Alemanha (Baviera), Áustria (Tirol) e França (Alsácia): planejamento e roteiro

Neste post você vai encontrar o roteiro e o planejamento da viagem de 14 dias a 3 países europeus: Alemanha, França e Áustria. Percorreremos as regiões da Baviera, onde ficam cidades de contos de fada na chamada Rota Romântica, e de Baden-Wurttemberg, cuja maior cidade é a capital automobilística alemã Stuttgart e onde fica a Floresta Negra, e alguns dos castelos mais lindos do país e talvez do mundo. Uma França à la chucrute nos espera na Alsácia, que é uma rota de vinhos e tem como cidades mais conhecidas as belas Colmar e Estrasburgo. Para fechar o roteiro e voltar a Munique, incluímos o castelo Neuschwanstein e o Linderhof, e uma bela esticada até Salzburgo e Hallstatt, na Áustria. É um roteiro estilo maratona, mas acredito que por serem cidades bem pequenas (nas menores, um rotiero a pé tem apenas 2 ou 3 quilômetros), conseguiremos cumprir com tranquilidade, principalmente porque não é alta temporada.

O Castelo Neuschwanstein visto da Marienbrucke

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15 Bate-Voltas e Viagens a partir de Paris

Sempre rola esta pergunta nas redes sociais: “vou a Paris e queria dicas de outras cidades próximas”, por isso deixo uma ajudinha aqui no blog com cidades e lugares para conhecer a partir da capital da França. Além disso, saiba o que considerar para decidir se e quais bate-voltas vale a pena fazer tendo como base Paris – e a reflexão serve para qualquer outra cidade.

Paris bate voltas
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Antes de falar sobre as cidades para conhecer a partir de Paris, preciso te falar uma coisa. Se você acompanha o blog, sabe que sou a favor do planejamento regional, desconsiderando as fronteiras; vou exemplificar que ficará mais fácil para você entender.
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Museu D’Orsay faz 30 anos. Sua historia como estação de trem e museu

Museus de Paris

Difícil acreditar que já passou pela cabeça dos franceses demolir a estação ferroviária que hoje é a linda casa do Museu D’Orsay. Um projeto de hotel chegou a ser apresentado nos anos 1970, mas o bom senso prevaleceu (infelizmente não aconteceu o mesmo com a Torre de Monte Parnasse, que destoa não apenas na arquitetura, mas principalmente na altura) e o edifício de linhas retas e modernas não saiu do papel. Em vez disso, decidiu-se restaurar a estação e adaptá-la a um museu para receber pinturas e esculturas do período artisticamente fértil de 1848 a 1914.

estação de trem Orsay Paris

A História do d’Orsay
Assim como a Torre Eiffel, construída em 1889 para a Exposição Universal, a estação de trem também foi construída para receber visitantes da Exposição de 1900 provenientes das linhas a sudoeste de Paris. O projeto ficou sob responsabilidade do arquiteto Victor Laloux. Se você já viajou de trem, deve ter reparado que as estações são cobertas, mas têm aberturas para que a fumaça das então locomotivas a vapor fosse expelida. Com a modernização dos trens e o fim dessas locomotivas foi possível conceber uma estação de teto envidraçado, sem aberturas, e com detalhes decorativos como as rosáceas do teto, que hoje servem como saída de ar condicionado. Além da estação, projetou-se um hotel de luxo cujo restaurante ainda pode ser visitado.

Museu impressionista Paris
Sala que pertencia ao Hotel anexo à estação ainda pode ser visitada

O século XX foi de rápidos avanços tecnológicos e a estação logo se tornou obsoleta, pois os trens estavam cada vez mais longos, e as plataformas da Estação Orsay curtas demais para recebê-los, servindo apenas para trens provenientes do interior, apenas 39 anos depois de sua inauguração.

A estação acabou tendo outros usos, como centro de recolhimento de prisioneiros e deportados após o final da Segunda Guerra Mundial.  espaço para tenda de circo e até estacionamento de veículos.

No início dos anos 70 tornou-se Monumento Histórico, ou seja, protegido, e seu uso passou a ser mais cultural, abrigando a tenda de circo da companhia de teatro Renaud/Barrault. Em 1978 é organizado o concurso de arquitetura e em 1986 o Presidente da República, François Mitterrand inaugura o Museu D’Orsay.

Entre 2009 e 2011, o Orsay passa por nova modernização envolvendo a cor das paredes, a distribuição e organização das obras e a iluminação. Em 2011, o Brasil é representado pelos irmãos Campana, que tiveram o privilégio de decorar o café do Museu. Eu ainda não conheci o novo café, mas pela foto ficou lindo, embora o relógio pareça ter perdido o destaque, que na minha opinião era o charme do café. Em 2013 as salas do térreo é que passaram por uma repaginada.

Café irmãos Campana
O café-de-lhorloge inaugurado em 2011

 

O café em 2009
O café em 2009, quando visitei

Hoje o D’Orsay recebe milhões de visitantes de todo o mundo. Nem que não fosse um museu, a beleza de sua arquitetura já valeria uma visita. Ah, esqueci de dizer que embora a estrutura seja toda em metal, as fachadas recebem pedras para não destoar da arquitetura dos vizinhos, como o Louvre, do outro lado do rio Sena.

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Vazio assim, só mesmo em feriado nacional

Museu D'Orsey
Agora te desafio a procurar nos relógios do Orsay algo diferente, que eu só notei quando carreguei as fotos para este post! dica: está nos algarismos romanos.

Museu D'Orsay

Sei que todo mundo que vai a Paris pela primeira vez e escolhe apenas um museu para visitar acaba elegendo o Louvre e isso é compreensível. Eu fiz questão de conhecer também o d’Orsay e ainda gosto mais dele do que dos outros museus que visitei em Paris e tenho certeza que sua arquitetura tem muito a ver com isso.

 

 

Paris: Guia Prático de Viagem com ideias de bate-voltas

mapa de Paris

“Nós sempre teremos Paris”. Que bom, Hunfrey Bogart! Paris perdeu para Londres o posto de cidade mais visitada do mundo, mas continua a encantar. E cada visita à cidade-luz exige uma nova pesquisa e rende novas descobertas: “Nossa, esta escultura esteve aqui o tempo todo… eu nunca tinha reparado!”. Pobre escultura, ou seja lá o que tiver passado despercebido em sua primeira visita a Paris, afinal não é fácil ser coadjuvante numa cidade com tanta suntuosidade como ela. Quando os monumentos principais emitem menor atração sobre o viajante não-estreante, é hora de voltar-se para outras descobertas!…

…  isso foi o que pensei, mas ao chegar lá não resisti e refiz o roteiro básico pela terceira vez: subir na Torre, navegar pelo Sena, visitar o Louvre…

Mas no planejamento descobri sites que mapeiam de banheiros públicos e wi-fi gratuito a cafezinho por um euro, por exemplo. Tem dicas novas de aluguel de carro em Paris e organizei neste post um guia prático para você começar a planejar SUA VIAGEM à capital francesa. Paris guia

Localização
Paris é a capital da França e fica na Região Ile de France (existem outras 25 no país).

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Visto
Não é necessário visto para entrar na França, mas aguente a “dedetização” no avião antes de sair de solo brasileiro. Caso seu voo não seja direto e tenha conexão em outro país da Comunidade Europeia, seu passaporte será carimbado nesse país.

Seguro Viagem
Para visitar os países europeus assinantes do Tratado de Schengen – e a França é um deles – é obrigatória a contratação de um seguro de viagem com cobertura mínima de trinta mil euros. O blog também te ajuda com o seguro viagem, que cobre desde problemas de saúde a extravio de bagagem. Temos parceria com a Mondial Assistance, que oferece 15% de desconto para os leitores do Mulher Casada Viaja. É só clicar aqui e fazer seu orçamento para uma viagem tranquila e segura. O código para fazer valer o desconto é atualizado nesta página do blog.

Língua
Francês, mas nas regiões turísticas o Inglês é bem compreendido. Vale a velha dica de soltar um bom jour antes de falar Inglês e sempre agradecer com um mercy. Um sorriso no rosto sempre abre portas.

Hospedagem
Quanto mais central a localização, mais caro será o hotel, mas vale a pena o esforço bancário e ficar em um dos bairros (do número 1 ao 10) onde estão as principais atrações e a partir de onde você pode caminhar. Atenção se for de pacote: verifique se sua agência escolheu um hotel nos subúrbios, onde você não terá o clima de Paris e ainda precisará fazer viagens, perdendo tempo. Um casal de amigos visitou Paris pela segunda vez, ficando em um hotel fora do centro histórico. Disseram que se tivesse sido a primeira vez teriam odiado Paris. Taí a importância da localização.

Pesquise seu hotel pelo site Booking.com, o mesmo que utilizo para fazer as minhas viagens. Leia as avaliações de hóspedes, veja as fotos do quarto e do hotel, a localização e faça sua reserva clicando aqui.

Difícil sugerir em que região ficar sem impor nosso gosto pessoal (eu adoro o Quartier Latin!), mas você pode escolher de acordo com suas preferências: gosta de luxo e elegância?  Fique perto da Champs Elysees. Prefere estar perto dos estudantes?  Fique ao redor do Jardim de Luxemburgo e da Sorbone, no Quartier Latin. Quer badalar?  Marais. Interesses gastronômicos?  Madeleine e Opera.
Paris bairros
Permanência
Se for a primeira vez, ao menos 5 dias, 6 noites, pois assim consegue fazer bate-volta a Versailles ou a Giverny (link no final deste post). Se tiver apenas 2 dias, é melhor do que não ir, claro – e não dê bola para os comentários: “Ah, mas você não foi à…”. Eu não fiz mochilão para conhecer 30 países de uma só vez e nem por isso deixo de ser feliz com as viagens que realizo.

Chegando a Paris
A partir do Aeroporto CdG, você pode tomar um taxi no ponto “oficial” (o valor não é tabelado e em minha última viagem paguei 60 e houve cobrança de 5 pelas malas, prática comum na Europa. O valor médio até onde estaria hospedada, segundo me informaram no aeroporto é de €50, mas o site que calcula a tarifa havia informado €70, então ficamos na média!

Eu ainda não tomei trem a partir do aeroporto para chegar ao centro de Paris, só a partir de terminais de trem, e mesmo assim achei bem confuso. É muita gente circulando e você precisa arrastar as malas, procurar por sinalização, etc. Acho que é uma economia que não compensa o estresse. Volto a frisar que muitas estações de Paris não têm escadas rolantes e arrastar malas degraus acima pode não ser a maneira mais deslumbrante de chegar a Paris. O website oficial do Aeroporto Charles de Gaule pode ser útil para localizar terminais e outros serviços que você pode precisar por lá.

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O Sena, a ponte Neuf, O antigo Palácio Real. Só faz um mês e já estou com saudades…

Guarda volumes no CdG
O guarda-volumes no aeroporto internacional CDG fica no Nível 4 da gare TGV-RER (em frente ao hotel Sheraton). Clique aqui para mais informações.

Como Circular por Lá 
🗼 Circule, vá em linha reta, perca-se pelas ruas sem “atração turística”.  Seus pés serão seu grande meio de transporte. Leia a dica sobre aplicativo mais adiante.

🗼 Mas o metrô está sempre por perto quando suas pernas pedirem arrego! Dica de aplicativo, leia.

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🗼 Taxi: Se quiser saber o valor médio de uma corrida, veja este website que calcula quanto você deverá pagar. Usei taxi em 2015 para ir da Torre Eiffel até o Boulevard S. Michel e foram 20.

🗼Ônibus: usei ônibus poucas vezes. O bilhete t+ vale para ônibus metrô e trens RER e custava em maio/15 €1,80 e o múltiplo de 10 viagens €14,10. Um painel eletrônico no ônibus marca quantos minutos faltam até o ponto final e uma gravação anuncia qual a próxima parada. Basta validar o cartão. Se for usar dinheiro, pague diretamente ao motorista, que te entregará um tíquete para ser validado.

🗼 Nós já alugamos carro para sair de Paris em direção ao interior (clique aqui para ler dicas de combustível e pedágio), mas nunca para circular por lá: não há necessidade, é ruim de estacionar, o trânsito é pesado. Mas se você quiser tirar um barato e dirigir pela Champs Ellysse, Paris tem um serviço de aluguel por hora, olha que legal! É o Autolib e é possível se inscrever pelo site deles ou numa loja física. Aí é só ir a uma estação e retirar um carro, como se faz com bikes, não é demais? Mas o uso é restrito a Paris, você não pode deixar a cidade com o carrinho elétrico.

O Carrinho Elétrico de aluguel
O Carrinho Elétrico de aluguel

🗼 Os ônibus de dois andares que estão presentes em muitas cidades turísticas, com a possibilidade de subir e descer nos principais pontos turísticos pagando-se apenas uma taxa por um período de 24 ou 48 horas também é uma boa opção para se locomover.

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🗼 Os barcos sobre o Sena também não são apenas turísticos, mas podem ser uma outra forma de se locomover, já que as principais atrações de Paris estão no entorno do rio.

Dinheiro
Euro. Leia dicas em Trocando em miúdos ou seja, fazendo o câmbio.

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Preços médios em euros, em abril/2014 e maio/2015
– Refeição para casal: a partir de 25
– Café da manhã para casal:  17 a 35
– Aluguel de Ferrari ou Lamborghini para guiar por 8 km: 89
– Entrada de Museus: de 13 a 15.  No primeiro Domingo de cada mês, alguns museus são gratuitos.  Ao contrário do que esperava, em minha segunda visita não havia filas gigantescas nos dois museus que visitamos no Domingo. Perdemos só 10 minutos na fila do Orangerie e entramos direto no Grand Palais.
– Moulin Rouge: 11,
– Hop on, Hop off bus: 29, para o período de 24 horas e 36, para 48 horas
– Hop on, Hop off bateau: 16
Day trip para Londres: 229
Day trip para Bruges, na Bélgica (leia sobre essa linda cidade medieval neste post): 214
– Paris Pass 6 dias: 219
– Paris Pass 4 dias: 182
– Paris Pass 2 dias: 122
– Tour com duração de 4 horas, de ônibus e de barco pelo Sena, além do ingresso sem filas para a Torre Eiffel: 62
– bilhete unitário do metrô: 1,80
– bilhete do metro para 10 viagens: 14,10

Leia relato de viagem a Paris em 2015, onde cito preços, mas não houve muitas alterações em relação a 2014.

D'Orsay vazio, só fechado mesmo
D’Orsay vazio, só fechado mesmo

Fuso Horário
São 4 horas de diferença (de Brasília), mas considere 5 durante o horário de verão Francês, que vai do último domingo de março ao último de outubro. Em nosso horário de verão, a diferença cai para 3 horas.

Reembolso de Taxas Pagas em Compras
Assista ao vídeo explicativo sobre o reembolso de 12% das taxas pagas em suas compras, do Conexão Paris.

Média de Temperatura e índice pluviométrico  paris tabela media clima temperatura

WiFi Gratuito
🗼 Aeroporto de Paris – Conexões gratuitas por um período de 30 minutos.
🗼 Na cidade, há vários pontos com conexão grátis à Internet, em parques, praças, ruas e pontos turísticos. Busque por “Paris Wi-Fi” e navegue por até 2 horas.

Banheiro público em Paris
Eu não tive a preocupação de descobrir onde encontrar banheiros públicos de Paris nas viagens anteriores, mas viajando com crianças ou idosos, essa informação é relevante. Os sanisettes são assim:

sanisette, o banheiro auto-limpante
sanisette, o banheiro autolimpante

Quem usou diz que é bem limpo, mas o mal cheiro permanece no ar. O truque é nunca entrar logo que o usuário anterior sair, não só por motivos óbvios de contaminação do ar, mas porque o banheiro produz uma autolavagem e, se você entrar, será esguichado!

Café a 1 euro
Ah, os cafés parisienses! Ah, o preço que um cafezinho pode custar! Ah, essa Internet! Misture os três elementos e você terá o site que mapeia cafés onde o café é vendido a um euro. Muito organizado, com busca de acordo com arrondissement.

Economize no café para gastar nos doces!
Economize no café para gastar nos doces!

Aplicativo gratuito
O  RATP tem mapa interativo da cidade, informações básicas das atrações turísticas, mapa do metrô. Algumas ferramentas funcionam off-line, outras apenas com conexão.

Outras dicas
🗼 Paris deve ser caminhada. Se você não aguentar andar 15 horas por dia, tire um hora para voltar a seu hotel e dormir. Sem medo nem culpa. Vai se sentir revigorada para aproveitar a noite, que na primavera e no verão só chega próximo das 22h. Mas se você preferir, use o metro que chega a todos os pontos turísticos. Guarde o bilhete durante o trajeto, pois é preciso apresentá-lo se solicitado sob pena de multa.

🗼 Use calçados confortáveis – e mais para velhos do que para novos. Calçados novos e viagem não combinam!

🗼 Comprar ingressos pela Internet poupa minutos preciosos em fila de bilheteria, mas se o dia estiver lindo, você não vai querer estar enfiado em um museu! Para algumas coisas, vale a pena decidir no dia anterior, de olho na previsão do tempo.

🗼 Esta eu sempre repito: o metrô de Paris é antigo e muitas estações têm vários lances de escada. Com malas é um transtorno. Sem malas, a energia poupada em vez de caminhar vai-se embora para subir os degraus. Use o metrô para distâncias mais longas e para curtinhas vá a pé.

Jardins de Luxemburgo
Jardins de Luxemburgo

O que Ver e Fazer em Paris
O blog tem dois posts de roteiros. Veja links mais abaixo.

De Paris a…
As opções de bate-e-volta e de esticadas a partir de Paris são muitas. Listei algumas:

🗼 Bate-e-voltas:

  • Euro Disney: a Diseylândia da França
  • Versalhes: Castelo e Jardins suntuosos. Um passeio pela história da França
  • Giverny: casa e jardins onde viveu o pintor impressionista Claude Monet
  • Provins: cidade medieval
  • Fontainebleau: outro castelo, mas menos luxuoso e estrelado que o Versalhes
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A casa de Monet, em Giverny

🗼 Destinos a partir de Paris a distâncias a serem percorridas de carro ou trem acima de 3 horas de viagem:

  • Vale do Loire
  • Estrasburgo
  • Monte St. Michel
Villandry, no Vale do Loire
Villandry, no Vale do Loire

🗼Vencendo distâncias de até 500 km, pegue um trem até…

  • Inglaterra: Londres, Cambridge, Bath, Oxford
  • Bélgica: Bruges, Bruxelas, Gante. Leia post sobre a viagem de trem de Paris a Bruges clicando aqui.
  • Holanda: Amsterdã, Roterdã
  • Alemanha: Frankfurt, Colonha,
  • Suíça: Genebra, Zurique
Paisagem borrada pelo TGV
Paisagem borrada pelo TGV


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Paris. Sonhe comigo!

Paris-Londres de trem

Pela França de Carro: aluguel, pedágio, combustível

Na casa de Claude Monet em Giverny

Trem na França, Bélgica e Holanda: dicas

 
Posts a serem publicados em breve

A Ópera de Garnier, ou a Ópera de Paris

Dicas para visitar a Torre Eiffel

Uma visita à Catedral de Paris, a Notre Dame

Paris: uma visita ao Louvre

Paris: Jardins de Luxemburgo

Uma jóia em Paris: Sainte Chapelle

 

 

 

Paris: 1 é pouco; 2 é bom; 3 vezes é demais? Roteiro com preços – parte final

 Esta é a segunda parte do post que dá dicas sobre Paris e descreve o roteiro de dois dias completos e dois parciais em Paris, em maio/2015. Por favor, leia a parte 1 antes desta. É só clicar aqui.

Segundo Dia Completo

O clima em Maio e o feriado
O dia amanheceu nublado e choveu um pouco. Para você se programar, era bem friozinho pela manhã, chegando a 19º no meio do dia e voltando a cair a temperatura à noite, perto dos 13º. Era 8 de maio, feriado Europeu que comemora a vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista e o fim da II Guerra Mundial. Apesar disso, a maioria do comércio e de restaurantes funcionava normalmente, embora o D’Orsay não tenha aberto. A Champs Elysee estava decorada com as cores da França.

Nosso roteiro pela manhã
Tomamos o café da manhã um pouco mais tarde, depois de visitar a Notre Dame, no Le Parvis, o mesmo menu tradicional, café parisiense, mas aqui foram € 8,50.

Era o dia de rever Notre Dame (grátis) e Sainte Chapelle (€8,50), onde eu não havia pisado em minha última vez em Paris. Como vou escrever especificamente sobre estas igrejas, o único comentário que faço é: são imperdíveis, cada uma de seu jeito. Ambas são de arrepiar de emoção, mas a Sainte Chapelle é muito especial.

O interior da Sainte Chapelle
O interior da Sainte Chapelle
A maquete da Notre Dame
A maquete da Notre Dame
A maquete da Notre Dame

Usando o Transporte público: ônibus
Em frente ao portão do Palácio de Justiça, na saída da Sainte Chapelle, tem um ponto de ônibus onde passa o número 21, que leva à Opera de Paris. Os pontos têm uma lista com os pontos de parada. Um painel eletrônico no ônibus marca quantos minutos faltam até o ponto final e uma gravação anuncia qual a próxima parada. Você pode pagar diretamente para o motorista (€1,80). Ele te entregará um tíquete que precisa ser validado.  Se você preferir, compre um múltiplo de 10 (carnet 10 voyages, por €14,10) e economize. Os bilhetes t+ servem para ônibus, metrô e RER (trem).

Descemos no ponto que fica na praça da Ópera, mas antes fomos à Galeria Lafayette, que além de shopping é atração turística devido à sua cúpula envidraçada. E nesta visita descobri uma nova atração: o terraço com uma bela vista de Paris. A entrada é gratuita e lá tem um café que cai muito bem para esquentar.

O terraço das Galerias Lafayette
O terraço das Galerias Lafayette

A possibilidade de ver a Ópera tão pertinho é um grande presente da Galeria, não acham?

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Vá nem que seja só para olhar

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Os ingressos para a Ópera (€10) compramos na hora, e não havia fila. Mas perdemos a chance da visita guiada, pois já estavam esgotadas para o dia. Mas mesmo assim valeu muuuuuito a pena! O teatro é belíssimo, um verdadeiro palácio. Mas este post já está grande demais, então vou escrever um só para a Ópera. Além do mais, a Ópera tem histórias meio macabras, aguardem!

Ópera de Garnier
Tomamos um taxi (€12) de volta ao hotel no Boulevard S Michel e almoçamos nos arredores, no Chez Kelly, na Rue de la Harpe (menu a €10, fora bebidas).

Caminhei sozinha por Saint Germain e depois pelas margens do Sena (sempre!) até o Museu D’Orsay, que estava fechado devido ao feriado.

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A animada Place Saint-André des Arts
D'Orsay vazio, só fechado mesmo
D’Orsay vazio, só fechado mesmo

A manhã nublada tinha se transformado em um final de tarde claro e quente e aproveitei para desfrutar dessa tranquilidade na Passarela Solférino. Eu e minha sombra… No ano passado fiz o mesmo aqui, mas com o maridão!

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Caminhei por Tuileries, que estava apinhado de famílias e namorados. Será que existe cidade mais simétrica do que Paris? Vê-se ao fundo o Louvre.

Jardim das Tulherias

 

A Champs Elysee decorada para o feriado
A Champs Elysee decorada para o feriado

Paris é um problema! Essa coisa de andar, flanar, bater perna, calejar a joanete funciona aqui, viu? Porque você diz para seus botões: “só vou até ali”. Gente, eu só ia vagar por Saint Germain-des-Prés e estava na Concorde! E de lá eu avistei a Igreja Madelaine, e eu nunca tinha entrado lá… Não resisti! Pena que já estava fechada, mas me sentei em seus degraus e fiquei vendo a vida passar – só um pouquinho. Isso me lembrou que tínhamos um encontro com o anoitecer na Torre Eiffel! Peguei um metrô e cheguei esbaforida no hotel.

A igreja católica que parece templo politeísta
A igreja católica que parece templo politeísta
Madelaine view
A vista a partir de Madelaine: mais simetria

Usando o Transporte público: Metrô e trem
Os bilhetes são os mesmos que mencionei acima quando tomamos o ônibus. Tivemos que fazer baldeação e usar a linha RER. Você pode comprar os bilhetes nas máquinas de auto atendimento. Embora seja um trem que acessa a periferia e municípios fora da zona central de Paris, não me senti insegura. OK, só um pouquinho, pois já era tarde quando retornamos e estava meio deserto, como você pode ver na foto.

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O trem de dois andares da RER

Dica sobre o metrô: eu baixei um aplicativo da RATP, a empresa de transportes públicos de Paris, que além do mapa da rede de trem e metrô traz informações de itinerários e preços.

Dica sobre o trem: nem todos os trens RER ocupam todo o espaço da plataforma, então fique na área onde está escrito trem curto, ou você vai ter que literalmente correr atrás do trem.

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Fique sempre onde está escrito Train Court

Nas plataformas há monitores informando o tempo até o próximo trem e a direção que ele segue.

Ah, mas e a Torre? Não importa quantas vezes você a veja, é sempre especial. Acho que é porque ela representa a ideia “você está em Paris!”. Sempre leio que a melhor coisa é descer na Trocadero e vê-la do alto, mas nunca tive esse primeiro impacto. Descemos na estação Campo de Marte-Torre Eiffel e caminhamos pelas margens do Sena ao longo de canteiros, árvores e bancos. Eu nunca tinha chegado à Torre por este lado e gostei do novo ângulo! Estávamos atravessando a ponte em direção à Trocadero quando suas luzes começaram a piscar. É sempre um espetáculo, que acontece de hora em hora.

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De hora em hora, a Torre brilha ainda mais

Último dia – meio dia – em Paris

Acordamos bem cedo e tomamos café no Le Depart Saint Michel, o mesmo da primeira manhã. Avistei o Pantheon, mas não tive coragem de subir a ladeira, então caminhamos até os Jardins de Luxemburgo, o maior parque urbano de Paris. Ele tinha acabado de abrir e havia poucas pessoas por lá. Engraçado isso: uma cidade sem pessoas não tem vida. É, eu sei que soa um tanto óbvio, mas a gente sempre deseja exclusividade e quando a tem perde a graça: sempre gostei do Luxemburgo, mas achei esta visita desinteressante pois não tinha ninguém dormindo em suas cadeiras, crianças brincando de barcos no lago ou gente dançando perto do coreto. Que bom que Paris é muvucada!

O bom de ir cedo é que se conseguem fotos assim
O bom de ir cedo é que se conseguem fotos assim

Adivinha? Vou falar dos Jardins em um post próprio, mais adiante, tenham calma, por favor!

Sozinha de novo, eu sabia para onde iria: Marais!

Paris roteiro 3 ou 4 dias
Torre Saint Jacques

Bem, não deu tempo de ir até lá, mas caminhei no bairro vizinho, onde ficam a Torre de St-Jacques (1523), que foi o que restou de uma igreja após a Revolução Francesa, e o Centro Pompidou, o Museu Nacional de Arte Moderna. Se você tiver tempo de entrar, a vista lá de cima é muito legal.

Não sei se já era clima de despedida, mas tudo parecia tão melancólico… As ruas estavam meio vazias, com cara de ressaca. Eu sou insaciável quando se trata de viagem. No último dia já fico triste. Antes de viajar já estou planejando a próxima (isso se já não comprei pelo menos o aéreo!).

Ah, passei numa boulangerie para me despedir dos sabores parisienses. E isso pra mim é tão importante quanto ver a Torre!20150509-20150509_100827_HDR 20150509-20150509_100409_HDR

 

O Pompidou
O Pompideau

Às 11h30 tomamos um taxi até o Aeroporto Orly (€20), para um voo a Veneza. Por sorte o motorista tinha Inglês razoável e conseguimos nos comunicar. Ele era Israelense e disse que em breve deixaria Paris pois a cidade estava insuportável para quem é judeu. Perguntei se a causa seria o atentado à Charlie Hebdo em janeiro passado, mas ele confidenciou que era sua segunda vez morando em Paris e sentiu grande diferença entre os dois momentos, estando agora uma época muito difícil para os judeus, que precisam esconder sua fé e opção religiosa. Claro que esta é a opinião de uma só pessoa, mas há vários indícios de que depois de tudo o que aconteceu na Europa nazista ainda haja essa sombra ameaçando a fraternidade, liberdade e igualdade.

Chegando a Orly
Chegando a Orly

Viu como dá pra fazer muita coisa em 3 dias? E olhe que eu estava num ritmo lento! Com 4 dias você pode ir a Sacre Couer, visitar os museus de Rodin e/ou D’Orsay e Invalides e passear à noite em Montmartre. Se tiver mais um dia, dá pra fazer bate-volta a Versailles ou quem sabe visitar a casa onde morou Monet, em Giverny. Ah, dá para ir aos museus Grand Palais e L’Orangerie. E tem a Ponte Alexandre III. E…

Gostou das dicas? Tem mais alguma para compartilhar? Deixe nos comentários. Ah, e não se esqueça de seguir o blog para receber novas dicas de viagem.

Vai a Paris? Encontre seu hotel pelo site de busca Booking.com. É seguro, prático e não custa nada você fazer a reserva clicando no logo da Booking aqui no blog. Você será direcionado para o site deles e com isso eu recebo uma comissão. É uma maneira de remunerar o trabalho da blogueira. Bon Voyage!

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 Este post faz é a primeira parte de uma série que dá dicas sobre Paris e descreve o roteiro de dois dias completos e dois parciais em Paris, em maio/2015.

Sempre magnífica
Sempre magnífica

Paris me dá uma emoção enorme. Nunca será igual à primeira vez, já me conformei. É assim com você também? Deus, São Pedro ou a sorte têm sido legais comigo e minhas primeiras vezes em cada lugar que visito (com exceção de Amsterdam, gente como choveu!) têm sido perfeitas. Afinal, quem acreditaria que tocava no rádio 🎶 If you’re going to San Franscisco, be sure to wear some flowers in your hair. 🎶  enquanto cruzávamos uma ponte para chegar à cidade californiana? Às vezes as segundas e terceiras também são muito boas, mas mesmo assim eu me perguntava se uma vez seria pouco, se duas vezes seria a medida e se três vezes não seriam demais. Agora sei que em se tratando de Paris uma vida é pouco!

Uma vida é pouco quando se trata de viajar e de conhecer Paris. Nesta terceira vez, a princípio Paris não me encantou  e achei que o ditado se faria valer. Então comecei a andar a esmo, sem objetivo, e lá estava ela: a Paris que conquista. É como ver uma foto: na primeira vista, seus olhos são direcionados  ao motivo principal. Depois, com tempo e atenção, você observa os detalhes do entorno, que compõem a paisagem. Na foto abaixo, por exemplo, me encantam os telhados e suas chaminés tanto quanto a Academia Francesa e a Ponte das Artes. Aliás, que dor no coração ver tapumes sobre os cadeados presos ao guard rail…

A Ponte das Artes e o lindo edifício da Academia Francesa
A Ponte das Artes e o lindo edifício da Academia Francesa

E gostei de vagar pelas ruas sem destino e sem pressa, de achar beleza nos coadjuvantes muitas vezes ausentes das listas must-see. Mas nesta viagem também refiz os protagonistas – e com muita satisfação! Adorei rever a Torre, entrar na Notre Dame e navegar pelo Sena.

Place Dauphine, Paris
Praças que são um banquete para os olhos, como esta, a Place Dauphine, na Île de la Cité

Planejamento
A primeira decisão foi definir o roteiro para os 2 dias inteiros e 2 dias parciais, os da chegada e da partida. Para estar perto de tudo e aproveitar melhor o tempo, escolhemos um hotel a uma quadra da Notre Dame e a passos da estação de metrô e trem RER. Quanto às atrações, deixei de lado as mais distantes, como Sacre Couer ou bate-voltas. Entrou na lista o Louvre porque eu não o tinha visitado na última vez em Paris, a Notre Dame, a Saint Chapelle, a Ópera de Paris, os Jardins de Luxemburgo. Ah, e a Torre, claro.

Ópera de Paris
Ópera de Paris

Para evitar filas, comprei ingressos pela Internet para a Igreja Sainte Chapelle (mas não precisaria, pois a fila era bem curtinha) e para subir ao segundo andar da Torre Eiffel. Comprar ingresso para a Torre no site oficial é o mesmo que agendar consulta no SUS pela Internet. Ou seja, impossível. Então comprei uma excursão de 4 horas (a € 62) na Paris CityVision que incluiu:
–  tour em ônibus, com áudio gravado e disponível em várias línguas, pelos principais pontos de Paris: Opera, Pantheon, Jardins de Luxemburgo, Orsay, Concórdia, Champs Elysee, Arco do Triunfo, Invalides;
– cruzeiro no Sena;
– entrada SEM FILA para o segundo andar da Torre Eiffel.

Para quem vai a vários museus, talvez justifique comprar o Paris Pass (€45 por 48 horas), que inclui entrada em mais de 60 deles e em vários monumentos. Confira antes as atrações gratuitas e o custo de entrada dos museus que você efetivamente quer visitar, para calcular se vale mesmo a pena.

Chegando
Voamos pela TAM sem escalas e o processo de desembarque, imigração, retirada de bagagens levou cerca de uma hora.
Tomamos um taxi no ponto “oficial” do aeroporto. O taxista era um senhor marroquino e nossa conversa parecia de louco! Eu falava algo em Inglês, ele entendia o que queria e respondia algo que eu tentava adivinhar. Dirigia muito mais devagar que os demais carros. Isso, somado ao trânsito, subtraiu mais uma hora em nossa Paris. Mas já foi um city tour! Passamos pela Ópera de Paris, pelo shopping Printemps (que estava lindo com decoração para o dia das mães), Louvre, Saint Germain, Jardins de Luxemburgo e finalmente chegamos ao Boulevard Saint Michel, nosso lar (muvucado) nas próximas três noites. O taxímetro marcou €60 e houve cobrança de 5 pelas malas, prática comum na Europa. O valor médio segundo me informaram no aeroporto é de €50, mas o site que calcula a tarifa havia informado €70, então estamos na média!

Dica para o taxi: pergunte ao monitor ou supervisor que direciona os passageiros aos taxis qual taxista fala uma língua que você compreenda. Uma hora com o Marroquino foi cruel! rsrsrs

Hotel: Royal Saint Michel

A fachada do Hotel
A fachada do Hotel

A localização é excelente: a uma quadra da Notre Dame, quase em frente à fonte do Boulevard Saint Michel, a passos do Rio Sena, do metrô e do miolo da rue de la Huchette, onde os turistas vão saciar sua fome a preços módicos e com oferta culinária de países como Japão, Índia, Grécia, Itália, México… Aliás, esse entorno merecia um post só para ele, tão curioso é!
O elevador era daqueles que cabem duas pessoas que se amam e que não têm mau hálito e mantêm sua higiene em ordem. Acabei usando as escadas todas as vezes, para não ter que esperar o elevador. Afinal, o que são alguns andares para quem anda o dia todo, não é mesmo? A entrada é um corredor onde fica a recepção e no final desse corredor se abrem duas pequenas salas de estar. O café da manhã é servido no primeiro andar, mas como não estava incluso em nossa diária, não posso opinar. Mas acho que vale a pena pegar uma tarifa sem café para você vivenciar o café onde quiser, numa mesa na calçada, olhando a vida passar.

meu cafofo, lá no cantinho perto da janela
meu cafofo parisiense

Um detalhe importante que me ajudou a decidir quanto ao hotel é que ele tem janelas duplas, eficientes para deixar o barulho do Blvd St Michel lá fora. O banheiro era pequeno, mas bem equipado e com boa ducha.
Não gostei do atendimento. Achei frio e impessoal demais, mesmo para padrões europeus. E quando precisei de ajuda na primeira noite para usar o wifi, incluso na diária, o funcionário não conseguiu me orientar. Mal falava Inglês e parecia ter pouca familiaridade com o sistema do hotel. No dia seguinte um novo funcionário me ajudou (diferente de todos os hotéis, eles não entregam senha aos hóspedes) e não tive mais problemas. Você pode consultar tarifas no site Booking.com. Eu sempre reservo por lá e agora o Mulher Casada Viaja é afiliado. Isso significa que você pode clicar no logo aqui do blog e ao fazer a reserva, eu recebo uma comissão. Mas não é propaganda, não (rsrsrs), eu sempre reservei por lá e já falava do site antes da afiliação. É que eu gosto mesmo. O preço é bom, tem algumas opções de tarifas, fotos, avaliações de hóspedes e você  tem uma área para consultar todas suas reservas on line.

Roteiro

Primeira tardezinha/noite
Aproveitando que às quartas o Louvre abre até as 22h, caminhamos pelas margens do Sena em direção a ele. A fila que se formava para entrar pela Pirâmide foi bem rápida e comprei os ingressos na máquina de auto atendimento (€12). Leia mais sobre nossa visita ao Louvre e dicas de filas, ingressos, roteiro e refeições em post que publicarei em breve.

Paris Louvre

Primeiro dia completo
Paris amanhecendo
Não sei se foi o jet lag ou a ansiedade, mas acordamos às 4 e pouco da manhã pensando ser 5 e pouco – o que ainda seria um absurdo! Rimos muito e eu aproveitei para ver Paris amanhecendo. Não tinha quase ninguém pelas ruas. No bistrô da esquina, alguns notívagos tomavam cerveja ou vinho. Caminhei pelo Sena em direção ao Louvre, mas voltei no meio do caminho, pois percebi que os monumentos não estavam iluminados, então não dariam fotos legais. Dei bom jour para vários profissionais da limpeza urbana, um verdadeiro exército que deixa Paris limpa para os turistas se apaixonarem por ela.

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Ah, os telhados…
amanhecer em Paris
A Ponte Neuf, já não tão nova assim…
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Bonjour Paris!
Boulevard Saint Michel vazio, só às 6h!
Boulevard Saint Michel vazio, só às 6h!

 

 

O Café da Manhã
Voltei ao hotel com a notícia de que o bistrô da esquina era 24h e foi lá que tivemos o primeiro café parisiense com vista para a Notre Dame. É um menu composto de suco de laranja, café (com leite ou não) ou chocolate ou chá, meia baguete, 1 croissant acompanhado de manteiga e geléia. O preço varia em cada bistrô. Neste, pagamos €10 cada. O valor regular, ou seja, na hora em que pessoas normais tomam café da manhã, é €9.

o típico café da manhã parisiense
o típico café da manhã parisiense

O Caminho também é atração
Caminhamos pela  Rue de la Citè até a Rue de Rivoli, pois precisávamos trocar o voucher do passeio que faríamos na agência Paris CityVision, que fica pertinho do Louvre, em frente a esta… discreta estátua da Joana D’Arc., que pelo visto foi restaurado recentemente.
Joana D'Arc Paris

No caminho, avistamos a Notre Dame e Conciergerie e pedi informação a um passante parisiense, que embora não falasse Inglês apontou, gesticulou e tentava sem sucesso falar algo que não fosse em francês. Foi tão simpático que nos acompanhou até a esquina para apontar a Rue de Rivoli e quebrar o braço para a esquerda.

Pausa para pensar: Engraçado como má fama gruda e teima em permanecer durante décadas. Sempre ouvi que franceses eram grosseiros com turistas, mas nunca tive nenhum problema nas ruas, em restaurantes ou lojas. Nesta viagem, tive o prazer de encontrar várias pessoas que foram solícitas (embora alguns fossem imigrantes) e até emendaram um papo, fosse numa viagem de trem ou numa fila. Vale sempre a dica: dê um bonjour acompanhado de um sorriso e agradeça com um mercy e outro sorriso. Paris vai te tratar melhor.

O City Tour
Voucher trocado, embarcamos às 9h no ônibus de dois andares, onde recebemos fones de ouvido para o city tour. O áudio era de qualidade e trazia informações sobre Paris na voz de uma senhora que parecia ser carioca. O city tour é um passeio que agrada os mais velhos, pois eles vêem a cidade no conforto de um ônibus sem cansar. Eu teria gostado se em vez de uma gravação houvesse um guia que pudesse responder a perguntas e contar causos.  Como consumidora consciente (e que tem tempo) que sou, fiz essa observação na avaliação do passeio. Outro ponto positivo é o fato de o ônibus ser alto, o que possibilita ângulos diferentes para fotos. Mas em geral fica sempre um reflexo do vidro…

Place de La Concorde
Place de La Concorde

Após o tour, o ônibus estaciona às margens do Sena, de onde partiria o barco. O grupo recebe orientações em Espanhol, Inglês e Francês para primeiro subir à Torre e depois voltar quando quiserem para o passeio de barco. Ficamos em uma fila de dez minutos e subimos pelo elevador Norte.

A fila para o elevador
A fila para o elevador

 

Paris Torre Eiffel
A vista do Campo de Marte

Segundo andar da Torre Eiffel

A Vista da Trocadero
A Vista da Trocadero é linda a partir da ponte e quando estamos nela, olhando para a Torre

 

 

 

 

 

 

 

Passava das 13h, então escolhemos um restaurante nos arredores, que não poderia ter sido pior:  um almoço insosso no bistrô Le Dome na Rua St. Dominique (suco de laranja a €7, cerveja Corona a €8,50, lasanha a €13, frango assado a €16 e bife com fritas a €16) , voltamos para a navegação no Sena. O barco era enorme, e tinha poucos lugares externos. Eu acho os tradicionais batobus do tipo hop on/hop off mais interessantes.

O enorme barco incluso no tour da Paris City Vision
O enorme barco incluso no tour da Paris City Vision

Como grande parte das “atrações” de Paris ficam às margens do Louvre, um passeio pelo Sena acaba sendo um City Tour também, com a vantagem de oferecer um novo ângulo, assim como o ônibus. Eu não consegui fotos muito boas, porque acabei ficando do lado de dentro do barco. O desembarque se dá no ponto de origem, aos pés da Torre Eiffel.

O museu D'Orsay
O museu D’Orsay
Olha que figura às margens do Sena!
Olha que figura às margens do Sena!

 

Conciergerie
Conciergerie
Que coisa mais linda a Quay Branly, a avenida que margeia o Sena aos pés da Torre
Que coisa mais linda a Quay Branly na primavera, a avenida que margeia o Sena aos pés da Torre

 

 

 

 

 

 

 

Depois fiquei pelos arredores da Notre Dame, reencontrei o mercado de Flores, a Praça René Viviane, a Livraria Shakespeare & Co. Em primeiro plano na foto abaixo, uma das fontes de água potável de Paris.

A famosa livraria Shakespeare & Co., nos arredores da Notre Dame
A famosa livraria Shakespeare & Co., nos arredores da Notre Dame

Embora Paris seja muvucada em muitos pontos, é possível encontrar verdadeiros templos de paz sem sair da área turística, como a Praça René Viviane, que fica do outro lado do Sena, com vista para a Notre Dame. Além de encontrar paz, encontrarás sinal de Wifi gratuito.

A Praça René Viviani
A Praça René Viviani

Eu particularmente gosto muito desse pedaço de Paris, o 5°arroundissement, pois algumas ruas e alguns edifícios não foram alterados pela grande reforma encomendada por Napoleão III ao Barão Haussmann (segunda metade do século 19). Não que eu não aprecie os boulevards e o estilo arquitetônico presentes em quase toda Paris desde aquela época, mas é enriquecedor conhecer o pouco que sobreviveu às mudanças ao logo do tempo. Você sabia, por exemplo, que pode visitar as ruínas de uma arena romana do séc. 2, a Arène de Lutèce? Eu a visitei em minha primeira vez em Paris (ainda não tinha ido a Roma, então o impacto foi razoável), entrando por uma porta discreta na Rue Monge, mas a entrada oficial é a Rue de Navarre. Aliás, você encontrará muitas referências à palavra Lutèce, que foi como os Romanos chamaram a cidade quando a conquistaram no ano 59 a.C. No Museu de Cluny, embora seja um museu de Arte da Idade Média, você encontrará ruínas de termas construídas em 200 a.C.

Atravessei o Sena e estava na Île de la Cité, onde Paris começou e você encontra edifícios tão belos quanto históricos, como a Notre Dame, o Palácio Real cujos Conciergerie e Sainte-Chapelle podem ser visitados, e a Préfecture de Police. Primeiro fui passear nos jardins da Notre Dame. Além de estátuas, fontes e flores, o jardim proporciona bons ângulos para fotografar os fundos (que eu acho mais estéticos do que a fachada) e a lateral Sul da catedral.

Beleza e perfume também nos Jardins da Notre Dame
Beleza e perfume também nos Jardins da Notre Dame
Notre Dame dicas
O papa é pop. Fiquei imaginando que Francisco ganhará seu espaço ali ao lado de João Paulo II

Caminhei pela Rue da la Cité e achei um banheiro público concorrido! Depois entrei na Rue de la Lutèce e achei o Mercado de Flores, que tanto me encantou na primeira visita a Paris.

Mercado de Flores

O banheiro merece um parágrafo. Eu não usei, mas como havia uma grande possibilidade de meu pai precisar recorrer a um, fiz minha lição de casa. Eles são gratuitos e autolimpantes, então quando for sua vez de entrar, espere e faça um intervalo para não levar uma esguichada.

Um dos banheiros públicos de Paris
Um dos banheiros públicos de Paris

Passei em frente ao portão do Palácio de Justiça, fiz reverência à Torre da Sainte Chapelle, conferi as horas no mais antigo relógio público de Paris, dobrei a esquina à esquerda e caminhei às margens do Sena entre a ilha e o bairro Marais, sob as torres renascentistas de Conciergerie.

O edifício que serviu como palácio Real e cadeia durante a Revolução Francesa
O edifício que serviu como palácio Real e cadeia durante a Revolução Francesa e a Ponte Neuf
O relógio de 1585
O relógio de 1585

Para jantar escolhemos o Onzebar, na Rue Xavier Privas. O ambiente tem decoração caprichada e o atendimento foi eficiente. Cada um escolheu um menu de €15 (bebidas à parte).

Paris onde comer
Está gostando das dicas? Não perca o próximo post, quando eu publico o segundo e terceiro dias desta viagem, com dicas de transporte público.

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 Próximos posts sobre Paris

🗼 Paris: Guia Prático de Viagem

🗼 A Ópera de Garnier

🗼  Dicas para visitar a Torre Eiffel

🗼 Uma visita à Catedral de Paris, a Notre Dame

🗼 Paris: roteiro pelo Louvre

🗼 Paris: Jardins de Luxemburgo

🗼 Uma jóia em Paris: Sainte Chapelle

 

Amboise: O Castelo-berço da realeza

Castelo de Amboise Loire França
Vale do Loire, Amboise

Se você conhece um pouquinho da história da Inglaterra e da França, sabe que ela sempre foi entrelaçada e isso fica muito evidente quando se visitam os castelos da região do Loire. Para mim, que li uma coleção de romances sobre os reis da França e da Inglaterra, entrar nesses castelos foi como visitar a casa de um velho conhecido (livros têm esse poder maravilhoso)! E Amboise é muito especial, pois o castelo era tido como o kindergarten,  a educação infantil dos filhos de gerações de reis. E então a gente (eu, pelo menos) viaja! Fiquei imaginando as crianças correndo pelos generosos jardins, brincando, aprendendo sobre as artes da guerra, separadas dos pais e aos cuidados de um tutor. Algumas coisas não mudaram muito na educação…

Castelos da França

O Castelo Real de Amboise
Centro do poder na Renascença, o castelo de Amboise foi palco de inúmeros eventos políticos, como nascimentos, batizados, casamentos aristocráticos, conspirações e tratados de paz. Não encontrei o porquê da escolha de Amboise para criar os filhos reais, mas visitando alguns outros castelos percebi que este parece oferecer uma proteção maior, pelo ponto estratégico em que foi construído, à beira do rio Loire, mas também pela sua altura e pela limitação de seus jardins – não que sejam pequenos, mas os limites do castelo são muito claros, diferente de outros tantos que já não possuem mais suas muralhas. Mas isso é fruto de minha observação, não sei se faz sentido.

Vale do Loire França
Flor de lis no vitral do castelo

Na Idade Média, a fortificação existente onde hoje se ergue o castelo era disputada entre o Duque de Anjou e o Conde de Blois e em 1214 foi tomada pelo rei francês Felipe Augusto, entre tantas outras disputas (quando você visitar o museu, receberá um panfleto com muitas explicações sobre a história local). Mas as obras para transformar a fortificação em um castelo só começariam mais tarde, quando o rei Carlos VIII decidiu levar a corte francesa para Amboise.

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O Gabinete de Luís Felipe

Após várias batalhas para tentar dominar a região de Nápoles na Itália, o rei retorna a Amboise com vários artistas italianos. Isso explica porque há tanta influência italiana nos jardins e na arquitetura francesa!

Castelo de Ambiose dicas

A Capela St. Hubert e o túmulo de Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci FrançaLeonardo da Vinci chegou a Amboise em 1516, aos 64 anos de idade, já consagrado por sua obra em cidades italianas como Florença, Milão, Veneza, Roma e Bolonha. O rei Françoi I lhe cedeu o Manoir du Cloux, hoje conhecido como Clos Lucé (leia abaixo), além da pensão anual de 700 coroas. A poucos dias de sua morte, em 1519, Leonardo ditou seu testamento, pedindo que fosse enterrado na igreja St Florentin. Em 1810 a construção foi demolida e a ossada de Leonardo da Vinci encontrada em 1863. O local hoje é marcado pelo busto do Mestre. Em 1871, seus ossos foram transferidos para a Capela St. Hubert, que fica nos domínios do castelo de Amboise.

 

Roteiro castelos Vale Loire
Em 1493, a Capela ficou pronta

Os Reis, Grandes Viajantes
Olha o que eu e você, que gostamos de viajar, temos em comum com a realeza! Os reis eram nômades, viajavam em campanhas militares ou para manter seus domínios (sem contar quando partiam em Cruzadas para expiar seus pecados). Carlos VIII, por exemplo, passou mais de 8.000 dias, dos 11.000 de seu reinado (aproximadamente) viajando. Alguma semelhança com alguns presidentes que o Brasil teve em sua história recente?

destinos para lua de mel
O quarto de Henrique II

viagem de lua de mel

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O mapa de Amboise

Como visitar o Castelo
Não tem como errar! Ele é avistado da estrada às margens do Loire. Você cruza a ponte e pode estacionar à beira do rio ou nas vagas abaixo das muralhas do castelo, à frente ou atrás (onde há vários restaurantes).

Vale do Loire dicas

Abre o ano todo às 9h, exceto em 25 de dez e 1 de janeiro, quando fecha. O horário de fechamento varia e em algumas épocas fecha para almoço. Confira no site oficial mais detalhes

A Cidade de Amboise
Quando escolhi Amboise para ser a cidade-base de nossa curta exploração do Vale do Rio Loire, levei em consideração principalmente a localização, mas o fato de ser uma cidade pequena também pesou bastante. Esta decisão facilita sua vida no entrar e sair da cidade para visitar os demais castelos da região. Também acho mais charmoso ficar em cidadezinhas do que em uma maior como Tours. Claro que isso levando-se em consideração o fato de eu não ser baladeira e preferir aproveitar os dias, deixando as noites para o descanso merecido do turista cansado e o fato de estarmos de carro. Quem vai de trem provavelmente fica em Tours e contrata excursões.

onde comer Vale do Loire

Amboise o que fazer


Clos Lucé, muito mais de Leonardo da Vinci

A 400 metros do Castelo, Amboise tem  outra atração tão visitada quanto: a antiga morada de Leonardo da Vinci, o Chateau de Clos Lucé. Não se trata apenas de uma mansão com mobília de época, mas de um parque-museu, com desenhos e pinturas e, o mais legal, maquetes das invenções pensadas por esse gênio. Visite o website oficial.

Hospedagem
Como eu contei no post Vale do Loire e seus Castelos, sempre imaginei me hospedar em um chateau no dia em que eu fosse à região, mas diversos motivos me desestimularam: custo, distância, impessoalidade da ambientação, ausência de refeições noturnas (o que geraria um deslocamento até um centro mais próximo ou ter que cacifar jantares no castelo).  Enfim, falta de grana falou mais alto, mesmo. Mas na busca por hospedagem, acabei me encantando com um Bed & Breakfast, instalado num edifício histórico restaurando com estilo clássico mantido.
Como não falo francês, escolhi o Les Fleurons, cujos proprietários são ingleses e estão há anos vivendo na França. Não que seja imprescindível falar a mesma língua que seu host, mas você vai tirar muito mais desse tipo de hospedagem se conseguir se comunicar, pela troca de experiências entre os hóspedes (o café da manhã é servido em uma mesa única, como num almoço de domingo entre família!) e pelas informações dos proprietários.

onde dormir no Vale do Loire

onde se hospedar no Vale do Loire
A vista de nosso quarto: só a torre do castelo!

O blog Mulher Casada Viaja mantém parceria com o site de busca e reserva de hotéis Booking.com. O site tem fotos, avaliações de hóspedes, é seguro, fácil de navegar (em Português), oferece visualização de suas reservas futuras e passadas e, claro, sempre usei e nunca tive problemas. Tudo isso me deu segurança para a parceria e para indicar a vocês. Em troca, o Booking oferece uma comissão para cada reserva realizada através de do blog. É uma forma simpática de contribuir com quem se dedica a escrever e compartilhar mais do que dicas, mas sonhos de viagem. E reservando por aqui você não paga nada a mais por isso!

Restaurantes
Fizemos apenas duas refeições em Amboise, ambas na rua da entrada do Castelo, nos restaurantes Via Roma e La Reserve. As mesas na calçada são estilo bistrô parisiente, tão coladas umas nas outras (eu e meu vizinho contamos quatro dedos!) que é um convite a bate papo com outros viajantes. Talvez por causa disso não tenha prestado tanta atenção à comida, entregando-me ao papo com um casal americano distante 4 dedos. O atendimento é rápido para os padrões de cidade pequena. O Inglês não é dominado por todos atendentes, mas tem sempre um na casa que resolve a questão. O café da manhã foi servido no B&B, logicamente, e era bem caprichado. Atenção para o horário das refeições em cidades pequenas, que é bem restrito!
Uma outra dica é deixar a sobremesa por conta do Bigot, que fica na rua do castelo e aparece em uma das fotos acima.

onde comer em Amboise
Refeição com vista para o castelo

Veja mais sobre o B&B e meu roteiro pelo Vale do Loire neste post e receba dicas de guiar na França neste.

 

Vale do Loire e seus Castelos: nosso roteiro

Castelos França
Villandry, no Vale do Loire

Versailles é castelo francês mais conhecido dos brasileiros. Todo mundo dá uma esticada rapidinha a partir de Paris para visitá-lo e foi o que fizemos em 2009. Já o Vale do Loire merece uma viagem dedicada e algumas pernoites. Primeiro pela distância de Paris, maior em relação a Versailles, e depois porque há muitos castelos, ruínas, vinícolas, campos e paisagens lindas que requerem maior atenção e tempo.

Eu li vários relatos de quem lá esteve, mas algumas coisas ninguém me contou. Por exemplo, se você estiver numa cidade pequena perto de algum castelo, como Blois ou Amboise, vai ficar sem almoçar se chegar ao restaurante às 14h10. Eu queria ser o Fabio Porchat para contar pra vocês como foi chegar a um restaurante de Blois e encontrar atendentes indignados pois JÁ ERAM 14H10, E EU QUERIA ALMOÇAR???????? Procurei outro restaurante, e o garçom educadamente quis me ajudar, mas quando lhe perguntei se havia um restaurante ainda aberto para almoço ele olhou no relógio, suspirou, balançou a cabeça e abriu os braços (acho que era italiano! rsrsrs) dizendo: “A essa Hora?!” ERAM 14h15!!!! Mas ele nos deu um mapa de Blois e indicou uma lanchonete não longe dali, onde comemos relativamente bem. No jantar o mesmo acontece, mas como os castelos estão fechados e as pessoas estão lá para ver os castelos, faz sentido encerrar o jantar às 21h.

Ah, posto de gasolina e todo comércio fecha para almoço, então programe-se. Li em um blog que aos Domingos tudo fecha também. GENTE, ISSO AQUI É UMA CIDADE TURÍSTICA OU O QUE???? Mas aí penso que eles é que estão certos. Aqui no Brasil e especialmente em cidades grandes, trabalhamos demais, aproveitamos a vida de menos. Estamos sempre numa corrida contra nós mesmos. Pra que precisa abrir supermercado ou shopping de domingo? Quem quiser que se programe para ir nos outros dias! Trinta (nossa, trinta!) anos atrás Titãs cantava “Domingo é sempre assim, tudo está fechado” e ninguém morria de tédio ou de fome por causa disso.

Essa informação me ajudou, pois me programei para chegar ao Vale numa segunda-feira, vindo de Giverny, onde visitamos os Jardins e a casa de Monet (link no final deste post). Era começo de junho, mas não tivemos a sorte de dias claros e ensolarados de primavera.

Vale do Loire roteiro

Além do Loire, os castelos foram erguidos às margens dos rios Cher, Vienne ou Indre, todos na mesma região conhecida como Vale do Loire. Para quem tem tempo, vale um desvio na estrada A 10 para conhecer a histórica Orleans. Para quem tem sede de castelos, são 71 somente nesta região, segundo encarte que recebi no Centro de informações turísticas de Tours.

Como qualquer imóvel, os castelos sofreram a ação do tempo, do gosto de seus proprietários e do que estava em voga na arquitetura. Além disso, alguns deles foram construídos como fortificação e não tinham o caráter palaciano que conquistaram depois, quando a corte se mudou de Paris para a região.

Seguem aí as dicas de como se programar para ir ao Vale:

Localização
As cidades e os castelos mais visitados do Vale do Loire ficam ao redor de Tours, distante 239 km de Paris.

Castelos do Rio Loire


Como chegar
O trem de alta velocidade, o TGV, de Paris a Tours é a melhor opção para quem não quer alugar um carro. Perto da estação há várias agências de turismo que agendam passeios para visitar 2 ou 3 castelos por dia. Link com o passo a passo da compra de passagens de trem pela Internet no final deste post.

Se alugar um carro, seja a partir de Paris, seja em Tours, estude bem a rota, anote as estradas e nomes das cidades próximas aos castelos que planeja visitar. Todas essas informações te ajudarão caso o GPS te deixe na mão. Nós ficamos na mão porque não planejamos, quer dizer, a incumbência foi atribuída ao Homem Casado Viaja, que não a cumpriu. Nós ficamos sem GPS e nos perdemos muito, gastamos uma nota em pedágio (que na Europa é cobrado de acordo com a quilometragem rodada) e demorou bastante para entendermos como funcionam as estradas. Nada como um mapinha de papel! A sinalização nas estradas entre as cidadezinhas é confusa (imagine que você não é de SP e precisa depender das placas para se localizar. É mais ou menos assim) e os moradores não falam Inglês. Pode ser divertido se perder se você não está com o tempo tão corrido, mas não era nosso caso. Apesar disso continuo achando o carro a melhor opção, pela liberdade de locomoção e de permanência em cada castelo que te proporciona. No início da manhã e no final da tarde, por exemplo, os castelos ficam vazios, pois o pessoal das excursões ou não chegou ou já foi embora, e isso você só consegue se estiver dirigindo. Também é possível escolher onde você ficará hospedado, já que você está de carro. Muitos castelos-hotéis ficam longe de cidades e não servem jantar, então você precisará se deslocar.

Se você vai alugar um carro, faça sua cotação na Rentcars.com, um site de busca de preços com as locadoras mais relevantes de cada região. E se você decidir fazer a reserva, faça pelo link acima ou clicando no logo presente aqui no blog, pois assim eu recebo uma pequena comissão. Não vai render uma viagem (rsrs), mas ajudará a pagar a manutenção ao servidor. Mercy!

A A10 é a estrada pedagiada que corre próximo às cidades, e há sinalização indicativa dos castelos que ficam ali próximos, embora as saídas sejam bem distantes umas das outras. Por isso, acaba sendo mais fácil, mais prazeroso e mais barato pegar a saída para Blois e depois seguir pelas estradas internas (D), que muitas vezes viram ruas estreitas coladas às casas.

Os castelos não cobram estacionamento. Em Tours e Blois, existe o parquímetro nas zonas centrais.

Leia sobre aluguel de carro, estradas e pedágio na França.

O Centro de Informações Turísticas de Tours (78-82 Rue Bernard Palissy,) tem mapas e panfletos para você se orientar e os atendentes são bastante prestativos, então vale passar por lá e se abastecer de material físico.

Roteiro
Como nos perdemos para chegar à região – e depois na região (rsrsrs), o roteiro furou um pouco, mas surpreendentemente conseguimos visitar os castelos programados com calma e no nosso tempo. A maioria fica a uma média de 30 km um do outro.

🏰 Dia 1: foi a viagem Paris-Giverny (na Normandia)-Amboise. Chegamos no final da tarde a Amboise e tudo o que fizemos foi fazer o check-in e jantar, já com vista para o castelo (e isso já foi um feito, visto que tudo fecha tão cedo).

que castelos da França visitar
A cozinha do Castelo Villandry


🏰  Dia 2: Dirigindo a Oeste, fomos ao Castelo de Villandry, passamos por Tours (várias vezes) e terminamos o dia em Chenonceau.

Checnonceau França
Chenonceau, o Castelo das Damas

🏰  Dia 3:  Castelo de Amboise e voltando para o Leste, Chaumont sur-Loire; passadinha por Blois e retorno a Paris.

Castelo Amboise, França
Vale do Loire

Outros castelos que não visitamos e que ficaram na vontade: Chinon, Cheverny e Chambord.

vale dos reis, França


O que fazer
Além de visitar os castelos, fazer picnic, andar de bicicleta, muita gente visita a região para provar seus vinhos.

Uma observação interessante: eu sempre imaginava de onde se tiravam tantas pedras para construir os castelos e visitando a região encontrei a resposta, pois pertinho deles, à beira das estradas D, vemos várias “cavernas”, que são os vãos produzidos pela retirada das pedras. Hoje elas servem de caves de vinho, restaurantes e até hotéis! Quem dá dicas de restaurantes nessas cavernas é o blog Dicas de Francês.

caves na França

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Além dos castelos, aproveite para degustar vinhos!

Língua
A língua oficial é o francês. O Inglês pode ser utilizado na maioria dos restaurantes ou nas lojinhas dos castelos. O gesticulês deve ser usado fora da rota de grande turismo, caso você não fale Francês. Usei muito!

Hospedagem
Se estiver de trem, a melhor opção é Tours, pois é lá a estação e a cidade conta com grande estrutura turística. Se estiver de carro, eu aconselho ficar em Amboise, pois fica entre os principais castelos e à beira do rio Loire e da estrada, o que facilita chegar e sair.

Eu sempre sonhei em ficar em um castelo-hotel, mas o preço da hospedagem e das refeições e a localização me desestimularam. Outro detalhe é que muitos quartos dos chateaux eram bem padronizados como de qualquer hotel, pelo menos nos que eu pesquisei. E nos meus sonhos um quarto em um castelo tinha no mínimo uma cama com dossel!

Como o Mulher Casada Viaja tem parceria com o Booking.com, site de busca e reserva de hotéis, que eu sempre usei nas minhas viagens, sugiro que você pesquise por lá. O site tem avaliações de hóspedes, fotos, é fácil de navegar e tem versão em Português e o app facilita sua vida também! Faça sua reserva clicando no logo do Booking aqui do blog ou no link acima, porque assim eu recebo uma comissão. É um gesto legal para quem compartilha dicas e escancara suas viagens na Internet. Você não paga nada a mais fazendo isso e eu agradeço!

Nós ficamos em um B&B chamado Les Fleurons, gerenciado por um casal de ingleses muito atenciosos e caprichosos. A localização era excelente e a casa era histórica e tombada, tendo sido a biblioteca da cidade. A decoração charmosa era o que eu esperava: com a cara de uma casa francesa! Os quartos faziam vista para o rio Loire ou para o Castelo de Amboise. O café da manhã preparado pela proprietária e compartilhado entre os hóspedes dos quatro quartos e a linda sala de estar onde nos encontrávamos à noite para dividir experiências foram um ponto alto da viagem.

hotel no vale do loire
A fachada do B&B Les Floreons e a muralha do Castelo de Amboise, bem atrás
Castelo no interior da França
B&B em que ficamos na região do Loire, França
onde ficar no Vale do Loire
Sala de estar da B&B em Amboise


Permanência
Dois dias foram suficientes para conhecer os principais castelos, mas se você quer sentir a região – e puder, aumente essa conta. A média de dois castelos por dia é recomendável.

Como circular por lá
Em excursões contratadas ou de carro. Não há transporte público. Sobre uma bicicleta, pedalando na famosa Loire à Velo, que faz parte da Euro Velo 6, uma rota mais abrangente que liga o Oceano Atlântico ao Mar Negro, passando por 10 países (França, Alemanha, Suíça, Áustria, Eslováquia, Hungria, Sérvia, Croácia, Bulgária e Romênia). Que delícia!

Dinheiro
Euro.

Preços em euros em maio/14
– ingresso regular aos castelos varia de 10 a 16
– refeição para casal: a partir de 40
– diária do B&B Les Fleurons em Amboise: 140
– caneca com impressão de foto do castelo: cerca de 7,50
– ímã: a partir de 4

E você, já esteve em uma viagem pela história?

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Trem: como comprar bilhetes

Castelo e cidade de Amboise

Na Casa de Claude Monet

Pela França de Carro: aluguel, pedágio, combustível

 

Na casa de Claude Monet em Giverny

Quando minha filha era um bebê, li em um consultório médico um livro chamado Lineia nos Jardins de Monet. Imaginei que um dia ela estaria lá na casa, feliz por ter a oportunidade de visitar a casa do pintor impressioinsta e os jardins por ele criados. Não foi ainda dessa vez. Em vez dela, havia outra criança sapeca, fotografando os cômodos da casa eJardins de Monet com criançasscondido (eu sempre respeito os museus, juro, mas desta vez não deu! acho que foi culpa da criança sapeca), rindo de alegria ao ver a ponte japonesa e chorando de emoção dentro da casa. Não sei explicar porque Monet me emociona tanto. Quando vi seus quadros no Museu Orsay chorei de forma tão descontrolada que precisei sair ao terraço para respirar. E o mais interessante é que racionalmente eu prefiro as pinturas de Van Gogh e são suas as reproduções que tenho em casa! Monet, só no coração…

de arro de Paris a Giverny
interior da França

Claude Monet (1840-1926) é um dos pintores mais importantes do Impressionismo e a casa que visitamos foi onde ele  viveu por 43 anos, pintando e planejando seu jardim, que serviu de assunto para suas obras. É um grande prazer caminhar por lá e pelos arredores da ciadde e reconhecer o barco, os campos de papoulas, a ponte japonesa. Impossível não lembrar da Lineia do livro!

Monet como visitar sua casa em Giverny

Casa e Jardins de Monet o que há pra ver

A casa e os jardins de Monet ficam em Giverny, na região da França chamada Normandia, a 75 km de Paris, e funcionam de abril a novembro. Como é pertinho, é uma boa opção de bate-e-volta.

Jardim e casa de Claude Monet

Como é o museu casa de Monet Giverny

bate-volta de Paris

Casa de Monet como e quando visitar

Como chegar
🚉 
pegue o metrô até a Gare Saint Lazare e lá o trem das Grands Lignes para Rouen, descendo em Vernon, que é a estação mais próxima. A cada trem que chega, parte um ônibus direto para Giverny. Não se perca entre as flores e fique de olho no horário do último trem de volta! Ingressos podem ser adquiridos aqui.

🚲 Em Vernon, há aluguel de bicicletas a 14 euros para quem quer curtir ainda mais a paisagem, chegando a Giverny pela ciclovia. Taxis custam 20 euros.

 🚙 de carro: Como seguiríamos viagem rumo ao Vale do Loire, alugamos um carro e saímos numa segunda-feira pela manhã de Paris. Ao contrário do que dizem, não foi difícil, além do trânsito que pegamos, claro. Entetanto, na ida nosso GPS selecionou um caminho longo, por isso enm vou compartilhar aqui. Veja no Google o caminho mais curto. O endereço é Rue Claude Monet, 84, Giverny. Não vimos placas direcionando a Giverny, mas o nome de Rouen aparece em algumas e foi o que nos orientou, pois Giverny fica a caminho de Rouen. Cruzamos com o Rio Sena em vários pontos e o interior da França vale uma viagem só para ele (leia sugestões mais abaixo). No fim, o GPS nos levou a lugarzinhos fantásticos fora da rota turística.

Momento jabá: se você vai alugar um carro pra rodar por lá, faça sua cotação na Rentcars.com, um site de busca de preços com as locadoras mais relevantes de cada região. E se você decidir fazer a reserva, faça pelo link acima ou clicando no logo presente aqui no blog, ois assim eu recebo uma pequena comissão. Não vai render uma viagem (rsrs), mas ajudará a pagar a manutenção ao servidor. Mercy!

O estacionamento na Monet Maison é gratuito e fica do lado da Jardim das Águas (veja mapinha do complexo abaixo), mas você terá que começar seu passeio do outro lado da rodovia, pois é lá que fica a entrada.

Casa de Claude Monet como chegar
Quem vai de carro vê cenas assim, entre outras

Giverny como chegar

Permanência
Reserve meio dia para os jardins e a casa. Se quiser, explore a região que é bastante rural e uma graça. A dica é chegar bem cedo e ir direto ao Jardim das águas e depois visitar a casa. Como chegamos tarde, fizemos o inverso.

jardins de Monet dicasCasa de Monet quando visitarjardins europeus

destinos de lua de melinterior da França o que visitar

visita aos jardins de Monet

como é visitar o jardim de Monetmuseu Monetvale a pena visitar os jardins de Monetcomo são os jardins de Monet

onde ver Monet

Jardins de Monet

Como o dia estava nublado (uma pena!), acabei usando um recurso do celular para deixar as cores mais vivas. Uma pena, pois ficaram saturadas e não gostei do resultado. Nada como usar uma câmera de verdade, mas fiz a besteira de esquecer as baterias para recarregá-la. Que isso nunca se repita!

turismo no interior na FrançaPrimavera na França o que fazerturismo na Françadicas de viagem FrançaJardins de Monet

Leia também sobre os Castelos do Vale do Loire.

Ingressos
O ingresso dá direito a visitar o interior mobiliado e forrado de quadros da casa, o jardim que fica em frente a ela e o jardim das águas. Você atravessa a rodovia (que é uma rua pouco movimentada) por um túnel que liga os dois jardins.
Você pode optar por comprar seu ingresso na bilheteria, mas sempre há fila. Eu comprei pela Internet no site da Fnac. Escolha a aba “billetterie” e no retângulo da busca, digite Monet. Aparecerão opções para ingressos de outros museus, também, então selecione Mason et Jardins de Claude Monet. Custa 10 euros.
No website oficial, o ingresso é mais barato, mas se não me engano não comprei por lá pois não imprimia e-ticket e eu não queria que entrega fosse pelo correio.

jardins de Monet preço ingresso entrada
A entrada da casa-museu

O jardim muda de acordo com a estação. Confira as flores que darão as caras quando você estiver por lá neste calendário.
Abaixo, a planta do complexo:

jardins de Monet e casa museu

Onde comer
Do outro lado da rua, em frente à saída, na lateral do estacionamento da Fundação Monet há o restaurante Les Nymphéas. Outra opção é um espaço com lojinhas e lanchonete, chamado La Capucine.

O que comprar
O galpão que servia de ateliê hoje é a lojinha com muitas opções de lembranças. Do outro lado da rua, em frente à saída, tem uma loja que é um mimo para quem gosta de jardinagem e estilo provençal.

Onde dormir
Não nos hospedamos na região, mas você pode pesquisar hotéis no site de reservas Booking.com, com quem temos parceria. Isso significa que reservando através deste link ou do logo presente aqui no blog, você contribui para a manutenção do blog. Blogs de viagem são independentes e não recebem nehnum tipo de remuneração, então estas parcerias ajudam a pagar a manutenção do servido, e isso sem que você não precise pagar nada a mais, olha que gesto simpático e gratuito!

De Giverny a…
Tá com tempo e grana sobrando, não volte a Paris, não! A Normandia tem diversos castelos, a maioria abertos a visitação de abril a outubro ou Novembro. Clique sobre cada nome para navegar mais.

🏰 Bizy Vernon

🏰  Gaillongaillon-chateau

🏰 Ambleville

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🏰  Martainville

Não quer ver castelo, fique em Vernon, cidade do século X que teve um papel importante na história da Normandia na Idade Média e mantém muitos edifícios históricos, cmoo o moinho da foto abaixo:

Vernon

Gostou da Normandia? Deixe seus comentários, vou adorar bater um papo com você!

 

Paris: Roteiro de 2 dias e meio!

Ultraje ficar dois dias em Paris, pensei. Espremer Paris entre outros destinos, então, parece desrespeitoso. Mas era o que tínhamos.
E valeu muito a pena! Esta senhora, Paris, não merece 2 ou 3 dias de sua vida, apenas, então só siga esse roteiro caso não seja sua estréia.  A segunda visita não tem a expectativa da primeira, mas tive um certo medo de perder a paixão por Paris (clique para ler: Paris, Sonhe Comigo). Por outro lado, a segunda vez traz a sensação (irreal – ou surreal?) de que já somos do pedaço (São Francisco de Paula, padroeiro dos turistas, lucidez para esta pessoa, por favor!).

Chegamos de trem (todas as informações aqui), a partir de Amsterdã, desembarcando na Gare du Nord, o que já facilita locomoção e economiza minutos preciosos. Isso a gente pensa quando está planejando, porque quando chegamos ao destino, o gostoso é jogar o relógio no fundo da mala, comer quando se tem fome e dormir quando o sono bate, flanar pelas ruas…Corta! Voltando: Três estações depois, descemos na Luxemburgo, a um quarteirão de nosso hotel. Se você nunca esteve em Paris, talvez não saiba que precisará carregar suas malas escadaria acima, pois não há escadas rolantes nas estações de metrô. Talvez também não saiba que é super comum caminhar com a mala de rodinhas pelas ruas. Imagine isso em SP! Caso esteja chegando de avião, também é possível chegar em Paris pelo metrô. Confira as linhas do metrô parisiense aqui.

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Mas como foi uma passagem relâmpago, vou escrever em tópicos, que são tão rapidinhos quanto nossa passagem pela cidade! Considere que o roteiro leva em conta a localização do hotel e nossa preferência por caminhar. Só usamos metrô quando chegamos. Fizemos tudo a pé, afinal,  caminhar é a melhor atração de Paris.

Paris se divide em distritos numerados, embora também tenham nomes. Quanto menor o número, mais central é sua localização, isto é, mais perto das atrações turísticas você estará!

Paris e suas principais atrações turísticas, com a numeração dos bairros
Paris e suas principais atrações turísticas, com a numeração dos bairros
Nosso roteiro

🗼 tarde da chegada – sexta-feira

0. Check in no Hotel Best Western Trianon Rive Gauche, na Rue de Vaugirard, no 6º arrondissement.

Fachada de nossa rápida morada em Paris
Fachada de nossa rápida morada em Paris

1. Algo para enganar o estômago: crepe e baguete nos arredores do hotel, mais pela simpatia do proprietário do que pelo sabor. O cara falava sem parar, num Inglês que eu precisava franzir a testa para entender. Isso sempre me deixou mais com rugas do que com compreensão!

2. Pantheon. O ingresso a 4,50 euros dá direito a conhecer a arquitetura interna desta antiga igreja e a visitar a cripta – Urgh! A história do Pantheon é longa e envolve igreja, realeza e Revolução Francesa, que tirou seu caráter religioso para se tornar mausoléu dos grandes nomes franceses. O folheto recebido (inclusive tem em Português) resume algumas das transformações. O site exibe informações em inglês, espanhol e francês. Estava em restauração desde janeiro/2014. Visite o website oficial clicando aqui.

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Maquete do Pantheon
Maquete do Pantheon

3. Boulevard St Michel e sua imensa fonte.

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4.  Postar-se diante da Notre Dame é uma boa pedida não só para admirá-la, mas para observar os turistas que fazem selfies, brincam, fazem picnic por ali. Não entramos pois já a conhecemos em nossa primeira visita a Paris.

5. Passeio pelos arredores de Marais, o bairro gay de Paris. Passadinha em frente do prédio da Prefeitura, que no final da tarde ganhou um dourado maravilhoso.

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6. Jantar no Bistrô Paris Beaubourg, com vista para o Centro Georges Pompidou

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7. Mais uma olhada sobre o Sena,  esse rio que hipnotiza. Não sei se é ele próprio ou se são os lindos edifícios construídos a suas margens. Você sabia que as margens do Sena são Patrimônio tombado pela UNESCO?

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8. Nem Notre Dame, nem Sacre Coeur. Minha igreja parisiense preferida é a Sainte Chapelle e fui prestar reverência a ela. Mas já estava fechada, então fiquei olhando tal qual cachorro em vitrine de frango. Leia post exclusivo sobre as Igrejas de Paris, a ser publicado logo logo. Abaixo, fotos da visita que fiz em 2009:

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9. Fotinhos noturnas em frente à Notre Dame.

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🗼 segundo dia – sábado

1. Café da manhã no bistrô Le Comptoir du Pantheon, na Rue Soufflot.

Oui!
Oui!

2. Igreja St Etiennen du Mont.

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3. Passeio pela feirinha de St. Germain. Abastecidos de cereja e morango.

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4.  Aquecer sob o sol parisiense no Jardim de Luxemburgo.

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5. Igreja St Sulpice. Informe-se sobre as apresentações de coral. Tivemos a sorte de estar por lá durante uma. Inesquecível!

6. Almoço no Rim Café, na Rue St Severin, porque estávamos por ali, mas não recomendo.

7. igreja St Severin

8. Doces deliciosos na Patissier Confiseur, na Rue Saint Jacques

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9. Caminhada até a Torre Eiffel, passando pelo Hotel des Invalides e finalmente chegando até Champ de Mars. Caso você prefira usar o metrô, desça na Trocadero e sua primeira vista da Torre será inesquecível! Se preferir gastar sola, siga pelas margens do Louvre, sempre um grande deleite. Nossa rota não tinha grandes atrativos, mas conhecemos partes de Paris mais residenciais e menos turísticas, digamos assim. Mas chegamos e lá estava ela – e centenas de turistas fazendo picnic e esperando a noite para ver a Torre brilhar ainda mais. Os elevadores da Torre ficam abertos até meia noite, mas como estava muito frio, eu preferi não subir, desta vez. Além disso, os ânimos entre mulher casada viaja e homem casado viaja não estavam para romance. Péssima ideia ter briguinhas a caminho de Paris…

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10. Caminhada de volta ao hotel às margens do Sena.

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🗼 dia 3 – domingo

1. Como o dia começou frio e cinzento, o café da manhã foi no Paul’s da St Michel, que tem uma sobreloja quentinha.

2. Passeio pelo pátio do Louvre e pelo Jardin Des Tuileries.

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3. Hora do arrepio: cara a cara com as Ninfeias de Monet, no Museu L’Orangerie. Mais um sonho de viagem realizado!

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4. Agora era a vez do Homem Casado Viaja realizar o sonho de dirigir uma Ferrari, alugada na Place de La Concorde.

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4. Caminhada pela Champs Elysees – e compra da boneca do Frozen pra filhota! Gosta de decoração? Visite a Zara Home. Coisas lindas!

O Arco do Triunfo ficou meio longe, mas eu nunca gostei muito dele, mesmo, rsrsrs
O Arco do Triunfo ficou meio longe, mas eu nunca gostei muito dele, mesmo, rsrsrs

5. Almoço no L’Entrecote de Paris, na Rue de Marignan, travessa da Champs des Elysées

6. Grand Palais – Exibição dos painéis Guerra e Paz, de Candido Portinari. Além da obra, a exibição trouxe documentários sobre a retirada dos painéis, seu transporte e restauração no Brasil, que desde sua criação estavam na sede na ONU em NY. Se você já esteve no estrangeiro, como diziam antigamente, sabe que a coisa pega quando lá se vê algo que nos represente. Eu fiquei emocionadíssima nessa exibição, mas não cabe aqui detalhar os porquês.

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8. Último passeio pelas margens do rio. Aproveitamos o wifi livre entre a ponte Royal e a Passarela Solferino e ficamos apenas sentamos nas escadarias de frente ao Sena, mandando um selfie com nossa cara mais feliz, tendo além do rio, o Museu D’Orsay e o Louvre como paisagem.

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9. Passeio pelos jardins da Notre Dame

As tulipas se foram, mas as rosas não fazem feio!
As tulipas se foram, mas as rosas não fazem feio!

10. Sobremesa tardia no  Le Parvis, na Rue Arcole, na Ile de La Cite.

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Acho que o garçom foi com a nossa cara!

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11. Recordar é viver. Fomos caminhar na região do Quartier Latin onde nos hospedamos em 2009 e passamos em frente ao hotel da Rue Monge. It felt like home…

12. Última foto da Torre, vista da janela que foi minha por 3 noites, em Paris.

Última noite em Paris, última vista da janela de nosso quarto
Última noite em Paris, última vista da janela de nosso quarto

Há pouco tempo escrevi Paris, sonhe comigo, em que divagava se continuaria apaixonada por Paris após uma segunda visita. Algumas pessoas disseram que “Paris é Paris, a gente sempre se apaixona”. É verdade. Paris é linda, É grandiosa. É charmosa. Descrever Paris parece tão difícil quanto descrever o amor. Ou explicar porque a gente ama alguém. E mesmo que o clima não estivesse tão bom como da primeira vez; mesmo que as tulipas já houvessem sido substituídas por outras flores menos nobres no Luxemburgo; mesmo que as cerejeiras na Notre Dame não exibissem mais seu rosa-Paris; ainda que não tenhamos elegido um bistrô para chamar de nosso; apesar de a cidade ter estado lotada demais de turistas (como os parisienses aguentam!), sim, eu continuo apaixonada por Paris. E me aguarde que um dia eu volto!

PRÁTICAS E RÁPIDAS

Localização
Paris é a capital da França e fica na Região Ile de France (existem outras 25 no país).

Visto
Não é necessário visto para entrar na França, mas aguente a “dedetização” no avião antes de sair de solo brasileiro. Eu juro que preferia ter de tirar um visto!

Língua
Francês, mon chéri, mas nas regiões turísticas o Inglês é aceito. Vale a velha dica de soltar um bom jour antes de falar Inglês.

Hospedagem
Em geral, quanto mais central a localização, mais caro será o hotel, mas vale a pena o esforço bancário e ficar em um dos bairros (do número 1 ao 10) onde estão as principais atrações e a partir de onde você pode caminhar – olha eu falando em flanar, de novo! Também acho legal ficar em hotéis pequenos, nos prédios típicos de Paris. Os hotéis das grandes redes não têm características parisienses nem na decoração, nem na arquitetura. Mas você pode escolher de acordo com suas preferências: gosta de luxo e elegância?  Fique perto da Champs Elysees. Prefere estar perto dos estudantes?  Fique ao redor do Jardim de Luxemburgo e da Sorbone, no Quartier Latin. Quer badalar?  Marais. Interesses gastronômicos?  Madeleine e Opera.
Ficamos no Trianon Rive Gauche, pertinho do Parque de Luxemburgo e do Blvd St Michel. Provavelmente são dois prédios unidos, pois há dois elevadores. O da nossa ala era um elevador minúsculo, em formato triangular, que na concepção parisiense serve a três pessoas. Só se for a três parisienses. Vá colocar 3 americanos ali! O quarto era bem espaçoso para os padrões de Paris e o banheiro maravilhoso (adoro aquela luz natural vinda da porta-balcão). Tudo limpinho, novo, cama e travesseiros macios e decoração aconchegante. E quando abri a porta-balcão e vi a Torre Eiffel, adorei o hotel! Tudo bem, a Torre é vista de muitos pontos da cidade, mas era da minha janela! Pelo menos naqueles 2 dias e meio. O café da manhã não era incluso, mas no último dia comemos lá e gostamos bastante, pois havia grande variedade.  Mas não espere um atendimento cordial ou mesmo simpático do pessoal do restaurante. Com exceção da recepcionista filha de portugueses, ninguém mais nos deu um sorriso sequer. A decoração dos espaços sociais é clássica, mas leve, sem excessos.

Atualização: Acabo de fazer parceira com o excelente Booking.com, site de busca e reserva de hotéis, pousadas e B&B.  Seja lá qual for o destino de sua próxima viagem, lembre-se de reservar seu hotel através do blog Mulher Casada Viaja. Basta clicar no logo do Booking.com à direita (se você estiver em um PC) ou no final do blog (se estiver em smartphone). É uma forma gentil, indolor, gratuita de contribuir com quem escreve mais que dicas, mas compartilha sonhos e realizações de viagem com você!

A escadaria do Trianon Rive Gauche
A escadaria do River Gauche

Permanência
Se for a primeira vez, ao menos 5 noites. Se quiser visitar os principais museus – bem, o que é principal, afinal?  estou considerando o Louvre e o D’Orsay -, talvez precise de 3 ou 4 dias só para eles. Lendo meu roteiro, dá pra ter uma ideia do tempo, que pode ser reduzido se você pular as caminhadas e usar o metrô – e não ficar babando a cada esquina. Cada viajante tem seu próprio estilo e alguns ficam felizes em passar em frente de um monumento ou igreja estando dentro de um ônibus de excursão. Considere seu tipo, faça a lista das atrações e bon voyage!

Como Circular por Lá
Circule, vá em linha reta, perca-se pelas ruas sem “atração turística”.  Seus pés serão seu grande meio de transporte. Mas o metrô está sempre por perto quando suas pernas pedirem arrego!
Os batoux também são ótima opção para ver a cidade sob outra perpectiva – e para descansar!

Dinheiro
Euro

Preços (em euros em maio/14)
– Refeição para casal: de  25 a 70
– Café da manhã para casal:  17 a 35
– Aluguel de Ferrari ou Lamborghini por 8 km: 89
– Entrada de Museus: de 13 a 15. No primeiro Domingo de cada mês, alguns museus são gratuitos (não, o Louvre não está na lista, sorry). ao contrário do que esperava, não havia filas gigantescas nos dois museus que visitamos no Domingo. Perdemos 10 minutos na fila do Orangerie.  Se você adora museus – e vê tudo passando rápido à frente de seus olhos – compre um passe de 2 dias (49 ), 4 dias (68 ) ou 6 dias (80).
– Moulin Rouge: 112
– Hop on, Hop off bus*: 32
– Hop on, Hop off boat*: 16
– Day trip para Londres: 229
– Day trip para Bruges, na Bélgica (leia dicas sobre essa linda cidade medieval clicando aqui): 214

*hop on significa entre, suba no veículo e hop off, desça. É um sistema de ônibus e barco turísticos conhecidos em várias cidades do mundo, em que você compra um passe de tarifa única, com validade de 24 ou 48 horas e pode subir ou descer em vários pontos da cidade. O trajeto normalmente inclui os principais museus, igrejas, praças, parques e monumentos.

Fuso Horário
São 4 horas de diferença (de Brasília), mas considere 5 durante o horário de verão Francês, que vai do último domingo de março ao último de outubro. Em nosso horário de verão, a diferença cai para 3 horas.

Outras dicas

Paris deve ser caminhada. Se você, como eu, não aguentar andar 15 horas por dia, tire um hora para voltar a seu hotel e dormir. Sem medo nem culpa. Vai se sentir revigorada para aproveitar a noite, que na primavera e no verão só chega depois das 22h. Mas se você preferir, use o metro que chega a todos os pontos turísticos. Guarde o bilhete durante o trajeto, pois é preciso apresentá-lo se solicitado.

Use calçados confortáveis – e mais para velhos do que para novos. Calçados novos e viagem não combinam!

Comprar ingressos pela Internet poupa minutos preciosos em fila de bilheteria, mas se o dia estiver lindo, você não vai querer estar enfiado em um museu! Para algumas coisas, vale a pena decidir no dia anterior, de olho na previsão do tempo.

Não se esqueça de levar o carregador de bateria de sua câmera. Eu fiquei na mão e tive que fotografar com o tablet…

Leia também:

Paris e carro é uma combinação furada, mas dirigir pelo interior da França é tudo de bom. Leia as dicas de aluguel de carro em Paris, estacionamento e pedágio aqui.

Se vai a Giverny visitar a casa do pintor impressionista Claude Monet, clique aqui.

Castelos no Vale do Loire também estão aqui no blog. Dê um pulinho lá, clicando sobre o título do post: Vale do Loire e seus Castelos.