Roteiro de 12 dias pelo Norte da Itália e pela Toscana

Val di Funes, nas Dolomitas
Val di Funes, nas Dolomitas

Quem foi Cabra das Rochosas em outra encarnação como eu, ficaria 10 dos 12 dias disponíveis na Itália somente nos Alpes, sem sombra de dúvida. Seja no inverno, para praticar esportes de neve  ou no verão para fazer caminhadas e apreciar os contornos dos vales e picos, o Norte da Itália vai muito além de Veneza e Milão e eu descobri em minhas pesquisas nomes menos conhecidos, como Auronzo, Bolzano, Carezza, Val di Funes e Gardena, todos na cadeia de montanhas Dolomitas. Um pouco mais ao Sul, os nomes já são mais familiares, como Sirmione, Como, Verona e Trento.

Cabra das Rochosas, eu em outra encarnação
Cabra das Rochosas, eu em outra encarnação

Como comprei o bilhete aéreo com antecedência de sete meses e adiei a viagem por mais três, tive aí quase um ano para sonhar com essas montanhas. Um problema nas pernas me fez mudar objetivo da viagem, que seria me inscrever em grupos de trekking, viajar sozinha e caminhar entre as montanhas, caminhar e caminhar.  Cheguei até a divulgar na página do Facebook que organizaria um grupo de leitoras do blog para viajar à Itália, mas tive receio de me comprometer como responsável por um grupo estando com esse probleminha mal resolvido nas pernas.

Estou a pouco mais de um mês para pisar em solo italiano de novo, tentando manter a calma por estar sem viajar há meses (gente, consegui!!!), aprendendo um pouco de italiano de forma autônoma, e controlando os pensamentos negativos que passeiam de vez em quando pela minha mente: “Que pena, seria sua primeira viagem à Europa sozinha.” ou “Que pena que você não vai ter a experiência de fazer trekking nas Dolomitas e dormir em refúgios a 2 mil metros de altitude.”. Tudo tem um porquê, mesmo que a gente não consiga enxergá-lo, conforto-me ao pensar.

Alpe di Siussi
Alpe di Siussi

Geralmente acho o planejamento da última viagem o mais trabalhoso e certamente chegar a este roteiro exigiu muitas horas de pesquisa e com uma colega de viagem, alguma negociação. Eu queria ficar só nas montanhas, nos Alpes Italianos, suíços e austríacos, que embora pertençam a três diferentes países possuem traços culturais tiroleses e relevo em comum. Mas minha amiga achava que montanhas eram muito parecidas entre si, algumas mais altas, outras mais baixas (rsrsrs) e queria mudar de paisagem e fazer a Toscana de carro, o que acabei topando (ai, que sacrifício, fazer a Toscana de carro!). Entre uma conversa e outra, havíamos flertado com outras possibilidades, que listo a seguir caso você queira incluí-las em seu próprio roteiro, se tiver mais tempo e dinheiro:

  • Vale d’Aosta
  • “já que” estaremos em Aosta, uma esticadinha até a francesa Annecy
  • Bellagio, no Lago di Como e Sirmione, no Lago di Garda
  • percorrer os trilhos especiais do trem panorâmico Bernina Express, que liga Itália à Suíça.
  • continuar nas paisagens alpinas fazendo o trecho St. Moritz (Suíça) a Innsbruck (Áustria) de trem, que é belíssimo. Dá uma olhada neste vídeo do trajeto!

Cada uma dessas ideias saiu do roteiro final por vários motivos, mas o determinante foi o curto tempo de que dispúnhamos. Mas elas já estão num roteiro futuro: Annecy entra brincando num roteiro pela Suíça, assim como o Bernina e o Lago Como. E Innsbruck pode ser incluída na chamada Rota Romântica Alemã.

dolomitas
cenário dos meus sonhos nos últimos meses

A versão final do roteiro continuou apertada, com uma noite em cada cidade, coisa que eu não faço há pelo menos uns 20 anos e que não recomendo devido ao desgaste e à impossibilidade de explorar e sentir a cidade, mas toda regra tem uma exceção e nesta viagem há justificativas para uma noite em cada cidade:

  1. Milão, Verona e Veneza são cidades que já visitamos
  2. era mais fácil ficar uma noite em cada cidade da Toscana do que fazer bate-voltas a partir de Siena, além de ser mais charmoso dormir numa pousada do tipo agroturismo
  3. o mesmo nas Dolomitas: já que são roteiros de carro e cidades/vilas com características parecidas, será menos cansativo, espero, percorrer menos quilômetros do que trocar de hotel.
Castelo Banfi, em Montalcino
Castelo Banfi, em Montalcino

Roteiro de 12 dias na Itália
dia 1 – chegada a Milão no final da manhã. Ainda não decidi se faço um bate-volta rapidíssimo ao Lago di Como ou se curto um pouco Milão

dia 2 – trem de Milão para Siena

dia 3 – de carro alugado: Siena-Montepulciano-Pienza-Montalcino

Siena
Siena

dia 4 – Montalcino-Monteriggione-S. Gimignano-Volterra-Colle di Val d’Elsa-Siena

dia 5: trem de Siena a Veneza (quem resiste a ela, no meio do caminho, entre o ponto A e o B?)

dia 6: Veneza

Veneza no verão
Veneza no verão

dia 7: de carro alugado: Veneza-Auronzo-Cortina d’Ampezzo-Lago Misurina

dia 8: Lago Misurina-Falzarego Pass-Selva Gardena-Alpi di Siussi-Val di Funes

dia 9: Val di Funes-Merano-Bolzano-Trento

dia 10: de trem: Trento-Verona

dia 11: de trem: Verona-Milão

Milão
Milão

dia 12: de avião: Milão-Lisboa-SP

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– Val di Funes
– Dolomitas: guia para sua viagem
– 
Lago Misurina e Rifugio Auronzo

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Itália: roteiro

Minha queridinha Florença
Minha queridinha Florença

Escolhi conhecer outros países antes de conhecer parte da belíssima Itália.  Acho que tudo tem um porquê, mesmo que não compreensível. Mas chegou 2013 e a nuvem do desconhecido se desfez: meus pais, que nunca tinham saído do Brasil, iriam conhecer o país da bota, terra de seus avós, e iríamos juntos. Aí, por outro motivo, que ainda não entendo, um mês antes da viagem e com tudo pronto, meu pai não pôde ir devido a problemas de saúde. A viagem foi linda, mas não completa, como você pode imaginar.

Como viajaríamos em 5, a segurança de viajar com dois idosos e uma criança seria maior em uma excursão e essa foi nossa escolha. Além disso, dispúnhamos de pouco tempo entre a decisão de viajar e as  férias escolares de julho.

Pelas ruas de Assis
Pelas ruas de Assis

Há vários roteiros para a Itália, mas escolhemos o pacote com meia pensão de 9 noites, 12 dias, passando por Milão, Sirmione, Verona, Veneza, Pádua, Pisa, Florença, Siena, Assis, Roma e Capri, ufa! Isso, faça as contas e não terás uma noite em cada cidade. Mas a divisão real (ou plebeia rsrsrs) foi assim:

1 noite em Milão

2 noites em Veneza (Mestre), com passagem em Verona e Lago di Garda.

2 noites em Florença, com passagem em Assis, Pádua, Pisa e Siena.

4 noites em Roma com um bate-volta a Capri.

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Restaurante em Milão

Se dependesse de mim, claro que seriam 9 noites em Roma, ao menos 5 em Veneza, 5 na região da Toscana, 5 no norte da Itália. Slow Travel, dolce far niente, stop and smell the flowers. Não foi nesta viagem… Não, não! Se dependesse de mim, eu faria como Elizabeth Gilbert: permaneceria ao menos 4 meses em cada país. Aprenderia um pouco da língua e sobre os costumes locais, viveria em bairros não turísticos, experimentaria a culinária típica…

Veneza
Qualquer canto de Veneza pede uma foto

Acordei.

Alguns destinos precisam ser visitados mais de uma vez na vida e a Itália certamente é um deles. Principalmente se você “passou” pela Itália em 12 dias – e mais ainda se esteve em uma excursão! Um dia eu volto! Por falar nisso, leia o post Viajar por Conta, de  Pacote ou Excursão?, onde listo vantagens e desvantagens dessas três formas de viajar. Sabe aquela expressão city tour? Acho que a viagem em excursão, toda ela, é um city tour: você recebe um monte de informações (de um guia que já as pronunciou ao menos 300 milhões de vezes – haja entusiasmo para manter os olhos brilhando!), olha tudo com pressa, segue o grupo, não pode nem parar para fotografar os campos de girassóis (Essa, eu ainda não engoli, Alejandro!). Ou viajar de pacote é igual estar no exército: você se levanta cedo, se exercita o dia todo, as atividades são cronometradas, a comida certamente poderia ser melhor. Excursão é como ter bebê: você espera meses e quando chega você não dorme direito, não come direito, mas sente-se imensamente feliz.

Afrescos em Verona

No frigir dos ovos, como dizia uma antiga amiga antiga, gostei da experiência principalmente por causa do grupo formado por pessoas tão diferentes, o que sempre soma e tempera nossas vidas. Mas outras questões poderiam ter melhorado a qualidade da agência receptiva na Itália, Lusanova e Surland, como ter um guia italiano
(o nosso Alejandro, embora simpático e atencioso, não era) e informações detalhadas sobre o que faríamos em cada cidade, em que hotel ficaríamos (sim, quando comprei o pacote a operadora no Brasil me disse que dependeria da disponibilidade, mas que seria em um dos três listados. Simples assim!) e em que restaurante nossas refeições inclusas seriam servidas. Aparentemente eu fui a única que me incomodei com esses detalhes. Mas como viajar muda a roupa da alma, né, Mario?, depois de Veneza eu já havia decidido que não ia perder a viagem de sonhos e entrei no clima.

Florença dicas
O Rio Arno, em Florença

O pacote incluiu todos os traslados, hospedagem, café da manhã e meia pensão (algumas refeições no próprio hotel, outras em restaurantes), passeios de barco e gôndola em Veneza, barco no Lago Gardia e em Capri (ferry + barco), entrada nos museus do Vaticano  e na Galeria D’Academia de Florença. Isso encarece o pacote, mas ele pode ser parcelado, então o peso não fica só e um mês ou dois, como acontece quando se viaja por conta. Para se ter uma ideia, passeio de gondola custa em torno de 90 euros!

Veneza dicas
Cai a noite em Veneza

O aéreo foi pela Iberia (SP-Madri-Milão e Roma-Madri-SP), um avião digamos, menos moderno, sem entretenimento individual, o que o tornou mais longo. A conexão foi bastante demorada, mas o aeroporto de Madri é tão grande que realmente é preciso tempo para se deslocar de trem de um canto a outro. O processo de controle de passaporte foi bem rápido e sem stress, apesar de tudo o que eu havia lido a respeito dizer que havia filas imensas e péssimo humor de funcionários, uma verdadeira chateação.

Refeição da Iberia
Refeição da Iberia
As três gerações no aeroporto de Madri
As três gerações em conexão no aeroporto de Madri


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Roma Trastevere
Santa Maria in Trastevere, Roma

Atualização
E agora, em 2016, escolhi a Itália mais uma vez e espero ainda voltar para fazer o sul e oeste do país! Está programada uma breve passagem por Milão, Trento, Veneza e Verona, um roteiro de carro pelos vales e platôs das Montanhas Dolomitas. Toscana acabou entrando no roteiro para agradar minha colega de viagem – ai, que chato, ter que ir à Toscana! rsrsrs – e escolhemos Montepulciano, Montalcino, Pienza, Siena, San Gimignano e outras, uma verdadeira maratona pela região das videiras. Na volta eu conto como foi em posts novinhos.

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