Museu do Café na parada de Cruzeiro em Santos

As cabras é que sabem das coisas. Diz a lenda que um pastor etíope notou que seus bovídeos ficavam mais alegres e saltitantes depois de comer os grãos de um determinado arbusto. E assim começa a historia do café pelo mundo! Neste post conto sobre nossa visita ao Museu do Café, na cidade de Santos-SP.

Mesmo que você não seja do Estado de São Paulo, sua historia está entrelaçada com a cafeicultura: edifícios, ferrovias, modernização de portos, casarões na cidade e nas fazendas, o próprio teatro Muncipal de São Paulo, literatura, muito do desenvolvimento de São Paulo se deve à riqueza produzida nos cafezais espalhados pelo interior do estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. A cidade de Santos nasceu e desenvolveu-se graças à construção do porto de Santos, necessário para o escoamento da produção. O café mais que merecia um museu para contar sua trajetoria e o charmoso prédio da Rua XV de Novembro, construído em 1922 especialmente para abrigar a então Bolsa Oficial de Café, foi escolhido. Os pregões negociavam o valor das sacas de café e aconteceram até a décade de 1950, quando os negócios se transferiram para a capital de São Paulo. O lindo edifício passou por um período de abandono e degradação até que o governo do estado de SP o assumiu e iniciou o restauro.

A fachada do Museu

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Japan House made in Brazil, novo espaço cultural em São Paulo

Não sou muito de modismos. Enquanto as multidões correm para ver novidades da cidade de São Paulo, geralmente prefiro a vida rural da minha casa no interior, mas naquele fim de semana ficamos em SP e eu não quis ficar em casa chorando sentindo a ausência – ou a presença – de minha cachorrinha recém falecida em cada canto do apartamento. Sugeri então um passeio pela Av. Paulista, quando aproveitamos para visitar a Japan House, inaugurada um dia antes. Compartilho com você minhas impressões e dicas.

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Escultura, fachada lateral parte da fachada frontal

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Museu da Imigração em São Paulo. Porque somos todos nômades

Foi ali, na exposição permanente do Museu da Imigração, que encontrei mais um indício do porquê de gente como eu gostar tanto de viajar. Não é nenhuma novidade, mas é bom quando alguém explica o que já se sabe e você diz “ufa! tá vendo?” Está em nosso DNA: somos nômades. Criar raízes é algo muito mais recente e conveniente para a organização social.

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Viagens existenciais à parte, este post fala sobre minha visita ao recém restaurado Museu da Imigração em momento especial: a 20º Festa do Imigrante, evento em que o maior destaque são as barracas de alimentos de origens diversas. Afinal, estamos em São Paulo, centro da gastronomia nacional. O próprio panfleto recebido na entrada confirma isso: o espaço destinado à gastronomia toma 1/3 do espaço da programação. São 40 barracas com pratos típicos de países como Grécia, Moçambique, Lituânia, Peru, Bélgica, Inglaterra, Itália (claro, estamos no Brás, típico bairro de imigrantes italianos), Espanha, Índia, Chia, Rússia…

A fachada da antiga Hospedaria, hoje o museu
A fachada da antiga Hospedaria, hoje o museu

Mas eu não fui direto ao prato pote, não. Na última vez que fui à festa, o museu estava com a exibição fechada pois estavam renovando o espaço desde 2010 e agora, um ano depois de sua reabertura, fui conferir a mudança. Ficou muito legal, um espaço bonito, educativo, acolhedor e confortável.

Nas gavetas, cartas, registros, documentos do Museu
Nas gavetas, cartas, registros, documentos do Museu

Além dos objetos expostos no Museu, como malas, cadeiras de dentista, instrumentos médicos, muitas salas têm vídeos interativos e estações de vídeos contanto a história da formação do povo brasileiro. Para as crianças que estão aprendendo sobre a expansão territorial no Brasil colonial é uma forma interessante de rever o que está nos livros, em linguagem coloquial e imagens de vídeo.

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Imigração no Brasil

Uma das estações mais interessantes, na minha opinião, é a que exibe depoimentos de imigrantes sobre como foi a viagem de navio até o Brasil, o desembarque, a viagem de trem, a chegada à então Hospedaria do Imigrante e como foi o tratamento desses bravos japoneses, italianos, russos, espanhóis até que seguissem suas vidas em terra nova. As perspectivas eram diferentes da mesma forma que

No teto, uma carta de um imigrante enviando dinheiro ao irmão, para que viesse ao Brasil
No teto, uma carta de um imigrante enviando dinheiro ao irmão, para que viesse ao Brasil. Na tela, a história da ocupação do território nacional

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Uma estação interativa mostra três portos de origem: Itália, Japão e Alemanha e o percurso até chegarem a São Paulo. Nos depoimentos, histórias de gente que veio com a roupa do corpo, sem comida, sem dinheiro. Outros que carregavam até armários cheios de objetos de valor (russos). Pessoas que devem se lembrar muito pouco, afinal, eram crianças muito jovens quando seus pais os trouxeram para o Brasil. Escrevendo aqui, percebi como o museu poderia ter mais informações se houvesse um trabalho de pesquisa não só documental mas também de entrevistas. O museu ficou lindo, mas poderia ser mais completo.

esta é para passar o tempo: ache seu sobrenome em baixo relevo numa parede de 10 a 15 metros
esta é para passar o tempo: ache seu sobrenome em baixo relevo numa parede de 10 a 15 metros

No térreo do edifício tombado em 1982 pelo CONDEPHAAT fica um dormitório imenso, com beliches de metal e lençóis brancos, com cobertor e travesseiro sobre cada um. É onde funciona o abrigo noturno para moradores de rua. Talvez por isso as calçadas ao redor do Museu estejam tomadas por eles, um retrato triste da vida paulistana.

Terminada a exposição, era hora de comer e além das 40 barracas que nos esperavam, o histórico refeitório da hospedaria recebeu toalhas plásticas xadrez verdes e vermelhas para servir polenta mole, aquela que a nona fazia e cobria com molho ragu, antepasto de berinjela e o doce com gosto de infância, o sonho. Mas vamos às barracas!

Vai uma polenta
Vai uma polenta?

Fish and Chips ou salsichão alemão? Paella ou bacalhau ao forno? O bom é ir em turma e escolher um prato diferente para cada um, tendo a chance de fazer degustações. Sobremesa? Doce sírio ou pastel de Belém? Apfelstrudel ou waffle belga? Um belga de Bruges me atendeu, aliviado por poder falar Inglês, para me informar que os waffles haviAh, bebidas! Tomei um pisco sauer, minha bebida preferida, preparada por um chileno divertido.am acabado, para minha tristeza. O irmão é casado com uma brasileira e ele estava de férias no Brasil, inconformado com o calor de 27º de nosso inverno.

Ah, bebidas! Tomei um pisco sauer delicioso, minha bebida preferida, preparada por um chileno divertido.

Eba! Pisco suer!
Eba! Pisco suer!

Essa grande oferta de alimentos é bem-vinda, mas a desproporção entre o número de barracas e as poucas atividades culturais da Festa mostra o quanto o Governo do Estado de São Paulo deixa de investir em Cultura. Apenas uma contadora de Histórias apresentava duas sessões por dia sobre a origem do mundo sob a óptica de diferentes culturas. Duas oficinas de artesanato (pintura em ovos, dobradura em tecido) e dois workshops de dança (três na próxima semana) por dia. É pouco para uma Festa que poderia ser tão rica culturalmente e que recebe tanta gente.

Em maior número, as 10 apresentações de dança e canto que acontecem no palco central acabam sendo o grande atrativo. Na próxima semana, serão 15 grupos a se apresentar. Só assistimos às danças irlandesas e da Ilha da Madeira, mas grupos folclóricos lituanos, bolivianos, japoneses, árabes também subiram ou subirão ao palco, entre tantos outros. Confira a programação no site oficial do Museu.

Apresentação da Ilha da Madeira
Apresentação da Ilha da Madeira

Um galpão abriga uma feira de artesanato com itens tradicionais de alguns países. Eu, que adoro suvenires, não me empolguei muito com o que vi por lá.

artigos à venda na banca da Ucrânia
artigos à venda na banca da Ucrânia


Dica
: as mesas próximas às barracas de alimentos ficam sempre ocupadas. Do lado esquerdo do palco muitas ainda estavam vazias. Próximo ao refeitório as chances de encontrar uma mesa vazia também são grandes, pois o espaço lá é maior.

Não usei os banheiros do local, mas minha filha, sim. Ela disse que a iluminação é ruim e que o vaso não tinha assento. Mas estava limpo e tinha papel higiênico e sabão líquido. Essa menina vai longe! Logo vai abrir um blog para avaliar seus passeios (rsrsrs). Espero que tenha o gene do viajante, o DNA dos nômades e que se lance no mundo antes de criar raízes.

Práticas Rápidas

A Festa do Imigrante acontece todos os anos e 2015 teve sua 20º edição. Estive lá no primeiro dia do evento, 14 de junho. Dias 20 e 21 de junho trazem mais apresentações. Clique aqui para assistir ao teaser do evento. A festa começa às 10h e termina às 17h. É programa para o dia todo!

Horário de funcionamento do Museu
Terça a sábado, das 9h às 17h e Domingo, das 10h às 17h

IngressoIngresso e o "dinheirinho"

R$ 6,00 (inteira), que dá acesso às exposições permanentes e à Festa do Imigrante. Gratuito aos Sábados, exceto durante a Festa do Imigrante. Para os alimentos, você precisa trocar seu dinheiro real por dinheirinhos, como disse meu marido, brincar de banco imobiliário. Funcionários avulsos perto do palco aceitam apenas dinheiro (têm uma placa escrito Cashier, olha como estamos nos internacionalizando!), mas  no caixa central cartões são aceitos.

Preços (em reais)
– polenta: 10
– pastel de Belém e quindim: 6 a 7
– doce sírio: 1,50 a 2
– massa: 15
– paella: 28
– pisco sauer feito na hora: 15
– empanada: 6
– meia baguete com salsicha alemã: 12
– cerveja em lata: 5
– refrigerante: 4

Ali perto
Não há atrações nos arredores, mas se você for com crianças talvez queira fazer uma passeio de Maria Fumaça que fica ao lado do Museu. A paisagem não é das mais agradáveis e não sei como está a manutenção dos vagões agora. Quando minha filha tinha poucos anos (não lembro!), o passeio foi bem legal, mas há três anos o repetimos e achamos os vagões bem mal tratados. Informações sobre os passeios: (11) 2695-1151.

E você, já visitou algum museu de Imigração, como o Ellis Island em Nova Iorque? Deixe seus comentários.

Riviera de São Lourenço, Bertioga, SP

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Viajar: partir de um lugar com destino a outro; deslocar-se.
Seguindo essa definição, posso então escrever sobre um destino que não é exatamente uma viagem, pois vou pra lá com frequência: Riviera de Sao Lourenço, em Bertioga, porta do litoral norte de São Paulo. Trata-se de um condomínio de veraneio, com alamedas largas e parcialmente sombreadas por coqueiros simétricos e de resultado estético californiano. Segurança, limpeza e organização fazem da Riviera um pedacinho de um mundo… digamos… diferente ao qual estamos acostumados, vivendo em uma cidade caótica, poluída, insegura e suja como SP. Lula diria que é reduto da burguesia, mas quem é ele para dizer isso tendo um tríplex no Guarujá!

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Ciclovias, empréstimo de bikes, shopping center, supermercado com apologia à felicidade, quadras de tênis, equitação, esportes aquáticos e campo de golfe em desenvolvimento completam o prazer do seu verão caso você canse do marzão. Eu sempre preferi o relevo e as praias de São Sebastião, município vizinho, mas bastou começar a frequentar a Riviera para perceber que segurança e o sossego ficam acima de qualquer relevo ou cidade praiana mais descolada. E que tal chegar à praia e já encontrar cadeiras, mesinha e guarda sol montados e reservados para você? Ai, que delícia! Alguns edifícios levam carrinho de chopp até as areias, que tal? Na praia ninguém ouve música alta, todos recolhem o lixo, com raras exceções. E embora seja um reduto de endinheirados, à noite todo mundo anda de havaianas e shorts, muito à vontade. É, não foi difícil me render aos prazeres da Riviera…

Nem tudo é perfeito e algumas coisas me incomodam, embora não o suficiente para que eu não retorne. Afinal, não são questões exclusivas da Riviera, e sim presentes em nossa sociedade: 1. Fala sério! derrubar toda essa mata para construir um condomínio de 9 quilômetros quadrados para ser usado apenas nos finais de semana? Ok, por outro lado trouxe emprego pra muita gente da região, é responsável por 50% da arrecadação de impostos do município de Bertioga e o condomínio tem toda uma preocupação social e ambiental.  2.  a dependência de empregadas e babás. Seria uma ótima oportunidade para ficar com os filhos e ensiná-los o valor e o prazer de fazer sua própria refeição ou de arrumar sua própria cama. Mas ensinar requer saber e uma geração inteira de endinheirados prefere perder a privacidade em troca de serviços prestados, mesmo quando poderia abrir mão disso. Deixando a questão social e partindo para a afetiva: que bom ter tempo para curtir os filhos! Qual a necessidade de intermediários? E levar a babá uniformizada para a praia, porque assim todo mundo sabe que aquela pessoa não pertence à sua família. Aquela mesma que cuida de seus filhos e muitas vezes é quem os educa… 3. uma outra coisa: a grande maioria dos prestadores de serviço das lojas, edifícios e casas se locomove de bicicleta. Bem que podiam fazer um bicicletário para esse público, principalmente perto do shopping.

A Riviera começou a ser idealizada em 1979, pouco depois do asfaltamento do trecho que liga Guarujá a Boraceia. É interessante observar as casas construídas nos anos 1980 e as que são erguidas hoje. As primeiras tinham um ar praiano, descompromissado. As atuais chamam à atenção, seja pelo desenho, pelas cores, mas principalmente pelo tamanho. Prato cheio para qualquer sociólogo!

Fora do alto verão, a Riviera é uma calmaria só. Embora muitas pessoas tenham escolhido o condomínio para ser sua primeira casa, a maior parte só desce a serra nas férias e finais de semana.

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Entre o final de dezembro e de janeiro, o condomínio se transforma: tem muita, muita, muita gente, a ponto de o tal supermercado da felicidade funcionar 24 horas para tender a demanda. A Revista Veja SP há anos monta um espaço com shows (assisti Radio Taxi e Double You), cinema, teatro infantil, atividades lúdicas para as crianças, esportivas para os mais velhos. Este ano tivemos rinque de patinação no gelo (fiquei pensando em como conservar aquilo com um calorão que fez neste verão!) e brincadeiras do estilo parque de diversão. No shopping, tem pista de boliche e jogos eletrônicos.

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Show do Double You no Espaço Veja SP

A turma da paquera conta com uma casa noturna na “marginal”, avenida paralela à Rio-Santos, já fora da Riviera, e uma choperia, mas os luais que acontecem na praia também atraem alguns. Este ano, cedendo à moda foodie, tivemos espaço Food Truck também na Marginal, além de outro no Espaço Veja SP.

Curtindo com a filhota
Curtindo com a filhota

Mas a grande atração é mesmo a praia. E a Riviera é uma praia família. E tudo funciona muito bem quando há regras e elas são seguidas. Não é permitido jogo de bola entre as 9h e 17h e isso garante sossego e segurança (eu nunca vi uma partida de futebol sem palavrões ou sem alguma confusão), mas é claro que uma rodinha pra bater bola sempre rola e no módulo 6 sempre vejo uma rede de tênis armada. O tradicional frescobol na areia molhada é de praxe e permitido. Há diversas tendas de escolas de surfe espalhadas ao longo da praia e no canto leste há aluguel de jet ski e passeios de banana boat. Salva-vidas equipados com jet ski estão a postos em diversos pontos. Em janeiro é instalada uma antena para que o sinal dos celulares cheguem à praia também. Câmeras de segurança estão instaladas em alguns pontos da areia.

Não se trata de uma praia particular, embora haja um muro de pedras – chocante isso! – construído sobre a areia no início do condomínio, separando São Lourenço de Indaiá, a praia vizinha, pois havia projeto de construção de uma marina naquele ponto do condomínio. O acesso ao condomínio é vigiado, mas não controlado, então muita gente vem para passar o dia, embora ônibus e vans de excursão sejam proibidos. Talvez para desestimular a frequência de quem não é do condomínio, não há duchas ou banheiros ou bares/barracas como se vê em outras praias. Antes eu via isso como preconceito, mas hoje entendo que quem mantém a Riviera limpa, organizada e segura é quem contribui financeiramente pagando o condomínio e por isso não vai querer vê-lo transformado numa baldúria.

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Percebi muita gente de fora neste verão. Não vou ser hipócrita: o comportamento desses visitantes é diferente e eles preferem ficar em determinados pontos da praia, não se “misturando”, talvez por se sentirem mais à vontade. Adivinha se não me veio à cabeça Ultraje a Rigor: “Agora, nois vamo invadir sua praia!”. Duas meninas montaram uma caixa de som e se divertiam dançando ao som de pagode. Outros jogavam futebol nas areias em horário não permitido. Não, eles não eram da Riviera.

Após as 17h a maioria dos edifícios já retirou as tendas, cadeiras e guarda-sóis da areia e o visual da praia se transforma. Muitos jogam futebol, surfistas aproveitam as ondas e muitos correm ou caminham, enquanto outros passeiam de bicicleta.

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A Califórnia é aqui!

 

O Reveillon na Riviera
Sempre procuro fugir de multidões, então visitava a Riviera fora de feriados, mas nesta virada de 2014 para 2015 quis viver a experiência de pular as sete ondinas e assistir aos fogos com os pés na areia branca, fofa e fina. E apesar da multidão que cobria as areias, não me senti incomodada (e olhe que isso é bem fácil de acontecer, pois adoro um lugar isolado). As ruas não tinham mais espaço para estacionar e terrenos ainda sem construção tiveram suas calçadas tomadas por carros.

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Bronzeado + branco: tudo de bom!

O Restaurante Maremonti, a casa noturna Pucci e o Hotel Amarílis ofereceram festas e baladas no Reveillon. Muitos condomínios também organizaram festas e assim foi o meu. Um buffet e DJ foram contratados e os condôminos que optaram por participar desceram ao salão de festas. Às 23h30, todos começaram a se dirigir à praia para assistir à queima de fogos. Levei um susto quando vi a praia lotada, pois nem de dia costuma ser assim. Meia-noite, beijos e abraços, brindes, fogos, sete ondas, voltamos para a festa no condomínio.

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No dia seguinte estava curiosa para saber se a praia estaria suja. Impressionante! Claro que não fui logo cedo, mas à tarde a praia não tinha uma garrafa ou copo ou seja lá o que for. A maré trouxe algumas rosas brancas e encontramos também uma imagem de um santo católico. E só. Parabéns à manutenção!

Práticas Rápidas
Localização:
município de Bertioga, estado de São Paulo, Brasil

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Como Chegar
A cidade de Sao Paulo fica no planalto, então para descer ao litoral é preciso dirigir entre o que restou da bela Mata Atlântica. Como a Riviera fica próxima ao final da serra de Mogi das Cruzes (SP 098), esta é a melhor opção para muita gente. Pegue a saída para ela na Rod. Ayrton Senna da Silva (SP 070).  Outras preferem a Imigrantes ou a Anchieta. A Imigrantes (SP 160) é uma obra fantástica e na região da serra o percurso acontece quase todo em túneis. Se quiser uma vista e a experiência de dirigir em curvas (e cheirar fluido de freio), vá pela Anchieta (BR 050). Em ambos os casos, você continua na BR 101. Caso você já esteja no litoral, como em São Sebastião ou Santos, municípios vizinhos, use a Rio-Santos. (SP 055).

De ônibus, a viação Ultra leva de SP, no terminal Jabaquara, a Bertioga e de Bertioga à Riviera. A Pássaro Marrom parte da Rodoviária Tietê, em SP e do Aeroporto de Guarulhos. A Breda parte de Mogi das Cruzes.

Heliponto na praia de Indaiá, a 3 km da Riviera.

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Onde Ficar
Os valores dependem muito do imóvel e da localização. Um apartamento novo e bem mobiliado, com ar condicionado em todos os ambientes e área de lazer a uma quadra da praia fica em torno de R$ 1.200/diária, com espaço para 7 ou 8 pessoas.  Há também os villagios, pequenos condomínios de casas, com portaria, que ficam mais em conta, a partir de R$ 4.000 a semana para o mesmo número.

Não canso da vista de montanhas
Não canso da vista de montanhas, mesmo no litoral

Além da opção de alugar um imóvel diretamente com um proprietário ou através das imobiliárias locais, você pode se hospedar em imóveis desenvolvidos para este fim:
– Amarilis Flat Service ( móodulo 20) (13) 3316 8121
– Travel Inn Boulevard Riviera Flat. (módulo 6) (13) 3319 6000
– Sabel Residence Service (módulo. 30)
(13) 3316 1424
– Ilha da Madeira Resort (módulo 2) (13) 3316 5006

Como circular por lá
A maioria se locomove a pé, mas como o condomínio tem as dimensões de uma cidade pequena, carros e bicicletas são usados para distâncias maiores. Se você não tem sua magrela, cadastre-se e use uma dos vários pontos de empréstimo.
Há 5 linhas de ônibus circulares, com intervalos que variam de 16 a 1h25 minutos.

A ciclovia e pista de caminhada
A ciclovia e pista de caminhada

Compras
Nas areias você pode encontrar chapéus, saídas de praia, biquínis, bijus. Ambulantes oferecem piscininha inflável, bolas, pipas, DVDs piratas, redes, toalhas, tatoos e tererês.

Há carrinhos licenciados que vendem açaí, água de coco, sorvete, milho e Trailers que vendem pastel, porções e bebidas.

O shopping local tem 50 lojas: revistaria, livraria, lojas de surfe, artigos para casa, decoração, brinquedos, calçados, óculos de sol, bijus, eletrodomésticos, etc.

Na Marginal, há lojas de decoração e imobiliárias, além do supermercado.

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A entrada, na Rodovia Rio-Santos

O que Comer e Beber por lá
Sinto falta de uma oferta maior de restaurantes, do tipo que oferece peixinho fresco, sabe? Em vez disso, só há um restaurante italiano, que dizem ser bem carinho (por isso nunca fui) e outros dois dentro de hotéis (Funchal, no Resort Ilha da Madeira, no módulo 2 e o Areté, no Hotel Amarilis Flat, no módulo 30). O shopping tem pizzarias, hamburguerias, fast food, sorveterias… No verão 2014-2015, food truck no espaço Veja SP e na Marginal de Serviços.

Preços (alimentos na praia no verão 2015 – em reais)

milho debulhado na hora: 6
Água de coco: 7
Sorvete Kibom, Nestlé ou Rochinha (famoso no litoral Norte): de 5 a 8
Porcão de peixe frito: 60
Cerveja em lata: 5
Garrafinha de água: 5
Pastel de carne ou queijo: 8
Açaí completo (com frutas, leite em pó e leite condensado): 10 a 15

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O que Fazer

  • caminhar à beira-mar. Não há um calçadão, então faça isso durante o dia pois à noite não conseguirá ver nada porque só há iluminação dos prédios pé na areia. Se não quiser pisar na areia, em um nível um pouco acima do da areia há um passeio gramado com coqueiros muito prazeroso.
  • tomar aulas de surf
  • passear de caiaque no canto esquerdo da praia, onde o mar é calminho.
  • pegar trilha ou fazer um passeio de barco pelo Rio Itapanhaú, passando pelo manguezal, clique aqui.
  • alugar um barco ou uma lancha em Bertioga
  • levar as crianças para brincar no playground do shopping, ponto de encontro da garotada
  • se for em janeiro, visitar o Espaço Veja SP, brincar na pista de patinação, ambos em frente ao shopping. Em frente ao módulo 5, aulas de corrida, alongamento e pilates.
  • bater perna no shopping, que em janeiro funciona até 0h
  • curtir a balada da Pucci
  • conhecer a nova choperia SP-55 Bar.

Onde alugar imóveis para temporada

Há inúmeras imobiliárias na Riviera, mas você pode ser como eu e preferir fazer tudo por conta: use o Airbnb (expliquei sobre este site neste post e neste) e confira fotos, descrição do imóvel, preços, avaliação de quem já se hospedou, tudo muito mais prático do que usar o serviço de um corretor.

Visite o site oficial da Riviera.