Norte da Itália: que cidades visitar em 5 dias ou mais e sugestão de roteiros

A macro região Norte da Itália faz divisa com Suíça e Áustria ao Norte, França a Oeste, e Eslovêia a Leste, e isso faz dela a região mais acessível do país, além de que cruzar as fronteiras de avião, carro ou trem não exige nenhum cuidado extra. E o norte italiano guarda cidades grandes, montanhas, mar e lagos, e muita historia e cultura, claro. Confira aqui que cidades visitar ao Norte da Itália.

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Bate-Voltas a partir de Florença ou Siena

Florença é a cidade eleita como base para conhecer a Toscana, mas na minha opinião Siena não deveria perder esta posição. Neste post sugiro bate-voltas para as cidades que você não deve deixar de conhecer na região mais popular da Itália.

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A famosa igrejinha do Vale d Orcia, na Toscana
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Roma: surpresas na Basílica Santa Maria dos Anjos e dos Mártires

A combinação Roma e igreja não é exatamente uma surpresa, mas foi o que senti ao ver pela primeira vez a Basílica Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, e conto aqui o porquê de esta ser uma igreja especial, que não pode faltar no seu roteiro – principalmente se você gosta de religião ciência.

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San Quirico d’Orcia e Pienza: cidades a visitar no Vale d’Orcia, filé da Toscana

Uma das dúvidas de planejamento de viagem à Itália é decidir as cidades a visitar na Toscana. Além de Florença, Pisa, Lucca e Siena, a região tem jóias medievais que merecem uma esticada, como San Quirico d’Orcia e Pienza, localizadas no filé da Toscana, o Val d’Orcia, sobre as quais dou dicas aqui.

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Montepulciano: o que fazer e muitas dicas da cidade toscana

Depois de curtir os encantos de uma cidade toscana grande como Siena – sim, perto de Montepulciano, Pienza e San Quirino d’Orcia, Siena pode ser considerada uma metrópole! – pegamos nosso Fiat alguado e seguimos para o Sul. Nest post sugiro o que fazer em Montepulciano e dou dicas práticas de estacionamento, restaurantes e muitas mais.

Montepulciano-dicas

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O que Fazer em Trento: roteiro de 1 dia

“Decidi onde vou viver quando me mudar pra Itália!”, disse para minha colega de viagem assim que avistei a piazza duomo da janela do apartamento alugado em Trento, com a mesma certeza que tive em tantas outras cidades que conheci, como Vancouver no Canadá, São Francisco nos EU, Budapeste na Hungria… O devaneio continuou no dia seguinte, quando vi no horizonte, espremidas nas ruas estreitas e entre os predinhos alinhados, as montanhas alpinas, e prosseguiu quando passei em frente à universidade de Letras de Trento. Mas este post não é sobre meus sonhos de viver ali – ou fora daqui -, mas sim para compartilhar o que há para fazer em Trento, uma cidade fora dos roteiros tradicionais dos brasileiros que vão à Itália, mas que merece um lugar ao Sol, se você tiver além de 15 dias na Itália ou se já provou a bota noutra oportunidade.

Norte da Itália

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Por onde meus pés andaram em 2016

Não foi um ano fácil. Os resultados da crise política e econômica se escancararam e trouxeram grandes mudanças de comportamento na vida dos brasileiros. Muita gente cortou ou simplificou os destinos de viagem – e esses são os privilegiados, porque muitos fecharam seu pequeno negócio, perderam o emprego ou tiveram que aceitar fazer o trabalho de um colega demitido recebendo o mesmo salário e esticando a jornada.

Também senti diferenças em dois pontos: como professora de Português para estrangeiros, vi a diminuição da chegada de alunos de pós graduação por aqui (meu público alvo), afinal, o Brasil já não está com a bola toda que Lula vendeu ao exterior. Ou seja, minha renda caiu. Como blogueira de viagem, percebi que imagens compartilhadas que falavam sobre a dificuldade de viajar ganhavam mais likes do que imagens de destinos turísticos e o blog teve menos acesso agora em novembro e dezembro (quando as pessoas planejam as féras de verão e Carnaval) do que em anos anteriores.

imagem que circulou nas redes sociais
imagem que circulou nas redes sociais

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Funes? Nas Montanhas Dolomitas!

Este post faz parte de uma série sobre a viagem ao Norte da Itália, mais especificamente nas Montanhas Dolomitas, nos Alpes. Aqui eu conto sobre Funes e a experiência de hospedagem por lá e desafio você a dizer se já ouviu alguma vez falar nesse lugar! Relaxe, eu também nunca tinha ouvido falar, mas leia como a desconhecida Funes entrou no meu roteiro:

Roteiro Itália Norte Dolomitas
O cenário encantado das Dolomitas, em Funes

Dolomitas: um sonho realizado
Esse sonho não é meu, tomei emprestado! Durante o planejamento de minha viagem às Dolomitas eu li vários posts, a maioria em Inglês, pois os blogs brasileiros que encontrei a respeito, além de escassos, traziam poucas informações práticas. Entretanto, de um deles eu gostei por causa da historia: a viajante havia visto uma imagem das Dolomitas no Google, mas não sabia onde ficava especificamente aquela igrejinha no vale verde emoldurado por picos de agulha ainda nevados. Até que um dia seu marido traz a informação de que se tratava de Funes, onde eles registram a própria foto no mesmo ponto da imagem típica de calendário. E Funes entrou na minha rota, também, e passei uma noite numa pousadinha ali pertinho da Igrejinha em Santa Madalena, da foto acima. Se você quiser ler a historia e ver o roteiro deles, clique aqui. 

Como tomei o sonho emprestado, achei que o céu azul viesse junto, sqn! Funes foi a parada final de nosso segundo dia nas Dolomitas, quando dirigimos desde o Lago Misurina sob chuva e frio de final de primavera. Frustrante, até, pois não conseguimos fazer muitas paradas por causa da chuva e deixamos de subir por teleférico a alguns passos com vistas espetaculares em dias claros. Leia sobre este segundo dia nas Dolomitas em roteiro de 3 dias nas Dolomitas e sobre o primeiro em Cortina d’Ampezzo num bate volta de Veneza. Outros posts sobre esta viagem têm os links no final desta publicação.

Val di Funes Dolomitas
E tinha sido assim o dia todo…

Apesar da curta distância entre Lago Misurina e Funes – cerca de 130 km com alguns desvios, uns voluntários, outros nem tanto (sim, erramos algumas entradas e nos perdemos feio), o cansaço por dirigir em estradas sempre sinuosas e estreitas e a chuva constante geraram uma tensão que só acabou quando deitei na cama e dormi.

Funes ou Villnoess tem apenas 80 quilômetros quadrados e vilarejos alpinos: San Pietro, Tiso, San Valentino, San Giacomo, Santa Madalena e Colle. E se você estiver achando o local a cara da Áustria ou da Suíça, tem razão: a região não pertencia à Itália até o final da Primeira Guerra Mundial e lá se fala, além do italiano, alemão e ladino.

Pension Sass Rigais
A pousada Sass Rigais fica numa rua sem saída, já dentro dos limites do Parco Naturale Puez Odle, tanto que é preciso passar pela guarita de estacionamento, mas só pela manhã consegui ver as montanhas e achei que apesar do sufoco pra chegar ali tinha valido a pena passar a noite num lugar tão especial, principalmente acordar num lugar tão especial.

Alpes Italianos que visitar
Pousada onde fiquei, em Funes

Dolomitas o que visitar

A pousada é administrada por uma família e tem 16 quartos simples com um lavatório e 4 banheiros compartilhados no corredor. Achei tudo muito limpo e organizado, principalmente os banheiros, que davam a impressão que eu estava dormindo na casa de uma tia: tapetinhos artesanais, cortina floral na janela, vasinho na pia… Sair do banheiro vestindo pijamas também dá essa impressão! 😄 O jantar estava incluso em nossa estadia e era típico italiano: uma entrada de salada e 2 pedaços de pizza (!), uma carne com ares gourmet (não aguentei comer, muita comida!) e uma sobremesa.

onde ficar nas Dolomitas
Sass Rigais, as montanhas no quintal da pousada

O café da manhã era bem servido e a o restaurante tem janelinhas com cortinas (eles se cansam da vista?). O aquecedor central estava desligado porque era primavera (!), mas o edredom era tão quente e o isolamento térmico tão bem feito que não sentimos frio.

Janela do restaurante no Sass Rigais
Janela do restaurante no Sass Rigais

Difícil foi a comunicação com os funcionários, pois fora a proprietária, que falava inglês, os demais só falavam alemão. Mas nada que linguagem gestual não resolva, e fica tudo mais engraçado.

Como sempre acontece em regiões montanhosas, acordei cedo, fiz a foto (acima) dos meus pés com as montanhas ao fundo (adoro selfoot!), peguei umas frutas secas e fui passear. As trilhas estão praticamente no quintal da pousada, mas como há muitos pinheiros, quase não se veem as montanhas. São bem sinalizadas e cuidadas e têm canaletas de madeira para escoamento da água, evitando erosão.

trilhas nas Dolomitas

Funes italiahotel em Funes Italia

Montanhas Dolomitas o que visitar

O passeio foi prazeroso. A luz do sol evaporava a umidade deixada pelo dia anterior e dava pra ver a fumacinha saindo dos gramados e cercas. Os trilheiros e bikers só começaram a chegar quando eu voltava para a pousada para o café da manhã. Depois disso, posamos para uma foto e seguimos para Alpe di Siussi, um lugar tão lindo que parece o paraíso na Terra – você tem que ler o post!

Santa Madalena Funes Dolomitas Italia
Quintal da Pension Sass Rigais

No caminho, paradinha para fotos em Santa Madalena, onde fica uma das capelinhas mais fotografadas das Dolomitas, a S. Giovanni:

Funes Santa Madalena capela Montanhas italia
A capela S. Giovanni, em Funes

sta magdalena funes

Vídeo feito por um drone da região de Val di Funes, publicado no YouTube. Lindo de ver!

Abaixo, mapa da rede de transporte coletivo que serve a região, caso voce esteja sem carro:

val-di-funes

Depois de Alpe di Siusi e de uma noite e um dia em Trento, cidade com vista para as Dolomitas, voltei com a certeza de que preciso ir de novo. Esta viagem teve mudanças de data e de objetivo e um dia espero conseguir cumprir a ideia original: ficar 10 dias só na região, sem carro, usando transporte público e os meios de elevação, dormir em refúgios, quartos compartilhados. Pois a sensação é que vi apenas o trailer de um filme longo e impactante.

Posts Relacionados às Dolomitas (clique sobre os títulos)

 

Lago Misurina e Refúgio Auronzo

A criança que habita em mim não via a hora de chegar ao Rifugio Auronzo. Ela estava agitada, ansiosa por estar em seu parque de diversões preferido: as montanhas. Há poucas horas havia visto os primeiros carneiros pastando tendo como pano de fundo Os Alpes. Tinha guiado por uma estradinha sinuosa entre Cortina d’Ampezzo e Lago Misurina, onde a criança fez meu corpo saltitar de alegria – e depois registrar um saltinho tímido numa foto. Minha filha adolescente morre de vergonha quando faço isso, mas não ligo, a criança é mais forte que o mico, e um dia minha filha cresce e volta a ser criança, permitindo-se saltitar na alegria.

dicas da Itália
eu, o hospital para crianças asmáticas e as montanhas Tre Cime di Lavaredo

Se sua criança também curte saltitar em destinos de montanha, você vai entender minha cara de felicidade no alto do Rifugio Auronzo quando assistir ao filminho não profissional-super-caseiro-de-quem-só-usava-Movie-Maker-pra-fazer-retrospectiva-de-aniversário – cujo link está no final deste post. Eu não conseguia parar de sorrir. É isso o que as viagens fazem com a gente, principalmente naqueles destinos onde a gente se encontra com nossa criança interior.

O Lago Misurina
A estrada que liga Cortina d’Ampezzo até Misurina é, como todas as outras das Dolomitas, sinuosa e com vistas lindas de paredões rochosos. Vaquinhas pastando completam a experiência sensorial – não olfativa, como você pode pensar, mas auditiva: seus sinos badalam a ao movimento de suas cabeças ao comer ou ao posar para as câmeras dos turistas. Quando a estrada fica plana e reta, é inevitável parar para fotografar as montanhas Tre Cime di Lavaredo que se vêem ao fundo, como na foto acima. O prédio amarelo é um hospital, maior referência italiana para crianças asmáticas, instalado 1.750 metros acima do nível do mar e entre montanhas, lugar perfeito para quem tem doenças respiratórias e fome de paisagens lindas, mas me pareceu um tanto quanto silencioso demais. Acho que eu deveria ter ouvido ao menos uma tosse quando passeei em seus jardins, mas nada…

O Hospital Infantil para Asmáticos
O Hospital Infantil para Asmáticos

Na trilha que circunda o lago
Na trilha que circunda o lago

O lago é pequeno, tem menos de 3 km e uma trilha fácil, plana e com bancos para descanso ou apreciação o circunda, podendo ser feita por crianças e idosos sem problema. Além das Tre Cime, outras montanhas compõem a paisagem do lago: Cristallino e Sorapis, então é fácil encontrar motivos para fotografar em sua visita ao Misurina. Em dias claros e sem vento, infelizmente não foi o caso, as montanhas se duplicam nas águas e nos dias de inverno o lago de apenas 5 metros de profundidade congela e vira uma pista de patinação, tendo inclusive sido local das competições de patinação de velocidade nas Olimpíadas de Inverno de 1956, que aconteceram em Cortina d’Ampezzo.

O Monte Sorapis
O Monte Sorapis

O Misurina congelado
O Misurina congelado

Teleférico para Rifugio Coll de Varda
Teleférico para Rifugio Col de Varda

Além de caminhar, relaxar, fotografar e admirar a paisagem, há um teleférico que chega ao Rifugio Col de Varda, a 2.106 metros de altitude, e que deve dar uma bela vista panorâmica do lago e das montanhas próximas, mas estava fechado  no dia em que estive lá.

Leia os outros posts sobre as Dolomitas, cujos links estão no final deste.

 Senta que lá vem historia
Misurina era, segundo a lenda e a Wikipedia, a neta (ou filha, de acordo com outra fonte) mimada de um amado e generoso rei, que se rendia a seus impulsivos caprichos. Um dia Misurina ouviu dizer que uma bruxa que vivia numa montanha próxima possuía uma espelho que permitia a seu dono ver tudo o que acontecia no mundo.  Misurina esperneou e fez tanta birra que o bondoso rei foi ter com a bruxa, que barganhou a troca transformando-o em uma montanha (a Sorapiss!) para sombrear sua horta de ervas. Ao descobrir o sacrifício de seu amado avô, Misurina chorou tanto que encheu um rio – ou um lago – de lágrimas. E o espelho? Ninguém me contou, mas acho que são as lágrimas depositadas no lago que refletem o mundo no Misurina.

misurina reflexo
O Sorapiss refletido nas águas do Misurina em foto que não é minha…

Eu escolhi ficar no Lago Misurina pela paisagem, embora a de Cortina d’Ampezzo também seja linda, mas me preocupava saber se haveria restaurantes abertos à noite para o jantar, já que estávamos fora de temporada se só há uns 10 edifícios ali no lago. Então fizemos umas comprinhas em Cortina: frutas, queijos, pães e vinho, mas há hotéis que servem também não hóspedes, descobri lá.

Bem, não me lembro que horas eram, mas devia ser perto das 15h quando fizemos o check in no Hotel Sorapiss rapidamente e voltamos ao nosso carrinho para subir ao Rifugio Auronzo.

Sobre aluguel de carro na Itália e dicas de direção por lá, leia Dirigindo na Itália 

Cai a noite no Lago Misurina
Cai a noite no Lago Misurina

Onde ficamos no Lago Misurina
Hotel Sorapiss é simples, mas aconchegante, com vista para o lago e com atendimento simpático e atencioso, motivo principal da minha indicação a você. Se quiser pesquisar outros hotéis no Lago Misurina, clique aqui.

Nossa casa no Lago Misurina
Nossa casa no Lago Misurina

Área social do Hotel Sorapiss
Área social do Hotel Sorapiss

A decoração está desatualizada, mas tanto o quarto quanto as áreas sociais eram bem aconchegantes e eu fiquei imaginando aquela sala com lareira no inverno, tudo branquinho através das janelas…

Primeiro registro da manhã, da janela
Primeiro registro da manhã, da janela: prenúncio de um dia chuvoso

Rifugio Auronzo
Pra começar, o que são rifugios? Refúgio são acomodações simples no alto de montanhas, que servem de pousada para quem está fazendo trilhas longas, de vários dias, mas qualquer um pode solicitar reserva, que deve ser feita com muita antecedência, em geral.  A maioria possui quartos coletivos com beliches, mas há quartos para 2 ou 4 pessoas, também. A maioria serve refeições e as mesas ao ar livre são disputadíssimas em dias quentes. Eu não entrei no Rifugio Auronzo porque a paisagem do lado de fora era hipnotizante e eu não conseguia desgrudar os olhos dos picos.

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Rifugio Auronzo
Rifugio Auronzo

Quem viaja por estas bandas o que vai mais fazer é encontrar refúgios e o que é bacana é o fato de muitos serem acessíveis por carro ou teleférico, diferente de outros parques nacionais onde são exclusivos para quem faz trekking ou escaladas. Claro que  a sensação de conquista é inexistente, pois não há esforço algum envolvido, mas a vista, ah, a vista…

Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
Trilha próxima ao Rifugio Auronzo

Chegar ao Rifugio Auronzo  foi muito fácil. Dirigi a partir de Cortina d’Ampezzo, onde cheguei ainda mais facilmente vindo de Veneza (leia as dicas no post Cortina d’Ampezzo), onde almoçamos. Uma breve parada no Lago Misurina para fazer o check in no Hotel Sorapiss, onde me informei sobre o Rifugio, e tomamos a estrada no final do lago. Pouco depois de começar a serra, há uma guarita para pagar a taxa de €18 pelo estacionamento (algo inexistente em outros rifugios que visitei nas Dolomitas) e ao lado, mais vaquinhas pastando.

Guarita do estacionamento
Guarita do estacionamento

Rifugio Auronzo

Mas o bucolismo vira suspense pela ausência de guardrail em alguns pontos da sinuosa e estreita estrada. Mas logo se avista o grande estacionamento, no alto da montanha e o refúgio.

Montanhas Dolomitas

Minha colega de viagem, Miriam, tinha ficado no carro, mas eu fui buscá-la porque não é possível alguém ir até ali e não ver aquela paisagem! Depois de umas fotos ela retornou para o calor do carro e eu fui “só até ali” 😉

Rifugio Auronzo Belluno

Caminhei em direção a uma capelinha – algo também sempre presente nos vales e passos – que fica na trilha que parte do rifugio. Não sei quanto tempo caminhei, mas se ela não estivesse me esperando eu teria ficado mais.

Refúgio Auronzo

Rifugio Auronzo dolomitas

Esse foi o primeiro contato com as montanhas nesta viagem aos Alpes Italianos, e estar pertinho delas, com direito a vento frio no rosto, isolamento e quietude trouxe um prazer imenso. As montanhas são minha praia e é nelas que me sinto bem, de corpo e alma. And nothing else compares!

Acesse o canal do blog Mulher Casada Viaja no YouTube onde compartilhei minha alegria de estar nas montanhas.

 

Posts Relacionados às Dolomitas (clique sobre o título)
Dirigindo na Itália
– Cortina d’Ampezzo
– Dolomitas: roteiro de 3 dias
Roteiro de 12 dias pelo Norte e pela Toscana
– Dolomitas: guia para planejar sua viagem
– Alpe di Siusi
– Val di Funes