Torres del Paine: Sangue, Suor e Beleza

Neste post descrevo a experiência de fazer uma das pernas do circuito W, a que dá a honra de se chegar à base das Torres del Paine, que dão nome ao parque Chileno, e ao lago formado pelo degelo. Não tenho a menor esperança de que eu consiga transmitir o que foi essa experiência, mas aí vai:

Você conhece o frevo do Caetano: Sangue, suor e cerveja, né? Pensei no título, ao escolher um para este post, que resumisse em poucas palavras minha experiência de subir cerca de 800 metros – e depois descer, num total próximo a 10 horas de caminhada. Veja bem: sou totalmente, assumidamente sedentária, estou um pouco acima do peso e achava que caminhar 4 quilômetros diários por uns 10 dias na praia antes dessa empreitada me ajudariam. Ajudaram, claro, mas eu devia ter treinado numa montanha! Até os cinco dias posteriores, minhas panturrilhas pareciam tijolos, subir ou descer degraus era dor certa e meu marido tinha sangue pisado nos dois pés e unhas dos dedões cinzas, prontas pra dizer adeus. Se eu faria de novo?  C-L-A-R-O!

Cora, você não falava de trilhas, mas caiu como uma luva!
Cora, você não falava de trilhas, mas serviu como uma luva!

Tem gente que viaja para conhecer gente, para fazer compras, para descansar, para se divertir e há quem jamais pense em subir uma montanha. Bem, mas tem muita gente que sente um prazer enorme nisso e eu sou uma delas. Alguns fazem o Caminho de Santiago de Compostela, outras a Trilha Inca e os mais destemidos o Monte Everest. Cada um tem lá suas razões: superar resistência física e mental, esquecer traumas através da experiência, conectar-se com seu interior… Não sei porque gosto de trilhas, mas me sinto muito bem nelas, uma felicidade duradoura, muito maior do que as dores pelo corpo. Trilhas nos aproximam, além da natureza, de nossos ancestrais, nômades e andarilhos. Tudo a ver com quem curte viajar!

Quando você faz uma trilha longa, tem muito tempo pra pensar e lembrei de alguns sonhos não realizados por um vento ou outro que os tirou do caminho. Não reclamo, não. Somos o que somos graças a esses pé de vento, sô! Mas nem tudo foi filosófico: quando meu coração estava disparado e meu rosto fervendo por tentar manter o mesmo ritmo daquela senhorinha que estava bem atrás de mim e acabara de me passar humilhantemente, pensei que eu devia ter sido bode montanhês em outra vida. Caramba! É a única explicação razoável (kkk) para meu coração sorrir ao pensar em viver no Colorado em vez da Flórida – ou passar o dia subindo montanha em vez de ir ao spa do hotel!

Eu, numa vida passada...
Eu, numa vida passada… (mountain goat, espécie das Rochosas norte-americanas)

A ideia de que todos na trilha estão no mesmo barco traz uma proximidade com pessoas totalmente desconhecidas, mortais de culturas diferentes, dando força, dizendo “falta pouco”, “vale muito a pena”, etc. Isso entre os mortais, porque aqueles com seus trekking poles (nem sei falar isso em Português) e suas mochilas-barracas nas costas e sua habilidade e preparo físico invejáveis simplesmente passam, mal dizem um Hello ou Hola e lá se vão, tick, tick, tick (também não sei a onomatopeia para trekking pole batendo em pedras), sempre à sua frente. E se você não der espaço, acidentes podem acontecer.

Esse era um dos meus sonhos: não ser uma mortal subindo a trilha. Eu nunca sonhei em ter roupas legais ou carro legal, etc. Eu voltava do trabalho de sexta-feira e no metrô via mochileiros indo viajar, acampar junto à natureza. Era aquilo que eu queria. Não rolou, mas pelo menos agora lá estava eu na mesma trilha que eles! E como já fiz algumas outras também, acho que posso me dar por satisfeita e entender que os ventos nos afastam e nos trazem de volta. É só ter paciência.

O parque TdP tem mais trilhas do que estradas com distâncias que vão de 1 a 18 quilômetros e duração de 1h a 4h30 sem considerar a volta. Os circuitos mais famosos são o O e o W. Nós fizemos a trilha que sai do Hotel Las Torres, onde nos hospedamos, passa pelo acampamento Chileno (em teoria, 2h depois) e chega à base das Torres del Paine, 2h30 depois. Parece moleza, mas não foi. O parque tem trilhas que podem ser percorridas a pé ou a cavalo e o interessante é que só levantando poeira nelas você chega a cenários inesquecíveis.

O "w" de Torres del Paine
O “w” de Torres del Paine

Não pense que se você não quiser ou não puder fazer trilhas não valerá a pena ir a Torres del Paine. O Parque tem estradas, embora de cascalhos, que chegam à maioria de seus lagos e mirantes nos acostamentos da estrada também propiciam belas vistas e tem até trilha bem rapidinha para ver uma cachoeira, a Salto Grande. Navegação em rios também agradam quem não quer se aventurar nas trilhas. Leia mais no post Torres del Paine: Hipnotizante. O link está no final desta publicação.

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O Monte Almirante Nieto e as regras da trilha


A trilha

Os hotéis, acampamentos e Refúgios costumam divulgar no início da manhã a previsão do tempo, velocidade do vento, horário do nascer e pôr-do-sol. Confira todas essas informações e peça orientação de alguém experiente para decidir se aquele é um bom dia para fazer a trilha escolhida. Nós tivemos muita sorte, o clima estava perfeito no dia da trilha: claro, sem vento, porque no dia anterior apesar de estar claro, ventava bastante e no dia seguinte ao que fizemos a trilha, o céu estava cinzento e não se avistavam as Torres.

Iniciamos a trilha por volta das 8h30 da manhã. O início é bucólico, atravessando duas pontes sobre o rio formado pelo degelo proveniente das montanhas e subindo por trilhas de terra de leve inclinação… E você se ilude, achando que vai ser essa moleza.

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Início de trilha: tranquilo

 

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No ponto da foto acima, uma guia de um grupo australiano disse que em dias de vento forte é preciso passar por ali agachado. Eu não teria acreditado se no dia anterior não tivesse presenciado a força do vento em outro ponto do parque!

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Muitas pessoas contratam um guia para fazer a trilha, mas não vi necessidade. Ela é bem marcada: pedras, árvores ou estacas fincadas nas pedras pintadas de laranja-avermelhado indicam o caminho. Além disso, placas informam o ponto onde você está e há um sinalizador de altitude, latitude e longitude. Com ponta verde significa trilha classificada como fácil; amarela é média e vermelho trilha difícil.

A trilha que pegamos é de nível mediano. Então tá!
A trilha que pegamos é de nível mediano. Então tá!

 

Placas dispostas na trilha indicam quanto falta
Placas dispostas na trilha indicam quanto falta

 

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Contemplação ou introspecção? Nada disso, é fadiga mesmo!

Depois de duas horas de trilha de pedras pequenas, na maioria, com subidas e descidas e vistas lindas, chegamos ao Acampamento Chileno.

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Trata-se de um refúgio e área de camping. O refúgio tem algumas mesas em uma sala com vista para as Torres e um balcão-recepção, onde também se vendem alguns produtos básicos. Há quartos que podem ser reservados para passar a noite, mas não cheguei a entrar neles. O mais marcante é o cheiro de chulé que fica à porta, pois é proibido entrar de calçados e ficam todos andando de meias no chão. Coisa que lembra infância…

 A vista da sala do Refúgio Chileno
A vista da sala do Refúgio Chileno
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Como era de se esperar, gente do mundo todo visita TdP

No lado de fora, além da área para as barracas, mesas e bancos, onde aproveitamos para descansar e fazer uma boquinha. Ah, você pode também usar o banheiro do refúgio, mas há uma taxa cujo valor não me recordo.

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Deixando o Refúgio, a trilha segue em meio a uma floresta e há várias passagens por pinguelas e pontes. É um trecho que alivia o calor do sol e traz uma paisagem diferente.

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Depois da floresta, vem o trecho final, que eu considero o pior (não, o pior é o retorno, que parece interminável!), todo feito de pedras grandes, algumas que precisam ser escaladas.

glass half full ou half empty?
glass half full ou half empty?

Nesse momento eu olhei o que ainda tínhamos de pedras para vencer, mas a vista das Torres também estava ali. Half glass full, com certeza! Falta pouco…

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A vista acima, desculpem, mas só quem pega a trilha recebe de premio. Conseguem ver os veios escuros na base da montanha: são pequenas cachoeiras. Imagine isso na Primavera!

Uma cena linda, que infelizmente não registrei em foto, foi a de um condor voando no vale, logo que chegamos. Não avistamos a presença de nenhum outro animal selvagem na trilha. Ouvi alguns pássaros no trecho de floresta e só.

A galera descansando à beira do lago
A galera descansando à beira do lago

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Na foto abaixo eu estava agradecendo a Deus, às forças do universo, Maomé, Buda… pela chance de estar em um lugar tão especial. Lembrei da fala de um trilheiro: “Esta é a Catedral. Aqui é minha igreja”. A emoção tomou conta de mim. Chorei e não foi um chorinho comum. O choro ia sair tão alto e escandaloso, e num lugar tão silencioso como aquele seria o maior mico, como diz minha filha, então segurei. Piorou! A garganta começou a doer pelo choro contido. Tomei um pouco de água e o choro desceu, não sei para onde, mas demorei a me recuperar. Ali era minha igreja e eu estava mais pertinho de Deus.

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Enquanto isso, maridão tentava tirar uma soneca com vista para as Torres. Os amigos mais próximos sabem que ele dormiria até numa laje. Olha a prova aí! Calculo que ficamos ali uns 30 minutos.

Soneca até na laje
Soneca até na laje

O caminho de volta foi bem difícil. Algumas pessoas desciam rapidamente, num trote, o que além de ser mais rápido, evita o esforço dos joelhos. Mantivemos nosso ritmo lento. Meus joelhos doíam demais e tomei um analgésico, o que facilitou o retorno. Havia pouca gente subindo, provavelmente indo ao Refúgio Chileno. Fiquei imaginando como deve ser lindo ver ao vivo o que vi em várias fotos: a luz do sol nascente sobre as Torres (ou seria o poente?). Menos romântica, imaginei o frio que deve ser à noite, na beira do gelado rio. Ai, que bom minha cama macia e quentinha me esperava lá no fim da trilha! ehehe

Eram 14h30 quando iniciamos a descida e às 18h30 estávamos de volta ao hotel Las Torres. Ah, uma dica: para economizar espaço na mala, eu nunca levo chinelos para as viagens,  a não ser que seja destino praia. Que falta fizeram as Havaianas! Eu queira muito uma folga para meus pés depois de 1O horas de trilha. Leve as suas, vi muita gente zanzando pelo hotel de pantufas.

O que levar na trilha

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Água mineral gratuita

– garrafa de água cheia (reabasteça no rio)
– castanhas, uva passa, barra de proteína, fruta, lanche…
– band-aid e analgésico – no retorno, meus joelhos agradeceram!
– capa de chuva, gorro, boné, protetor solar e labial, óculos de sol, abrigo corta-vento
– câmera fotográfica, claro!

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– os trekking poles são essenciais. Nós não tínhamos, mas vou providenciar para a próxima trilha!
– saco plástico para guardar o lixo que você produzir
– papel higiênico.

Os mapas do parque indicam que esta trilha pode ser vencida em 8 horas. Quem está em melhor forma pode até fazer em menos tempo, mas não sei para que a pressa com tanta beleza em volta.

Links para conhecer melhor Torres del Paine

– Leia sobre meu encantamento no post Torres del Paine: Hipnotizantes

– Dicas detalhadas sobre rota, combustível e condição das estradas em De El Calafate e Torres del Paine

– Relação de hotéis, campings e abrigos, com links para seus sites, clique aqui.

– Dicas práticas de como circular pelo parque, temperatura, onde comer estão neste post.

10 desculpas para ir ao Sul da Patagônia

Outras pessoas que contam sua experiência na trilha:

relato divertido de gente como a gente, ou seja, sedentária.

– dicas (em Inglês) de um experiente em trilhas: clique aqui.

– mais experientes, desta vez em português: link.

 

 

 

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25 comentários sobre “Torres del Paine: Sangue, Suor e Beleza

  1. carlab87 6 de outubro de 2015 / 13:34

    Adorei os seus relatos, estou planejando uma visita ao parque em dezembro. Parabéns pelo blog!

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    • mulhercasadaviaja 6 de outubro de 2015 / 14:10

      Obrigada, Carla. TdP é especial. Em breve vou conhecer as também belíssimas Dolomitas, no Norte da Itália. Já esteve lá?

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  2. Li 13 de novembro de 2015 / 15:14

    Oi Marcia

    adorei seu blog, esta sendo muito útil pra mim, na trilha até a base da torres tem alguma parte do caminho ruim para pessoas com medo de altura, locais onde a pessoa sinta medo de cair

    obrigada bjão

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    • mulhercasadaviaja 13 de novembro de 2015 / 16:24

      Obrigada, Li. Seja bem vinda! Olha, o único ponto que ficamos mais à beira da montanha está em duas fotos deste post, onde conto que costuma ventar muito. Sugiro a quem tem medo de altura que caminhe olhando para o chão. Abraços e boa viagem!

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  3. Cristina Falcão 28 de julho de 2016 / 15:20

    Oi Márcia.
    Que lugar lindo!!!! Com certeza será a outra viagem da minha vida. A primeira eu realizei em Junho de 2016 para o Atacama. Por sinal, o lago que vi no post me lembrou um dos lagos que visitei, Miscantis.
    Bjs e parabéns pelo blog.

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 28 de julho de 2016 / 15:26

      Cristina, obrigada por deixar seu comentário! Atacama está na minha lista e espero ir em breve. Se você gosta de montanhas, estou publicando sobre os Alpes Italianos e em breve sobre Yosemite, na Califórnia! abraços e boas viagens!

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  4. nyrdagur 4 de novembro de 2016 / 17:23

    Marcia, que relato mais emocionante! Amei 🙂
    eu ri aqui você falando que foi um bode montanhes, acho que somos duas então! Eu amo montanhas, amo fazer trilhas. entendo bem esse sentimento de como é especial estar em meio a. atureza assim. Ainda quero muito conhecer Torres Del Paine.
    Lindo relato!

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  5. Katarina Holanda 4 de novembro de 2016 / 17:31

    Caraca, que coragem! Mas também QUE EXPERIÊNCIA! Eu sou sedentária, mas também toparia algo assim ♥ No Atacama eu fui além do que achava que era meu limite e foi uma das viagens mais lindas que fiz. Vale a pena tentar coisas assim. 🙂

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 4 de novembro de 2016 / 18:13

      Olha, acho que não foi coragem, foi pura teimosia! Estar nesses lugares é coisa única, temos que fazzer valer e transformar a experiência em algo inesquecível. Aatacama tá na minha lista.

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  6. Paula Oliveira Abud 5 de novembro de 2016 / 0:16

    Acho trilhas incríveis, meu marido também, mas com as crianças pequenas ainda não tivemos oportunidades de fazê-las. Mas ainda faremos várias, se Deus quiser!! Adorei o seu post, a forma como escreve, me senti junto ali na trilha.
    Um beijo!!

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 5 de novembro de 2016 / 9:02

      Oi, Paula. Também passamos pelo período de filha pequena, quando íamos a praias, hotéis fazenda… mas passa rápido, logo vcs estarão com os pés nas trilhas! Obrigada pela visita.

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  7. Gabi 5 de novembro de 2016 / 9:26

    Que relato SENSACIONAL! Eu tenho muita muita vontade de conhecer Torres del Paine. Ainda sou meio mole com essa coisa de trilha, não era muito fã, mas morando na Suíça é inevitável ir pro lado verde da força. E estou aprendendo que a recompensa vale muito a pena, que vistas são essas??? Maravilhoso! Parabéns pela conquista, pela coragem. Lindo!

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  8. Pollyane Martins 5 de novembro de 2016 / 15:18

    Caramba!! Estou absolutamente encantada pela beleza desse lugar! Certamente também não conseguiria conter o choro. Muito maravilhoso! Seu relato tb nos ajudou muito a sentir um pouco da maravilha desse lugar 😀 Obrigada por compartilhar. Beijo grande. Polly.

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  9. Camila Lisbôa 5 de novembro de 2016 / 21:05

    Torres del Paine é um dos meus lugares favoritos do MUNDO! Eu tive por lá em novembro do ano passado para fazer o W e amei demais! Já tenho planos para fazer o O 🙂 Mas se você acha que viu perrengue… acho que precisa ler uns posts lá no OMMDA iuauhauaua eu sofri demais (uma chuuuuuuuuva, rs), mas foi lindo! 🙂

    Adorei

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  10. Josiane Bravo 5 de novembro de 2016 / 22:37

    Marcia, que delícia ler esse post tão bem detalhado e completo, AMEI 🙂 Sou fã de trilhas e amo essa conexão com a natureza. Como você mencionou, isso faz tão bem não é, é um momento de reflexão, de esquecer dos problemas da vida, de se reedescobrir e claro, de se conhecer. Ainda quero fazer essa trilha e também a do caminho de Santiago de Compostela e a tão sonhada Trilha Inca.

    Abraços

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  11. angiesantanna 6 de novembro de 2016 / 10:20

    guriadoceooo adorei esse relato! primeira vez que vejo as fotos da trilha com pessoal de camiseta heauheuae nós vamos nos aventurar ai em janeiro! já deixei salvo para ler de novo! obrigada!

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  12. Mariana G. 6 de novembro de 2016 / 18:51

    Que relato lindo! Torres del Paine e El Calafate são dois lugares mágicos. Sonho com eles e acredito que algo de mágico vai acontecer quando eu visitá-los. Lindas fotos!!!

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  13. Stephanie Vasques 8 de novembro de 2016 / 0:06

    Adorei o post, que lugar mais incrível! Nunca viajei pra lugares de trilha (acredite se quiser kkk), mas acredito que deve ser uma experiência surreal, e por isso tenho muita vontade de fazer. O melhor de tudo é que todo o esforço e cansaço são recompensados quando a gente olha pra esses cenários maravilhosos no final. Quero! ♥

    Com amor,
    Steph • Não é Berlim

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