Paris em Abril, pela primeira vez

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Se você chegou até aqui, deve ter uma viagem a Paris em vista, ou sonha conhecer uma das capitais mais charmosas do mundo e com história em cada esquina, ou ainda quer ler o relato de minha viagem a Paris pela primeira vez, em abril.

Paris é sonho de viagem de muita gente, e não por marketing ou status ou modinha. Ela merece. Tem história, tem arte, tem gastronomia, tem moda, tem belezas mil. E um sonho realizado exige realidade perfeita, e desviamos o olhar do que incomodaria e o direcionamos para a poesia da arquitetura, de seus jardins, ícones, monumentos e cafés.

Afinal, perfeita ela não é, ainda mais com o crescimento do turismo das últimas décadas, problemas sócio-econômicos e com a quantidade de imigrantes que ao mesmo tempo enriquecem e descaracterizam uma cultura.

Vou saborear as principais memória daqueles dias de nossa primeira vez em Paris, na expectativa de levar você até lá comigo, sonhando com os momentos em que finalmente a conhecerá ou revivendo suas próprias aventuras parisienses.

Se você procura dicas de viagem, visite a página-índice Paris para ver roteiros e dicas de planejamento.

Primeira noite em Paris. Sexta-feira. Quem quer dormir estando em Paris? Mesmo cansados depois do voo intercontinental, caminhamos de nosso hotel na Rue Monge nos guiando pela torre agulha da Notre Dame, o que ajudou como um app faria hoje em dia. Quando dei por mim estávamos no Rio Sena. Fiquei impressionada com sua largura, a beleza de seu entorno. Na ponte das Artes, jovens faziam piquenique celebrando a primavera naquela noite de abril em Paris: vinho, queijos e baguetes. Música ao vivo de um violão qualquer. Ao fundo, o Louvre. Minha cabeça girava suavemente, não sei se por efeito do jetlag ou pela infinidade de estímulos sensoriais à minha volta. Quatorze anos depois, meus olhos ficam marejados ao lembrar daquelas primeiras horas em Paris. E das centenas seguintes.

No segundo dia, caminhamos novamente até as margens do Sena. Se Paris fosse apenas aquela faixa ao longo do rio, já valeria a viagem: edifícios como o Grand Palais, a ponte Alexandre III, as fontes verdes de água potável, tudo me encantava por sua grandiosidade e beleza…

Na falta de outra forma de me expressar, eu chamo de ‘susto bom’ quando algo natural ou criado pelo homem causa tamanho emoção que dá até uma dorzinha no estômago ou coração. E foi assim que eu a vi de pertinho, pela primeira vez.

Não foi como descer do metrô na Trocadero ou na Estação Campo de Marte, em que ela surge na tua frente esplendorosa ou vai aparecendo aos poucos. Estávamos caminhando acho que pela rue de l’Université, e quando a rua faz uma curva suave a gente avista aquela majestade em forma de estrutura metálica.

Para ser ainda mais perfeito, era abril, e com o início da primavera as árvores tinham um tom de verde jovial e tulipas enfeitavam os canteiros, e Paris em abril chega perto dos sonhos, inspirando até música com este título, você conhece April in Paris, com Ella Fitzgerald & Louis Armstrong?

Do alto da Torre, vi uma cidade que ainda não reconhecia. Aproveitei melhor da segunda vez, capaz de identificar prédios, bairros e monumentos. Foi como ver fotos de amigos queridos. E não pense que o impacto é menor se você tem o privilégio de rever a torre Eiffel. Ela parece ser magnética, e a gente caminha pela cidade sempre procurando um pedacinho dela no horizonte.

Paris em abril

Talvez você queira saber sobre Lugares para conhecer na França, inspirados por Emily em Paris

Outro momento marcante desta primeira viagem a Paris em abril foi a visita ao Museu d’Orsay. Além da beleza da antiga estação de trem transformada em museu, ver ao vivo obras que eu nem sonhava ter a chance de ver um dia foi muito forte e chorei descontroladamente na coleção de Monets e Renoirs.

E o Louvre, você pode me perguntar? Bem, o Louvre é um monstro que devora suas pernas e mente e quer te engolir para você não sair nunca mais dali. É preciso morar em Paris e visitá-lo semanalmente para poder dizer algo a seu respeito com o mínimo de propriedade. Fiquei impressionada com o tamanho dele, mais ainda com a variedade e quantidade de obras. Paris valeria ser visitada nem que apenas tivesse o Louvre.

Naquela época uma primeira viagem a Paris era talvez mais emocionante porque havia mais surpresas. A gente via fotos de quem tinha ido ou em revistas de turismo, mas não tinha youtube e nem esse mundo de programas turísticos. E foi nessa vibe que fiquei literalmente arrepiada quando entrei na Igreja Sainte Chapelle, a capela real que é uma pérola, escondida pertinho da Notre Dame. Sempre achei que igrejas e templos estão mais próximos do mundano e mais distantes de divindades, mas na Sainte Chapelle foi como se eu estivesse nas montanhas. E eu amo montanhas pela energia que emanam.

E por falar em Notre Dame, ah que dor vê-la queimando em 2019… Seus restauro completo está prometido para o final de 2024. Que tal se programar para visitar Paris em Abril de 2025 e ver a Notre Dame em sua glória, restaurada?

A primeira coisa que notei quando entrei na Notre Dame foi a escuridão, a frieza, que contraste com a Sainte Chapelle… Mas passou pela minha mente o quanto da história aquelas paredes testemunharam e uma das coisas que mais me impressionou foram os bancos do coral. Ahaha, como sou pobre! Pra mim, banco é banco, um pedaço de madeira liso para se sentar. Meu Deus, que trabalho incrível de entalhamento em madeira. Quando assistia ao incêndio, os bancos do coro, a rosácea e a torre agulha foram as primeiras coisas em que pensei com pesar.

Paris em Abril é linda de doer! Abaixo, o jardim da catedral colorido por cerejeiras, árvore presente também em pequenas praças da cidade.

paris em abril

Não dá pra falar em jardins de Paris sem mencionar Tulleries e Luxemburgo. Além da simetria do Tulleries, da beleza de suas estátuas, não me lembro de nada tão marcante emocionalmente por lá. Talvez porque caminhei ali a partir do Louvre e a vista no sentido contrária é bem mais interessante. Mas do Luxemburgo me recordo de curtir música ao vivo no coreto, de observar senhoras e casais dançando, das cadeiras verdes ocupadas por gentes tomando sol. Os canteiros próximos ao edifício-sede do Senado enfeitados com tulipas. Se a Itália tem o dolce far niente, a França tem o bon vivre.

Depois da segunda viagem a Paris, pesquisei um pouco e publiquei Jardins de Luxemburgo em Paris: as rainhas empoderadas e outras estátuas

Mas o que faz com que seja uma cidade tão marcante, seja numa primeira vez em Paris ou na décima? É o conjunto que vai além de seus ícones, monumentos, e museus. Há poesia na baguete carregada debaixo do braço; nas mesas ao ar livre dos cafés tomados por locais e turistas; nos artistas de rua em busca de aplausos e euros; nas luzes douradas que iluminam os monumentos à noite; no tintilar de garrafas de vinho depositadas para reciclagem; nas floriculturas e livrarias que resistem aos novos tempos; nos alimentos comercializados nas feiras de rua; na elegância dos parisienses expressa em seu modo de se vestir; nas cadeiras verdes dos parques; na delicada estética dos doces exibidos nas vitrines das patisseries.

Sinto falta das viagens daquela época, em que às margens do Sena ou nos bancos de praças e parques se viam namorados mais interessados um no outro do que posando para fotos perfeitas atrás de likes.

Foram cinco dias de sonho realizado, muitas emoções, pernas cansadas e olhos fundos pela falta de noites bem dormidas. Não comi os melhores pratos, não sabia quase nada sobre Paris, não fiz fotos instagramáveis, foi nossa primeira viagem sem a filha, mas para mim Paris em abril foi uma primeira vez perfeita!

Depois da viagem, meu marido repetidas vezes copiou o bordão do filme homônimo, estrelado por Billy Crystal e Debra Winger, e brincava ‘Esqueça Paris!‘. Não dá para esquecer Paris. E acho que já passou da hora de eu voltar. Ou de você ter sua própria primeira vez em Paris – em abril ou não.


Este post é parte da blogagem coletiva do grupo 8on8, e por isso só pude postar 8 das inúmeras fotos de lugares lindos de Paris. Curiosa para saber das memórias que as blogueiras compartilharam de suas ‘primeiras vezes’.

E caso você decida ir à Disney Paris, o Destino Compartilhado tem as dicas.

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Marcia Picorallo

Marcia Picorallo

Escrevo o Mulher Casada Viaja com carinho desde 2014, compartilhando minhas impressões dos lugares por onde passei, inspirando e ajudando leitores a planejar suas aventuras.

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Márcia, a viajante

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Bem-vindo a bordo - e nem precisa apertar os cintos! Escrevo o Mulher Casada Viaja com carinho desde 2014, compartilhando minhas impressões dos lugares por onde passei, inspirando e ajudando leitores a planejar suas aventuras.

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COMENTÁRIOS

6 respostas

  1. Marcia, Paris é encantadora todas as vezes, muito legal o seu relato da primeira vez em Paris em Abril.
    Sabe que eu também amei a primeira vez que visitei o Museu D´Orsay? Todo mundo fala do Louvre, mas eu adoro o Orsay, aquele relógio enorme, as obras de arte…
    A Igreja de Sainte Chapelle é mesmo muito impactante com seus vitrais.
    Enfim, eu amo essa cidade, tô com uma inveja danada da Emily, no Netflix, kkkk.
    Acho que preciso voltar!

    Bjs
    Mari

  2. Márcia, minha primeira vez em Paris foi muito especial. Eu tinha 29 anos e fiquei cinco dias por lá absolutamente sozinha. E foi uma experiência incrível porque mesmo sem falar francês consegui me entender até com o metrô e suas complicadas correspondências da época. Lembro de me perder no metrô e pedir ajuda a outros turistas tão perdidos quanto eu. E como você mesma descreveu, ver o Sena, Notre Dame e a bela Torre Eiffel pela primeira vez é emocionante. Já voltei algumas vezes e sempre quero mais. Paris é inesquecível!

  3. Paris é esplendorosa!

    Eu fiquei impactada quando vi os vitrais da Saint Chapelle e a coleção incrível de impressionismo no DOrsey, além de muitos outros lugares icônicos como a torre e os jardins de Rodin.

    Pena que o câmbio não ajuda tanto, hoje em dia, para reviver cada momento agradável na capital francesa.

  4. Paris em abril é linda de morrer, como você bem disse. Fiquei emocionada com o seu relato, com as sensações e sensibilidade de olhar pela primeira vez Paris. Bateu saudade da Notre-Dame e seus jardins. Tomara que seja reaberta coo está sendo prometido.

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