Cruce Andino: de Bariloche a Puerto Varas

Uma viagem com 8 horas de duração, em que você sobe e desce em três embarcações diferentes e em três ônibus, mas não se trata de uma viagem para chegar a um destino. O objetivo é o caminho, a paisagem de lagos, vales, montanhas de picos nevados, floretas úmidas. Este é o Cruce Andino, a excursão que parte de Bariloche na Argentina com destino a Puerto Varas, no Chile. Ou o sentido inverso. Eu fiz este passeio de paisagens espetaculares a convite da Turisur, partindo de Bariloche numa sexta-feira, pernoitando duas noites em Puerto Varas e retornando a Bariloche no Domingo. Conto agora neste post minhas impressões.

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Mas o que é o Cruce Andino?
Não se trata de um cruzeiro, pois como eu disse três ônibus (4, se contar o que leva ao ponto de partida) vencem a parte terrestre entre vales e montanhas. Veículos ou embarcações particulares não estão autorizados neste caminho, pois não há estrutura de estradas ou ferryboats, então a estrada de mão única é só para seu grupo, assim como a navegação em alguns dos lagos. Além de ser um caminho com paisagens deslumbrantes, é também histórico, porque era o único usado para se comercializar artigos do Pacífico e produtos patagônicos antes da construção da Ruta 40, uma espécie de Route 66, que cruza a Argentina.

O percurso completo do Cruce Andino
O percurso completo do Cruce Andino


Preparando-se
Como eu disse, o Cruce Andino pode começar em Bariloche ou em Puerto Varas (ou Puerto Montt). Em Bariloche é operado exclusivamente pela Turisur e em Puerto Varas pela Turistour.

Loja da Turisur em Bariloche
Escritório da Turisur em Bariloche. A loja é na Mitre, 219
Loja da Turistour em Puerto Varas
Loja da Turistour em Puerto Varas, na Del Salvador, 72

 

 

 

 

 

 

 

Seja qual for a origem, o percurso e os pontos a serem visitados são os mesmos, mas no inverno, se você parte de Bariloche, não há luz suficiente no final do dia para visitar o Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, no Chile. A solução é realizar o passeio em dois dias, pernoitando em Peulla no meio do caminho, ou fazer como eu fiz, ficando em Puerto Varas e fazendo o caminho de volta a Bariloche em outro dia. Custos de hospedagem e alimentação não estão inclusos no preço da excursão.

Você pode contratar o traslado hotel-Puerto Pañuelo (leia sobre a estrutura do Porto no post Puerto Blest e Los Cantaros), de onde partem as embarcações que navegam o Lago Nahuel Huapi ou chamar um remisse (tipo de taxi, comum e seguro). Há também ônibus público que chega até o porto. Leia sobre remisses, ônibus e aluguel de carro em Bariloche no Guia para Planejar sua Viagem a Bariloche.  O percurso até Puerto Pañuelo é muito bonito e é parte do Circuito Chico, uma excursão bastante popular em Bariloche e sobre a qual publicarei post em breve.

Puerto Pañuelo no dia do embarque
Puerto Pañuelo no dia do embarque

E começa a jornada!
Ao chegar no porto, sua bagagem é identificada e colocada na esteira para embarcar e você só vai revê-la quando chegar ao hotel escolhido, seja em Puerto Varas, seja em Peulla. Por isso, carregue com você tudo o que for precisar ao longo do dia. Depois dirija-se ao guichê no prédio do porto para pagar a taxa de embarque (32 pesos em julho/2015) e aguarde a abertura do portão de embarque.Cruce Andino

Pegou o passaporte? Você precisará dele, pois cruzará a fronteira Argentina-Chile ou vice-versa. Esqueci o meu… Pois é, macaca velha relaxa e perrengue, here it comes! Eu também não tinha meu RG porque só carrego a Carteira de Habilitação. Coisas de quem vive em SP. Ainda bem que percebi logo ao receber a documentação da imigração, ainda no porto, a tempo de descer do barco. O pessoal da Turisur foi muito compreensivo e eu não precisei pagar a taxa de embarque novamente quando retornei para finalmente fazer o Cruce no dia seguinte. Obrigada, gente!

Às 10h o catamarã Victoria Andina zarpa para navegar o Nahuel Huapi em direção ao Braço Blest. O barco tem calefação excelente, sistema de som e vídeo, sanitários e cafeteria. Nesta primeira parte do percurso, que dura cerca de uma hora, você certamente vai querer alimentar as gaivotas que seguem o barco, então não se esqueça de levar biscoitos (simples, sem recheio) ou pão. E prepare-se para o frio do inverno com luvas, toucas e um quebra-vento. Logo ao entrar no Braço Blest, vemos a Ilha Sentinela, onde estão os restos mortais de Perito Moreno, grande herói dos parques nacionais e importante figura na demarcação da fronteira entre Chile e Argentina. O barco toca a buzina para prestar sua homenagem. E se você estiver imaginando onde foi que ouviu esse nome antes, ele está presente em ruas de Bariloche, nomeia uma cidade argentina, lagos e é mundialmente conhecido pela geleira que fica no sul da Patagônia Argentina, a (surprise!) Perito Moreno. Aproveite e leia sobre como foi caminhar sobre esta geleira no post Caminhando sobre o gelo. Quem sabe você inclui o Sul da Patagônia no mesmo roteiro?

Cruce Andino
Minha filha no passeio a Puerto Blest e Los Cantaros, cujo percurso inicial é o mesmo do Cruce Andino

Pouco depois das 11h chegamos ao belo Puerto Blest, onde pudemos tirar algumas fotos. Há um hotel em frente ao porto que possui lanchonete e sanitários, uma praia e o Rio Frias, mas não há muito tempo para curtir o lugar (faça o passeio Puerto Blest para isso) pois o primeiro ônibus do dia nos espera atrás do hotel.

O Rio Frias a poucos metros de desaguar no Lago Nahuel Huapi
O Rio Frias a poucos metros de desaguar no Lago Nahuel Huapi, no mirante em Puerto Blest
Puerto Blest
Puerto Blest

O ônibus é de modelo urbano, com bancos baixos, relativamente confortável, mas o percurso é bem curto, 3 quilômetros, e o sacolejo não chega a incomodar. O trajeto leva entre 10 ou 15 minutos e chega a Puerto Alegre, onde não há nada além da paisagem. E que paisagem!

Em Puerto Alegre pegamos o barco para navegar o Frias
Em Puerto Alegre pegamos o barco para navegar o Frias. O paredão é o vulcão Cerro Tronador, o mais alto da região dos lagos andinos

Puerto Alegre fica em uma das pontas do Lago Frias, 770 metros acima do nível do mar, e foi locação do premiado filme Diários de Motocicleta, de 2004. É um lago menor, de águas caudalosas, de um tom de verde lindo e paisagem ímpar, inclusive avista-se dele o vulcão Cerro Tronador, com 3.491 metros de altura. O Tronador tem nove geleiras e algumas podem ser avistadas, principalmente na excursão Cerro Tronador.

Antiga sede do Parque Nacional no Lago Frias
Antiga sede do Parque Nacional no Lago Frias

O percurso neste lago de 70 metros de profundidade é bem curto, apenas 3 quilômetros, mas lindíssimo. Quando chegamos à outra ponta, em Puerto Frias, fazemos os procedimentos de saída da Argentina. Algumas malas são inspecionadas, aleatoriamente.

Lagos Andinos Puerto Frias Cruce Andino

Aduaneira argentina
Aduana argentina

Passaporte carimbado, às 13h nos despedimos da guia argentina e um guia chileno nos acompanha durante o percurso de ônibus de 1h30 até Puella. Antes de chegar a Puella, o ônibus faz uma parada bem na divisa entre Argentina e Chile, pouco mais de 200 metros montanha acima (900 metros acima do nível do mar) para fotografarmos.

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De um lado o Parque Nacional Nahuel Huapi, de outro, o Vicente Perez Rosales

Cruce Andino

Tive a grande sorte de ter um guia tão bacana quanto o Guillermo. Sempre acreditei que para se tornar um bom profissional em qualquer área é preciso conhecimento, técnica, experiência, paixão para o trabalho, mas acima de tudo, dom. Guillermo não fez nada diferente dos outros guias, foi apenas ele mesmo, e isso é o que fez toda diferença. As orientações, informações sobre a paisagem, dados históricos eram passados num tom de voz agradável e pausado, o que permitia fácil compreensão do espanhol e principalmente interesse de quem está mais voltado à paisagem do que a números e fatos.

O ônibus segue em meio a um tipo de floresta denominada Floresta Temperada Pluvial, existente apenas em regiões de latitudes e longitudes diferentes como Estados Unidos (Califórnia, Oregon, Washington e Alasca), Nova Zelândia, Noruega, Tasmânia, Japão e Taiwan. Passa por campos de degelo como o da foto abaixo e por fazendas, que já existiam antes da oficialização da área como Parque Nacional.

como é o Cruce AndinoCruce Andinio

Chegando na aduana do Chile, em Peulla, todas as malas e bolsas são inspecionadas e o guia explica o porquê: Chile fica entre a Cordilheira dos Andes a Leste e o Pacífico a Oeste. Estas condições, ao mesmo tempo em que isolam o país, contribuem para a ausência de pragas e doenças provenientes de outros países que pudessem afetar a agricultura, então nenhum alimento in natura pode passar pela fronteira. Eu já falei sobre isso quando cruzei a fronteira Argentina-Chile no post De El Calafate a Torres del Paine.

Aduana Chilena
Peulla é um vilarejo a 76 quilômetros de Puerto Varas e de poucos habitantes. Além da aduana, tem uma escola para atender as poucas crianças (5, segundo o garçom do hotel), o Hotel Natura e as atrações locais são passeios a cavalo, caminhadas e tirolesa. Fazemos uma pausa de 90 minutos para almoçar. Quem opta por fazer o Cruce Andino em dois dias, fica hospedado neste hotel e prossegue no dia seguinte ou outro determinado.

Hotel Natura Patagônia
Hotel Natura Patagônia

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Cruce Andino onde comerApesar do isolamento de Peulla, os alimentos estavam frescos, mas não posso dizer que foi o melhor salmão ou truta que já comi. O atendimento é meio lento devido aos poucos funcionários, mas que bom não tornaram o almoço do tipo bandejão ou PF. O serviço é a la carte, apesar de estar todo mundo com pressa para seguir viagem. Veja os preços no final deste post.

Como eu fiquei de papo com um casal na hora do almoço, não tivemos tempo para explorar a região (sorry, Marcia e Ademir!), que tem uma paisagem bonita entre montanhas e o Rio Negro. Às 16h tomamos o ônibus até o porto no lindo lago Todos Los Santos, que tem esse nome por ter sido avistado no dia de Todos os Santos.

A estradinha que leva do Hotel Natura ao Lago Todos Los Santos
A estradinha que leva do Hotel Natura ao Lago Todos Los Santos

O lago tem uma cor impressionante (eu falo isso de todos, mas é porque cada um tem um tom diferente do outro e todos lindos).  A coloração de lagos de degelo é proveniente de partículas leves que se desprendem da rocha no degelo e, por serem leves, esses sedimentos ficam suspensos na superfície dos lagos.
O Lago de Todos Los Santos tem uma área de 178 km² e profundidade máxima de 337 metros (!)e está 150 metros acima do nível do mar. A maior parte dos lagos andinos são profundos assim pela formação glacial e processos vulcânicos, segundo a Wikipedia.

Cruce Andino
Panorâmica com os dois vulcões no horizonte. Que dia lindo!
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o início da navegação no Todos Los Santos
O vulcão Puntiagudo
O vulcão Puntiagudo
O Osorno
O Osorno

Osorno no Todos Los Santos

No inverno, o sol se põe mais ao Norte, e o Osorno fica em contra luz a maior parte da navegação. Acho que de manhã, no percurso Chile-Argentina, fica mais fácil avistá-lo, mas como chovia no dia em que fiz esse trecho, não tenho certeza. Pergunte na agência se fizer questão de boas fotos. Repare nas duas fotos abaixo: a primeira não está em contraluz e vê-se o verde esmeralda do lago. A segunda tem o vulcão Osorno, o porto, o Hotel Petrohue Lodge, mas nada do esmeralda.

Port Petrohue, lago Todos Los Santos
Port Petrohue, lago Todos Los Santos
Chegando a Petrohue
Chegando a Petrohue

Tomamos então o último ônibus do Cruce, com destino a Puerto Varas, por volta das 17h30. O ponto mais afastado de Puerto Varas tinha as margens tomadas por cinzas deixadas pela erupção do vulcão Calbuco, em abril de 2015. Quando nós brasileiros ouvimos falar em cinza vulcânica, imaginamos cinza, ou seja, um pó fino. Sim, o pó fino existe, mas é levado pelo vento, tanto que chega a cidades distantes como Bariloche. Mas aqui , aos pés dos vulcões ativos, são pedriscos pesados. A terra é preta nas cidades e praias de lagos. Conversando com um senhor de Puerto Varas que tem um imóvel nesta região, ele disse que seu telhado desabou pelo peso dos pedriscos acumulados no teto da casa.

A caminho de Puerto Varas, as cinzas deixadas pelo Calbuco
A caminho de Puerto Varas, as cinzas deixadas pelo Calbuco
O Calbuco ainda soltando fumacinha, dois meses depois da erupção
O Calbuco ainda soltando fumacinha, dois meses depois da erupção

E meu acordo com São Pedro de permitir cenas inesquecíveis, dignas de filmes, em minhas viagens continuou valendo. Olhem o por do sol que avistei no Lago Llanquihue! Obrigada, São Pedro!!!Puerto Varas

O trajeto de volta a Bariloche
O Cruce Andino é pago por trecho e a volta só é gratuita se você é argentino ou chileno. Para os demais turistas, é preciso pagar nova tarifa e por isso nem todo mundo escolhe fazer o retorno por esta via. Mas eu queria ter a experiência completa para relatar aqui para vocês!

No Domingo, depois de um sábado com os pés em terra firme, o ônibus passou no hotel  de Puerto Varas (leia minha avaliação do Cabañas del Lago) quando ainda estava escuro. O céu estrelado e a lua cheia da noite anterior tinham dado lugar a um céu encoberto e eu sabia que São Pedro tinha outros pedidos a atender (rsrsrs).

Depois de pegar outros turistas sonolentos e de circundar um terço do lago Llanquihue, chegamos ao Parque Nacional Vicente Perez Rosales, em Petrohue para visitar as quedas d´água.

O ônibus parou em frente a algumas lojas de artesanato e estranhei pois precisamos acessar a trilha passando por dentro de uma delas. Estilo Disney de consumo? A trilha é toda de madeira e com corrimãos e logo no início tem um banheiro. Para circular sobre as quedas, há passarelas metálicas, mas estavam fechadas pelo acúmulo de cinzas do Calbuco (ainda!!!). Eu não fiquei muito impressionada com as quedas, mas sim com a cor da água. Além disso, em dias claros, atrás da queda da foto abaixo, naquele cinza do céu, avista-se o Osorno, o que deixa qualquer paisagem mais bonita.

Os Saltos de Petrohue
Os Saltos de Petrohue

A guia nos disse para seguir a trilha e virar à esquerda, e mencionou que algumas trilhas estavamcinzas do vulcão interditadas devido às cinzas do vulcão. Mas à direita, tinha indicação de uma trilha que dizia Enamorados e eu, que nem sou curiosa, fui por ela. Sim, ela estava coberta de cinzas, mas nada que impossibilitasse caminhar por ali, como você pode ver na foto ao lado.

Eu fui a única do grupo que seguiu a trilha da direita e por isso, além de conhecer os saltos, também vi o lago que parecia um cenário de sonho:

O lago em Petrohue que só eu vi
O lago em Petrohue que só eu do meu grupo vi

A foto abaixo em fiz depois de uma tentativa frustrada de fotografar meus pés sentada no corrimão. Claro que levei um tombo e que bom as cinzas estarem ali para amortecer a queda e evitar que minha câmera se espatifasse no chão.

petrohue saltos

As lojas ali têm artesanato de muito bom gosto, além de CDs, livros, mapas. Aproveitei para comprar ímãs de geladeira na lojinha e uma boneca mapuche de feltro que agora faz companhia para os outros objetos de povos nativos que tenho na sala de casa. By the way, já leu o post sobre decoração com suvenires de viagem?

Saindo de lá, em dez minutos o ônibus nos levou ao porto Petrohue para navegar o Todos Los Santos, parar para almoço em Peulla, ônibus novamente, Lago Frias, ônibus rapidinho, Puerto Blest, catamarã e Puerto Pañuelo, ou seja, todo o percurso de volta, igualzinho, mas totalmente diferente, porque chovia, porque nevara no ponto mais alto da estrada, porque quem volta já não é o mesmo que foi!

Com chuva, não se vê toda a beleza do lugar
Com chuva, não se vê toda a beleza do lugar

 

cruzar os Andes
De volta a Puerto Blest, de tornozelo torcido, mas sorriso de satisfação


Preços
Baixa temporada (6 de abril a 30 junho): US$ 230.00
Alta temporada (6 de janeiro a 20 de abril; 1 de julho a 25 de dezembro):  US$ 280,00
Pico: 26 de dezembro a 5 de janeiro: US$ 300.00
Crianças até 2 anos não pagam e até 12 pagam 50%.

Não inclui a taxa de embarque (32 pesos), refeições e hospedagem.
Visite o site da Turisur para mais informações.

Refeição em Peulla, no Hotel Natura (preços em pesos chilenos em Julho/2015)
entrada carpacio: 5.000
porção de fritas: 2.500
filé de salmão, merluza e bovino: 7.700,  7.200 e 8.500
salada: de 3.200 a 4.900

Enfim, vale a pena fazer o Cruce?
Se você puder pagar o custo do Cruce, vale sim. É um dia completo de paisagens deslumbrantes onde também se aprende muito se você prestar atenção nas explicações dos guias. Além disso, uma boa parte do percurso não pode ser feito em automóveis ou embarcações particulares. E você não se preocupa com logística, aluguel de carro, taxa e documentação para cruzar fronteira, corrente de neve na roda do carro…

E quem não fizer?
Se você quiser conhecer alguns dos pontos do Cruce Andino, pode fazer em passeios que saem de Bariloche ou de Puerto Varas:

  • Para conhecer Puerto Blest e navegar o Lago Frias: compre o tour Puerto Blest e Los Cantaros com a Turisur. Não é possível chegar até lá de carro.
  • Também dá para avistar o Cerro Tronador do lado argentino fazendo o tour Cerro Tronador, vendido nas agências do centro de Bariloche.
  • Para conhecer as quedas de Petrohue, você pode contratar com alguma agência de Puerto Varas ou, se estiver de carro, dirigir até o parque pela Internacional 225. Mais informações no site oficial do Parque Nacional Vicente Perez Rosales.
  • Para cruzar os Andes entre Bariloche e Puerto Varas, siga a Ruta 40 saindo de Bariloche, passando por Vila La Angostura.  Depois de cruzar a fronteira com o Chile, continue por outras três estradas. Não se esqueça de verificar toda a documentação necessária para cruzar a fronteira com carro alugado (a locadora providenciará) e de que no inverno é obrigatório o uso de correntes nas rodas. Leve em consideração que não estamos habituados a dirigir em condições de neve e gelo.
O Cerro Tronador, no meio do Cruce Andino
O Cerro Tronador, no meio do Cruce Andino


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 Bariloche: guia para planejar sua viagem
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Em breve:
– Troquei de Casa! Bariloche, Fui!
– Bariloche: restaurantes e supermercados
– Vila la Angostura
– Circuito Chico: o tour mais popular de Bariloche
– Puerto Varas: o que fazer
– Hotel Llao Llao

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32 comentários sobre “Cruce Andino: de Bariloche a Puerto Varas

  1. Humberto 10 de março de 2016 / 16:35

    Boa tarde!
    Parabéns pelo site.
    Irei a Bariloche, chegando no dia 08/06/16, às 14:00 horas, saindo no dia 15/06/2016,às 12:00 horas.
    Gostaria de conhecer Puerto Varas e fazer o cruce de lagos.
    Nunca fui a essa região.
    Seria melhor ir num dia a Puerto Varas e voltar no outro, fazendo o cruce de lagos, ou daria tempo de passar um dia a mais em Puerto Varas para conhecer melhor a região?
    Obrigado.

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    • mulhercasadaviaja 11 de março de 2016 / 20:41

      Oi, Humberto, seja bem-vindo ao blog! O Cruce é lindo, uma viagem de dia completo, então obrigatoriamente você precisa pernoitar no Hotel Natura Patagônia (que eu não acho interessante, pois não há muito o que fazer, a não ser relaxar – e você já relaxou o dia todo no passeio, sentado em ônibus e barcos) ou em Puerto Varas. Puerto Varas vale ao menos um dia, sim, e você pode subir ao Osorno. Se tiver mais tempo, alugue um carro e dê a volta no Lago, indo a Frutilar. Em Puerto Varas, agentes de turismo, principalmente perto do Centro de Visitantes, te oferecerão passeio para o Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, as quedas do Petrohue, mas isso tudo você já vê no Cruce, mas eles não te falam, claro. Se você gosta de fazer trilhas, talvez valha a pena ir ao Parque para isso. Se dinheiro não for um problema (ou se o clima não tiver ajudado e no dia da volta estiver limpo e ensolarado), volte de Cruce. Uma alternativa é, se você não comprou as passagens ainda, voltar por Puerto Montt, a 20 km de Puerto Varas, em vez de retornar a Bariloche. Bom planejamento pra você!

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  2. Thiago Freitas da Silva 23 de junho de 2016 / 17:34

    Boa tarde,
    Parabens pelo site e pelas dicas, muito útil para quem planeja algo assim.
    Tenho uma viagem planejada de lua de mel chegando em Bariloche dia 17/01/2017.
    Pretendo sim fazer esse Cruce,
    Mas eu estou em dúvida em relação a fazer o percurso Bariloche – Puerto Vara.
    Como ficaria minha opção caso faça apenas um trecho do Cruce e queira voltar para Bariloche em menor tempo?

    Meu e-mail: thifsilva@gmail.com

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 23 de junho de 2016 / 18:39

      Oi, Thiago, que delícia ir no verão, os passeios pelos lagos devem ser lindos nessa época. O Cruce leva boa parte do dia e acho que mesmo com os dias mais longos no verão não dá pra fazer ida e volta no mesmo dia. Mas entre em contato com a Turisur e tire essa dúvida.
      Se quiser fazer apenas um trecho do Cruce, o passeio chamado Puerto Blest e Los Cantaros é parte dele, que pode ter extensão até o Lago Frias (lindo e completamente selvagem, vale a pena) ou não. É no Lago Frias que fazemos o controle de passaporte e bagagem de saída da Argentina. Leia como é o passeio: https://mulhercasadaviaja.com/2015/07/14/puerto-blest-e-los-cantaros-o-melhor-passeio-de-bariloche/
      Não sei se você viu, mas o blog tem outros 9 posts sobre Bariloche.
      Espero que vocês gostem de Bariloche tanto quanto nós. Boa lua de mel e ótimo casamento!

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  3. Alessandra 22 de setembro de 2016 / 16:07

    Adorei o seu post! Você acha que pra quem vai fazer o Cruce Andino vale a pena fazer este passeio ao Tronador, já que tb é visto no Cruce?

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 22 de setembro de 2016 / 16:51

      Obrigada, Alessandra. No Cruce v sö avista o tronador. No passeio do Tronador vc passa por lagos e vê a geleira do Tronador bem de pertinho (leia sobre aquihttps://mulhercasadaviaja.com/destinos/americas/argentina/bariloche/cerro-tronador/) sao dois passeios bem diferentes. Se vc tiver tempo e dinheiro, por que não? mas isso é muito pessoal. Abraços e boa viagem

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  4. quartodeviagem 25 de novembro de 2016 / 16:51

    que post incrível e super completo Marcia, eu me apaixonei por essa rota, muito obrigada por compartilhar, quero muito fazer essa viagem, um super beijo

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  5. Katarina Holanda 26 de novembro de 2016 / 12:15

    Que sonho conhecer Bariloche, Marcia! ❤ Parabéns pelo post, super detalhado. É mesmo um guia pra quem for faz esse roteiro.

    Curtido por 1 pessoa

  6. Julia Flôres Hüller Sawaki 26 de novembro de 2016 / 14:39

    Marcia, que lugar lindoooo! Estou encantada e mais um destino que entra para minha lista. Adorei as dicas bem detalhadas e as fotos então, lindas demais ❤ Bjs

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  7. Maíra 27 de novembro de 2016 / 16:35

    Miga! Amei esse roteiro! Super completinho! As suas fotos são lindas, estou apaixonada ❤ Já guardei aqui para uma futura visita!

    Beijos :*

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  8. Juliana Almeida 27 de novembro de 2016 / 23:21

    Deve se maravilhoso participar desse cruzeiro!!!
    Achei o post super completo.
    Quando fui em Bariloche ouvi falar desse passeio, mas não conhecia os detalhes, não sabia que passava por tantas atrações importantes da região!

    Curtido por 1 pessoa

  9. Josiane Bravo 28 de novembro de 2016 / 17:35

    Uauu, seu acordo com San Pedro deu super certo naquela foto maravilhosa do pôr do sol. Estou apaixonada com suas fotos maravilhosas e essa paisagem linda desse passeio. 4 ônibus em um passeio não é mole não, mas com esses cenários que parecem uma pinta deve valer a pena. Já coloquei na listinha de passeios para fazer na Argentina ❤

    Besitos.

    Curtido por 1 pessoa

  10. camila620 28 de novembro de 2016 / 17:55

    Moro no sul do Chile e nunca fiz o Cruce =/ (talvez pelos preços salgados… rs), mas a paisagem é maravilhosa e morro de vontade! Puerto Varas é um charme e a cor do lago de todos los santos é de outro mundo ❤

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  11. camila 9 de abril de 2017 / 11:40

    Bom dia
    Vou fazer o cruce do chile para bariloche em agosto. Queria saber se e possivel fazer em um dia ou se vou pegar.um bom trecho no escuro
    Grata
    Camila

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 9 de abril de 2017 / 11:48

      Oi Camila. Eu fiz no inicio de julho e só a saida da Puerto Varas na volta foi no escuro, pois amanhece por volta das 9h, mas isso é só o traslado ate o porto. Acho q agosto não deve ser diferente. Dá pra fazer em um dia, como eu fiz. Se vc não for fazer o retorno pelo Cruce, contrate passeios em Puerto Varas para ver as quedas de Petrohue.

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  12. true_north 25 de abril de 2017 / 12:29

    Então você fez o Cruce Andino também! Parece um pouco diferente no inverno! Você enquadra algumas imagens realmente legais que eu simplesmente não consigo ver! Apesar da minha queixa sobre o custo, ainda era uma viagem vale a pena! (Thanks to Google for the translation!)

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 25 de abril de 2017 / 15:44

      Ahaha, Eu já ia elogiar seu Português quando li a última frase! Quanto ao enquadramento, acho que cada um enxerga diferentes coisas. Além disso, quantas vezes voltamos a um lugar e percebemos elementos nunca notados…

      No need to google it:

      I was to pay a compliment on your Portuguese when I read the last sentence! About the framing, I believe each one of us sees different things. Besides, how often we go back to places and notice features we hadn’t seen before…

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  13. Erica 27 de abril de 2017 / 2:29

    Oi Marcia, td bem?
    Vi seu post no MD sobre o passeio ao sul do Chile.
    Qual foi o seu roteiro?
    Estou indo agora em maio e com dúvidas sobre transporte rs. nao sei se é melhor avião ou carro/onibus ou trem pois gostaria de parar em Pucon, Puerto Varas e Bariloche.
    vc foi a Pucon? se for de avião já não fica legal né?

    chegou a ir até Chiloé?
    fez o passeio no cruce de 1 dia né? acha que dá pra comprar na hora ou 2 dias antes?

    Enfim, gostaria de dicas suas rs
    Obrigada ERica

    Curtir

    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 27 de abril de 2017 / 2:58

      Oi, Erica, primeiramente, esta região não é no Sul do Chile, é chamada de região dos Lagos, mas você deve ter confundido porque fica ao Sul de Santiago. Mas também fui ao Sul do Chile, a Torres del Paine, dá uma olhada depois, que lugar lindo!

      Não fui a Pucon porque concentrei minha viagem em Bariloche (foi uma slow travel), usando o Cruce Andino para ir a Puerto Varas. Aqui no blog tem tudo explicadinho sobre Bariloche https://mulhercasadaviaja.com/destinos/americas/argentina/bariloche/ e Puerto Varas: https://mulhercasadaviaja.com/destinos/americas/chile/puerto-varas/ , mas não tenho material sobre Pucon.

      Um roteiro nunca é igual ao outro, mas o meu eu compartilhei aqui: https://mulhercasadaviaja.com/2015/08/10/bariloche-roteiro-de-inverno-2/

      Infelizmente não fui a Chiloé, mas recomendo porque todos falam muito bem.

      Acho que em maio vai estar tranquilo e você deve conseguir comprar o Cruce com 2 dias de antecedência, assim dá pra ver a previsão do tempo, porque fazer esse passeio em dia de chuva é perda de tempo e dinheiro!

      Desculpe não poder te ajudar no roteiro, mas como não fiz os lugares que você quer visitar, não me atrevo a palpitar.
      Se tiver dúvidas sobre Bariloche ou Puerto Varas, é só escrever.
      Abraços e bom planejamento!

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      • Erica 2 de maio de 2017 / 19:51

        obrigada Marcia, seus posts estão muito legais.
        Vou à Bariloche no cruce andino, então já vou passar pelos lagos. Acho que vou ter 1 ou 2 dias lá. Vi que vc recomenda o Cerro catedral e qual outro passeio é melhor?
        Cerro tronador ou Cerro Campanário?

        grata mais uma vez
        ERica

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        • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 2 de maio de 2017 / 21:40

          O Cerro Campanário é um passeio rápido, de subir a montanha de teleférico e ver a vista do alto. O Catedral é uma estação de esqui e se tiver neve é lindo. O passeio ao Tronador leva um dia inteiro e você avista vários lagos e a geleira do Tronador, que é muito diferente de outras, pois é vulcânica. Acho mais rico que o Campanario, pena que o dia estava chuvoso quando fui. Espero que tenha melhor sorte!

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