Alagoas: Praias ao Norte de Maceió – roteiro e dicas

sao miguel dos milagres como chegar

Maceió já é destino que satisfaz as ambições veraneias de qualquer ser, com um mar hipnotizante, as famosas piscinas naturais e suas jangadas, bons restaurantes, orla agradável para caminhadas no final de tarde, fácil acesso às praias do litoral sul, como a paradisíaca Gunga, mas não deixe de conhecer as praias ao Norte de Maceió para uma experiência menos urbana. Leia as dicas de onde ficar, quais conhecer, como chegar, para que suas férias em Alagoas sejam redondinhas.

Em Maceió: o que fazer além de ser hipnotizado pelo mar você encontra a relação de praias da capital e outras dicas 

Aeroporto: chegando por Maceió ou Recife?

Se você ainda não comprou passagem aérea, saiba que para conhecer as praias ao norte de Maceió há duas opções: desembarcar em Maceió ou na capital vizinha, Recife, cujas distâncias até Maragogi são similares, em torno de 130, 135 km. 

Maceió o que fazer
vista do quarto em Jatiuca

Aluguel de Carro ou traslado?

Depois de pousar, você terá mais liberdade para explorar as praias se estiver sobre suas próprias rodas. Nós alugamos com a Localiza, através da RentCars, e retiramos e devolvemos no aeroporto de Maceió.
Se estiver no ponto de querer se internar num resort ou mesmo pousada (afinal, elas estão cada vez mais eficientes na técnica de nos receber bem) e a única coisa que você quer explorar é uma bebida gelada, sombra e brisa do mar, pode ser mais barato contratar um traslado. A Lucky tem loja no aeroporto e em dez/18 cobrava R$150 por pessoa o trecho Maceió-Maragogi para janeiro/19.

Veja os detalhes de nosso aluguel de carro e entenda como são as estradas e a balsa no post Maceió-Maragogi: como chegar, aluguel de carro, paradas e outras dicas

piscinas naturais de Maragogi
piscinas naturais de Maragogi

Praias a Norte de Maceió

Veja no mapa abaixo que são muitas praias, então falarei sobre as que conhecemos. Fizemos o trecho Maceió-Maragogi de duas maneiras: na chegada, à noite, pela AL-105 e durante o dia pela costa, passando pela chamada Rota Ecológica e parando nas praias ao longo do dia.

Outra questão a considerar em seu planejamento é dividir sua estadia em 2 ou 3 pontos, que podem ser Maragogi e Maceió ou Japaratinga e Maceió. No meio, se quiser/puder, São Miguel dos Milagres. Evite fazer bate-voltas para o litoral norte a partir de Maceió. No máximo, vá até a Praia do Carro Quebrado.

praias Maceió a MAragogi

Roteiro pelas Praias ao Norte de Maceió

Dia 1: Praias ao norte de Maragogi: Burgalhau (almoço), Barra Grande e Antunes
Dia 2: Piscinas Naturais de Maragogi, Mirante de Maragogi (almoço) e tarde no hotel
Dia 3: praias entre Maragogi e Maceió: Japaratinga, São Miguel dos Milagres (almoço) e mirante da Praia Carro Quebrado no pôr do sol

Maragogi é o município mais famoso do litoral norte de Alagoas, e chegamos lá com grandes expectativas, esperando um paraíso – e nada mais gostoso do que se hospedar no paraíso, então reservei 3 noites no Hotel Areias Belas, em frente ao mar, com uma área de lazer aconchegante de dia e noite, e um café da manhã caprichado. A mais famosa opção de hospedagem é o resort Salinas de Maragogi. Veja também outras opções de pousadas e hotéis em Maragogi.

onde ficar em Maragogi
vista do quarto em Maragogi

Mas o paraíso é urbano demais e achei a orla urbana de Maragogi feinha, com restaurantes e lojas erguidos na areia (!), área pertencente à Marinha e que segundo me informei está há anos em processo para desocupação. Nos finais de semana a avenida da orla é fechada para pedestres, o que achei mais que adequado, mas nos demais dias não. Ficamos na porção urbana de Maragori, então se você gosta de movimento talvez queira ficar por ali. A escolha do local não nos agradou muito pelo que descrevi acima, mas nos garantiu uma boa espiada na vida real local: ainda há casas de pescadores, daquelascoloridas, de janelas e portas pequenas, cujos ocupantes passam a noite sentados em suas cadeiras, praticando a antiga arte da conversação olho no olho. Uma vantagem de se hospedar ali é a oferta de restaurantes, mas confesso que não provei nenhum prato que tenha valido a pena. 

Maragogi cidade
a avenida da orla, no centro de Maragogi

Foi em Maragogi que fizemos o passeio até as piscinas naturais. Na minha cabeça, eu iria numa jangada, mas isto só em Maceió, mesmo. Em Maragogi as piscinas estão a 6km de distância da praia, então você pode contratar lancha ou catamarã, diretamente com o proprietário ou em uma das agências locais. É aconselhável que se reserve antes e que se consulte a Tábua das Marés, informação imprescindível neste tipo de passeio. Se a maré estiver muito alta, não rola. Se estiver muito baixa, a água fica mais turva pela areia que sobe ao pisar dos pezinhos.

Maragogi piscina natural

Não há pier, então é preciso entrar no mar para embarcar. Como contratamos uma lancha (éramos 3 e mais um casal), não foi difícil, mas leve sacos tipo ziploc para guardar celular e carteira. Há um número limitado de pessoas e embarcações na área restrita das piscinas e depois de fazer a travessia praia-piscina tivemos que esperar um pouco nossa vez de ‘entrar’. O percurso foi divertido, com a lancha rápida sobre as ondas e o vento forte, e a espera, apesar de ter parecido longa, não foi desagradável, tendo aquele marzão por onde quer que se olhasse. O proprietário da lancha nos informou que a fiscaliação é rígida, que há sempre fiscais garantindo a restrição de barcos nesta área de preservação ambiental, assim como existe um rodízio da área a ser explorada pelos turistas. Foi tranquilo flutuar e mergulhar, e também caminhar, pois há áreas apenas com areia, livres de corais. Vi muitos ouriços e várias espécies de peixes, mas menos do que esperava. Um rapaz se ofereceu para fazer as tradicionais fotos subaquáticas, mas confesso que algumas coisas me incomodaram nesta vidinha de turista consciente e uma delas foi o fato de o rapaz disfarçadamente jogar ração para os peixes. Ou seja, é bem fake e não significa que haverá um cardume nadando junto a você.

piscina natural Maragogi

Um dos lugares que visitamos em Maragogi é o mirante que fica no restaurante e pousada Alto do Cruzeiro. É um lugar bem simples, mas com uma vista linda, confira:

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Maragogi vista do Restaurante Alto do Cruzeiro.

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Letreiro Maragogi
o letreiro, no Mirante

Uma manhã de céu escuro e de chuva forte nos esperava em Burgalhau, mas isso não tirou a beleza da praia que tem restaurante de mesmo nome com boa estrutura. Chegue cedo se quiser ficar em uma das tendas ou pegar espreguiçadeiras. 

Burgalhau praia perto Maragogi
praia perto maragogi Burgalhau

A praia Burgalhau é a primeira ao Norte de Maragogi e é bonita como as demais da região, mas o diferencial fica no encontro do rio com o mar, uma chance de caminhar com tranquilidade oservando o mangue, tomar banho de rio e ainda aproveitar os bancos de areia mar adentro. 

Maragogi o que fazer
esfoliando os pés na praia de Burgalhau

Seguindo pela AL-101, a próxima praia é a de Barra Grande, que tem do lado direito um ponto mais selvagem, com poucas barracas/restaurantes. Um deles dispôs uma rede dentro do mar, coisa que uesó tinha visto em Jericoacoara! O mar é bem tranquilo, bom para crianças e terceira idade.

Barra Grande Alagoas

Segiundo pela areia mesmo, chega-se à Praia do Antunes, cuja característica turística principal são os coqueiros inclinados super instagramáveis. Difícil é esperar as poses todas até chegar sua vez! 

praia Antunes Alagoas

Para curtir estas praias ao norte de Maragogi, sem carro, pergunte sobre as vans que fazem o trajeto até Peroba, já na divisa com Pernambuco.

praia antunes Alagoas

Partimos de Maragogi no terceiro dia em direção ao Sul, e logo em seguida tivemos que parar para fotografar um trecho lindo da estrada e da praia sem interferências construídas que atrapalhasem a vista do mar da janela do carro. 

maragogi a maceió

A próxima parada foi Japaratinga, num mirante lindinho à beira da estrada onde se vê o letreiro ‘eu amo Japaratinga’, não tem como perder. Mas gostei mesmo foi de rodar pela estrada deste trecho que vai até Porto das Pedras, não se vê o mar muitas vezes, mas a estrada com curvas e vegetação tropical é um presente para os sentidos.

japaratinga onde ficar
mirante de Japaratinga

Se você optar por se hospedar em Japaratinga, uma pousada maravilhosa é a Pousada do Alto, com uma vista incrível, piscina de borda infinita, e nota 8,7 no Booking.com. Eu vi a dica no blog Viagens Cinematográficas e fiquei louca pra ter minhas próprias fotos lá, embora seja difícil bater as fotos dos caras – ahaha. Confira outras opções de hospedagem em Japaratinga aqui.

Japaratinga onde ficar
A Pousada do Alto, em Japaratinga. Foto divulgação

Em Porto das Pedras a AL-101 é interrompida pelo rio Manguaba e é preciso tomar a balsa (R$15/carro), que funciona das 6h à meia-noite. Há barraquinhas vendendo bebidas, salgadinhos industrialiados, produtos praianos, e a água de coco mais deliciosa que já tomei na minha vida.

balsa Boqueirão rio pedras

Neste trecho de pouco menos de 20 km entre Porto das Pedras e São Miguel dos Milagres, a estrada passa quase sempre dentro das cidades, com muitas lombadas e limite baixo de velocidade, o que torna a viagem bem longa. Mas calma, porque novo paraíso te espera! Use o GPs para localizar a entrada, pois não havia placas indicando nem a cidade, nem a direção da praia.

A expectativa era grande e São Miguel dos Milagres não decepcionou!  Diferente de Maragogi, a cidade não passa uma impressão ruim, as casas são simples, mas parece haver mais qualidade de vida e ainda há muito verde, muitos coqueiros. Que permaneça assim! 

sao miguel dos milagres

Como São Miguel dos Milagres fica no meio do caminho entre Maragogi e Maceió, é uma ótima opção para montar um roteiro de 1 semana: 3 noites em Maragogi, 2 em São Miguel, 2 em Maceió! Confira as sugestões de hotéis e pousadas em São Miguel dos Milagres.

alagoas sao miguel milagres

Infelizmente não tínhamos reservado nada ali, e ficamos apenas para o almoço, sendo depois literalmente expulsos pela maré que subia e derrubava as cadeiras e mesas do restaurante/barraca do Lita, sob sombra generosa de árvores, com estrutura de banheiros-cabines de madeira.

sao miguel milagres

Trocamos a areia e a vista do mar pelo asfalto mais uma vez e nossa próxima parada foi em Barra de Santo Antonio, onde você encontra muita tranquilidade na praia do Carro Quebrado, por seu acesso difícil e porque a maré alta toma conta da faixa de areia. Então confira a tábua de marés para ir no melhor horário. Na primeira vez em que fomos, contratamos uma agência para nos levar em um 4X4 e visitamos a praia deserta, sem infraestrutura, mas hoje parece haver barraquinhas. 

melhores praias Maceió
Julia bem criança na Praia do Carro Quebrado

Nesta nossa última viagem a Alagoas visitamos não a praia, mas a vimos do alto, do mirante que fica depois de uma estrada buraqueira que mais parecia cenário de guerra. Sério, não eram buracos, eram crateras. E as costelas de vaca pareciam mais costelas de T-Rex! Não é muito fácil chegar lá pois não há qualquer sinalização. Jogamos no Google Maps “mirante da Praia do Carro Quebrado”, mas foram trabalhadores rurais que nos indicaram o caminho, pois o GPS num ponto se perdeu.  

como chegar praia carro quebrado
trecho não tão ruim, que permitiu uma foto sem tremor

É mais fácil conhecer a Barra de Santo Antonio se você está hospedado em Maceió (47 km). De Maragogi são quase 100km, mas foi assim que fizemos desta vez porque estávamos voltando a Maceió. E se decidir ficar hospedado por ali, confira as opções de pousadas em Barra de Santo Antonio.

Praia-carro-quebrado-mirante-como-chegar
Mirante da praia do Carro Quebrado

E se você estiver se perguntando o porquê do nome Carro Quebrado, a lenda urbana praiana diz que um carro atolou na areia e quando a maré subiu não conseguiu mais ser recuperado. A outra lenda conta a historia de um casal que foi namorar na praia à noite e o carro quebrou. Eu fico meio decepcionada com a criatividade desse povo, os índios têm muito mais emoção em suas lendas!

A Barra de Santo Antonio é outro município onde fica outro encontro lindo de rio com o mar. Paramos lá depois de conhecer a praia do Carro Quebrado, e não me lembro exatamente onde almoçamos, mas a vista da mesa era esta:

alagoas praias norte maceio

E conversamos com um grupo de mulheres que catavam um molusco (?) para vender aos restaurantes da região. Eu mal entendia o que ela falava, pelo sotaque e pelo cachimbo dependurado na boca, mas disse que precisava de um balde completo para garantir o jantar da família.

dicas de Alagoas Maceió

Naquela primeira viagem a Alagoas, nos hospedamos na Praia de Pratagi, onde fica o resort Pratagy Beach, mas a praia tem acesso e atendimento a não hóspedes, também. É uma praia muito bonita, com uma faixa de areia entre o mar e o rio Meirim. 

onde ficar perto maceió

Foi um prazer rever estas viagens e compartilhar aqui as praias ao norte de Maceió. Se você já esteve em alguma que não está na lista, deixe aí nos comentários para ajudar quem ainda vai conhecer este nosso caribe brasileiro.

Não deixe de ler os demais posts sobre Alagoas: 
Resorts e Hotéis em Maceió: minha seleção
o que Fazer em Maceió além de Ser Hipnotizado pelo Mar
Maceió-Maragogi: como chegar, aluguel de carro, paradas e outras dicas
Alagoas: melhores praias ao Sul de Maceió e o São Francisco

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Deserto do Atacama: Como é o passeio Salar de Tara

Vista do Salar a partir do mirante

O passeio ao Salar de Tara, um dos muitos tours oferecidos no Deserto do Atacama, é o de maior altitude, chegando a 4.800 metros, então é importante estar atento às dicas aqui do Mulher Casada Viaja para aproveitá-lo ao máximo, ainda antes de agendar a data. Estivemos no Atacama há mais de um ano, e mesmo agora, com a distância e emoções resfriadas pelo tempo, afirmo ser o passeio mais rico em experiência e paisagens dentre todos os outros – e olhe que é difícil escolher, com concorrentes de peso como Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas e Vale da Lua e da Morte.

Chegamos ao Atacama numa manhã de março e depois de explorar o centrinho de San Pedro e almoçar, fomos até a agência FlaviaBia Expedições e fechamos todos os passeios do Atacama. Eu geralmente não curto agências, preferindo fazer meus próprios roteiros, mas num deserto é fundamental contar com uma equipe, seja por motivos turísticos, seja pela segurança. E o passeio ao Salar de Tara é dos que mais adentram no deserto, distante 150 km de San Pedro, percorrendo lugares sem estradas e muito rústicos, sem placas de sinalização e sem sinal de GPS. Além disso, o mal de altitude pode trazer inconvenientes, e os guias estão sempre de olho nos turistas para que não façam movimentos bruscos ou se desgarrem do grupo. Já li vários relatos de pessoas que não seguiram as orientações do guia e passaram mal. Eu gosto de dar pulos para fotos e às vezes me afastava do grupo porque demorava um pouco mais para fotografar e corria para voltar sem atrasá-los, e mesmo isso era algo a ser evitado. A gente fica facilmente sem fôlego ao caminhar e os movimentos são lentos. Mas garanti meu pulinho:

Não tenho intenção de assustar ninguém ou te desestimular, pelo contrário. Seguindo as dicas daqui, você fará o passeio ao Salar de Tara com segurança e será um dia inesquecível só por boas lembranças.

Comece seu planejamento ao Atacama por aqui:
– Confira Atacama: Guia do Deserto mais Lindo do Mundo
– Pague metade no trecho Santiago-Calama. Leia em Deserto do Atacama: traslado e bom perço de aéreo
– Veja preços de Hotéis e pousadas no Booking.com
– Contrate seguro viagem com a Mondial Allianz. Vai que…

Como é o passeio Salar de Tara

Transporte: van
Quem Leva: Flavia Bia Expediciones
Duração: dia inteiro, das 8h às 16h
Altitude: 4.500 metros, no meio do passeio
Distância de San Pedro: 150 km
Visitamos: Moai de Tara, Monges da Pacana, Salar de Tara, Lagoa Diamante e mirantes
Custo: 150 dólares (dez/18)
Incluso: guia em português (ou portunhol), café da manhã e almoço
Quando ir: o ideal é fazer os passeios de menor altitude (2.500 metros, como Termas de Puritama e Vales da Lua e Morte ou Lagunas Escondidas) nos seus primeiros dias no Atacama. Fizemos o Salar de Tara (4.500m altitude) em nosso terceiro dia no deserto e senti bastante incômodo, como dor e pressão na cabeça e um pouco de enjoo, mas no dia seguinte não senti nada durante o passeio Lagunas Altiplânicas, de altitude similar.
O que vestir: pela manhã estará bastante frio (0º  a 10º), mas tende a esquentar até o final do passeio, chegando a 25º. Use uma jaqueta corta-vento (venta muito, uma amiga caiu quando estava na posição mais antiga do mundo, usando o banheiro inca), uma malha por baixo dela, touca e luvas. Eu abusei também da legging segunda pele. Se tiver, use botinha para trekking, mas um tênis pode dar conta do recado, também, pois as vans nos deixam bem perto dos pontos a visitar e caminhamos bem pouco.
O que levar: protetor solar, 1 litro de água por pessoa, lanche (se sua agência não incluir refeições), papel higiênico, álcool gel e sacolinha plástica para levar o lixo gerado de volta a San Pedro (não há banheiros), rinosoro, colírio. 

Leia sobre o Mal de Altitude e o que fazer para conviver com ele no Atacama em Guia do Deserto Mais Lindo do Mundo

As paisagens do passeio Salar de Tara

A primeira parada do dia foi em frente ao vulcão Licancabur, que domina a região e pode ser visto a 150 km de distância. Foi onde tomamos café da manhã no melhor estilo expedição fake, ou seja, só mordomias na natureza selvagem. Quem iria imaginar comer pão francês delicioso, tipo baguete, feito por um francês em pleno deserto? O Licancabur entrou em erupção pela última vez em 2015, está quase 6 mil metros acima do nível do mar e fica no limite entre o Chile e a Bolívia. Se você tem espírito aventureiro, saiba que é possível chegar ao cume, confira no site Gente de Montanha.

Pelo caminho, parávamos ao avistar animais, como as vicunhas. Sim, eu sei, é difícil entender a diferença entre guanaco, lhama, vicunha, alpaca, eu achava que sabia, mas desisti. Outro bichinho que deu as caras foi o vizcacha, um parente do chinchila. Flamingos vimos bem à distância, afinal, o Salar de Tara está localizado na Reserva Nacional los Flamencos.

Descemos pela segunda vez da van na Laguna de Quepiaco, que estava quase seca naquela época do ano. Uma vegetação a cobre parcialmente, servindo de alimento para os seres da região.

A viagem até o Salar foi longa e sacolejante. Senti um certo desconforto que nem mesmo o chá de coca que tomei pela manhã no hotel e o que provei no café da manhã resolveram. A pressão na cabeça e dor no nariz também incomodou um pouco e o analgésico não parecia fazer efeito – ou fez, talvez a dor fosse maior se eu não o tivesse tomado. Fizemos uma parada para conhecer o banheiro inca, ou seja, agachar atrás de pedras. Você já deve imaginar, mas não custa dizer: cuidado com a direção do vento, planeje para onde seu xixi vai ser ventado. 

Na minha opinião, o ponto alto do passeio é o mirante para o Salar de Tara e para as Catedrais de Tara, formadas por cinzas da erupção de um vulcão há milhares de anos. As cores que a natureza imprimiu num lugar tão árido impressionam. A vegetação em tufos amarelados traz harmonia com os tons esverdeados da laguna de sal e montanhas ao fundo. O silêncio só é quebrado pelo som do vento incessante, e estas características se repetem em muitos outros lugares do Atacama, o que torna esta viagem tão singular. 

A van nos deixa um pouco abaixo do mirante e pegamos uma trilha curta até chegar à beira da laguna. É importante permancer na trilha marcada com pedras para não danificar plantas e microorganismos.

O almoço foi ali, nesta paisagem meio surreal, numa situação igualmente inusitada: vinho branco fresco, conforto, refeição quente, tudo no meio do deserto. E chuva no horizonte do deserto mais seco do mundo.

E por falar em almoço, não deixe de conferir o post Onde Comer no Deserto do Atacama.

No retorno, paramos para conhecer os Monjes de la Pakana (ou moais de Tara), formações rochosas esculpidas pelo vento, que assim como outras espalhadas pelo mundo parecem ter surgido do nada. Uma delas tem 25 metros de altura e parece um índio guardando o deserto – ou apenas uma forma fálica, você pode escolher.  Na terceira foto, detalhe do ‘rosto’ do índio.

Voltamos a San Pedro e os sintomas do soroche (mal de altitude) logo cessaram. O dia seguinte seria mais uma vez de paisagens incríveis no Deserto do Atacama, quando conheceríamos Piedras Rojas e as Lagunas Altiplânicas. 

Se mais este post do Salar de Tara não te convenceu a dar um pulinho no Deserto do Atacama, desisto. Não sem motivo, foi o último post sobre o deserto mais lindo do mundo. Já tá na hora de conhecer outro, tipo Namíbia, Saara…

Estrasburgo: o que Fazer e Dicas da Capital da Alsácia

Estrasburgo é a capital da Alsácia, região francesa produtora de vinhos que faz fronteira com a Alemanha. Neste post você encontrará o que fazer e outras informações práticas, como melhor época para ir, como chegar, como se locomover, onde ficar e outras dicas mais – e certamente se encantará com a cidade, assim como eu.

Como começar a falar de Estrasburgo sem dizer que me apaixonei pela cidade a ponto de sonhar um dia voltar para estudar francês e ficar ao menos 1 mês? Tal qual uma testemunha de Jeová das viagens, bato à sua porta pra te convencer a incluir em seu roteiro pela Europa esta cidade tão rica culturalmente, com um passado conturbado, cujas arquiteturas e culinárias francesa e alemã coexistem e se escancaram aos olhos de qualquer um.

Estrasburgo Alsácia dicas de viagem
Bilinguismo em Estrasburgo> uma rua, dois nomes

Desde 1988 Estrasburgo Grande-Ile está na lista de patrimônios da Unesco. O centro histórico, em vez de muralhas, hoje é cercado por canais navegáveis do rio Ill, atravessados por 21 pontes ornamentadas com flores que te convidam a cruzá-las várias vezes. Monumentos, igrejas católicas e protestantes, praças escondidas com típicos bistrôs e um moderno sistema de transporte público que facilita a vida do turista, para ir do centro medieval ao mais moderno complexo de edifícios do Parlamento Europeu.

Quando ir a Estrasburgo

Acho que a cidade é linda em qualquer estação, e sempre pensei em visitá-la na primavera por causa de suas pontes com jardineiras, mas a oportunidade surgiu no início do outono (primeira semana de outubro) e Estrasburgo se mostrou igualmente encantadora: flores continuavam decorando as inúmeras pontes e jardineiras das janelas e as folhas das árvores ganharam os característicos tons amarelados e alaranjados. O céu decepcionou um pouco pela manhã, bem nublado, mas ao longo do dia se transformava. O frio pela manhã e noite podia ser encarado de boa com uma jaqueta leve. Os dias ainda são longos, escurecendo por volta das 19h.
No verão, a cidade deve explodir de turistas, já que os dias são mais longos e com temperaturas que podem chegar a 26 graus, além dos festivais.

Veja o quadro de temperatura média em Estrasburgo e confira os festivais ao longo do ano no post Dicas e Roteiro de 3 Dias na Alsácia.

outono em Estrasburgo Alsácia

No inverno, principalmente em dezembro, os mercados de Natal atraem turistas para muitas cidades da Europa central, e Estrasburgo, com suas casinhas enxaimel de telhados inclinados, parece um presépio. Confira as imagens do blog Ligado em Viagem que esteve por lá várias vezes.   

Informações práticas sobre Estrasburgo

Como eu já escrevi sobre a Alsácia, e para não ser repetitiva, te peço para dar um pulo no post Dicas e Roteiro de 3 Dias na Alsácia e sua Rota do Vinho, onde você vai encontrar muitas informações sobre:
– como chegar a Estrasburgo
– comidas típicas de Estrasburgo
– compras na Alsácia
– breve contextualização histórica da Alsácia

Estrasburgo que fazer

Seguro Obrigatório

O Tratado de Schengen da Comunidade Europeia permite cruzar fronteiras sem qualquer controle, mas você precisará de um seguro viagem com valor mínimo de cobertura de 30 mil euros para cobrir acidentes ou doenças.

Faça sua cotação com a Mondial Allianz, com quem o blog mantém parceria e por isso oferece descontos. Se você gostar do preço e das condições, adquira seu seguro através do link acima, pois eu recebo uma pequena comissão que ajuda a manter o blog no ar – e entregar tantas dicas legais!

Por falar nisso, ganhei um souvenir em Estrasburgo: uma infecção urinária. Como eu tenho uma frequentemente (a penúltima tinha sido também em viagem, em Bariloche), já conheço os sintomas e até o antibiótico, o funcionário da recepção do hotel conseguiu uma farmácia 24h que se dispôs a vender o medicamento sem prescrição médica – olha eu fazendo a coisa errada, mas acho que turista tem uma isenção limitada neste campo. Fomos a uma cidade a 11 km de Estrasburgo, o que em SP equivaleria a ir a um outro bairro. Mas já pensou se fosse algo mais sério? Ou se o funcionário não tivesse sido prestativo e eu tivesse que encarar um hospital francês? Eu tinha feito o seguro, mas o problema pra mim era tempo, foi um roteiro muito apertado, todo planejadinho e gastar algumas horas num hospital não estava nos planos, claro.

estrasburgo outono

Quantos dias Ficar em Estrasburgo

Suplico que você não conheça Esrtasburgo em bate-volta! A cidade é linda à noite e a multidão que se vê durante o dia desaparece, tornando possível curtir melhor e fotografar deliciosamente. 
Se puder, passe ao menos 1 noite e 1 dia completo. Nós ficamos 2 noites e 1 dia e meio. Em 1 dia é possível conhecer os principais pontos turísticos, listados no tópico O que Fazer em Estrasburgo, mais abaixo, mas nós fizemos com calma e vimos muito mais da cidade.

Strasbourg Pass, o Cartão para as Principais Atrações

Estrasburgo tem um passe de 3 dias que custa €19,50 e inclui acesso gratuito ou com desconto a várias atrações. Você pode encarar uma filinha no Centro de Informações Turísticas ou comprar online, como eu fiz, no Get Your Guide.
Gratuito: Visita a 1 dos museus; acesso à plataforma da catedral; passeio no batorama; observação do relógio astronômico da catedral. 
Desconto de 50%: visita a um segundo museu; tour guiado; tour no minitrem; tou

Nós aproveitamos a viagem ao Sul da Alemanha para esticar até a Alsácia. Confira o Roteiro de 14 Dias entre o Sul da Alemanha, a Alsácia e Áustria e entenda a viagem toda

O que Fazer em Estrasburgo

A Catedral de Estrasburgo, o relógio astronômico e a plataforma – A igreja data da idade Média e impressiona pela arquitetura e tamanho. Pode-se visitar seu interior, onde está o famoso relógio astronômico, e subir até a plataforma para ver Estrasburgo do alto. O ingresso à catedral é gratuito, mas é preciso pagar €2 para ver o relógio astronômico e €5 para subir à plataforma de 332 degraus. Confira na página-índice Alsácia todos os detalhes de nossa visita. 

As Pontes Cobertas e as Torres são outro ponto que você não deve deixar de visitar – e não estranhe, as pontes perderam os telhados no século 18. As torres do século 14 faziam parte da muralha quando Estrasburgo era independente. Qaundo foi anexada pela França em 1681, uma nova linha de defesa foi construída, e percebe-se o estilo arquitetônico da Barragem Vauban.

Barragem Vauban é uma obra de 1690 de defesa incrível, usando as águas como arma: se necessário fosse, poderia causar uma enchente na parte Sul da cidade e afogar os inimigos (e a população?). Não deixe de caminhar pelo terraço panorâmico sobre a barragem, onde se tem uma vista bem legal da cidade e das Pontes Cobertas. Acesso gratuito e há banheiros públicos no local.

Estrasburgo principais atrações

Pequena França é uma das regiões mais fofas de Estrasburgo, com casas enxaimel dos séculos 16 e 17, entre 4 canais usados então para moagem ou navegação. Não deixe de observar a enclusa em funcionamento para a passagem do barco turístico e a ponte levadiça, com o mesmo fim.

Palácio Rohan é uma das residências reais, e atualmente um complexo de museus. Confira como é a visita em Museu de Artes Decorativas no Palácio Rohan.

Alsácia museus
O Palácio Rohan visto da plataforma da Catedral

Batorama é o passeio turístico de barco que circunda a ilha de Estrasburgo, além de prazeroso e educativo vai proporcionar uma nova perspectiva dos edifícios e da historia da cidade. O trajeto leva pouco mais de 1 hora e é gratuito para quem tem o Strasbourg Pass. Para quem não tem, custa €9,90. Quando publiquei este post ainda não tinha escrito sobre o passeio de barco, mas confira na página da Alsácia as atualizações. Por enquanto, a dica que dou é: o passeio é para ver e entender Estrasburgo, não para faça o fotografar. Como o barco é fechado (acrílico ou vidro?) com um material azulado, as fotos ficam com coloração ruim e também cheias de reflexos.

Estrasburgo-barco batorama

Para qem tem mais que 1 dia

Quando publiquei este, ainda não tinha feito nosso roteiro em Estrasburgo, quando conhecemos muitos lugares além dos ‘obrigatórios’. Confira na página Alsácia por atualizações. Mercy.

Onde Ficar em Estrasburgo

Estrasburgo não é tão pequena como outras cidades europeias, e detalhes como localização, faixa de preço, conforto, entre outros, merecem um post exclusivo então leia o Onde Ficar em Estrasburgo e Preço de Hotéis, com dicas de vários hotéis e apartamentos para alugar, agrupados por faixa de preço. 

hotéis baratos em Estrasburgo
praça no quarteirão do hotel onde ficamos

Como circular por Estrasburgo

👣Como muitas cidades históricas, o miolo central de Estrasburgo é formado por ruas de pedestres. Embora Estrasburgo seja grande se comparada a outras cidades, caminhei, caminhei, caminhei. Quando você se sente seguro e cercado de belezas, caminhar é só mais um prazer que a vida nos deu. A presença dos canais ajuda na nossa localização, mas se você estiver conectado ainda melhor. Leia sobre chip internacional mais abaixo.

Estrasburgo Alsácia
minha foto preferida de Estrasburgo

Uma boa ideia pode ser passar no centro de informações ao Turista, do lado esquerdo da catedral, e comprar um tour guiado. Custa €7,50 e leva 1h30. 
Outra opção é o audio guide, você terá uma gravação te informando sobre os lugares e maior liberdade para fazer tudo ao seu tempo. Custa €7,50 pelo período máximo de 3 horas. 
Crianças, estudantes e portadores do Strasbourg Pass pagam meia em qualquer um dos tours.

Estrasburgo turismo

🚲 Se você quiser rodar em estilo, alugar uma bicicleta retrô! A diária fica em salgadinhos €20, mas sera uma de suas melhores lembranças, aposto! Confira no Get your Guide. Pela metade do preço você aluga uma mais simples e frágil, no site da Velhop. 

estrasburgo bicicleta

  🚈 Estrasburgo tem um moderno sistema de tram, um trem elétrico e de superfície que vi percorrendo desde a região mais moderna da cidade, onde ficam os edifícios governamentais da União Europeia, até o centro histórico, mas como não o usei, não tenho maiores informações.

Estrasburgo- tram
o tram perto do Parlamento Europeu

🚗O carro, deixamos na garagem durante os dois dias que ficamos em Estrasburgo e precisamos de estacionamento. Na ilha há apenas 2 estacionamentos públicos (que são privados), que custam €2,10/hora. Fora dela, o custo varia entre €0,50/h a €1,70/h. Saiu caro, mas evitamos o transtorno de entregar o carro na locadora e ter que pegar outro novamente em tão pouco tempo, pois depois de Esrasburgo, rodamos pelas vilas da Alsácia e voltamos à Alemanha e Áustria.

Caso vá visitar outras cidades da Alsácia, o que recomendo firmemente, aconselho a, se possível, alugar um carro. Muitas cidades não têm estação de trem por perto, e você vai perder mais tempo em deslocamentos. Eu sempre alugo com a Rentcars, que dá a vantagem de pagar em reais, sem IOF, e ainda parcelar. 

Esrtasburgo roteiro o que fazer
uma das praças deliciosas de Estrasburgo

Chip na Alemanha e França (Sim card)

Nesta viagem comprei um chip numa loja do aeroporto de Munique, e o usei também na Alsácia. Se você não tem fluência em uma outra língua, ou prefere não perder tempo e já sair do Brasil com um chip internacional, faça como eu já fiz várias vezes: compre um na Travel Mobile.

Espero ter te inspirado a conhecer Estrasburgo ou a entender o que fazer na capital da Alsácia. Se precisar de outras informações, deixe um comentário que terei prazer em ajudar.  À bientôt!

Bate-Voltas a partir de Florença ou Siena

Florença é a cidade eleita como base para conhecer a Toscana, mas na minha opinião Siena não deveria perder esta posição. Neste post sugiro bate-voltas para as cidades que você não deve deixar de conhecer na região mais popular da Itália.

toscana bate volta florença
A famosa igrejinha do Vale d Orcia, na Toscana

Começo dizendo que eu não gosto muito de bate-voltas, mas como muita gente tem aversão a mudar de hotel a cada um ou dois dias, Florença pode ser uma boa opção- e Siena uma ótima – para montar base e visitar as cidades mais rurais, muradas e erguidas no alto de colinas, cheias de historia e beleza – e paisagens toscanas dos sonhos!

San Quirino d'Orcia Toscana
San Quirico d’Orcia

Não deixe de ler Florença: guia para planejar sua viagem e Quanto Custa uma Viagem à Toscana, além de outros posts com dicas da Itália

Florença vista da Piazzale Michelangelo, na super foto de Mustang Joe, em Pixabay

Estive três vezes na Toscana, de três maneiras diferentes: em ônibus de excursão, de trem e finalmente de carro. Excursões são bem práticas para quem quer cortar a etapa de planejamento (para mim, é das mais saborosas), mas te engessa em horários e destinos. O trem foi bem tranquilo, mas me limitei a Florença e Siena, com acesso mais fácil de trem. Sem dúvida, o carro foi a melhor forma de viajar pela Toscana. Aluguei em Siena, com a Rentcars, retirando e devolvendo na loja da Hertz, pertinho da estação de trem. A Rentcars é um site de busca de preços e reservas com as maiores locadoras, tendo a vantagem da Rentcars de pagar em reais, ficando livre do IOF, e de parcelar. A assistência já testei e aprovei quando tive um problema no aluguel de carro em Anchorage, Alasca, por isso indico com propriedade e segurança.

carro toscana

Se optar por viajar de carro pela Toscana, leia o post Diringindo na Itália, escrito depois da viagem pela Toscana e Trentino Alto Adige

Bate-voltas a partir de Florença, ao Sul

SIENA – Distante 80 km de Florença (1h30 de trem), Siena tem muitos atrativos para um bate-volta e foi assim que a conheci, mas precisei voltar e passar duas noites lá para realmente senti-la. Além disso, na minha opinião, é melhor base para conhecer a Toscana do que Florença, pela proximidade com o Vale d’Orcia, que personifica o imaginário que fazemos da Toscana: campos de flores, ruas alinhadas por ciprestes, casas medievais de pedra, vinícolas, e as cidades listadas a seguir.

siena bate volta florenca
Um dos cartões postais de Siena: a Torre del Mangia

Confira o Roteiro de 1 Dia em Siena e O que Fazer em Montepulciano aqui no Mulher Casada Viaja

MONTEPULCIANO – Esta foi a primeira cidade pequena da Toscana (de uma porta a outra, tem apenas 1 km) que visitei, saindo de Siena. Se você vai desde Florença, a viagem é mais longa, são 110km, e de transporte público levará pouco mais de 2 horas. Achei a cidade bem mais tranquila que as demais (=menos turistas), e tem edifícios e vistas lindas.

Montepulciano porta al prato
Uma das entgradas para o centro histórico de Montepulciano

PIENZA – Pienza é daquelas cidades bem turísticas, enfeitadas com flores nas janelas, com lojinhas de souvenirs e cafés e restaurantes aconchegantes. Fica a 117 km de Florença e de transporte público também será necessário trem+ônibus, o que consumirá quase 3 horas.

Pienza Toscana
uma das ruas fofas de Pienza

Importante: Não se esqueça de que para viajar pela Europa precisará obrigatoriamente de um seguro viagem. Faça sua cotação com a Mondial Allianz através deste link, pois a parceria que temos oferece desconto aos leitores. O cupom de desconto muda com certa frequência, então é atualizado no post Receita de Viagem – aproveite as dicas de planejamento!

SAN QUIRICO D’ORCIA – Não sei se já te convenci a fazer Siena como base para a Toscana, mas veja só, outra cidade distante 120 km de Florença, mais de 2 horas de transporte público (47km de Siena, 1h20 de transporte público). Eu adorei San Quirico d’Orcia, porque assim como Colle di Val d’Elsa a achei bastante autêntica, sem maquiagem para turistas. 

San Quirino d'Orcia Toscana
jovempratica sbadieratori, espécie de esporte e performance típica local

Informações de o que fazer em Pienza e San Quirino d’Orcia podem ser encontradas em San Quirico d’Orcia e Pienza: Toscaninhas do Vale d’Orcia 

MONTALCINO – Montalcino foi o sonho toscano realizado. Cheguei numa manhã linda, o vale todo coberto por nuvens, a cidade ainda quase vazia. E nos hospedamos num agriturismo, um tipo de B&B muito comum na região, geralmenet em uma fazenda produtora de vinho. Montalcino é muito visitada por apreciadores de vinho, por causa do famoso Brunello, mas a cidade vale o passeio por si só. Acho meio complicado fazer bate-volta até lá a partir de Florença, pois são mais de 3 horas de transporte público e 2 horas de carro (117 km). A partir de Siena cai para 43 km e 1h30 de trem+ônibus. Confira mais abaixo o box com sugestões de excursões saindo e Siena e Florença.

toscana montalcino
Montalcino, acima das nuvens

COLLE DI VAL D’ELSA – Esta cidade foi uma surpresa boa do roteiro, porque não é muito conhecida e tive a impressão de estar cercada por moradores, em vez de turistas. A partir de Siena se chega em 40 min de trem ou carro e de Florena em 1 hora ou 1h40 de transporte público.

Veja como foi minha visita a Colle di Val d’Elsa em
Boa Parada entre Florença e Siena

Colle di Val d'Elsa atrações
Muralha em Colle di Val d’Elsa

SAN GIMIGNANO – conhecida como a Manhattan medieval, por causa de suas altas torres, é das cidades mais conhecidas da Toscana. Tem muitas lojas de souvenirs, mas procure as mais originais, de louças pintadas. Quando estive lá, parecia Manhattan, mesmo: entupida de gente! A partir de Florença são 62 km e chega-se em 1h30 (trem+ônibus). É dos poucos bate-voltas que não fazem diferença em termos de distância, seja de Siena ou Florença.

Toscana San Gimignano
San Gimignano

CORTONA – Não consegui chegar a Cortona por falta de tempo, mas é a cidade onde a escritora americana se estabeleceu e rendeu o livro/filme Sob o Sol de Toscana. São 2h10 a partir de Siena em trem+ônibus ou apenas 1h de carro. A partir de Florença são 120km, vencidos em 1h40 (trem+ônibus).

Excursões com guia saindo de Florença e Siena

Se preferir se juntar a um grupo com guia local, há várias excursões partindo de Florença ou Siena, comercializadas pelo site Get Your Guide, com quem o Mulher Casada Viaja tem parceria. Confira algumas delas:
Excursão Guiada em San Gimignano, Siena e Chianti
passeio de Fiat 500 vintage, com café da manhã
excursão a Pisa com guia, com entrada para a Torre e Catedral
excursão a Assis e Cortona, saindo de Florença
excursão a Cortona e Montepulciano, saindo de Florença
degustação de vinho em Montalcino, saindo de Siena
degustação de vinho em Montalcino, Pienza e Montepulciano, saindo de Florença
Vale de Orcia-Excursão de Degustação de Queijos e Vinhos

Bate-voltas a partir de Florença, a Oeste

PISA – Apenas 1 hora de trem ou carro separa Florença de Pisa, o que a torna uma ótima opção de bate-volta. Você pode comprar os bilhetes antecipadamente pela Trenitalia ou no momento do embarque na Estação SM Novella. Quando fui, estava de excursão e fiz apenas o básico, a foto segurando a Torre passeei pela Piazza dei Miracoli, onde ficam a Catedral, a torre inclinada e o Battistero. 

Pisa, claro

LUCCA – Se você aproveitar o mesmo dia da visita a Pisa, em 30 minutos de trem regional chegará à estação Lucca.

Como fui há muito tempo, não escrevi sobre Pisa e Lucca, mas a Analuiza do blog Espiando pelo Mundo fez bate-voltas a partir de Florença, confira nos links acima

Bate-voltas a partir de Florença, ao Norte

BOLONHA – Localizada na região vizinha, Emilia Romagna, Bolonha é uma cidade grande, universitária, e acredito ser uma boa base para conhecer cidades mais ao norte, como Módena, Parma, Ravena, mas se você estiver com tempo restrito, o trem rápido te levará em 35 minutos a partir de Florença. 

A Marcela do Diário  de um Navegador escreveu
O que Fazer em Bolonha, confira suas dicas

Bolonha em foto de Cristina Lama, Pixabay

Há muitas outras opções de cidades para visitar na Toscana, mas acredito ter coberto as principais, seja para bate-voltas a partir de Florença ou Siena, seja para esticar a viagem, como eu prefiro fazer, nem que leve ‘vida de cigano’, como reclama meu marido, ficando uma ou duas noites em cada cidade.

Confira as sugestões já publicadas aqui no Mulher Casada Viaja
de bate-voltas a partir de outras cidades: 
Salzburgo
Santiago do Chile 
Nova Iorque
Milão
Paris
Munique

Gostou das dicas? Se tiver alguma pergunta, deixe nos comentários que terei prazer em ajudar.

Não se esqueça de planejar sua viagem com nossos parceiros. Dá pra reservar hotel com o Booking.com, contratar seguro viagem, reservar carro, comprar tours e passeios, chip internacional, enfim, só faltou a passagem aéra! Você só tem vantagens e ainda ajuda a manter o blog no ar.

Que a Toscana te seja leve, como os melhores sonhos. Beijinhos

Curitiba recebe Blogueiros de Viagem

No último feriado prolongado de Finados, Curitiba recebeu mais de 100 blogueiros de viagem no maior encontro nacional do gênero, promovido pela Rede Brasileira dos Blogueiros de Viagem, do qual o Mulher Casada Viaja faz parte. Compartilho aqui um resumo destes dias, para você espiar como é quando blogueiros se reúnem e de quebra receber dicas de Curitiba. Sim, pode se vestir do espírito Big Brother, a casa é sua! 

ERBBV 2018 curitiba
parte da turma após a útlima palestra, em foto da Renata Cattelan.
Onde está Wally? quer dizer, Marcia?

Curitiba me conquistou logo de cara, com suas muitas araucárias enfeitando o horizonte, casinhas de madeira na periferia, ruas arborizadas, sistema de transporte público modelo, parques lindos onde antes havia cicatrizes cravadas por antigas pedreiras. Nesta nova visita à cidade, conheci um pouco de sua origem e entendi melhor seus edifícios e pontos turísticos, mas estar lá com uma turma que fala a mesma língua, curte viajar, e leva a blogagem como profissão foi um bônus incrível.

Já na primeira noite em Curitiba, 31 de outubro, alguns blogueiros foram recebidos pela Carol Moreno no tour que ela organiza há 3 anos, o Tour Comida de Boteco, sobre o qual eu falo mais no post Curitiba: o que fazer à noite –  7 bares legais, uma oportunidade para conhecer gente e se integrar. Não poderia ter proposta melhor para quebrar o gelo.

Depois deste start regado a comidinhas, bebidas e bate-papos, o grupo de blogueiros cresceu e se reuniu na manhã seguinte na Torre Panorâmica, recebidos por ninguém menos que o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que nos apresentou o plano diretor da cidade e falou um pouco, mas com propriedade, sobre a historia e os pontos turísticos da capital paranaense, além de destacar a importância do turismo para o desenvolvimento das cidades – e a importância dos blogueiros para o turismo, claro! Brindamos a ocasião com Gengibirra, água gaseificada à base de gengibre, típica da região.

painel do artista local Poty  Lazzarotto, contanto a historia de Curitiba e da telefonia

A Torre Panorâmica é uma boa opção para entender a cidade: a vista 360 graus no alto de 109 metros e painés explicativos situam o turista no espaço, e o painel de Lazzarotto conta a historia de Curitiba. No térreo há uma pequena exposição de telefones. A entrada custa $5 e funciona de terça a Domingo das 10h às 19h.

Neste dia o almoço foi livre, mas muita gente rumou para um dos bares mais famosos de Curitiba, o Bar do Alemão, que fica no centro histórico, pertinho do Largo da Ordem. 

Então o grupo de blogueiros seguiu para a Praça Tiradentes, ponto inicial da Linha Turismo, ônibus estilo hop on-hop off que passa por 25 pontos turísticos de Curitiba e permite desembarque e reembarque 4 vezes pelo valor de $45. O turista pode escolher onde quer descer, mas como estávamos em grupo, descemos no Jardim Botânico, na Unilivre e no Parque Tanguá. Opera de terça a domingo, mas em feriados nacionais e durante férias escolares funciona também às segundas-feiras. O bilhete pode ser comprado em qualquer ponto de embarque, nos ônibus, mas apenas dinheiro é aceito.

curitiba city tour
O double decker no parque Tanguá

Detalhes e dicas sobre os pontos turísticos mencionados neste post podem ser encontrados em Curitiba: Roteiro de 3 dias, que ainda não tinha ido ao ar quando publiquei este post, mas o link acima te leva à página-índice do Paraná, onde encontrará muitas dicas de Curitiba

Enquanto estávamos no city tour, nem todo mundo havia chegado a Curitiba, ainda, e alguns blogueiros tinham se inscrito no Tour Curitidoce, a versão formiga do Comida de Boteco. Quem fez e dá as dicas é a Aline do blog Latitude Infinita, em Curitidoce Tour de Doces por Curitiba.

Depois do city tour de ônibus, tivemos pouco tempo para deslocamento e banho antes do cocktail que oficializava a abertura do evento, no maior Hard Rock Cafe da América Latina. Lá foram apresentados os patrocinadores do evento: TripAdvisor, que depois anunciou a transformação do site em rede social – aliás, siga o Mulher Casada Viaja lá também – a Seguros Promo, Viajanet, EasySim4U e Booking.com, em parceria com a Curitiba Turismo e Curitiba Convention & Visitors Bureau.

A fachada do Hard Rock, em foto de André Morato do Blog Meu Destino

O segundo dia oficial, 2 de novembro, começou na Rodoferroviária de Curitiba, onde nos encontramos para um dos passeios mais populares, a viagem pela Serra da Graciosa até o município de Morretes. Descemos a serra em um microônibus, mas infelizmente o tempo estava bem fechado e só vimos neblina no mirante.

Em Morretes provamos o prato típico local, o barreado, no restaurante Madalozo, e o ritmo lento e calmo a cidade foi um prenúncio do passeio de trem que faríamos a seguir, serra acima a 35 km/h, em 4 horas ocupadas por paisagens como cachoeiras, mata atlântica, túneis e pontes e antigas construções ao longo da linha férrea.

Curitiba Morretes ERBBV
Nesta você não vai me encontrar, fui eu que fiz a foto em frente ao Madalozo

Há vários tipos de pacotes e classes de trem, com valores começando em $119 e programas especiais como o Beer Train e o Jantar a bordo no Expresso Classique. Confira no site da Serra Verde Express.

Keila (Turistando pelo Paraná), Klécia (Fui Ser Viajante) Andrea (Top 5 Tour), eu, Juliana (Turistando.in), Luciana (Let’s Fly Away) e Jair (Viagens e Caminhos)

À noite, os blogueiros se reuniram para um happy hour exclusivo no Gards Rooftop, um bar bem legal na cobertura do shopping Patio Batel, pode ir que você vai gostar!

Mas não é só de passeios que viveram os blogueiros no ERBBV, não! O dia 3/11 foi reservado inteirinho para palestras e painéis de discussão, no Mercado Municipal de Curitiba. Na hora do almoço, fiquei surpresa com a quantidade de curitibanos ocupando a grande praça de alimentação do mercado. Típico aqui: carne de tigre (explico mais abaixo) e pastel de pinhão. Olha eu cansada, depois de um dia todo de palestras:

Para relaxar, à noite fomos recebidos num dos lugares mais lindos de Curitiba, a Ópera de Arame, um teatro com capacidade para 1.572 espectadores construído no Parque das Pedras. Um tour privado contou a historia do teatro e depois foi oferecido um jantar inesquecível no Ópera Arte, um espaço de eventos localizado no andar inferior da Ópera de Arame, no nível do lago. 

Foi uma noite para rememorar! Boa comida, open bar, lugar especial, gente feliz, tudo embalado pelo projeto Vale da Música, em que músicos se apresentam em um palco flutuante, uma escultura de luz e som no lago.

Klecia (Fui ser Viajante), Murilo (Volto Logo), eu, Gisele (Destinos por onde Andei) e Rozembergue (Mochilão Barato)

A programação oficial da manhã de domingo era conhecer a Arena da Baixada, o estádio do Atlético Paranaense, mas eu prometi a mim mesma que só faria este tour se fosse para chutar canelas jogar futebol – imagine como seria dolorido divertido!. Como os organizadores disseram que isso não ia rolar, escolhi outro programa, mas parece que foi bem legal, segundo o relato do Miranda e da Carol do blog Vamos por Aí, confira: Como Visitar a Arena da Baixada em Curitiba.

Em vez do estádio, preferi passear no bosque – o bosque Papa João Paulo II, um parque pequeno, mas como todos os outros de Curitiba muito lindo e bem mantido, onde 7 casas autênticas de imigrantes, construídas por volta de 1878, foram remontadas. O sistema de construção impressiona: apenas encaixes, nada de pregos e muito menos parafusos.   

Mas na verdade, escolhi este parque dentre tantos de Curitiba porque ele é vizinho do Museu Oscar Niemeyer, uma obra marcante na paisagem da Cidade, daqueles museus que você não define se gosta mais do acervo ou da arquitetura. Funciona de terça a Domingo, das 10h às 18h, e os ingressos custam $20.

De volta ao centro histórico, ainda tivemos tempo de passear pela feira do Largo da Ordem, a Feirinha do Largo, que acontece aos domingos, das 9h às 14h, um lugar legal para ver artesanato e comprar lembrancinhas, e até para comer em uma das muitas barraquinhas.

o cavalo babão e a Feira, no Largo da Ordem

Almoçamos ali perto, no restaurante Oriente Árabe, antes de mais uma rodada de palestras, desta vez no Espaço Cultural Santa Maria, uma antiga capela escolar transformada em espaço de eventos.

 A antiga capela transformada em espaço de eventos.
Foto de Rozembergue, do blog Mochilão Barato

O jantar de encerramento do ERBBV 2018 não poderia ter sido mais animado: além da comida saborosa, o restaurante O Jardineiro nos recebeu com uma banda de repertório super animado que fez os blogueiros improvisarem uma pista de dança, um encerramento adequado para dias cheios de atividades, novas amizades e aprendizado.

Na segunda-feira pela manhã, eu ainda estava pela cidade, e me inscrevi no Curitiba Free Walking  pelo centro Histórico de Curitiba, oferecido pelo Instituto Municipal do Turismo e capitaneado pelo guia e historiador Alexander Roger. O tour acontece aos sábados às 11h e os guias voluntários (o serviço é gratuito, mas espera-se gorjeta ao final, como é de praxe nestes tours) encontram os turistas perto do prédio histórico da UFPR, na Praça Santos de Andrade. Recomendo, você verá Curitiba com outros olhos.

o pequeno grupo que fez o Walking tour

Ao mesmo tempo, alguns blogueiros se inscreveram no Kuritibike e visitaram pontos como o MON, o Bosque do Papa, a Ópera de Arame e o parque Tanguá. 

Mas eu ainda não tinha provado um prato típico local, a carne de onça, então tomamos um Uber até o restaurante Mercearia Fantinato. Leo preparou o prato na nossa frente, e explicou que foi convidado a fazer o mesmo na Oktoberfest de Munique, em 2017. A carne é patinho, bovina, e talvez por isso leve o nome de carne de onça (que onça come), mas nosso anfitrião gastronômico explicou que deve ser mesmo pelo bafo de onça deixado após prová-lo! O restaurante tem um ambiente de mercearia e fica na Rua Mateus Leme, 2555.

Só o blog pra me fazer provar carne CRUA!

Quem tinha o dia todo disponível se organizou e visitou o Parque Histórico de Carambeí e o Centro Cultural Castrolanda.

Mas afinal, o que estes blogueiros fizeram enquanto turistavam por Curitiba? Bem, blogueiro tira bastante fotos, mas isso muita gente faz. Ou não…

Morretes trem blogueiros

Ah, blogueiro só começa a comer depois de fotografar a comida e o cardápio, não importa a fome.

Blogueiro de viagem traz na mala um monte de panfletos, revistas e mapas, porque o leitor pode perguntar alguma coisa que não está no post, e este material é um bom apoio nestas horas.

Falamos de viagem durante o ERBBV? sim, mas muito menos do que eu antecipei. Acho que conhecer as pessoas – muitas das quais só conhecíamos virtualmente – trocar experiências técnicas e profissionais foram a grande temática nas rodas de conversa.

Meu modo de viajar mudou completamente desde que escrevo o blog. Temos que equilibrar turistar como turista e ao mesmo tempo trabalhar. Dar atenção à família (e no caso de Curitiba, aos colegas blogueiros), mas pensar no leitor, no seguidor das redes sociais. Fazemos muitas coisas que não faríamos se fôssemos apenas turistas. Eu, por exemplo, jamais teria comido carne de tigre (prato local que consiste em carne bovina crua temperada) não fosse pelo blog. Quem sabe a Globo não me contrata um dia para comer gafanhotos na Ásia? Mas por enquanto estou aqui, determinada a continuar levando a você as melhores dicas para que sua viagem seja algo muito próximo do perfeito e completamente inesquecível. Esta Curitiba foi assim pra mim. Obrigada aos organizadores do evento, estão de parabéns. E que venha repeteco em 2019!

Roadtrip entre Anchorage e Seward: a melhor do Alasca

Saiba o que esperar da roadtrip entre Anchorage e Seward, na minha opinião a melhor do Alasca, e quais os principais pontos de parada, para você não perder nada desta viagem que não se faz todo dia.Alasca Seward Anchorage

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8 Destinos de Sonho de Viagem – para Realizar!

Este mês o tema da Blogagem Coletiva do grupo 8on8 é ‘viagem dos sonhos’, e escolhi compartilhar 8 Destinos de Sonho, para inspirar sua viagem e porque acredito que todo sonho mereça ser realizado. Tem muito lugar legal na lista, entre e sinta-se em casa pra tomar meus sonhos emprestados, já fiz muito isso em se tratando de viagens.

melhores destinos sonho

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Curitiba: o que fazer à noite – 7 bares legais

A capital do Paraná pode ser conhecida como a cidade verde do Brasil, com muitos parques, ou seja, atividades diurnas, mas aqui você vai descobrir o que fazer à noite em Curitiba, uma selação de bares e restaurantes e espaços para eventos, testados por mim.

curitiba noite restaurantes bares
um dos divertidos painéis no Garden HamBargueria: “Desculpe-me pelo que eu disse quando estava com fome”

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Fortaleza de Salzburgo: a melhor vis(i)ta da cidade

A Fortaleza de Salzburgo, ou Festung Hozensalzburg, domina a paisagem da cidade, sendo avistada de qualquer ponto. Neste post falo como chegar, onde comprar o ingresso, o que ver duante a visita pelo complexo de museus nesta que é uma das principais atrações turísticas da bela Salzburgo, Áustria.

Salzburgo fortaleza o que fazer
A fortaleza vista da Kapitelplatz. Foto de Breitegger Günter

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Colmar, a queridinha da Alsácia

Alsácia é uma região francesa caracterizada por influência alemã, bons vinhos, cidades medievais bem preservadas, e Colmar é uma das cidades queridinhas desta Rota do Vinho cheia de charme.

Colmar Alsácia França
La Petite Venise ao anoitecer

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