena. O barco era enorme, e tinha poucos lugares externos. Eu acho os tradicionais batobus do tipo hop on/hop off mais interessantes.

O enorme barco incluso no tour da Paris City Vision
O enorme barco incluso no tour da Paris City Vision

Como grande parte das “atrações” de Paris ficam às margens do Louvre, um passeio pelo Sena acaba sendo um City Tour também, com a vantagem de oferecer um novo ângulo, assim como o ônibus. Eu não consegui fotos muito boas, porque acabei ficando do lado de dentro do barco. O desembarque se dá no ponto de origem, aos pés da Torre Eiffel.

O museu D'Orsay
O museu D’Orsay
Olha que figura às margens do Sena!
Olha que figura às margens do Sena!

 

Conciergerie
Conciergerie
Que coisa mais linda a Quay Branly, a avenida que margeia o Sena aos pés da Torre
Que coisa mais linda a Quay Branly na primavera, a avenida que margeia o Sena aos pés da Torre

 

 

 

 

 

 

 

Depois fiquei pelos arredores da Notre Dame, reencontrei o mercado de Flores, a Praça René Viviane, a Livraria Shakespeare & Co. Em primeiro plano na foto abaixo, uma das fontes de água potável de Paris.

A famosa livraria Shakespeare & Co., nos arredores da Notre Dame
A famosa livraria Shakespeare & Co., nos arredores da Notre Dame

Embora Paris seja muvucada em muitos pontos, é possível encontrar verdadeiros templos de paz sem sair da área turística, como a Praça René Viviane, que fica do outro lado do Sena, com vista para a Notre Dame. Além de encontrar paz, encontrarás sinal de Wifi gratuito.

A Praça René Viviani
A Praça René Viviani

Eu particularmente gosto muito desse pedaço de Paris, o 5°arroundissement, pois algumas ruas e alguns edifícios não foram alterados pela grande reforma encomendada por Napoleão III ao Barão Haussmann (segunda metade do século 19). Não que eu não aprecie os boulevards e o estilo arquitetônico presentes em quase toda Paris desde aquela época, mas é enriquecedor conhecer o pouco que sobreviveu às mudanças ao logo do tempo. Você sabia, por exemplo, que pode visitar as ruínas de uma arena romana do séc. 2, a Arène de Lutèce? Eu a visitei em minha primeira vez em Paris (ainda não tinha ido a Roma, então o impacto foi razoável), entrando por uma porta discreta na Rue Monge, mas a entrada oficial é a Rue de Navarre. Aliás, você encontrará muitas referências à palavra Lutèce, que foi como os Romanos chamaram a cidade quando a conquistaram no ano 59 a.C. No Museu de Cluny, embora seja um museu de Arte da Idade Média, você encontrará ruínas de termas construídas em 200 a.C.

Atravessei o Sena e estava na Île de la Cité, onde Paris começou e você encontra edifícios tão belos quanto históricos, como a Notre Dame, o Palácio Real cujos Conciergerie e Sainte-Chapelle podem ser visitados, e a Préfecture de Police. Primeiro fui passear nos jardins da Notre Dame. Além de estátuas, fontes e flores, o jardim proporciona bons ângulos para fotografar os fundos (que eu acho mais estéticos do que a fachada) e a lateral Sul da catedral.

Beleza e perfume também nos Jardins da Notre Dame
Beleza e perfume também nos Jardins da Notre Dame
Notre Dame dicas
O papa é pop. Fiquei imaginando que Francisco ganhará seu espaço ali ao lado de João Paulo II

Caminhei pela Rue da la Cité e achei um banheiro público concorrido! Depois entrei na Rue de la Lutèce e achei o Mercado de Flores, que tanto me encantou na primeira visita a Paris.

Mercado de Flores

O banheiro merece um parágrafo. Eu não usei, mas como havia uma grande possibilidade de meu pai precisar recorrer a um, fiz minha lição de casa. Eles são gratuitos e autolimpantes, então quando for sua vez de entrar, espere e faça um intervalo para não levar uma esguichada.

Um dos banheiros públicos de Paris
Um dos banheiros públicos de Paris

Passei em frente ao portão do Palácio de Justiça, fiz reverência à Torre da Sainte Chapelle, conferi as horas no mais antigo relógio público de Paris, dobrei a esquina à esquerda e caminhei às margens do Sena entre a ilha e o bairro Marais, sob as torres renascentistas de Conciergerie.

O edifício que serviu como palácio Real e cadeia durante a Revolução Francesa
O edifício que serviu como palácio Real e cadeia durante a Revolução Francesa e a Ponte Neuf
O relógio de 1585
O relógio de 1585

Para jantar escolhemos o Onzebar, na Rue Xavier Privas. O ambiente tem decoração caprichada e o atendimento foi eficiente. Cada um escolheu um menu de €15 (bebidas à parte).

Paris onde comer
Está gostando das dicas? Não perca o próximo post, quando eu publico o segundo e terceiro dias desta viagem, com dicas de transporte público.

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