Dolomitas, nos Alpes Italianos – roteiro de 3 dias

“Se a Capela Sistina tem o teto, as Dolomitas são o telhado da Itália.”

Quando dizia às pessoas que iria às Dolomitas, Patrimônio Mundial da UNESCO,  percebia uma interrogação em seus semblantes, então eu explicava que se tratava de uma cadeia de montanhas nos Alpes italianos, e acho que pensavam o que eu iria fazer nos Alpes se nem era inverno por lá e eu nem sabia esquiar. Aí comecei a postar fotos das montanhas no Facebook e o encantamento tomou conta delas também. Que bom! Foi assim que conheci alguns dos lugares mais lindos do mundo: sendo apresentada através de impactantes imagens.

Trilha próxima ao Rifugio Auronzo
Trilha próxima ao Rifugio Auronzo

Compartilho aqui meu roteiro de 3 dias pelas Dolomitas e no próximo post você encontra um guia com várias dicas sobre esta cordilheira. No final deste post, tem também links para outras publicações sobre esta viagem.

Roteiro de 3 dias nas Dolomitas
Roteiro dia 1 nas Dolomitas: Veneza-Cortina-Lago Misurina-Rifugio Auronzo
Depois de duas noites em Veneza, tomamos o vaporetto até a estação final (Piazzale Roma) e retiramos o carro na locadora, o que levou quase uma hora! Como parte do dia 1, leia o post sobre bate-volta a Cortina d’Ampezzo a partir de Veneza, com várias dicas práticas e em breve escreverei sobre o Lago Misurina e o Refúgio Auronzo, outros lugares por onde passamos no primeiro dia.

Lago Misurina
Lago Misurina

Roteiro dia 2 nas Dolomitas: Lago Misurina-Passo Giau-Passo Falzarego-Selva Val Gardena-Funes
Dia de muita estrada, com trechos da famosa Grande Strada delle Dolomiti, que vai de Cortina a Bolzano, mas infelizmente o clima não ajudou. Choveu a maior parte do tempo e quando não estava chovendo o céu estava completamente encoberto. Mesmo assim foi possível apreciar toda a majestade dessas montanhas. Vou escrever post próprio sobre Funes, o destino final deste dia e onde passamos a segunda noite. Você não pode perder, porque o lugar é estonteante!

Partimos do Lago Misurina logo após o café da manhã e pegamos a estrada até Cortina, que é lindamente sinuosa com campos e paredões rochosos e há um ponto para ver o vale onde está a cidade.

Cortina vista da estrada que leva ao Lago Misurina
Cortina vista da estrada que leva ao Lago Misurina. Montanhas encobertas

Na cidade há placas orientativas para vários passos e refúgios, daquelas que você precisará estacionar para ler, pois são tantas que só uma olhadinha não será suficiente. Se você ainda não dirigiu na Itália, leia o post dirigindo na Itália e você vai entender melhor do que estou falando rsrsrs.

Passo Giau
Vaquinhas pastam ao lado da estrada para Passo Giau

Nossa primeira parada do dia foi Passo Giau. Eu vou ficar aqui repetindo que as estradas são lindas. Desculpe, não é pobreza de vocabulário ou falta de assunto, mas todas elas têm atrativos e todas valem ser percorridas, seja pela paisagem, seja pelo prazer de dirigir. Nesta em particular foi onde encontramos um grupo de motoqueiros e até um carro de corrida (só sei modelo de carro se leio o que está escrito na traseira), mas também vimos ciclistas e vários cavalos e vacas pastando à beira da estrada.

A vista em Passo Giau é muito legal e deve ser fantástica em dias claros. Os motoqueiros que nos ultrapassaram estavam colando seus adesivos na placa, uma tradição do tipo “estivemos aqui”.

Passo Giau

Passo Giau às vezes é incluído na competição ciclística Giro d’a Itália, que como diz o nome percorre alguns pontos de Norte a Sul do país. Outra competição anual é a Maratona das Dolomitas, cuja próxima edição está agendada para o final de junho de 2017. Mas acho que por causa do tempo ruim havia poucos ciclistas pelas estradas nesse dia.

Depois de brincar de esconde esconde, esperando as nuvens permitirem-me avistar o cume de 2.236 metros, voltamos pela estrada até Cortina, mas para quem tem mais tempo é possível continuar pela mesma estrada (638) e na bifurcação pegar a 251 e a 203, seguindo até Passo Falzarego, nossa parada seguinte.

Passo Giau (2)

Pouco antes de chegar a Passo Falzarego, parei para fotografar o Rifugio Col Gallina, onde também tem uma capelinha, mas o destaque fica por conta da montanha piramidal. Aliás, os passos sempre tem capelas, algumas para padroeiros de montanhistas, outras para padroeiros de gado. Entendo a religiosidade italiana, mas não há melhor mais próximo de Deus, Buda, Alá, ou seja qual for sua crença, do que a natureza e, na minha opinião, as montanhas são o templo perfeito.

Rifugio Col Gallina
Rifugio Col Gallina

Em Falzarego tem uma gôndola/um teleférico que te leva (neste dia literalmente) às nuvens sem recorrer a nenhum tipo de substância ilícita. Em um dia tão nublado como aquele, não valeria a pena subir a Lagazuoi, a 2.752m, então eu tirei algumas fotos, entrei na lojinha de suvenires (cara!) do local, onde muita gente tomava um café para esquentar. Não sei qual era a temperatura naquele dia, mas estava muito frio para um final de primavera e eu vestia minha sempre-presente-nos-destinos-de-montanha-jaqueta-corta-vento-vermelha. É preciso economizar para viajar. Melhor a mesma roupa do que a mesmice!

O teleférico em Falzarego, que sobe até o Rifugio Lagzuoi
O teleférico em Falzarego, que sobe até o Rifugio Lagzuoi

E como a viagem continua depois que termina, descobri que Falzarego significa falso rei na língua ladina (dialeto do norte da Itália, nas Dolomitas, no Sul do Tirol nas províncias de Beluno e Trentino. Leia mais no próximo post, o Guia das Dolomitas) e se refere ao rei de Fanes, que segundo a lenda virou pedra por ter tomado o trono do verdadeiro herdeiro. Esta é uma das lendas passadas oralmente por gerações, nos invernos longos das montanhas, quando as famílias se reuniam em um único cômodo para aproveitar o calor que vinha do fogão. No final do século 19 um antropologista austríaco coletou esta e outras historias e seus estudos renderam publicações que hoje são usadas  nas escolas ladinas. Na região de Alta Badia, um pouco mais ao Norte deste ponto, você encontrará algumas estações de aluguel de bikes elétricas e lá você também pode usar um MP3 para ouvir esta e outras lendas. E no Brasil, sua escola ou a escola de seus filhos ensina lendas indígenas?

A caminho entre Falzarego e Gardena, fotografei um dos museus históricos da Primeira Guerra Mundial – as Dolomitas têm vários túneis, trincheiras que podem ser visitados, principalmente no alto das montanhas (que pena não ter subido a Lagazuoi), mas este estava ao lado da estrada Passo Valparola. Garoava e fazia frio, e eu que gosto de um papo nem tive vontade de conversar com um motoqueiro alemão que me explicava (o que eu já sabia) que aquelas montanhas antes pertenceram à Áustria (na verdade, ao império austríaco) e que as Dolomitas haviam sido palco de batalhas da Primeira Guerra.

Museu I GM (2)
Nem tava frio, magina! Até gelo acumulado da última nevada ainda tinha.

Museu I GM (3)

Assista a este video disponibilizado no YouTube (em Inglês) para entender melhor o que são estas trincheiras e viajar no tempo ao imaginar a vida desses soldados batalhando em condições inóspitas. Mais abaixo eu resumo o imbróglio envolvendo as Dolomitas.

a caminho de Funes, o tempo fechou ainda mais
a caminho de Funes, o tempo fechou ainda mais

Nos próximos 100 km eu dirigiria debaixo de chuva, com nuvens baixas sobre as montanhas altas que mal podiam ser vistas, por estradas serranas estreitas e cheias de cotovelos. Passamos por vales lindos e montanhas sempre impressionantes, e também por vilarejos à beira da estrada onde em dia sem chuva teria sido delicioso passear, mas só paramos para almoçar no restaurante do Hotel Chalet Gerard, que apesar de luxuoso e do cardápio primoroso, não saiu tão mais caro que em outros restaurantes italianos.

O restaurante onde almoçamos
O restaurante onde almoçamos

Este trecho entre Passo Gardena e Selva di Val Gardena… ah, nem vou falar que é um grande prazer dirigir ali, que a paisagem é linda, que a estrada é cheia de cotovelos a 180º e que a proximidade com os paredões rochosos chega a assustar, mas um susto como de uma surpresa boa. Pronto, falei de novo. Eu preciso falar, sempre, porque é muito bonito, mesmo.

A parte chata eu vou falar rapidinho: nos perdemos para chegar a Funes, rodamos muitos quilômetros a mais na autoestrada e depois por estradas tão estreitas e à beira de precipícios debaixo de chuva e com a noite se aproximando. Foi desgastante.

Acredite: o GPS nos mandou por ali!
Acredite: o GPS nos mandou por ali! Sim, o carro passou!

Quando finalmente chegamos à pousada onde passaríamos a noite, não se enxergava nada por causa da chuva e neblina. A rua era sem saída e estreita e como passamos batido pela pousada (não me culpem, olhem a visibilidade!), tive que voltar de ré. Gente, que saudade do meu marido dirigindo!!!!!! Eu quero ver paisagem, fotografar, não quero mais brincar de dirigir em viagem! rsrsrs

E tinha sido assim o dia todo...
E tinha sido assim o dia todo…

O jantar foi uma coisa esquisita. Havia 4 ou 5 mesas tomadas por hóspedes e um silêncio inquietante, como se a gente estivesse ali para um teste ou incomodados com algo – será que com a chuva que caíra o dia todo? Normalmente em pousadas e B&B há uma proximidade entre as pessoas, mas não sei porque isso não aconteceu nem durante as refeições ali. Mas cachorro é tudo de bom e um gordinho entrou na sala e todos começaram a rir: “I think he’s on a holiday here, too!”. Explico: o jantar era típico italiano, com entrada de salada e pizza, prato principal, sobremesa. Quem aguenta comer tanto?!

Sass Rigais, as montanhas no quintal da pousada
Sass Rigais, as montanhas no quintal da pousada

Roteiro dia 3 nas Dolomitas: Funes-Alpe di Siusi-Trento
A pousada em Funes fica num lugar tão remoto que nem visualização do homenzinho amarelo do Google Maps tem, só fotos. Pagamos o preço da exclusividade para chegar lá, agora era aproveitar a vista, porque no dia seguinte acordei com a luz que entrava pela porta balcão do quarto e vi o céu azul. Quase pulei de alegria. Fui à sacada para fotografar meus pés com as montanhas Sass Rigais ao fundo, me vesti, peguei uma fruta e às 6h30 já estava fazendo uma trilhazinha antes do café da manhã.

Sass Rigais Funes-16
uma das trilhas próximas à pousada

Sass Rigais Funes

Depois do café, parti com dor no coração, porque não teria mais tempo de andar por ali, mas o Grand Finale nos aguardava: Alpe di Siusi! No caminho, Santa Magdalena, um vale salpicado de casinhas alpinas e igrejinhas simpáticas, iguais a tantas outras, mas com picos pontiagudos lindos! Não consegui o melhor ângulo e o dia estava nublando rapidamente, então me contentei com as próximas imagens. Acho que a máxima Deus ajuda quem cedo madruga funciona bem aqui nas Dolomitas!sta magdalena-1

A capela S. Giovanni, em Funes
A capela S. Giovanni, em Funes


Cerca de 50 km depois chegamos a Siusi, no vale. Nosso destino era o alto da montanha, o maior planalto de altitude da Europa, então tomamos o teleférico mais longo em que já “andei” (ensino Português para estrangeiros e eles morrem de rir quando digo que em Português a gente anda de carro, anda de cavalo, anda de metrô…) e tivemos algumas horas de paz e encantamento. Mas essa historia você lê no post Alpe di Siusi: o paraíso nos Alpes Italianos. Sim, o lugar parece um estereotipado paraíso: campos verdes enfeitados com flores amarelas, vacas pastando e seus sinos tocando. Vento fresco batendo no rosto num raro encontro com a natureza alpina. Passa lá pra ler!

Em Alpe di Siussi - Bullaccia
Em Alpe di Siussi – Bullaccia

Quando descemos até Siusi, no vale, seguimos em direção à autoestrada 22 até Trento (aquela mesmo do Concílio, que você estudou na escola), que ainda tem vista para as Dolomitas, muita historia e é uma cidadezinha deliciosa para passar a noite. Vou falar sobre ela em breve, aguarde!

Até agora não sei se deixei as Dolomitas satisfeita. Que gostei, não tenho dúvidas! Ficou a vontade de ir para ficar 10 dias, como eu havia planejado, para caminhar – de preferência sem chuvas! Porque tem muita coisa ainda para ver e fazer e se você tiver um tempo maior nesta região, vá até o post Dolomitas: guia para planejar sua viagem que lá tem mais sugestões!

E se você gosta de road trips, confira os relatos de viagens nas montanhas canadenses, na incrível Icefields Parkway e pelo Parque Torres del Paine. E logo estarei na HW1 da Califórnia, então tem mais roadtrip por aí! 

Lago Bow, na Icefields Parkway, Oeste Canadense
Lago Bow, na Icefields Parkway, Oeste Canadense. Também estava nublado…
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9 comentários sobre “Dolomitas, nos Alpes Italianos – roteiro de 3 dias

  1. Alessandro Paiva 3 de agosto de 2016 / 12:47

    Ótimo, Márcia! E fotos lindíssimas!

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  2. Guilherme 21 de setembro de 2016 / 16:11

    Muito bom o post!
    Carro 1.0 dá conta do recado nesse trecho ?

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 21 de setembro de 2016 / 16:31

      Guilherme, se 1.0 é o q vc vai alugar, vai ter que dar, nao é? Claro que em serras o melhor ė um motor mais potente, mas já dirigi muito 1.0 e aprendi q tem que pegar embalo antes da ladeira e desligar o ar condicionado. Rsrs já leu o post Dirigindo ns Italia? Tem link pra ele neste post. Abraços

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  3. Rômulo Lima 24 de maio de 2017 / 20:28

    Olá, Marcia.
    Em primeiríssimo lugar, quero parabenizar pelas matérias. Li várias!!!
    Estou indo para o Norte da Itália em dezembro-17 e janeiro-18. Vamos eu, esposa e filha de 4 anos. Ela quer ver neve. Acho que dá pra matar esse desejo dela nas Dolomitas, certo? rsrs
    Bem, pelo cronograma inicial, devo passar justamente o réveillon dentro do roteiro circular que envolve Veneza (saída e chegada) – Cortina d’Ampezzo – Bolzano – Trento – Bassano del Grappo/Marostica.
    Minhas dúvidas:
    1. Onde “pousar”?
    2. Quantas noites em casa pouso?
    3. Cidade bacana pra passar a noite de réveillon?
    4. Cidade com boas atrações para as crianças (além da neve, claro, rs)?
    5. Onde NÃO ir (algum lugar muito inóspito e tal…)?
    Agradeço imensamente pelo help.
    Abraços e, mais uma vez, parabéns pelo trabalho.

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    • Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 24 de maio de 2017 / 21:35

      Oi, Rômulo, obrigada pelo feedback positivo, sempre bom saber que as dicas estão sendo úteis. Neve é certeza, aproveitem! Olha, inverno é bem diferente da primavera, quando muitos vilarejos das Dolomitas estavam às moscas, pois são resorts de esqui, então reserve os hotéis logo (e se quiser contribuir com o blog, faça as reservas pelo logo do Booking.com na página inicial do blog ☺). Não sei quantos dias você tem para este trecho do Norte (acho que não vai ficar os 30 dias lá, né), então segue o que eu faria:
      – Veneza ao menos 2 noites
      – Cortina é uma gracinha e de lá você conhece vários passos ou rifugios. 2 noites ao menos, e vai aumentando se forem levar a coisa de esquiar mais a sério.
      No caminho até Bolzano você passa por Val Gardena, que também tem um visual lindo e pode ser um bom lugar para pernoitar. Eu fiquei bem cansada dirigindo de Lago Misurina até Funes, mas fui parando em alguns passos, o que aumentou a quilometragem, e a chuva com certeza contribuiu para o cansaço. Como vocês estarão com criança, talvez seja bom colocar uma parada para pernoite antes de seguir viagem para Bolzano, sim.
      mas antes de chegar a Bolzano e Trento, que já são maiores, com universidades, etc., pare em Alpe di Siusi, nem que seja só para passar o dia.
      Não conheço Marostica, mas é tão pertinho de Trento que não sei se haveria necessidade de pernoitar lá.
      – Bolzano e Trento: 2 noites cada. Até dá pra ficar menos, mas nem todo mundo gosta de ficar só uma noite em cada hotel…
      Se as estradas estiverem boas, já pensou em esticar até Innsbruck, na Áustria? são apenas 123km de bolzano…
      Indo para o Sul, você pode parar em Riva del Garda para conhecer e seguir viagem para Verona (2 noites)
      Não estiquei até Merano por falta de tempo, mas você pode pesquisar e ver se vale a pena.

      Nunca passei Reveillon na Europa, mas todo mundo diz que é muito diferente do Brasil, porque o frio impede que as pessoas fiquem ao ar livre e não há tanta festa como aqui.
      Quanto a atividades para crianças, além da neve, não acho que tenha muito o que fazer. As Dolomitas são para serem caminhadas ou esquiadas. Mas dá uma olhada neste site feito para famílias, com vários destinos italianos: http://www.familygo.eu/destinazioni/

      Nossa, nem na primavera que estava tudo vazio achei inóspito. A natureza é linda e só vi gente do bem: motoqueiros, ciclistas, trekkers… Éramos duas mulheres e não me senti insegura em nehnum lugar ou momento, nem mesmo quando estava sozinha em trilha ou cidade.
      Espero que vocês curtam tanto quanto eu curti!

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      • Rômulo Lima 28 de maio de 2017 / 21:06

        Olá, Márcia!
        Poxa, super obrigado pela resposta.
        E pode ter certeza que farei as reservas através de seu blog sim. É o mínimo que posso fazer para retribuir esse belo serviço que você faz.
        Quanto à viagem, nós vamos fazer um trecho bem grande, englobando parte dos alpes suíços, uma “pegada” na França e um bom pedaço do norte da Itália.
        Resumidamente, será assim: Milão (e arredores)-Lugano-St. Moritz (Bernina Express)-Zermatt ou Visp (Glacier Express)-Chamonix-Annecy-Turim-Bergamo… Aqui começa o meu tormento, rsrs.
        Sairemos de Bergamo rumo ao seguinte trecho: Verona-Veneza-Cortina (…) (…) e depois retorno para Milão, de onde retornaremos para o Rio.
        A saída de Bergamo será no dia 27 de dezembro. Temos que pegar o voo de retorno em 07 de janeiro.
        Assim, teremos de 27 de dezembro até 06 de janeiro (dias cheios) para o trecho que falei acima.
        Devo partir direto de Bergamo para Veneza. Subir para Cortina e descer por Bolzano-Trento-Verona. Essa seria a última cidade a visitar, antes do retorno para Milão.
        O que sugere?

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  4. Marcia, blogueira do Mulher Casada Viaja 29 de maio de 2017 / 15:41

    Rômulo, acho que eu teria feito o roteiro igualzinho ao seu se tivesse tido mais tempo! Mantenho as sugestões do comentário anterior, mas como você terá mais dias do que eu pensava, aumente as noites nas montanhas, se gostarem de esportes de inverno ou de brincar na neve. Caso contrário, rodar pelas estradas das Dolomitas, fazendo bate voltas para apreciar a paisagem, subir até os passos para um chocolate quente com vista, já é um programão, na minha opinião.

    Se quiser outras sugestões de cidades, considere incluir, saindo de Veneza: Treviso, Belluno e Fiera de Primiero.

    Dê uma olhada no blog da Ana, que tem outras dicas da região Norte da Itália: https://italiana.blog.br/italia-no-inverno-post-indice/

    Bom planejamento!

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