Restaurantes americanos English to order parte 1: dicas de Inglês

Dica 1: Sempre pergunte sobre o tamanho do prato ou porção
Dica 1: Sempre pergunte sobre o tamanho do prato ou porção

Não se pode falar de um tipo só de comida em um país extenso e de diversidades étnicas e consequentemente culinárias como os Estados Unidos, mas alguns pratos  são mais comuns e aparecem em vários cardápios. Assim como não se pode dizer que todos restaurantes prestam o mesmo tipo de serviço, mas há uma regularidade de costume em todo país.

No presente post falo sobre o que você precisa saber antes de ir a um restaurante americano. No próximo, junto minha paixão por viajar à minha prática como professora de Inglês e listo alguns dos mais usuais pratos presentes nos cardápios com explicação e tradução.

CHEGANDO AO RESTAURANTE

Normalmente há um cardápio com preços na entrada para que você saiba o que é servido e quanto custará a refeição. Se não for restaurante concorrido, não há necessidade de reserva. Pesquise no site oficial do restaurante para saber mais.

Placa que você encontrará na maioria dos restaurantes:
Placa que você encontrará na maioria dos restaurantes: “Aguarde que alguém te acompanhará a uma mesa”

Logo que entrar, se houver um balcão, dirija-se a ele. Ou um ou uma recepcionista te abordará. Por isso, nunca vá sentando, mesmo que veja uma mesa vazia. Em qualquer caso, você será perguntado:  “How many in your party?” Não se empolgue! Nada a ver com festa! Party, aqui, significa grupo. Responda”4, 5, 3…” Você pode também ouvvir: “Hello! Table for 4?” (se vocês estiverem em 4, por exemplo). Um “Yes, please” será suficiente para você ser conduzido a sua mesa. Às vezes o restaurante está cheio ou há mesas mas não há quantidade suficiente de atendentes, então eles dirão algo como “There’s a 20 minute wait” e vão perguntar seu nome para incluí-lo na lista. Se for uma lanchonete ou diner, podem te perguntar “Table or booth?” Booth é quando em vez de cadeiras são dois bancos altos, dispostos em frente à mesa.

À MESA
Normalmente há um cardápio geral e pode haver uma carta de vinhos e outro cardápio com opções de menu, ou seja, um preço único para uma refeição de vários pratos, ou com sugestões do dia. Água é servida sem que seja solicitada. É grátis, não se preocupe com seus dólares. Em seguida o garçom ou a garçonete te perguntará sobre as bebidas: “Would you like something to drink? e você poderá responder ” I would like/I’ll have ” . Tomada nota, atendente dirá “I’ll be right back with your drinks. ” (já volto com as bebidas).

Após algum tempo com o cardápio a atendente voltará à mesa e perguntará “Are you ready to order?” ou “Can I get your order?”, para saber se você já se decidiu sobre seu pedido. Caso não esteja pronto para fazer o pedido, diga: “I need a few more minutes, please.” (Por favor, preciso de mais alguns minutos.), mas normalmente eles demoram bastante para retornar depois de ouvir isso.

waiter

CARDÁPIO

Esta é a parte mais complicada, pois com a sofisticação da gastronomia, os cardápios logo vão precisar de acompanhamento de um dicionário ou aplicativo para que sejam totalmente compreendidos. Se você fala a língua do país, a explicação do garçom certamente vai te ajudar, mas e quando você não fala? Eu já tive situações em que pedi para ver o que era o ingrediente descrito no cardápio. Na Itália, por exemplo, a pizza tinha cetriolo, e quisemos saber do que se tratava. A garçonete, muito simpática, demorou, mas trouxe o legume e todos na mesa disseram em uníssono “Ah, pepino!”, ao que ela disse  “Pepino é um nome!”. Acabou em risada e a gente escolheu outra pizza…

O cardápio geralmente é dividido em partes:

  • Appetizers = entrada
  • Entree = prato principal
  • Beverages = bebidas
  • Dessert = sobremesa

Pode haver outras divisões, como Salad, Pasta (Massa), Sides (acompanhamentos), Kid’s Menu, Sea food, e infindáveis outros, dependendo do tipo de restaurante. Leia o post Restaurantes americanos: English to order parte 2 com relação dos pratos mais comuns em cada refeição.

PEDINDO A CONTA E DANDO GORJETA

Check, please!
Check, please!

“Can you bring us the check, please?” ou simplesmente “check, please” é a frase para solicitar sua conta (Já ouvi brasileiro dizendo “The count, please”!), mas às vezes isso nem é necessário. Chame de eficiência, se quiser, mas eu acho um horror logo ao dar a última garfada o garçom vir perguntar se queremos sobremesa e, à resposta de não, a conta já estar pronta! Gente, eu nem tirei o pedacinho de carne do meio dos dentes! Brincadeiras à parte, sei que é falta de educação ocupar mesa se há outras pessoas esperando, mas sendo de família italiana e estando de férias, gosto de permanecer ao menos 5 minutos ao término da refeição! E turista anda tanto, que cada sentadinha ajuda…

Vai pagar com cartão? Entregue o cartão na carteira do restaurante (da mesma forma que temos por aqui) e peça para cobrar o valor total, sem gorjeta. Já ouvi casos de garçons que cobram mais no cartão o valor da gorjeta. Assim, uma boa dica é deixar a gorjeta em dinheiro, depois de ter o recibo do cartão nas mãos – e conferido. E pode deixar dentro da carteira do restaurante sobre a mesa.

Nos Estados Unidos, os brasileiros não têm boa fama no quesito gorjeta. Normalmente damos os 10% a que estamos habituados/obrigados aqui no Brasil, mesmo que o serviço tenha sido péssimo. Lá, se o serviço não lhe agradar, você pode deixar menos que 10% ou nada, embora seja considerado bastante ofensivo, sendo algo em torno de 15% e 20% o mais aconselhável.

Em nossa última viagem a Orlando (2014), percebi que todos os restaurantes em que estivemos lançaram na conta opções de gorjeta que variavam de 10% a 20%. A mensagem “Suggested Tip Percentage ou Amount” pode aparecer no final da sua conta. Uma forma de facilitar ou de lembrar a necessidade de gratificar o atendente.

Parte das contas, com destaque para a sugestão de gorjeta
Parte das contas, com destaque para a sugestão de gorjeta

OUTRAS DICAS

🍴 Garçons e garçonetes trabalham pela gorjeta e farão de tudo para te atender bem.

🍴 Nunca chame o garçom pela tradução, ou seja waiter. Diga “Sir” ou “Mis”, se for uma mulher. E jamais assobie ou estale os dedos. Nem lá, nem aqui.

🍴 As porções costumam ser generosas – ou exageradas, então dê uma olhada nos pratos das mesas em volta antes de pedir.

🍴 Hambúrguer vai bem com batata frita, então lá se você pedir o Burger, as French Fries já acompanharão.

Enjoy your meal! (bom apetite!)

Inglês em viagem: essencial (! ou ?)

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Muita gente me fala que não viaja “desempacotado” porque não fala Inglês. Que pena! Os pacotes te limitam, normalmente você não pesquisa nada sobre o destino pois terá o guia te contando todos os fatos culturais e históricos, não é? Aí ele vem com tanta informação de uma só vez que quando você volta pra casa já se esqueceu ou está confuso. A não ser que seja aquele guia apaixonante que ama o que faz a ponto de sempre parecer ser sua primeira semana de trabalho. É igual à escola: se o professor nos encanta, a gente não esquece. Você vai correr esse risco na viagem dos seus sonhos???

Além disso, não falar a língua local ou a internacional (Inglês) rende tantas histórias engraçadas! E se você for bom de mímica, está garantido! E no fim, essas situações acabam fazendo parte de nossas memórias de viagem, não é mesmo? Uma tia precisou de absorventes e não tinha a mínima ideia de como perguntar sobre farmácias.  Gesticulou até que usou apenas uma palavra mágica: Tampax. Pronto. Resolvido.  Uma amiga conseguiu pedir o Tenderloin no Rainforest Cafe, mas quando o atendente quis saber o ponto da carne, surgiu a falha na comunicação. A palavrinha mágica aí também resolveria, não acham? Em um ônibus urbano próximo a Veneza, um rapaz oriental apontou para seu celular onde pude ver a foto de um hotel. Como eu não conhecia o hotel, pedi ajuda a outro passageiro que  sinalizou o ponto em que deveria descer. O que poderia ter dado de errado? No máximo ele desceria em um outro ponto até que finalmente encontrasse o hotel.

Então vá com o coração tanquilo, mas antes aprenda algumas palavrinhas básicas e mágicas em Inglês que te ajudarão a “desempacotar”(se a conversa não sair do roteiro, claro). Em nossa primeira viagem aos Estados Unidos, orientei meu marido a falar para um raro frentista de posto de gasolina na Califórnia: “Fill it up, please.”.  Achei divertida a surpresa dele ao perceber que “funcionava”. Quer dizer, você não sabe falar a língua, mas pode usar algumas frases para ser compreendido e atendido em suas necessidades – desde que seu interlocutor saiba Inglês, claro! Caso seu destino seja mais Oriental e você queira realmente mergulhar em pequenos vilarejos chineses ou cambojanos, you`re on your own!  Boa sorte e na volta me conte tudo! kkk

Que tal baixar em seu celular um aplicativo que pode te ajudar em diversas situações? A play store e a i tunes têm várias sugestões. Listei duas:

  • Na Ponta da Língua, para Ipad/phone. https://itunes.apple.com/br/app/na-ponta-da-lingua/id398558659?mt=8
  • Conversação para viagens, Android, grátis, pela Google Play. Se quiser o áudio (indispensável se quiser falar tcheco ou alemão – rsrsrs), pagará R$ 11,29 por língua ou o pacote completo por R$ 64,75.  Tem 22 línguas e temas como  hotel, carne, viagens de trem, avião , banco, emergência, etc.

Existem muitos outros aplicativos disponíveis no mercado, mas nada melhor do que saber Inglês, hein? Que tal aproveitar o início do ano e se matricular em um bom curso? Eu já fiz minha inscrição para aulas de italiano!

Guardati! (aprendi no aplicativo-rsrsrs)