Dirigindo na Califórnia #2: Sinais e Regras de Trânsito, Combustível, Estacionamento

Esta é a segunda parte do post com dicas para quem vai dirigir na Califórnia, como sinais de trânsto, combustível e estacionamento, mas as dicas cabem bem para outros lugares dos Estados Unidos, também. Não deixe de ler a primeira parte do Dirigindo na Califórnia, que dá dicas de pedágio, estradas, aluguel de carro e habilitação.

Não sei se foram as décadas de estudo e posteriormente de ensino de Inglês americano (ou serão décadas de filmes, animações e séries americanas?), o fato é que a sinalização e até algumas regras de trânsito a gente simplesmente sabe, mas ainda assim me surpreendi com uma delas, que nunca tinha reparado em outros estados, então o mesmo pode rolar com você. Estacionamento é sempre uma incógnita e neste post você encontra dicas muito legais sobre isso e mais ainda sobre combustível. Deixe a preguiça de lado e leia o post todinho!

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Dirigindo na Califórnia #1: Pedágios, aluguel de carro, estradas e mais

 Sonhando em dirigir pelas estradas da Califórnia, mas não sabe se a CNH é aceita, quanto custa um galão de gasolina, como são as regras de trânsito e outras tantas dúvidas que surgem no planejamento ou que nos pegam de surpresa quando já estamos dirigindo pela Califórnia? Então fica aqui e leia a primeira parte do Guia para Dirigir na Califórnia, fruto de minha observação, experiência e pesquisa para você rodar tranquila/o pelas infinitas highways. Esta primeira parte compreende habilitação, fala sobre as estradas, limites de velocidade e aluguel de veículo.

Bay Bridge, em São Francisco

Exploratorium: Nerdices no Roteiro de São Francisco

Especialmente se você for um ser que não gosta de museus (whaaaat?), te desafio a incluir o Exploratorium no roteiro de sua viagem a São Francisco e depois dizer que não gostou! Tudo o que li o indica principalmente para crianças, mas este museu interativo cheio de nerdices é um parque de diversões para qualquer curioso.

Sabe aquele meme “eu tirando foto dos outros, os outros tirando foto de mim”, então…

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Economia na viagem a São Francisco

Se você vai à Califórnia, provavelmente São Francisco está entre as cidades que visitará e este post traz dicas para você economizar ao menos 50 trumps por pessoa nas principais atrações da cidade comprando um passe, seja o San Francisco Explorer Pass, seja o San Francisco CityPass. E de quebra mostra os preços das principais atrações de San Fran.

Eu não costumo comprar passes quando visito as cidades porque faço as contas e acho que nunca vale a pena ou porque consegui desconto ou gratuidade nas atrações, devido ao blog. Mas se você não tem um blog, faça as contas, sempre! Para São Francisco eu já fiz pra você, vai lendo…

sao francisco pier

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San Diego: onde ficar e review de hotel

Se você chegou até aqui provavelmente fez a boa escolha de conhecer a cidade de San Diego, muitas vezes preterida por Los Angeles e São Francisco, as queridinhas californianas. Mas San Diego é capaz de agradar a todas as tribos! Já falei de minhas impressões sobre a cidade no post Roteiro de 3 dias em San Diego, dá uma passadinha lá também. Neste post organizo as opções de hospedagem em San Diego, que vão de hotéis, passam por casinhas térreas conhecidas como bangalôs a B&Bs charmosos, tudo agrupado por bairros ou distritos.

A escolha da localização de seu hotel pode modificar a impressão que você formará sobre a cidade, mas se a grana falar mais alto, escolha pela tarifa mais econômica, porque estará bem localizado em qualquer ponto de San Diego, servido por bom transporte público e acesso rápido a highways mesmo para ir de um bairro a outro.

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O que Fazer em Monterey, Califórnia

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Monterey é ofuscada por outras cidades californianas como São Francisco, Los Angeles e até San Diego, então saio em sua defesa e brado que você precisa ficar ao menos 2 dias por lá, no melhor estilo slow travel e passear a pé pela Coastal Trail, se entupir de peixe e frutos do mar, visitar a parte histórica da cidade e observar lontras e leões marinhos bem de perto, na natureza. Talvez queira visitar um dos aquários mais famosos do mundo ou apenas passear pelas ruas arborizadas com casas de madeira que parecem cenário de estúdio de Hollywood. E que tal visitar condomínios com campos de golfe à beira mar, ou comer nos restaurantes estrelados de sua vizinha Carmel-by-the-Sea? Neste post falo especificamente sobre Monterey e mais adiante descrevo nossos passeios por Carmel e pela 17-mile Drive em novas publicações.

leões marinhos
leões marinhos que mais parecem esculturas!

A beleza de Monterey é bem diferente daquela que estampa nosso ideal de paraíso: em algumas praias a areia é grossa (quando há), no lugar das palmeiras ou coqueiros há ciprestes retorcidos pelos fortes ventos e a água do Pacífico é fria, mesmo no verão. Além disso, a quantidade de algas pode afastar qualquer desejo de entrar no mar, assim como o forte odor proveniente dos leões marinhos. Mesmo assim, mergulhadores chegam aos montes para testemunhar a farta vida submarina da região.

Mergulhadores em San Carlos Beach
Mergulhadores em San Carlos Beach

A parte mais turística de Monterey fica na Cannery Row, uma rua cheia de lojas, hotéis e restaurantes e no final dela fica o famoso Aquário de Monterey ($50), que visitamos em nossa primeira vez em Monterey, 20 aninhos atrás… Se você for, fique atento aos horários de alimentação dos peixes, que é muito legal. Também há programas para crianças passarem a noite no aquário!

Ícone da indústria de sardinhas enlatadas
Ícone da indústria de sardinhas enlatadas

A latinha oval de sardinhas de meio quilo alimentou as tropas aliadas na Primeira e Segunda Guerras Mundiais e virou um ícone, mas acho que Andy Warhol preferia a sopa de tomate… Anyway, Cannery Row (=fábrica de conservas) ganhou este nome apenas no final da década de 1950 depois que o escritor John Steinbeck publicou em 1945 um livro sobre a depressão da indústria de enlatados em Monterey com esse título. A história também foi adaptada para o cinema em 1982. Esse filme eu não vi, mas toda vez que minha filha assistia Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy with a chance of Meatballs) me lembrava de Monterey e acho que a inspiração da história pode mesmo ter vindo daí: ambas tiveram a decadência da indústria de enlatados pesqueiros e viraram cidade turística.

A Cannery Row
A Cannery Row

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Ali tem uma loja divertidíssima (Sea Otter Shirts) , e tudo nela remete às lontras (otters) e até a loja da Harley Davidson deixou um painel para foto com a lontroqueira:

A praia MacAbee fica bem na muvuca da Cannery Row. É bem feinha, principalmente porque tem umas ruínas na areia que eu não entendo o motivo de não as retirarem por completo. Tem acesso por escadas a partir desta pracinha:

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Outra área bastante visitada é a Fisherman’s Wharf, um cais onde você também pode comer, fazer compras e de onde saem os passeios de barco para avistar baleias. Eles garantem (não sei como) que você sempre as verá, em qualquer época do ano. Segundo o catálago de uma empresa que faz os passeios, no inverno e na primavera é possível avistar baleias cinzentas e no verão e outono baleias azuis e jubartes. Os preços variam de $40  a $49, em passeios que duram de 3 a 4 horas.monterey onde comer

Vitrine de restaurante em Fisherman's Wharf
Vitrine de restaurante em Fisherman’s Wharf

Eu falei da vida marinha farta, não foi? Foi ali no Fisherman’s Wharf que nos deliciamos observando duas lontras que “pescavam” ostras. Dá uma olhada no vídeo:

Unindo Pacif Grove ao Sul a Castroville ao Norte, está Coastal Trail, uma pista de ciclismo e para pedestres que segue 28 km pela orla traçada numa antiga trilha de trem. Ao longo dela você encontrará onde alugar bicicletas e áreas para picnic.

Coastal Trail nas proximidades de Fisherman's Wharf
Coastal Trail nas proximidades de Fisherman’s Wharf

De Monterey é possível avistar as Dunas do Fort Ord e eu fiquei mega curiosa para ir conhecer essa praia, mas não deu tempo.

O centrinho de Monterey, onde estão bancos, escritórios e comércio, é bem pequeno e tem aquele jeitinho interiorano, de vida calma, e em nada lembra o litoral. As ruas estavam decoradas com bandeirolas da Itália e uma feira com música ao vivo (mas nada de italiana) e barraquinhas de bebidas e alimentos estava acontecendo perto do Parque Histórico de Monterey. Demos uma passadinha por lá, mas o que mais encontrei de autêntico foi cannoli.

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O conjunto histórico de Monterey é distribuído por várias ruas e se você quiser conhecer todas as casas pode seguir as plaquinhas metálicas chumbadas nas calçadas, como a da foto abaixo. No Centro de Informações Turísticas (Monterey Visitor’s Center) tem muito material gratuito sobre a cidade, a 17-Mile Drive e até sobre Big Sur, então passe lá. Fica na Camino el Estero, 401.

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O centro de Informações Turísticas de Monterey
O centro de Informações Turísticas de Monterey

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Sempre que estou de carro gosto de passear pelas ruas residencias das cidades que visito e Monterey tem o estilo de casa que adoro: clapboard, com varandinha, cerca branca e muuuuitas flores!

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Vi várias ruas com árvores no meio delas - sem ilhas!
Vi várias ruas com árvores no meio delas – sem ilhas!
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Oliveiras na Califórnia!
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As cores do Outono no final do verão

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Mas o que leva muita gente a Monterey é seu entorno: apenas 7 km a separam da charmosa Carmel ou da linda 17-Mile Drive (foto de abertura deste post), tema de publicação futura.

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A primeira praia da 17-Mile Drive, em Spanish Bay

Como chegar a Monterey
Não temos voos diretos do Brasil para lá, então terá que fazer conexão em Los Angeles, São Francisco, San Diego, Las Vegas ou Phoenix.

A partir de São Francisco são apenas 190 quilômetros. Se tiver tempo, pode parar no Gilroy Premium Outlet, que fica no caminho, mas mais perto de Monterey do que de San Fran, tanto que como já era noite quando nos aproximamos decidimos fazer um bate volta a partir de Monterey no dia seguinte. Valeu a pena? Com o sono que eu estava, foi ótimo para dormir mais um pouquinho no carro! 😊

De São Farncisco a Monterey
De São Farncisco a Monterey

Onde Comer em Monterey
Comece bem o dia com um desjejum caprichado no Caffe Trieste, uma rede bem diferente do estilo Starbucks. Você também pede no balcão, mas eles servem à mesa e o ambiente é acolhedor – com wifi livre. Fica na Alvarado Street, no centro da cidade, perto do Rabobank. Você leu direito! 😂 Vimos várias agências com esse nome nesta parte da Califórnia.

O café da manhã doce da minha filha
O café da manhã doce da minha filha

Se o dia estiver bonito, por que não fazer um picnic? Na Coastal Trail você encontra mesas com uma bela vista da marina e do horizonte.

monterey onde comer

Não comemos em Fisherman’s Wharf, mas lá tem vários restaurantes. Tivemos duas refeições na Cannery Row e aprovamos. No almoço escolhi um prato típico norte-americano, o clam chowder, no Louie Linguini’s.

O Clam chowder no pão italiano
O Clam chowder no pão italiano

No jantar, escolhemos o Fish Hopper, que fica sobre o mar e é todo envidraçado. Escolhi um salmão com cobertura de gergelim preto.

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Foi nesse restaurante que entendi porque não estavam servindo água aos clientes assim que se sentassem à mesa, como é prática nos Estados Unidos. Devido à seca, água é servida apenas se solicitada.

Se você perdeu a chance de provar o chocolate Ghirardelli, que virou ponto turístico em São Francisco, em Monterey você tem outra oportunidade e a loja na Cannery Row fica lotada. Um pacote de 422g com tabletes sortidos sai por 16 dólares. Minha opinião sobre o chocolate? Nada demais.

Preços médios (em dólares, em setembro/2016)

refrigerante: 3,50
Corona long neck: 5,50
espresso: 3,95
Salada Caesar: 8
Salada Caprese: 12
Chowder no pão italiano: 13
Espaguete e almôndegas ou pene a bolonhesa: 16
Porção de camarão empanado com fritas: 24
Fish and chips: 17
Salmão ao pesto co legumes: 25
sobremesa (bolo ou mousse): 10

Onde ficar em Monterey
Em minhas buscas encontrei vários hotéis com lareira, mega românticos, mas como não era o caso (nem frio, nem romance), ficamos no Arbor Inn, hotel estilo motel americano com estacionamento grátis e café da manhã bem ruinzinho. O quarto era espaçoso, limpo e confortável. O exterior era muito charmoso. 

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Procure seu hotel ou pousada em Monterey pelo Booking.com. Se você gostar do preço, faça sua reserva clicando no logo deles aqui no blog (ou no link acima) e eu recebo uma pequena comissão para ajudar a pagar a manutenção do blog. Você não paga nada a mais, pode conferir!

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Viva Las Vegas

“Viva Las Vegas”,  uma das famosas canções – e de filme homônimo – de Elvis Presley, que era um grande fã da cidade e onde se apresentou de 1956 a 1976. Vegas já foi apenas uma cidade de shows e de cassinos, mas hoje é um mega centro de entretenimento que vai além de bebedeiras e apostas retratadas nos filmes hollywoodianos, podendo ser um destino até que familiar, com atrações radicais e compras que brasileiros tanto apreciam. Ah, muitos casais vão a Vegas e aproveitam para renovar os votos do casamento em uma das capelas com o tema Elvis – e brasileiros entraram nessa também!

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A famosa placa de boas vindas da cidade. Foto da Wikipedia

Como chegar a Vegas
Saindo do Brasil para os Estados Unidos  você terá muitas opções de voos, mas dificilmente encontrará um direto para Las Vegas. Portanto, prepare-se para fazer uma ou mais conexões em outras cidades americanas como Houston ou Miami. Devido às conexões, a viagem será de no mínimo 15 horas. Mas o mais divertido é dirigir até lá, voando até Los Angeles e alugando um carro no próprio aeroporto. De Los Angeles a Vegas são cerca de 460 km e de lá você pode emendar uma outra roadtrip e conhecer o Death Valley e também o Grand Canyon. Quando eu fui, cheguei a e saí de Vegas de avião e de carro fizemos o trecho Vegas-Grand Canyon.

imagem de Wikipedia
imagem de Wikipedia

Onde se hospedar
Chegando em Las Vegas, você pode ficar em uma das grandes redes Americanas de hotéis como o Super 8, o Travelodge ou o Americas Best Value. Estes hotéis são de 2 ou 3 estrelas, você gastará em média  60 dólares e terá café da manhã. Não são luxuosos ou super confortáveis, mas ótimas opções para quem quer pagar pouco. Porém, o mais divertido mesmo é se hospedar nos próprios hotéis-cassino de Las Vegas.

Os hotéis cassino da cidade são verdadeiros resorts. Neles você encontrará não só hospedagem com muito conforto a preços variados, mas também shoppings, shows, spas, restaurantes e, é claro, gigantescos salões de jogos. Se você quiser se hospedar num 5 estrelas, o Aria, o The Pallazo e o Bellagio são opções para você. Mas se você quer se hospedar mais barato, você pode optar pelo Excalibur e o Stratosphere.

Se você resolver fazer a reserva pelo Booking.com, clicando nos links acima ou no logo deles aqui no blog, você colabora com a manutenção do blog, pois eu recebo uma comissão. Não vai pagar minhas viagens, mas vai ajudar a pagar a hospedagem do blog no WordPress, para que eu continue dando dicas. Thanks!

Excalibur, foto Booking.com
Excalibur, foto Booking.com

Atrações da cidade
As principais atrações de Vegas estão dentro dos cassinos, verdadeiros centros de entretenimento e lazer. E o mais legal é que você não precisa ser hóspede de um hotel cassino para entrar, jogar, fazer compras ou assistir aos shows. Existem vários hotéis temáticos onde você se diverte sem gastar um centavo. O Excalibur, por exemplo, é um hotel cujo tema é a época medieval. O prédio imita um castelo e por dentro toda arquitetura te transportará para o tempo dos Cavaleiros da Távola Redonda. Outro exemplo é o Caesars Palace, cujo tema é o império Romano. Já o Luxor tem como tema o Egito. Existe também o Paris e muitos outros.

Vale destacar que é oferecida  grande variedade de shows. As cantoras Britney Spears e Jeniffer Lopez são exemplos de grandes estrelas que fazem shows regularmente em Vegas. Para quem gosta de mágica, David Copperfield e Criss Angel são ótimas opções. Também em Vegas existem shows quase diários do Cirque du Soleil. Não faltam também comediantes e shows de dança – para todos ou para maiores de 18 anos.

Cirque du Soleil. foto da Wikipedia
Cirque du Soleil. foto da Wikipedia

 Os cassinos são pura diversão
Se você é do tipo que curte tietar, uma outra atração pode ser encontrar estrelas e atletas que adoram passar uns dias na cidade. O jogador de futebol Neymar, por exemplo, é um grande fã do poker e no ano passado esteve de férias em Vegas, onde aproveitou para praticar o esporte no cassino Rio. Nele estava acontecendo a World Series of Poker, um dos principais torneios do mundo. Além de muitos momentos de diversão, ele até foi campeão de uma das modalidades do torneio e ganhou um bracelete especial, muito disputado entre os participantes.

Neymar e o poker. Foto de Pokerstars
Neymar e o poker. Foto de Pokerstars

Quer ler mais sobre Vegas, baby? A Josi do blog Uma Turista nas Nuvens andou por lá e fez uma lista de o que você pode fazer na cidade.

Las Vegas, para mim
As pessoas não se conformam quando a gente diz que determinados destinos turísticos ou estilos de viajar não nos agradam tanto quanto outros. Assim como comida, esporte, jogos, roupas, cada um deve praticar o seu preferido e são todos válidos. Pra mim, uma vez em Las Vegas me bastou, mas estou publicando artigo sobre a cidade porque talvez o leitor goste e aprecie, assim como muita gente! E você, o que acha de Las Vegas? Deixe aí nos comentários, seu e-mail não será publicado. Abraços!

 

 

Golden Gate Park: must-see em São Francisco

museus em São Francisco

Não é maravilhoso quando você vai a um lugar sem grandes expectativas e acaba se surpreendendo de tal maneira que não quer mais sair de lá? Então não saia daqui, role a tela e acompanhe as muitas atrações do Golden Gate Park que, como denuncia o nome, fica em São Francisco, Califórnia.

A bike é sua melhor amiga, porque o parque é muito grande!
A bike é sua melhor amiga, porque o parque é muito grande!

Era nosso último dia em San Fran e o fog resolveu dar as caras depois de 2 dias ensolarados. Deixamos o hotel pela manhã, botamos as malas no carro e chegamos por volta das 10h com a ideia de “dar uma passadinha”. Impossível! Além de extenso, o parque tem muito pra ver e vou repetir: é surpreendente.  Ou você acha normal encontrar bisões em plena São Francisco?! Ou moinhos de vento?! E se a tal área verde de 4 quilômetros quadrados acabar no oceano Pacífico?!

Isso é que eu chamo de Mancha Verde!
Isso é que eu chamo de Mancha Verde! Foto do Wikipedia
Bisões em campo do parque
Bisões em campo que se chama “campo dos búfalos”.

Então tá: o Campo de Búfalos não tem búfalos, assim como a Golden Gate não é dourada. Só uma questão de nomenclatura…

o moinho do Norte
o moinho do Norte

Quanto aos moinhos (há dois: um ao Sul, perto da Martin Luther King Jr. Dr e outro ao Norte, perto da John F. Kennedy Dr.), ambos ficam no lado Oeste do Golden Gate Park. Não sabe os pontos cardeais? Olhando pro mapa, Oeste fica à esquerda, Norte acima e Sul abaixo. Got it? Os moinhos hoje são apenas um rostinho bonito, mas já bombeavam água no início do século 20. Só visitamos o do norte, em cuja base não havia tulipas, mas begônias. Se você for entre Fevereiro e Março, quando as tulipas estão em flor, vai se sentir na Holanda! Abaixo listo as demais atrações do parque:

Atrações do Golden Gate Park

Academy of Science

  • California Academy of Sciences – não precisa ser nerd para ir, mas pode ir se for nerd. Planetário, Aquário, Borboletário e outras atividades. Se você não for, visite ao menos na lojinha ao lado da entrada e divirta-se com a variedade de nerdices!

sao-francisco Golden Gate Park

  • Japanese Tea Garden – Pensa num jardim japonês maravilhoso! Tive a sorte de pegar um tour gratuito, desses que você só dá uma gorjeta, e isso fez toda a diferença para direcionar meu olhar e até entender fatos da segunda guerra. Mas sobre o Jardim eu conto em post específico, em breve. Visite a página da Califórnia que é onde listo os links atualizados.
    sao-francisco Golden Gate Park
  • De Young Museum – o acervo reúne arte de nativos americanos e contemporânea, além de coleções africanas e da Oceania. Em dias claros, sem fog, a vista da torre é tão requisitada quanto as obras.

de Young Museum

  • Conservatory of Flowers – É a estufa mais antiga dos Estados Unidos e guarda espécies tropicais da América do Sul e do Caribe, plantas aquáticas, e outras.

Golden Gate Park

  • Jardim das Dálias – à direita do Conservatory, fica um canteiro de várias espécies de dálias. Todas possuem uma etiqueta identificadora, algumas com nomes, ourtas com números. Uma senhora que trabalhava no canteiro disse que os números são de novas espécies, que ainda estão no processo, e por isso ainda não foram nomeadas. Se você gosta de flores, eu diria que é imperdível!
jardim de dálias em São Farncisco
O Jardim das dálias

Onde Comer no Golden Gate Park
Você não está na Europa, mas picnics são bem-vindos everywhere!
O único restaurante do parque é o Beach and Park Chalet, que fica em frente ao mar, perto do moinho do Norte.
Em frente ao Tea Garden, algumas barraquinhas vendem lanches, refrigerantes, etc. Tirei umas fotinhos pra compartilhar preços e opções com vocês:

o que comer no parque preços refeições São Francisco comer no Golden Gate Park

  • Playgrounds, carrossel, lagos, floresta de redwoods, jardim de rosas são outras atrações do parque.
Stranger Things
Stranger Things
  • Jardim Botânico – entrada a $8, grátis na segunda terça-feira de cada mês.
o que fazer em São Francisco
Eu veria muitas dessas árvores na costa da Califórnia, de SF a San Siego, mas não descobri seu nome

Estacionamento
Como o parque é grande, estacione próximo de onde houver as atrações mais concentradas, como o de Young, que fica perto do Tea Garden, da Academy of Science e do Jardim Botânico. Lá tem um estacionamento subterrâneo a $2,50 por hora ($3 nos fins de semana). Para chegar nele, entre na 10th Ave. esquina com a Fulton.

Nós deixamos o carro  na rua mesmo, perto do de Young Museum, na John Kennedy Dr., pois o usamos para percursos longos, como ir dessa área até o Conservatory of Flowers e depois até a área dos moinhos.

Segways estão disponíveis para aluguel na frente do Tea Garden
Segways estão disponíveis para aluguel na frente do Tea Garden

Mapa do Golden Gate Park
Abaixo, o mapa que você pode usar para se deslocar dentro do parque, com as marcações dos lugares que visitamos em algumas horas. Para saber mais, visite o website oficial do Golden Gate Park

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USS Midway, o porta aviões-museu de San Diego

O tamanho impressiona já do lado de fora principalmente quando você se aproxima da bilheteria e o troço vira um paredão. Lá dentro, no hangar, você não acredita na quantidade de aviões restaurados em exposição e, quando chega no deck superior, a vista da cidade, da baía e de mais caças é inebriante. Estou falando do USS Midway, o porta aviões que mais trabalhou na historia da marinha americana, quase 50 anos. Virou um dos museus mais visitados de San Diego, instalado no waterfront, pertinho do centro.

O maior porta aviões do século 20
O mais longevo porta aviões do século 20 ao seu alcance

Este é o tipo de passeio que vai agradar crianças e a grande maioria dos homens, mas mulheres curiosas também! Tente esquecer que é um instrumento bélico e deixe sua imaginação te levar ao percorrer os corredores estreitos, observar a casa de máquinas, as salas de operação e os aposentos de marinheiros e oficiais. Pense na escassez de água potável, na qualidade da comida e no confinamento. Depois, no deck de voo, se não conseguir entender como um jato consegue aterrissar na pista deste aeroporto navegante, sente-se para assistir ao vídeo e tire suas dúvidas com o guia.ussmidway-49

Ingressos para o USS Midway
Você pode comprar o ingresso antecipadamente pela Internet (um pouco mais barato) ou pegar uma fila pequena a estibordo (brincadeira, é à direita do porta aviões, mas ainda em terra firme, ehehe) no momento da visita. A entrada varia de $20 (18 a 61 anos) a $10 (6 a 12 anos) e é grátis para menores de 5 anos.

O museu abre todos os dias das 10h às 17h, exceto no feriado de Ação de Graças (4a. quinta-feira de novembro) e Natal.

O ingresso inclui o audio guide, aparelho que você leva com você durante a visita e seleciona as gravações que quer ouvir. Pela imagem abaixo você terá uma ideia do quanto pode aprender se tiver interesse. Simuladores presentes no hangar precisam ser pagos à parte.

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o mapa do audio tour

Como chegar
Se você estiver hospedado em Downtown, é só descer a pé em direção à baía. Se estiver em outros bairros, o San Diego trolley (jardineira do tipo hop on hop off) faz parada lá e a estação de trem Santa Fe é pertinho (green line). Para quem vai de carro, há um estacionamento ao lado da bilheteria, pago à parte ($10 para período de 12 horas).

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Vai viajar? Não se esqueça de voltar aqui para reservar seu hotel, comprar seu chip americano ou para contratar o seguro viagem. O blog tem parceria, respectivamente, com o Booking.com, a TravelMobile e a Mondial Assistance. Fechando por aqui, você não paga nada além do que pagaria no site deles e ainda contribui com a manutenção do blog, pois recebo um pequena comissão a cada venda. É um gesto simpático em retorno às dicas. Obrigada!

Quanto tempo dura a visita
Como em qualquer museu, vai depender do seu interesse, mas a gente levou mais de 3 horas, que é a média, segundo o site oficial. E é bem cansativo fisicamente, porque você sobe e desce     várias escadas e precisa levantar bem as pernas para passar pelas portas dos corredores. O calor prejudica um pouco a qualidade da visita, pois é bem quente nos ambientes mais compartimentados, como os aposentos dos marinheiros.

Pensa num quartinho apertado!
E há quem reclame de hostels!
San Diego o que fazer
Juju brincando de pilotar num cockpit recortado
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Você sabe fazer correntinha, menina?

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Uma das coisas mais legais de visitar os Estados Unidos é ver como pessoas comuns trabalham voluntariamente e aqui você vai encontrar vários senhores, militares reformados, que atuam no museu dando informações a quem se interessar. Contam em primeira mão, pois viveram e trabalharam no porta aviões.

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Os 29 aviões em exposição estiveram em guerras como a Segunda Mundial, do Vietnã e a do Iraque.

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“…take my breath away…” Cadê o Tom Cruise???

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Voluntário explica como funcionam as
Voluntário explica como funciona o pouso no porta aviões
San Diego vista do USS Midway
San Diego vista do USS Midway

Do deck de voo também se tem uma vista de 360 graus do waterfront de San Diego e da estátua que trouxe à terceira dimensão a famosa fotografia do marinheiro beijando a enfermeira na Times Square de NYC ao final da Segunda Guerra Mundial.

Rendição Incondicional
Rendição Incondicional

Vale a pena?
Isso é muito pessoal, mas eu acho que é uma visita bem interessante e diferente das demais atrações de San Diego e só por isso eu acredito que já valha a pena, sim. Quantas vezes você vai poder dizer que esteve num porta aviões, hein? 

Para mais informações, visite o site oficial do USS Midway.

Nós visitamos o USS Midway a convite do San Diego Convention & Visitors Bureau.

Leia sobre San Diego e outras cidades e parques da Califórnia

 

San Diego: Point Loma

Cabrillo National Monument, em Point Loma
Cabrillo National Monument, em Point Loma

Point Loma é uma pensínsula que protege outra, a de Coronado, e a baía de San Diego, no extremo sul californiano, e marca a chegada dos europeus à costa da Califónia espanhola.

San Diego Point Loma
a área do parque

Visitamos Point Loma no dia de nossa chegada à Califórnia, ainda de roupas usadas no voo internacional, bagagem no porta malas, cansados mas cheios de expectativa com a viagem. Escrevi sobre o primeiro dia no post anterior, quando visitamos La Jolla e Old Town, e como o post já estava longo demais, Point Loma ganhou um espaço só para ele, este aqui.

Para chegar é muito fácil, há indicação de placas para lá na cidade e em La Jolla – e acho que ninguém mais circula sem GPS, certo? Point Loma é cortada de norte a sul por uma avenida principal, a Cabrillo Memorial Dr. e para entrar no parque há uma cancela onde é preciso pagar a taxa de $10 por carro, com direito a estacionamento, panfleto com informações históricas e úteis ao visitante e acesso aos pequenos museus e piscinas naturais.

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Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. A aridez impressiona….

O que Fazer em Point Loma

A atração principal de Point Loma é o Cabrillo National Monument, mas acho que nem nerds iriam até lá só por causa da estátua. Além das atrações naturais, que são a vista para a baía (principalmente no inverno, de dezembro a março, quando baleias visitam aquelas águas) e as piscinas naturais, há pequenas exibições nas casinhas brancas no farol (Point Loma Lighthouse) e no Visitor Center. Para quem viaja com crianças é uma opção interessante.

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Cabrillo National Monument
Você já ouviu história parecida: a mando do rei espanhol, em 1542 Cabrillo partiu do norte do México com três caravelas para descobrir uma rota para a Ásia, novas terras e ouro. Depois de lutas com povos nativos já exaustos por invasões precedentes, Cabrillo morre sem descobrir novas terras, mas deixa registros de pontos geográficos, ventos e marés relevantes para os naveantes do século 16.

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Para os menos interessados em historia: a vista do monumento é linda! Pode não ser tão bonita quanto a de São Francisco, comparando cidades do mesmo estado, por causa da aridez e principalmente pelas grandes áreas militares: San Diego é a base naval da costa Oeste americana e a Marinha emprega 48 mil pessoas, entre militares e civis. Já contei no post sobre Coronado que jatos e helicópteros passam em voos rasantes sobre as areias da praia. Como só passamos algnus dias por lá, não dá pra dizer o quanto essa população militar interfere na vida social da cidade.

Antigo Farol de Point Loma

Inaugurado em 1854, o farol serviu como guia para navegantes por 36 anos, quando foi substituído por outro mais abaixo, que não tivesse a luz obstruída por nuvens baixas ou pelo nevoeiro. Uma mesma família morou ali durante 20 anos e a casa exibe objetos e mobiliário da época. Como não havia estradas, o único acesso à “civilização” era por mar. Do lado de fora, uma pequena horta sobrevive apesar do vento e da seca.

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Point Loma tem em suas encostas bunkers e uma pequena casa abriga imagens e gravações de áudio que relatam as comunicações durante a Segunda Guerra Mundial.

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Piscinas Naturais
Ótima opção para quem está com crianças: elas podem correr, subir e descer barrancos e depois aprender sobre os seres que ficam “presos” com a maré baixa ao observá-los. Voluntários fazem visitas guiadas. Os melhores meses para visitar vão de outubro a abril, principalmente nas luas Cheia e Nova.

Do monumento até as piscinas, é preciso ir de carro e há estacionamento bem pertinho das falésias.

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A visita a esta região pode ser feita em um média de 60 minutos ou um pouco mais, se você quiser explorar as trilhas com vista para a baía de San Diego ou das piscinas naturais. Caso tenha pouco tempo em San Diego, na nossa opinião, dá pra cortar Point Loma do roteiro sem muito dó.