Conexão longa em Lisboa

Vez ou outra publico na página do FB mensagens engraçadas, do tipo: “Você trabalha com que? Trabalho com vontade de viajar” ou “Dinheiro não traz felicidade, mas te leva pra sofrer em Praga”, (Se você também se identifica com elas, compilei várias neste post). Também vejo vários comentários de blogueiros dizendo que mal retornamos de uma viagem já estamos pensando na próxima. Eu estava de volta a SP, onde moro, há apenas 20 dias, já com nova viagem dali a 60 dias e não resisti a uma promoção da TAP, comprando um voo para Milão datado 11 meses adiante, sem saber exatamente para onde iria, seguindo a lógica de que estando no Norte da Itália muitos lugares podem ser alcançados de trem.Lisboa

Acontece que tinha uma Lisboa no caminho. No caminho, tinha uma Lisboa, cidade que eu ainda não conhecia, e então escolhi o voo com a conexão diurna mais longa, para dar uma voltinha em solo lusitano.

De 2014 para trás eu costumava escolher voos diretos, mas nas últimas viagens tenho aproveitado conexões longas para conhecer ou revisitar uma cidade. Você não paga nada a mais por isso, só chega a seu destino um pouco mais tarde, mas para mim é um bônus que vale muito a pena. Eu já escrevi dicas para aproveitar conexões longas em Roteiro de 4 Horas em Munique e também já falei sobre Conexão em Buenos Aires. O termo conexão longa é muito relativo, pois dependendo da cidade você pode ter apenas 5 horas de conexão e ainda assim conseguir fazer algo, ao passo que 10 horas em Nova Iorque, por exemplo, podem não ser suficientes para ir à cidade, por causa das longas filas na imigração e do trânsito. Então pesquise em blogs e fóruns de viagem antes de comprar sua passagem. Também tem o stopover, quando você pode passar uma ou duas noites na cidade de conexão sem custo extra no bilhete. Isso é muito bom, não? ainda não fiz, porque sempre disponho de pouco tempo e dou preferência para o lugar que realmente quero conhecer…

E agora compartilho o meu roteiro de algumas horas em Lisboa dentro das 10 de intervalo entre voos, além de dicas.

O aeroporto
O aeroporto

Como Chegar do Aeroporto ao Centro de Lisboa
O aeroporto fica dentro da cidade, a 7 km do centro, o que rende pontos positivos para aproveitar a conexão e há duas opções de transporte público: metrô ou ônibus.

O metrô que serve o aeroporto é da linha vermelha e dependendo do seu destino será preciso fazer conexão para outra linha, mas leva cerca de 45 minutos para estar nos pontos turísticos.

Eu preferi pegar o Aerobus, que fica logo na saída do desembarque, e acho que levou tempo similar ao metrô, não me preocupei em marcar o tempo, pois fui sentindo a cidade da janela como quem come um lanche de fast food, porque não teria muito tempo para saborear suas delícias. Ao pé da letra, rolou bacalhau e pastel de clara, claro.

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Os preços você pode ver na foto acima. Eu comprei o bilhete ida e volta, mas me arrependi porque fiquei bem uns 25 minutos esperando no ponto do Rossio para voltar ao aeroporto. Parece bobagem, mas no final de uma viagem-maratona de 10 dias onde passei praticamente uma noite em cada cidade, você não tem muito pique para aproveitar a conexão, então se possível faça isso no voo de chegada, quando você está cheia de gás e entusiasmo.

Tinha sido uma viagem intensa, em duas regiões muito diferentes e que me tomaram bastante tempo para planejar: Toscana e Alpes, além de cidades como Veneza, Verona e Trento. Pobre Lisboa, só lhe sobrou uma lista de lugares para conhecer, sem qualquer indicação de restaurante ou como se locomover. Mas deve ser assim que muita gente viaja, blogueiro é que quer esmiuçar tudo e já conhecer antes de estar lá! Mas agora, escrevendo este post, percebo o quanto perdi – e o quanto aprendi depois da visita. Tá valendo, né?

Vi pela janela praças e grandes alamedas arborizadas e calçadas com pedras ‘portuguesas’ fazendo mosaicos em arabescos. Vi casas lindas que provavelmente pertenceram a famílias abastadas de outras épocas, mas que hoje precisam de restauro. Diferente de outras capitais europeías, o novo e o antigo se misturam, mas da janelinha do ônibus não consegui descobrir se isso foi bom ou ruim para Lisboa.

Saltamos do ônibus no Rossio, a região da Lisboa planejada pós-terremoto de 1775, e fomos direto para um restaurante com mesas na calçada na Praça D. Pedro IV/Rossio, onde fiquei observando as semelhanças nas feições dos portugueses com os brasileiros. Mas depois vi que eram tantos brasileiros em Lisboa que achei o jogo uma perda de tempo. Identidade maior encontrei no calçamento de pedras – portuguesas, ora pois – estilo Copacabana ali na praça do Rossio.

A Praça do Rossio vista do Elevador
A Praça do Rossio vista do Elevador

Disclaimer: 1. Lisboa nunca esteve em minha lista de cidades para conhecer, por isso uma conexão veio a calhar. 2. embora só tenha passado algumas horas na cidade, também passei poucas horas em tantas outras cidades da Europa, então acredito que caiba a comparação, sim. 3. aqui no blog você vai encontrar sinceridade quanto a tudo o que visito e faço, sem intenção de ofender ninguém. Se você é apaixonado por Lisboa, desculpe, eu não sou.

Bem, dito isto, continuo meu relato. Depois do almoço sem pressa, caminhamos pela Rua do Carmo, que tem lojas locais e de redes como H&M e Zara, em direção ao Elevador Santa Justa. E aí começou meu estranhamento, quer dizer, a confirmação de minhas suspeitas sobre Lisboa. Não havia uma bilheteria para comprar ingressos, apenas uma placa informando preços e horários. O acesso ao elevador tinha as paredes descascadas e sujas e mais lembrava um corredor de penitenciária do que de uma atração turística e histórica. Veja com seus olhos:

Acesso ao Elevador
Acesso ao Elevador

Uma fila formada na calçada indicava que era só esperar, eu achei. Então apareceu a funcionária e a fila andou e descobri que era só pagar para ela. A funcionária recebe o dinheiro, dá o troco, orienta os turistas, destranca a porta para o elevador, coloca todos pra dentro, tranca a porta e opera o elevador e tudo isso significa filas e espera maiores…atrações em Lisboa

O Tejo visto do Elevador
O Tejo visto do Elevador

Lisboa o que fazer em conexão

O elevador foi inaugurado no início do século 2o. Construído em ferro todo trabalhado, é uma bela obra e a vista que se tem é melhor ainda! Vê-se as camadas de verde do rio Tejo, o Castelo de São Jorge, o Rossio e a Igreja do Convento do Carmo, que fica no mesmo nível do alto do elevador.  Nós não fomos e me arrependi, mas vale aproveitar a proximidade e visitar o Convento, que marca o terrível terremoto de 1755 que destruiu quase toda a cidade. Os arcos da igreja não sustentam o teto, mas são molduras para o céu, ótimo para fotos!

As ruínas da Igreja do Convento
As ruínas da Igreja do Convento. Foto de Bert K.

Convento Igreja Lisboa

Caminhamos em direção à Praça do Comércio, que estava parcialmente “interditada” com uma grande área cercada com telão para assistir aos jogos da Eurocopa 2016. A praça é uma das maiores da Europa e sediava o palácio real até que o terremoto levou tudo ao chão. O Arco da Rua Augusta que fica ali, todos os edifícios, assim como a estátua de D. José I, foram construídos depois do terremoto e subsequentes tsunami  e incêncios (era dia de todos os santos e velas acesas não faltavam, o que agravou o quadro), junto com toda a reurbanização de Lisboa no projeto do Marquês de Pombal, com rede de esgoto, ruas largas e quarteirões paralelos. No Museu de Lisboa, que fica ali na praça, você pode aprender mais sobre como era a cidade antes do terremoto histórico e devastador. Assisti a um vídeo no Youtube sobre o terremoto de Lisboa bem educativo e divertido onde soube que a reconstrução só começou 3 anos depois do acontecimento e deu origem a barracos de madeira – olha a favela aí, gente! O Brasil foi o grande financiador da reconstrução – Olha o nosso ouro aí, gente!Lisboa Arco da Augusta

conexão em Lisboa
O Arco do Triunfo lusitano

Hoje, ministérios e outros edifícios governamentais ladeiam a praça com vista para o Tejo e dá pra imaginar as grandes embarcações aportando ali nos séculos passados. À direita do arco, fica o bar mais antigo da cidade e que era frequentado por Fernando Pessoa, o Martinho da Arcada.

Dali tomamos o bonde 28, bonde de linha mas que passa por vários pontos turísticos de Lisboa – e estava completamente lotado! O ingresso você paga para o próprio condutor. O ideal é pegá-no ponto final, na Praça Martin Moniz, mas é claro que eu não sabia disso… Aliás, minha ida a Lisboa foi a prova do quanto se perde se não se planeja.

Além do 28, há bondes turísticos da empresa Yellow Bus, que também oferecem passeios de barco e nos ônibus de dois andares. Preços a partir de € 19 (período de 24 horas) com acesso gratuito ao Elevador Santa Justa, Aerobus e bondes de linha.Lisboa conexão aeroporto

bonde 28 Lisboa

Depois do Miradouro das Portas do Sol, o bonde esvaziou. Eu estava tão cansada que não tive energia para descer em nenhum ponto e finalmente sentei-me e pude observar as casas azulejadas da janelinha, desejando estar a pé – e com energia – para fotografar os lindos detalhes das luminárias, janelas e fachadas.untitled-53-copia

Quando o bonde chegou ao ponto final, não tínhamos a menor ideia de onde estávamos e depois de nos informarmos, soubemos que estávamos perto do Rossio, de novo! Caminhamos até a Praça da Figueira para comer pastel de clara na tradicional Confeitaria Nacional.

A Confeitaria Nacional
A Confeitaria Nacional

Depois disso, minha amiga foi pra seu hotel e eu vaguei pelas ruas, entrando nas lojinhas de suvenires (baratíssimos perto dos preços de outras cidades europeias), mas o cansaço venceu e fui pro aeroporto. Minha eurotrip 2016 chegava ao fim e deixei Lisboa com a certeza de que preciso aproveitar outra chance para conhecê-la melhor.

Se você dispõe de mais tempo, uma opção legal para quem está com crianças ou curte bichos e/ou vida marinha é conhecer o Oceanário de Lisboa, eleito como o melhor do mundo. Quem visitou e deixa dicas práticas e imagens lindas é a Ana Carolina do blog Vamos por Aí.

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Dormindo no Aeroporto

conexao longa dormir no aeroporto

Desculpe se você chegou aqui imaginando que eu daria dicas do tipo: “leve uma manta e estique-a num cantinho da sala de embarque para deitar-se e durma agarrado a seus pertences”. Nos meus vinte anos estava ocupada trabalhando e estudando, nos 30 somei à rotina insana a criação de uma filha e hoje, nos 40, meu corpo pede conforto e segurança, então reuni aqui dicas de empresas que levam esse conforto a salas de embarque de aeroportos: as chamadas sleep pods. Quem já encarou voo noturno + horas de espera em conexão ou conexões sabe que dicas de onde esticar o corpo na horizontal valem ouro. Pena que não chegaram à maioria dos aeroportos, mas acredito que seja uma questão de tempo.

O nome para este tipo de “comodidade” pode variar: cabines de sono, cápsula de soneca, cubículo para dormir, cubo do cochilo, assim como os preços, tamanhos e serviços prestados. Alguns são claustrofóbicos, meras poltronas reclináveis com uma cobertura, enquanto outros assemelham-se a quartos de hotel simples, com TV, banheiro privativo e serviço de despertar. O que todos têm em comum é o fato de o custo ser calculado por hora, não por diária, como em um hotel – e todos ficam a passos do portão de embarque. Algumas têm isolamento acústico e as “5 estrelas” possuem uma música que potencializa o tempo de sono, garantem os desenvolvedores.

o que fazer em conexão longa

Segue a relação dos aeroportos que disponibilizam este tipo de serviço, com links para páginas onde você encontrará todas as informações de que precisa (em Inglês). Basta clicar sobre a cidade.

onde dormir no aeroporto

Aeroportos com Cabines para Dormir

Abu Dhabi

Amsterdã

Berlim Tegel

Dubai

Hanoi

Helsinque

Kuala Lumpur

Londres Gatwick  e Londres Heathrow

Munique

Nova Delhi

Paris

onde dormir no aeroporto de GuarulhosNos aeroportos internacionais de Atlanta, Filadélfia e Dallas, existem quartos que lembram os de uma cabine (interna) de navio.

Dormindo nos aeroportos brasileiros

O Aeroporto Internacional de Guarulhos (São Paulo) já dispõe de cabines similares às americanas na área de desembarque nacional. Para voos internacionais, conta com um hotel na área restrita de embarque internacional dos terminais 2 ou 3.

Os aeroportos da cidade maravilhosa não dispõem de cabines ou cápsulas, mas há um hotel simples dentro do Galeão.

Quem chega a Curitiba (São José dos Pinhais) conta com cabines com ou sem banheiro anexo no 2° piso do saguão.

O aeroporto de Recife também tem cabines modernas. Clique aqui para visitar o site.

Em breve haverá uma modalidade parecida também no aeroporto de Belo Horizonte. Eita trem bão!

Guia para dormir em aeroportos

Viaja muito e passa longas horas em aeroportos ou costuma comprar voos com conexões “marava”, no eio da madrugada? O site The Guide to Sleeping in Airports pode te ajudar.

 

 

 

 

Patagônia Argentina e Chilena: plano de viagem

Torres del Paine: o parque dos meus sonhos!
Torres del Paine: o parque dos meus sonhos!

Olha! A minha listinha dos 20 destinos para conhecer antes de morrer vai ficar menorzinha (mas se Deus quiser eu vou acrescentar outros tantos, basta ter saúde e dinheiro, porque vontade não falta, mesmo!). Começo 2015 com uma viagem a dois a um lugar longínquo, gelado, mas de paisagens de tirar o fôlego: a Patagônia Argentina e Chilena.

Não vai ser como nossas expectativas de recém-casados, quando sonhávamos em partir de São Paulo de carro e atravessar fronteiras para chegar aos Andes e admirar as Torres del Paine. Vai ser uma viagem curtinha, de 6 noites, porque é isso que cabe na nossa vida real.

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O glaciar Perito Moreno

Como os pontos a serem visitados ficam bem ao Sul da América do Sul, é um passeio para ser feito no verão, quando o clima é mais ameno. Em janeiro, o índice pluviométrico é o menor de todo ano e as temperaturas ficam em torno de 8 a 20 graus (no inverno cai para -2º C). Mas não se engane: caminhar sobre o gelo ou mesmo pegar trilhas exigem casacos corta-vento e tocas. A quantidade de horas de sol (luz do dia) também interfere no aproveitamento de uma viagem como esta, em que tudo é feito ao ar livre. No verão o sol nasce às 5h30 e se põe apenas às 23h, enquanto no inverno há apenas 8 horas de luz por dia.

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Os pontos circulados são os que visitaremos

Descrevo abaixo as etapas para planejar esta viagem, mais trabalhosa do que uma à Europa! Quando você decidir ir, pode seguir meus passos para planejar sua própria aventura!

  • Fiz orçamento em três agências de viagem, que ofereciam pacotes bem diferentes. Valores por pessoa, sem aéreo, tendo por base quarto duplo. O “a partir de” varia por causa da classe do hotel:
    a. 11 noites (cruzeiro de 3 noites), incluindo Ushuaia, Punta Arenas, Torres del Paine e El Calafate, com guia e passeio ao Perito Moreno e cruzeiro de 3 noites: a partir de US$ 5,400 por pessoa;
    b. 6 noites, El Calafate, Puerto Natales e Torres del Paine, aluguel de carro SUV e passeio no Perito Moreno: a partir de US$ 2,115;
    c. 7 noites com Puerto Natales, El Calafate e Torres del Paine e todas as refeições, aluguel de Jeep e entradas em parques, museus e Perito Moreno: a partir de US$ 5,500.
  • Pesquisei alguns hotéis e sem fazer o orçamento completo percebi que ficaria muuuuito mais barato planejar eu mesma a viagem, sem pacote, do jeito que eu gosto, embora seja sempre mais trabalhoso e às vezes a gente se enrosque em dúvidas como “onde é que tem posto de gasolina nesse fim de mundo?”. Mas assim é bom, porque tenho tempo para planejar, aprendo um monte sobre o destino, gasto menos e ainda dou dicas para você! No final, contas feitas, hotéis, 4 dias de carro intermediário, traslados, saíram por US$ 2,154, para os dois. Não entraram no cálculo as entradas de parques e passeios de barco ou sobre as geleiras, mas nem de longe chegarão aos 2 mil dólares de diferença!
  • Money talks, mas outros pontos a favor de viajar desempacotada foram:
    a. algumas dessas agências montaram pacotes com voos a partir de Santiago, sendo que é mais rápido e perto fazer por Buenos Aires. Para quem dispõe de pouco tempo e não vai  curtir a capital chilena, melhor o aéreo por Buenos Aires.
    b. o carro te dá liberdade de parar naquela paisagem linda para a qual você em um ônibus ou van de excursão daria apenas tchauzinho.
    c. ganhei pontos no aluguel do carro equivalentes a uma diária no Brasil. Se você ainda não tem um programa de fidelidade com uma locadora, programe-se!
    d. viajando de pacote, os quartos oferecidos nem sempre são os melhores, mesmo que os hotéis sejam os mesmos das agências.
mini trekking sobre o glaciar: um dos passeios
mini trekking sobre o glaciar: um dos passeios
  • Comprando o aéreo. Entrei no site da TAM, cliquei em “várias cidades” no box de escolha dos voos (os voos domésticos argentinos são operados pela Lan):
    a. SP-Buenos Aires-Buenos Aires-El Calafate
    b. El Calafate-Buenos Aires-São Paulo. Aqui, como a conexão é longa, ainda dá pra aproveitar umas horas na capital argentina, que não visito desde 2010.
    A princípio, o sistema me ofereceu um voo que, além de não ser direto, teria conexão de 6 horas durante a madrugada, em Córdoba. Não faz sentido sair de férias e ter que dormir em bancos desconfortáveis de aeroporto para esperar pelo voo. E esse retorno levaria 24 horas, céus! Liguei para a central de atendimento da TAM e enquanto falava com o simpático atendente, acabei conseguindo na opção ”solicitar outros voos” um voo direto, sem conexão entre Buenos Aires e SP. E foi aí que descobri que comprando pelo atendimento você paga 7% sobre o valor da passagem. No início do atendimento digital, é informado que existe uma taxa, mas não sabia que era tão alta! Agradeci e pedi desculpas ao atendente constrangida (eles ganham comissão), elogiando sua presteza, mas fui pro site e fechei. As duas passagens (4 trechos, sendo os internacionais na classe executiva) que sairiam por R$5.350, saíram por R$4.377, já com taxas de embarque. Ah, não se esqueça de incluir a assistência viagem. Ah 2: verifique com seu cartão de crédito se ele oferece benefícios como seguro viagem gratuito e até seguro de automóvel alugado. A economia é grande. Se você não tiver, faça seu seguro com a Mondial Assistance, que frequentemente oferece descontos para leitores do Mulher Casada Viaja. Mas você tem que entrar no site deles através do blog, clicando sobre o logo aí da direita (se estive em PC) ou lá embaixão (se estiver em smartphone).
Monte Fitz Roy, em El Chaltén, a 214 km de El Calafate
Monte Fitz Roy, em El Chaltén, a 214 km de El Calafate

 

  • li relatos de quem fez esta viagem em blogs e também em fóruns de viajantes como o do TripAdvisor. Anotei dicas de agências locais, de locadoras de veículos, de empresas que fazem traslados aeroporto-hotel, de sugestões de passeios. Obrigada Internet!
  • decidimos o roteiro:
    – dia 1: SP-Buenos Aires – El Calafate
    – dia 2: El Calafate: passeio no Parque Nacional Los Glaciares, onde fica a mais impressionante geleira do mundo, a Perito Moreno. Mini trekking sobre o gelo.
    – dia 3: retirada do carro alugado e viagem a Torres del Paine
    – dia 4: Torres del Paine
    – dia 5:Retorno a El Calafate e espero poder fazer algum passeio, como o caiaque no Upsala Glacier. Atualização pós viagem: o passeio ao Upsala leva o dia todo, então se você quiser, terá de deixar TdP de madrugada.
    – dia 6: bate-volta a El Chaltén (214 km)
    – dia 7: El Calafate-Buenos Aires (passeio na cidade devido a conexão de 8 horas, eba!) – SP.
    Assim como viajar às Rochosas Canadenses, imagino que o ponto principal desta viagem seja a vista das montanhas das estradas e as que estão escondidas nas curvas das trilhas. Olhando o roteiro, parece não haver muito o que fazer além de se alimentar da paisagem de montanhas, lagos, geleiras e, com sorte, alguns animais selvagens.
  • Programar os passeios foi o que deu mais trabalho. Li no TripAdvisor os passeios mais usuais e as agências que os organizam. Os websites das agências locais não têm ferramenta de reserva e foi frustrante enviar e-mails e não receber retorno.
  • Para as reservas dos hotéis, usei o Booking.com. Falarei sobre hospedagem nos posts de El Calafate e Torres del Paine. Atualização: agora o blog tem parceria com o Booking.com. Você reserva clicando no logo à direita (se estiver em PC) ou no final do blog (se estiver em smartphone). Não paga nada mais por isso e eu ganho uma comissão. É um gesto simpático em retribuição a todas as dicas que os blogueiros compartilham, não acha?
  • Reservei o carro com a Hertz. Como viajaremos da Argentina ao Chile, é necessário informar à locadora que você precisará de permissão para cruzar a fronteira (= papelada providenciada pela locadora e pagamento de taxa para isso – $120 doletas). Caso vá de carro a partir do Brasil, é preciso emitir a Carta Verde, para cruzar a fronteira entre Brasil e Argentina.
  • Sem querer fazer propaganda mas já fazendo, comprei roupas especiais para esta viagem na loja virtual da Decathlon: luvas (comprei uma que tem polegares e indicadores sensíveis ao toque de celulares), calça térmica, segunda pele, blusa quentinha segunda camada (fleece). Usarei uma bota forrada de pele e levarei um tênis de caminhada.
De caiaque entre icebergs!
De caiaque entre icebergs no Glaciar Upsala, em El Calafate

Bem, isso tudo foi o planejamento. Parece mais simples agora que está organizado, mas deu muito trabalho.

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