Santiago: bate-voltas mais populares

Este é o terceiro post da série que relata nossos 5 dias na capital do Chile e aqui você vai encontrar 2 sugestões de passeios para fazer fora da cidade de Santiago: um bate-volta até Portillo e uma paradinha para conhecer uma vinícola. Além disso, links para outros bate-voltas populares, como Viña del Mar e Valparaiso e Cajon del Maipo. Então cola aqui e preste atenção no que a tia Marcia tem pra te contar.

Primeiramente, explico que esta era minha primeira vez em Santiago, então preferi ficar mais pela cidade do que fazer bate-voltas, mas se você tem mais tempo do que nós tivemos ou se priorizar passeios fora da cidade, há várias opções. Como não fiz todos, deixarei links para posts de blogs amigos que tiveram esta experiência, assim não deixo meus queridos leitores na mão. Mas primeiro vamos falar do que eu fiz: Portillo e Vinícola San Esteban.

Bate-volta a Portillo

o Lago del Inca em Portillo

Portillo é um resort de esqui localizado a 150 km de Santiago e o visitamos em pleno verão, o que tem seus prós e contras. No verão fica vazio e tranquilo e éramos os únicos por lá 🤗, além de que o azul do céu se reflete na água do lago do Inca e as fotos ficam lindas. No inverno, parece que o acesso é permitido apenas para hóspedes do hotel 😒. As montanhas dos Andes ficam nevadas, fica tudo branquinho, mas o lago perde o intenso azul. Mas você pode brincar na neve ou praticar esportes de inverno.

Outra vantagem de ir a Portillo no verão e não a outro resort é que você percorre uma das estradas mais sinuosas do mundo, a Caracoles, com 28 curvas em U. Gostou?

Carácoles, que estrada!

Conto em detalhes o passeio que fizemos até lá nos post Bate-volta de Santiago do Chile: Portillo e Caracoles, então é só clicar no link e ler para entender melhor o que é esse lugar.

Bate-volta à vinícola San Esteban, no Vale do AconcáguaConfesso: prefiro visitar uma cervejaria do que uma vinícola, mas não me programei para conhecer nenhuma em especial nesta viagem a Santiago por outro motivo: falta de tempo. Mas o Tomaz da empresa 2govan, que nos levou até Portillo, fez uma paradinha na Viña San Esteban, uma das maiores produtoras chilenas, situada no vale do Aconcágua.

É um bate-volta interessante e contemplativo, pois passamos por quilômetros e quilômetros de estradas ladeadas por vinhedos, contrapondo à aridez de terras não cultivadas e mais adiante dos Andes. Para chegar lá, lembro que passamos por apenas um pedágio, que aceita dinheiro, e o caminho eu já deixei pra você, caso queira ir por conta própria:

Eu, particularmente, achei a visita rápida, talvez porque tenha sido minha primeira vez numa vinícola, e tudo fosse novidade. Uma complicação foi o fato de o tour ter sido em espanhol, língua que nunca estudei e consigo entender com algum esforço, mas numa situação de aprendizado como era esta, acredito que muito se perdeu no caminho. Mas eles também têm tours em Inglês.

Logo na entrada temos alguns dos tipos de uvas cultivados na San Esteban, depois passamos por uma plantação e entramos no galpão onde são armazenados os barris de carvalho.

San Esteban Santiago

A monitora frisa que estamos visitando uma vinícola em funcionamento, não para turista ver, então tinha vinho escapando da mangueira que levava aos enormes tonéis, detritos separados dos bagos de uva, que são usados para produzir adubo, empilhadeiras circulando, enfim, é tudo muito real, o que me agrada. Ela responde a nossas perguntas e pelo menos no dia em que fomos não senti que era um texto decorado, mas sim a apresentação das etapas de produção de quem realmente trabalha no ramo – e parece se orguhar disso.

No melhor estilo Disney, na saída fomos encaminhados à lojinha que fica na frente da propriedade e lá provamos alguns rótulos e escolhemos o que levar para casa.

A Carménere tem as folhas avermelhadas no outono antes das demais espécies

Sei nada sobre vinhos, mas conhecia uma historia no mínimo cativante: a uva Carménere é originária da região de Bordeaux, na França, mas uma praga a destruiu no século 19 e ela foi considerada extinta. Em 1994 um especialista francês foi contratado para resolver um problema com as Merlot no Chile e descobriu que o único problema da Merlot é que ela não era Merlot, e sim Carménere, cujas primeiras mudas foram trazidas antes de a praga atacá-las na Europa e graças à geografia e clima chileno ficou imune à devastadora doença. Aliás, o Chile é extremamente cuidadoso quanto a pragas e nenhum alimento in natura pode passar com turistas pelas fronteiras. Das duas vezes em que cruzei Argentina-Chile de carro, tive que jogar fora frutas que trazia comigo.

Um brinde à Carmenere!

Para fazer este bate-volta ou qualquer outro por conta própria, você vai precisar alugar um carro. O blog Mulher Casada Viaja tem parceria com empresas idôneas e que testamos em nossas viagens, ficando tranquilos para sugerir para vocês, assim como todas as dicas que escrevo aqui desde 2014. Parcerias com empresas como a Mondial Assistance (seguro viagem), o Booking.com (reserva de hospedagem) e a Rentalcars.com, além de indicar serviços de qualidade, nos ajudam a pagar despesas com a manutenção do site. Então se você gostou do blog, faça um orçamento com estes nossos parceiros e, se as condições forem favoráveis, que tal comprar seu seguro viagem, reservar seu hotel e carro aqui? Você não pagará nem um centavo a mais e estará dando uma força. Mas tem que clicar os links acima. Brigadinha.

Ao final desse dia tão produtivo e de tantas paisagens e informações novas, tomamos um Uber (2.215, saindo do Centro) para jantar num pedaço da cidade charmoso e com vida noturna agitada, pertinho do Cerro Santa Lucia – ainda mais que era uma sexta-feira. Descemos na rua Pe. Luis de Valdivia, e os restaurantes já estavam lotados! Conseguimos uma mesa num italiano, o Los Toro y Compania e provamos vinho e massa. Sobre preços de refeições e passeios, confira o post Quanto custa uma Viagem a Santiago.  Depois do agradável jantar, vimos nas redondezas artistas de rua, muitos bares e restaurantes legais, então eu recomendo uma noite por ali. 

Voltamos a pé para o hotel (algo que jamais faria em SP à noite, na região central), afinal eram apenas 2 km. Na região do centro, perto da Plaza de Armas, apertamos o passo, mas tenho certeza que é costume de paulistano assustado. Em todo caso, repito aqui o que falei no primeiro post: há muitos batedores de carteira, principalmente no metrô, e cuidado com câmeras e celulares, foi o que um morador local me disse. Como em todo lugar, cuidado nunca é demais, mas também não é preciso deixar de curtir a cidade por causa do medo.

Não deixe de ler os posts com o roteiro dos demais dias passados em Santiago – e sobre outros destinos chilenos aqui.

Mais bate-voltas a partir de Santiago

Vinícolas perto de Santiago
Quem visitou algumas vinícolas e escreveu sobre a rota dos vinhos chilenos foi a Juliana do Turistando.in, passe lá se você tiver um caso de amor com a bebida de Dionísio.

Bate-volta a Valparaíso e Viña del Mar
A Camila do blog O Melhor Mês do Ano (ganha uma volta ao mundo quem adivinhou que é o mês de nossas merecidas férias!) vive atualmente no Chile e escreveu sobre Valparaíso e Viña del Mar com várias dicas legais. Confira clicando no link acima.

Bate-volta a Embalseel Yeso – Cajon del Maipo
Os coisosonthego escreveram muitas coisas sobre o Chile e neste post você encontra detalhes sobre o bate-volta a esta represa que cada vez mais recebe turistas.

Bate-volta a Vale Nevado
O casal apaixonado por culinária e viagem do Malas e Panelas este no Vale Nevado em pleno verão, confira o relato deles.

E você, já fez algum bate-volta que não citei no post? Tem alguma dica pra acrescentar? Deixe um oi nos comentários. No próximo post, detalho os dois últimos dias em Santiago, então não perca!

Nosso piquenique em Portillo

 

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14 comentários sobre “Santiago: bate-voltas mais populares

  1. Amanda Saviano 21 de setembro de 2017 / 11:29

    Uau, adorei as dicas! Já vivi em Santiago mas estou devendo vários desses passeios! Fiquei com muita vontade de conhecer Portillo!

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    • Marcia 21 de setembro de 2017 / 17:41

      A velha historia de ‘santo de casa não faz milagre’. Tem tanto de SP que não conheço ainda e turistas visitam um monte de lugares aonde nunca pisei!

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  2. Martina Carvalho 21 de setembro de 2017 / 11:40

    Adorei as dicas de bate-volta, mas confesso que fiquei encantada com o lago portillo e com a possibilidade de passar na vinícola!

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    • Marcia 21 de setembro de 2017 / 17:40

      Martina, teríamos sido boas companheiras de viagem, então! 😊

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  3. Ana Karina Haeser 21 de setembro de 2017 / 13:23

    Marcia, curtimos muito seu blog, seu estilo de viagem e parecido com o nosso! Pretendemos viajar para Santiago, Puerto Varas e Bariloche em marco proximo. Voce que conheceu bem aquela area e fez o cruce andino acha marco uma boa epoca para ir ao sul do Chile?????

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    • Marcia 21 de setembro de 2017 / 13:55

      Oi, Ana, tão bom quando a gente acha um blog que fala a mesma língua da gente, né?
      Em Santiago acho março um bom mês, não é muito quente, a temperatura é bem agradável e à noite estava fresquinho. Não tem a vantagem de fazer bate-voltas para estações de esqui e curtir neve, mas se este não é seu foco, não será um problema. O verão em Bariloche é legal para quem gosta de fazer trilhas, subir as montanhas e passar noites nos refúgios e é a época que os europeus e canadenses vão justamente para isso. Vi fotos de lá em outras épocas e posso dizer que Bariloche no início do inverno – final de junho – (quando você tem dias com neve e dias sem) é muito mais bonita, porque vc pega dias claros de céu azul para fazer os lagos e sobe as montanhas quando neva. Posso te dar uma sugestão pra março, que testei e aprovei? Santiago + Deserto do Atacama! Ainda não escrevi nem metade dos passeios no Atacama, mas que lugar maravilhoso! https://mulhercasadaviaja.com/destinos/americas/chile/atacama/. Ah, Sul do Chile é Puerto Natales, Punta Arenas, Parque Torres del Paine, e rola bem ir em março, mas já é mais frio. Fui em um janeiro pra lá e todo mundo ri que nossas fotos são as únicas em que as pessoas aparecem de camiseta. É muito vento frio, então janeiro é o melhor mês https://mulhercasadaviaja.com/destinos/americas/chile/torres-del-paine/
      Qualquer dúvida, pode voltar. Bom planejamento pra você!

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  4. Ruthia 21 de setembro de 2017 / 15:43

    Eu enjoo um pouco com as curvas, mas acho que fazia o esforço só para tirar uma foto dessas. Que maravilha desfrutar de Portillo sem uma multidão. Como é que não promovem um lugar desses no Verão?
    Valeu pelas dicas, tia Marcia.

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    • Marcia 21 de setembro de 2017 / 17:42

      Vale o enjoo, né, Ruthia. Acho que muita gente pensa que não vale a pena pela distância, sei lá, mas é uma boa parada também para quem vai a Mendonza, na Argentina. Abraços

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  5. Diego Cabraitz Arena 21 de setembro de 2017 / 19:54

    Nossa, quanta dica boa. Quando fui para Santiago só fui ao Vale Nevado (no verão) e a Concha y Toro e Viña del mar. Preciso votar e fazer esses outros passeios, de preferencia no inverno.

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  6. desbravandomadrid 22 de setembro de 2017 / 7:34

    Artigo muito interessante! Infelizmente ainda conheço muito pouco desse lado do mundo, mas quem sabe algum dia visito Santiago e posso fazer algum desses bate-voltas!

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  7. lucascn 22 de setembro de 2017 / 10:10

    Estamos sempre achando novos roteiros próximos a Santiago e também novas desculpas para voltar a capital chilena. Muito bom!

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  8. contramapa 22 de setembro de 2017 / 14:26

    Adorei o bate volta a San Esteban, sou grande apreciadora de vinhos! Quando for a Santiago, vou tentar não perder 😀

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  9. Família que viaja junto 22 de setembro de 2017 / 20:24

    Que legal, não conhecia essas opções no Chile. Muito curiosa Carácoles, que estrada interessante. Mas dá para ficar enjoado? Rs, foi a primeira coisa que pensei.
    Maravilhoso o piquenique em Portillo, parabéns pela viagem.

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  10. cwrgutierrez 26 de setembro de 2017 / 12:14

    Santiago tem muitas atrações bem legal perto de lá mesmo, eu fiz para as vinícolas e para o Vale Nevado esquiar.

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