Exploratorium: Nerdices no Roteiro de São Francisco

Especialmente se você for um ser que não gosta de museus (whaaaat?), te desafio a incluir o Exploratorium no roteiro de sua viagem a São Francisco e depois dizer que não gostou! Tudo o que li o indica principalmente para crianças, mas este museu interativo cheio de nerdices é um parque de diversões para qualquer curioso.

Sabe aquele meme “eu tirando foto dos outros, os outros tirando foto de mim”, então…

Continuar lendo

Anúncios

Economia na viagem a São Francisco

Se você vai à Califórnia, provavelmente São Francisco está entre as cidades que visitará e este post traz dicas para você economizar ao menos 50 trumps por pessoa nas principais atrações da cidade comprando um passe, seja o San Francisco Explorer Pass, seja o San Francisco CityPass. E de quebra mostra os preços das principais atrações de San Fran.

Eu não costumo comprar passes quando visito as cidades porque faço as contas e acho que nunca vale a pena ou porque consegui desconto ou gratuidade nas atrações, devido ao blog. Mas se você não tem um blog, faça as contas, sempre! Para São Francisco eu já fiz pra você, vai lendo…

sao francisco pier

Continuar lendo

San Diego: onde ficar e review de hotel

Se você chegou até aqui provavelmente fez a boa escolha de conhecer a cidade de San Diego, muitas vezes preterida por Los Angeles e São Francisco, as queridinhas californianas. Mas San Diego é capaz de agradar a todas as tribos! Já falei de minhas impressões sobre a cidade no post Roteiro de 3 dias em San Diego, dá uma passadinha lá também. Neste post organizo as opções de hospedagem em San Diego, que vão de hotéis, passam por casinhas térreas conhecidas como bangalôs a B&Bs charmosos, tudo agrupado por bairros ou distritos.

A escolha da localização de seu hotel pode modificar a impressão que você formará sobre a cidade, mas se a grana falar mais alto, escolha pela tarifa mais econômica, porque estará bem localizado em qualquer ponto de San Diego, servido por bom transporte público e acesso rápido a highways mesmo para ir de um bairro a outro.

Hotel nas praias de San Diego
As praias de San Diego estão entre as mais bonitas da Califórnia e há várias opções de onde ficar.

La Jolla (leia la róia): fica a noroeste do centro de San Diego, a mais afastada, e é um bairro chiquetoso, com galerias de arte e lojas de grife na Prospect Street. Ao mesmo tempo, tem aquele ar praiano, relaxado, ruas largas e enfileiradas por coqueiros As crianças adoram os leões marinhos de La Jolla Cove e quem curte ondas ou mergulho também tem seu espaço garantido.
La Jolla Cove
Coronado: Coronado não é um bairro de San Diego, mas um município. A área útil da península, ou seja, a região civil, aberta ao público e para moradores, equivale ao centro de San Diego e se espreme entre a base naval anfíbia e a aérea da Marinha, por isso não há tnatas opções de hospedagem como nas demais praias. A praia é linda! Tem areia branquinha, pedras e vegetação e o histórico Hotel del Coronado é a principal atração, mas não a única. Leia mais sobre Coronado neste post. Ponto negativo: o barulho dos caças e helicópteros que sobrevoam a praia para pousar na base aérea.
Praia de Coronado

Ocean Beach, Mission Bay e Pacific Beach: Bem, minha viagem não foi para curtir praia e eu só passei por essas áreas, mas se você quer ficar pertinho do mar, you belong here! Também fica perto do Sea World e o pier de Ocean each é ponto de encontro para o por do sol.

O pier de Ocean Beach
Nem tanto ao centro, nem tanto ao mar 
Old Town e Região Hoteleira de Mission Valley
Embora não esteja no centro, esta é uma região movimentada e onde estão os hotéis mais modernos da cidade. É onde fica o Old Town State Historic Park, ou simplesmente Old Town San Diego. Aliás, é possível se hospedar dentro do parque, no Cosmopolitan Hotel. Lá não faltarão atrações e opções para desfrutar da autêntica comida mexicana e de sua música e aprender sobre a Califórnia espanhola. Ficar nesta região também é legal para fácil acesso ao Parque Balboa e ao famoso zoológico de San Diego.
Leia sobre minha visita a Old Town e La Jolla.

 clique aqui para ver hotéis e preços na região de Old Town

A fachada do Cosmopolitan, em plena Old Town San Diego, tem ambientação estilo western

Hotel no Centro de San Diego
A arquitetura do centro de San Diego reflete sua personalidade: é tão culturalmente diverso quanto a cidade e edifícios altos e modernos contrastam com estilo barroco do final do século 19. O lugar mais charmoso do centro, na minha opinião é a área revitalizada nomeada Gaslamp Quarter. Esqueça o que você sabe sobre áreas centrais em grandes capitais: esta região, sobretudo o Gaslamp, tem muitas opções de bares e restaurantes e a vida é bem tranquila, mesmo no centro. Eu fiquei hospedada lá e sendo de São Paulo me divertia olhando o “trânsito” da hora do rush! Fica um pouco longe do Balboa Park e Old Town, mas tem acesso fácil às highways e chega-se nesses pontos bem rapidinho. É possível caminhar até o waterfront, onde ficam atrações como o  Museu-porta-avições USS Midway, até o centro de Convenções ou ainda até o Sea Port, uma área fofa com lojas especializadas e restaurantes. Uma das desvantagens de ficar no centro é o alto custo dos estacionamentos. Evite deixar com o manobrista do hotel e economize não só na gorjeta, mas na tarifa também. O centro tem vários estacionamentos públicos (public parking) que podem ser usados por qualquer um, calculados por hora a preços variáveis de acordo com o horário, comercial ou não.

 clique aqui para ver hotéis e preços na região central de San Diego

 

Um dos prédios históricos no Gaslamp Quarter

Review do hotel onde nos hospedamos
Escolhi o centro porque tem fácil acesso a outras regiões e porque me apaixonei pelo edifício histórico onde o hotel Courtyard by Marriott está instalado. Todo restaurado, manteve as características do antigo banco que ali funcionava e caprichou na decoração. OK, bancos não têm a mesma aura de uma residência de um nobre medieval e não são peculiares como uma tenda num safari na África, mas o prédio é lindo. Foi o primeiro hotel reservado para esta California trip, e depois baixei a bola, ficando em hotéis mais simples e econômicos. 

O check-in foi rápido e atencioso, assim como o check-out, mas foram os únicos contatos que tivemos com o pessoal. O quarto estava limpo e os lençois e travesseiros eram de boa qualidade. Apesar de estar na região central, não havia barulho de trânsito e o hotel era bem tranquilo, com turistas e pessoas viajando a negócios também.

A tarifa escolhida não incluía café da manhã e isso fez com que ‘perdêssemos’ muito tempo indo a um restaurante, escolhendo, comendo, pagando. Tá, pode falar que eu sou louca, que estava de férias, que devia aproveitar tudo com calma. Eu sei, mas eu tinha taaaanto pra fazer em San Diego (e olhe que era nossa segunda vez por lá)… Então nos dias seguintes acabamos comprando alimentos no Starbucks e comendo no quarto ou fazendo picnic (gente, odeio o aportuguesamento desta palavra, vai em Inglês, mesmo).

O saguão do Courtyard by Marriot

Você deve ter notado que os links deste post são para o site do Booking.com e esclareço que é o site que uso para minhas reservas, então indico porque confio. Além disso, se você reservar através desses links ou clicando no logo do Booking no meu blog, não gastará nada a mais e ainda contribuirá para a manutenção do blog, pis recebo uma pequena comissão. É uma maneira simpática de agradecer pelas dicas que compartilho com todo carinho.

 E você, já esteve em San Diego? Onde se hospedou? Conte aí nos comentários!

O skyline d eSan Diego, com a ponte Coronado em primeiro plano. Foto: John Bahu divulgação

O que Fazer em Monterey, Califórnia

carmel-big-sur-california

Monterey é ofuscada por outras cidades californianas como São Francisco, Los Angeles e até San Diego, então saio em sua defesa e brado que você precisa ficar ao menos 2 dias por lá, no melhor estilo slow travel e passear a pé pela Coastal Trail, se entupir de peixe e frutos do mar, visitar a parte histórica da cidade e observar lontras e leões marinhos bem de perto, na natureza. Talvez queira visitar um dos aquários mais famosos do mundo ou apenas passear pelas ruas arborizadas com casas de madeira que parecem cenário de estúdio de Hollywood. E que tal visitar condomínios com campos de golfe à beira mar, ou comer nos restaurantes estrelados de sua vizinha Carmel-by-the-Sea? Neste post falo especificamente sobre Monterey e mais adiante descrevo nossos passeios por Carmel e pela 17-mile Drive em novas publicações.

leões marinhos
leões marinhos que mais parecem esculturas!

A beleza de Monterey é bem diferente daquela que estampa nosso ideal de paraíso: em algumas praias a areia é grossa (quando há), no lugar das palmeiras ou coqueiros há ciprestes retorcidos pelos fortes ventos e a água do Pacífico é fria, mesmo no verão. Além disso, a quantidade de algas pode afastar qualquer desejo de entrar no mar, assim como o forte odor proveniente dos leões marinhos. Mesmo assim, mergulhadores chegam aos montes para testemunhar a farta vida submarina da região.

Mergulhadores em San Carlos Beach
Mergulhadores em San Carlos Beach

A parte mais turística de Monterey fica na Cannery Row, uma rua cheia de lojas, hotéis e restaurantes e no final dela fica o famoso Aquário de Monterey ($50), que visitamos em nossa primeira vez em Monterey, 20 aninhos atrás… Se você for, fique atento aos horários de alimentação dos peixes, que é muito legal. Também há programas para crianças passarem a noite no aquário!

Ícone da indústria de sardinhas enlatadas
Ícone da indústria de sardinhas enlatadas

A latinha oval de sardinhas de meio quilo alimentou as tropas aliadas na Primeira e Segunda Guerras Mundiais e virou um ícone, mas acho que Andy Warhol preferia a sopa de tomate… Anyway, Cannery Row (=fábrica de conservas) ganhou este nome apenas no final da década de 1950 depois que o escritor John Steinbeck publicou em 1945 um livro sobre a depressão da indústria de enlatados em Monterey com esse título. A história também foi adaptada para o cinema em 1982. Esse filme eu não vi, mas toda vez que minha filha assistia Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy with a chance of Meatballs) me lembrava de Monterey e acho que a inspiração da história pode mesmo ter vindo daí: ambas tiveram a decadência da indústria de enlatados pesqueiros e viraram cidade turística.

A Cannery Row
A Cannery Row

monterey-california-4-2

Ali tem uma loja divertidíssima (Sea Otter Shirts) , e tudo nela remete às lontras (otters) e até a loja da Harley Davidson deixou um painel para foto com a lontroqueira:

A praia MacAbee fica bem na muvuca da Cannery Row. É bem feinha, principalmente porque tem umas ruínas na areia que eu não entendo o motivo de não as retirarem por completo. Tem acesso por escadas a partir desta pracinha:

monterey-california-35

Outra área bastante visitada é a Fisherman’s Wharf, um cais onde você também pode comer, fazer compras e de onde saem os passeios de barco para avistar baleias. Eles garantem (não sei como) que você sempre as verá, em qualquer época do ano. Segundo o catálago de uma empresa que faz os passeios, no inverno e na primavera é possível avistar baleias cinzentas e no verão e outono baleias azuis e jubartes. Os preços variam de $40  a $49, em passeios que duram de 3 a 4 horas.monterey onde comer

Vitrine de restaurante em Fisherman's Wharf
Vitrine de restaurante em Fisherman’s Wharf

Eu falei da vida marinha farta, não foi? Foi ali no Fisherman’s Wharf que nos deliciamos observando duas lontras que “pescavam” ostras. Dá uma olhada no vídeo:

Unindo Pacif Grove ao Sul a Castroville ao Norte, está Coastal Trail, uma pista de ciclismo e para pedestres que segue 28 km pela orla traçada numa antiga trilha de trem. Ao longo dela você encontrará onde alugar bicicletas e áreas para picnic.

Coastal Trail nas proximidades de Fisherman's Wharf
Coastal Trail nas proximidades de Fisherman’s Wharf

De Monterey é possível avistar as Dunas do Fort Ord e eu fiquei mega curiosa para ir conhecer essa praia, mas não deu tempo.

O centrinho de Monterey, onde estão bancos, escritórios e comércio, é bem pequeno e tem aquele jeitinho interiorano, de vida calma, e em nada lembra o litoral. As ruas estavam decoradas com bandeirolas da Itália e uma feira com música ao vivo (mas nada de italiana) e barraquinhas de bebidas e alimentos estava acontecendo perto do Parque Histórico de Monterey. Demos uma passadinha por lá, mas o que mais encontrei de autêntico foi cannoli.

monterey-california

O conjunto histórico de Monterey é distribuído por várias ruas e se você quiser conhecer todas as casas pode seguir as plaquinhas metálicas chumbadas nas calçadas, como a da foto abaixo. No Centro de Informações Turísticas (Monterey Visitor’s Center) tem muito material gratuito sobre a cidade, a 17-Mile Drive e até sobre Big Sur, então passe lá. Fica na Camino el Estero, 401.

monterey-california-2

O centro de Informações Turísticas de Monterey
O centro de Informações Turísticas de Monterey

monterey-california-3

Sempre que estou de carro gosto de passear pelas ruas residencias das cidades que visito e Monterey tem o estilo de casa que adoro: clapboard, com varandinha, cerca branca e muuuuitas flores!

monterey-67

Vi várias ruas com árvores no meio delas - sem ilhas!
Vi várias ruas com árvores no meio delas – sem ilhas!
monterey-california
Oliveiras na Califórnia!
monterey-39
As cores do Outono no final do verão

monterey-california-18

Mas o que leva muita gente a Monterey é seu entorno: apenas 7 km a separam da charmosa Carmel ou da linda 17-Mile Drive (foto de abertura deste post), tema de publicação futura.

carmel-big-sur-california-9
A primeira praia da 17-Mile Drive, em Spanish Bay

Como chegar a Monterey
Não temos voos diretos do Brasil para lá, então terá que fazer conexão em Los Angeles, São Francisco, San Diego, Las Vegas ou Phoenix.

A partir de São Francisco são apenas 190 quilômetros. Se tiver tempo, pode parar no Gilroy Premium Outlet, que fica no caminho, mas mais perto de Monterey do que de San Fran, tanto que como já era noite quando nos aproximamos decidimos fazer um bate volta a partir de Monterey no dia seguinte. Valeu a pena? Com o sono que eu estava, foi ótimo para dormir mais um pouquinho no carro! 😊

De São Farncisco a Monterey
De São Farncisco a Monterey

Onde Comer em Monterey
Comece bem o dia com um desjejum caprichado no Caffe Trieste, uma rede bem diferente do estilo Starbucks. Você também pede no balcão, mas eles servem à mesa e o ambiente é acolhedor – com wifi livre. Fica na Alvarado Street, no centro da cidade, perto do Rabobank. Você leu direito! 😂 Vimos várias agências com esse nome nesta parte da Califórnia.

O café da manhã doce da minha filha
O café da manhã doce da minha filha

Se o dia estiver bonito, por que não fazer um picnic? Na Coastal Trail você encontra mesas com uma bela vista da marina e do horizonte.

monterey onde comer

Não comemos em Fisherman’s Wharf, mas lá tem vários restaurantes. Tivemos duas refeições na Cannery Row e aprovamos. No almoço escolhi um prato típico norte-americano, o clam chowder, no Louie Linguini’s.

O Clam chowder no pão italiano
O Clam chowder no pão italiano

No jantar, escolhemos o Fish Hopper, que fica sobre o mar e é todo envidraçado. Escolhi um salmão com cobertura de gergelim preto.

monterey onde jantar

Foi nesse restaurante que entendi porque não estavam servindo água aos clientes assim que se sentassem à mesa, como é prática nos Estados Unidos. Devido à seca, água é servida apenas se solicitada.

Se você perdeu a chance de provar o chocolate Ghirardelli, que virou ponto turístico em São Francisco, em Monterey você tem outra oportunidade e a loja na Cannery Row fica lotada. Um pacote de 422g com tabletes sortidos sai por 16 dólares. Minha opinião sobre o chocolate? Nada demais.

Preços médios (em dólares, em setembro/2016)

refrigerante: 3,50
Corona long neck: 5,50
espresso: 3,95
Salada Caesar: 8
Salada Caprese: 12
Chowder no pão italiano: 13
Espaguete e almôndegas ou pene a bolonhesa: 16
Porção de camarão empanado com fritas: 24
Fish and chips: 17
Salmão ao pesto co legumes: 25
sobremesa (bolo ou mousse): 10

Onde ficar em Monterey
Em minhas buscas encontrei vários hotéis com lareira, mega românticos, mas como não era o caso (nem frio, nem romance), ficamos no Arbor Inn, hotel estilo motel americano com estacionamento grátis e café da manhã bem ruinzinho. O quarto era espaçoso, limpo e confortável. O exterior era muito charmoso. 

monterey onde ficar

Procure seu hotel ou pousada em Monterey pelo Booking.com. Se você gostar do preço, faça sua reserva clicando no logo deles aqui no blog (ou no link acima) e eu recebo uma pequena comissão para ajudar a pagar a manutenção do blog. Você não paga nada a mais, pode conferir!

carmel-big-sur-california

Viva Las Vegas

“Viva Las Vegas”,  uma das famosas canções – e de filme homônimo – de Elvis Presley, que era um grande fã da cidade e onde se apresentou de 1956 a 1976. Vegas já foi apenas uma cidade de shows e de cassinos, mas hoje é um mega centro de entretenimento que vai além de bebedeiras e apostas retratadas nos filmes hollywoodianos, podendo ser um destino até que familiar, com atrações radicais e compras que brasileiros tanto apreciam. Ah, muitos casais vão a Vegas e aproveitam para renovar os votos do casamento em uma das capelas com o tema Elvis – e brasileiros entraram nessa também!

foto da Wikipedia
A famosa placa de boas vindas da cidade. Foto da Wikipedia

Como chegar a Vegas
Saindo do Brasil para os Estados Unidos  você terá muitas opções de voos, mas dificilmente encontrará um direto para Las Vegas. Portanto, prepare-se para fazer uma ou mais conexões em outras cidades americanas como Houston ou Miami. Devido às conexões, a viagem será de no mínimo 15 horas. Mas o mais divertido é dirigir até lá, voando até Los Angeles e alugando um carro no próprio aeroporto. De Los Angeles a Vegas são cerca de 460 km e de lá você pode emendar uma outra roadtrip e conhecer o Death Valley e também o Grand Canyon. Quando eu fui, cheguei a e saí de Vegas de avião e de carro fizemos o trecho Vegas-Grand Canyon.

imagem de Wikipedia
imagem de Wikipedia

Onde se hospedar
Chegando em Las Vegas, você pode ficar em uma das grandes redes Americanas de hotéis como o Super 8, o Travelodge ou o Americas Best Value. Estes hotéis são de 2 ou 3 estrelas, você gastará em média  60 dólares e terá café da manhã. Não são luxuosos ou super confortáveis, mas ótimas opções para quem quer pagar pouco. Porém, o mais divertido mesmo é se hospedar nos próprios hotéis-cassino de Las Vegas.

Os hotéis cassino da cidade são verdadeiros resorts. Neles você encontrará não só hospedagem com muito conforto a preços variados, mas também shoppings, shows, spas, restaurantes e, é claro, gigantescos salões de jogos. Se você quiser se hospedar num 5 estrelas, o Aria, o The Pallazo e o Bellagio são opções para você. Mas se você quer se hospedar mais barato, você pode optar pelo Excalibur e o Stratosphere.

Se você resolver fazer a reserva pelo Booking.com, clicando nos links acima ou no logo deles aqui no blog, você colabora com a manutenção do blog, pois eu recebo uma comissão. Não vai pagar minhas viagens, mas vai ajudar a pagar a hospedagem do blog no WordPress, para que eu continue dando dicas. Thanks!

Excalibur, foto Booking.com
Excalibur, foto Booking.com

Atrações da cidade
As principais atrações de Vegas estão dentro dos cassinos, verdadeiros centros de entretenimento e lazer. E o mais legal é que você não precisa ser hóspede de um hotel cassino para entrar, jogar, fazer compras ou assistir aos shows. Existem vários hotéis temáticos onde você se diverte sem gastar um centavo. O Excalibur, por exemplo, é um hotel cujo tema é a época medieval. O prédio imita um castelo e por dentro toda arquitetura te transportará para o tempo dos Cavaleiros da Távola Redonda. Outro exemplo é o Caesars Palace, cujo tema é o império Romano. Já o Luxor tem como tema o Egito. Existe também o Paris e muitos outros.

Vale destacar que é oferecida  grande variedade de shows. As cantoras Britney Spears e Jeniffer Lopez são exemplos de grandes estrelas que fazem shows regularmente em Vegas. Para quem gosta de mágica, David Copperfield e Criss Angel são ótimas opções. Também em Vegas existem shows quase diários do Cirque du Soleil. Não faltam também comediantes e shows de dança – para todos ou para maiores de 18 anos.

Cirque du Soleil. foto da Wikipedia
Cirque du Soleil. foto da Wikipedia

 Os cassinos são pura diversão
Se você é do tipo que curte tietar, uma outra atração pode ser encontrar estrelas e atletas que adoram passar uns dias na cidade. O jogador de futebol Neymar, por exemplo, é um grande fã do poker e no ano passado esteve de férias em Vegas, onde aproveitou para praticar o esporte no cassino Rio. Nele estava acontecendo a World Series of Poker, um dos principais torneios do mundo. Além de muitos momentos de diversão, ele até foi campeão de uma das modalidades do torneio e ganhou um bracelete especial, muito disputado entre os participantes.

Neymar e o poker. Foto de Pokerstars
Neymar e o poker. Foto de Pokerstars

Quer ler mais sobre Vegas, baby? A Josi do blog Uma Turista nas Nuvens andou por lá e fez uma lista de o que você pode fazer na cidade.

Las Vegas, para mim
As pessoas não se conformam quando a gente diz que determinados destinos turísticos ou estilos de viajar não nos agradam tanto quanto outros. Assim como comida, esporte, jogos, roupas, cada um deve praticar o seu preferido e são todos válidos. Pra mim, uma vez em Las Vegas me bastou, mas estou publicando artigo sobre a cidade porque talvez o leitor goste e aprecie, assim como muita gente! E você, o que acha de Las Vegas? Deixe aí nos comentários, seu e-mail não será publicado. Abraços!

 

 

Golden Gate Park: must-see em São Francisco

museus em São Francisco

Não é maravilhoso quando você vai a um lugar sem grandes expectativas e acaba se surpreendendo de tal maneira que não quer mais sair de lá? Então não saia daqui, role a tela e acompanhe as muitas atrações do Golden Gate Park que, como denuncia o nome, fica em São Francisco, Califórnia.

A bike é sua melhor amiga, porque o parque é muito grande!
A bike é sua melhor amiga, porque o parque é muito grande!

Era nosso último dia em San Fran e o fog resolveu dar as caras depois de 2 dias ensolarados. Deixamos o hotel pela manhã, botamos as malas no carro e chegamos por volta das 10h com a ideia de “dar uma passadinha”. Impossível! Além de extenso, o parque tem muito pra ver e vou repetir: é surpreendente.  Ou você acha normal encontrar bisões em plena São Francisco?! Ou moinhos de vento?! E se a tal área verde de 4 quilômetros quadrados acabar no oceano Pacífico?!

Isso é que eu chamo de Mancha Verde!
Isso é que eu chamo de Mancha Verde! Foto do Wikipedia
Bisões em campo do parque
Bisões em campo que se chama “campo dos búfalos”.

Então tá: o Campo de Búfalos não tem búfalos, assim como a Golden Gate não é dourada. Só uma questão de nomenclatura…

o moinho do Norte
o moinho do Norte

Quanto aos moinhos (há dois: um ao Sul, perto da Martin Luther King Jr. Dr e outro ao Norte, perto da John F. Kennedy Dr.), ambos ficam no lado Oeste do Golden Gate Park. Não sabe os pontos cardeais? Olhando pro mapa, Oeste fica à esquerda, Norte acima e Sul abaixo. Got it? Os moinhos hoje são apenas um rostinho bonito, mas já bombeavam água no início do século 20. Só visitamos o do norte, em cuja base não havia tulipas, mas begônias. Se você for entre Fevereiro e Março, quando as tulipas estão em flor, vai se sentir na Holanda! Abaixo listo as demais atrações do parque:

Atrações do Golden Gate Park

Academy of Science

  • California Academy of Sciences – não precisa ser nerd para ir, mas pode ir se for nerd. Planetário, Aquário, Borboletário e outras atividades. Se você não for, visite ao menos na lojinha ao lado da entrada e divirta-se com a variedade de nerdices!

sao-francisco Golden Gate Park

  • Japanese Tea Garden – Pensa num jardim japonês maravilhoso! Tive a sorte de pegar um tour gratuito, desses que você só dá uma gorjeta, e isso fez toda a diferença para direcionar meu olhar e até entender fatos da segunda guerra. Mas sobre o Jardim eu conto em post específico, em breve. Visite a página da Califórnia que é onde listo os links atualizados.
    sao-francisco Golden Gate Park
  • De Young Museum – o acervo reúne arte de nativos americanos e contemporânea, além de coleções africanas e da Oceania. Em dias claros, sem fog, a vista da torre é tão requisitada quanto as obras.

de Young Museum

  • Conservatory of Flowers – É a estufa mais antiga dos Estados Unidos e guarda espécies tropicais da América do Sul e do Caribe, plantas aquáticas, e outras.

Golden Gate Park

  • Jardim das Dálias – à direita do Conservatory, fica um canteiro de várias espécies de dálias. Todas possuem uma etiqueta identificadora, algumas com nomes, ourtas com números. Uma senhora que trabalhava no canteiro disse que os números são de novas espécies, que ainda estão no processo, e por isso ainda não foram nomeadas. Se você gosta de flores, eu diria que é imperdível!
jardim de dálias em São Farncisco
O Jardim das dálias

Onde Comer no Golden Gate Park
Você não está na Europa, mas picnics são bem-vindos everywhere!
O único restaurante do parque é o Beach and Park Chalet, que fica em frente ao mar, perto do moinho do Norte.
Em frente ao Tea Garden, algumas barraquinhas vendem lanches, refrigerantes, etc. Tirei umas fotinhos pra compartilhar preços e opções com vocês:

o que comer no parque preços refeições São Francisco comer no Golden Gate Park

  • Playgrounds, carrossel, lagos, floresta de redwoods, jardim de rosas são outras atrações do parque.
Stranger Things
Stranger Things
  • Jardim Botânico – entrada a $8, grátis na segunda terça-feira de cada mês.
o que fazer em São Francisco
Eu veria muitas dessas árvores na costa da Califórnia, de SF a San Siego, mas não descobri seu nome

Estacionamento
Como o parque é grande, estacione próximo de onde houver as atrações mais concentradas, como o de Young, que fica perto do Tea Garden, da Academy of Science e do Jardim Botânico. Lá tem um estacionamento subterrâneo a $2,50 por hora ($3 nos fins de semana). Para chegar nele, entre na 10th Ave. esquina com a Fulton.

Nós deixamos o carro  na rua mesmo, perto do de Young Museum, na John Kennedy Dr., pois o usamos para percursos longos, como ir dessa área até o Conservatory of Flowers e depois até a área dos moinhos.

Segways estão disponíveis para aluguel na frente do Tea Garden
Segways estão disponíveis para aluguel na frente do Tea Garden

Mapa do Golden Gate Park
Abaixo, o mapa que você pode usar para se deslocar dentro do parque, com as marcações dos lugares que visitamos em algumas horas. Para saber mais, visite o website oficial do Golden Gate Park

20160909_132254

 

 

 

 

USS Midway, o porta aviões-museu de San Diego

O tamanho impressiona já do lado de fora principalmente quando você se aproxima da bilheteria e o troço vira um paredão. Lá dentro, no hangar, você não acredita na quantidade de aviões restaurados em exposição e, quando chega no deck superior, a vista da cidade, da baía e de mais caças é inebriante. Estou falando do USS Midway, o porta aviões que mais trabalhou na historia da marinha americana, quase 50 anos. Virou um dos museus mais visitados de San Diego, instalado no waterfront, pertinho do centro.

O maior porta aviões do século 20
O mais longevo porta aviões do século 20 ao seu alcance

Este é o tipo de passeio que vai agradar crianças e a grande maioria dos homens, mas mulheres curiosas também! Tente esquecer que é um instrumento bélico e deixe sua imaginação te levar ao percorrer os corredores estreitos, observar a casa de máquinas, as salas de operação e os aposentos de marinheiros e oficiais. Pense na escassez de água potável, na qualidade da comida e no confinamento. Depois, no deck de voo, se não conseguir entender como um jato consegue aterrissar na pista deste aeroporto navegante, sente-se para assistir ao vídeo e tire suas dúvidas com o guia.ussmidway-49

Ingressos para o USS Midway
Você pode comprar o ingresso antecipadamente pela Internet (um pouco mais barato) ou pegar uma fila pequena a estibordo (brincadeira, é à direita do porta aviões, mas ainda em terra firme, ehehe) no momento da visita. A entrada varia de $20 (18 a 61 anos) a $10 (6 a 12 anos) e é grátis para menores de 5 anos.

O museu abre todos os dias das 10h às 17h, exceto no feriado de Ação de Graças (4a. quinta-feira de novembro) e Natal.

O ingresso inclui o audio guide, aparelho que você leva com você durante a visita e seleciona as gravações que quer ouvir. Pela imagem abaixo você terá uma ideia do quanto pode aprender se tiver interesse. Simuladores presentes no hangar precisam ser pagos à parte.

o mapa do audio tour
o mapa do audio tour

Como chegar
Se você estiver hospedado em Downtown, é só descer a pé em direção à baía. Se estiver em outros bairros, o San Diego trolley (jardineira do tipo hop on hop off) faz parada lá e a estação de trem Santa Fe é pertinho (green line). Para quem vai de carro, há um estacionamento ao lado da bilheteria, pago à parte ($10 para período de 12 horas).

staticmap

Vai viajar? Não se esqueça de voltar aqui para reservar seu hotel, comprar seu chip americano ou para contratar o seguro viagem. O blog tem parceria, respectivamente, com o Booking.com, a TravelMobile e a Mondial Assistance. Fechando por aqui, você não paga nada além do que pagaria no site deles e ainda contribui com a manutenção do blog, pois recebo um pequena comissão a cada venda. É um gesto simpático em retorno às dicas. Obrigada!

Quanto tempo dura a visita
Como em qualquer museu, vai depender do seu interesse, mas a gente levou mais de 3 horas, que é a média, segundo o site oficial. E é bem cansativo fisicamente, porque você sobe e desce     várias escadas e precisa levantar bem as pernas para passar pelas portas dos corredores. O calor prejudica um pouco a qualidade da visita, pois é bem quente nos ambientes mais compartimentados, como os aposentos dos marinheiros.

Pensa num quartinho apertado!
E há quem reclame de hostels!
San Diego o que fazer
Juju brincando de pilotar num cockpit recortado
ussmidway-7
Você sabe fazer correntinha, menina?

ussmidway-20

Uma das coisas mais legais de visitar os Estados Unidos é ver como pessoas comuns trabalham voluntariamente e aqui você vai encontrar vários senhores, militares reformados, que atuam no museu dando informações a quem se interessar. Contam em primeira mão, pois viveram e trabalharam no porta aviões.

ussmidway-12

Os 29 aviões em exposição estiveram em guerras como a Segunda Mundial, do Vietnã e a do Iraque.

ussmidway-46
“…take my breath away…” Cadê o Tom Cruise???

ussmidway-29

Voluntário explica como funcionam as
Voluntário explica como funciona o pouso no porta aviões
San Diego vista do USS Midway
San Diego vista do USS Midway

Do deck de voo também se tem uma vista de 360 graus do waterfront de San Diego e da estátua que trouxe à terceira dimensão a famosa fotografia do marinheiro beijando a enfermeira na Times Square de NYC ao final da Segunda Guerra Mundial.

Rendição Incondicional
Rendição Incondicional

Vale a pena?
Isso é muito pessoal, mas eu acho que é uma visita bem interessante e diferente das demais atrações de San Diego e só por isso eu acredito que já valha a pena, sim. Quantas vezes você vai poder dizer que esteve num porta aviões, hein? 

Para mais informações, visite o site oficial do USS Midway.

Nós visitamos o USS Midway a convite do San Diego Convention & Visitors Bureau.

Leia sobre San Diego e outras cidades e parques da Califórnia

 

San Diego: Point Loma

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma

Point Loma é uma pensínsula que protege outra, a de Coronado, e a baía de San Diego, no extremo sul californiano, e marca a chegada dos europeus à costa da Califónia espanhola.

San Diego Point Loma
a área do parque

Visitamos Point Loma no dia de nossa chegada à Califórnia, ainda de roupas usadas no voo internacional, bagagem no porta malas, cansados mas cheios de expectativa com a viagem. Escrevi sobre o primeiro dia no post anterior, quando visitamos La Jolla e Old Town, e como o post já estava longo demais, Point Loma ganhou um espaço só para ele, este aqui.

Para chegar é muito fácil, há indicação de placas para lá na cidade e em La Jolla – e acho que ninguém mais circula sem GPS, certo? Point Loma é cortada de norte a sul por uma avenida principal, a Cabrillo Memorial Dr. e para entrar no parque há uma cancela onde é preciso pagar a taxa de $10 por carro, com direito a estacionamento, panfleto com informações históricas e úteis ao visitante e acesso aos pequenos museus e piscinas naturais.

point-loma-21
Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. A aridez impressiona….

O que Fazer em Point Loma

A atração principal de Point Loma é o Cabrillo National Monument, mas acho que nem nerds iriam até lá só por causa da estátua. Além das atrações naturais, que são a vista para a baía (principalmente no inverno, de dezembro a março, quando baleias visitam aquelas águas) e as piscinas naturais, há pequenas exibições nas casinhas brancas no farol (Point Loma Lighthouse) e no Visitor Center. Para quem viaja com crianças é uma opção interessante.

point-loma-6

Cabrillo National Monument
Você já ouviu história parecida: a mando do rei espanhol, em 1542 Cabrillo partiu do norte do México com três caravelas para descobrir uma rota para a Ásia, novas terras e ouro. Depois de lutas com povos nativos já exaustos por invasões precedentes, Cabrillo morre sem descobrir novas terras, mas deixa registros de pontos geográficos, ventos e marés relevantes para os naveantes do século 16.

point-loma-11

Para os menos interessados em historia: a vista do monumento é linda! Pode não ser tão bonita quanto a de São Francisco, comparando cidades do mesmo estado, por causa da aridez e principalmente pelas grandes áreas militares: San Diego é a base naval da costa Oeste americana e a Marinha emprega 48 mil pessoas, entre militares e civis. Já contei no post sobre Coronado que jatos e helicópteros passam em voos rasantes sobre as areias da praia. Como só passamos algnus dias por lá, não dá pra dizer o quanto essa população militar interfere na vida social da cidade.

Antigo Farol de Point Loma

Inaugurado em 1854, o farol serviu como guia para navegantes por 36 anos, quando foi substituído por outro mais abaixo, que não tivesse a luz obstruída por nuvens baixas ou pelo nevoeiro. Uma mesma família morou ali durante 20 anos e a casa exibe objetos e mobiliário da época. Como não havia estradas, o único acesso à “civilização” era por mar. Do lado de fora, uma pequena horta sobrevive apesar do vento e da seca.

point-loma-22 point-loma-18 point-loma-16

point-loma-14

Point Loma tem em suas encostas bunkers e uma pequena casa abriga imagens e gravações de áudio que relatam as comunicações durante a Segunda Guerra Mundial.

point-loma-24 point-loma-25

Piscinas Naturais
Ótima opção para quem está com crianças: elas podem correr, subir e descer barrancos e depois aprender sobre os seres que ficam “presos” com a maré baixa ao observá-los. Voluntários fazem visitas guiadas. Os melhores meses para visitar vão de outubro a abril, principalmente nas luas Cheia e Nova.

Do monumento até as piscinas, é preciso ir de carro e há estacionamento bem pertinho das falésias.

point-loma-27

point-loma-28

A visita a esta região pode ser feita em um média de 60 minutos ou um pouco mais, se você quiser explorar as trilhas com vista para a baía de San Diego ou das piscinas naturais. Caso tenha pouco tempo em San Diego, na nossa opinião, dá pra cortar Point Loma do roteiro sem muito dó.

 

San Diego: La Jolla e Old Town

Este post é complemento da publicação anterior, em que compartilhei minhas impressões sobre San Diego e também o roteiro de 3 dias na cidade. Aqui descrevo o primeiro dia em detalhes, com valores dos passeios e refeições, entre outras dicas.

O mapa abaixo mostra o que eu tinha planejado para o dia. Você perceberá que há uma discrepância entre o mapa e a descrição do dia e isso é porque deixamos de fazer Sunset Cliffs (havia muitas nuvens baixas no horizonte e a ideia era ir até lá só para ver o por do sol) e colocamos Old Town no lugar. Também não fomos até Pacific Beach, apenas passamos de carro por lá.

Chegando em San Diego
Chegamos a San Diego dirigindo pela Interestadual 5 desde o aeroporto de Los Angeles, onde retiramos o carro que nos levaria por vários pontos da Califórnia em 15 dias. Como nosso hotel ficava no centro, distante 20 km de La Jolla (leia la róia, por favor! eu nem pronunciava essa palavra há 20 anos achando que era La Rôla! rsrs), preferimos fazer uma parada lá para conhecer e almoçar em vez de ter que voltar essa distância toda e com isso perder tempo.

La Jolla Cove
La Jolla Cove

Depois de uma viagem tranquila, sem o bicho papão do trânsito nos arredores de Los Angeles, chegamos a La Jolla Cove, uma enseada cuja praia é estreita, mas tem duas grandes atrações: as falésias e os leões marinhos. Vi algumas pessoas nadando bem pertinho deles, mas a maior parte deles estava mesmo estirada na areia ou nas rochas o tempo todo de nossa visita! Para crianças, e mesmo para adultos, é uma experiência completamente diferente de vê-los em zoológicos: é colocar o lado Animal Planet em ação: estar pertinho delas, em seu habitat natural e sem barreiras (dias depois numa outra praia da Califórnia, havia muitas delas, mas uma passarela com parapeito nos separava), observando seu comportamento e sentindo aquele cheiro horroroso (aff, como fedem! rsrs). Pela TV isso não rola, né?

la-jolla california
Snorkeling pertinho deles!

la-jolla seals

la-jolla-san diego

A pequena praia de La Jolla Cove é mais para contemplação do que uma praia como entendemos no Brasil: para sentar, deitar, relaxar e passar o dia. Achei que as escadarias de concreto ofendem a beleza natural do lugar; poderiam ser de madeira e cordas. O mar tem o tom californiano: uma mistura de tons de verde e azul, mesmo em dias nublados. Para compensar o mau gosto das escadarias, à beira das falésias tem uma praça gramada com algumas poucas mesas para piquenique e árvores lindas retorcidas pelo vento, que eu veria em outros pontos do litoral da Califórnia, principalmente na região de Monterey.

a praça à beira mar
a praça à beira mar que me lembrou a orla de Miraflores, em Lima

Estacionamento em La Jolla
Encontrar vaga para estacionar não foi a tarefa mais fácil, mas também não foi impossível, talvez porque não era alto verão nem fim de semana. Ao longo da Coast Boulevard (a rua ao lado das falésias), há vagas em 45º com limite de tempo (2 ou 3 horas), mas são gratuitos. Estacionamos por lá para conhecer Ja Jolla Cove e depois em um rua residencial para almoçar.

la-jolla-canon-18

Ah, ao estacionar em ladeiras é importante girar a roda do carro até que o pneu fique direcionado para a guia caso o freio falhe. Há placas indicativas (foto abaixo, “cramp wheels to curb”) e não fazer isso pode dar multa! Já estou organizando um post com dicas para quem vai dirigir na Califórnia e publicarei assim que estiver pronto. Encontre-o na página índice da Califórnia.

la-jolla

la-jolla-canon-22
Cody’s, o restaurante que aceita animais

Para o almoço, eu tinha lido várias avaliações do George at the Cove, que é super badalado e tem uma vista linda do mar, mas como o dia estava meio nublado, achei que o custo seria maior que o benefício. Passando na frente do pequeno e informal Cody’s, restaurante instalado numa casinha simpática na esquina da Girard com a Coast Blvd, não resisti à placa que dizia que cães eram bem-vindos ali. Muita gente torce o nariz, achando que é falta de higiene, eu sei, mas eu não vejo problema desde que estejamos ao ar livre. Comemos um fish and chips OK ($17) e uma salada Caesar ($14). Provamos a cerveja Pacifico (long neck a $7) e o refrigerante servido no pote de geleia foi $3,75. Na conversão, saiu bem caro, mas se nosso real não fosse tão desvalorizado teria sido muito mais barato do que uma refeição em praia em SP.

la-jolla-17
fish and chips acompanhados de coleslaw
la-jolla
Além de receber cães, eles têm um cardápio para os pets!

Depois do almoço caminhamos pela rua principal de La Jolla, a Prospect, onde há lojinhas, restaurantes e galerias de arte. O sol deu as caras no meio da tarde e corri para fotografar a orla, agora com boa luz. Aliás, foi assim durante toda nossa viagem pela costa da Califórnia: o sol só dava as caras depois das 14h ou 15h.

la-jolla-20

Voltamos ao carro e circulamos pelas ruas residenciais do bairro com casas de madeira bem conservadas, ruas com palmeiras altas… Algumas casas, as chamadas bangalôs, são uma graça: pequenas e vulneráveis, assustam brasileiros acostumados a grades e muros altos. Quase aluguei uma em Los Angeles, mas não consegui superar essa vulnerabilidade.

la-jolla-canon-20

Como queríamos ver a cidade, guiamos “por dentro”, em vez de pegar a I-5 novamente, que seria mais rápido para chegar à próxima parada: Point Loma.

Caso você vá para Sunset Cliffs, onde a galera se encontra para ver o pôr do sol, o acesso para as falésias é pela Ladera Street e Cornish Drive. Nas minhas pesquisas, li que a cidade tem enfrentado problemas com pessoas que morrem ou ficam seriamente feriadas ao pular no mar de um ponto chamado Arch, então se liga!

Point Loma
Point Loma é uma península cuja principal atração é o Cabrillo National Monument, que marca onde o explorador espanhol Juan Rodriguez Cabrillo chegou em 1542, Está a 30 km de La Jolla Cove e tem uma vista incrível!

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma
point-loma o que fazer
As lápides, a base naval e o Pacífico

Na ida até Cabrillo National Monument, já em Point Loma, demos uma paradinha no Rosecrans, um cemitério militar, como muita coisa em San Diego. Eu não sou do tipo que visita cemitérios, nem mesmo os mais famosos como o Père-Lachaise de Paris ou o judeu de Praga, mas como estava por ali quis conferir a vista, que é mesmo deslumbrante.

point-loma-4

Dez minutinhos depois estávamos de volta ao carro em direção ao Cabrilo National Monument, mas como este post estava ficando longo demais, escrevi um outro só para contar como foi nossa visita a Point Loma, que além do monumento e da vista tem pequenos museus e piscinas naturais.

Veja na página-índice da Califórnia o post sobre Point Loma e outros desta viagem à Califórnia, que teve Los Angeles, São Francisco, Carmel, Monterey, CA-1 (Big Sur) e Yosemite Park.

As piscinas naturais em Point Loma
As piscinas naturais em Point Loma

Deixamos Point Loma e depois de algum trânsito por causa da hora de pico chegamos em Old Town, área histórica e bem turística onde os primeiros europeus se fixaram e tradições hispânicas e do “velho Oeste” se encontram. Lojas de artesanato, restaurantes, galerias, música e dança ao vivo (tem mariachis, sim!), pequenos museus históricos, funcionários vestidos a caráter, construções com arquitetura marcadamente mexicana e de faroeste são algumas das atividades do local.

old-town-10old-town san diego old-town san diego
A gente sempre reclama quando um lugar está cheio de turistas, mas estar num ponto turístico sem o povo é muito chato! (eita gente que não sabe o que quer!). Quando visitamos Old Town há 20 anos na alta temporada, o lugar era uma festa e desta vez nos deu sono. Também pudera: tínhamos saído de casa há mais de 24h e tudo o que queríamos era um bom banho e descansar. Além disso, já passava das 17h, os museus e a maior parte das lojas estavam fechados, mas conseguimos 5 minutos no museu da Wells Fargo e na tabacaria com inúmeras peças antigas e curiosas de cachimbos e afins.

old-town-4
o museu da Wells Fargo em Old Town

Caso você não tenha assistido a muitos filmes de faroeste (nem é desculpa, o diretor Tarantino os ressucitou em seu melhor estilo!), antes da chegada das estradas de ferro ao Oeste, as diligências era usadas para transporte não só de pessoas, mas de dinheiro, correspondência e ouro. A Wells Fargo tinha em 1866 a maior operação de diligências do mundo, com carruagens puxadas por 6 cavalos. Em 1918, o governo federal estatizou todas as operações como medida de segurança devido à Guerra e a empresa reduziu-se ao ramo bancário – com uma única agência em São Francisco. Por isso hoje o nome Wells Fargo é mais associado a banco do que a transporte. O museu tem duas salas onde estão expostos documentos, imagens e pequenos objetos, além da destacada carruagem vermelha. Outros museus da Wells Fargo estão em Sacramento, São Francisco, Los Angeles, Minneapolis, Alaska, Portland, Philadelphia, Phoenix e Charlotte.

Se você curte o estilo western, que tal ficar hospedado dentro de Old Town, num hotel histórico, o Cosmopolitan? Só conheci o térreo, que é todo decorado no estilo western, mas dei uma espiada nas fotos do site Booking.com e achei os quartos ainda mais legais! E se você gosta de emoção, o quarto 11 é dito assombrado pela filha do primeiro proprietário!

A fachada do Cosmopolitan
A fachada do Cosmopolitan
old-town-16
sala de refeições do Hotel Cosmopolitan

Também publicarei dicas de onde se hospedar, pois cada região de San Diego traz uma experiência diferente, aguardem!

E se você quer uma foto com a placa da histórica 101, tem uma bem acessível ali em Old Town.

old-town-19


 

 

San Diego: Roteiro de 3 dias e impressões

La Jolla Cove
La Jolla Cove

Difícil colocar dentro de 3 dias tudo o que há para fazer em San Diego e claro que não foi possível ver todas as principais atrações da “última” cidade ao sul da Califórnia antes da fronteira com o México. Por isso, além de compartilhar o que efetivamente fizemos, deixo para você uma listinha dos lugares para onde não fomos e assim você monta seu próprio roteiro.

Uma das áreas mais fotogênicas do Balboa Park
Uma das áreas mais fotogênicas do Balboa Park

Deixo também minhas impressões da cidade, que mudou muito desde minha primeira vez, assim como eu, assim como o mundo. Em 1996, a Califórnia estava no meu roteiro de 31 dias pelos Estados Unidos e era minha primeira viagem internacional, então é compreensível que tudo fosse novo e fascinante. Vinte anos apuraram meu olhar e ter viajado para tantos outros lugares me deixou mais exigente. Percebi problemas, não me encantei tanto com algumas atrações como há vinte anos, mas San Diego continua sendo um destino que agrada a muitas tribos: as crianças encontram animais selvagens, seja nas praias, seja no San Diego Zoo ou Sea World, e as menores se divertem no parque Legoland. As praias e o clima de paquera rolam nas areias e nas muitas opções de atividades noturnas (dá até pra pegar um trem no centro da cidade e curtir uma noitada à mexicana em Tijuana). Famílias têm a opção de inúmeros museus e passeios ao ar livre no Balboa Park e Old Town. Por outro lado, o número de moradores de ruas me assustou, mas tenho visto isso desde a crise imobiliária de 2008. Para os próximos vinte anos, San Diego se compromete a ser a primeira cidade americana com 100% de energia limpa, um plano ambicioso que tomou fôlego depois dos bons resultados de ações propostas com relação à seca que castiga a Califórnia.

Museu Aeroespacial, no Balboa Park
Museu Aeroespacial, no Balboa Park

Nestes vinte anos, San Diego vem se reinventando: o centro antigo foi revitalizado e transformado em uma região com boa oferta de bares e restaurantes, conhecida como Gaslamp Quarter. São edifícios lindos, que restaurados trouxeram charme ao centro. Fiquei num hotel (veja aqui) que havia sido um banco e manteve suas características no lobby e fachada. Edifícios novos foram erguidos, como a biblioteca central (330 Park Boulevard), e o USSMidway, antigo porta-aviões, inaugurado como museu. O século 21 também viu a inauguração do estádio-sede do time de baseball local, o San Diego Padres. Downtown em nada lembra que estamos pertinho do mar e isso é um ponto extra, na minha opinião, pois parece que visitamos dois lugares distintos. Apesar de ser uma cidade grande, a quietude impera e eu que sou de São Paulo achava muito engraçado olhar pela janela e ver as ruas quase desertas às nove da manhã de um dia de semana. Movimento de veículos fica mesmo nas autoestradas I-5 e I-8 que servem de avenidas para a gente se deslocar de um lado a outro da cidade – mas com rapidez e gratuitamente. Há transporte público fácil para se locomover pelos principais pontos turísticos e do centro é fácil caminhar até o waterfront, onde tem mais atrações.

A biblioteca central. Foto divulgação
A biblioteca central. Foto divulgação

Aproveito para agradecer o San Diego Tourism Authority, que gentilmente me ofereceu um press pass para que eu pudesse visitar museus, fazer passeios e conhecer atrações para contar aqui e ajudar na sua viagem. Vamos lá?

Um dos lindos prédios do Gaslamp Quarter
Um dos lindos prédios do Gaslamp Quarter

Roteiro de 3 dias em San Diego resumido

Listo abaixo o que efetivamente fizemos. Cada dia do roteiro ganhou uma descrição completa nos posts que publicarei nas próximas semanas, com dicas de transporte e preços de refeições – e muitas fotinhos, claro.

Dia 1 em San Diego
– chegada de carro a partir de Los Angeles
– passeio e almoço em La Jolla
– visita ao Cabrillo National Monument em Point Loma
– breve passeio em Old Town
– caminhada noturna e jantar no Gaslamp Quarter

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma

Dia 2 em San Diego
– 
USS Midway Museum
– caminhada por Downtown e waterfront
– comprinhas e almoço na região de Seaport
– fim de tarde em Coronado

a estátua Unconditional Surrender, vista da plataforma de lançamentos do USS Midway
a estátua – imagem que você certamente já viu em algum lugar – Unconditional Surrender, vista da plataforma de lançamentos do USS Midway

Dia 3 em San Diego
– dia dedicado ao Balboa Park, que concentra áresa verdes, jardins e museus. Visitamos o Museu de História Natural, o Espacial e Aéreo, o Museu Automotivo e o respeitado San Diego Zoo.

Ju alimentando as girafas
Ju alimentando as girafas

 

O que não entrou em nosso Roteiro de San Diego – mas pode entrar no seu

Petco Park
Que tal assistir a uma partida de baseball, de preferência num jogo com os donos da casa, Los Padres? Infelizmente não teria jogo nos dias em que estivemos em San Diego, então dê uma olhada no site oficial e confira a agenda para ver se você consegue viver esta experiêcnia.

Legoland
É um parque que agrada principalmente as crianças pequenas e fica a 56 km do centro, num bate-volta possível e simples. Mais informações no site oficial.

Maritime Museum of San Diego – Localizado na orla, na Harbor Drive, o que permite que  seu acervo esteja sobre as águas: são 11 navios, balsas e barcos e alguns deles ainda podem navegar e você pode ser o passageiro! Confira as exposições permanentes e temporárias no site oficial do Museu Marítimo de San Diego.

Sea World – Eu nunca quis mexer neste vespeiro porque acho que para se declarar a favor ou contra atrações como esta – ou mesmo zoológicos, seria preciso mais que um post – ou um livro. Nós visitamos o Sea World Orlando em 2014, quando o número  de visitantes já havia despencado devido ao polêmico documentário Blackfish, ao qual assisti só em 2015. Trata da forma como as orcas são capturadas, de sua vida social antes e depois e do relacionamento com seus tratadores, especificamente sobre a morte de uma delas, em 2010, e ataque a tantos outros. A repercussão do documentário foi tamanha que o SeaWorld cancelou os shows com orcas em novembro de 2015. Está disponível na Netflix. O outro lado da moeda diz que o SeaWorld já resgatou e tratou de mais de 28.000 animais em perigo. Leia, informe-se e julgue por si mesmo. Para informações sobre o Sea World, clique aqui.

Wild Animal Park ou San Diego Zoo Safari Park – Então, a polêmica continua aqui? Qual a diferença entre ir ao SeaWorld e ao Wild Animal Park? Sem pesquisar muito, eu diria que só pelo Wild Animal Park estar associado ao San Diego Zoo já significa que existe todo um trabalho de pesquisa para manutenção das espécies, readaptação de animais que sofreram contrabando, etc., etc. Trata-se de um parque com várias opções de safari para ver animais africanos e pássaros. Também fica perto de San Diego, a 50 quilômetros. Mais informações aqui.

Leia mais sobre San Diego e outras cidades desta trip clicando na página índice da Califórnia.