Machu Picchu, Cusco, Lima – parte 5: Águas Calientes

Este post faz parte da série que descreve e dá dicas de nossa viagem a Lima, Cusco, Águas Calientes e Machu Picchu, realizada em abril de 2013. E ele tem trilha sonora: se você estiver em PC, vá à barra lateral e clique play em “Viaje mais com música temática”. Clique no mesmo, mas lá no finalzinho, se estiver com celular. E viaje na viagem (esse nome é muito bom, mas o Ricardo Freire pegou primeiro!)!

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Quando o trem vindo de Cusco parou na estação de Águas Calientes, nosso destino, não tivemos nem tempo para pensar no que fazer. A agência Viajes Pacifico pegou nossas malas e as encaminhou diretamente ao nosso hotel. Parada rápida para usar os baños e tomamos  o ônibus com destino a Machu Picchu, cujo relato está na parte 4 desta série de posts sobre o Peru.

Minha primeira impressão de Águas Calientes foi um misto de “Meu Deus, que zona” e “Nossa, acho que os mercados de Istambul são assim também”, pois saímos do trem e caímos dentro de um galpão-Mercado de artesanato escuro, lotado, poluído de produtos made in Peru e made in China e com vendedores barulhentos oferecendo-os.

Uma das feiras de artesanato de àguas Calientes
Uma das feiras de artesanato de àguas Calientes

Passava das 3 horas quando o ônibus vindo de Machu Picchu nos deixou em uma pracinha em frente ao nosso hotel, o Hatuchay Towers, nome imponente para um hotel simples, mas com funcionários muito atenciosos e simpáticos.  O quarto em que ficamos tinha vista para o rio Urubamba (=rio sagrado) e era bem confortável e dispunha de um banheiro enorme, com banheira. Mas quem quer ficar na banheira estando em um lugar lindo como este? O café da manhã não tinha nada muito fresco, tudo era industrializado devido à distância e dificuldade de transporte dos produtos, desculpou-se um atendente. O jantar que estava incluso em nossa diária também deixou a desejar. Mas como para mim a vista do quarto ou do restaurante é meu alimento, saí satisfeita!

Fachada do Hatuchay Towers
Fachada do Hatuchay Towers
Vista da sacada de nosso quarto
Vista da sacada de nosso quarto

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A água do rio desce com tanta força que o som produzido equivale ao de uma fábrica! Já ouvi gente reclamar, mas para quem está cansado e acostumou-se ao ruído incessante de SP, o rio chega a ser uma canção de ninar!

Caminhar pelas poucas ruas de Águas Calientes e ouvir os viajantes contar suas histórias de como foi a subida da Trilha Inca ou do que sentiram ao avistar Machu Picchu – e isso em várias línguas – é um deleite. Outro prazer é olhar os paredões das montanhas ora cobertos, ora nus de vegetação.

Além de admirar o rio, as montanhas e ouvir histórias de aventureiros, Águas Calientes, também conhecida como Machu Picchu Pueblo, tem vários restaurantes, uma praça central onde ficam a escola, a prefeitura e o hospital (achei isso engraçado: tudo na mesma praça). Há poucos hotéis e muitos hostels. No andar superior de alguns restaurantes há dormitórios, mas esses são reservados a funcionários que oficialmente moram em Cusco e tomam o trem para trabalhar em Águas Calientes a cada 10 ou 15 dias, quando sua folga acaba.

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o “Centro” de Águas Calientes

Acredito que ninguém vá a Águas Calientes por outro motivo que não o de visitar Machu Picchu, pois não há muito o que fazer. O vilarejo tem esse nome pelas termas que podem ser visitadas, mas pulamos esse programa. A luz do sol acaba cedo em Águas Calientes, pois as montanhas fazem sombra sobre o vale. Por isso os incas construíam suas cidades no alto das montanhas, disse o guia em Machu Picchu. Faz sentido…

Na manhã seguinte, decidimos não ir a Machu Picchu de novo  (estando em Águas Calientes, é muito fácil, basta pegar um ônibus urbano que sobe a serra e comprar o bilhete de entrada!). Às vezes é bom guardar na memória o sentimento
da primeira vez, então seguimos a margem do rio e o trilho do trem, só pelo prazer de andar pelo estreito vale. Poucas pessoas cruzaram nosso caminho. Encontramos uma pousada-bar-jardim chamado Los Jardines de Mandor e como não tínhamos nada a perder, pagamos os 10 soles e pegamos a trilha rumo a uma cachoeira. Pela trilha, várias espécies de plantas e flores conhecidas de nós brasileiros, mas que podem ser novidade para europeus, por exemplo. A cachoeira também não justificou o ingresso. Bonita, mas nada Wow! Mas eu estava encantada com a paisagem do vale, os cheiros, a energia do lugar…trilha 5

A cachoeira no final da trilha
A cachoeira no final da trilha

Ao voltar à cidade, era hora de comer. Escolhemos o restaurante  por um motivo meio sem motivo: porque suas mesas tinham bandeiras de países, colocadas de acordo com a nacionalidade do cliente. Em frente ao restaurante, músicos tocavam música peruana tradicional ao vivo (até comprei o CD por um preço camarada, afinal, disse o vendedor, somos hermanos). Tomei meu último pisco sauer, fiz com meu marido uma lista de 20 lugares para conhecer antes de morrer e comi uma truta deliciosa! E era hora de tomar o trem rumo a Cusco.

A truta e, como sempre, visual caprichado
A truta e como sempre, visual caprichado

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Minha sugestão: Fazer bate-e-volta Cusco-Machu Picchu é muito cansativo, embora muita gente o faça. São 2 horas de ônibus de Cusco até Pachar (quando fui e até abril de 2014 o trem não estava operando esse trecho) e então pegamos o trem Vista Dome até Águas Calientes, mais 2 horas. O que você pode fazer é pegar o trem que sai de Cusco às 8h, almoçar, passear e comprar em Águas Calientes. Dormir cedo e pegar o primeiro ônibus para subir até Machu Picchu. Quem vai de pacote, como eu, chega às 10h, quando já tem muita gente na cidade sagrada. Depois de visitar a cidade sagrada, mais um almoço e trem de volta a Cusco. Leia mais sobre os trens na parte 4 desta série de posts.

Quer fazer a trilha inca, rafting no Urubamba ou simplesmente conhecer as ruínas do Vale Sagrado? Não conheço esta agência, mas pode ser um ponto de partida para sua pesquisa de viagem.

Com este post encerro a série sobre o Peru, como sempre, já com vontade de voltar.

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