Dirigindo na Itália

Sempre viajei com o maridão e deixava a honra de nos guiar por estradas nunca antes percorridas para ele – eu ficava absorvendo a paisagem, fotografando e indicando caminhos. Em minha última viagem à Itália ele não foi e como o carro dá mais liberdade de parar e de chegar a lugares onde trem ou pernas não chegam, alugamos, eu e minha colega de viagem, dois carros diferentes para percorrer a Toscana e a região das Dolomitas. Este post é baseado em minha experiência nessas duas regiões e nem de longe pretende esgotar o assunto “dirigir na Itália”, mas tenho certeza que ajudará quem como eu nunca havia dirigido por lá.

Siena-103
É mais fácil achar clássicos 500 do que Ferraris pelas ruas

Quando alugar um carro na Itália

A Itália é servida por uma extensa malha ferroviária que te leva a quase todas as cidades turísticas, então trens são sempre a primeira opção não apenas por economia, mas porque são confortáveis e rápidos (exceto os regionalle, que param em todas as estações e demoram mais por isso, além de serem mais simples). Carro e cidades “grandes” não combinam, então se você vai a Roma, Milão, Verona ou Florença, por exemplo, caminhando se chega a todas as atrações.

Só alugue um veículo se for fazer um roteiro por trechos onde o trem não chega ou se você quiser ter maior liberdade para parar e fotografar, por exemplo. Algumas sugestões de roteiros italianos onde um carro é essencial:

  • Costa Amalfitana
  • Dolomitas, a linda cadeia de montanhas nos Alpes
  • interior da Toscana, rodando por cidadezinhas como Montepulciano, Montalcino, Pienza, San Gimignano, Volterra, Luca…
Não se preocupe: em dois dias de estrada você certamente verá muitas cenas como esta
Não se preocupe: em dois dias pela Toscana você certamente verá muitas cenas como esta
Num grupo de viagens à Itália, no Facebook, a Cilene Tineli compartilhou uma dica quente: para ir a ilhas, como Elba ou Sicilia, algumas companhias de aluguel não permitem o ingresso no Ferryboat e ela conseguiu com uma local, a Sicilycar, com agência no aeroporto Fiumicino, em Roma. Vale então observar as cláusulas de letras miúdas para não ter erro.

ZTL – Zona de Tráfego Limitado

Trento-52
ZTL em Trento

A maior parte das cidades históricas europeias tem ZTL (zona de tráfego limitado) e na Itália os moradores, taxistas e outros autorizados têm instalado em seus veículos um transponder. Seu carro alugado não terá e se você circular pelas áreas não permitidas será multado. Se precisar circular pela ZTL, antecipadamente entre em contato com locadora ou o estacionamento onde pretende deixar seu veículo para obter a permissão, mas não sei como isso funciona e imagino que seja burocrático, afinal estamos na Itália.

Minha dica é: não se aproxime da ZTL, pure and simple. O problema é que ao ver a placa muitas vezes é tarde demais, pois quase sempre não há como retornar ou travessas para fugir e você simplesmente passeia pelo centro histórico sabendo que vai ganhar uma multa de suvenir.

Que carro alugar na Itália

Considere que, com exceção das autoestradas, as estradas são de mão dupla, estreitas e sem acostamento e que se você tiver permissão para entrar no centro histórico das cidades medievais as ruas são ainda mais estreitas. Então o melhor é alugar um carro pequeno, certo? Mas carro pequeno tem porta malas pequeno, então pense na possibilidade de deixar sua mala grande no guarda volumes de uma estação de trem, por exemplo, e levar consigo numa bolsa pequena o que for utilizar nos dias em que estiver com o carro. Montar um roteiro que intercale dias com carro e dias sem carro é uma boa para descansar da tensão e responsabilidade de estar dirigindo em um outro país. Leia o roteiro desta viagem à Itália que inclui Milão, Veneza, Trento, Verona, região Toscana e Dolomitas.

Ah, a maioria dos carros são de transmissão manual. Outra coisa: apresentei minha carteira de habilitação brasileira em ambas as lojas da Europcar, mas li que é preciso ter Habilitação Internacional, que pode ser expedida pelo Detram de seu estado.

lambreta italiana
Que tal alugar uma lambreta?

Onde alugar o carro na Itália

As locadoras tradicionais, como Hertz, Avis, Budget, estão nas principais cidades, mas alugamos na Europcar em dois momentos distintos. Na Toscana, retiramos e devolvemos o veículo na loja de Siena, fora do centro histórico. O serviço foi rápido, mas o carro que reservamos (Fiat 500) não estava disponível, então nos ofereceram um Smart for 4, que tem um porta malas ridículo. Rejeitado, outra opção dentro da categoria era o Fiat Panda, nosso Uno. Nas subidas eu tive que desligar o ar condicionado para  ganhar potência, no mais foi tudo bem.

Para percorrer as Dolomitas retiramos na loja de Veneza e devolvemos na loja de Trento  um Fiat 500 L. O porta malas acomodou bem nossas 2 malas P e 2 bolsas de bordo e ainda sobrou espaço. Os bancos traseiros são bipartidos e retráteis. Mulher sempre sente falta de porta trecos e nisso o carrinho ficou devendo: eram 2 celulares, câmera e tablet para deixar à mão e tivemos que deixar alguns no colo. O motor aguentou bem as subidas e o carrinho é bem confortável.
o Fiat 500 l

Quanto custa alugar carro na Itália

Além das diferenças de preço entre as locadoras, os valores variam de acordo com a categoria do veículo e impostos de 22% incidem sobre o valor total da locação. Um Fiat Panda por dois dias retirando e devolvendo em Siena custou € 116,57 com quilometragem livre e devolvendo o carro com tanque cheio, sem contratação de seguro contra terceiros (eu sei, é um risco, mas gosto de viver perigosamente) ou de danos pessoais (que não contratei pois já estava coberta pelo seguro viagem da Mondial Assistance, que sempre contrato). Nas Dolomitas, três dias com o Fiat  500 L (que não temos no Brasil, ainda), taxa de €100 cobrada pela devolução do veículo em outra cidade e sem contratação de todos os seguros oferecidos, apenas o básico, com quilometragem livre e tanque devolvido cheio, saiu por €252,00 já com o imposto de 22%.

carro em Veneza
As locadoras próximas à Piazza Roma, em Veneza

Pedágio na Itália

As estradas regionais (SR) ou estaduais (SP) não têm pedágio, que é cobrado nas autoestradas. Na praça de pedágio, haverá placas para quem tem o sistema de cobrança automático (Telepass) e para quem não tem.  Então vá a uma dessas cabines indicadas por “biglietto”, aperte o botão e retire seu bilhete. Quando você sair da rodovia haverá uma nova praça de pedágio e então você entregará esse bilhete que retirou no primeiro pedágio ao funcionário e pagará em dinheiro. Por isso não o perca, de jeito nenhum, ou você terá que pagar a quantia total, como se tivesse percorrido toda o percurso da estrada. Ou seja, quando mais se roda, mais se paga.

Combustível na Itália

Eu só abasteci os carros antes da devolução e ambos os postos tinham atendentes. Mas eu tinha lido que os postos eram de auto atendimento, talvez os das autoestradas?

Quer saber quanto gastará em combustível e pedágios? Entre no site Via Michelin, insira os pontos de partida e de chegada e pronto!

combustível na Itália
Posto de combustível em Trento

Sinalização de Trânsito na Itália

As estradas são bem sinalizadas, muitas vezes até demais! Isso quer dizer que num cruzamento ou rotatória de estradas regionais pode haver mais de 10 indicações de cidades. Você precisa literalmente parar pra ler todas elas na esperança de encontrar seu destino. Isso só foi possível pra mim porque não havia movimento nas estradas, mas imagine na alta temporada! Some a isso o fato de na região das Dolomitas próximo a Bolzano as placas estarem escritas primeiro em alemão e (só sei dizer danke e auf Wiedersehen em alemão) depois em Italiano e é a receita para enlouquecer.

placas de trânsito na Itália
Travel East, Travel West, Staying home is never best!

Como você deve ter notado, as placas indicativas de cidades são azuis e verdes. Azuis indicam estradas regionais, que têm limite de velocidade reduzido, mas são mais contemplativas. As placas verdes indicam autoestradas. Assim como no Brasil, as placas marrons indicam pontos de interesse turístico. A placa de pare vem escrita em inglês e é igualzinha à americana.

Algumas placas são bem intuitivas e eu aprendi sem ter lido nada a respeito antes, como as placas de ultrapassagem proibida ou de preferência.

A faixa vermelha sobre o nome da localidade indica seu limite
A faixa vermelha sobre o nome da localidade indica seu limite

Sugiro que você digite “Italian traffic signs” no Bing – não sei porque em português aparecem placas de outros países e no Google também – para um arquivo com imagens de placas. Isso te ajudará a se familiarizar com os sinais e te trará maior confiança para dirigir na Itália. 

GPS e mapas

Li em alguns blogs estrangeiros que o GPS não é muito indicado em regiões rurais, como Toscana e Dolomitas, pois muitos endereços são vagos, como Localitá La Croce, e constatei na prática e na pele que às vezes é fria na certa. Minha amiga baixou o Sygic, um app que funciona como um GPS ffline e por isso ele pode ser muito útil caso você esteja sem conexão com a Internet. Mas tivemos dificuldade para definir que caminho seguir em bifurcações, ou seja, quando mais precisamos dele. O GPS nos mandou para a autoestrada e rodamos um tempão pois não há retorno. Depois desse dia, usamos o Google Maps para conferir se o GPS estava nos indicando o caminho correto. Escuta essa: em outro momento, o GPS nos mandou para uma estradinha estreita, na montanha e sem guardrail que acabou no quintal de uma família!  Não tô brincando, não, dá uma olhada nesta outra estradinha por onde tivemos que passar em um dos caminhos que o GPS nos mandou:

Jura que tenho que ir por ali?
Jura que tenho que ir por ali? É uma estrada, mesmo?

Para as Dolomitas, minha dica mais preciosa é familiarizar-se com os nomes e a localização geográfica das cidades nas duas línguas (italiano e alemão), porque diante de uma bifurcação quando o GPS tiver falhado, isso te ajudará a tomar o rumo correto. Se possível, leve um mapa de papel. Ele é como o vovô: pode parecer ultrapassado, mas sabe das coisas. A parte boa é que o visual é lindíssimo, e além das montanhas os vales com casinhas alpinas, igrejinhas, vacas pastando te transportam para um calendário daqueles antigos. Se você não sabe ler mapas, procure os endereços por coordenadas de GPS, mais garantido que colocar endereços.

Dirigindo no outono ou inverno

Se você vai no final do Outono ou no inverno ou mesmo no início da primavera, leve em consideração que poderá haver neve e gelo na pista. Correntes nos pneus são obrigatórias neste período em quase toda Itália, com exceção do extremo Sul, então se você não tem experiência em dirigir nestas condições, melhor evitar guiar nesta época. 

Dirigindo no verão e na primavera

No final da primavera as estradas estavam bem tranquilas, pois a temporada alta de verão ainda não havia começado. As estradas são obviamente sinuosas tanto na Toscana quanto nas Dolomitas, mas isso deixa a viagem ainda mais contemplativa pois a velocidade precisa ser baixa, 40 ou 50 km por hora. Todas são estreitas e têm pista dupla e não há acostamento ou iluminação, nem mesmo os chamados olhos de gato. Alguns trechos não têm guard rail e a sensação de estar a dedos do barranco é um pouco assustadora, como para subir ao Rifugio Auronzo, por exemplo. Além disso, ônibus também trafegam por ali e as curvas fechadas fazem com que você tenha que parar o carro para que o ônibus invada sua pista – na beira do precipício sem guard rail! Nas Dolomitas há muitos motoqueiros zunindo suas máquinas e vimos até um carro de corrida (não me pergunte que fórmula, que modelo…), enquanto na Toscana o que chama à atenção são os conversíveis. Ciclistas estão presentes em ambas regiões, então fique atento. Não há pedágios nem buracos na pista. Em todas as estradas senti falta de sinalização indicando pontos para fotografia, como há nos Estados Unidos e Canadá, então fique de olho em espacinhos para parar como o da foto abaixo.

Nosso Fiat 500 L em Val di Funes
Nosso Fiat 500 L aproveitando um “acostamento” em Santa Madalena, Funes

 Mas não se intimide com esta descrição. Se você é um motorista experiente e confiante, não há o que temer. E o premio é ter imagens assim:

Prazer dirigir com esse visual!
Prazer dirigir com esse visual!

Ou assim:

A famosa igrejinha do Vale d Orcia, na Toscana. Vejo minhas fotos como um premio de çaca!
A famosa igrejinha do Vale d Orcia, na Toscana. Vejo minhas fotos como um premio de çaca!

Estacionamento na Itália

Minha maior dúvida era em relação às cidades com ZTL: onde poderia estacionar e quanto isso

parquímetro em Montepulciano
parquímetro em Montepulciano

custaria? Em Siena, por exemplo, eu conseguiria um desconto por ter reserva em B&B por lá, mas além da permissão para entrar na ZTL teria de ir a um ponto da cidade longe do estacionamento e depois voltar lá para apresentar o documento e assim ganhar o benefício. Estando de férias, burocracia era a última coisa que queria, então resolvi o problema pegando um taxi para me deslocar do e para o centro, usando o carro apenas nas estradas, já fora do centro histórico.

As cidades medievais da Toscana têm bolsões de estacionamento próximos a seus muros. Alguns têm cancela e funcionário outros são com parquímetros. Nas Dolomitas fora da alta temporada (fim de março a fim de junho e fim de setembro a dezembro) alguns estacionamentos são gratuitos, como em Passo Giau e Rifugio Falzarego. Pagamos em Alpe di Siussi, que tem estacionamento coberto, barato e automatizado (leia post a respeito desse paraíso), mas para subir a estrada até o Rifugio Auronzo foram €18! É pagar ou encarar a trilha, mas vale cada centavo se você está sem tempo ou disposição. Logo logo eu escrevo a respeito dessa parte das Dolomitas.

Rifugio Auronzo
Não é pedágio, é a entrada para ter acesso ao Rifugio Auronzo

Em Trento chegamos em um domingo e estacionamos a dois quarteirões do Duomo, ainda fora da ZTL, precisando retirá-lo na segunda-feira depois das 9h ou começar a pagar. Em uma das entradas da cidade, um painel eletrônico indicava o número de vagas livres nos estacionamentos, como mostra a foto às margens do rio Ádige.dirigir na Itália

Ah, os carros vêm com um reloginho de papelão na parte interna do parabrisa para marcar o período de estacionamento, como se fosse uma zona azul. Você paga no parquímetro e exibe o tíquete no painel do carro.

Evite deixar  objetos à vista no carro estacionado. Às vezes não tem jeito pois estamos de passagem e precisamos deixar as malas com todos os pertences no porta malas. Carregue eletrônicos em sua bolsa ou mochila pessoal, vai que…

Super dica: Este site indica localização e preços de estacionamentos na Itália e em outras partes do mundo.

E você, já dirigiu pela Itália? Tem alguma dica para compartilhar? Deixe aí nos comentário que os leitores agradecem e eu também!

Posts Relacionados às Dolomitas (clique sobre o título)

Alpe di Siussi
 Cortina d’Ampezzo
 Dolomitas: roteiro de 3 dias
Roteiro de 12 dias pelo Norte e pela Toscana
 Lago Misurina e Refúgio Auronzo
 Dolomitas: guia para sua viagem

Em breve sobre região das Dolomitas:
Val di Funes
Trento

 

 

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Check List: getting ready!

Este post fala dos preparativos para uma viagem à Florida com marido e filha, mas ele pode ser útil para quem viaja para qualquer outro país.

10 year visa!!!

1. Passaporte com validade mínima de 6 meses. Um bom lugar para tirar o passaporte para quem mora no ABC, região da Mooca e Ipiranga, em São Paulo, é o Atende Fácil, em São Caetano do Sul. Olhem o mapa de São Paulo e vejam como é pertinho, apesar de ser em outro município! Achei mais rápido e organizado do que nos Shoppings Ibirapuera ou Internacional de Guarulhos.

2. Visto Americano de turismo. Acabo de renovar o meu e as dicas são para renovação, pois eu nunca deixo o meu vencer e o primeiro visto eu tirei há mais de vinte anos, então não me recordo como foi. Mas basicamente é a mesma coisa.

🗽 Entre no site do Consulado Americano,  que tem versão em Português com orientações sobre tipos de visto, como proceder para agendamento, etc., mas o formulário em si precisa ser respondido online, em Inglês, o que pode ser difícil para alguns. Peça ajuda a um amigo que tem familiaridade com o idioma. Conforme for preenchendo, vá também salvando, para no caso de o sistema cair, você não precisar refazer tudo.

🗽 Preenchido o formulário infinito, o DS-160 (atenção! não tente fazer quando estiver na TPM! rsrs), imprima a Confirmation, que deve ser levada ao Consulado. Mas não se preocupe, se você esquecer de levar algo que possa ser impresso pela Internet, uma porção de “almas caridosas” no entorno do consulado estão prontas para te auxiliar, desde que você pague, por exemplo, R$ 20,00 por página impressa (aff!).

🗽 Pague a salgada taxa  de US$ 160.00. O agendamento para entrega de documentos pode ser feito no próprio consulado, que em SP fica na Chácara Santo Antônio, ou no Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto, na Vila Mariana. Eu já usei os dois serviços e preferi o último, mas conheço gente que reclamou da lentidão de lá, então talvez eu tenha dado sorte. Ah, lá a foto é tirada na hora, tanto para o visto Americano como para o passaporte (não se impressione com a oferta de fotos presente nos estacionamentos ao redor do CASV). Capriche no cabelo (rsrsrs)!

🗽Não fomos chamados para entrevista, mas meu irmão tirou o visto recentemente e disse que respondeu a perguntas básicas como o motivo da viagem, o que fazia profissionalmente, onde ficaria, etc. O importante é levar comprovantes, contratos, documentos que provem os vínculos que você tem com o Brasil, pois o receio deles em conceder o visto é de que você vá ficar por lá.

Recebi o passaporte pela DHL com o visto de 10 anos em menos de uma semana. Espero que tudo dê certo para você, também!

3. Passagens aéreas e seguro. Confesso: não fiz muita pesquisa porque queria vôo sem conexões e queria pela Tam para o programa de milhagens (me aguarde, Europa!). Só pesquisei a diferença entre voar direto para Orlando (que é bem mais caro) ou descer em Miami e acabei optando por pegar a estrada.

4. No momento da compra da passagens no site da Tam, existe a oferta do seguro de Viagem Mondial, que cobre casos de doenças e acidentes, extravio de bagagem, entre outros. Viajando com filhos, acho sempre uma boa ideia. Confira se seu cartão de crédito lhe oferece esse benefício, pois é uma boa economia.

5. Aluguel de automóvel. Em nossa última viagem a Orlando, escolhemos um hotel do complexo Disney, o Caribbean Beach Resort, que não tem café da manhã incluso, mas tem um complexo de piscinas maravilhoso (fomos no Verão Americano) e transporte gratuito para os parques, além do traslado aeroporto-hotel-aeroporto.  Por causa dessas facilidades, e porque usaríamos a piscina do resort nos dias em que não fôssemos aos parques, não alugamos carro nesse periodo. Quando chegou o momento de irmos à Universal, nos hospedamos em um Best Western próximo (bem mais econômico que o da Disney), que também oferecia serviço gatruito de van até a Universal. Depois disso foi o momento de alugar um automóvel, para irmos às compras e para uma esticada a Clear Water, em Tampa (linda praia!).  Com isso, fizemos alguma economia no aluguel do carro.  Este ano optamos por alugar um carro já na chegada a Miami, pois rodaremos por vários pontos da Flórida.

Se você pretende ficar nos parques desde a abertura até o fechamento, pagará pelo aluguel do veículo, pelo estacionamento (US$ 15.00 na Disney e US$ 16.00 na Universal: U$ 92,00 se vc visitar os 6 parques – sem contar os aquáticos)  e mesmo assim precisará se utilizar de uma jardineira (tram), monorail ou ferry para ir até o parque ou do parque à sua vaga.

Estacionamento de um dos parques da Disney em Orlando

Pesquisei nas grandes locadoras pela confiabilidade: Avis, Buget, Hertz, Alamo. Para ver a satisfação de quem alugou, nova pesquisa na Web e com isso descartei a Alamo, pois vi alguns comentários negativos a seu respeito. Faça as contas, pois o que parece atrativo pode sair mais caro. Tenho um programa de fidelidade com a rede de hotéis Best Western que me oferecia vantagens no aluguel de automóvel. Com o acréscimo de taxas, acabaria saindo mais caro do que em outras locadoras. Alugamos uma Dodge Grand Caravan por 16 dias a US$ 882.00 pela Miles car Rental . Na volta eu conto como foi!

6.  ingressos para os parques. Se você viaja independentemente ou se seu pacote não inclui ingessos, há uma infinidade de opções para adquiri-los. Você pode comprá-los pela Internet aqui do Brasil ou comprar quando chegar lá. Muitos hoteis vendem os ingressos, não sendo preciso comprar na entrada dos parques. Em ambos os casos, tenha cautela, faça uma pesquisa sobre a credibilidade da empresa de que está comprando, pois ouvi dizer que há ingressos falsos sendo vendidos. Abaixo, alguns sites que usei para minha pesquisa. Há pouca ou insignificante diferença de preços. Faça suas contas lembrando que há incidência de IOF nas compras internacionais.

Universal Studios. Para quem não domina o Inglês, tem opção de espanhol na aba superior.

Walt Disney World

Os sites dos parques são ótimos para você conhecer onde ficam as atrações que quer visitar, pois não dá pra fazer tudo em uma só visita.

Visit Orlando. Achei o melhor preço neste site. Vou retirar os ingressos, no Orlando Visitor Center, na International Drive.

Decolar (só encontrei ingressos para o WDW)

RCA Turismo

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No próximo post, falarei sobre hospedagem.

Beijos!